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domingo, 2 de dezembro de 2012

[Resenha] Esperar para Sempre

Por Igraínne Marques

- "Esperar para Sempre"
- Waiting For Forever (2010)
- Direção: James Keach
- Roteiro: Steve Adams
- Atores: Rachel Bilson, Tom Sturridge, Jaime King, Nikki Blonsky...
-  Romance / Drama - 14 anos - 94 min. - Trailer









Mini-crítica: 
"Waiting for Forever" - por algum motivo não consigo chamar pelo nome em português - é um filme com uma história simples (em teoria), onde um garoto se apaixona por sua amiga de infância. Depois que os dois crescem e tomam caminhos diferentes, no entanto, esse menino continua apaixonado, e agora ele leva isso tão a sério que segue a tal amiga por toda parte - sem jamais contar que está ali ou que gosta dela. Você poderia achar que ele é algum tipo de maníaco do parque homicida e raivoso, mas acontece que você não acha. Na verdade, toda a coisa da perseguição tende muito mais para a depressão do que qualquer outra coisa. Chega um ponto que você começa a acreditar que é loucura (e é), mas aí o filme inteiro vira um looping de loucura, e nada mais faz sentido. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Deixe-me deixar claro uma coisa: eu nem sabia que esse filme sequer existia. Eu acabei assistindo porque ele tava lá e a Dana meio que me convenceu que só tinha isso pra ver e etc. Daí eu pensei: ah, romancezinho água com açúcar deve ser legal (a outra opção era liga da justiça versão animação e vocês sabem que eu não sou exatamente fã de super heróis e tudo mais).

Enfim, enquanto escrevo essa resenha, estou tentando decidir que nota dar. Porque na verdade o filme é uma sequência de cenas jogadas que por acaso possuem uma ordem cronológica. Sério, sem querer ser chata nem nada, mas eu não curti o filme. Porque primeiro você pensa: Will Donner  (Tom Sturridge) vai se declarar na metade do filme, deve ter alguma coisa pra atrapalhar os dois, e daí vão ficar juntos. Não que todo romance siga essa ordem, mas no final é sempre previsível. E não é que eu não quisesse me surpreender, não é isso: o filme podia ser diferente e me agradar, mas não me agradou.

Hã?

Will na verdade persegue Emma Twist (Rachel Bilson), mas jamais falou com ela a respeito dos seus sentimentos. Desde o início meio que fica claro que Will passou por situações difíceis em sua infância, e Emma foi a amiga que o ajudou a não pensar nos problemas. Quando o filme começa, Will está pedindo carona em uma estrada porque finalmente Emma voltará para a sua cidade natal. Will vê nisso uma oportunidade de falar com ela - o que já começa errado, porque ele a segue desde sempre, todas as vezes que ela estava por perto era uma oportunidade....

Enfim, detalhes à parte, Will se hospeda por tempo indeterminado na casa de um casal de amigos, porque ele não tem onde ficar - nem como se sustentar - já que hoje em dia sua única família se resume ao irmão. Seu irmão, aliás, que ainda mora nessa cidadezinha, é o cara que supostamente subiu na vida, casou, teve filhos, é o cara que avançou, o adulto. Will, no entanto, chega a fazer um contraste com ele: é a luz da infantilidade, um Peter Pan meio torto que não só não quer crescer como não cresceu mesmo. Pelo menos não mentalmente. Will trabalha como um palhaço de rua, faz mimicas pelas cidades, só vive de pijama, um verdadeiro nômade que não liga para a ascensão financeira.

Bananas de Pijamas?

Enfim, Emma, no entanto, é uma apresentadora de TV. O que na verdade me pareceu mais uma característica que deve ter surgido no início do filme, mas depois virou uma coisa meio aleatória, sem muito sentindo. Se eu tivesse escrito o roteiro, com certeza teria retirado essa parte. De qualquer forma, Emma foi para o sua cidade natal porque o pai adoeceu. O que ela não esperava era achar o amigo Will ali no meio, como quem não quer nada. Chega a ser um encontro casual, do tipo "quanto tempo!", mas é muito nítido que a falta de conexão entre os dois deixa tudo muito superficial. Não me convenceu em nada. Fora que Emma está passando tempo com Will só para não passar um tempo com seu ex - que praticamente tem uma história sozinho, a parte do filme inteiro (!)

Isso tudo sem falar na relação dos pais de Emma. Com a doença, a impressão que dá é que as pessoas não sabem o que fazer - o que de certa forma é compreensível, por conta do suposto sofrimento. Mas o problema é que parece que nem o diretor do filme sabe direito o que está fazendo (ou talvez o roteirista...).

Enfim, o filme tem uma proposta inicial, depois tudo se perde para inúmeras outras propostas e depois volta para a ideia do início e fim. Sendo que nenhuma dessas propostas é tratada a fundo, nenhuma delas recebe a devida atenção e desenvolvimento. Aliás, a parte de voltar pro início acontece em 5 minutos ou menos. É romance, é drama, é suspense.... E a protagonista só parece ter sentimentos com o próprio pai, porque o possível desaparecimento de pessoas do seu círculo de amigos nem a deixa minimamente abalada.

Dá abracinho de irmão pra compensar o filme, dá.

Sobre a nota: eu vou dar 3 porque embora tenha uns problemas de continuidade inegáveis, algumas relações me convenceram (infelizmente não o casalzinho principal). Pra começar tem o irmão do Will, que para mim meio que salva o filme; depois tem o próprio pai de Emma com a Emma, e por fim o Will e seus amigos recentes de beira de estrada. Fora isso, eu talvez tivesse gostado mais de Liga da Justiça -oi.

(3/5 conversinhas)

Até o/



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Iniciação: Arrow

Nesse post: Sobre o que é, Estrutura, Arqueiro ou Batman? Onde Encontrar.


Há um ano atrás na onda de novas séries tivemos o primeiro Iniciação para as pessoas conhecerem Once Upon A Time, esse ano por acaso outra série acabou me pegando de jeito: Arrow. Sério, não deixe aquele pôster dele sem camisa te encher de preconceito, não deixe a ideia de ser um "super-herói" te encher de preconceito e não deixe a falta de tempo te atrapalhar. Aqui nesse post você vai encontrar a sinopse, a estrutura, comparação com Batman, comentário sobre personagens e, enfim, explicação de por que você deve assistir Arrow!
*Por curiosidade, meu iniciação sobre Once Upon A Time também ficou programado enquanto eu estava fazendo uma viagem igual a essa. \o\

Sinopse:
O playboy Oliver Queen (Stephen Amell) está viajando com o pai e a irmã da namorada quando acontece um terrível acidente. Ele acaba sendo o único a sobreviver e passa 5 anos abandonado em uma ilha até que seja resgatado do mundo dos mortos. De volta à Starling City e à sua família, Oliver não é mais o mesmo. Antes de morrer seu pai revelou que a cidade estava sendo destruída por um esquema de grandes empresários corruptos - e agora a missão de Oliver é acabar com isso.

