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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

[Resenha] Cósmico, de Frank Cottrell Boyce

por Paulo Vaughan
- Livro: Cósmico
- Livro Único 
- Autor: Frank Cottrell Boyce
- Editora: Seguinte
- Comprar: Sem informação no momento, atualização em breve.
- No skoob










Mini-crítica:
Peguei o livro esperando algo no estilo John Green, mas recebi algo tão bom quanto, mas num estilo próprio, num estilo Frank Cottrell Boyce. Cósmicoconta a história de Liam, um menino de doze anos que é constantemente confundido com um adulto por ser mais alto e ter mais pelos na cara do que o normal para sua idade. Sua vida é marcada por situações bizarras e engraçadas por causa do seu tamanho, mas acaba ficando só por isso - até o dia em que ele vai como o adulto responsável com quatro crianças para uma viagem espacial. Como nada dá sempre certo, eles acabam passando por problemas e ficam presos no espaço.

Cósmico, apesar de parecer um livrinho simples de aventura, é lindo. O autor consegue tratar os personagens e suas relações de forma incrível, fantástica... cósmica! Entrou para os favoritos. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Sabe quando você espera uma coisa de um livro mas encontra algo completamente diferente? Foi exatamente isso que aconteceu com Cósmico, mas não de uma maneira ruim e sim de uma forma completamente positiva.

Quando li a sinopse e um trecho do livro, sabia que ia encontrar algo muito bom e que ia me tocar, e por algum motivo imaginei um livro no estilo John Green. Contudo, Cósmico faz isso de uma forma diferente, é um livro com uma pegada mais infanto-juvenil mas que mantem a beleza de uma história Young-adult contemporânea – é no estilo Frank Cottrell Boyce.

O livro conta a história de Liam Digby, um menino de doze anos que adora jogar videogame, para ser mais especifico, ele adora o jogo online World of Warcraft. Liam seria um garoto dito normal se não fosse por ser bem mais alto do que o comum e ter pelos, parecendo um homem de uns trinta anos.

Liam passa por algumas situações engraçadas e bizarras por parecer um adulto e fica por isso mesmo, tipo ser confundido com um professor no primeiro dia de aula. Até aí tudo bem, mas um dia ele recebe a oportunidade de ir ao espaço em uma viagem de foguete ultrassecreta com um grupo de quatro crianças e ele, o adulto responsável.

Por mais que parecesse que a viagem seria perfeita e tudo daria certo, algo dá errado eles ficam presos longe de casa, no espaço.

Só de ler essa mini-sinopse dá para ter uma ideia do quão divertido esse livro deve ser - e realmente é -, mas o que o mais me agradou foi a beleza da história. Conhecendo tão pouco sobre ela, pode até parecer que é um livrinho bobo, mas ele é lindo.

Frank Cottrell Boyce consegue introduzir uma delicadeza na relação entre os personagens que emociona. Aliás, foi a relação entre os personagens o que mais me encantou em Cósmico. Pode parecer que o livro é só uma história sobre crianças com sérios problemas no espaço, mas ele é sobre pessoas e como elas se relacionam, principalmente pais e filhos.

Se os relacionamentos foram o que me fizeram amar o livro, diria que os personagens em si foram o ponto alto dele. Apesar de só se ter o ponto de vista do Liam, você conhece todos os personagens tão bem quanto o protagonista.

Achei fantástico como Samson Two, Max e Hassan, três das crianças que foram na viagem, são apresentados. Eles aparecem como mini-gênios pedantes na frente de pais que se acham o máximo por causa dos filhos e, ao mesmo tempo, eles são na verdade apenas jovens, cada um do seu próprio jeito. Florida, a quarta criança da viagem espacial e “filha” de Liam, também merece destaque, primeiro a conhecemos como aquela menininha que adora saber a vida dos famosos, mas percebemos como ela é tão inteligente quanto às outras crianças e que ser uma coisa não exclui a outra.

O próprio Liam também é fantástico. As reflexões sobre lugares com o mesmo nome, as comparações entre a “vida real” e o mundo virtual... é tudo tão incrível!

Quanto às informações mais técnicas do livro, devo dizer que a tradução é bem boa, no alto nível que a Companhia das Letras sempre apresenta. Já sobre a capa, eu não sei se gosto ou não. Digo, eu adorei o estilo do título e a ilustração do Liam nela, mas a fonte do nome do autor e o planeta Terra ali inserido meio que me incomodam. Mas soube que na edição final, a capa tem um efeito metálico, o que deve deixa-la bem interessante.

Enfim, acho que vocês já entenderam o quanto e por que eu gostei do livro, mas eu não me canso de dizer isso. Cósmico é um dos livros mais lindos que eu já li e isso é dizer muito quando já se leu A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível. Eu recomendo, recomendo, recomendo e recomendo.

Na carta de apresentação que está na prova do livro, a editora fala sobre o outro livro do autor, Caiu do céu, que tem até uma adaptação cinematográfica de Danny Boyle e mal posso esperar para ler e assistir. Frank Cottrell Boyce entrou para a lista dos autores que eu mais admiro, ele é simplesmente... cósmico.

Classificação:
 (5/5 conversinhas + marcado como favorito)


Recebi o livro da nossa parceria com a Seguinte, selo da Companhia das Letras. Muito obrigado! :D


Até a próxima! o/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

[Resenha] Divergente, de Veronica Roth

por Dana Martins

- Livro: Divergente
- Divergente - Livro 1
- Autora: Veronica Roth
- Editora: Rocco
- Comprar: Submarino, Extra, Saraiva.
- No skoob
- Continua em: Insurgent (2012, ainda não lançado no Brasil) e ainda sem título.







Mini-crítica: 
Em um futuro remoto, a sociedade se divide em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Algo como as casas de Hogwarts, mas que é para a sua vida inteira. Se você escolhe Erudição, vai passar a vida aprofundando os conhecimentos com as outras pessoas que escolheram isso (eles são a sua família!) e levar as regras dessa facção até o limite. Beatrice está com 16 anos e chegou a hora de escolher para qual quer entrar. A história desse primeiro livro, Divergente, é sobre o processo de iniciação que ela passa na facção escolhida, que é tipo um campeonato para se certificar de que ela vai viver de acordo com as regras daquela facção. É um livro YA daqueles viciantes, com personagens legais e uma ação que envolve totalmente. Se você gosta de ficção científica e histórias YA, com certeza é uma indicação.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções - Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição - e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.

Todos os jovens aos 16 anos passam por um teste de "vocação" para descobrir qual é a sua facção e essa é a vez de Beatrice, que cresceu com os pais na Abnegação e está em dúvida quanto a qual caminho seguir. E em mundo onde o lema é "facção antes da família", é mais complicado ainda. Mas ela vai ter que escolher.
Atenção: Evite ler a sinopse da Rocco e seguir as propagandas da Rocco do livro, porque elas têm spoiler. :/

Divergente é mais um livro sobre futuro e sociedade diferente, mas não “apenas mais um livro”. Divergente veio para acrescentar. O principal diferencial está na ação, mas os personagens também são interessantes. Além disso, não é aquele livro só de introdução para a série, é um livro que mostra o fortalecimento da personagem principal. O clássico dos livros YA: quem eu sou?


Aqui comparando com Destino (Matched): os dois são livros que mostram uma personagem se transformando a ponto de desafiar a sociedade em que vive (sendo séries, sem a conclusão das consequências disso). Em Destino essa transformação é lenta e representada por um triângulo amoroso típico de YA, como diria a autora Carrie Ryan, que fica muito no plano psicológico. Já em Divergente essa transformação é representada pela iniciação na facção que ela escolheu, então passa do psicológico para os acontecimentos em si e nós observamos como a transformação acontece.

A parte das facções é muito legal. Como diz na sinopse, cada um tem que escolher uma e passar a viver de acordo com ela, mas antes precisa passar por uma série de testes para ver se é mesmo capaz de fazer parte daquela facção. Em outra palavras, do que adianta ser da Franqueza se você mente por aí? Então tem que ser testado até o limite para ver se não vai mesmo mentir nunca. Nós só conhecemos o processo da facção da Tris (Beatrice), mas é muito divertido e diferente (não vou comentar para evitar spoilers).

Depois da iniciação, nós vemos de verdade como ela mudou, se transformando em uma das minhas personagens preferidas. Tris é uma garota forte e, ao mesmo tempo, com falhas, mas tudo isso faz ela ser quem é. Também tem os outros personagens, o Four, a Christina, o Will, o Al… eles não são tão profundos tipo em Sangue Quente, mas nem de longe tão surpeficiais quanto em Destino. Todos eles têm uma história própria e características particulares. Uma coisa interessante é que a autora, Veronica Roth, consegue equilibrar bem as características de modo que eles não são bons nem maus, são mais humanos.
*A Tris é tão boa que às vezes fazem fanart pra ela usando imagem de uma das personagens mais fortes e marcantes da história, a Lara Croft (não do mundo dos livros, mas personagem épica é personagem épica em qualquer canto). 

Na história está sempre acontecendo algo, porque é uma competição para entrar na facção e você fica torcendo pelos personagens. Ainda tem "subtramas", tipo a da família dela, os furos na sociedade que a Tris vai encontrando e o segredo dela que coloca tudo em risco.

Para os apaixonados de plantão, há romance no livro, mas não é nem o foco e deixa a desejar. Infelizmente, Veronica Roth não é tão boa descrevendo beijos quanto descrevendo gente pulando de prédio. De qualquer forma, o livro não é sobre isso e não ameaça nem um pouco estragar o que a ação do livro construiu (e eu já vi até gente falando que adorou o romance). E, quando eu digo ação, só lendo para ter ideia de como é. Poucas vezes um livro consegue me fazer esquecer totalmente do mundo e participar tanto do que está acontecendo. Juro que eu pulei de um prédio lendo esse livro.

>>>Divergente é distopia?
É mais distopia do que muita coisa que as pessoas dizem que é por aí (tipo Gone), mas é um pouco diferente. O mundo dela é mais um mundo com regras muito duras do que um mundo opressor. Eles têm até bastante liberdade, mesmo que precisem escolher uma facção para o resto da vida e passar por um teste louco para fazer parte dela (é quase como o vestibular, só que mais eficaz). Além disso, esse primeiro livro é muito mais focado no teste pelo qual a Tris passa do que em criticar a sociedade, o próprio grande segredo dela só tem mais destaque para o fim. (Spoiler de Jogos Vorazes) Acho que é quase uma versão em grande escala do distrito treze. (Fim do Spoiler de Jogos Vorazes) Por enquanto, está a anos-luz de uma distopia tradicional e perto de uma distopia YA. 

Sobre a nota: Jogos Vorazes tem 5 e é o meu preferido, então esse ganha 4,5.

Classificação:


(4,5/5 conversinhas)


Veja mais

domingo, 26 de agosto de 2012

[Indicação] Paper Towns, de John Green

por Paulo Vaughan e Dana Martins

Na resenha que eu fiz que "A Idade dos Milagres", falei de uma "subdivisão" de gênero muito comum nos livros Young Adult Contemporâneo, o Coming of Age. Me pediram para fazer um post indicando livros nesse estilo, porém eu mesmo não li muitos. E eis que, pensando sobre qual livro falar no post de hoje, lembrei de "Paper Towns", um dos maravilhosos livros do John Green.

Informações:
Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Dutton (EUA)/ Intrínseca (BR; sem previsão de lançamento)

"Paper Towns" é o terceiro livro solo do John Green e, como vocês devem saber, eu e o resto da equipe adoramos o autor. Você pode encontrar aqui resenhas de "A Culpa é das Estrelas"/"The Fault in our Stars" e posts do especial #CulpaDoJohnGreen.
The way I figure it, everyone gets a miracle. (…) My miracle was this: out of all the houses in all subdivisions in all of Florida, I ended up living next door to Margo Roth Spiegelman.

Sobre o que é?

Quentin Jacobsen – ou simplesmente Q - sempre foi apaixonado por Margo Roth Spiegelman, uma garota fantástica, linda e, hm, misteriosa. Os anos se passaram e, ao chegarem ao último ano do ensino médio, Q não tem mais o mesmo contato que tinha com Margo quando eram crianças. São quase como a popular e o excluído. Pelo menos até uma noite em que Margo aparece na janela de Q com uma missão especial.

Depois de uma noite cheia de aventuras*, um novo dia começa e Q descobre que Margo desapareceu e deixou pistas para ele e, bom, se ele quer encontra-la, vai ter que desvendar esse mistério.
*leram isso com a voz do locutor dos comerciais da Sessão da Tarde, né? Hahaha

Por que é bom ler?

Se alguém me perguntasse isso, eu automaticamente responderia “Porque é do John Green”. Alguns de vocês podem achar os elogios ao John Green chatos e repetitivos, mas “Paper Towns” é maravilhoso. Não lembro quem foi que disse isso, mas o John Green não escreve livros, escreve experiências. Os livros dele conseguem chegar muito próximos de nós, leitores, e, assim como os personagens, amadurecemos durante a leitura.

Nesse livro, o John volta com o “garoto-perdido” e a “menina-dos-sonhos” de “Quem é você, Alasca?” e por mais que existam, sim, algumas semelhanças na estrutura de ambos, você consegue sentir as histórias e as particularidades de cada uma delas.

Outro ponto alto dos livros do John são os personagens “secundários”. Tenho que confessar que em Alasca e Paper Towns os protagonistas não são pessoas com as quais você gostaria de conviver, porém os amigos deles conseguem te fazer morrer de vontade de tê-los como amigos. Ben, Radar e Lacey são fantásticos. Sério, nos últimos capítulos principalmente eu fiquei morrendo de vontade de [spoiler] fazer uma road trip com eles [/spoiler].

“Paper Towns” é um livro que traz para o YA contemporâneo uma certa dose de mistério e investigação. Eu realmente gostei do livro e se “A Culpa é das Estrelas” não existisse, seria o meu livro favorito do John. Indico para todos que gostam do estilo ou para quem quer sair dos livros YA mais simples e passar para uma leitura que te faz refletir mais.


Dana aqui! - Leia, mas não por ser do John Green

Eu falei TANTO desse livro durante a semana do John Green (e antes e depois dela) que eu tinha que deixar meu comentário aqui. Esse foi o primeiro livro do John Green que eu li e, na época, não fazia ideia de quem ele era. Foi algo como: "Estou para fechar uma compra de cds na Amazon! Quero levar algum livro que eu não conheça pela experiência!" - Amazon indica Paper Towns, eu gosto da capa e coloco no carrinho. O nome já parecia muito interessante e eu fiquei curiosa para conhecer.

Eu gostei tanto desse livro que depois não quis ler mais nada do John Green (falta de lógica 1x0). Paper Towns é novamente o John Green criando uma história tangível aos leitores e passando várias camadas de reflexões sobre a vida. Mas o que eu mais gosto é que ele transforma tudo em um clima de "amigos desvendando um mistério", fazendo a leitura ficar leve e divertida.

Quis comentar isso porque alguém podia passar direto tipo "tá, é um bando de fã cego do autor". Não é bem assim, essa história apareceu do nada e me conquistou completamente. Indicado principalmente se você estiver naquele momento de "reflexões sobre a vida" (aka: o que eu faço agora?). 

Vai ter filme de Paper Towns?

Assim como os outros livros do John Green, "Paper Towns" também tem os seus direitos vendidos - nesse caso, a detentora deles é a Mandate Pictures (a mesma de "Juno"! <3). O próprio John escreveu o roteiro, mas a produtora resolveu não fazer o filme.

---

Chegou até o fim e ficou com vontade de ler o livro? Participe da nossa promoção de 1 ano, você pode ganhar esse e qualquer outro livro do John Green (além de concorrer a outros prêmios)! :D Mas fiquem atentos, a promoção vai só até o dia 31.

    quarta-feira, 7 de março de 2012

    [Resenha] Shadowspell, de Jenna Black

    por Dana Martins
    - Livro: "Shadowspell: O misterioso Reino de Avalon"
    - Faeriewalker - Livro 2
    - Autora: Jenna Black
    - Editora: Universo dos Livros
    - No skoob
    - Primeiro: "Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos"
    - Próximo (e último): "Sirensong" (ainda não publicado no Brasil, previsão para esse semestre).









    Mini-crítica: 
    Essa é uma trilogia que eu encaro como aquele desenho que a gente assitia quando era pequeno (não sei por que, mas lembro de "Três Espiãs Demais" e "Sorriso Metálico"), você senta, passa um tempo junto, se diverte, gosta dos personagens e no dia seguinte volta para uma nova aventura. Mas não mais que isso. Shadowspell, o segundo livro da trilogia Faeriewalker, traz uma nova "aventura" de Dana, a garota faeriewalker metida em uma Disney onde a magia existe de verdade e que precisa conciliar entra a busca pela própria liberdade e o fato de que muitos a preferem morta do que usando seus poderes. Dessa vez, um novo feérico* aparece mostrando interesse em seus poderes e ela precisa decidir se confia ou não nele. Além disso, todos os feéricos bonitões continuam por perto, fazendo os dias de Dana piores - ou melhores. Ah, e cuidado: o livro contém partes com teor sexual e violência, não indicado para criancinhas.
    *Feérico: que diz respeito a fadas. Maravilhoso, deslumbrante. (retirado de Glimmerglass)

    Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
    Quando eu terminei e li a resenha percebi que consegui fazer algo que fala de modo geral sobre o novo livro, mas sem spoiler desse ou do primeiro livro. Ainda assim, é melhor para quem já leu Glimmerglass (resenha do Paulo aqui), já que é mais um "o que esperar de Shadowspell...". 

    Eu sabia que a situação da Dana teria que se resolver de algum modo, mas eu não imaginava como seria, principalmente por saber que esse não seria o último livro. Como é que a autora vai enrolar?

    Bem, a primeira resposta veio logo no verso do livro: Não vai enrolar. Um elemento surpresa entra na história e muda tudo. Erlking, um rei sem reino, temido pelas rainhas feéricas e qualquer um em sã consciência de Faerie, surge porque acredita que uma faeriewalker tem lá seus valores e decide entrar no jogo político.

    No geral, a história não se mostra realmente diferente do primeiro livro, tanto que poderiam ser um livro só se não fosse ficar meio cansativo. Parece até mais um episódio ou algo assim ("Em mais um dia de Dana em Avalon...").

    Tudo o que se pode dizer de bem ou mal de Glimmerglass está nesse, a narração de Dana continua pessoal (e, portanto, se você não gosta do estilo ou do que uma garota pode pensar, novamene pode encontrar problemas) e todos os personagens conhecidos estão lá sem nenhuma grande surpresa, só a continuação simples e lógica de tudo o que teve no primeiro livro (ela conhece mais sobre Avalon, Faerie, magia, os outros personagens...).

    O grande ponto desse livro é o Erlking, porque ele muda toda a perspectiva. Eu achei realmete muito bom porque é toda uma situação não esperada, mas um não esperado diferente. Porque algumas séries, como "Jogos Vorazes", trazem várias surpresas (final de "Em Chamas" que o diga), mas de alguma forma isso pertencia mesmo à história. O surgimento do Erlking é diferente disso, como se você tivesse um esquema pronto e de repente surgisse algo para bagunçar tudo e mudar a visão sobre os acontecientos.

    O Erlking também não é um personagem comum, você (e a Dana) fica tentando decifrá-lo. Como eu disse lá no balanço de leituras, ele virou um dos meus preferidos.

