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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Thor vs. Super-Homem: o significado do herói


E a batalha termina! Agora temos uma nova enquete na barra lateral (já votou? hein? HEIN?) e finalmente temos o resultado do Thor vs. Super-Homem. E eu não diria nem que foi uma luta sangrenta, Thor ganhou com quase o dobro de votos. Isso mesmo. Mas será que esse resultado está certo? E por que todo mundo votou no Thor, afinal? Continue lendo para gente tentar encontrar essas respostas e conversar sobre o mundo dos quadrinhos e heróis. 

Como tudo (tudo, tudo e TUDO) no mundo dos quadrinhos, uma decisão dessas é complicada. Ainda mais com dois super-heróis que praticamente estão no mesmo nível. Aqui vocês votaram no Thor como vencedor. Por que? E de que Thor vocês estão falando? Precisamos saber qual é a versão do herói, ou onde essa luta vai acontecer.

Eu que cresci a base de filmes, livros e toddynho, não paro de me surpreender a cada evidência de que os personagens dos quadrinhos estão em eterna mutação. Em um lado mais sombrios, em outro mais divertidos. Há sempre uma base essencial, mas mesmo ela volta e meia é interpretada de modos diferentes de acordo com o autor. 

E aí você junta várias versões dos mesmos personagens que vivem em universos diferentes. De quem, quando e onde você está falando ao pensar nessa luta?
Aí os problemas continuam, estamos falando de dois personagens extremamente fortes a ponto de ninguém saber exatamente o limite. Eu estava tão na dúvida que decidi fazer uma pesquisa na internet (descobri que essa é uma curiosidade recorrente). E o resultado? Sem conclusão. Dá pra perceber que quem conhece mais o Thor acaba dizendo que ele venceria porque não sabe de X fato sobre o Super-Homem e vice-versa.

Eu até encontrei uma revista crossover que personagens da Marvel lutam contra os da DC - e é claro que essa luta aconteceu. Quem venceu lá foi o Super-Homem, mas não foi o suficiente para convencer ninguém. Todo mundo sabe que o Super-Homem é o carro-chefe da DC e o Thor não tem a mesma importância na Marvel, então ele não pode ser derrotado assim. Sim, parece que o resultado dessa luta depende até dos interesses de quem está fazendo.

Thor vs. Super-Homem hoje em dia. O cara do filme vs. a camisa para parecer cool no tumblr. Até meu irmão tem uma dessa, socorro.
Eu acredito que o resultado aqui no blog tenha sido por um motivo: fama hoje em dia. Eu sei que a maioria dos leitores aqui no blog não são do tipo viciados em quadrinhos e se basearam no que conhecem dos personagens. Enquanto o Super-Homem afundou no cinema, o Thor decolou. Aliás, você sabia que Thor foi o filme mais pesquisado no google em 2011? As pessoas redescobriram o herói com o filme. E o Super-Homem? Adoro aquela camisa!

O que eu acho?

Bem, mas eu... eu concordo com o resultado aqui do CC. Pegando uma situação onde os dois estão no máximo de suas forças, cada um com o melhor de si em uma luta limpa, acho que o Thor levaria. Mal ou bem o Super-Homem ainda é um ser dentro de regras da natureza, um alienígena que no nosso planeta acaba mais forte. Enquanto o Thor é um deus. Talvez não tão poderoso quanto o pai ou avô, mas ainda há um lado místico ligado a ele. Uma das fraquezas conhecidas do Super-Homem é a magia, mesmo que ele já tenha lutado contra grandes magos e vencido. Agora, uma coisa que eu nunca vi ele fazendo, é revivendo pessoas e um planeta inteiro. Talvez exista alguma coisa tipo "meu sangue super-poderoso pode reviver alguém", mas através de mágica eu não sei bem. E da cartola do mágico pode sair qualquer coisa.


De qualquer forma, acho que isso a gente nunca vai saber muito bem. Os dois são de universos diferentes. Todo mundo sabe que o Super-Homem seria mais vulnerável no próprio planeta - e provavelmente há outros planetas onde ele seria vulnerável. E aí, neguinho? Como a gente vai saber se Asgard ou algum mineral de lá poderia ter algum efeito diferente nele? Até adamantium (garras do Wolverine) poderia ser letal ao Super-Homem. Talvez ele não seja nem resistente ao Mjölnir (martelo do Thor).

Agora... e se o Super-Homem fosse considerado digno de usar o martelo? (tipo na imagem acima) Thor teve que provar e blablabla, então qualquer um capaz poderia usar o martelo. E se eu fosse apostar em qualquer outra pessoa para isso, seria o Super-Homem. Então talvez ele conseguisse superar o martelo, rouba-lo de Thor e vencer a luta no milissegundo que o deus do trovão é pego pela surpresa. Seria um desfecho digno de fim de temporada.

Depende do que aconteceria caso os universos de unissem. Se isso não levasse a alguma vantagens para algum dos super-heróis, a luta continuaria a ser definida nos mínimos detalhes.

O que nos faz pensar... 

Por que eles iam querer lutar? A motivação é extremamente importante em uma história de super-herói (boa), a mocinha é capturada, milhões de vidas em jogo... aí eles saem destruindo tudo! Talvez quem tivesse a motivação mais forte vencesse.

Ou quem fosse mais esperto. Algo que eu sempre adorei nos desenhos do Hércules da Disney é que uma das lições do sátiro é "a inteligência vence a força". Essa luta seria decidida por quem visse mais rápido a fraqueza do outro e soubesse como passar por cima. Aliás, é por causa da inteligência que dia a dia esses super-heróis continuam sendo testados mesmo sendo tão fortes.
*E, por favor, não caia nessa de que o Thor é burro. Acho que nisso novamente chegamos a um empate.


