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quinta-feira, 7 de junho de 2012

[Resenha] Branca de Neve e o Caçador, filme

por Dana Martins


- Filme: "Branca de Neve e o Caçador"
- Snow White and the Huntsman (2012)
- Direção: Rupert Sanders
- Atores: Charlize Theron, Chris Hemsworth, Kristen Stewart, Sam Claflin...
- Ação/Aventura/Drama - 12 anos - 127 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 1 de junho de 2012







Mini-crítica: 
Esse pode ser considerado o famoso "filme pipoca", mas com cara de filme que deve ser levado a sério. "Brance de Neve e o Caçador" traz uma nova visão da história da Branca de Neve. Dessa vez, o caçador mandado pela Rainha (Má) acaba se aliando à Branca de Neve e decide protegê-la no caminho para reconquistar o reino. A história em si, você já conhece, o diferencial mesmo é essa alteração na importância do Caçador e todo o clima sombrio reproduzido nos cenários do filme. Vale para juntar os amigos e se divertir vendo um monte de atores famosos em papeis já conhecidos (aliás, o príncipe encantado foi mandado para escanteio e temos uma espécie de Robin Hood, porque não poderia faltar um arqueiro num filme medieval hoje em dia). O filme poderia ter sido épico, mas já vale a pena como muito bom.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Entre os filmes da lista dos que queríamos ver em 2012 (CCTV #12) esse era um dos que eu mais esperava. Os motivos são muitos: Por ser a história da Branca de Neve, eu já gostava. Como eu estava assistindo Once Upon A Time, sentia mais vontade de ver ainda. Para completar, ainda é uma releitura de aspecto sombrio e com atores que eu gosto.

Foi estranho assistir porque eu não sabia definir muito se eu estava gostando. Para você ter ideia, no dia seguinte eu estava gostando mais do que na hora. Acho que isso foi porque "Branca de Neve e o Caçador" é um filme que poderia ter sido épico, mas ficou apenas como muito bom e para divertir. Aqui vou tentar explicar o motivo.

Bem, acho que a história todo mundo sabe, né? O pai da garota é assassinado pela madrasta, que toma conta do reino e isola a Branca de Neve. Pelo menos até o Espelho falar que a Branca de Neve é mais bonita que a Rainha (Má). Depois disso, começa a busca para tentar matar a garota enquanto ela passeia por aí deslumbrando os outros com sua inocência e conhecendo anões. O final é o de sempre, com príncipe encantado e essas coisas.

A diferença aqui começa quando o caçador ganha um destaque maior. Em vez de largar a menina, ele acaba virando um protetor dela enquanto eles buscam um modo de salvar o reino e vencer a Rainha.

Além dessa pequena alteração que traz algumas surpresas para a história já conhecida, há um enorme cuidado com a imagem do filme, que quer mostrar um lado mais sombrio. Esses dois momentos inventivos poderiam levar a um grande filme, se tivesse dado certo.

O problema aqui não é que o filme seja ruim, ficou até muito bom, mas é que tem falhas. A primeira pode ser traduzida por algo que eu pensei enquanto assistia: "Por que está correndo tanto? Não é nem a adaptação de um livro gigante, até a Disney fez isso direito". Vai ter uma guerra, aí já acabou, aí a mulher vai casar, já casou, o rei já morreu, a Branca de Neve já tentou fugir, deu errado... e é assim até depois do caçador encontrar ela. "Jogos Vorazes", por exemplo, foi corrido, mas é porque tinha muito detalhe para contar e eles ainda colocavam tudo nas entrelinhas (com duas cenas eles diziam três coisas por causa da forma que conectavam e tal). Já esse início da história da Branca de Neve? Ficou simplesmente corrido.

O segundo problema é que faltou consistência. Por acaso, algo bem parecido com o livro que eu tinha acabado de ler*, que é como se falasse "olha, os personagens se amam", mas você não vê nenhum amor acontecer. Em "Branca de Neve e o Caçador" você entende as motivações dos personagens, mas não é como se isso fosse trabalhado a ponto de ser real. No máximo, a Rainha que tem suas partes praticamente sozinha e o Caçador, que já não chega a ser satisfatória por causa da próxima "falha".
*Se quiser saber: Imortal, da Gillian Shields.

