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domingo, 9 de dezembro de 2012

[Clube de Escrita] Epílogo NaNoWriMo, por Patrick Rothfuss


Olá, senhoras e senhores! Parece que o Clube de Escrita está mais frequente do que se imaginava, né? E dessa vez mais um post sobre o NaNoWriMo! Mas um post diferente, para falar a verdade. É que essa semana eu encontrei um post no blog do Patrick Rothfuss (autor de "O Nome do Vento"), em que ele fazia um epílogo sobre sua participação do NaNoWriMo. A tradução você vê abaixo.

Só para dar um contexto: No início do texto ele faz referência a um outro post, que foi onde ele respondeu se já havia participado do NaNoWriMo. A pessoa que perguntava meio que dizia "oh, com sua escrita tão elaborada e bem feita, você provavelmente não consegue escrever 50.000 palavras em um mês". Ele tomou isso como um desafio e decidiu participar. Além disso, ele sempre teve certo preconceito com o projeto e se dizia "eu sou um autor de verdade, não preciso de coisa assim". Palavras dele.

E João Pedro F. Gomes! Lembra que você perguntou em um comentário se deveria abandonar o seu projeto e começar outro que bateu a ideia? Eu vou responder lá, mas acho que esse post pode te ajudar. 

Patrick Rothfuss: Epílogo, NaNoWriMo

Então, no mês passado eu fiquei irritado e decidi tentar o NaNoWriMo.

Eu comecei essa experiência cheio de confiança. Apesar do fato de que eu estava começando com uma semana de atraso, eu tinha certeza de que seria capaz de conseguir, disparar além das 50.000 palavras, e ainda ter tempo para fazer um delicioso sanduíche, inventar uma máquina de perétuo movimento e lutar contra um urso antes do final de novembro.

Afinal, eu pensei comigo mesmo. Eu não sou um autor conhecido? Não fui eu que publiquei mais de meio milhão de palavras em livros? E não sou eu, de fato, Patrick Rothfuss, autor de best-seller internacional, polímata e iconoclasta?

No calor do momento eu esqueci que, além de ser essas coisas, eu sou Pat Rothfuss, que levou 14 anos para publicar seu primeiro livro, e quatro para publicar seu segundo. E enquanto * Patrick Rothfuss * parece muito bom no papel, * Pat * Rothfuss é, no seu coração, um preguiçoso, um diletante e um rufião. Além do mais, eu sou propenso a revisão obsessiva e um certo grau de enrolação linguística.

Então, vamos pular direto para o fim da história. Eu ganhei o NaNoWriMo?

Bem, há duas respostas para isso.

Se por "ganhar" você quer dizer "você conseguiu escrever 50.000 palavras até o final do mês?", a resposta é um sonoro "não".

Não só não escrevi 50.000 palavras, mas eu quebrei praticamente todas as regras NaNoWriMo desde o início.

Você supostamente deve começar um romance e ficar nesse projeto até o fim do mês. Você supostamente deve sempre ir em frente, nunca olhar para trás, sem nunca parar de revisar.

Eu não fiz nenhuma dessas coisas. Isto é, em parte, porque eu sou uma pessoa contrária. (Veja acima, em iconoclasta.) Mas também é porque eu prefiro a aderir ao espírito da lei e seguir à letra dela. E, para mim, o espírito de NaNoWriMo é escrever 50.000 palavras.

Isso eu não fiz. Eu estava com cerca de 15.000 palavras. Portanto, não importa se você considera o espiríto ou a letra da lei, eu sou um perdedor.
(Woo! Perdedores do NaNoWriMo se unam!)
Apesar do fato de eu não ter atingido a marca de 50.000. Eu considero a experiência um enorme sucesso. Por quê?

  • Eu me diverti.

A escrita é geralmente uma atividade muito isolacionista. Ir no site do NaNoWriMo todos os dias e ver como as outras pessoas estavam indo ver escrever parecer apenas um *pouco* mais social. Claro, eu passava horas sozinho em um quarto, mas eu estava gastando todo esse tempo sozinho com outras pessoas. Se isso faz algum sentido para você.

Por exemplo, descobri muito cedo que Veronica Belmont estava escrevendo pela primeira vez um livro este ano. Então, eu circulei por lá e vi as estatísticas dela.

(Clique para aumentar)
Especificamente, aqui está o gráfico que mostra quantas palavras ela escreveu todos os dias:



Vê as linhas poderosas? Vê como ela está conseguindo acompanhar desde o primeiro dia?

Isso significa que ela tem escrito as 1,667 palavras que você precisa escrever todo dia para alcançar 50,000 no final do mês.