 Essa é a melhor sinopse sem spoilers, mas não consegue passar a ideia do que realmente Arrow é. A série conseguiu encontrar um ponto entre série de policial, série de adolescentes e série de amigos com um diferencial extra de um vigilante e suas raízes no universo da DC Comics. O protagonista é Oliver Queen, mas com certeza ele é só o ponto de partida para coisas muito mais legais. Poderia ter o estilo Young Adult ter chegado à televisão?
A base da história é Oliver perseguindo a lista de empresários e "salvando a cidade", tanto que por enquanto cada episódio começa com ele falando sobre alguém e no final riscando esse nome do caderninho. Enquanto isso várias subtramas vão se desenvolvendo, é praticamente uma para cada personagem que aparece e só agora eu contei 8 (o-i-t-o!). Isso sem falar que essa perseguição pelos empresários da lista já promete grandes revelações e que ficou bem claro que o passado de Oliver na ilha não será esquecido.

Um diferencial da série é a perspectiva realista sobre o mundo do Arqueiro Verde. Nada de gente com superpoderes, alienígenas do mal e coisas assim. Até li em algum lugar falando que é inspirado no Batman de Christopher Nolan
pegando carona com o morcego!
Falando em Batman, uma das coisas que eu percebi no início é que parecia mesmo um pouco com a história do Batman. Finge que é um milionário playboy que não se importa com nada, mas sai de noite vestido e usando tecnologia para enfrentar os corruptos. Aliás, é até a mesma história apresentada na última trilogia do Batman: ele vai embora, deixa a garota e quando volta ela é uma advogada defensora da justiça.

Depois eu descobri que no início o Arqueiro Verde foi criado mesmo como uma versão "arqueiro" do Batman, mas que desenvolveu a própria história e estilo (depois de 70 anos no mundo dos quadrinhos, era de se esperar...). Aliás, a própria "advogada defensora da justiça" tem o nome de Dinah Laurel Lance, outra super-heroína da DC Comics, a Canário Negro. O que significa que ela não vai só ficar usando terninho por aí - e já mostrou que sabe se cuidar (apesar de ter rolado um lapso nos roteiristas do 4º episódio, porque né).

Ninguém realmente é o super-herói nessa série.
Eles até se distanciam um pouco do conhecido nos quadrinhos, Dinah Laurel Lance é chamada de "Laurel", o Arqueiro Verde é Arqueiro, Vigilante ou qualquer nome desse tipo. A maioria dos personagens, mesmo que conhecidos, sofreram um reboot. Estão todos começando ainda.

Eu poderia falar muito ainda, comparar com o Arqueiro dos Quadrinhos, com outros super-heróis e blablabla. Mas vou terminar só dando destaque aos outros personagens além do Oliver Queen, que quanto mais nós conhecemos mais fica legal assistir.

>>>Personagens legais

A primeira é a irmão dele, Thea Queen, que é interpretada pela Willa Holland (foi irmã mais nova da Marissa em The O.C., alguém lembra? - imagem ao lado). A Thea/Willa é uma versão americana da Effy/Kaya e é um dos maiores destaques. A garota ficou praticamente abandonada quando o pai e o irmão morreram no acidente, cresceu arrumando todo tipo de confusão (Thea daria uma boa personagem em Skins) e mesmo entrando em choque com o novo Oliver - é ela quem aparece para dar os melhores conselhos. "I got mad relationship skills bro"

A segunda é a Dinah Laurel Lance, interpretada pela Katie Cassidy, que eu já falei tanto que só coloquei aqui para mostrar que vale a pena.

O terceiro é o Diggle (David Ramsey), que começa como um segurança que a mãe obrigada o Oliver a ter, mas que vai desenvolvendo (e eu não vou falar mais. HÁ). O legal é que nos últimos episódios ele trouxe uma nova visão pra série bem legal. Suzanne Collins ficaria orgulhosa com o que ele diz em "An Innocent Man".

A quarta é a Felicity Smoak (Emily Bett Rickards, imagem), que até agora mal apareceu, mas não tem como passar despercebida. Logo na primeira cena eu tive que parar e ir atrás no google só para ter certeza de que ela teria mais espaço. É do tipo nerd sabe tudo em computador sem noção, só assistindo para entender.

Só para não passar em branco, também tem o Tommy Merlyn, amigo do Oliver, que está meio apagado, mas dá pra crescer (fãs de Homem-Aranha, pensem em Harry Osborn). O detetive Quentin Lance, pai da Laurel e do tipo que não aceita a existência de um vigilante (me dei conta de que os fãs do Homem-Aranha também vão reconhecer isso). O Walter Steele, amigo do pai do Oliver que casa com a mãe dele, e me surpreendeu no último episódio. E já anunciaram os outros que eu estou ansiosa para ver, tipo a Caçadora!


>>>Onde assistir e Status

A primeira temporada começou no segundo semestre de 2012 e está confirmada com 23 episódios. Nos EUA, cada episódio sai quarta à noite e vai para o sexto (Legacies). Aqui no Brasil passa na Warner Channel segunda às 22 e no dia 12 passará o 4º episódio, segundo o site oficial. Para quem vai acompanhar na TV, a Warner irá passar o primeiro episódio dia 19. Mas por garantia, veja no site oficial quais são os próximos episódios.


Saiba mais sobre Arrow e séries!
>>>Arrow BR
>>>Arrow Brasil
>>>Outros Iniciação!


Stephen Amell e a Willa Holland. <3333333333

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

[Livro vs. Filme] "As Vantagens de Ser Invisível"

por Dana Martins


Mais um "Livro vs. Filme". Dessa vez, o livro/filme é "As Vantagens de ser Invisível", também conhecido como "The Perks of Being a Wallflower" ou apenas Perks (para os mais íntimos). O filme estreia nessa sexta-feira aqui no Brasil e nós trazemos nossas comparações para os curiosos. Sem spoiler! Aproveite essa boa história. (:

>>>A História

"Wallflower. Alguém que observa em vez de experimentar a vida". Charlie é um garoto que decide escrever cartas para um desconhecido, só para ter a certeza de que vai ser ouvido. Ele está para começar a escola e com aquele medo do que está por vir, então decide falar tudo nessas cartas como um diário. Só que Charlie não é um adolescente qualquer, ele é um wallflower. E a narração dele - modo como ele observa a vida - vale toda a história. 