Nobody said it was easy...

Lições de moral dessa luta

O mundo dos super-heróis é complicado, os personagens estão em eterna mutação, em parte é o público que escolhe o resultado e no fim das contas não é a força que determina a luta. Muitos cometem o erro de achar que eles se resumem ao "super" enquanto é a parte do "herói" que faz toda a diferença.

Se você ainda não está convencido, se prepare que no meio desse ano sai o Homem de Aço, novo filme do Super-Homem e que até o momento parece que não vai repetir o fail do anterior. Já viram o teaser? E fim do ano tem o novo do Thor.

E lembram do Super Power Beat Down que nós indicamos no CCTV? Decidiram fazer Thor vs. Super-Homem na próxima! As votações estão abertas. Estou curiosa para ver quem vai ganhar lá.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ConversaCult TV #63 - Gotham High: Batman na escola

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Esse é um daqueles momentos que vocês agradece aos deuses pela internet (no meio de uma crise de risos). A ideia foi transformar O Cavaleiro das Trevas, a trilogia do Batman do Christopher Nolan, em um filme adolescente de High School, mistura de anos 80/90. Eles até incluíram uns vilões extras...

Se você gosta de Batman ou filmes anos 80 ou paródias legais ou é curioso para ler até aqui, corre pro play! Não esqueça de mudar pra HD. (:



Gotham High (2013) Dark Knight Batman PARODY!





Às vezes ela fala com gatos...

sábado, 10 de novembro de 2012

Quem ganha em uma luta: Super-Homem ou Thor?


Estamos com uma nova enquete no blog! Você pode votar na barra lateral do blog ou aqui nesse post. A pergunta é: Em uma luta série frente a frente, quem você acha que ganharia? Você também pode aproveitar para conhecer um pouco mais dos personagens nessa "brincadeira".

Eu (Dana) até agora não me decidi. Quando eu vejo que um sobreviveu a uma bomba atômica, descubro que o outro ressuscitou todas as pessoas de um planeta. Fica difícil lidar com isso... 

Quem ganha em uma luta: Thor ou Super-Homem?
Thor
Super-Homem


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Guia de Quadrinhos: V de Vingança


“Remember, remember the fifth of November, gunpowder, treason, and plot, I know of no reason why the gunpowder treason should ever be forgot!”
Em um passado alternativo que se parece muito com o nosso presente, a sociedade inglesa é controlada por patifes que dominam a população sem que ela faça absolutamente nada a respeito. Mas tudo muda quando V aparece para concretizar sua vingança e mudar o mundo.


Se você nunca leu "V de Vingança", nem assistiu o filme, hoje é um ótimo dia para começar; esse é o dia em que os fãs se reúnem para demonstrar seu orgulho e homenagear a serie gráfica de todas as maneiras que estão ao seu alcance, e eu (Ana Marques), claro, não pude ficar de fora!

Por que dia cinco de novembro? No mundo real, na Inglaterra de 1570, Guy Fawkes foi um soldado católico revolucionário, que participava de uma trama chamada “Conspiração da Pólvora” na qual pretendia assassinar o rei protestante James I. Guy era responsável por guardar a pólvora que serviria para explodir o parlamento inglês e devolver ao povo o que era do povo: O direito de ser livre.

No entanto, ele foi traído, capturado, e torturado por uma semana, até que finalmente assumiu a conspiração e foi assassinado. E sua captura é celebrada até hoje no dia 5 de novembro, em uma festa chamada ‘A noite da fogueira’, no qual bonecos com seu rosto são queimados, e o verso, que é citado no começo do post e que esta entrelaçado tão profundamente a trama de "V de Vingança", foi criado a partir desse dia. 

Na trama o personagem V é um anarquista que usa a máscara de Guy Fawkes, por que ele, diferente dos outros, consegue ver que a morte do até então considerado vilão não foi de forma alguma uma vitória para o povo, e sim a derrota do poder e de sua união, a vitória da coroa e da submissão. Então, ele inicia uma trama teatral para derrubar o estado e conseguir concretizar os planos de Cinco de Novembro.

A história foi publicada inicialmente em 1982, durante um período politico suficientemente complicado da Inglaterra, pela editora britânica Warrior, em preto e branco, mas não foi finalizado, devido a constante pressão política. Em 1988, incentivados pela DC Comics (acho que V e Watchmen foram as únicas coisas decentes que a DC “fez” em sua história), os meus amados Alan Moore e David Lloyd retomaram a série tornando-a colorida e dando um final (magistral, a propósito). 


A obra foi influente por todo o mundo, incentivando na criação de diversos grupos que se alto denominam anarquistas, como os “Anonymous”, principalmente após o lançamento do filme de 2006 dirigido por James McTeige , pois abriu os olhos de muita gente sobre a caracterizando da nossa sociedade, de forma mundial, e mostrou que algo tem que ser feito. Se as decisões a serem tomadas devem ser tão extremas quanto as de V? Talvez não. Mas a obra e sua trama teatral deveras exagerada servem apenas para nos mostrar que uma pessoa pode sim mudar o mundo e tudo a sua volta. Mostra que ideologia é algo contagiante, e que nós não 
devemos nunca nos render! O quanto será que a trama, situada em um passado nunca existente, não tem a ver e não reflete a forma que nós vivemos hoje? O quanto será que nós de fato não somos manipulados pela mídia, pelo governo? 

Mas talvez essa seja uma análise para outro post! Hoje é um dia de comemoração para que nós nunca deixemos de lembra de Cinco de Novembro, a traição, a pólvora e a reflexão que isso deve nós trazer! 