Não sei se foi má atuação, se foi falta de química, se foi um exagero na vontade de fazer um filme "frio"... a questão é que não tinha uma conexão exata entre os personagens (a maior que eu vi foi entre a Kristen e o pedaço de galho no final HUAH eu só precisava citar isso, reparem na cena do trono). Por exemplo, o caçador se aproxima da Branca de Neve por causa da relação que ele faz com a esposa que morreu, mas a) ele estava muito bêbado, ou b) ele estava muito desesperado; porque aquela Branca de Neve não tinha muito a ver com a mulher que ele descrevia. Fora algumas poucas partes, não parecia nem que a Branca de Neve lembrava dele ali.

Só para comentar sobre a escolha da Kristen*: acho que fez sentido para o propósito do filme de ser mais sombrio não pegar uma Branca de Neve saltitante nem uma fofinha como a Ginnifer Goodwin de Once Upon A Time. A ideia, eu imagino, é pegar mesmo uma Branca de Neve meio "dark", mas não deu certo. Um exemplo: a cena do "discurso" dela, que deveria fazer você levantar da cadeira e ir para luta junto, eu não senti absolutamente nada**. Muito mais fácil as pessoas se ajoelharem para o Loki no discurso de "Os Vingadores" (e não é só por ser o Tom Hiddleston...).
*Só para deixar claro que eu adoro a Kristen Stewart, já assisti vários filme com ela e gostei, mas dessa vez não deu. 
**Falando a garota que ficou até arrepiada vendo Battleship. 

Agora, se você não for muito exigente (juro que eu não sou!) e deixar esses detalhes passar, dá para aproveitar muito o filme. Para você ter ideia, enquanto eu estava pensando "Acho que o filme é ruim...", meu amigo me veio com "Esse filme está muito bom, aposto que vai ter alguma coisa para estragar" (acabou que não teve, segundo ele). Então, acho que dá para aproveitar bastante. Principalmente se você considerar apenas como entretenimento e levar os amigos para fazer piadas (tipo imaginar o Thor e a Bela ali), mais de uma vez o cinema todo riu de alguma situação no filme.

Branca de Neve e o Caçador e Games
Uma coisa que me chamou atenção enquanto eu assistia é que parecia um jogo de videogame. Na verdade, logo que o filme começou eu falei para o meu amigo "olha, parece a introdução de um jogo". Depois com as evoluções de cenários também fazia lembrar, tipo a parte em que eles encontram umas mulheres no meio do mato. Relacionado às próprias mulheres, com cicatrizes embaixo dos olhos, há o cuidado com uma imagem atraente e algo até "cool", que aparece em muitos jogos. Ah, aliás, nos próprios jogos você não há muito o desenvolvimento das coisas que são ditas ("ele é um cara sensível e atortoado depois de perder a família" - passa a maior parte do jogo atirando nas outras pessoas e destruindo lugares). Com certeza, seria mais legal jogar "Branca de Neve e o Caçador" co-op (um é a Branca de Neve e o outro do Caçador) do que assistir (nesse caso, é só jogar um monte de atores famosos para o filme se sustentar).

Branca de Neve e o Caçador vs. Harry Potter vs. Senhor dos Anéis vs. Nárnia vs. ...
Desafio você a assistir "Branca de Neve e o Caçador" inteiro e não lembrar em nenhum momento de algum dos outros títulos citados (se você já assistiu algum filme dos outros, né?). Eu não sei até que ponto é cópia, eferência estilo homenagem ou apenas "vamos jogar elementos conhecidos para a pessoa se familiarizar e gostar mais do filme", é complicado distinguir os limites. De qualquer forma, se prepare para encontrar várias imagens que você já viu em algum outro lugar (e não estou falando do filme da Branca de Neve da Disney). Só achei que não poderia colocar uma resenha sem dar um espaço para comentar isso. Se alguém quiser comentar em quais reparou. :)


O problema do filme é mais o que ele poderia ter sido e não foi do que o que ele realmente é, então 4 conversinhas é o bastante. :)

Classificação:
(4/5 conversinhas)



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Iniciação: Once Upon a Time

Nesse post: Sinopse, possíveis mal entendidos, estilo de episódio, pontos principais da série, atores, horário, trailer e first look.




Os contos de fadas da sua infância cresceram junto com você e agora estão muito mais intrigantes. Está duvidando? É porque você ainda não assistiu Once Upon a Time.

A nova série da ABC mistura uma trama interessante, o mundo real e tudo o que conhecemos sobre contos de fadas. Once Upon a Time acaba de começar e seu sucesso já levou à encomenda dos 22 episódios da primeira temporada. Só com os dois primeiros episódios foi a série com maior audiência entre as estreias da nova temporada americana. E, é claro, o ConversaCult foi pego pelo feitiço da Rainha Má. Ou pelo encanto do príncipe...