Em comparação, vamos olhar para o meu gráfico:

(Imagine o barulho triste de um trombone de desenho aqui. Wah-wah...)

Eu *realmente* comecei com uma semana de atraso. Mas, mesmo assim, você tem que admitir que meu gráfico parece .... hum .... triste. Poderíamos até chamá-lo de "miserável" ou "doentio." Uma pessoa particularmente mordaz pode até usar a palavra, "flácido".

Eu não usaria essa palavra, você usaria? Mas alguém poderia.

Quando entrei em contato com Veronica para ver se estava tudo bem eu usar o gráfico dela no meu futuro post, ela disse algo como, "Não tem problema. Obrigada por me lembrar que eu preciso começar a escrever hoje. Eu realmente deveria parar de jogar Skyrim... "

Seu comentário epontâneo me deixou queimando de vergonha e fúria. Ela estava me deixando pra trás E JOGANDO SKYRIM AO MESMO TEMPO?

Cheio de vergonha, eu escrevi 15.000 palavras durante os próximos quatro dias.


Não foi o suficiente para chegar às 50.000 palavras. Mas foi o suficiente para que eu pudesse terminar o mês com a minha cabeça erguida.

Então, não foi só divertido. Foi motivador também.

  •  Eu tenho um monte de coisas escritas.

Não importa como você o faria, eu tenho 35 mil palavras em três semanas.

Eu fiz um grande avanço em um projeto que eu venho adiando por um tempo, comecei outro, e terminei um terceiro todo.

É uma sensação boa, terminar esses projetos menores. E como um bônus, isso significa que vocês vão ver algumas outras histórias no próximo ano, enquanto eu ainda estou bem longe do terceiro livro.

  • Eu aprendi muito.

Em torno do dia 10 eu me peguei pensando coisas como:

Eu escrevi 700 palavras hoje, quando eu estava respondendo e-mail dos fãs. Isso conta como a escrita, certo?

Para o que eu tinha que responder a mim mesmo: Não. Não é realmente escrever.

E sobre o e-mail que eu escrevi para meu editor e agente? Isso conta como a escrita, certo?

Não. Você está digitando palavras, e é parte de seu trabalho. Mas não é trabalhar em uma história publicável.

E sobre as perguntas que eu respondi no meu fórum de tradução?

Ummmm. Não. não conta. Não está produzindo material novo.

E sobre o blog de mil palavras que eu escrevi? Essa é uma história. Mais ou menos. E é material novo.

Não. Cale a boca. Cale a boca e escreva.

Em última análise, isso me fez vir a enfrentar uma verdade platônica: Apenas a escrita real é estar escrevendo.

Outras coisas que aprendi:

  • Eu não preciso de uito tempo para obter a escrita bem feita.

Normalmente eu gosto de ter 3-4 horas livres para escrever. Mas apenas 30 minutos pode ser produtivo se eu me esforçar.

  • Você sempre pode encontrar uma razão para não escrever.

Às vezes, são grandes motivos. Você quer passar o tempo com seu bebê adorável. Você tem que fazer uma viagem de negócios. Talvez você esteja tentando obter o seu incrível fundo anual organizado.

Mas sabe, sempre vai ter algo acontecendo. Você está cansado. Você está com gripe. Seu companheiro de quarto está sendo um saco. Sua namorada quer namorar. Você acabou de descobrir um jogo de defender torres legal...

Você pode deixar essas coisas te impedirem de escrever, ou você pode escrever. É simples assim.

  • Eu posso escrever mil palavras em uma hora.

Em um dia memorável, eu sentei sabendo que eu tinha que encontrar Sarah em breve. Durante a hora que eu pude trabalhar, eu escrevi mil palavras. Me senti muito bem.

Mais tarde naquele dia eu voltei para o computador e trabalhei na revisão da história. Eu trabalhei por 3 horas e no final eu tinha cerca de 250 palavras.

Não me arrependo de ter tomado o tempo para revisão. A contagem de palavras pode ser impressionante, mas a revisão é vital para uma boa história. Essas 250 palavras eram realmente importantes.

  • Eu aprendi que eu posso escrever uma história inteira de uma vez só.

(Esta foi, de longe, a parte mais legal de NaNoWriMo para mim.)

Era o último dia de novembro, e eu tinha me prendido a um canto. Eu não tinha ido bem em escrever minhas diárias 1.667 palavras, e eu estava pagando por isso. Eu estava apenas com 32 mil palavras para o mês e me sentindo envergonhado.