Veja mais:

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ConversaCult TV #57 - Quando os quadrinhos encontram a música

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Se você está sempre assistindo os vídeos que indicamos aqui, deve ter reparado que é difícil indicarmos um novo clipe de uma música, afinal, a ideia dessa coluna é mostrar vídeos legais. Mas o vídeo de hoje une os dois, ele é um vídeo muito legal e ao mesmo tempo um clipe novo. Isso porque o Coldplay está lançando hoje oficialmente o clipe do quinto single do álbum Mylo Xyloto, Hurts Like Heaven. O diferencial do clipe é que ele é, na verdade, a animação do quadrinho Mylo Xyloto. Vale bastante a pena assistir porque além da música ser boa, a arte também é linda.

Ah, se você ficou curioso pelo quadrinho, ele vai ser lançado no início do ano que vem e contará com seis volumes! Mas, enquanto isso, o Viva la Coldplay traduziu o primeiro volume, que foi vendido exclusivamente na Comic-Con desse ano, basta clicar aqui.


Coldplay - Hurts Like Heaven

sábado, 6 de outubro de 2012

Guia de Quadrinhos: Rita Leeando Graphic Novel


WTF você tá falando? Provavelmente foi o que você pensou ao ver o título. Mas já ouviu aquela música "Amor e Sexo" da Rita Lee que ela fica falando o que é um e o que é outro? Pois é. Eu já fiz aqui um Graphic Novel vs. Comic Book, mas quando eu fiz aquele acabou surgindo um "complemento" que vale uma conversa. Aqui você vai ver o que o Neil Gaiman acha das Graphic Novels e o que o termo significa nesse mundo de aparências.

Vamos começar bem: não existe exatamente uma definição para graphic novel. É um termo relativamente novo, que acabou pegando e agora usam por aí. É igual a nerd, ou às nossas discussões sobre literatura distópica. Existe um consentimento geral sobre algumas características, mas na hora do "o que é o que" acaba dando confusão. 

Agora para continuar realmente bem, o Neil Gaiman respondendo uma pergunta sobre o assunto:

Pergunta: Eu tenho tentado descobrir se há realmente alguma diferença significante entre "comic book" e "graphic novel". Sandman começou como 76 comic books, mas agora parece que todo mundo se refere a isso como se fosse uma série de graphic novels. As graphic novels são apenas comics que alguém em algum lugar acredita que é arte? Uma comic vira uma graphic novel quando é compilada? É só um termo arbitrário que qualquer um pode usar seja lá como quiser?
Resposta do Neil Gaiman:
Sim.
Não, não há diferença significante. Por alguma razão o termo "grande compilação ou comic original publicada na forma de livro" não deu certo, enquanto "Graphic Novel" deu.
É uma categoria de venda e uma dica de onde na livraria você vai encontrar a história. Sandman foi mesmo 76 comic books, e você ainda pode encontrar essas edições no eBay, ou nas paredes e caixas de devolução de lojas de comics. Mas se você quer ler a história agora, a maneira mais fácil é uma série de 10 graphic novels. É assim que elas continuam impressas.
E há coisas estranhas. Meu livro com o Dave McKean "The Wolves in the Walls", é um livro infantil na Barnes and Noble, mas é uma graphic novel na Borders. Isso é porque na B&N quem comprou o livro foi o comprador de livros infantis (quem decide o que fica na seção infantil), enquanto na Borders foi o comprador de graphic novel.

Então, pelo que parece, para o Neil Gaiman a diferença entre graphic novel é o formato. Pegue 6 edições da revistinha (comic) do Homem-Aranha, junte e voilà: uma graphic novel!

Mas acabou aqui e podemos ir dormir tranquilos essa noite com a certeza da diferença entre graphic novel e comic book no nossos corações? Calma, rapaz. O mundo não é tão simples. 

"Então... confesso que ainda tenho a mente meio fechada pra Graphic Novels. Acho que é porque eu nunca tive contato com nenhum e porque parece um tipo de HQ mais sério, sei lá." - comentário do João Pedro num Guia de Quadrinhos.

De um modo um pouco inverso, ele conseguiu expressar a outra parte da diferença entre comic book e graphic novel. Essa parte da diferença é parecida com os termos nerd e geek. Enquanto o termo nerd tem o lado negativo de cara feio enfiado no meio de comics de super-heróis, o termo geek é para o cara antenado e descolado. No fim das contas, os dois estão fazendo a mesma coisa, mas pra um deles você olha como se não fosse legal e para o outro você olha como se fosse.
*Sendo o nerd o comic book e o geek a graphic novel. Eu falei que o João entendeu de modo inverso porque, em vez de achar mais legal, ele ficou com a "mente meio fechada".

Eu encontrei no Universo HQ uma explicação para facilitar as coisas:

Qual leitor de quadrinhos desconhece o termo graphic novel? Reza a lenda que o mesmo foi criado pelo mestre Will Eisner, ao apresentar sua obra Contrato com Deus (publicada no Brasil pela Editora Brasiliense) para seu editor. Na época, Eisner não queria que a publicação fosse catalogada como um comic book, e a apresentou como sendo uma "graphic novel".

Sendo verdade ou não, isso explica bastante. O nosso Guia dos Quadrinhos "Porque comic book, mangá e graphic novel é tudo a mesma coisa, não é?" foi em parte sobre o preconceito com essa forma de contar história - e como preconceituoso só vê cara, arranjar um nome diferente com certeza ajuda. Além disso, o termo serviu até para as próprias editoras repensarem que tipo de histórias em quadrinhos elas podem publicar, dando espaço para algumas, como Retalhos. 

Até agora eu não consegui decidir se amor é comic book e sexo é graphic novel, ou graphic novel é amor e comic book é sexo. Acho (só acho) que a comparação não foi muito boa. Em último caso, me deu um título legal.


Veja mais:

domingo, 30 de setembro de 2012

Guia de Quadrinhos: Graphic Novel vs. Comic Book


O Joshua viu nosso último post do Guia de Quadrinhos e falou que ainda não entendia muito bem a diferença entre comic book e graphic novel. Eu, Dana, tinha curiosidade de saber mais sobre os dois tipos,  então fiquei com isso na cabeça e decidi vir falar aqui. E aí, você sabe por que o do Avatar na imagem é chamado de graphic novel e o do Deadpool é chamado de comic book?

Pensa na diferença entre série e filme. Ambos usam imagem em movimento, som, (...) para contar história, mas desenvolvem com estruturas diferentes. Em série cada episódio (edição da comic) costuma ter início, meio e fim, às vezes com dois episódios se completando. Cada mini-história de um episódio se completa formando uma temporada. Se forem muitas temporadas, tipo Doctor Who, até há outras divisões para conjuntos de temporadas. Já os filmes cada um praticamente se basta, no máximo tendo esses I, II e III da vida.
*Comic book, comic, gibi, quadrinhos, essas revistinhas.... 


Se você acabou de chegar no planeta e nunca assistiu filme nem série, vou melhorar a explicação (tem que pensar nos leitores alienígenas, né?). Existem dois tipos de graphic novel:

1- Graphic Novel que é coleção de comic book. 

Uma coisa que eu sempre digo é que ler livro é muito mais fácil do que ler quadrinhos. Você pega o primeiro livro do Harry Potter e pronto, já sabe o que aconteceu. Se não for série, melhor ainda, já termina ali. A graphic que é coleção de comic é a mesma coisa: ela junta vários números dentro de um ciclo da história (tipo o dvd da primeira temporada de uma série) e você lê. Pronto. Tão simples quanto um livro (quase). Há quem chame qualquer compilação de quadrinhos uma Graphic Novel, mas não é bem assim. 

Pessoalmente, prefiro chamar só quando completa uma história. Esses dias na livraria peguei um de capa dura sobre a Mulher Gato que reúne algumas edições que contam uma aventura dela pela Europa. Beleza, Graphic Novel. Daí a pegar uma faixa aleatória de edições, tipo do número 134 ao 157 do Batman, e juntar, só para comprarem em bloco, eu continuo chamando de compilação de comic book. 


Em uma parte do gif acima diz "52 all-new graphic novel", o que eles fizeram foi pegar as comics dos Novos 52 que estão saindo e juntar em volumes. Depois que sai umas 6 edições, eles lançam tudo junto em uma "graphic novel", tipo Catwoman Vol. 1: The Game

Ao mesmo tempo, aqui no Brasil a DC é lançada pela Panini e eles sempre colocam na mesma edição mais de um número, ou às vezes mais de um título (esse da Catwoman aqui sai em "A Sombra do Batman", veja mais). Seria quase como dizer que aqui no Brasil não existe comic, só graphic novel. Não é bem assim, acho que o diferencial da graphic novel é ter um ciclo de história fechado e a vantagem de não precisar sair atrás de várias revistinhas perdidas

Cá entre nós, daqui a um tempo vai ser tão difícil encontrar um vol 1 desse da DC quanto a edição 1, mas até que facilita não ter que passar 6 meses grudado na banca. 

2- Graphic Novel que é um livro escrito com imagens

Imagina que você quer contar uma história e você decide fazer isso com imagens. Imagine que a Suzanne Collins escreveu Jogos Vorazes com imagens. Pronto, esse é o segundo tipo. Ele não é necessariamente a reunião de várias comics como no caso anterior. Muitas vezes a própria estrutura é parecida com a de livros, com divisão de capítulo e tal. Só que em vez de ler um bando de palavras, você lê imagens.

Um exemplo é a trilogia The Promise que continua a história da série Avatar: The Last Airbender (A Lenda de Aang), que é feita pelas mesmas pessoas e continua logo depois do final da série. Acho que eles queriam contar mais história, mas não rolava fazer algo tão "grandioso" quanto uma série de TV, então eles tinham duas opções: 1) escreviam um livro contando ou 2) faziam uma graphic novel. 
*um fato interessante: a própria série do Avatar é dividida em livros para cada temporada, Livro 1, Livro 2... A estrutura realmente é de livro, principalmente Korra, só que com imagens. 

A diferença é que a comic book pode continuar saindo quase para sempre, acaba sendo feita por várias pessoas diferentes e é trabalhada ao longo do tempo. É algo mais seriado, dividido. Já a graphic novel é mais autoral, às vezes realmente mais trabalhada e que pode se fechar em si. (não é regra! assim como não é regra para série e filme)

Outro comentário no último Guia de Quadrinhos é do João, que falou que graphic novel parece ser mais sério que comic book,  mas isso não é bem assim. Tanto comic quanto graphic novel podem ser todo tipo de coisa. Assim como existem livros mais sérios e livros mais "descomprometidos". Na verdade, é uma forma de contar história, assim como a escrita e a imagem em movimento. Nada tem a ver com o conteúdo. Há, com certeza, gibis/comics e graphic novels infantis. Assim como há erótico. Você pode ler um extremamente filosófico, ou um que é puro entretenimento. 


E agora? Você consegue diferenciar entre esses dois? Só pela quantidade já dá pra ter ideia: Aí na imagem tem vários do Deadpool e dois do Avatar. Os do Deadpool eu nem sonho em ter tudo o que era pra ter, enquanto o do Avatar só mais um e eu completo a trilogia. Outro diferencial (não é regra, mas normalmente é assim) é a qualidade. Não dá pra ver pela da imagem, mas enquanto o do Deadpool é o papel de HQ qualquer o do Avatar é mais duro e ainda tem lombada, sendo que é o tipo mais simples. Outros detalhes também fazem a diferença: só no do Deadpool tem data na frente e a parte de trás é propaganda. A primeira página do Deadpool é uma sinopse, créditos e depois vem história. No do Avatar parece mais com de livro. 

Enfim, são pequenas diferenças no formato e estrutura que aproximam mais a graphic novel de um livro. Novamente: nada é regra. Mas acho que com o que eu disse até aqui já dá pra pensar bastante no assunto e ir diferenciando.


Duas coisas para pensar: 
Graphic Novel parece mais sério porque às vezes é a desculpa de gente """cult""" para estar lendo quadrinhos sem parecer infantil.
Sempre que surge uma capa de livro no Japão que é estilo mangá tem sempre alguém pra comentar "lá tudo vira mangá!". Isso é porque essa narrativa com imagens é mais comum lá do que aqui, tem tanto quanto ou até mais valor do que a narrativa escrita (livro) aqui. 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Guia de Quadrinhos: Porque comic book, mangá e graphic novel é tudo a mesma coisa, não é?


Senhoras e senhores, chegamos à última sexta-feira de setembro!

Se nas últimas semanas indicamos alguns quadrinhos que gostamos, hoje vamos fazer diferente – vamos falar dos próprios quadrinhos.

Primeiramente, quero que você, leitor, perca qualquer preconceito que tiver com histórias em HQ. Seja sincero: quando você pensa em quadrinhos, as primeiras coisas que lhe vem à mente são crianças lendo gibis da Turma da Mônica ou estereótipos de nerd lendo revistas de super-heróis. É um pensamento muito comum, sim, mas o que acha de pensar de outro jeito? Essa é a proposta de hoje. 

Esse pensamento vem lá das nossas infâncias, quando nossas estantes são constituídas basicamente por livrinhos de pintar, livros que têm pelo menos metade das páginas com ilustrações e os próprios gibis. Com isso, as pessoas acabam inferiorizando esse tipo de literatura, enquanto deveriam ser tratados e glorificados como os livros são.
* Pensando e escrevendo sobre isso, imaginei criancinhas lendo “Kick-ass”, por exemplo. Totalmente traumatizante.

Enquanto elaborávamos esse post, a Dana escreveu algo perfeito sobre isso: “Vale lembrar um diferencial: essas histórias infantis são imagens que exemplificam a narração para incentivar a imaginação da criança. Já a história em quadrinho em si, pelo menos 80% da história, é contada na imagem. Mesmo que seja uma leitura diferente, ainda é uma forma de leitura. Não significa que é infantil só por ser imagem e, hipoteticamente, mais fácil de entender.”

Não preciso ser o professor Xavier para saber o que ela está pensando: o que estou fazendo aqui?!?!?!
E esse preconceito não fica só no meio dos leitores; obviamente, as livrarias inferiorizam esse tipo de literatura. Aliás, eles mesmos acabam sendo os responsáveis pela pequena quantidade de leitores de HQ no meio popular. É irritante como a área de quadrinhos é pequena mesmo nas maiores livrarias. Em muitas lojas da Saraiva, por exemplo, o setor de brinquedos é maior (e tem mais destaque) que o de quadrinhos. Os moradores de cidades maiores ainda têm algumas lojas só para esse tipo de literatura, mas quem mora em cidades pequenas acaba tendo que recorrer a lojas físicas.

Essa deveria ser a sua reação...
Sobre isso, a Dana completa: “Acho que uma das maiores irritações de fãs de mangás é que em livrarias eles sempre são jogados juntos, em um canto só, às vezes do lado da Turma da Mônica, como se fosse tudo a mesma coisa e infantil. Se não fossem tão poucos os títulos por aqui, dava pra fazer uma livraria inteira só de mangás e com mais divisões do que "infantil", "infanto-juvenil" e "literatura estrangeira". Eu já não aguento quando vejo Jogos Vorazes do lado de "Fala sério, mãe" e a biografia do Fiuk, imaginem com os quadrinhos, que não há o mínimo de respeito na maioria dos casos...”

Quais são os tipos de história em quadrinho?

Agora que você já deixou seu preconceito de lado (por favor, não me decepcionem, leitores), vamos falar dos diversos formatos de histórias em quadrinhos, as diferenças entre eles e também indicações de cada um.

As crianças adoram!
>>>Comic books
Bom, logo que se fala de HQ, os comic books são os primeiros a serem lembrados. As revistas em quadrinhos (ou gibis, como também são chamadas no Brasil) são publicadas em série, muitas vezes com um volume por mês. As histórias que são publicadas nesse formato são na maioria sobre super-heróis, que estão no mundo dos quadrinhos praticamente desde que esse mundo realmente nasceu.
* Obviamente, existem exceções, como os gibis infantis, por exemplo.

A Marvele a DC são empresas que estão aí há muitos e muitos anos e hoje são as maiores e mais conhecidas produtoras de comics do mundo. Se você vai começar nesse universo agora, uma dica é recorrer à internet e procurar arcos mais antigos das histórias dos super-heróis porque se você for às lojas hoje em dia a maioria vai estar em números bem altos, o que deixa difícil acompanhar. Mas se você quer ter os quadrinhos físicos mesmo, tem a Biblioteca Histórica Marvel, que reúne vários volumes em edições de luxo (veja mais aqui). A melhor opção é para quem gosta da DC, que como vocês já devem ter visto, cancelou todas as suas histórias e recomeçou-os da edição 1 recentemente com Os Novos 52.

