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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ConversaCult TV #60 - Assassin's Creed na vida real

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Eu encontrei esse vídeo há um tempo e achei que merecia trazer ele pra cá na comemoração de lançamento do Assassin's Creed III. Eu adoro parkour/free running, já até indiquei vídeo no CCTV. Agora ver de verdade o Altair rodando hoje em dia não tem preço. :D

Ainda coloquei um vídeo extra dele dando umas dicas pra quem tem vontade de começar. Só sei que ia quebrar minha cara tentando fazer aquela flexão no corrimão...

Para mais vídeos desse Altair, veja aqui.


Assassin's Creed Meets Parkour in Real Life

              


Assassin Creed Parkour Tutorial: Getting Started



Tem esse vídeo de atendimento de Telemarketing antigo que também é muito, se você gostou desses aqui e quer rir vale a pena conferir.




Até a próxima \o/

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

[Resenha] O Temor do Sábio, de Patrick Rothfuss

por Dana Martins

- Livro: O Temor do Sábio
- A Crônica do Matador do Rei - Livro 2
- Autor: Patrick Rothfuss
- Editora: Arqueiro
- Comprar: Americanas, Saraiva, Fnac.
- No skoob
- Livro anterior: O Nome do Vento
- Continua em: "The Doors of Stone", ainda não lançado lá fora.






Mini-crítica: 
"É uma história medieval com um toque da fantasia, igualmente longe de um relato antigo do nosso mundo e de uma história de fantasia. E igualmente perto dos dois." Se você gostou do primeiro livro, vá com tudo nesse. É realmente melhor ainda. Kvothe já está na Universidade e conhecemos mais ainda o lugar e seus personagens.  E dessa vez ele ainda entra em umas encrencas que o fazem viajar e conhecer outras partes do mundo. Ele vai continuar sua busca pelo Chandriano, cantar para reis, caçar bandidos e virar mercenário. Se isso não é o bastante, saiba que ainda tem muito mais. Uma boa aventura para continuar conhecendo Kvothe, o Matador do Rei. A aventura certa para se perder nesse mundo de vez. "O Temor do Sábio" entrou para os meus favoritos. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

O ruim de falar de um primeiro livro antes de ter conhecido a série é que você não tem ideia do que ela pode ser. Muitas vezes o primeiro livro é só uma introdução, ou simplesmente não mostra o potencial de toda a história. Eu me sinto meio que assim com A Crônica do Matador do Rei. O primeiro livro, "O Nome do Vento", encaixa como uma luva nesse, "O Temor do Sábio". Mas ainda assim, pode desiludir a pessoa a ir até o segundo, o que é uma pena.

Quando eu terminei o primeiro, meio feliz e meio cansada, vi gente falando que o segundo era "ainda melhor!". Fiquei um pouco desconfiada, porque normalmente pessoas entusiasmadas dizem isso. Mas agora concordo com elas: O Temor do Sábio é ainda melhor.

No primeiro, tivemos longos momentos até a chegada à Universidade, que é quando tudo começa a dar certo. Enquanto no segundo, nós já estamos dentro da história. Kvothe está na Universidade, nós conhecemos mais ainda o lugar e seus personagens (as conversas entre amigos são tão naturais que lembram aos diálogos do John Green). Depois ele ainda vai parar em uma aventura atrás da outra, cada uma peculiar e com um resultado.

em um relacionamento sério com a arte do livro
Com essas aventuras que eu lembrei de livros como Eragon, Percy Jackson, A Bússola de Ouro... Mas há algumas diferenças importantes. Na maioria desses livros, nós temos uma missão clara: ele precisava salvar o mundo. Enquanto nesse o objetivo é a construção do personagem. Outra coisa é que durante essas aventuras os personagens sempre encontram povos diferentes, tipo elfos ou anões. "O Temor do Sábio" me fez ver isso com outros olhos, de uma maneira menos estereotipada*. A história é toda bem elaborada, cada lugar tem uma tradição própria e um modo de pensar, cada personagem é mais particular ainda.
*Esterotipada tipo Elfo, função: ser elfo.

Eu tenho que falar um pouco mais sobre essa forma que as culturas são apresentadas, porque no livro isso é LINDO. O mundo que o Patrick Rothfuss criou fica ainda mais rico nesse segundo volume. A forma como ele coloca um povo, sua cultura e usa de choques de pensamento é muita boa. Valeria o livro só por causa do lugar onde Kvothe faz o treinamento (quando ler, você vai saber do que eu estou falando). E não é de uma forma enrolada ""adulta"", sabe? É até em um estilo young adult que serve para qualquer jovem.

Agora que você já está no clima, é muito mais fácil embarcar na história de Kvothe e conseguir ver como tudo é bem feito. O livro não é só uma história muito boa contada realmente muito bem, ele também é aula de filosofia, antropologia, história, química, física... Não é nem um pouco como ir para a escola, mas pode ser muito bem aproveitado se você quiser.

Além disso tudo, de quebra, Patrick Rothfuss continua transformando música e amor em palavras como só ele sabe.

Assassin's Creed

Errata: estou em um relacionamento sério com a arte do livro e a arte de Assassin's Creed
Eu tive uma experiência curiosa. Enquanto eu lia esse livro, comecei a jogar Assassin's Creed II. O jogo é da época do Renascimento na Itália, tem até o Leonardo DaVinci. E nesse jogo a construção do cenário e do figurino é muito boa. Já jogou GTA? Em vez de ser um negão mafioso andando por uma cidade atual, você é um assassino galanteador andando por cidades antigas da Itália (reproduzidas com bastante detalhe, há até lugares reais que eles colocam informação pra gente saber a história). Bem, o que vem ao caso é que é um cenário antigo, bem detalhado e até com roupa pensada na época. Tem até uns bardos irritantes que atrapalham o caminho. Não me assustaria se o Kvothe passasse andando por ali. Foi muito legal ver de "verdade" o mundo que eu estava conhecendo no livro.

O livro se passa no renascimento? Não é tão fixo assim, é tipo essas histórias medievais de fantasia que você não consegue dizer quando nem onde. Mas diria que tem um pouco disso na Universidade, que tem um pensamento mais parecido.


Classificação:


(5/5 conversinhas)


Os lindos da Arqueiro é que me deram a oportunidade de conhecer essa trilogia linda. MUITO obrigada!