 >>>O Livro


- Livro: "As Vantagens de Ser Invisível"
- The Perks of Being a Wallflower
- Livro Único
- Autor: Stephen Chbosky
- Editora: Rocco
- Comprar: Saraiva, Submarino, Travessa
- No skoob
- Indicação minha e do Paulo


Eu já falei na indicação que eu fiz com o Paulo o quão complicado para mim é falar desse livro. Costumo pensar que o que me fez ler Perks foi algo como o alinhamento das estrelas, aquele momento único que era para acontecer. De repente bateu uma vontade, consegui na internet e passei a noite inteira lendo. Terminei de manhã, com o sol recém-nascido e a sensação de que tudo de alguma forma estava completo. Perks foi esse livro pra mim.

Ele não é o meu tipo de história preferida, ou um mundo em que eu gostaria de viver, personagens com quem eu casaria ou trocaria o rim para estar no lugar. O que importou o tempo inteiro foi como a história estava sendo narrada, de um modo fluente, dando vida ao que era dito. Foi um tipo de livro estranho, que se conectou comigo de uma maneira boa.

E acho que esse é o objetivo, né? Fazer as pessoas pensarem, mudá-las de alguma forma. Eu tive um professor de português que adorava dizer, ou citar (não lembro bem), o caso de um homem que vai ao cinema e sai de lá outra pessoa. Acho que isso era mais interessante e tinha implicações maiores, mas o que eu lembro mesmo é como isso mostra o diferencial de uma boa história, não importa como ela seja contada.

Se você já leu A Culpa é das Estrelas, Perks é meio que como o "An Imperial Affliction" pra mim. Engraçado é que eu não falei dele tanto assim para as pessoas, mas o Paulo na nossa indicação me fez ver o motivo: "Me sinto como a Hazel, que ama tanto o livro que não quer falar dele para ninguém e, para ser sincero, lá no fundo, essa é a minha vontade tamanha a importância desse livro para mim".

Eu estou falando isso tudo para você ver o peso que o filme tem nas costas. Sempre duvidei de como eles fariam essa adaptação se o principal era a maneira que a história é narrada. É por isso também que fica complicado explicar, se só lendo você vai entender.



>>>O Filme 

- Roteirista: Stephen Chbosky
- Diretor: Stephen Chbosky
- Distribuidora: Paris Filmes / Summit
- Elenco: Logan Lerman (como Charlie), Emma Watson (como Sam), Ezra Miller (como Patrick), Mae Whitman (como Mary Elizabeth), Nina Dobrev (como irmã do Charlie)
- No IMDb 


E como é que foi a solução encontrada para essa adaptação? Um filme subjetivo. Ele toma liberdades além da montagem tradicional para nos aproximar da visão do Charlie. A narração que ouvimos no trailer está em boa parte do filme, completada habilmente por diálogos e imagens. Há também cortes bem pensados e outras coisas técnicas que não importa muito ficar falando aqui.

No início, o filme parece um pouco sem sintonia, como algo que você começa a pintar: depois de passar a primeira mão você olha e pensa "vai ficar uma droga". Mas depois, conforme você vai trabalhando em cima, se dá conta de que está ficando legal. O filme de Perks joga a base e depois trabalha sobre a coisa toda, tanto que dá para perceber vários detalhes colocados propositalmente no começo para algo que vai vir no futuro.

O filme de "As Vantagens de Ser Invisível" tem um clima de colegial e se passa mesmo sobre adolescentes, mas algo bem longe de "Meninas Malvadas". Ele entra mais no grupo de filmes como "The Art of Getting By" e "It's Kind of a Funny Story". Se os três formassem uma família de irmãos, Perks seria aquele irmão mais novo prodígio.
*"Art, Kind e Perks, três irmãos que..."

E, mais importante de tudo, foi um filme que também conseguiu impactar. Eu voltei para casa tentando entender a minha opinião e tudo o que eu encontrava era vazio, até começar a escrever e fazer esse Livro vs. Filme inteiro de uma só vez. Não foi algo tão grande e brilhante quanto o livro, mas... in that moment, I swear we were infinite.

>>>Resultado


Eu não consigo imaginar como poderiam ter feito um filme para esse livro melhor, no máximo alterando a falta de sintonia no início (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, por exemplo, arrebata a gente nos créditos iniciais). Mas há uma diferença significante. "Wallflower: Alguém que observa em vez de experimentar a vida". No livro temos muito mais a parte do observar. Isso ainda é misturado com uma narrativa bem feita e sincera que te faz viajar pela história, aproveitando as palavras e os momentos. Já o filme é a parte do "experimentar a vida" que se sobressai. É até mais fácil resumir o filme: é a história de um garoto que se esforça para fazer parte.

Pessoalmente, eu gostei dessa diferença. Porque a parte de tentar experimentar a vida também está no livro, só que não tão sintetizada. Essa abordagem dada pelo autor ajuda a completar o livro que já é muito bom.

Posso assistir antes de ler? Eu sempre indico ler antes de assistir, mas em Perks acho que não é tão problemático como na maioria, porque é um livro sobre momentos e como se narram esses momentos. Só tem um detalhe no final que era melhor ler sem saber. A boa notícia: o livro é bem pequeno e fácil de ler, não é tão caro (tirando um dia pra isso, dá até pra ler na livraria). Além disso, você não vai estar perdendo a chance da sua vida deixando de ver no cinema. Se puder, leia antes de assistir, mas não perca a oportunidade de ir ao cinema.


domingo, 7 de outubro de 2012

[Resenha] Looper: Assassinos do Futuro

por Dana Martins

- "Looper: Assassinos do Futuro"
Looper (2012)
- Direção: Rian Johnson
- Roteiro: Rian Johnson
- Atores: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt...
- Ficção Científica / Ação / Suspense - 16 anos - 118 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 28 de setembro de 2012








Mini-crítica: 
Looper é um filme de ficção científica mais para quem gosta de pensar do que para quem procura diversão. Não é exatamente como "A Origem" e não há nenhuma grande reflexão que vai alterar a sua alma, mas é um filme sério e direto: coloca a proposta, desenvolve (bem!) e resolve. A história se passa em futuro não tão distante assim: 2044. Os Estados Unidos mostrado parece algo no metade do caminho para "Neuromancer" ou o visto no remake recente "O Vingador do Futuro", com pobreza e criminalidade agravadas. Joe, o protagonista, é um looper. O que é isso? Mais no futuro ainda mafiosos usam máquinas do tempo ilegalmente para fazer inimigos serem assassinados no passado, o looper é quem dá fim nelas. Joe é o looper mais novo e é esperto, segue bem como looper até ter a vida alterada (literalmente: passado, presente, futuro..) quando seu eu mais velho aparece como próxima vítima. Misturando ação, alguma violência de um modo cru, o principal das histórias de viagem no tempo e até um pouco de sobrenatural, o filme é uma boa dica para quem gosta de uma história bem pensada com jeito alternativo. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Eu assisti "Looper" no sábado depois da estreia e mesmo uma semana depois ainda tenho dificuldade para colocar em palavras direito. De cara, o filme não foi TUDO isso. Quer dizer, com certeza vale a pena assistir e ganharia uma nota alta, mas ainda não era a máxima. No entanto, com o tempo, a minha ideia de nota foi aumentando cada vez mais porque a história continuava na minha cabeça.