Para quem gosta de histórias mais sombrias e sem muitos super-heróis, vale a pena pesquisar os quadrinhos da Vertigo. Ela é uma espécie de selo adulto da DC e publica histórias para um público mais velho. O esquema deles é mais ou menos o mesmo que o dos quadrinhos de super-heróis (revistas mensais), mas aqui no Brasil as publicações saem em edições (algumas em capa dura, outras não) com mais de um número. Boas recomendações são Y – O Último Homem, Sandman, Hellblazer e V de Vingança.

>>>Mangás
Agora vamos atravessar o mundo, vamos para o Japão e conhecer seus mangás. Eles seguem mais ou menos o esquema dos comic books tipicamente americanos, mas do seu próprio jeito. Como vocês devem saber, os mangás são em preto e branco e devem ser lidos do jeito oriental, ou seja, de trás para frente.

Confesso que eu não sou o maior conhecedor do estilo, na verdade, li apenas o primeiro volume de Deadman Wonderland, que promete ser muito bom. Aqui no blog a Igra indicou VampireKnight e posso citar alguns dos mais conhecidos, como Naruto, Ouran, One Piece e Fairy Tail.


Depois de Turma da Mônica, compra um desse pra o seu filho e, de quebra, leva esse aqui.

>>>Graphic Novels
História só com a imagem...
O ultimo tipo que vou falar hoje são as graphic novels. Como já falei aqui em alguns posts, elas são, literalmente, romances gráficos. Ou seja, são histórias representadas graficamente. Entre os estilos que falei nesse posts, as graphic novels são as que mais se aproximam dos livros em si.

Diferente das revistas mensais e dos mangás, elas não costumam ser publicadas em série e, quando são séries, costumam ter poucos volumes, como Scott Pilgrim Contra o Mundo, por exemplo. Outra característica das graphic novels é tratarem de temas mais complexos e profundos* e serem na maioria das vezes direcionadas ao público adulto (há exceções, como o já mencionado Scott Pilgrim).
*Não que os outros não tratem de temas assim, é claro que alguns o fazem, mas as GN são diferentes.

Ainda não tive a oportunidade de ler muita coisa no estilo, mas posso dizer que meu autor preferido desse tema é o Craig Thompson. Ele escreveu os maravilhosos Habibi e Retalhos, que além de terem uma arte linda, trazem histórias lindas. Também recomendo Persépolis, Bordados e Frango Com Ameixa, todos da Marjane Satrapi. Uma graphic novel que eu pretendo ler em breve porque parece ser bem legal é Maus, que recebeu vários prêmios importantes. 

Então é isso, pessoal! Gostaram do tema que tratamos nas sextas desse mês? Gostou de algo que indicamos? Conta pra gente nos comentários! :D


Veja mais:

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Guia de Quadrinhos: Habibi, de Craig Thompson


Olá, pessoas! Como vocês estão?

Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas pela minha ausência no blog. Eu queria ter um bom motivo, mas não o tenho, foi pura preguiça e falta de vontade de postar. ;x Prometo  que nas próximas semanas vocês vão me ver mais vezes.

Enfim, o post de hoje é o terceiro guia de quadrinhos do mês, o tema das sextas de setembro aqui no blog. E se a Dana falou de quadrinhos mensais, a Igra de um mangá, do que eu poderia falar? Escolhi, é claro, o tipo que eu mais gosto: graphic novels.

Uma das edições estrangeiras de Retalhos
Mas, para começar, o que diabos é isso? Bom, graphic novel já tem um nome que diz tudo por si só: é um romance gráfico, um romance em quadrinhos. Diferentemente de quadrinhos mensais ou mangás, elas dificilmente são em séries, é muito mais comum você vê-las em volumes únicos (obviamente, existem exceções. “Persépolis”, de Marjane Satrapi, por exemplo, foi orginalmente lançado em quatro volumes). Dúvida tirada, vamos para a graphic novel sobre a qual eu escolhi falar.

Eu conheci o Craig Thompson, o autor de “Habibi”, por acaso. Um belo dia eu estava olhando a parte de quadrinhos da biblioteca da minha escola (que é boa, mesmo sendo pequena) e vi “Retalhos”* lá. Eu já tinha ouvido falar muito bem dele e, como eu estava no clima para quadrinhos, resolvi pegar – o que se provou ser uma das melhores escolhas da minha vida. “Retalhos” é a autobiografia do Craig e me encantou por dois fatores: (a) os traços muito bonitos e o detalhe dos desenhos e (b) a história tem um teor filosófico muito grande, não é como se fosse apenas uma autobiografia, o autor vai além. Depois de ler, queria mais do autor e quando soube que a Companhia das Letras lançaria outra obra dele aqui no mês passado, corri para comprar.
* Eu já fiz um post sobre essa graphic novel e Persépolis, clique aqui para ver.

E mais uma vez eu acertei na escolha. Quer dizer, o Craig Thompson acertou no que escreveu e desenhou. Sabem os motivos que me fizeram ficar encantado por “Retalhos”? “Habibi” é isso amplificado muitas e muitas vezes.

Craig Thompson conta a linda história de Dodola e Zam. A primeira é uma menina que ainda quando criança é vendida em casamento e que, posteriormente, é sequestrada por um grupo que vende escravos. E é no cativeiro que ela conhece e foge com Zam, ainda pequeno, apenas 3 anos. O livro mostra como os dois cresceram (física e psicologicamente) e como o caminho dos dois se separou (e reencontrou). E é só isso que vou dizer.