Escrevi até tarde da noite, então dormi no meu escritório. Acordei cerca de sete horas depois e sentei de volta na frente do computador.

Abri a história que eu mais trabalhei durante o mês (é uma novela, passada no meu mundo). Foi quando me lembrei de uma pequena ideia que eu tive um dia antes, quando eu estava voltando para casa.

A ideia fez cócegas em mim. Então ao invés de potencialmente esquecer, eu abri um novo arquivo e anotei. Eu anotei a primeira linha da história, também. E o primeiro par de frases.

Então eu terminei a cena de introdução. Então eu fiz a segunda cena também, porque era curta, e era óbvio na minha cabeça.

E uma vez que as coisas estavam indo bem, eu fiz uma outra cena. E então eu vi a forma como mais ou menos deveria seguir. E eu estava me divertindo, e isso estava se tornando muito legal, então eu fui em frente e comecei a escrever isso também...

Eu sabia que deveria estar retornando à minha novela para que eu pudesse seguir alguma trilha. Eu não ia ter muitas palavras com a minha nova história. Era estilística, o ponto de vista era estranho, e a linguagem era muito simples. Mas ela foi se tornando realmente bom....

Depois que eu terminei metade da história, eu percebi que seria estúpido eu fazer outra coisa senão escrever até o final. Porque eu sabia exatamente onde estava indo.

Então, eu terminei. Começo ao fim, isso levou sete horas e meia. Eu estava exausto e animado. Eu nunca tinha feito nada parecido antes.

Esse último dia meio que resume a minha experiência inteira com o NaNoWriMo. Tecnicamente, eu falhei, porque eu não coloquei para fora um grande número de palavras. Mas, realisticamente, apertei com tudo o botão e ganhei o grande elefante rosa felpudo.

E você quer saber a parte engraçada?

Você quer saber o a contagem final dessa história?

1667 palavras.

Sem brincadeira.

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Espero que tenham gostado da tradução tanto quanto eu! O texto e as imagens foram retirados do blog dele, que você pode ver aqui. 

Sobre o Patrick Rothfuss e o livro: talvez você não conheça "O Nome do Vento" pelo nome, ou talvez não seja ligado no mundo da fantasia, mas o livro é bem famoso e reconhecido. É o primeiro de uma trilogia e eu indico você conhece pela minha resenha de "O Temor do Sábio" (o segundo). Foi uma das minhas maiores descobertas nesse ano.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

[Resenha] O Temor do Sábio, de Patrick Rothfuss

por Dana Martins

- Livro: O Temor do Sábio
- A Crônica do Matador do Rei - Livro 2
- Autor: Patrick Rothfuss
- Editora: Arqueiro
- Comprar: Americanas, Saraiva, Fnac.
- No skoob
- Livro anterior: O Nome do Vento
- Continua em: "The Doors of Stone", ainda não lançado lá fora.






Mini-crítica: 
"É uma história medieval com um toque da fantasia, igualmente longe de um relato antigo do nosso mundo e de uma história de fantasia. E igualmente perto dos dois." Se você gostou do primeiro livro, vá com tudo nesse. É realmente melhor ainda. Kvothe já está na Universidade e conhecemos mais ainda o lugar e seus personagens.  E dessa vez ele ainda entra em umas encrencas que o fazem viajar e conhecer outras partes do mundo. Ele vai continuar sua busca pelo Chandriano, cantar para reis, caçar bandidos e virar mercenário. Se isso não é o bastante, saiba que ainda tem muito mais. Uma boa aventura para continuar conhecendo Kvothe, o Matador do Rei. A aventura certa para se perder nesse mundo de vez. "O Temor do Sábio" entrou para os meus favoritos. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

O ruim de falar de um primeiro livro antes de ter conhecido a série é que você não tem ideia do que ela pode ser. Muitas vezes o primeiro livro é só uma introdução, ou simplesmente não mostra o potencial de toda a história. Eu me sinto meio que assim com A Crônica do Matador do Rei. O primeiro livro, "O Nome do Vento", encaixa como uma luva nesse, "O Temor do Sábio". Mas ainda assim, pode desiludir a pessoa a ir até o segundo, o que é uma pena.

Quando eu terminei o primeiro, meio feliz e meio cansada, vi gente falando que o segundo era "ainda melhor!". Fiquei um pouco desconfiada, porque normalmente pessoas entusiasmadas dizem isso. Mas agora concordo com elas: O Temor do Sábio é ainda melhor.

