Mostrando postagens com marcador Skins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Skins. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de novembro de 2012

Desafios vão sacudir a sua vida!


Hoje eu ia falar sobre outra coisa, discutir sobre gamification, falar de como hoje em dias os desafios podem ser cruciais para gente chegar a algum lugar e dizer que eu tinha preconceito com esses desafios. Mas, para começar, hoje não é nem mais sexta, dia da sexta temática. E, para completar, eu quis falar de como os desafios estão sacudindo a vida das pessoas e dar exemplos reais!

Você aí, pensando que não participava de desafio nenhum, mas a vida é um grande desafio, caro leitor. Okay, sem essa história de ficar todo filosófico, vamos continuar: Todo mundo participa de um desafio.

Um desafio, segundo o grande dicionário ConversaCult de Palavras Perdidas Porque Eu Quis Esse Nome, é algo que te faz sair do padrão. Agora passando para física, é como uma força que entra no sistema para causar uma reação diferente. O desafio pode ser uma charada, que vai te obrigar a sair da inércia e começar a pensar. Um dos sinônimos de "desafiar" é "provocar" e é exatamente isso: você vai ser provocado a superar algum obstáculo.

Agora que você já sabe o que é desafio deve saber (ou não) que todo santo dia você é desafiado. Sério, ressuscitar às 5 da manhã é um GRANDE desafio. E nós continuamos fazendo isso, de qualquer forma.

Mas tem os desafios escolhidos, aqueles que nós criamos com nossas mentes malignas e ESSES SIM SÃO LEGAIS! Porque, pense bem, é como se você escolhesse trocar essa força que te perturba pra acordar cedo por uma força que te obriga a comprar todos os livros legais do mundo. Ou viajar para outro país. Ou dormir mais tempo. Ou sei lá, pensa aí também para ajudar. 


Yes/Fuck it - Chris e Jal: Esse foi o primeiro exemplo que veio na minha cabeça. Na série Skins Jal é conhecida por ser certinha demais e negar tudo, enquanto o Chris é louco e aceita tudo. Em certo ponto, para se ajudarem, eles se desafiam a trocar. Ela passa a dizer sim para tudo e ele a negar (ou de viver na base do "que se dane"), tipo uma aposta. Isso ajuda os dois personagens a mudarem e sacudirem um pouco a vida.  

Meio extremo, sim, mas legal. Já pensou em passar um mês inteiro dizendo sim para TUDO? "Me dá de presente esse livro de 65 reais?" "Sim!" (não conte para os amigos quando fizer esse). De uma forma ou de outra, vai te tirar da rotina. Você pode encaixar isso como uma das coisas do 101 coisas em 1001 dias.

10 Coisas que Eu Odeio em Você e Ela é Demais: Se você gosta de filmes de escola e romance - ou se você é desse planeta - com certeza já viu esses. E o que faz a história inteira nesses filmes acontecer? Desafios!


No primeiro um Joseph Gordon-Levitt com cara de bebê paga o Heath Ledger para conquistar uma garota. Já no segundo é totalmente uma aposta, a sinopse é: "Um garoto de colegial aposta que pode transformar qualquer garota na rainha da formatura". Aliás, se você pensar bem, todo filme legal é baseado em algum desafio que o personagem precisa superar. 

Apostas, promessas, projetos, "obrigações"... cada um chama de uma coisa, mas no final a essência é a mesma: Te encher o saco pra fazer alguma coisa.

Não estou dizendo que vá ser as mil maravilhas e que você não vai ser preso se te desafiarem a sair pelado no shopping, mas que às vezes mandar um "fuck it" e sair da rotina pode ser MUITO bom. Levando um desafio a sério e criando os próprios desafios (essa é a parte legal, caros leitores. essa é a parte legal...) você vai se surpreender.

EXEMPLO? Sextas temáticas! Desde o ano passado quando o Paulo teve essa ideia a cada mês nós falamos de um assunto diferente. Sim, é uma espécie de desafio. Nesses posts eu já descobri coisas que eu nunca saberia se não fizesse. 

Dica final: E agora é sexta pra sábado de madrugada, o post é marcado para sexta e o último já saiu no sábado. Criem os próprios desafios e usem livremente com moderação. O importante é fazer.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Meu Top 5 - Jogos Vorazes, Os Vingadores, Harry Potter, Fazer música, Livin' la vida Loki e UM ANO


 
Bom dia, boa tarde e boa noite, senhoras e senhores!

Hoje é a última sexta-feira do mês e, coincidentemente, o nosso aniversário de 1 ano! Quanta coisa aconteceu nesse período, não é? Quem tem ou já teve um blog sabe como é uma conquista importante chegar (bem) até essa idade e o quanto isso é maravilhoso para todos nós da equipe.

E, como nas quatro sexta-feiras anteriores tivemos o Meu Top 5 para os membros da equipe se apresentarem, nada mais justo que o próprio blog tenha uma post especial na última sexta do mês. Hoje você vai conhecer os cinco posts mais lidos (tirando as promoções) e um pouquinho da história do CC.

Preparados? VAMOS LÁ! \O/


O quinto post mais lido do blog já esteve em posições mais altas e é bem resistente por ser o mais antigo entre os cinco dessa lista. "Descobrindo 'Jogos Vorazes'" foi o primeiro post do especial de Sexta de março, cujo tema era a trilogia e que nós chamamos de "Centro de treinamento". Nele nós explicamos um pouco do termo "distopia", que era (e ainda é) não muito entendido e conhecido, introduzimos o mundo criado pela Suzanne Collins, a origem dos Jogos, o esquema de funcionamento, etc. E ainda sorteamos ingressos para a pré-estreia do filme que teve aqui no Rio de Janeiro. Para ler os outros posts do especial e ser "treinado" como um fã de Jogos Vorazes, clique aqui.


No meio do barulho e de tanto sucesso que "Avengers" fez no Brasil (o filme até voltou aos cinemas recentemente! E ainda teve o DVD e o Blu-ray lançados rápido demais até para o padrão estrangeiro), a resenha que publicamos do filme fez bastante sucesso. A resenha é umas das mais completas que temos no blog e além de falar do filme em si, também abordamos o estilo de combate, o 3D e o IMAX e até um paralelo Iron Man/Batman.

3- Vida após Potter: fãs e fansites se virando
Outro post direto do nosso especial de sexta. Dessa vez é bem mais recente (aliás, é o post mais recente dentre os que falamos nessa lista) e vem do "Vida após Potter", especial de julho no qual falamos como as coisas estão sendo um ano após o fim da série "Harry Potter" nos cinemas. O post em questão é um dos mais legais do especial e fala de como está sendo para os fãs da série e também para os fansites sem a espera por algo novo de HP. O post foi realizado a partir de uma contribuição da equipe do Potterish, que é MUITO bacana e simpática. Obrigado! :D Se você quiser o que falamos nos outros posts do especial, clique aqui.

2- Incredibox - se divirta criando música
Confesso que fiquei surpreso ao ver esse post na lista por ser bem curtinho, porém, o conteúdo é bem legal e vale a pena ser conferido (Dana: até a minha avó gostou!). Lá em abril nós apresentamos o Incredibox, que é um site para você criar música awesome. É óbvio que isso é bem comum e você acha facilmente sites desse estilo na internet, mas esse se destaca por ser bem simples e também mais legal de fazer.

1- Tom Hiddleston fala sobre Loki, Os Vingadores, vilões e seus fãs
O post mais visto do blog foi publicado em maio e é a maior surpresa que eu poderia ter. Se vocês me perguntassem, eu nunca iria responder que uma entrevista com o Tom Hiddleston é o post mais lido do blog. Mas, se você parar para pensar, a culpa é das menininhas (e menininhos também, é claro) que ficam procurando "Tom Hiddleston" e "Loki" no Google, haha.
*Dana: Paulo não entende o LIVIN' LA VIDA LOKI.

Bom, esse post é uma entrevista muito bacana que o Hiddleston deu para o Moviefone, um famoso site sobre filmes. A Dana gostou tanto que traduziu para que os leitores que não sabem inglês também pudessem ler. A entrevista é realmente legal, onde o Tom, como sempre muito simpático, fala sobre o Loki, os fãs (tem site até para a risada e voz dele, gente!), chegando a mencionar até o Woody Allen e o Coringa.

Menção Honrosa- 1, 2, 3 e...

É claro que o primeiro post do blog não poderia ficar fora desse top 5. Foi lá atrás, às 23h26 do dia 31 de agosto, que nasceu o ConversaCult com um post sobre... Skins. Sem nenhuma pretensão nem ideia do que o blog ia ser hoje (com quatro membros na equipe, editoras parceiras, tantos seguidores e visualizações e até mesmo promoções), a Dana escreveu um post bem descontraído falando da ideia do CC, que tem um pouco a ver com a série de TV inglesa (e com uma versão americana) Skins - essa da imagem lá em cima

Nós somos o ConversaCult (Twitter, Facebook, GetGlue, Tumblr e loja de camisetas), temos 1 ano e fazemos aniversário hoje, dia 31 de agosto. O tema do blog é não ter um tema. Aqui falamos o que dá vontade, falamos sobre o que gostamos, por isso você vai encontrar muitos e muitos posts sobre livros, filmes e música. Temos algumas colunas legais, como o CCTV, o CCSexta, o CCCriativo, o De olho na trilha sonora, o Iniciação, o Para quem gosta de música e, é claro, resenhas. (Ufa!)

A ideia nasceu da vontade do Paulo e da Dana de ter um blog e a ideia de fazer resenhas de um jeito diferente.* A ideia do CC ficou guardada na gaveta por uns meses e foi iniciada pela Dana como um trabalho na faculdade. As coisas foram rolando e em novembro de 2011 o Paulo entrou de vez no blog, seguido pela Igra, em dezembro do mesmo ano. Com a necessidade de expandir o conteúdo e trazer coisas diferentes, convidamos a Ana Luíza para entrar na equipe em junho. Mas não esqueça: qualquer um que quiser fazer parte da equipe pode tentar, o CC está sempre aberto!
* Ideia que AINDA não saiu, aguardem...

P.S.: Não ache que o "cult" do título é só para "aparecer". Isso não tem nada a ver com Telecine Cult, ele é só a melhor forma de falar "livros, videogame, filmes, música..." em uma palavra só. É uma referência à cultura pop, o nosso foco aqui no blog.

E que venha uma nova temporada!

--------

>>> Continuem fazendo o  Meu Top 5 de vocês!
Pois é, o mês de aniversário do blog está chegando ao fim, mas isso não é motivo para o Meu Top 5 acabar! Nós adoramos ler os que já recebemos e queremos conhecer quem ainda não fez. Participem conosco, é bem divertido. Vocês podem ver as informações no nosso tumblr.

sábado, 21 de abril de 2012

Brasileiros na Inglaterra: Dúvidas e Informações

Nessas sextas de abril estamos falando sobre gente que sonha em ir para a Inglaterra, com depoimentos de pessoas que já realizaram esse sonho, como a Gege e a Giu. Mas por que a Inglaterra? Por que estamos falando especificamente desse destino e não de qualquer outro? E se você quiser ir, como faz para chegar lá?  Além disso, saiba o que fazer quando chegar lá com dicas de quem esteve.

Por que a Inglaterra?

A Inglaterra junta uma série de "prós" quando se trata de viagem. É o meio termo entre EUA e Europa, a língua falada é o inglês, tem uma cultura própria e atraente... Mas não são só vantagens práticas que uma viagem à Inglaterra oferece, também há uma espécie de fetiche. 

Muita gente não sonha em "sair do Brasil", sonha em "ir para a Inglaterra". A bandeira de quantos países você vê o pessoal idolatrar por aí? Sem contar os americanos com a própria bandeira, é claro. Nas imagens dos primeiros "Brasileiros na Inglaterra" nós vemos uma série de "objetos" marcantes só do país. De qual outro país você vê esse tipo de coisa? É claro que todo lugar tem uma bugiganga de recordação, mas elas são procuradas até por quem nunca foi? Esse é, provavelmente, o maior diferencial da Inglaterra (e especificamente Londres, os outros lugares vem de brinde).

Há outros motivos que reforçam isso, como a Inglaterra ser praticamente o único país* que consegue burlar a dominação americana e ter grandes produções que carregam a sua marca (tipo Harry Potter) ou fazer séries que só aumentam esse fetiche (tipo Skins). 
*As outras exceções seriam os países orientais, mas além da distância cultural, a língua e o preconceito atrapalham muita gente de conhecer o que tem por lá e idolatrar (pelo menos não em um nível como o da Inglaterra). 

De certo modo, os EUA seria a opção popular e a Inglaterra a mais ""cult"". Até porque o país não é conhecido por ser barato. 

Como chegar lá?

Bem, antes de chegar lá você tem que se perguntar: o que você quer fazer lá? A Giu, por exemplo, quis descobrir como era intercâmbio e aproveitou para estudar. A Gege quis descobrir como é viver na Inglaterra. Para você ver, a Giu enquanto esteve lá aproveitou mais para conhecer os lugares. A Gege também fez isso, mas além disso realizou o sonho de ir a shows, teatros e seguir os ídolos (ela esteve até na gravação de um clipe do McFly). Quando eu for, provavelmente vou estudar ou só para viajar, mas vou dar um jeito de ir a shows e criar um estoque de livros. 

Saber o que você quer fazer lá ajuda a definir o seu roteiro e escolher como ir. Se você não conhece nada do país e quer só aproveitar, a indicação básica é ir em uma agência de viagens e escolher um pacote. É muito mais seguro do que se arriscar em um lugar sem conhecer nada. Além disso, com a agência você ainda pode arranjar um guia ou outras formas de criar o próprio roteiro em segurança. Dependendo da época do ano ou de onde você procurar, o preço pode ser até bom (considerando os padrões de preço de uma viagem desse tipo). Às vezes, os próprios cursos de inglês promovem essas viagens. 

A Inglaterra não é a melhor opção para quem quer estudar (sem ser aprender inglês), porque não é tão fácil e o preço é alto para se manter lá. Eles também têm ficado mais exigentes, em 2006 os brasileiros estavam em primeiro lugar entre os com entrada nos país negada. Mas se ainda assim você quer, aqui tem algumas informações para quem pretende estudar. Não deixe de planejar bem. 

Para dar uma ideia, a Gege foi para lá com essa ideia, mas quando chegou encontrou um monte de exigências (tipo certificados) e ela teria que ficar um bom tempo lá antes de começar uma faculdade (Novamente: se você está disposto a gastar muito dinheiro, fica mais fácil). Se você leu o depoimento dela, viu que ela passou por outros países da Europa antes de conseguir ir para a Inglaterra e só teve o acesso facilitado por ter nacionalidade europeia. Uma menina que foi com a Gege, a Bruna, não teve essa sorte e ainda está na Irlanda, trabalhando e fazendo cursos para poder conseguir pagar para entrar na Inglaterra e estudar lá. 

Sugiro que leia o depoimento da Gege sobre isso, para ter ideia de outras coisas que é bom considerar, como ela ter a viagem dificultada por causa da época de crise. Mas não fique com medo: Se você não quer ir "se virar" lá, ainda dá para fazer como a Giu. De uma forma ou de outra, você precisa ter o mínimo de espírito aventureiro para enfrentar um país desconhecido sozinho. 

Se você está querendo ir para passear mesmo, vale a pena conferir o site da CVC porque além de ser uma empresa conhecida (dica: não confie em sites pequenos sem ter uma referência!) oferece bons preços em pacotes. Há um pacote de 9 dias (com Londres + Paris), por exemplo, que sai por volta de 5 mil reais, sem a passagem aérea. Logicamente, esse preço só para Londres diminui e pode ficar por volta de 2.000 ou até menos. A não ser que você encontre um pacote muito bom pela internet, é melhor ir até uma agência e conversar (se puder, vá a mais de uma).

O preço de passagem varia dependendo da época do ano, da companhia, de escalas e essas coisas, mas os preços para uma pessoa estão por volta de 2.000 reais (e, procurando bem, é sempre possível encontrar promoções). E não esqueça que há várias formas de entrar em programas de milhas (que são como pontos que você pode trocar por passagens), muitos cartões de créditos oferecem, as próprias empresas de aviação ou promoções como a do Ipiranga. Muita gente não tem nem ideia de que pode usar isso, quando meu tio descobriu ele já podia trocar por três passagens de ida e volta para os EUA.

Links úteis:

Site baseado em intercâmbio com muita informação

Site da Inglaterra com informações do que fazer e até compra antecipadas de ingressos, pacotes de viagem...

Visit London - o mesmo que o anterior, mas focado em Londres

Um site com vários "embaixadores" (pessoas que estão em algum país) falando sobre suas viagens em forma de blog

Algumas informações sobre Londres

Carioca de Londres - blog sobre coisas aleatórias de uma garota, mas às vezes ela fala de suas experiências em Londres e em breve ela irá para a Inglaterra estudar

40 melhores sites/blogs sobre viagens e turismo

E semana que vem voltamos com um post com o que fazer na Inglaterra! Até! (:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

[Resenha] Sangue Quente, Isaac Marion

por Dana Martins


- Livro: Sangue Quente
- Livro único
- Autor: Isaac Marion
- Editora: Leya
- Comprar: Saraiva, Fnac, Walmart
- No Skoob
- Sinopse: Incluída na resenha








Mini-crítica: 
Sangue Quente é uma história de zumbi sobrenatural sobre uma maldição que atacou a humanidade. O livro tem um toque de mitos antigos (como histórias de pirata), mas ambientado em um cenário pós-apocalíptico onde os humanos tentam dar os primeiros passos para se reerguer. Além disso, como tudo é narrado da perspectiva de um zumbi, não há tanto daquele terror de "mortos-vivos me seguindo", o lado levemente macabro fica com os esqueletos. Só para terminar: não é um livro bonito pra criancinhas e menininhas apaixonadas, é bem cru (mais pelo lado psicológico). Se você procura o zumbi de laboratório ou romance, essa não é a sua opção. Pelo mundo, pode ser um Gone para pessoas um pouco mais velhas. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa e a sinopse. 


Não tem como começar uma resenha sobre esse livro de outra forma que não seja: tudo o que você pensa está errado. Errado porque pelo menos 80% das pessoas que conhecem ou vão ficar sabendo sobre Sangue Quente vão formar uma ideia diferente. Eu era uma delas. 

Adoro zumbis e histórias de sobrevivência em um mundo dominado por eles (se não for terror, é claro). E quando eu vi que Sangue Quente era um livro narrado por um zumbi que pensava e ainda se apaixonava, meu lado superprotetor ficou todo atacado. E a história só piorou: “é um romance!”, disseram. “É o Crepúsculo dos zumbis!”, “Necrofilia!”. Comecei o livro pingando preconceito e pronta pra criticar até a pontuação. E, olhe só, agora estou aqui introduzindo uma resenha com o meu lado superprotetor a favor de Sangue Quente.

Sinopse: O livro é centrado em R, um zumbi. “R” porque é tudo o que ele consegue lembrar de seu nome, mas isso é uma sorte, alguns não lembram de nada. R sempre foi um zumbi diferente e refletia muito sobre o que acontecia, apesar de não conseguir verbalizar. Ele vivia no nada, cedendo à fome, até que um dia ao comer o cérebro de um garoto e roubar suas memórias as coisas mudam. Essas memórias são mais vívidas que o normal. Ele também acaba assumindo o espírito protetor do garoto quanto à namorada dele, Julie. A partir disso, todas aquelas reflexões deixam de ser apenas pensamentos largados e começam a se agrupar, ele começa a mudar.

O livro é sobre a busca de R para voltar à vida (não uma história de amor entre um zumbi e uma garota!!!). Como o autor até falou em algumas entrevistas, é meio que uma brincadeira com o próprio ser humano que vai se afastando dos significados da vida e vivendo no “automático”. E, no próprio livro, os humanos (Vivos) também acabam ficando meio no automático, mesmo ainda vivos.

No caminho da busca à vida, ele tem Julie, a quem quer proteger e, de certo modo, sente como se fosse a ligação dele com o mundo dos humanos. Tem o Perry, o garoto de quem ele comeu o cérebro e partilha das memórias. M, seu melhor amigo zumbi. Nora, a melhor amiga humana de Julie. Todos personagens criados com certa profundidade que contribuem para a história ser o que é. 

O livro é encaixado em YA e há aquela comparação a Crepúsculo, como eu disse no início. Só que o livro não é nem um pouco inocente, tratando de assuntos sérios, que me fez lembrar até de Os 13 Porquês pelo clima às vezes. A escrita também é bem trabalhada e às vezes a descrição é tão boa que você consegue imaginar exatamente a expressão do personagem. Aqui há um ponto que pode ser criticado, talvez, por ser estranho um zumbi pensar com um vocabulário tão amplo, mas depois do início isso não chama mais tanta atenção.

Outro ponto positivo do livro é o mundo criado. Sangue Quente não se passa quando tudo está acabando (tipo Apocalipse Z) nem quando tudo já foi reconstruído (Jogos Vorazes). A história é a de que o mundo já estava desandando e ocorreram as tempestades, o mar avançou em áreas e todos aqueles problemas típicos de fim de mundo (que me fez lembrar até da história do fim dos EUA em Jogos Vorazes). Uma das consequências negativas disso é o zumbi, que só apareceu depois que tudo já tinha desandado. Então, nesse período “intermediário”, as coisas são diferentes. É muito interessante ver como eles tratam de coisas que são importantes hoje em dia e mudaram com tudo isso, tipo o dinheiro e a ideia de país.

E o zumbi? Realmente perdeu a essência? Pelo contrário, esse é um dos (se não o) zumbi mais comum que existe. Eu nunca tinha visto ou lido algo com um zumbi tão estereótipo de zumbi. Ele come gente (principalmente cérebros), anda torto, se arrasta, faz aquele grunhido estranho... Eu já suspeitava enquanto lia, mas em uma entrevista do autor ele diz que foi exatamente essa a intenção. Até isso do zumbi se comunicar já apareceu em um filme do George Romero. A principal diferença desse zumbi, talvez, é que parece surgir uma salvação. Aí sim é que muda toda a perspectiva e alguns não entendem e criticam.

Uma coisa que eu não posso deixar de comentar é a justificativa disso tudo. Vírus? Diabo? Na verdade, a palavra com que eu defino Sangue Quente é maldição. É como se fosse uma maldição jogada na humanidade e ela precisasse se livrar disso, então toda a história é baseada nessa ideia. Me fez lembrar muito Piratas do Caribe, em que os piratas têm aquela maldição porque roubaram o tesouro e na lua viram esqueletos. Ah, aliás, há esqueletos presente nesse livro e eles, sim, são a ameaça.
*dizer que o que acontece em Sangue Quente é ruim porque é sobrenatural e fantasioso é o mesmo que dizer que Piratas do Caribe é uma droga porque o Kraken não existe. Você tem que sentar para ler Sangue Quente da mesma forma que você leria A Bela e a Fera, em mente que há um tom de magia em tudo. 

Então, com isso, termino a resenha de Sangue Quente com uma outra “sinopse”, que vai dar ideia do que o livro é:
Ele é um pirata amaldiçoado que vaga sozinho pelos mares sem esperança, até encontrar essa mulher, uma pirata aventureira que parece a sua chance de salvação. Seguindo-a, ele busca sair desse estado e voltar para vida, mas nem todos vão ficar felizes com isso.
Agora pegue a história que você imaginou e adapte-a num cenário do futuro em que o nosso mundo está caindo aos pedaços. Sangue Quente.

Sobre o filme:
O livro está sendo adaptado para os cinemas, ainda sem data de estreia (dizem que em agosto). Nicholas Hoult (Skins e X-Men: Primeira Classe) será R e Teresa Palmer (Eu Sou o Número Quatro) será Julie.  A primeira imagem divulgada, um pôster Crepúsculo-wannabe, assustou a todos (e não por causa do zumbi!), mas as mais recentes parecem salvar um pouco mais a situação. Você pode ver algumas do R aqui (de onde eu tirei essa de baixo) e algumas do cenário pós-apocalíptico aqui. Veja mais no IMDb do filme.



Classificação:
 (4/5 conversinhas)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ConversaCult TV #11 - Memórias

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Tem alguns vídeos que não são nem importantes assim, mas nós adoramos toda vez que vemos. O CCTV de hoje é justamente sobre: um especial para guardar essas "besteiras" que volta e meia nós procuramos para rever.

O cardápio de hoje é variado: Ontem teve o AMA 2011, outra premiação americana de música, que deixou sua marca com a Taylor Swift e a Selena Gomez mostrando o lado rapper em Super Bass da Nicki Minaj. Tem também um vídeo para os fãs de Jogos Vorazes terem uma prévia de Jennifer Lawrence cantando ou rirem com a Chloe Moretz pequena dançando. Ainda para os fãs de Jogos Vorazes, a prova de que muito antes de Gale ou Peeta já tinha gente passando a mão na Katniss. E, para terminar, a dancinha épica da quarta temporada de Skins (que, aliás, começou a passar ontem no Multishow!).



Taylor Swift e Selena Gomez durante Super Bass no AMA 2011



Jennifer Lawrence (Katniss) cantando




Jennifer Lawrence em The Mess I Made do Parachute




O nome da música é perfeito para esse vídeo: Can't Get You Out Of My Head


Até a próxima segunda!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Skins no Multishow




A partir de 20 de novembro, 22:30 aos domingos, o Multishow vai começar a passar Skins. Se você já conhece, é uma boa chance de rever a Cassie, o Tony, o Sid e os outros desde o início. Se você ainda não viu... bem, está esperando o que?

Se você não faz ideia do que é Skins, já teve um post aquino ConversaCult sobre a série. Essa série já passou em vários outros canais pagos, como o VH1, a HBO e chegou a passar a versão cópia americana na MTV. Mas, quem sabe, agora no Multishow ela tenha mais reconhecimento.

“Se fosse boa já teria reconhecimento!”

Skins é uma série inglesa e aqui no Brasil o costume é copiar o que é americano, não dando muita chance para a produção de outros países, principalmente de séries. Além disso, a proposta de Skins é mostrar a vida de um grupo de jovens sem cortes. Acrescente isso ao fato de ser uma série inglesa (sem todo o polimento americano), resultado: aparece muita coisa tensa para ver num dia ensolarado com a família reunida.

Só mais uma coisa: a série já está indo para a sexta temporada, mas como eu disse no post de explicação, muda de geração a cada duas temporadas, então é quase que uma nova história, só com o mesmo princípio. 



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em clima de conversa: Entrevista com a Hilary Duff

Nesse post: Se você quer rir um pouco, saber sobre música, livros, curiosidades ou gosta da Hilary Duff, vai se interessar. Ah, também o exemplo de uma entrevista ruim com o elenco de Skins.

Passeando por aí eu encontrei no As Crônicas de Zazuleigo uma entrevista muito boa e decidi trazer para o ConversaCult. É legal porque trata de um monte de assuntos interessantes, ou quem nunca se perguntou: Como é que tal autor escreve? Como é que decide fazer tal música? Por que escolheu tal coisa? Como é que lida com a fama? E mais um monte de outras perguntas, que a Hilary Duff responde nessa entrevista. Afinal, ela começou com série da Disney, fez um monte de filmes, decidiu cantar e, recentemente, lançou um livro (ela veio ao Brasil justamente para participar da Bienal do Livro no Rio).

Essa entrevista também é diferente das outras. Elas normalmente são um bando de perguntas que todo mundo já sabe e são respondidas automaticamente. Em vez disso. com muito bom humor, as garotas do Acesso MTV fizeram uma entrevista que até parece uma conversa comum, sem aquele bando de "regras" e pressa. Aliás, a própria Hilary adorou e elogiou as garotas.

E o mais legal de tudo: a forma como a entrevista é feita. Não há nada de legenda ou a maldita tradução simultânea, elas conversam em inglês e depois fazem um resumo do que foi dito. Ver a Hilary Duff olhando para o nada e fingindo que entende alguma coisa não tem preço.
"Na última terça-feira (06/09), nossa queridíssima Hilary Duff deu uma entrevista ao programa Acesso MTV. Lá ela fala sobre o lançamento do seu primeiro livro Elixir, além de sua carreira musical e sua vida pessoal." retirado daqui

Agora, fiquem com a "gravidinha"!


Caso alguém queira ver um exemplo de entrevista ruim, nos últimos dias eu encontrei essa com alguns atores da segunda geração de Skins. A expressão da Lily Loveless (a loira) quando é cortada é ótima. Só clicar aqui.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

1, 2, 3 e...

Nesse post: Apresentação do Blog, Conheça Skins, Skins US e onde assistir Skins no Brasil.

Hora de começar. 
A assistir Skins. Ou, quem sabe, a passar aqui no blog. 

Não há forma melhor de começar o ConversaCult apresentando uma série que tem tudo a ver com a proposta do blog. Skins mostra esses jovens que seriam vistos de um modo (provavelmente ruim) e faz as pessoas verem que não é exatamente assim. O que normalmente as pessoas conseguem ver é a “ponta do iceberg”, Skins mostra o que está embaixo da água. E essa é a ideia do blog, discutir um pouco além os assuntos que estão por aí ou, justamente, tratar do que está por aí e ninguém dá muito valor. Coisas como... a cultura jovem, seja falando de Crepúsculo(!), do terrível videogame, dessas “bandinhas” da moda ou... não vou comentar nada do cinema que a situação está lamentável até para nós. 


Conheça Skins
Skins é uma série inglesa que narra a história de um grupo de amigos entre 16 e 18 anos que vivem em Bristol. Polêmica, a série retrata a vida agitada em meio a festas e drogas de adolescentes britânicos. No momento, a série tem 5 temporadas e a cada duas o elenco inteiro é substituído (Não, eles não são ruins, é que a adolescência não é para sempre, né?). 

A ideia da série é retratar o cotidiano de adolescentes e mostrar um pouco mais seus motivos, até sem um julgamento explicito. Eles conseguem tratar de vários tipos de problemas de adolescente (insegurança, virgindade, homossexualidade, anorexia, suicídio e um monte de outros casos mais complexos e pesados) sem a ideia de moral, apenas mostrando o que está acontecendo com o personagem. Eles conseguiram encontrar um ponto entre a realidade e o fictício legal, então não é igual a um filme bobo de adolescentes nem chega a ser igual àqueles dramas que machucam até a alma (ou matam de tédio). Tanto que quem nunca parou pra ver pode pensar até que é só um monte de adolescentes malucos fazendo sexo...

Outro ponto interessante de Skins é que, como eles focam cada episódio em um personagem, você gostar ou não pode depender de você gostar dos personagens. Cada temporada tem, é claro, uma espécie de história própria (e isso se fortalece mais a partir da segunda geração, quase como se eles estivessem pegando o jeito), mas cada episódio é a história de um dos personagens. O clima, a trilha sonora e o problema da vez muda a cada um. Não é tão desconexo quanto série policial, até porque o ponto alto de Skins é como os personagens crescem, mudam e desenvolvem a relação entre si, mas ninguém vai ficar totalmente perdido se começar do meio. Aliás, a primeira temporada até começa “do meio”, como que mais um dia qualquer na vida daquele grupo de amigos, depois outro dia, depois outro, outro.


Só uma dica: Considere duas temporadas a cada vez, uma completa totalmente a outra.

“Brasileiro adora copiar...”
A frase é, na verdade, “brasileiro adora falar mal de si”. Prova disso é que cópia todo mundo faz. Se você procurar por aí, vai encontrar o Skins US, tentativa dos americanos em copiar Skins. Eles pegaram a primeira temporada, adaptaram ao estilo colégio americano e, é claro, alteraram o que achavam que tinha que alterar. Não deu muito certo e fizeram só a primeira temporada... Opinião de quem viu Skins US.

Essa imagem até que muda a ideia sobre o Skins US...

A melhor forma de conhecer a partir de agora é assistindo, mas para mais informações é só colocar no google Skins que já vai aparecer um monte de coisa, inclusive o download. Se quiser assistir na televisão aqui no Brasil pode tentar a HBO (HD e Plus) que está passando a quinta temporada. 


*Qualquer semelhança no início com o texto do wikipedia não é coincidência, foi usado como base mesmo.

...já!