 Por mais que “Retalhos” e “Habibi” sejam bem diferentes entre si, um elemento está presente nos dois, a religião. Se no primeiro o catolicismo e a Bíblia são muito importantes para a história, pode-se dizer o mesmo do islamismo e o Corão em “Habibi”. O Craig consegue encaixar perfeitamente, entrelaçar a história de Zam e Dodola, além das próprias histórias do Corão e vários elementos do islamismo. É absolutamente... fantástico.

E se eu achei os desenhos do autor ótimos no primeiro que eu li, nesse eu tive a certeza de que ele é um dos melhores (e o meu preferido) nesse aspecto. Isso porque “Habibi” não tem só um belo traço e detalhes muito bons, há toda uma simbologia relacionada ao islamismo no próprio desenho. Nele, podemos até ver o uso de palavras e frases em árabe. Inclusive, em um dos quadros há uma chuva representada por um poema em árabe. É lindo!

E agora uma pergunta que vocês devem estar se fazendo: onde eu posso ler? Bem, a edição da Companhia das Letras (ou melhor, Quadrinhos na Cia., um dos selos da editora) está realmente bonita, a tradução é muito boa e a qualidade idem. O preço de capa, porém, é um pouco salgado, R$57,00. Mas antes que venham com uma campanha xingando a editora por causa dos preço, isso é justificado pela qualidade do material e o tamanho do produto (mais de 600 páginas!) e eu realmente indico a compra. Ler uma graphic novel online, além de ser ilegal, não é a mesma coisa do que ler no papel, não tem a mesma qualidade. Vale a pena gastar esse dinheiro e uma dica é comprar em uma livraria online, onde sempre tem descontos. Vejam algumas aqui.

“Habibi” é realmente uma obra-prima. O Craig Thompson conseguiu contar uma história maravilhosa tanto por palavras quanto por desenhos e se consolidou como o meu preferido. Embora seja uma obra adulta, recomendo-a para todas as pessoas porque realmente vale a pena cada centavo gasto para ler, refletir e amar. 

Até! o/

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Guia de Quadrinhos: Os Novos 52


O Guia de Quadrinhos esse mês vai virar um CCSexta! O que isso significa? Que a cada sexta de setembro nós vamos falar de quadrinhos/mangás e o que tiver pelo caminho aqui no ConversaCult. Acho que estava na hora de quebrar um pouco isso de apenas música/livros/filmes, né? Não subestime as histórias contadas com imagens, elas podem ser tão viciantes quanto um bom livro, ou filme, ou jogo. ou... tá, você já entendeu. Vamos para o primeiro dia!

O maior problema de todo mundo que sonha em ler história em quadrinho de super-heróis é por onde começar. Já dei umas dicas aqui no Guia de Quadrinhos do Homem-Aranha, mas ainda tem gente que não quer colocar as mãos na massa. E eu entendo, não é tão simples quanto ler um livro e conhecer toda a história de uma vez. Pelo jeito, a DC Comics também entende. 

O mundo dos quadrinhos vinha sofrendo com a perda de leitores e o maior problema é esse mesmo: o começo. E recomeçar algo sagrado é complicado. Imagina que alguém inventa de reescrever Harry Potter para atualizar (não!). É desse problema que surge Os Novos 52. 

Os Novos 52 é mais ou menos uma repaginada, ao mesmo tempo continuação das histórias antigas, mas com cara de início. Nenhuma dessas edições é sobre o super-herói virando super-herói, elas são momentos da rotina deles que introduzem a essência do personagem para quem chegou agora poder acompanhar.

A maior parte das mudanças não são grandes, porém, alguns acontecimentos são bem diferentes e... desnecessários. Um exemplo é a Barbara Gordon. Lá nos anos 80, em "A Piada Normal", o Coringa atirou na Batgirl, deixando-a paraplégica. Depois disso, a Barbara deixa a Batgirl para trás e vira o Oráculo. Nos Novos 52, o acidente aconteceu, sim, mas a Barbara volta a andar e ser a Batgirl.

Acho que essa é a chance que muita gente esperava (tipo eu). Não sei o que o leitores antigos acham, mas também o leitores antigos não precisam passar a conhecer os personagens. Depois que todo mundo entrar no clima vai ser mil vezes mais fácil encontrar as histórias antigas. Exemplo é o comentário acima do Paulo: ele provavelmente nem faria ideia do original se não tivesse começado a ler agora.

E como eu encontro para ler?

Uma das coisas que mais perturbou no primeiro número desses "Os Novos 52" que eu li, mesmo não tendo lido muitos, é que eles são mesmo uma introdução. "Oi, eu sou fulano, essa é a minha vida e você está no Disney Channel lendo a minha HQ". Aí imagina só pagar uns 6 reais (15 se for Batman) a cada vez que eu quiser ver isso de um personagem. 

Moça, me vê o prólogo do Batman também, por favor.
Mas a DC também pensou nisso. Durante esse ano ela está lançando compilação de 6 histórias juntas por uns 11 dólares (imagina uns 25 reais). O que é muito mais legal, eu espero. Se eu vou comprar uma história, que seja ela inteira ou pelo menos metade.

Já aqui no Brasil...


Os Novos 52 estão sendo lançados por aqui agora. Então é a hora certa para ler desde o início, como muita gente está aproveitando. A Panini Comics está colocando os novos aos poucos, em junho saíram 11 números (esses estando na edição 4, obviamente), em julho saíram mais 3 números e é provável todos. Os exemplares estão saindo como a Panini costuma fazer, compilando números de diversos personagens nas revistas mensais. O que aparece com o Flash na capa, por exemplo, vem também com o primeiro número do Arqueiro Verde e do Exterminador. Já o do Batman vem com vários títulos do próprio Batman (Aliás, tem Batman e A Sombra do Batman, esse segundo vem os números da Batwoman, Catwoman e outros). Eles são tipo um pack de prólogos, melhor do que ler só um.