No primeiro, tivemos longos momentos até a chegada à Universidade, que é quando tudo começa a dar certo. Enquanto no segundo, nós já estamos dentro da história. Kvothe está na Universidade, nós conhecemos mais ainda o lugar e seus personagens (as conversas entre amigos são tão naturais que lembram aos diálogos do John Green). Depois ele ainda vai parar em uma aventura atrás da outra, cada uma peculiar e com um resultado.

em um relacionamento sério com a arte do livro
Com essas aventuras que eu lembrei de livros como Eragon, Percy Jackson, A Bússola de Ouro... Mas há algumas diferenças importantes. Na maioria desses livros, nós temos uma missão clara: ele precisava salvar o mundo. Enquanto nesse o objetivo é a construção do personagem. Outra coisa é que durante essas aventuras os personagens sempre encontram povos diferentes, tipo elfos ou anões. "O Temor do Sábio" me fez ver isso com outros olhos, de uma maneira menos estereotipada*. A história é toda bem elaborada, cada lugar tem uma tradição própria e um modo de pensar, cada personagem é mais particular ainda.
*Esterotipada tipo Elfo, função: ser elfo.

Eu tenho que falar um pouco mais sobre essa forma que as culturas são apresentadas, porque no livro isso é LINDO. O mundo que o Patrick Rothfuss criou fica ainda mais rico nesse segundo volume. A forma como ele coloca um povo, sua cultura e usa de choques de pensamento é muita boa. Valeria o livro só por causa do lugar onde Kvothe faz o treinamento (quando ler, você vai saber do que eu estou falando). E não é de uma forma enrolada ""adulta"", sabe? É até em um estilo young adult que serve para qualquer jovem.

Agora que você já está no clima, é muito mais fácil embarcar na história de Kvothe e conseguir ver como tudo é bem feito. O livro não é só uma história muito boa contada realmente muito bem, ele também é aula de filosofia, antropologia, história, química, física... Não é nem um pouco como ir para a escola, mas pode ser muito bem aproveitado se você quiser.

Além disso tudo, de quebra, Patrick Rothfuss continua transformando música e amor em palavras como só ele sabe.

Assassin's Creed

Errata: estou em um relacionamento sério com a arte do livro e a arte de Assassin's Creed
Eu tive uma experiência curiosa. Enquanto eu lia esse livro, comecei a jogar Assassin's Creed II. O jogo é da época do Renascimento na Itália, tem até o Leonardo DaVinci. E nesse jogo a construção do cenário e do figurino é muito boa. Já jogou GTA? Em vez de ser um negão mafioso andando por uma cidade atual, você é um assassino galanteador andando por cidades antigas da Itália (reproduzidas com bastante detalhe, há até lugares reais que eles colocam informação pra gente saber a história). Bem, o que vem ao caso é que é um cenário antigo, bem detalhado e até com roupa pensada na época. Tem até uns bardos irritantes que atrapalham o caminho. Não me assustaria se o Kvothe passasse andando por ali. Foi muito legal ver de "verdade" o mundo que eu estava conhecendo no livro.

O livro se passa no renascimento? Não é tão fixo assim, é tipo essas histórias medievais de fantasia que você não consegue dizer quando nem onde. Mas diria que tem um pouco disso na Universidade, que tem um pensamento mais parecido.


Classificação:


(5/5 conversinhas)


Os lindos da Arqueiro é que me deram a oportunidade de conhecer essa trilogia linda. MUITO obrigada! 


sábado, 25 de agosto de 2012

Re-Design: Se os Super-Heróis fossem de outra época...


Enquanto eu fazia esse título fiquei pensando: mas eles são de outra época! O Homem-Aranha por pouco não foi um hippie. Mas tá... e se eles se adaptassem a outros estilos? Um Homem-Aranha Steampunk, Os Vingadores em um jogo de fantasia, a Liga da Justiça em filme de faroeste e o Batman cheio de estilo trabalhado no rockabilly. É só continuar vendo e aproveitar. :D

Os Vingadores - Fantasia



Homem-Aranha - Steampunk









Liga da Justiça - Faroeste







Batman - Rockabilly










E aí, o que acharam? Elas são do italiano Denis Medri. Eu (Dana) sou suspeita para falar, porque eu já adoro super-heróis e tenho uma espécie de atração estranha por re-designs. Adoro ver o que nós estamos acostumados de uma outra forma. Tipo os personagens de A Lenda de Aang em Hogwarts, ou coisa assim. Gosto mais ainda quando é tão bem pensado e passado para algo cheio de estilo!

Meus preferidos...
Eu comecei esse parágrafo com a utópica ideia de que ia falar o meu preferido, mas eu gostei tanto de todos! O Homem-Aranha (♥) steampunk. Adoro tudo em Steampunk. Os Vingadores adaptado à fantasia também ficou bem legal, principalmente a segunda imagem com a Viúva Negra, o Troll-Hulk e o Hawkeye. Mas foi só com a Liga da Justiça que eu reparei no nível de detalhes que o Denis Medri coloca. Você reparou em como os símbolos estão incorporados? O do Batman vira um rabisco no cinto, o do Super-Homem umas manchas no lenço. ADOREI o Lanterna Verde com esse lampião, não poderia ter sido melhor. Minha professora ia ficar orgulhosa com a pregnância. HUAHA E do Batman também ficou muito bom, adorei como ele acabou como mecânico, tadinho do Alfred. Se bem que com um mecânico desse, eu ia ter o carro quebrado todo dia. ;x Meus detalhes preferidos foram o Duas Caras (certinho-"encrenqueiro"), o cabelo do Robin e a blusa extra da Mulher Gato. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

[Resenha] A Bruxa de Ferro, de Karen Mahoney

por Igraínne Marques 
- Livro: A Bruxa de Ferro
- A Bruxa de Ferro: Volume 1.
- Autora: Karen Mahoney
- Editora: Underworld
- No skoob
- Continua em: The Wood Queen
- OBS: O livro faz parte de uma trilogia cujo segundo volume ainda não foi lançado no Brasil. Você pode ver as capas de The Wood Queen aqui.






Mini-crítica:
A Bruxa de Ferro é um livro YA sobrenatural com um enredo já bem conhecido por aí. Contudo, isso não faz da história algo clichê, como achei que seria. O fato de a temática "fantasia, melhor amigo e gato irresistível" estar presente não provocou uma decepção em mim, muito pelo contrário. A autora soube usar os elementos repetitivos a seu favor, de um modo que os mistérios que aparecem não ficam óbvios. O fato de a protagonista não ser perfeita realmente me atraiu. Somando isso à questão de que Xan (o menino bonito), também não possui apenas beleza, o livro virou uma montanha de situações bem construídas.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Donna Underwood é uma menina de 17 anos que vive usando luvas. Ela as usa para tudo, as tira somente quando vai para a cama. O mistério por trás do tecido sempre intrigou a todos a sua volta, inclusive o pessoal do seu antigo colégio. Sim, antigo, porque recentemente ela foi expulsa de lá. Donna costuma chamar o ocorrido de "Incidente", o que me fez ficar um pouco incomodada, uma vez que eu não achei que o "Incidente" em si correspondia ao que eu imaginei. Para falar a verdade, me pareceu que a autora precisava de um acontecimento para colocar a protagonista para fora do recinto e inventou um fracamente convincente. De qualquer forma, Donna ainda podia entrar na Ironbridge High School depois disso; mas apenas para realizar as provas. Suas aulas eram sempre em outro local, com uma professora que era mais voltada para o seu mundo.

Esse mundo de que falo é um universo invisível ao restante das pessoas. Donna é filha de alquimistas, e desde que seu pai morreu e sua mãe passou a ser completamente incapaz de lidar com qualquer pessoa,  a Ordem do Dragão comanda sua vida. Sua guarda pertence a sua tia Paidge, contudo, a inegável relação próxima entre Paidge e a Ordem faz com que Donna vincule a tia a algo mais governamental que fraternal. O ocorrido em seu passado também é o motivo pelo qual ela usa luvas. Ao salvá-la dos malignos Elfos das Trevas, seu pai não foi capaz de impedir que as criaturas fizessem grandes estragos em suas mãos e braços. Devido aos ferimentos, Donna foi levada ao Criador, um velho alquimista engenhoso que salvou seus membros reconstruindo-os com ferro e prata. Como tatuagens que tinham um padrão singular e às vezes resolviam mudar de posição.

O livro começa com Donna indo a uma festa de colegial na qual não queria comparecer. Seu melhor amigo Navin a convenceu por simples insistência. Confesso que simpatizei com ele. É um personagem fácil de gostar. Apesar do seu jeito ligeiramente nerd que parece sempre rondar os ditos melhores amigos, Navin não deixa de chamar a atenção do pessoal popular da festinha - e esse é o ponto genial. É aí que conhecemos Xan - o menino bonito - e enfim percebemos (logo de cara, sério), que talvez ele seja mais do que apenas um cara terrivelmente irresistível. Não só talvez, ele é.

A relação de Donna com Xan inicialmente me pareceu suspeita e forçada. Donna jamais contara seus segredos a ninguém - nem mesmo a Navin - e quando enfim se sente obrigada a contar o passado, jorra não só no melhor amigo como também em Xan - um cara que acabou de conhecer. Os acontecimentos são num ritmo acelerado, mas mesmo assim senti como se as intenções dele não fossem boas. A troca que ele sugere - de informações e segredos - não me convenceu. Donna se sente impelida a narrar sua história, coisa que eu teria pensado duas vezes antes de fazer numa situação parecida.

Contudo, Donna não é uma protagonista irritante. Ela é bem construída, e por vezes me surpreendeu, ultrapassando minhas próprias suposições. Ela liga os pontos de um modo inteligente, de um jeito natural, que não faz com que o leitor fique perdido e muito menos se sinta frustrado. O modo como conta sobre a Ordem - seus integrantes, o líder Quentin, o braço direito Simon - me fez ficar curiosa durante o livro todo. Ela analisa as atitudes de cada um ali tão atentamente que eu tenho a certeza de que jamais pensaria de tal forma quando sob pressão  (como ela sempre parece estar).

No fim, o livro é bom. Como eu disse, apesar dos poucos pontos em que me senti incomodada, a história surpreende. Você nota que há um mistério, mas não consegue resolvê-lo sozinho. Precisa da ajuda de Donna, e ela sabe realmente analisar certas coisas que talvez você nem tenha notado. 
   
Classificação:

(4/5 conversinhas)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

[Resenha] Sangue Quente, Isaac Marion

por Dana Martins


- Livro: Sangue Quente
- Livro único
- Autor: Isaac Marion
- Editora: Leya
- Comprar: Saraiva, Fnac, Walmart
- No Skoob
- Sinopse: Incluída na resenha








Mini-crítica: 
Sangue Quente é uma história de zumbi sobrenatural sobre uma maldição que atacou a humanidade. O livro tem um toque de mitos antigos (como histórias de pirata), mas ambientado em um cenário pós-apocalíptico onde os humanos tentam dar os primeiros passos para se reerguer. Além disso, como tudo é narrado da perspectiva de um zumbi, não há tanto daquele terror de "mortos-vivos me seguindo", o lado levemente macabro fica com os esqueletos. Só para terminar: não é um livro bonito pra criancinhas e menininhas apaixonadas, é bem cru (mais pelo lado psicológico). Se você procura o zumbi de laboratório ou romance, essa não é a sua opção. Pelo mundo, pode ser um Gone para pessoas um pouco mais velhas. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa e a sinopse. 


Não tem como começar uma resenha sobre esse livro de outra forma que não seja: tudo o que você pensa está errado. Errado porque pelo menos 80% das pessoas que conhecem ou vão ficar sabendo sobre Sangue Quente vão formar uma ideia diferente. Eu era uma delas. 

Adoro zumbis e histórias de sobrevivência em um mundo dominado por eles (se não for terror, é claro). E quando eu vi que Sangue Quente era um livro narrado por um zumbi que pensava e ainda se apaixonava, meu lado superprotetor ficou todo atacado. E a história só piorou: “é um romance!”, disseram. “É o Crepúsculo dos zumbis!”, “Necrofilia!”. Comecei o livro pingando preconceito e pronta pra criticar até a pontuação. E, olhe só, agora estou aqui introduzindo uma resenha com o meu lado superprotetor a favor de Sangue Quente.

Sinopse: O livro é centrado em R, um zumbi. “R” porque é tudo o que ele consegue lembrar de seu nome, mas isso é uma sorte, alguns não lembram de nada. R sempre foi um zumbi diferente e refletia muito sobre o que acontecia, apesar de não conseguir verbalizar. Ele vivia no nada, cedendo à fome, até que um dia ao comer o cérebro de um garoto e roubar suas memórias as coisas mudam. Essas memórias são mais vívidas que o normal. Ele também acaba assumindo o espírito protetor do garoto quanto à namorada dele, Julie. A partir disso, todas aquelas reflexões deixam de ser apenas pensamentos largados e começam a se agrupar, ele começa a mudar.

O livro é sobre a busca de R para voltar à vida (não uma história de amor entre um zumbi e uma garota!!!). Como o autor até falou em algumas entrevistas, é meio que uma brincadeira com o próprio ser humano que vai se afastando dos significados da vida e vivendo no “automático”. E, no próprio livro, os humanos (Vivos) também acabam ficando meio no automático, mesmo ainda vivos.

No caminho da busca à vida, ele tem Julie, a quem quer proteger e, de certo modo, sente como se fosse a ligação dele com o mundo dos humanos. Tem o Perry, o garoto de quem ele comeu o cérebro e partilha das memórias. M, seu melhor amigo zumbi. Nora, a melhor amiga humana de Julie. Todos personagens criados com certa profundidade que contribuem para a história ser o que é. 