    Depois de ler eu finalmente entendi o título "Shadowspell", que me deixava curiosa para saber o que tinha a ver. E só agora colocando o post aqui que eu vi o veado na capa. Não gosto muito dela, mas ganhou alguns pontos da minha simpatia pelo detalhe.

    Aviso: novamente (e mais ainda) a autora não segura muito a mão na descrição das cenas "hot". Eu acho importante avisar porque às vezes esse livro pode parecer para garotinha, mas a autora não parece se importar com o público, fazendo a história como ela é, e ainda trata de assuntos mais pesados.

    Sobre a nota: Enquanto eu lia parei para pensar... Não era realmente um livro em que eu poderia encontrar pontos negativos, mas também não colocaria do lado de "Jogos Vorazes" na nota. Foi aí que eu lembrei de "O Herdeiro Guerreiro". Tanto esse quanto "Glimmerglass" são livros que eu gosto de ler, tem uma mitologia bem criada e interessante, personagens legais, mas que não causam toda aquela emoção. Por isso eles ficam com 4 conversinhas, tenho um carinho pela história, gostei de ler, mas realmente não são tudo aquilo. 

    Classificação:



    (4/5 conversinhas)


    O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigado =) 


    quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

    Em Outros Bares #6 - Maquiagem, Histórias, Guia Literário e Internet



    Essa é  última edição do EOB do ano e aproveito para trazer uma novidade: agora você, leitor, também pode "aparecer" por aqui na coluna! Criamos um formulário onde vocês poderão nos enviar links de posts legais que tem visto por aí (também vale divulgar post do próprio blog, hahahahahaha) e gostariam que indicássemos aqui. Para nos enviar algum link interessante é só clicar aqui.

    Fim de ano é uma época que quase todo mundo compra roupa nova, tanto que já é quase lei vestir algo novo pra Natal e Ano Novo. Depois ainda tem as férias, que as pessoas querem sair e se divertir. E, para a maioria da mulheres, a preparação não termina aí. Ainda tem maquiagem, cabelo, sapato... É por isso que o último EOB do ano começa indicando o Poltrona Roxa. Uma área dentro do RAC destinada a moda que ensina vários "looks" jovens. O link vai direto para a maquiagem que a Juliana Martins ensina a fazer, que eu achei bem legal. Mas quem tem interesse vale a pena olhar os outros, tem tema de Emma Stone a Papai Noel. 

    >>>CORRA! ZUMBIS! - Salada de Palavra
    Eu escolhi uma das histórias, mas a indicação vale para o blog inteiro. A ideia é a de que um (por enquanto, a autora do blog) começa a história e todo mundo pode contribuir continuando da forma que quiser. Nessa que eu coloquei, por exemplo, fiz uma partezinha (pode ser até uma frase). Isso me lembrou muito da comunidade Fics de Bandas que começou com fanfictions assim, um começava e cada um ia continuando. É, no mínimo, divertido. Lá tem mais algumas, passe lá, escolha a sua preferida e comente continuando a história. Ou apenas leia o que já está sendo feito. Também passe aqui para entender certinho como se faz. 

    YA é a sigla para Young Adult, ou seja, Jovens Adultos e um do "gêneros" que está incluído dentro do YA é o Contemporâneo. E esse é um dos meus "gêneros" literários favoritos e, infelizmente, ele é pouquíssimo conhecido no Brasil (uma prova disso é que pouquíssimas das indicações tem edições em português brasileiro). Independente de você ler em inglês ou não vale a pena procurar livros desse estilo - principalmente se você está querendo sair um pouco dos livros Young Adult sobrenaturais...

    Você já parou para se perguntar quantas pessoas estão conectadas na internet ao redor do mundo enquanto você está postando um tweet, uma foto no facebook/flickr/instragram, respondendo ou fazendo uma pergunta no formspring? Muita gente, né? Agora você já parou para se perguntar quantos tweets/fotos/vídeos/entre outros são postados a cada minuto? E aí, ficou curioso? A Mundo Estranho te responde em números tudo o que acontece a cada 60 segundos na internet. Vale a pena conferir!


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