Looper se passa no futuro e no futuro do futuro. Já se enrolou? Pode ser que isso aconteça, filmes de viagem do tempo normalmente causam isso. Na fileira atrás de mim tinha uma mulher que conseguiu entender tudo errado. Se bem que ela estava confusa desde o início... "O filme começou?"



Em 2072 conseguem criar uma máquina de viagem no tempo, mas ela logo é proibida. Ainda assim a mafia usa para dar fim a inimigos. É um sistema bem simples: eles pegam a pessoa e mandam para 2044, quando a viagem do tempo ainda não foi inventada. Nesse passado, um assassino contratado (looper) mata a pessoa e dá fim ao corpo. No futuro, eles não podem ser acusados de nada, já que não mataram ninguém; e, no passado, ele também não pode ser acusado porque matou alguém que tecnicamente não existia.

Fácil, rápido e eficiente, não é? E é com esse ritmo que o filme começa, mostrando o looper, Joe (Joseph Gordon-Levitt) fazendo seu trabalho e curtindo a vida. Só que, como nós logo descobrimos, não é uma vida tão boa assim.

O futuro em 2044 é no estilo das ficções científicas distópicas (de acordo com a primeira definição de distopia). A pobreza e a criminalidade tomam conta de tudo, parece sempre haver poeira em todo canto e somos apresentados basicamente a dois tipos sociais: prostitutas e bandidos. Ser looper é até bom na escala social, tirando um detalhe: você tem que fechar o seu looper. E "fechar" o seu looper significa que no futuro vão te encontrar e te enviar de volta para você mesmo matar.

É importante você saber disso porque essa é a base da história e motivação dos personagens (vários deles, de vários modos). Por saber que vão morrer mais cedo de qualquer jeito, os loopers vivem em uma espécie de carpe diem. Até uma droga futurista de pingar nos olhos é mostrada. Joe, o personagem principal, é focado no eu, no presente. É por isso que causa um conflito interessante quando dá de cara com seu eu do futuro (Bruce Willis).

Essa entrou pra uma das minhas cenas preferidas em filmes. É a número 1 porque eu acabei de começar a lista.
O filme, basicamente, é sobre o egoismo, mas desenvolvido com profundidade, viagens no tempo para confundir e ação para te prender. Meu problema inicial com o filme foi que ele não atingiu o coração. Por outro lado, pensando bem, ele grudou com tudo no meu cérebro. Eu saí do filme discutindo com o meu amigo, nós já passamos uma madrugada inteira discutindo nessa semana e eu até fui parar em cabritos (assunto para outro dia).

"Looper" é especialmente interessante por dois motivos: 

1- Viagem no tempo. Quando você coloca mais de uma linha de tempo as coisas começam a enrolar. Principalmente que nesse filme se alterar o passado altera o futuro. Segunda a lógica e escapando dos mindfuck, há algumas falhas. Só que o diretor e roteirista Rian Johnson foi esperto o suficiente para que essas falhas não sejam exatamente falhas. Veja por você mesmo, ou espere o nosso Falando Abertamente.

2- Viagem no tempo. Não, eu não repeti errado, mas dessa vez com "viagem no tempo" eu quero representar os elementos. Ele cria um filme onde tudo o que aparece tem significado e contribui para história. "Vingador do Futuro" (remake): okay, um cenário legal. Mas em "Looper" o cenário, a época e personagens são colocados para contribuir no significado.

Esse filme pode te deixar meio confuso, mas acho que vale a pena assistir mesmo assim. De duas uma: ou você consegue acompanhar e está tudo bem, ou você não consegue acompanhar então vale a pena pra exercitar o cérebro. Se eu indico? Com certeza já estou perturbando meus amigos e marquei para assistir outra vez.


Quando o filme começou, eu pensei: quem é esse cara parecido com o Joseph Gordon-Levitt? Daqui a pouco o verdadeiro vai aparecer para já começar com uma pegadinha. "HÁ, esse sou eu, aquele ali foi pra te enganar." E nem era tão parecido assim que eu percebi a diferença de cara. Só que o filme continuou e eu tive que aceitar que aquele cara era o Joseph Gordon-Levitt. Parece que era pra ser uma maquiagem pra deixar ele mais parecido com o Bruce Willis (e terminou como uma maquiagem pra deixar ele diferente dele mesmo). Pelo menos funcionou para se livrar da cara de bebê dele e as lentes ajudaram na conexão. Olha essa imagem!

Fico imaginando que esse foi um daqueles momentos que ficaram com sem jeito de dizer que foi uma má ideia. "Ei, você poderia desfazer todo o seu trabalho?"


Sobre a nota: Vou dar 4,5 porque é um ranking geral e pra todo mundo. Pessoalmente, ele começou com um 4 e acho que já alcançou um 5. Abrindo a visão, no IMDB o filme hoje está com 8.2, o que é MUITO considerando que não existe nem um filme com 10 lá. Mas o filme é recente e pouca gente votou (só umas 26.000, enquanto "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" tem 392.633).

Classificação:
(4/5 conversinhas)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Guia: Veja resumo do que aconteceu nos filmes de Resident Evil até agora


Corre que ainda dá tempo! Acabou de assistir Resident Evil 5: Retribuição ou quer assistir, mas não lembra do que aconteceu ou nem viu os outros? O objetivo desse post é resolver esse problema. Para facilitar a vida de todo mundo, fique com um pequeno resumo do que aconteceu na história até agora. Vale lembrar que os filmes são quase independentes, não fazendo tanta diferença assim se você começar no meio do caminho, mas é legal tentar colocar tudo como uma história só, porque mal (muito mal) ou bem, é uma série.

Os filmes de Resident Evil têm muito furo e erros, mas com o tempo eu passei a gostar. E o mais legal é que você pode realmente aproveitar se pegar um filme aleatório, principalmente o 5º que ainda vem com um resumo no início. Conforme você vai ver a seguir, a personagem principal está sempre se "redescobrindo" (perde a memória, vira cobaia...) e acaba em situações praticamente aleatórias tendo que correr para sobreviver. 

Sobre spoilers: Para os quatro primeiros filmes, é uma mistura de sinopse com lembretes sobre o desfecho, com o mínimo de spoiler possível. Já sobre o quinto filme é apenas a sinopse. Porém, como eu disse na resenha de Resident Evil 5, esse é o filme que mais traz informações para tapar buracos nos filmes anteriores, então eu fiz uns comentários para tentar juntar tudo (mas nesse caso eu aviso o spoiler antes do parágrafo).

No primeiro filme... Resident Evil: O Hóspede Maldito 
(2002 - Resident Evil)

O primeiro filme é pré-Raccoon City, quando Alice e um cara que dizem ser o marido dela acordam e não lembram de nada. Eles vão parar dentro de um laboratório subterrâneo da Corporação Umbrella com uma equipe para tentar descobrir o que aconteceu para o lugar ser totalmente fechado. E, bem, eles descobrem... Um vírus foi espalhado e a inteligência artificial que comanda o lugar, a Rainha Vermelha, não quer deixar que ninguém saia para a contaminação não vazar. Durante o decorrer do filme Alice descobre que é uma agente especial e tem alguma coisa a ver com a liberação do vírus.

Depois de lutas, zumbis, traições e mortes... a Alice escapa com uma pessoa contaminada e eles dão de cara com um monte de gente na mansão para prendê-los.

Extra: é nesse filme que aparece pela primeira vez a personagem Rain (Michelle Rodriguez), ela faz parte dessa equipe que invade o laboratório.


No segundo filme... Resident Evil 2 - Apocalipse 
(2004 - Resident Evil: Apocalypse)

Alice acorda no hospital em Raccoon City depois do vírus ter se espalhado por toda a cidade. Durante o filme, ela encontra a Jill Valentine (Sienna Guillory) ainda morena, Carlos Olivera (Oded Fehr) e o criador do T-Virus. Durante esse filme Alice lida com dois problemas: primeiro, ela descobre que virou uma cobaia de testes e ganhou superpoderes em vez de virar uma morta-viva, então precisa conhecer essa "nova" Alice; e, segundo, Raccoon City foi isolada e ela tem pouco tempo até explodirem tudo com todo mundo dentro (para evitar que o resto do mundo saiba sobre o vírus). A solução é salvar a filha do criador do T-Virus que havia ficado dentro da cidade, a garotinha Angela Ashford (Sophie Vavasseur), e ainda há uma batalha final contra o Nemesis (o personagem contaminado do filme anterior também utilizado como cobaia e que sofreu várias mutações).

Depois de lutas, zumbis, descobertas e mortes... a Alice, a Jill e os outros conseguem fugir num helicóptero, que cai e ela é a única que fica mal. Os outros fogem e ela é capturada. Depois de um tempo ela acorda novamente em um hospital e é resgatada pela Jill e os outros fugitivos. Termina o filme com um cientista da Umbrella mandando ativar o "Programa Alice".


No terceiro filme... Resident Evil 3 - A Extinção 
(2007 - Resident Evil: Extinction)

Ela começa em um deserto depois que sabe lá como o vírus já se espalhou. Ela está andando por aí sozinha e tentando controlar os próprios poderes, quando encontra a Claire Redfield (Ali Larter) e, do filme anterior, o Carlos Olivera (Oded Fehr). Eles estão com alguns ônibus protegidos carregando sobreviventes e encontrando uma maneira de se virar. Ao ouvirem uma mensagem repetida na rádio de um lugar que promete segurança, eles decidem apostar as últimas forças para chegar até lá. Ao mesmo tempo, a Alice está sendo procurada pelo cientista da Umbrella, que a trata como um "projeto" por causa dos testes que fez nela.

Depois de lutas, zumbis, superpoderes e muitas mortes... eles encontram no meio do nada uma casinha vagabunda cercada por zumbis, que é o ponto de entrada para mais um laboratório subterrâneo da Umbrella. A Alice manda Claire e o resto dos sobreviventes no helicóptero que estava ali e fica para enfrentar o cientista maluco que estava tentando capturá-la. Ela luta com um monstro e conversa com a inteligência artificial dali, a Rainha Branca. Ainda descobre que o laboratório está cheio de clones dela mesma, porque foi a única a se adaptar bem com o vírus e em seu DNA estaria a solução para o problema. No final, Alice manda uma ameaça para os chefões da Umbrella.

Extra: Esse é o primeiro filme que aparece Albert Wesker (Jason O'Mara, depois o ator passa a ser Shawn Roberts).


No quarto filme... Resident Evil 4 - Recomeço 
(2010 - Resident Evil: Afterlife)

Alice e um bando de clones invadem um laboratório da Umbrella em Tokyo e matam todo mundo, inclusive o Albert Wesker (Shawn Roberts - "chefão" da Umbrella). Depois disso e de receber o antídoto (perder os poderes), ela está sozinha no mundo e decide procurar a Claire (Ali Larter). No estilo diário de sobrevivente, ela se filma contando os dias e seu progesso na busca por outros sobreviventes. Em um aviãozinho fajuto para duas pessoas, ela sobrevoa o munto contaminado e vai até o lugar onde os sobreviventes (dessa vez, aqueles de helicóptero no terceiro filme) tinham ido. Chega lá e encontra só uma Claire selvagem com uma aranha de metal presa no peito. Ela não lembra nem quem é e não sabe de nada. A Alice amarra ela no segundo lugar do avião e continua a busca.

As duas acabam no terraço de um presídio em Los Angeles onde alguns sobreviventes estão se protegendo. Alice descobre que o lugar seguro anunciado em Resident Evil 3 é um navio que está parado à vista na costa e é lá que os outros conhecidos devem estar, mas há um tempo o navio não manda mais a mensagem de segurança. Com isso, eles precisam arrumar um plano de fuga e a única pessoa que parece saber da saída é Chris Redfield (Wentworth Miller), um homem que fora largado em uma cela e ninguém sabe se deve confiar.

Depois de lutas, zumbis , problemas de memórias e mortes... Alice, Claire e Chris chegam no navio e descobrem que é da Umbrella. Lutam contra o Wesker, matam ele outra vez e libertam todos os que estão presos lá. O filme termina com helicópteros comandados por uma Jill Valentine (Sienna Guillory) - loira e controlada pela aranha no peito - se aproximando.


No quinto filme... Resident Evil 5 - Retribuição 
(2012 - Resident Evil: Retribution)

Depois do ataque das naves, Alice acorda presa em uma base da Umbrella provavelmente no fim do mundo e é mantida lá até que uma invasão no sistema dá a chance de ela escapar. Alice descobre que Wesker ainda está vivo (porque ninguém morre em filme de zumbi) e que agora está contra a Umbrella, que é totalmente controlada por uma inteligência artificial, a Rainha Vermelha. Wesker está ajudando Alice a fugir porque aparentemente ela é a última esperança do mundo. O filme é sobre essa fuga, com Jill Valentine (Sienna Guillory) liderando uma equipe para capturar Alice; e Leon S. Kennedy (Johann Urb) liderando outra tentando salvá-la, tudo isso dentro dessa base subterrânea da Umbrella.

Extra: Esse filme tem quase todos personagens relevantes de filmes anteriores, como a Rain (Michelle Rodriguez)



(SPOILER!) Depois de lutas, zumbis, monstros, clones, realidades artificiais controladas e umas mortes... Alice, Ada, Leon e Jill conseguem escapar e destruir a colméia. Só para encontrarem Wesker, Alice ser contaminada outra vez e descobrir que estão em uma base cercada por todos os montros que você imaginar. E que eles são os últimos humanos do mundo.

(SPOILER!) Nesse filme eles tentam fazer a ligação entre todos os outros. Eles mostram que o vírus criado pelo cara do segundo filme, que foi espalhado no filme 1, é parte dos estudos da Umbrella que vende armas biológicas. Nós vemos que a Umbrella recriou parte de grandes cidades e povoaram com clones para testar essas armas, depois venderam para as principais potências "inimigas" do mundo, fazendo eles se atacarem e causar o caos que nós vemos no filme 3. Aí a Alice, a única pessoa que "dominou" o vírus, é a salvação para criar esses superhumanos. O que a leva a ser perseguida no terceiro filme, depois novamente no final do quarto e no quinto.


Depois disso tudo a história até que fez mais sentido, foi legal ver tudo desse jeito. Espero que isso te prepare para assistir Resident Evil 5: Retribuição nos cinemas (que vale MUITO ser no cinema!). Qualquer dúvida sobre os filmes ou Resident Evil no geral, pode perguntar aqui que eu respondo tudo o que puder!
Resident Evil é uma série de filmes iniciada em 2002 e protagonizada pela personagem original Alice (Milla Jovovich). Os filmes são baseados na série de jogos Resident Evil, mas a relação de adaptação tem muito mais a ver com "roubar" elementos e jogar em uma história, ou criar uma história paralela que às vezes cruzaria com a original.  Personagens principais dos jogos aparecem nos filmes (Claire, Chris, Leon, Jill...) e os zumbis e variações são dos jogos (só que utilizados de qualquer jeito e misturado).

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Taylor Swift no Brasil: Vai ser difícil esquecer


A cantora Taylor Swift praticamente caiu de paraquedas no Brasil e nós tivemos a oportunidade de acompanhar essa passagem. Esse show surpresa aqui no Rio de Janeiro é mais do que apenas um marco para os fãs da cantora, é a grande consequência dessa mudança no cenário brasileiro. Você já reparou que agora está acontecendo muitos mais shows, né? Pois é. Um show pocket exclusivo com certeza é um sinal de que os fãs brasileiros podem esperar por mais. Agora vamos parar de enrolação e continua lendo para ver como foi a passagem da cantora, a nossa experiência e um aviso para quem gosta de shows

Há um mês eu (Dana) estava no twitter do CC falando sobre a quantidade de shows no Brasil e falei algo como "já estou falida, não pode vir mais ninguém nesse ano" e o comentário acabou em "sorte que a Taylor Swift está lançando cd agora, sem chance dela aparecer por aqui". É até difícil acreditar que em menos de um mês tudo virou de cabeça pra baixo e agora eu posso dizer: eu já fui em um show da Taylor Swift. 
Para quem está perdido: no dia 20 de agosto de 2012, mês passado, a Universal Music anunciou que a cantora viria ao Brasil para divulgar o novo álbum, Red. Seria um show fechado no dia 13 de setembro e ela passaria por alguns programas e entrevistas. 

O dia 13 de setembro aqui no Rio estava nublado e meio frio, chegou até chover de manhã atrapalhando os fãs que estavam na fila e trazendo sorte para os fãs que estavam na porta do hotel, que receberam uma visita da Taylor. Eu já estava cansada de ter ido com a minha amiga no hotel no dia anterior e de toda a maratona de promoções, então aproveitei para chegar só mais tarde. 

Cheguei por volta das 4 e a fila ainda estavam bem pequena. Acho que em parte porque o show surpresa-fechado atrapalhou a mafia dos fãs e em parte porque o dia estava cinzento. Para terem ideia, durante a noite que eu passei naquele mesmo lugar para o show do paramore a fila estava maior (e os fãs do paramore nem são tão desesperados. sério). Acho que só o da Colbie Caillat mesmo teve uma fila mais "fraca". Mas novamente: acho que foi a surpresa que desarticulou todo mundo. Sem falar que, pelos meus cálculos, encheram o lugar com mais ou menos 1/4 da capacidade. 

Por outro lado... mesmo que um ou outro tivesse tirado a sorte e ido parar lá sem nem gostar tanto, a maioria era fã mesmo. Foi lindo que estava quase todo mundo de vermelho em homenagem ao novo álbum, Red! Acho que foi o público de show mais misturado que eu já vi, com gente de todo o Brasil. 

Até a Hayley passou lá pra assistir...
Bem, depois de muita animação na fila, circuladas pelo shopping, gente dando ataque porque os membros da banda dela estavam circulando pelo shopping e gente dando ataque por ter conhecido a Taylor... finalmente abriram a casa de show. Era 8:00 ou 8:30, não lembro bem. Aquela mini-correria até bem controlada para chegar lá dentro, passando por umas mulheres que deram Serenata de Amor ("as vadias do Serenata", precisava registrar aqui) e chegando no palco.

Exatamente a minha visão.
A surpresa foi que eles colocaram uma extensão em formato de um pequeno T na frente do palco, dando liberdade para ela entrar um pouco no meio do público. Eu e os meus amigos ficamos em uma dessas pontas do T a duas pessoas da grade (no meio do show fui parar atrás da pessoa da grade, sei lá como. Em show parece que você se teletransporta). 

Durante a longa hora até o show começar, fomos esmagados e quase morremos de calor. Não foi a minha pior experiêcia, mas tem sempre aqueles para reclamarem o tempo inteiro. O que eu mais gostei desse momento de espera é que eles colocaram o dvd e depois alguns clipes dela passando nos telões. É bem legal ter algo para se distrair e já entrar no clima. Deveriam começar a fazer isso em vez de colocarem um playlist de meia dúzia de músicas no repeat. 

Até que... entrou lá a mulher da Malhação nada a ver para anunciar e depois, finalmente, a Taylor Swift! Ela tem uma presença de palco muito boa e não demorou a dominar o lugar. No início não dava nem para ouvir a música de tanta gente cantando. O show dela com certeza bate com os melhores que eu fui, só não dá para realmente concorrer porque foi uma versão pocket com 7 músicas.


Se eu fosse apontar algum problema, eu diria que é o "olhar do infinito", que é quando a pessoa canta olhando o além e parece que não importa se ela está no show da Xuxa, no Rio ou no VMA. Às vezes falta um pouco daquele calor do estilo "tamo junto, galera!". Mas acho que isso é mais porque além de ser um show pequeno - mal dá pra aquecer - esse também não é o show completo dela. O olhar do infinito e o estilo dela, até se você ver nos vídeos, é para shows gigantes. 

E ela deu mesmo um espetáculo! Ela não só conseguiu dominar o público e se preocupou em encaixar mais do que algumas simples palavras em português, ela fez de verdade uma versão pocket do show dela. Com dançarinas em We Are Never Ever Getting Back Together e um sofá no meio do palco em Fifteen. Apresentou mais de um violão e pegou um banjo para cantar Mean. Também teve o dueto com a Paula Fernandes que fechou o show. A Taylor até pegou a mão da brasileira e levou para agradecerem lá na frente. Isso tudo em um show simples de 7 músicas.

Setlist:
1. Sparks Fly
2. You Belong With Me
3. Mean
4. Love Story
5. Fifteen
6. We Are Never Ever Getting Back Together
7. Long Live (com Paula Fernandes)


Uma das coisas que eu mais gostei, que pode até parecer boba, foi o vestido. Eu sempre achei essa coisa brilhosa nesse corpo magrelo dela algo meio estranho, mas com o tempo isso virou uma marca dela. Antes do show eu até pensei: seria tão legal ver um show dela com aquele vestido prata espalhafotoso. Nem passou pela minha cabeça que depois de todo esse novo figurido ela apareceria com ele. Bem, também não tinha passado pela minha cabeça que eu veria ela... 

To ali na escuridão em frente a essa ponta! HUAHA
Depois do show ela ainda voltou ao palco para responder as perguntas de alguns fãs que eles arranjaram lá. Foi um momento meio apagado: imagine uns mil fãs apertados querendo mais música ouvindo um fã envergonhadamente fazendo uma pergunta estilo "Qual sua música preferida?", que é traduzida para inglês e depois respondida pela Taylor. Pensado agora, acho que eles não lembraram nem de traduzir pra o público a resposta dela. Não lembro direito, é difícil lembrar. Foi um momento meio fail, mas que valeu só pra ver ela no palco por mais tempo.

Taylor no Rio de Janeiro! Uma palavra: Carinho

Essa é a terceira Taylor na minha vida musical que passa por aqui nesse ano. A primeira foi a Taylor Jardine, do We Are The In Crowd, a segunda foi a Taylor Momsen, do The Pretty Reckless. E é realmente interessante ver a diferença de como as pessoas se relacionam com os fãs. A primeira Taylor eu nem vi, porque consegui errar o horário do show e chegar depois da banda tocar(!), mas ouvi bastante sobre os fãs que seguiram a banda. Eles não pararam pra falar com ninguém, passei no hotel e vi PASSAR até alguns das outras bandas, mas eles saíram da casa de show antes e nem falaram com ninguém. Tá que pode ser chato, mas custa? Meia dúzia de pessoas só. Daí depois veio a Taylor Momsen, que segundo falaram foi até legal com os fãs, mesmo com aquele Meet&Greet digno de papelão de cinema. Aí vem a Taylor Swift, com uma penca de fãs para tudo quanto é lado, e falou com todo mundo! 


Tinham oferecido helicóptero(!) para ela circular pelo Rio, mas ela recusou e quis fazer tudo de carro. No aeroporto, que ela pode sair escondida como muitas bandas fazem, ela passou no meio de todo mundo, consolou fã, pegou câmera pra tirar foto... No primeiro dia no hotel, que eu fui, ela não apareceu, mas o tempo inteiro que eu fiquei lá ela estava gravando o especial de dia das crianças da Xuxa no projac* (então é meio difícil ela estar no hotel, né?). Nesse ela não apareceu, mas os fãs que ficaram esperando receberam foto autografada e palheta. No dia do show ela foi falar com os fãs embaixo de chuva e na despedida (que é a foto do post) ela também saiu para falar com os fãs. Detalhe que o hotel tem estacionamento interno com saída por trás, ela poderia muito bem desaparecer sem ninguém ver, mas saiu para falar com os fãs. Aquela lugar ali na primeira foto do post é do lado do hotel, pra ela estar ali ela foi andando pelo muro de fãs pra falar com as pessoas. 
*Fofoca: parece que a equipe da Taylor não gostou nem um pouco quando descobriu que era um programa infantil. Quem foi que teve a ideia, hein? Eles não fazem ideia de com qual público estão lidando, atiram pra qualquer lado. 


VOCÊ FAZ TUDO E. passa mal.

Se você viu o meme já sabe que eu quero ter blog há muito tempo. Sabe qual era a minha ideia inicial? Dar dicas sobre shows. Eu já fui em vários e todo santo show vejo as pessoas cometerem os mesmos erros. No do paramore que eu citei aqui mesmo, acho que eu nunca vou esquecer da garota de cabelo rosa que estava na fila desde as 7 da manhã, quando eu fui para casa dormir, e durante a porcaria do show de abertura ela foi tirada da grade completamente apagada. GENTE, por que? Por que vocês não prestam atenção? 

Eu só passei mal mesmo em um show em São Paulo, mas porque eu usei minhas últimas forças para tentar levantar para o segurança uma garota que caiu desmaiada no meu colo. Dessa vez, no da Taylor, foi a minha amiga que passou mal. Enquanto esperávamos e ia apertando ela começou a ficar tonta, quando fui ver ela estava gelada no meio daquele inferno humano. Para ter ideia, ela não conseguia nem abrir a embalagem do bombom que eu mandei ela comer. Depois descobri que o problema era o calor e consegui arranjar água para baixar a temperatura do corpo dela (dei um banho nela: efeito milagroso, totalmente indicado). Mas aqui fica a dica: conheçam os seus próprios limites, avisem para os seus amigos e se preparem. Um show é muito legal, ainda mais de perto, não deixa estragar por causa de bobeira. 

Minha amiga passou mal e ficou totalmente fora do ar, por pouco nós não tiramos ela de lá, a sorte foi que todo mundo ajudou e eu consegui dar um banho de água nela. Guarde uma coisa: você vai preferir ter um garoto gigante desses com cara de "rockeiro" que dão medo por perto do que um bando de garotinhas. Elas são desesperadas.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

The Pretty Reckless no Rio de Janeiro: a escrava sexual do coisa ruim


Nesse dia 5 de agosto de 2012 a banda The Pretty Reckless passou pelo Rio de Janeiro em sua turnê na América do Sul (aqui no Brasil, passaram por Curitiba e São Paulo também). Dessa vez, em vez da Ana Luíza que marcou presença no show do The Maine, quem esteve lá fui eu (Dana) e o Paulo. Veja abaixo o que nós achamos e o que "a escrava sexual do coisa ruim" tem a ver com tudo isso. :D

Uma das coisas que eu me perguntava era que tipo de gente ia aparecer nesse show: as menininhas fãs de Gossip Girl ou aqueles no maior estilo "metaleiros"? Até agora eu não tenho muita certeza do que eu encontrei, algo parecido com um mar preto de fãs. Que teria sido maior, se não fosse o show do The Maine na última semana.

(com direito a um "de novo!" lá pelo 03:20)

Eu gostei bastante do show e se tivesse a oportunidade de ir em outro com certeza iria (adoro show com música que dá pra se movimentar). É aquele tipo de banda que no palco é igual no gravado. E as pessoas realmente cantavam as músicas, fazendo aquele coro que às vezes ficava acima da voz da Taylor. Mas... Mas... Mas...

O Circo Voador é pequeno demais para receber aquele público. Teve gente que viu tudo de trás de uma pilastra! E acho que teve gente que nem viu. Sem falar que choveu e as pessoas ficaram apertadas embaixo da parte coberta, a mãe de uma pessoa do meu grupo teve que ficar presa no meio de um bando de adolescentes pulando por falta de opção. Dá pra deixar passar porque aposto que ninguém esperava aquela quantidade de gente, mas a Web Rockers precisa ver isso. Show atrás de pilastra? Sério?

O segundo foi a demora para começar. O show teve atraso de uma hora. Se você é uma diva fazendo show para milhões de pessoas eu até deixo passar (Lady Gaga, nem pense em fazer isso), mas num lugarzinho apertado domingo à noite num lugar que não dava nem para beber uma coca sem tomar um banho de chuva? Nada agradável. Já era quase 9 da noite quando pregaram a setlist no palco. Não posso afirmar quem foi o culpado nesse caso.


O terceiro problema... Parecia tudo muito programado, era como se a Taylor tivesse decorado meia dúzia de posições sexuais (sim, você leu certo) e ficasse repetindo cada uma pelos cantos do palco. Um bando de menininho que nunca viu peito pode até se impressionar, mas ficou tudo artificial demais. Prefiro é o Adam Lazzara tiozão matando todo mundo de susto (e eu sufocada) ao abraçar o público carioca na grade (e, sim, ele tem vários movimentos ensaiados, mas ele sabe se conectar ao público...).

Ah! Se conectar ao público! Esse foi o principal ponto. Por mais que ambas as partes cantassem junto e quisessem um show bom, não rolou aquela energia. Sério, nos momentos mais calmos e durante o primeiro cover (Audioslave, aliás. "Like A Stone") o público só faltou cruzar os braços. Deu pra pular mais no show da Demi Lovato com a minha prima nos ombros, sério.

Mas... fora isso tudo, dá pra passar. Foi um show completinho, um pouco pequeno, que dá para dizer que valeu andar pelo apocalipse zumbi Lapa de noite. Gostei de ter visto a Taylor Momsen ao vivo, impressão bem definida com "escrava sexual do demo"*. Na verdade, meu momento preferido foi quando as luzes apagaram e ela abaixou perto da bateria para beber água ou sei lá, sem toda aquela pose. Ou quando jogaram um sutiã na cara dela no meio da música e ela riu. Meu momento preferido com certeza não foi ver o peito mole da menina que subiu no ombro de alguém sem sutiã** (aliás, várias garotas estavam sem camisa, não me avisaram que esse era o traje da noite). Enfim, foi divertido, mas tem potencial para ser bem melhor.
*Definição perfeita de uma amiga minha, Natália. HUAH

Eu não sou nada contra tirar a roupa, gente. Nem contra a insinuações sexuais em cima do palco (ou na minha cama, se o Danny quiser). O problema é quando o show não é aquilo tudo, né? O Paulo até fez questão de comentar:
"A coisa sobre os movimento serem coreografados é bem verdade. E acho que isso ficou ainda mais evidente porque foi o terceiro dia seguido de show e a Taylor parecia estar "quero acabar logo com isso, só me deem o meu dinheiro". E eu tinha visto vídeo de 3 músicas dos outros shows e ela fazia exatamente os MESMOS movimentos nos MESMOS momentos, broxante."
Ignorando que "broxante" não é o melhor termo para se usar nessee post: Num momento meu irmão quase me bateu porque chutei qual seria a próxima música errado. "NÃO! É TAL MÚSICA! ELA FALA EXATAMENTE A MESMA COISA NA VERSÃO GRAVADA DO EP ANTES DE COMEÇAR". Sim, senhor, se você diz. 
*Eu sei que todo mundo ensaia show, mas gosto de algo mais natural. Se eu quisesse ver repetido ficava com o dvd em casa.

Obrigada ao @imofftotheraces pela nova imagem!
Aqui o selist:

Intro
Hit Me Like A Man
Since You're Gone
Zombie 
Miss Nothing
Just Tonight
Goin' Down
Cold Blooded
Like A Stone (Cover do Audioslave)
Seven Nation Army (Cover do The White Stripes)
My Medicine
Make Me Wanna Die
Factory Girl
Nothing Left To Lose

Com o público que teve, eles com certeza vão voltar. Só vamos esperar para ser em um lugar maior e que a Taylor Momsen fique mais à vontade no palco. Agora fique com fotos polêmicas do Meet & Greet da banda:


Pois é, falar com eles de longe, todos sentadinhos. Parece até papelão de filme no cinema. Para vocês terem ideia, eu fui comparar com as fotos de outro Meet & Greet da banda aqui no Brasil e abri sem querer a aba errada entre as infinitas daqui. Por acaso, nessa aba errada, tinha uma terceira foto de Meet & Greet e é tão parecida que eu demorei a perceber que era outra (foi o fã diferente que me chamou atenção).

Mas nem fique com má impressão, foi só uma falha na hora de lidar com fãs brasileiros, que querem que os ídolos levem eles até pra praia. Vou terminar com o depoimento de uma fã que encontrou com a banda no hotel:
"Gente, serio, o segurança mandou a gente nao gritar nem agarra-la, e na hora que eu cheguei perto ela abriu o braço pra abraçar, e eu fiquei tipo: CARALHO VOU SURTAR." - clica aqui para ver a foto e ver completo.

Novamente: eu gostei de ter ido. E o Paulo achou o show "muito, muito, muito, muito bom".