O livro é encaixado em YA e há aquela comparação a Crepúsculo, como eu disse no início. Só que o livro não é nem um pouco inocente, tratando de assuntos sérios, que me fez lembrar até de Os 13 Porquês pelo clima às vezes. A escrita também é bem trabalhada e às vezes a descrição é tão boa que você consegue imaginar exatamente a expressão do personagem. Aqui há um ponto que pode ser criticado, talvez, por ser estranho um zumbi pensar com um vocabulário tão amplo, mas depois do início isso não chama mais tanta atenção.

Outro ponto positivo do livro é o mundo criado. Sangue Quente não se passa quando tudo está acabando (tipo Apocalipse Z) nem quando tudo já foi reconstruído (Jogos Vorazes). A história é a de que o mundo já estava desandando e ocorreram as tempestades, o mar avançou em áreas e todos aqueles problemas típicos de fim de mundo (que me fez lembrar até da história do fim dos EUA em Jogos Vorazes). Uma das consequências negativas disso é o zumbi, que só apareceu depois que tudo já tinha desandado. Então, nesse período “intermediário”, as coisas são diferentes. É muito interessante ver como eles tratam de coisas que são importantes hoje em dia e mudaram com tudo isso, tipo o dinheiro e a ideia de país.

E o zumbi? Realmente perdeu a essência? Pelo contrário, esse é um dos (se não o) zumbi mais comum que existe. Eu nunca tinha visto ou lido algo com um zumbi tão estereótipo de zumbi. Ele come gente (principalmente cérebros), anda torto, se arrasta, faz aquele grunhido estranho... Eu já suspeitava enquanto lia, mas em uma entrevista do autor ele diz que foi exatamente essa a intenção. Até isso do zumbi se comunicar já apareceu em um filme do George Romero. A principal diferença desse zumbi, talvez, é que parece surgir uma salvação. Aí sim é que muda toda a perspectiva e alguns não entendem e criticam.

Uma coisa que eu não posso deixar de comentar é a justificativa disso tudo. Vírus? Diabo? Na verdade, a palavra com que eu defino Sangue Quente é maldição. É como se fosse uma maldição jogada na humanidade e ela precisasse se livrar disso, então toda a história é baseada nessa ideia. Me fez lembrar muito Piratas do Caribe, em que os piratas têm aquela maldição porque roubaram o tesouro e na lua viram esqueletos. Ah, aliás, há esqueletos presente nesse livro e eles, sim, são a ameaça.
*dizer que o que acontece em Sangue Quente é ruim porque é sobrenatural e fantasioso é o mesmo que dizer que Piratas do Caribe é uma droga porque o Kraken não existe. Você tem que sentar para ler Sangue Quente da mesma forma que você leria A Bela e a Fera, em mente que há um tom de magia em tudo. 

Então, com isso, termino a resenha de Sangue Quente com uma outra “sinopse”, que vai dar ideia do que o livro é:
Ele é um pirata amaldiçoado que vaga sozinho pelos mares sem esperança, até encontrar essa mulher, uma pirata aventureira que parece a sua chance de salvação. Seguindo-a, ele busca sair desse estado e voltar para vida, mas nem todos vão ficar felizes com isso.
Agora pegue a história que você imaginou e adapte-a num cenário do futuro em que o nosso mundo está caindo aos pedaços. Sangue Quente.

Sobre o filme:
O livro está sendo adaptado para os cinemas, ainda sem data de estreia (dizem que em agosto). Nicholas Hoult (Skins e X-Men: Primeira Classe) será R e Teresa Palmer (Eu Sou o Número Quatro) será Julie.  A primeira imagem divulgada, um pôster Crepúsculo-wannabe, assustou a todos (e não por causa do zumbi!), mas as mais recentes parecem salvar um pouco mais a situação. Você pode ver algumas do R aqui (de onde eu tirei essa de baixo) e algumas do cenário pós-apocalíptico aqui. Veja mais no IMDb do filme.



Classificação:
 (4/5 conversinhas)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Iniciação: Once Upon a Time

Nesse post: Sinopse, possíveis mal entendidos, estilo de episódio, pontos principais da série, atores, horário, trailer e first look.




Os contos de fadas da sua infância cresceram junto com você e agora estão muito mais intrigantes. Está duvidando? É porque você ainda não assistiu Once Upon a Time.

A nova série da ABC mistura uma trama interessante, o mundo real e tudo o que conhecemos sobre contos de fadas. Once Upon a Time acaba de começar e seu sucesso já levou à encomenda dos 22 episódios da primeira temporada. Só com os dois primeiros episódios foi a série com maior audiência entre as estreias da nova temporada americana. E, é claro, o ConversaCult foi pego pelo feitiço da Rainha Má. Ou pelo encanto do príncipe...


Sinopse:
“Era uma vez... uma floresta onde vivam todos os personagens de contos de fadas que nós conhecemos. Ou achamos que conhecemos. Um dia eles se viram presos em um lugar onde todos os seus finais felizes foram roubados. O nosso mundo.”
A série começa com essas palavras e o primeiro episódio é destinado a mostrar como isso aconteceu. A Rainha Má, como todos sabem muito bem, nunca gostou muito dessa história de “felizes para sempre” e decidiu se vingar. A Rainha criou uma maldição que prendeu todos os personagens mágicos no mundo real, parados no tempo e sem saber quem são. Mas isso significaria o “felizes para sempre” da própria Rainha e, como o mundo real não é bonito assim, há uma pessoa capaz de mudar isso. Emma, filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado, cresceu sozinha no mundo real com o peso do abandono nas costas, mas não se deixe enganar pelas princesas: Emma é uma mulher comum, atual e nem um pouco boba. Ela levava uma vida até bem real antes de um filho que ela abandonou 10 anos atrás aparecer na porta de sua casa dizendo que os contos de fadas... bem, que eles são reais.

A sinopse ficou um pouco grande, mas é porque Once Upon a Time não tem uma história simples e não merece ser confundida com o novo filme da Barbie. Apesar dessa história de Rainha Má, Príncipe Encanto, Princesa e unicórnios, não tem nada a ver com filmes tipo Encantada, da princesa presa no mundo real. Outra coisa que pode confundir (essa coisa de filho da filha da filha), Emma tem 28 anos, o filho 10 e a Branca de Neve parou no tempo, então não é uma série sobre adolescentes (como eu imaginei quando me falaram). Só para terminar: um medo que eu tinha era com os efeitos, porque é um tema que exige um pouco mais e corria risco de ficar aquela coisa mal feita. Não é uma superprodução, mas passou bem.



Pelos três primeiros episódios, o mecanismo da série é um tema para cada episódio explicando mais o que está acontecendo com base no passado. Por exemplo, o 3º foca na relação do Príncipe Encantado e da Branca de Neve, então vemos como está no presente e como eles se conheceram nos contos de fadas. É legal que às vezes essa transição acontece através das páginas do livro.

A trama, como eu já mostrei, é interessante sozinha. A cada episódio (e olha que até agora só tem 3!) surgem mais detalhes que formam dúvidas e constroem mais a história. A grande pergunta é: Como a Emma vai quebrar a maldição?

Agora, isso tudo fica melhor ainda com contos de fadas. O tempo inteiro na série você está relacionando com contos que você conhecia, não só com a Branca de Neve. Tem também Chapeuzinho Vermelho (personagem que encaixou muito bem na série), Pinóquio e outros, que já estão ou irão aparecer. Provavelmente terá de tudo.

Uma série sobre contos de fadas com uma trama interessante já deixa todo mundo feliz o bastante, mas Once Upon a Time vai mais longe: tudo isso acontece no mundo real. Você tem praticamente duas versões de tudo e é muito divertido comparar. A Rainha Má, a Branca de Neve e a Chapeuzinho Vermelho merecem destaque.

Once Upon a Time ainda tem atores bons, desde o garotinho Jared Gilmore, que já estreia a série roubando a cena, até a Ginnifer Goodwin (talvez você conheça de Ele Não Está Tão a Fim De Você) que faz a Branca de Neve e parece que finalmente está tendo seu talento aproveitado (não diga nada até terminar o terceiro episódio). Jennifer Morrison (Dra. Cameronde House!) como Emma, a Lana Parrilla como Rainha Má e Robert Carlyle como Rumpsksaksakskaotambém merecem ser lembrados. Ah, e se prepare para conviver com dois nomes: Josh Dallas (Príncipe Encantado!) e Jamie Dornan (o xerife que você queria na sua cidade – ou não).

A série é da ABC e tem um episódio novo todo domingo.

Trailer legendado:



[First Look] Já comece a assistir (em inglês):



Tentei juntar todas as informações importantes aqui, qualquer dúvida é só perguntar. Agora, sinceramente, eu não sei o que você está fazendo aí que ainda não foi assistir ou declarar seu amor nos comentários.

Até mais.

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