Sinopse:
“Era uma vez... uma floresta onde vivam todos os personagens de contos de fadas que nós conhecemos. Ou achamos que conhecemos. Um dia eles se viram presos em um lugar onde todos os seus finais felizes foram roubados. O nosso mundo.”
A série começa com essas palavras e o primeiro episódio é destinado a mostrar como isso aconteceu. A Rainha Má, como todos sabem muito bem, nunca gostou muito dessa história de “felizes para sempre” e decidiu se vingar. A Rainha criou uma maldição que prendeu todos os personagens mágicos no mundo real, parados no tempo e sem saber quem são. Mas isso significaria o “felizes para sempre” da própria Rainha e, como o mundo real não é bonito assim, há uma pessoa capaz de mudar isso. Emma, filha da Branca de Neve e do Príncipe Encantado, cresceu sozinha no mundo real com o peso do abandono nas costas, mas não se deixe enganar pelas princesas: Emma é uma mulher comum, atual e nem um pouco boba. Ela levava uma vida até bem real antes de um filho que ela abandonou 10 anos atrás aparecer na porta de sua casa dizendo que os contos de fadas... bem, que eles são reais.

A sinopse ficou um pouco grande, mas é porque Once Upon a Time não tem uma história simples e não merece ser confundida com o novo filme da Barbie. Apesar dessa história de Rainha Má, Príncipe Encanto, Princesa e unicórnios, não tem nada a ver com filmes tipo Encantada, da princesa presa no mundo real. Outra coisa que pode confundir (essa coisa de filho da filha da filha), Emma tem 28 anos, o filho 10 e a Branca de Neve parou no tempo, então não é uma série sobre adolescentes (como eu imaginei quando me falaram). Só para terminar: um medo que eu tinha era com os efeitos, porque é um tema que exige um pouco mais e corria risco de ficar aquela coisa mal feita. Não é uma superprodução, mas passou bem.



Pelos três primeiros episódios, o mecanismo da série é um tema para cada episódio explicando mais o que está acontecendo com base no passado. Por exemplo, o 3º foca na relação do Príncipe Encantado e da Branca de Neve, então vemos como está no presente e como eles se conheceram nos contos de fadas. É legal que às vezes essa transição acontece através das páginas do livro.

A trama, como eu já mostrei, é interessante sozinha. A cada episódio (e olha que até agora só tem 3!) surgem mais detalhes que formam dúvidas e constroem mais a história. A grande pergunta é: Como a Emma vai quebrar a maldição?

Agora, isso tudo fica melhor ainda com contos de fadas. O tempo inteiro na série você está relacionando com contos que você conhecia, não só com a Branca de Neve. Tem também Chapeuzinho Vermelho (personagem que encaixou muito bem na série), Pinóquio e outros, que já estão ou irão aparecer. Provavelmente terá de tudo.

Uma série sobre contos de fadas com uma trama interessante já deixa todo mundo feliz o bastante, mas Once Upon a Time vai mais longe: tudo isso acontece no mundo real. Você tem praticamente duas versões de tudo e é muito divertido comparar. A Rainha Má, a Branca de Neve e a Chapeuzinho Vermelho merecem destaque.

Once Upon a Time ainda tem atores bons, desde o garotinho Jared Gilmore, que já estreia a série roubando a cena, até a Ginnifer Goodwin (talvez você conheça de Ele Não Está Tão a Fim De Você) que faz a Branca de Neve e parece que finalmente está tendo seu talento aproveitado (não diga nada até terminar o terceiro episódio). Jennifer Morrison (Dra. Cameronde House!) como Emma, a Lana Parrilla como Rainha Má e Robert Carlyle como Rumpsksaksakskaotambém merecem ser lembrados. Ah, e se prepare para conviver com dois nomes: Josh Dallas (Príncipe Encantado!) e Jamie Dornan (o xerife que você queria na sua cidade – ou não).

A série é da ABC e tem um episódio novo todo domingo.

Trailer legendado:



[First Look] Já comece a assistir (em inglês):



Tentei juntar todas as informações importantes aqui, qualquer dúvida é só perguntar. Agora, sinceramente, eu não sei o que você está fazendo aí que ainda não foi assistir ou declarar seu amor nos comentários.

Até mais.

Veja também: