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domingo, 16 de dezembro de 2012

[Indicação] A Mediadora

por Igraínne  Marques

Depois de mais um tempão sem CCIndicações, volto hoje para falar de uma série que já apareceu aqui pelo blog antes. Para quem não lembra, em outubro o nosso tema nas sextas feiras era zumbis, e só para entrar no clima desse terror (por conta do Dia das Bruxas), a gente fez um Três Livros Sobre... Criaturas Sobrenaturais, onde eu falei um pouco dos fantasmas de A Mediadora.


Informações:
A Mediadora
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record

A Mediadora é, na verdade, uma série de seis livros - todos já lançados no Brasil. Quando expliquei sobre eles brevemente naquele outro post, eu realmente fiquei me perguntando porque ainda não tinha escrito a indicação, já que se trata de uma saga que eu gosto tanto. De um modo geral, acabou que não importou muito: se eu não tinha escrito a respeito antes, vou escrever agora! 

A Mediadora conta a história de Suzannah, uma menina que vê gente morta, ou melhor, vê almas que não conseguem descansar em paz. Ela tem um dom, se é que a gente pode chamar assim. Como mediadora, sua função é ajudar esses mortos a realizarem seu último desejo na terra. E acredite, as almas penadas não entendem quando Suzannah diz que está ocupada e que não pode naquele momento. Ser morto é sinônimo de ser chato e insistente.

Mas e o enredo?

Na verdade, tudo isso é muito complicado e estressante - principalmente pelo fato de que a nossa protagonista vive mentindo pras pessoas sobre onde está -, mas nada se compara ao problema chamado Jesse. Jesse é uma alma que mora (sim, minha gente, ele mora) no novo quarto de Suzannah, e simplesmente não está a fim de sair dali. A princípio, ela quer se livrar dele, entender qual é o último desejo do sujeito, mas ele parece não ter esse último desejo. Pra completar, Jesse é do tipo que não dá pra ignorar: bonito, moreno, alto, e ainda tem sotaque latino. Sem falar que ele nasceu em um época tão, tão distante.

É evidente que Suzannah, como uma menina estressada e direta, não tem muita paciência com ele. Porque alô-ou, o cara mora no quarto dela e trocar de roupa ali fica meio complicado. Mas depois, com o tempo, a aproximação dos dois se torna uma amizade, e Jesse acaba ajudando-a com alguns casos da paranormalidade. Com o decorrer dos livros, a relação tende para uma coisa meio óbvia, mas eu não vou ficar contando os detalhes, o legal é descobrir sozinho.

O mais divertido dessa série é que você pode ler com um intervalo grande de tempo entre os volumes porque não tem problema algum. A autora sempre volta a explicar o básico. Por exemplo, o livro 1 começa quando Suzannah está se mudando para a Califórnia, onde irá morar com seu novo padrasto e seus novos três meios irmãos (os quais ela apelidou carinhosamente de Soneca, Dunga e Mestre). Se você não lembrar que irmão tem qual apelido, não tem problema. Tudo vai ser novamente explicado rapidamente.

Outra coisa muito legal da história é que Suzannah vai estudar em uma escola com tendências religiosas. Como uma pessoa meio cética e minimamente revolucionária, ela ignora por completo toda e qualquer regra que a instituição estabelece - até porque ela vê gente morta. O que ela não esperava, no entanto, era que o diretor, o Padre Dominic (mais conhecido como padre Dom), também fosse um mediador. E diferente de Suzannah, o padre realmente curte ter esse tal talento - ele acha que é uma dádiva, etc etc.

Mas por que é bom ler?

Meg Cabot
O primeiro ponto é que se trata de uma série escrita pela Meg Cabot. Não sou do tipo que é fã histérica dela, mas eu gosto muito dos livros que ela escreve, principalmente porque todos tem aquela pegada de humor infalível. Suzannah por si só já uma personagem com tendências para o cômico. Primeiro porque ela não tem muita paciência com nada, e é muito sarcástica. Segundo porque toda a situação envolvendo três irmãos meio que dobra esse mau humor. Sua relação com o Padre Dom, seu problema com Jesse, ela faz essas coisas parecerem menos simples do que realmente são..

Outra coisa que é bem legal falar é que é uma série rápida de ler, embora sejam seis livros. Cada um é bem fininho, dá pra terminar em pouco tempo, e geralmente estão focados em um caso único - como aquelas séries de TV tipo Supernatural, onde Dean e Sam resolvem um problema a cada episódio.

Por último, preciso comentar rapidamente que depois que você passa do terceiro, as coisas realmente ficam muito boas. É o tipo de série (rara) que melhora com a progressão da história, o que é ótimo. Não é como aqueles livros em que o autor não consegue superar a novidade do primeiro.

Edições

Atualmente, a série foi toda reeditada em formato vira vira (que tem dois livros em um), e tá num preço super em conta, geralmente custa R$ 20,00. Quando eu comecei a ler, ainda era a edição antiga (se eu não me engano a primeira). Daí depois que comprei o terceiro, eles resolveram mudar as capas e acabei tendo uma série com metade em uma edição e metade em outra. Esteticamente é horrível, mas fazer o quê... Hoje em dia essa nova edição ainda pode ser encontrada, mas eu ainda acho mais válido dar uma chance pro vira vira, que é o formato mais recente e mais barato.


Até! o/

    quarta-feira, 17 de outubro de 2012

    [Indicação] As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky

    por Dana Martins e Paulo Vaughan 

    Hoje é quarta-feira, dia em que postamos uma resenha de um livro aqui no blog. Porém, o fato da agenda estar um pouco apertada, o lançamento do filme ser na próxima sexta, 19, e ainda a vontade enorme que eu e Dana estávamos tendo de falar sobre esse livro aqui no blog, resolvemos postar essa indicação hoje. Vamos lá.

    Informações:
    As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
    Autor: Stephen Chbosky
    Editora: Rocco

    “He's a wallflower. You see things. You keep quiet about them. And you understand.”

    Sobre o que é?

    O livro é formado por cartas que Charlie, nome que ele decide usar, envia para um desconhecido. Essas cartas são tipo o diário dele, só que por motivos que você vai descobrir lendo, ele prefere enviar para outra pessoa ler. Nessas cartas Charlie fala de tudo: da escola, das matérias que estuda, das pessoas que conhece, da própria família... tudo o que um adolescente qualquer pode acabar falando. Só que não é apenas uma série de relatos sobre a rotina de um adolescente, são esses relatos contados através da visão peculiar do Charlie. Ele pensa, repensa e observa as pessoas. Fala sobre música, filmes e festas. Mas antes que você pense que vai ser o "Diário da Tati" versão americana, continue lendo para entender.


    Dana:
    A equipe do CC saiu junto e eu estava combinando com o Paulo essa indicação quando o meu irmão perguntou: "É sobre o que?" e a Igra ao mesmo tempo "É sobre bullying?". Fiquei sem palavras para responder ao meu irmão e neguei a parte do bullying. O Paulo também ficou sem jeito, mas respondeu "é sobre cartas". Isso não faz sentido nenhum, mas me fez pensar.

    O título em português, apesar de legal, pode dar a entender errado. Em inglês o título é "The Perks of Being a Wallflower". As vantagens de ser uma "wallflower", que não tem um bom significado em português. Além do significado dado no próprio livro (quote lá em cima), você também pode dizer que é "alguém que prefere observar em vez de experimentar a vida". E o livro é meio que isso. Charlie é assim.

    Paulo:
    A Dana já fez uma definição boa e básica sobre o livro, mas eu queria comentar um pouco dessa coisa do "sobre o que é o livro?". Sabe quando você gosta tanto de um livro que você não sabe verbalizar esse sentimento? "The Perks..." é, pelo menos para mim, esse sentimento amplificado muitas e muitas vezes. Eu não sei dizer o quanto eu amei e me identifiquei com esse livro e se eu for entrar em detalhes, vou estar quase escrevendo coisas tão íntimas quanto o Charlie.

    E o curioso do livro é que mesmo se eu não tivesse gostado (é possível acontecer isso com alguém?!), não saberia como descrevê-lo. É muito difícil descrever o livro em apenas uma frase, e se isso for feito como eu mesmo fiz, dizendo "é sobre cartas" ou "são cartas de um menino", vai parecer errado. Ele é muito mais do que isso.

    Por que é bom ler?

    Dana:
    Alguns livros estão presos a personagens legais, outros a resoluções de aventuras... mas As Vantagens de Ser Invisível é sobre a forma que você encara a vida. Eu li em uma noite e o tempo inteiro eu me surpreendia aproveitando a leitura. Eu não consigo expressar de outro jeito que não sendo "foi gostoso ler". Não sei como ficou em português, mas em inglês as palavras se encaixam tão bem. Se eu pegar o livro a qualquer momento e ler uma página ou outra é capaz de eu ler tudo outra vez - e ainda descobrir coisas novas durante a leitura*.
    *Isso pode parecer normal, mas eu acho que não li mais de 3 vezes o meu livro "preferido" até hoje e não é apenas o simples "reparar nos detalhes". 

    Algo que eu só vim me dar conta recentemente é que da maneira que o autor faz, dando nomes "falsos" aos personagens e não falando a quem ele se dirige, fica de um modo que o livro poderia ser pra você. Na verdade, as cartas do Charlie são pra você. E mais do que isso: está falando sobre a sua escola, as pessoas que você conhece. Aqui no Brasil isso não funciona 100% por causa de diferenças culturais, mas serve de algum modo. É como se fosse a adolescência (e a vida!) contada de uma maneira interessante.

    De certo modo, dá até para relacionar com "An Imperial Affliction", o livro fictício de A Culpa é das Estrelas. Só que Perks é sobre uma pessoa que sofre de adolescência, não de câncer. Mas é o mesmo tipo de livro: aquele que você coloca na cabeceira, lê e relê aproveitando as palavras, vira quase seu manual... Se você quiser pensar a história, é claro.

    Paulo:
    Lembram quando teve o especial #CulpaDoJohnGreen e eu ficava o tempo inteiro falando que vocês >deveriam< ler esse livro? Então, agora com esse livro é meio que o contrário. A comparação que a Dana fez de Peks/An Imperail Affliction exemplifica isso perfeitamente. Me sinto como a Hazel, que ama tanto o livro que não quer falar dele para ninguém e, para ser sincero, lá no fundo, essa é a minha vontade tamanha a importância desse livro para mim. Mas vou abrir uma exceção porque vocês são lindos. <3

    A Dana falou de como as coisas que o Charlie conta "são" a nossa vida e eu devo apontar ainda as épocas - o livro foi lançado há 13 anos atrás, em janeiro de 1999! E arrisco dizer que ele deve ter sido escrito no mesmo período das datas que o Charlie usa em suas cartas 1991/1992, porque se é difícil publicar um livro atualmente, imagina na década de 1990, quando não havia esse boom de Young Adult que temos hoje?

    De qualquer forma, faz mais de DEZ anos que o livro foi lançado e os temas tratados são tão atuais! Não é como se tivesse algo que você pega e fala "Ah, isso aqui já não é mais assim". Sendo sincero, fico até assustado com a contemporaneidade do livro e acredito que daqui a mais dez anos ele ainda vai ser atual.

    As sociedades avançam, os anos passam, as pessoas mudam, mas o sentimentos da adolescência são sempre intensos. É por isso que vocês devem ler esse livro. E depois passarem para os seus filhos e depois para os seus netos. E esse livro tem que continuar passando.

    Dana: Acho que o próprio livro mostra o que o Paulo disse muito bem com um dos quotes mais marcantes.

    "And in that moment, I swear we were infinite."

    E o filme?

    Dana: 
    Eu gostei dos atores e acho que de alguma forma eles se encaixam com os personagens. O trailer tem a ver com a história. É meio que uma boa sinopse para quem quer saber do livro. Mas... Mas... Sempre tem um "mas", né? O diferencial do livro é como o Charlie conta a história, as mil pequenas reflexões em cada situação. Espero me surpreender, mas acho difícil eles conseguirem colocar isso nas telas em um filme comum. Até já conversei sobre isso no twitter do CC. O lado bom é que o próprio autor, o Stephen Chbosky, fez o roteiro e dirigiu o filme. O que não é garantia de nada, mas já ajuda. Vamos ver.

    Paulo:
    Se você já leu algum dos meus Livro vs. Filme (aliás, tenho que voltar a fazer essa coluna, mas quando eu vejo um filme que foi adaptado de um livro, ele fica mofando na wishlist e quando eu leio um livro que tem filme eu enrolo eras para assistir, aí entra em um ciclo sem fim e--), sabe que eu costumo gostar bastante de filmes baseados em livros.

    Eu tenho bem clara na minha cabeça essa ideia de que um filme é um filme e um livro é um livro, são mídias muito diferentes. Quando você está escrevendo um livro, você está interessado em fazer algo que toque as pessoas, não se faz livros pensando no lucro*. No mercado cinematográfico é diferente, fazendo uma generalização, os estúdios estão fazendo filmes para ter lucro, afinal, do que adianta você gastar muito dinheiro fazendo algo  realmente legal se não tem público? Então eu entendo (foco no "entender", que é diferente de "gostar") perfeitamente quando são feitas mudanças e, dependendo de como for, eu gosto de verdade porque esse tipo de filme é a visão de uma outra pessoa sobre a história, acho isso fantástico.
    * Se você quer escrever e está pensando nisso, vá por mim, você está começando errado.

    Nesse caso específico, do filme de um dos livros que eu mais gosto, eu mantenho essa mesma opinião. Até porque, como a Dana disse, o roteirista e o diretor é o próprio Stephen Chbosky, ou seja, é o livro dele na visão dele mesmo! O que eu espero é que seja um bom filme, porque "As vantagens..." merece. Mas se eu fiquei arrepiado com o trailer, imagina com o filme mesmo? E se você me segue no twitter nem preciso dizer que amo o cast com todas as minhas forças por motivos de: Ezra Miller. haha

      Até mais!

      sexta-feira, 21 de setembro de 2012

      Guia de Quadrinhos: Habibi, de Craig Thompson


      Olá, pessoas! Como vocês estão?

      Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas pela minha ausência no blog. Eu queria ter um bom motivo, mas não o tenho, foi pura preguiça e falta de vontade de postar. ;x Prometo  que nas próximas semanas vocês vão me ver mais vezes.

      Enfim, o post de hoje é o terceiro guia de quadrinhos do mês, o tema das sextas de setembro aqui no blog. E se a Dana falou de quadrinhos mensais, a Igra de um mangá, do que eu poderia falar? Escolhi, é claro, o tipo que eu mais gosto: graphic novels.

      Uma das edições estrangeiras de Retalhos
      Mas, para começar, o que diabos é isso? Bom, graphic novel já tem um nome que diz tudo por si só: é um romance gráfico, um romance em quadrinhos. Diferentemente de quadrinhos mensais ou mangás, elas dificilmente são em séries, é muito mais comum você vê-las em volumes únicos (obviamente, existem exceções. “Persépolis”, de Marjane Satrapi, por exemplo, foi orginalmente lançado em quatro volumes). Dúvida tirada, vamos para a graphic novel sobre a qual eu escolhi falar.

      Eu conheci o Craig Thompson, o autor de “Habibi”, por acaso. Um belo dia eu estava olhando a parte de quadrinhos da biblioteca da minha escola (que é boa, mesmo sendo pequena) e vi “Retalhos”* lá. Eu já tinha ouvido falar muito bem dele e, como eu estava no clima para quadrinhos, resolvi pegar – o que se provou ser uma das melhores escolhas da minha vida. “Retalhos” é a autobiografia do Craig e me encantou por dois fatores: (a) os traços muito bonitos e o detalhe dos desenhos e (b) a história tem um teor filosófico muito grande, não é como se fosse apenas uma autobiografia, o autor vai além. Depois de ler, queria mais do autor e quando soube que a Companhia das Letras lançaria outra obra dele aqui no mês passado, corri para comprar.
      * Eu já fiz um post sobre essa graphic novel e Persépolis, clique aqui para ver.

      E mais uma vez eu acertei na escolha. Quer dizer, o Craig Thompson acertou no que escreveu e desenhou. Sabem os motivos que me fizeram ficar encantado por “Retalhos”? “Habibi” é isso amplificado muitas e muitas vezes.

      Craig Thompson conta a linda história de Dodola e Zam. A primeira é uma menina que ainda quando criança é vendida em casamento e que, posteriormente, é sequestrada por um grupo que vende escravos. E é no cativeiro que ela conhece e foge com Zam, ainda pequeno, apenas 3 anos. O livro mostra como os dois cresceram (física e psicologicamente) e como o caminho dos dois se separou (e reencontrou). E é só isso que vou dizer.

       Por mais que “Retalhos” e “Habibi” sejam bem diferentes entre si, um elemento está presente nos dois, a religião. Se no primeiro o catolicismo e a Bíblia são muito importantes para a história, pode-se dizer o mesmo do islamismo e o Corão em “Habibi”. O Craig consegue encaixar perfeitamente, entrelaçar a história de Zam e Dodola, além das próprias histórias do Corão e vários elementos do islamismo. É absolutamente... fantástico.

      E se eu achei os desenhos do autor ótimos no primeiro que eu li, nesse eu tive a certeza de que ele é um dos melhores (e o meu preferido) nesse aspecto. Isso porque “Habibi” não tem só um belo traço e detalhes muito bons, há toda uma simbologia relacionada ao islamismo no próprio desenho. Nele, podemos até ver o uso de palavras e frases em árabe. Inclusive, em um dos quadros há uma chuva representada por um poema em árabe. É lindo!

      E agora uma pergunta que vocês devem estar se fazendo: onde eu posso ler? Bem, a edição da Companhia das Letras (ou melhor, Quadrinhos na Cia., um dos selos da editora) está realmente bonita, a tradução é muito boa e a qualidade idem. O preço de capa, porém, é um pouco salgado, R$57,00. Mas antes que venham com uma campanha xingando a editora por causa dos preço, isso é justificado pela qualidade do material e o tamanho do produto (mais de 600 páginas!) e eu realmente indico a compra. Ler uma graphic novel online, além de ser ilegal, não é a mesma coisa do que ler no papel, não tem a mesma qualidade. Vale a pena gastar esse dinheiro e uma dica é comprar em uma livraria online, onde sempre tem descontos. Vejam algumas aqui.

      “Habibi” é realmente uma obra-prima. O Craig Thompson conseguiu contar uma história maravilhosa tanto por palavras quanto por desenhos e se consolidou como o meu preferido. Embora seja uma obra adulta, recomendo-a para todas as pessoas porque realmente vale a pena cada centavo gasto para ler, refletir e amar. 

      Até! o/

      domingo, 26 de agosto de 2012

      [Indicação] Paper Towns, de John Green

      por Paulo Vaughan e Dana Martins

      Na resenha que eu fiz que "A Idade dos Milagres", falei de uma "subdivisão" de gênero muito comum nos livros Young Adult Contemporâneo, o Coming of Age. Me pediram para fazer um post indicando livros nesse estilo, porém eu mesmo não li muitos. E eis que, pensando sobre qual livro falar no post de hoje, lembrei de "Paper Towns", um dos maravilhosos livros do John Green.

      Informações:
      Paper Towns
      Autor: John Green
      Editora: Dutton (EUA)/ Intrínseca (BR; sem previsão de lançamento)

      "Paper Towns" é o terceiro livro solo do John Green e, como vocês devem saber, eu e o resto da equipe adoramos o autor. Você pode encontrar aqui resenhas de "A Culpa é das Estrelas"/"The Fault in our Stars" e posts do especial #CulpaDoJohnGreen.
      The way I figure it, everyone gets a miracle. (…) My miracle was this: out of all the houses in all subdivisions in all of Florida, I ended up living next door to Margo Roth Spiegelman.

      Sobre o que é?

      Quentin Jacobsen – ou simplesmente Q - sempre foi apaixonado por Margo Roth Spiegelman, uma garota fantástica, linda e, hm, misteriosa. Os anos se passaram e, ao chegarem ao último ano do ensino médio, Q não tem mais o mesmo contato que tinha com Margo quando eram crianças. São quase como a popular e o excluído. Pelo menos até uma noite em que Margo aparece na janela de Q com uma missão especial.

      Depois de uma noite cheia de aventuras*, um novo dia começa e Q descobre que Margo desapareceu e deixou pistas para ele e, bom, se ele quer encontra-la, vai ter que desvendar esse mistério.
      *leram isso com a voz do locutor dos comerciais da Sessão da Tarde, né? Hahaha

      Por que é bom ler?

      Se alguém me perguntasse isso, eu automaticamente responderia “Porque é do John Green”. Alguns de vocês podem achar os elogios ao John Green chatos e repetitivos, mas “Paper Towns” é maravilhoso. Não lembro quem foi que disse isso, mas o John Green não escreve livros, escreve experiências. Os livros dele conseguem chegar muito próximos de nós, leitores, e, assim como os personagens, amadurecemos durante a leitura.

      Nesse livro, o John volta com o “garoto-perdido” e a “menina-dos-sonhos” de “Quem é você, Alasca?” e por mais que existam, sim, algumas semelhanças na estrutura de ambos, você consegue sentir as histórias e as particularidades de cada uma delas.

      Outro ponto alto dos livros do John são os personagens “secundários”. Tenho que confessar que em Alasca e Paper Towns os protagonistas não são pessoas com as quais você gostaria de conviver, porém os amigos deles conseguem te fazer morrer de vontade de tê-los como amigos. Ben, Radar e Lacey são fantásticos. Sério, nos últimos capítulos principalmente eu fiquei morrendo de vontade de [spoiler] fazer uma road trip com eles [/spoiler].

      “Paper Towns” é um livro que traz para o YA contemporâneo uma certa dose de mistério e investigação. Eu realmente gostei do livro e se “A Culpa é das Estrelas” não existisse, seria o meu livro favorito do John. Indico para todos que gostam do estilo ou para quem quer sair dos livros YA mais simples e passar para uma leitura que te faz refletir mais.


      Dana aqui! - Leia, mas não por ser do John Green

      Eu falei TANTO desse livro durante a semana do John Green (e antes e depois dela) que eu tinha que deixar meu comentário aqui. Esse foi o primeiro livro do John Green que eu li e, na época, não fazia ideia de quem ele era. Foi algo como: "Estou para fechar uma compra de cds na Amazon! Quero levar algum livro que eu não conheça pela experiência!" - Amazon indica Paper Towns, eu gosto da capa e coloco no carrinho. O nome já parecia muito interessante e eu fiquei curiosa para conhecer.

      Eu gostei tanto desse livro que depois não quis ler mais nada do John Green (falta de lógica 1x0). Paper Towns é novamente o John Green criando uma história tangível aos leitores e passando várias camadas de reflexões sobre a vida. Mas o que eu mais gosto é que ele transforma tudo em um clima de "amigos desvendando um mistério", fazendo a leitura ficar leve e divertida.

      Quis comentar isso porque alguém podia passar direto tipo "tá, é um bando de fã cego do autor". Não é bem assim, essa história apareceu do nada e me conquistou completamente. Indicado principalmente se você estiver naquele momento de "reflexões sobre a vida" (aka: o que eu faço agora?). 

      Vai ter filme de Paper Towns?

      Assim como os outros livros do John Green, "Paper Towns" também tem os seus direitos vendidos - nesse caso, a detentora deles é a Mandate Pictures (a mesma de "Juno"! <3). O próprio John escreveu o roteiro, mas a produtora resolveu não fazer o filme.

      ---

      Chegou até o fim e ficou com vontade de ler o livro? Participe da nossa promoção de 1 ano, você pode ganhar esse e qualquer outro livro do John Green (além de concorrer a outros prêmios)! :D Mas fiquem atentos, a promoção vai só até o dia 31.

        sábado, 4 de agosto de 2012

        [Indicação] Cidade dos Ossos, de Cassandra Clare

        por Igraínne Marques e Dana Martins

        Depois de um tempão sem Indicações no blog, finalmente uma nova para animar a galera. Inicialmente, eu ia fazer uma resenha desse livro, mas GENTE, eu (Igra) sou tão fã da série que achei que seria uma ótima oportunidade de transformar isso em Indicação. Afinal de contas, indicações só acontecem com coisas realmente boas, certo? 
        *Acho que talvez fique um post menor do que seria a resenha, mas ainda acho que é uma forma melhor de demonstrar todo o amor para vocês XD

        E antes que você diga que Cidade dos Ossos tem a tendência de copiar Harry Potter, dê uma chance. Garanto que você vai adorar.

        Informações:
        Cidade dos Ossos - Os Instrumentos Mortais
        Autor: Cassandra Clare
        Editora: Galera Record

        O livro é uma série que, inicialmente, teria apenas três livros. Porém, a coisa foi se alongando e há agora uma segunda trilogia que segue a sequência da primeira, o que fez com que a série tivesse seis livros no total (mas atenção: a história se fecha muito bem nos 3 primeiros, tem gente que nem quer ler os outros). Fora isso, Cassandra Clare ainda criou uma história que antecede a principal, cujo nome é As Peças Infernais e possui (realmente) apenas três volumes. Para completar, a autora ainda disse que haverá um terceiro ciclo de livros com o mesmo universo que se passará em Los Angeles e terá o nome de The Dark Artifices*.
        *Não há muitas informações quanto a essa última série, nenhum livro foi lançado ainda.


        Sobre o que é?
        Clary Fray, nossa protagonista, é uma adolescente de 15 anos que mora sozinha com a mãe em Nova York. Ela vive como qualquer garota normal (sempre) até que ela e seu melhor amigo, Simon, decidem ir a uma boate. Lá, Clary dá de cara com uns garotos estranhos que parecem diretamente envolvidos   (para não dizer culpados) em um assassinato. Quando Clary tenta contar a Simon o que viu, ele não faz ideia do que ela está falando. Clary chega a se sentir perdida no meio da confusão. E não só ela: os tais garotos estranhos também não estão entendendo nada: uma pessoa "normal" conseguiu vê-los. Além disso, para piorar, a mãe de Clary ainda desaparece sem deixar vestígios.

        Como Clary logo vai perceber, isso tudo está ligado e ainda há muita coisa sobre o próprio passado que ela não fazia ideia. Clary vai basicamente desvendar a coisa toda junto com os Caçadores de Sombras, uma ordem de descendentes de anjos responsável por caçar criaturas sobrenaturais. Criaturas essas que estão meio que espalhando boatos sobre o retorno de um grande inimigo. Será mesmo boato?

        Por que é bom ler?
        Cidade dos Ossos é um livro com muita informação, você se sente um pouco perdido de início, mas eu posso garantir que tudo é perfeitamente explicado até o final. Sinceramente, é um desses livros que você pensa: "nossa, como a história é rica, há tanta coisa para ser usada..." E tudo realmente é usado. Eu (Igra) não me considero uma pessoa muito critica na hora de ler livros, mas o que em geral me incomoda é o mau aproveitamento da própria história. Afinal, ela precisa se sustentar, certo? Isso acontece de verdade aqui.


        Em Cidade dos Ossos, a autora vai e volta de flash-backs, utiliza de diferentes visões (que é um artifício que os escritores têm usado muito hoje em dia), e ainda faz tudo ser engraçado. Dá pra perceber que ela pensou em cada detalhe previamente e não saiu só escrevendo, sem planejar o que ia acontecer. A grandiosidade daquele universo de Caçadores está lá, foi colocada no papel. Cassandra soube aproveitar todo o potencial que sua história tinha a oferecer.

        Os personagens são a melhor parte. Acho que são todos muito carismáticos, você já se sente amiga do pessoal em um segundo. Mesmo a Clary, que muita gente diz ser sem sal, conseguiu alguma dignidade na minha visão. O próprio Jace, que é o favorito da maioria, conquista o leitor de modo  rápido, todo mundo gosta das suas piadinhas arrogantes. Outro que também é hilário é o Magnus, que, confesso, se tornou um dos meus favoritos. Simon, o melhor amigo que não consegue sair da friendzone, também é muito fácil de gostar. Você acaba se afeiçoando a ele como se fosse seu irmão.

        Os irmãos Lightwood são algo a parte. Dotados de charme em excesso, você imagina que são os mais fantasiosos do livro, dentre todos os personagens apresentados. Não fantasioso no sentido ruim, muito pelo contrário. Acho que eles cativam de forma diferente. Principalmente a Isabelle, que tem um estilo próprio, em alguns momentos você pensa que ela é alterego de qualquer garota.

        Enfim, há muitos personagens - mas você não se perde (isso é sério). As surpresas estão por conta do Luke (melhor amigo da mãe de Clary que, GENTE: é dono de uma livraria), e Valentim (o vilão maníaco do parque). E estou dizendo "surpresas" no sentido leve, porque o livro surpreende você a cada segundo. O final então... Os mais atentos podem perceber o final chegando antes, a Cassandra deixa alguns sinais no desenrolar da história, mas isso não tira a surpresa. Isso sem falar das Marcas (ou Runas, como preferir chamar), que já é assunto pra outro post.

        Por fim, por que "Os Instrumentos Mortais"? Como acho que esse é o ponto mais legal da história inteira (e isso abrange todo o universo de Caçadores de Sombras), vou deixar vocês descobrirem.

        Curiosidades:

        1. O livro foi muito comparado à Harry Potter porque antes de ser lançado, Cassandra Clare já era conhecida por escrever fics de HP. Suas fics tinham predominância de Draco-Gina, e Jace é loiro e Clary é ruiva. Além disso, Jace tem essa pegada badboy que é inegável.
        2. Outra semelhança é a coisa das estelas, que se parecem de certa forma com as varinhas, mas não dá pra falar muito a respeito sem dar maiores detalhes. 
        3. A aparência do Instituto faz você lembrar de Hogwarts, embora eu particularmente tenha muitos pés atrás em relação a isso...
        4. Há uma versão Graphic Novel do livro, cuja capa você pode ver logo ao lado.



        O filme
        Você pode saber mais sobre essa adaptação aqui. Maaaas, há muitas notícias boas para quem anda ansioso. Quase todo o elenco já foi divulgado. Lily Collins e Jamie Campbell estão nos papeis principais como Clary e Jace. A data de estreia está prevista para de 23 de agosto 2013 e as filmagens começam ainda esse mês.

        O momento fofoca que está rolando é a suposta aproximação entre Jamie e Lily, que dizem as más línguas, estão andando juntos demais. Jamie esteve em outras adaptações grandiosas, como o próprio Harry Potter e Crepúsculo. Foi nas gravações de HP que conheceu Bonnie Wright, a Gina (que irônico, não?), com quem morava junto há um tempo. Recentemente, o casal se separou e nem um mês depois saiu esse boato do Jamie com a Lily. Veja as fotos com seus próprios olhos aqui

        terça-feira, 12 de junho de 2012

        Três livros sobre... amor



        A Iris Figueiredo tem no blog dela, o Literalmente Falando, uma "coluna" chamada 'Três livros sobre...'. A proposta é pegar um tema e depois escolher três livros dentro dele e comentar sobre cada um, se gostou ou não, as diferenças e semelhanças entre cada um, etc. Nós do CC resolvemos (com autorização da Iris, claro) fazer uma adaptação da coluna e postar aqui no blog. Como somos três na equipe, cada um de nós escolheu um livro dentro do tema - o de hoje em homenagem ao dia dos namorados, o amor - e comentamos a respeito. Quer saber o resultado? É só continuar lendo esse post. (: (E aproveitem o dia dos namorados! haha)


        Acho que tem romance em todos os livros na minha estante (menos, imagino eu, na edição de "Código Civil" do meu avô), mas para ser sincera eu quase não li livros focados no romance em si. Deve ser por isso que quando o tema é romance eu lembro de "Três Metros Acima do Céu". Eu li faz muito tempo e "roubado" da minha amiga, mas até hoje eu lembro de partes da história e dos personagens.

        A história é básica: Babi uma garota meio "patricinha" e ligada nas regras esbarra com Step, o tipo bad boy. Mas, acho que até por ser de um autor italiano, não é o clichê. Nós vamos conhecendo os personagens e vendo todos os momentos que eles passam nessa relação te quero/não te quero. É jovem, divertido e cria momentos ótimos. Para o dia dos namorados, até dá umas dicas do que fazer (um namorado da Babi faz tipo um "caça ao tesouro" com ela, como no clipe de "Secret Valentine" do We The Kings). Você já deve ter visto algum dos outros livros do Federico Moccia e todos parecem ser focados no romance. fikdik
        -Dana Martins


        Vocês já devem ter percebido que eu não canso falar de "Um Dia", já falei dele nas indicações para quem procura amor e também já fiz um "Livro vs. Filme" para ele. Acontece que esse livro do David Nicholls é maravilhoso e todos precisam ler. A história é a seguinte: Emma Morley e Dexter Mayhew - ou simplesmente Emma e Dex - se conheceram em 1988, na festa de formatura da universidade. Eles sabem que no dia seguintes seguirão caminhos diferentes, mas como esquecer um ao outro? A história se desenrola e vemos os vinte anos seguidos narrados no Dia de São Swithin - 15 de julho. Entre erros e acertos vemos como a vida e a amizade dos dois foi seguindo depois daquele dia cheio de expectativas para o futuro em 1988. 

        "Um Dia" é lindo,  fiquei emocionado com vários trechos, não posso negar. O mais engraçado é que eu não sou nem um pouco fã de livros que focam somente no romance*, Nicholas Sparks e companhia não tem o meu amor. Não consigo me identificar, acho meloso demais (mas tem alguns livros YA que tem bastante foco no romance e que eu gosto), mas mesmo assim "Um Dia" me prendeu. Acho que porque ele tem tudo na mesma medida, o autor não exagerou no "melado" nem no "seco" (?), ficou na medida, "natural". 
        *Não posso dizer que não gosto de romance, como a Dana disse, todos os livros que lemos tem romance. E acho isso positivo, porque, por mais eu odeie essa palavra, é o "natural" da vida.

        O mais legal de "Um Dia" é que não tem um público que leia mais, todos leem. Para terem ideia, o livro está emprestado com uma tia minha (Ei, você está com o livro há 5 meses e só passou da metade agora. Estou de olho!), depois uma amiga quer e depois ainda vai para meu tio-avô. E o chato é que você vai procurar outros do autor querendo mais um romance lindo mas pode acabar ficando decepcionado, "Resposta Certa" que a Intrínseca está lançando esse mês, por exemplo, parece seguir um estilo bem diferente.

        -Paulo Vaughan


        A maioria dos livros que eu li continham alguma coisa mais que o romance em si. Na verdade, acho que quase nenhum deles possuía apenas o romance. Não como foco, pelo menos. Acho que foi por isso que eu acabei me voltando para o tio Nicholas Sparks. É meio difícil falar em história de amor sem lembrar dele. Fora que os filmes baseados nos livros são tantos que quase equivalem à quantidade de obras que ele publicou.

        Embora eu só tenha lido esse livro dele, acredito que todos devem seguir a mesma linha. Ao menos a maioria. Um casal apaixonado que precisa enfrentar algum tipo de obstáculo para conseguir ficar junto. No entanto, "Noites de Tormenta" talvez seja o livro com os protagonistas mais velhos.  Paul e Adrienne têm ambos mais de 50 anos quando a história começa. E diferente de Diário de Uma Paixão, que faz um retrospecto para quando ambos eram jovens, dessa vez vemos um passado não tão distante assim. Os dois se conhecem já depois de terem tido filhos e já terem sido casados. Durante uma tempestade que dura pouco mais de um fim de semana, os dois são sobressaltados pelo sentimento que julgavam não serem mais capazes de sentir (não depois de tanto tempo por aí).

        Adrienne, mãe de três filhos, fica responsável por uma hospedaria enquanto sua amiga (a dona) viaja devido a um casamento. Paul, o único hóspede, se instala no lugar por conta da necessidade de falar com alguém que mora na região. No entanto, o curto período de tempo - que não chega nem a uma semana - é suficiente para fazê-los se aproximar. A aproximação é ainda mais intensa porque há uma tempestade chegando, o que acaba dificultando a saída dos dois do local - mesmo que seja para fazer compras no supermercado. O romance é lindo, algumas passagens são realmente muito boas e embora  eu não tenha a idade deles, é bem fácil imaginar que a maioria das pessoas, ao chegar nessa fase da vida, se sente da mesma forma. É quase familiar, mesmo que de alguma forma seja surpreendente.

        - Igraínne Marques

        domingo, 27 de maio de 2012

        [Indicação] Garotas de Vidro, de Laurie Halse Anderson


        por Paulo Vaughan

        Depois de um looongo tempo sem indicações aqui no blog, venho com a de "Garotas de Vidro", um dos lançamentos de maio da editora Novo Conceito. Um livro um pouco mais pesado, é uma indicação certa para quem procura por um YA contemporâneo de qualidade (e a um bom preço).

        Informações:
        Garotas de Vidro (livro único)
        Autor: Laurie Halse Anderson
        Título original: "Wintergirls"
        Editora: Novo Conceito

        Sobre o que é e por que ler

        "Wintergirls" traz a história da Lia, uma garota de 18 anos que tem uma obsessão com o próprio corpo e alguns problemas com a família (os pais são separados e ela mora com o pai, a madrasta e a meia-irmã porque não se dá muito bem com a mãe). Ela e Cassie eram amigas desde bem novinhas e juntas fizeram uma "competição" de quem ficaria mais magra; obviamente, enquanto procuravam o "corpo perfeito" elas tiveram problemas de saúde e acabaram se separando. Agora, Cassie morreu, sozinha, em um quarto de motel barato e Lia não para de pensar nisso porque a amiga havia lhe ligado 33 - trinta e três! - vezes na madrugada antes de morrer.

        O livro é narrado pela própria Lia e por isso temos uma visão bem direta de como é viver querendo ficar cada vez mais magra para se sentir bela. Chega até a ser assustador (uso essa palavra na falta de uma que se encaixe melhor) ver o que a protagonista faz para chegar no peso que quer - ela conta as calorias de tudo o que come para que não ultrapasse o limite designado por ela mesma; faz exercícios escondido da família; e usa de artifícios para que todos achem que está pesando um pouco mais do que realmente está.

        "Garotas de Vidro" pega uma faca e a enfia nas suas costas, ele faz com que você morra por dentro. Nunca havia lido nada sobre as garotas geladas e esse contato foi um baque. Nós ficamos dentro da cabeça da Lia e sentimos a presença das vozes que não deixam que ela coma, essas vozes que a deixam para baixo e acabam com a autoestima dela.

        O jeito que a Laurie Halse Anderson escreveu o livro pode ser um incômodo para algumas pessoas, mas para mim foi perfeito e se encaixou muito bem na história. Ele é narrado no presente e um artifício muito legal usado pela autora foi a linguagem figurada.

        O livro é MUITO bom. Vocês não têm noção do quanto eu amei esse livro (por isso preferi fazer uma indicação em vez de uma resenha, que não seria boa o suficiente nem com 5 conversinhas). Todos deveriam lê-lo, porém, por causa do tema abordado, Garotas de Vidro é um livro bem pesado e eu não recomendo para os mais novos ou para quem é mais sensível. Leia sabendo do tema abordado porque uma surpresa pode não ser muito agradável. E uma dica: depois que terminar o livro você vai querer morrer, então não leia outro livro com tema pesado em seguida, pegue um bem levinho, que você saiba que vai te divertir.

        Agora, por último, eu tenho uma reclamação/dúvida para a Novo Conceito: por que o título ficou "Garotas de Vidro"? O termo 'wintergirls' que foi usado para designar essas meninas que tem algum tipo de distúrbio alimentar foi traduzido como 'garotas geladas' durante o livro, então por que não foi esse o título? Garotas de vidro também faz sentido, mas garotas geladas é melhor. E, além disso, nos agradecimentos da autora no final do livro, quando ela fala do título, está "Garotas Geladas", então por que "Garotas de Vidro"?
        Porém, fora isso, até que não achei que a tradução e revisão da editora tenham sido ruins.
        *Mas a editora merece ser parabenizada pelo kit que eles fizeram desse livro. Sério, foi GENIAL. Embora algumas pessoas tenham achado brega, feio, etc. a bandeja de carne em que o livro veio e a necessaire têm muito a ver com a história.

        Extras!

        >>>Ontem estava pesquisando sobre o livro na internet e achei essa capa que diz bastante sobre a história. Se não me engano, é a edição australiana do livro:



        >>>A Anderson tem outros livros e, entre eles, Speak e  Twisted me chamaram bastante atenção. Vale a pena conferir a sinopse. (Infelizmente, não encontrei nenhuma informação quanto a publicação deles no Brasil.)

        O livro entra para o Debut Author Challenge Brasil do blog Garota It.

        Até o/

        domingo, 15 de abril de 2012

        Discussão: Distópico vs. Pós Apocalíptico


        O Paulo aqui do blog encontrou esse texto da autora Julie Kagawa ("O Rei de Ferro") falando sobre a diferença entre distopia e pós-apocalípse, que no meio dessa avalanche de livros desses estilos às vezes acabam sendo confundidos. A forma como ela enxerga e a opinião sobre o assunto é muito parecida com nossa, então nada melhor do que colocar aqui, né? E ainda dá para pegar dicas de alguns livros.

        Distópico vs. Pós-Apocalíptico, por Julie Kagawa
        O ano de 2011 veio e foi, e nós demos boas vindas a 2012 cheios de esperança, sonhos e ansiedade por causa de todos os livros que vão ser lançados nesse ano. O mundo literário foi inundado com listas de must-have em 2012, me fazendo perceber duas coisas.

        1. Há um MONTE de livros distópicos e pós-apocalípticos sendo lançados esse ano.

        2. Há um MONTE  de gente que pensa que os dois tipos são a mesma coisa.

        E, como eu mesma tenho um livro pós-apocalíptico sobre vampiros que sairá esse ano ("The Immortal Rules"), eu pensei que poderia esclarecer as coisas. Pós-apocalíptico e distópico não são a mesma coisa. São dois gêneros diferentes; apesar de terem características parecidas, é errado misturar os dois. E vou explicar por que eu penso assim:

        Distópico
        Distópico tem sido um termo muito popular ultimamente, está na frase de efeito de todos os livros que apresentam uma sociedade futurística, ou um evento de fim do mundo, sobreviventes lutando contra situações horríveis, etc. Contudo, um livro de distopia é sobre a SOCIEDADE onde algo deu totalmente errado. Muitas vezes, o lado ruim e a corrupção da sociedade são retratados como algo normal, tipo em Jogos Vorazes em que a Colheita é um dia de celebração. Outras vezes, o lado ruim está escondido, apesar de sempre haver pistas logo abaixo da fachada cuidadosamente construída. Distopia é o oposto de utopia, onde a sociedade É perfeita e todos são felizes, a não ser pelo fato de que uma sociedade utópica quase sempre acaba se transformando em distopia, porque uma sociedade perfeita faria um livro bem tedioso.

        Distopia e pós-apocalípse podem ser facilmente confundidos, porque uma sociedade distópica costuma surgir das cinzas que um evento pós-apocalíptico. No entanto, em um livro distópico o foco está na sociedade, no que há de errado nela, mais do que no apocalípse em si.

        Exemplos de livros distópicos: Jogos Vorazes, 1984, Destino, Feios

        Quer saber mais sobre distopia? Explicamos aqui.

        Pós-Apocalíptico
        Um livro pós-apocalíptico, por outro lado, é sobre um evento catastrófico que muda o mundo: enchentes, zumbis, epidemias, terremotos, tempestades solares, a lua saindo do alinhamento, etc. O evento pode já ter acontecido, ou estar acontecendo, mas um livro pós-apocalíptico é sobre os sobreviventes e como eles lidam com esse mundo novo - e letal. E pode até ter sinais de distopia no livro, como quando novas sociedades surgem do que sobrou da civilização. Mas um livro pós-apocalíptico é sobre os sobreviventes, e tudo o que eles enfrentam depois que o mundo acaba.

        Exemplos de livros pós-apocalípticos: A Estrada, Life as we Knew it, A Dança da Morte, Ashes Ashes.

        "The Last Of Us" é um jogo pós-apocalíptico

        É possível um livro ser os dois? Sim, com certeza. "A Floresta de Mãos e Dentes" da Carrie Ryan me vem à cabeça. Claramente, o mundo foi tomado por um apocalípse zumbi, mas o livro é também sobre o vilarejo e a sociedade cercada pela floresta. Então há misturas. Mas eu quis apontar as diferenças entre distopia e pós-apocalípse, porque não são a mesma coisa. Então quando você pegar o livro que você está louco para ler, você vai saber do que chamá-lo.

        Repare que essa é a opinião de uma pessoa sobre o assunto.

        Comentário do ConversaCult
        Acho que agora ficou um pouco mais claro, não é? Isso me fez lembrar das minhas inúmeras aulas em que eu precisei analisar um texto buscando certos aspectos (como procurando gêneros) e os professores insistiam mais ou menos umas mil vezes: "Não tem só um, mas tem um que aparece mais!". Na hora de classificar livros (músicas, filmes, etc.) é exatamente assim. Dificilmente você terá só um gênero, praticamente todos têm um pouco de romance ou comédia. Porém, ter um romance não significa que o livro seja um romance (ou vai dizer o que? "Tá querendo um romancezinho? Vai ler Harry Potter!"). 

        O mesmo acontece com esses gêneros mais diferentes e que não estamos acostumados, tipo distopia e pós-apocalípse. A maioria dos livros dos dois tipos que eu li acabam misturando os elementos, às vezes chegando a ficar difícil definir o livro. Jogos Vorazes na maior parte do tempo é distopia, mas tem pós-apocalípse (Panem surgiu de onde?), sobrevivência (parte das arenas), ficção cientifícias (bestantes e todas aquelas coisas)... Ao mesmo que, Apocalipse Z, que nós indicamos no Distrito 13 para os fãs de Jogos Vorazes, começa como um clássico livro pós-apocalíptico, de um homem enfrentando o inferno para sobreviver aos zumbis; Mas a trilogia termina com uma distopia muito boa. 

        Tá, e que diferença faz na nossa vida saber se é uma coisa ou outra? As classificações são para nos ajudar no meio desse mundo de opções a escolher o que queremos sem precisar ler um por um. E se você for ler uma distopia procurando pós-apocalípse, vai acabar não gostando e criticando um livro por algo que ele não é. Para você ter ideia, um livro que você talvez até tenha ouvido falar e provavelmente nem goste só pelo que ficou sabendo, "Sangue Quente", sofre com um problema assim**. Primeiro, você acha que é de zumbis. Depois, acha que é romance (de um zumbi com um humana!!!!). O livro tem esses elementos, mas não é sobre uma coisa nem outra, é sobre a recuperação da humanidade. O apocalípse que eles enfrentam não é só a destruição do mundo ou o ataque de zumbis, é a falta de humanidade. Aí você abre o livro procurando "The Walking Dead" ou Crepúsculo*, fica difícil. 
        *Não que eu esteja culpando ninguém, a propaganda tem sido muito errada e eu tenho medo do filme transformar a história nisso. Quando eu comecei a ouvir falar, também achava algo assim, até que eu decidi ler o livro e ele apagou meus preconceitos. 
        **Uma curiosidade do momento: depois de escrever esse post encontrei um comentário falando que o final de Apocalipse Z deixa muito a desejar, mas é porque acontece isso com a história: começa uma coisa, pós-apocalíptico, e termina como outra, distópico. Se a pessoa não aceitar os dois tipos, vai desanimar. 

        Outros livros dos estilos:

        "Divergent", de Veronica Roth. O primeiro livro não é distopia nem pós-apocalípse, mas a série/trilogia caminha para ser distopia 

        "A Passagem", de Justin Cronin. Um pós-apocalípse mais adulto e com um toque sobrenatural (ou qualquer coisa que nós ainda não descobrimos), mas, como normalmente acontece, mostra um pouco sobre essas distopias que surgem das cinzas das civilização.

        "Bios", de Luiza Salazar. Esse livro está no meio do caminho de tudo, mas consegue criar um estilo pós-apocalípse no início e para o final uma espécie de distopia.

        "O Pacto", de Gemma Malley. Mais infantil e uma mistura entre utopia e distopia. 

        "Os Anos de Fartura", de Chan Koonchung. Esse é mais para quem gosta do lado distópico-crítico da coisa, o livro traz verdades sobre o agora e o possível futuro que às vezes deixamos passar direto.

        "Gone - O Mundo Termina Aqui", de Michael Grant. Imagine um Sidney Sheldon escrevendo uma série, com personagens mais novos, com detalhes mais crus e sobre um fim do mundo que é a sua cidade ficar isolada e todos maiores de 14 anos desaparecerem. Pós-apocalípse e, pelo menos no primeiro, nenhuma grande distopia chega a ser construída. 

        "A Hospedeira", de Stephenie Meyer. Aqui os mundos são dominados por alienígenas que na busca da paz não exitam em passar por cima dos humanos. Pós-apocalíptico.

        O texto foi cedido pela autora para tradução.

        domingo, 5 de fevereiro de 2012

        [Indicação] Y - O Último Homem

        por Paulo Vaughan

        Mais uma indicação de quadrinhos aqui no blog. Dessa vez vim com "Y - O Último Homem", uma HQ onde um estranho fenômeno fez que todos os homens sumisse da face da Terra - exceto Yorick e seu macaco de estimação, Ampersand. Mesmo que você não curta ou não tenha o costume de HQs, leia o post, você vai entender porque "Y" vale a pena. (:
        Capa do primeiro volume, "Extinção"

        Informações:
        Y - O Último Homem (série de 10 volumes)
        Autores: Brian K. Vaughan (roteiro), Pia Guera (arte) e José Marzán Jr. (arte-final)
        Editora: Panini/Vertigo
        No Brasil a Panini lançou a edição encadernada onde os 60 volumes originais foram compilados em 10. A editora já lançou até o volume 7 e pretende terminar a série até o final desse ano.

        Sobre o que é e por que ler

        O ano é 2002. Em um momento o mundo está normal. No momento seguinte, uma "praga" faz todos os seres com cromossomo Y da Terra morrerem. Bem, exceto Yorick Brown, um "artista de fugas", e seu mico recém-adotado, Ampersand.

        E não foram "só" os homens que deixaram de existir, a internet, a televisão e todos os outros meios de comunicação foram desarticulados. E em meio a isso tudo um grupo de femininistas radicais, as Filhas das Amazonas, querem "dominar" o povo.

        Você deve achar que Yorick deveria estar feliz, afinal, ele era o último homem do mundo, todos iriam querer ele! Errado. Elek não está pensando nas "coisas boas" que teoricamente viriam com o fato de ser o último homem, ele está desesperado para encontrar sua namorada, Beth, que estava no outback australiano quando tudo aconteceu. Yorick está determinado a encontrá-la, porém sair dos EUA é muito difícil e ele ainda tem que se esconder de toda a população feminina e tomar cuidado com as Filhas das Amazonas.


        O protagonista da história então aceita se unir a duas mulheres, Dra. Mann - uma renomada bioengenheira - e 355 - uma agente secreta do Círculo Culper - para descobrir porque ele é o único homem sobrevivente do planeta. 

        Esse resumo que eu fiz é bem básico, uma sinopse do primeiro volume (até porque se fosse falar de cada um dos volumes ia ficar aqui horas, hahahah). E além disso não é uma única história, temo várias subtramas que estão conectadas às várias teorias sobre a praga, entre elas o misterioso Amuleto de Helena que 355 procurava antes da praga, os segredos de Dra. Mann quanto ao clone que ela mesma criou e deu a luz.

        Recomendo "Y - O Último Homem" não só para quem é viciado em HQs, mas para quem não é também. A história é muito boa (isso era meio óbvio já que o Brian K. Vaughan também escreveu alguns episódios de "Lost"!) e os desenhos não são algo extraordinário e sim funcionais (como o Walter Tierno disse nesse vídeo para o blog Psychobooks). 


        Extra!


        Se você quer começar a ler HQs e a história de "Y - O Último Homem" não te agradou (o que você tem na cabeça? "Y" é muito bom! hahahah), vale a pena dar uma olhada nesse post do Nem Um Pouco Épico onde a Cherry B fala sobre isso.

        sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

        Indicações para quem procura um "empurrãozinho"

         "Para o primeiro mês do ano, nós decidimos aproveitar as sextas temáticas com aquilo que todo mundo deseja nessa época (amor, felicidade...). A cada sexta nós vamos nos juntar e criar um post com indicações em FilmesSériesLivros e Música dentro desses temas."
        E enfim chegamos à última sexta do mês... Para essa semana a ideia era no estilo "kinder ovo", cada um escolhe o próprio desejo e o leitor vai descobrindo conforme lê. Porém, acabou que todo escolheu um tema parecido. A Igra pegou esperança, o Paulo quer realizar os sonhos, eu (Dana) fiquei com inspiração e a Rebeca quis paz. No final, as indicações ficaram voltadas para quem precisa daquele "empurrãozinho" para fazer o que quer. Bem, acho que já está mesmo na hora das coisas começarem a acontecer em 2012.


        >>>Filmes (por  Igraínne Marques)

        Selecionei alguns filminhos, para que durante o ano todo, a gente possa sempre contar com a esperança diante dos nossos problemas. Provavelmente vocês já ouviram falar da maioria desses filmes, alguns mesclam um pouco mais de romance, outros nem tanto...  Para falar a verdade, a maioria faz com que a gente se emocione tanto ao ponto de nos debulharmos em lágrimas... de felicidade.

        Para começar, separei um que foge um pouco da realidade atual, mas mesmo assim o clima não fica menos emocionante por causa disso. "O Conde de Montecristo" é uma história de fé, esperança e luta contra injustiças, além de ser uma bela maneira de se mostrar como somos capazes de dar a volta por cima. E para quem não sabe, o filme é adaptação de um livro, assim como "Comer, Rezar e Amar", que esteve nos cinemas faz pouco tempo e teve a Julia Roberts no papel principal. Ainda entre esses mais recentes (talvez nem tanto), temos "A pequena Miss Sunshine", que chegou a ser premiado pelo Oscar e é verdadeiramente um incentivo aos grandes sonhos.

        E tem aqueles atores que sempre parecem estar presentes nesses filmes que renovam nossas esperanças. Will Smith meio que combina com esse tipo de papel, todo mundo precisa concordar. Sua presença em "À procura da felicidade" emocionou a todos, afinal ninguém melhor para contracenar com um pai do que o próprio filho, não é?

        Além disso, ainda temos os que puxam nossos ares românticos sem perder a pitada de esperança crucial no desfecho. "Chocolate", com o querido Johnny Depp, tem romance, bastante comida e mesmo assim não deixa de ser um drama muito bonito (mesmo). Outro que também nos leva pelas linhas do amor é "O Som do Coração", uma linda história que nos faz ter vontade de cuidar do pequeno Freddie Highmore, de tão fofo que ele é - fora que a trilha sonora é realmente impecável.

        Para terminar, temos "As coisas que perdemos pelo caminho", onde percebemos que o mundo é bem mais amplo do que os nossos problemas que parecem insuperáveis (mas não são); E "O Livro de Eli", que surpreendeu muita gente com aquele final que nos fez questionar nossas prioridades - e religião.


        >>>Séries (por  Paulo Vaughan)

        Todo mundo tem seus próprios desejos no inicio de um novo ano, eu tenho um "fixo" - o de realizar meus sonhos. Poder fazer o que sempre quis é maravilhoso, mas sempre é bom ter uma "ajudinha", algo para motivar, né? Que tal assistir séries para se inspirar?

        Acho que o exemplo mais marcante são os reality shows. Quem nunca se sentiu inspirado e confiante ao ver uma pessoa que tem o mesmo talento que você conquistando seus sonhos? Para quem curte cantar e sonha em ser famoso, nada melhor do que assistir ao "The X Factor" (tanto o britânico quanto o americano) e até mesmo o "American Idol" (ou a versão brasileira, Ídolos), né? Se o que gosta mesmo é ficar na produção, o "Platinum Hit" é uma competição de compositores. Mas para quem quer mesmo é ser modelo vale a pena é assistir ao "America's Next Top Model" e ao "Brazil's Next Top Model". E se você sonha em ser um chef, "Top Chef" e "Kitchen Nightmares".

        Já que falei de quem sonha em ser famoso por sua voz e suas músicas, também tenho que indicar isso na ficção, né? Entre elas, "Glee" (onde os alunos da escola William McKinley lutam e sonham em reerguer o Glee Club) é a minha maior recomendação. Também posso indicar séries mais infantis, como "Hannah Montana" e "Sunny entre Estrelas".

        Saindo do mundo musical, indico "2 Broke Girls". A série já foi indicada no post de felicidade, mas ele também entra na indicação de hoje. As protagonistas - Max e Caroline - trabalham duro para realizar seu sonho, o de ter uma loja de cupcakes. E mesmo que em algumas séries não sejam focadas nos sonhos de seus personagens, eles sempre estão lá. "One Tree Hill" (Lucas Scott, o protagonista, sonha em ser jogar de basquete) e "The Big Bang Theory" (Penny sonha em ser atriz/cantora) são bons exemplos.
        *pensei em indicar "Gossip Girl" e "Hart of Dixie", mas tem gente que sonha e em certo momento desiste, então nem rola, né?


        >>>Livros (por  Dana Martins)

        Eu não sabia muito o que escolher, mas decidi que inspiração é algo legal. Hoje mesmo, escrevi 3 posts e planejei outros, esse ano quero entrar no NaNoWriMo (cadê a criatividade?)... Nada melhor do que desejar inspiração para 2012, né?

        Para começar, os livros de inspiração "explosiva", aqueles que quando a gente termina escreve uma bíblia em seguida. Isso é bem particular, mas vale citar os que me causaram isso. O mais recente foi "Ainda não te disse nada", do Mauricio Gomyde. Acho que é o clima da personagem indo atrás do que quer que fez isso. Outros que repetiram o feito foram "O Reverso da Medalha", do Sidney Sheldon, "A Febre Starbucks" e "A Bússola de Ouro". Repare que foram livros diferentes que causaram o efeito, mas todos me deixaram com vontade de escrever.

        Mas, como eu disse, esses são bem particulares. Normalmente, para quem está perdido e com bloqueio, é bom sempre relaxar e ver algo diferente (na maioria das listas de "como ter criatividade" é indicado sair do padrão), então depende muito de quem é que quer inspiração. Vou indicar alguns que trouxeram algo novo para mim e que costumam ser fontes de assunto. O primeiro deles é "Destino", da Ally Condie, que por mais que seja um livro que eu não tenha gostado muito de ler, é o que sempre acaba parando nas minhas discussões. Em parte, porque serve para refletir a própria vida ("eu aqui reclamando e a garota não escolhe nem o que vai comer") e, em parte, por causa da sociedade que cria (o lugar que era para ser utópico se mostra bem distópico...).  Outro livro é "A Passagem", do Justin Cronin, que é indicado para quem precisa de uma ajudinha na hora de criar uma boa trama. "Neuromancer", do William Gibson, também entra na lista (esse serviu de inspiração até para os filmes Matrix), o mundo criado é gigante e surpreendente, ainda mais se você considerar que foi lançado em 1984. "Lugar Nenhum" do Neil Gaiman, que eu acredito que nem preciso explicar o motivo. E para fechar a lista: "Os 13 Porquês", porque ser narrado através da gravações é uma ideia muito boa e o autor conseguiu fazer um livro quase que atemporal.

        Agora, se você não escreve, não pinta, nem tem nenhuma relação com o lado artístico e quer mesmo é uma inspiração para própria vida, uma boa forma é buscar a biografia de alguém famoso dentro da sua área, porque sempre acaba animando ver a história de alguém que chegou lá. Eu não li muitos desse estilo, mas lembro de que "O Discurso do Rei" (esqueça o filme, é quase um aula sobre a vida do médico e do rei) no início foi um pouco assim. Fora isso, também indico você voltar e ler sobre as séries, porque o Paulo preparou um para quem quer realizar os sonhos em 2012.


        >>>Músicas (por Rebeca Chaves, convidada)
        Agora você pode ouvir direto as músicas! É só clicar aqui e já ir ouvindo enquanto lê, ou sempre que precisar de uma trilha sonora para relaxar.
        É verdade que uma pitada de emoção deixa a vida mais movimentada, mas certamente momentos de tranquilidade são muito bem vindos. A playlist de hoje vai ter basicamente músicas que relaxam e ajudam a fugir do estresse do dia a dia, feita especialmente para quem deseja ter paz com um toque de felicidade.

        A primeira indicação de hoje é "Mr Hawking", de uma banda pouco conhecida (até por ser bem recente) chamada General Ghost. É uma música bem suave, muito boa para se ouvir deitado na cama até pegar no sono (não por ser entediante, mas por ser bem relaxante). Outra música que cai bem para esse tipo de momento é "Rainbow Connection" (do Weezer com participação da Hayley Williams), que faz parte da trilha sonora do filme Muppets.

        Ainda entre as mais lentas, indicamos "Nothing But a Song", do brasileiro Tiago Iorc, ótima para quem não abre mão do bom e tradicional violão. Outro músico que tem ótimas músicas no violão (e que até serve de inspiração para Iorc) é John Mayer, tendo espaço na nossa seleção com a música "Who Says".

        Se você está sentindo falta da presença feminina, não precisa se desesperar. Provando que as mulheres também sabem fazer boa música (e tocar violão!), a segunda colocada no reality show "The Voice", Dia Frampton, tem lugar garantido no nosso coração com "Trapeze". Mas se você prefere plural, Madi Diaz pode ser uma boa opção. Mas se você prefere plural, Madi Diaz pode ser uma boa opção. Ouça "Johnny" que é bem tranquila e boa de ouvir.

        Continuando com os vocais femininos, temos uma música um pouco mais animada da banda He Is We, "Everything You Do". Você ainda pode aproveitar e emendar o nome da última indicação com a letra da próxima, "Can't Stand It" do Never Shout Never, uma das músicas mais fofas cute cute que eu já ouvi. Outra banda que vale a pena ser citada é a A Rocket To The Moon, que em março estará no Next Generation Fest em terras brasileiras. Na música "When I'm Gone", eles abusam do ukulele e trazem aquela pegada havaiana bem calminha e legal de ouvir.

        Falando em Havaí, quem vai finalizar a nossa playlist de hoje é o havaiano que está super em alta por aqui nas últimas semanas. Ouça "The Lazy Song", do Bruno Mars, porque não há nada melhor para relaxar do que... realmente jogar tudo pro alto e ficar só aproveitando como quiser. E paz não é uma boa tranquilidade?

        Que esse ano seja no estilo kinder ovo: muito bom e com surpresa. Por esse mês é só, pessoal. 

        <<<Indicações para quem procura emoção