E, se algum passar, como tá bem no início (número 3 ou 4) não é tão ruim pra comprar na internet. Para ver quais são e saber mais, é só ir na página da DC na Panini Comics e procurar pelos títulos com "Os Novos 52" do lado. Na descrição de cada número aparece quais histórias fazem parte (alguns só na segunda edição).

Recomendações da Equipe CC

Paulo: Quando eu soube que Os Novos 52 iam sair aqui, olhei logo a checklist para escolher quais comprar.  É que eu sempre tive vontade de ler quadrinhos, mas é  aquele problema clássico: você vai procurar algo legal e está na edição 94745748. Bom, acabou que no primeiro mês eu comprei somente A Sombra do Batman, que é muito bom. Esse reúne histórias do Batman & Robin e também de outros personagens que seguiram o legado do Batman, como o Nighwing, a Batgirl, a Batwoman (é o melhor da revista, sério!), o Batwing, além do Capuz Vermelho e os Foragidos e a Catwoman. Eu também me interessei no Universo DC, mas acabei não comprando porque não tinha certeza se ia gostar e se gostasse seria pior porque duas revistas de 14,90 por mês não dá. haha Em julho saiu Dark, que é uma reunião de histórias sombrias do universo DC (algo mais puxado para a Vertigo). Eu li e gostei de dois números incluídos (Eu, Vampiro e Ressurreição), mas ainda não sei vou continuar ou não.

Dana: Eu estou aqui só de intrometida, porque eu li só o início de poucos. Catwoman, Flash e Arqueiro verde. Eu estou querendo continuar, principalmente com esses de A Sombra do Batman e o Eu, Vampiro. Mas estou sem tempo. Comprei um do Lanterna Verde faz mais de um mês e eu ainda não conseguir ler - nem o meu do Deadpool (olha o quão sério é. Aliás, o do Deadpool não chegou nem ao 10 aqui no Brasil, sempre dá pra recuperar o tempo perdido. fikdik).
*Deadpool também é lançado pela Panini, mas é da Marvel. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Super-Heróis no Dia a Dia


Nós estamos acostumados a ver as grandes batalhas, cidades destruídas e lugares especiais, tipo o esconderijo subterrâneo do Bane em Batman, ou por dentro do Helicarrier em Os Vingadores. Mas quase nunca paramos para ver situações normais onde você estaria. Eu ADORARIA topar com Batman andando pela feirinha (não que ele estivesse fazendo compras de uniforme, é mais para estar procurando um bandido) ou olhar para cima e ver o Homem-Aranha pendurado. 

O fotógrafo Chow Kar Hoo esolveu montar um projeto sobre como seria o dia a dia dos Super Heróis lidando por situações comuns. Desde Batman até Homem Aranha, passamos até por um Wolverine açougueiro e o Hellboy parando para jantar. São cenas que se passam em Hong Kong, vale a pena conferir. 

Rotina Atribulada...


































>>> Você pode conferir mais fotos aqui

Veja Também:


E vocês? Curtiram o dia a dia *lotado* e *difícil* dos super heróis? Ficou imaginando por onde outros personagens passariam? Comente!

sábado, 25 de agosto de 2012

Re-Design: Se os Super-Heróis fossem de outra época...


Enquanto eu fazia esse título fiquei pensando: mas eles são de outra época! O Homem-Aranha por pouco não foi um hippie. Mas tá... e se eles se adaptassem a outros estilos? Um Homem-Aranha Steampunk, Os Vingadores em um jogo de fantasia, a Liga da Justiça em filme de faroeste e o Batman cheio de estilo trabalhado no rockabilly. É só continuar vendo e aproveitar. :D

Os Vingadores - Fantasia



Homem-Aranha - Steampunk









Liga da Justiça - Faroeste







Batman - Rockabilly










E aí, o que acharam? Elas são do italiano Denis Medri. Eu (Dana) sou suspeita para falar, porque eu já adoro super-heróis e tenho uma espécie de atração estranha por re-designs. Adoro ver o que nós estamos acostumados de uma outra forma. Tipo os personagens de A Lenda de Aang em Hogwarts, ou coisa assim. Gosto mais ainda quando é tão bem pensado e passado para algo cheio de estilo!

Meus preferidos...
Eu comecei esse parágrafo com a utópica ideia de que ia falar o meu preferido, mas eu gostei tanto de todos! O Homem-Aranha (♥) steampunk. Adoro tudo em Steampunk. Os Vingadores adaptado à fantasia também ficou bem legal, principalmente a segunda imagem com a Viúva Negra, o Troll-Hulk e o Hawkeye. Mas foi só com a Liga da Justiça que eu reparei no nível de detalhes que o Denis Medri coloca. Você reparou em como os símbolos estão incorporados? O do Batman vira um rabisco no cinto, o do Super-Homem umas manchas no lenço. ADOREI o Lanterna Verde com esse lampião, não poderia ter sido melhor. Minha professora ia ficar orgulhosa com a pregnância. HUAHA E do Batman também ficou muito bom, adorei como ele acabou como mecânico, tadinho do Alfred. Se bem que com um mecânico desse, eu ia ter o carro quebrado todo dia. ;x Meus detalhes preferidos foram o Duas Caras (certinho-"encrenqueiro"), o cabelo do Robin e a blusa extra da Mulher Gato.