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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

[Livro vs. Filme] "As Vantagens de Ser Invisível"

por Dana Martins


Mais um "Livro vs. Filme". Dessa vez, o livro/filme é "As Vantagens de ser Invisível", também conhecido como "The Perks of Being a Wallflower" ou apenas Perks (para os mais íntimos). O filme estreia nessa sexta-feira aqui no Brasil e nós trazemos nossas comparações para os curiosos. Sem spoiler! Aproveite essa boa história. (:

>>>A História

"Wallflower. Alguém que observa em vez de experimentar a vida". Charlie é um garoto que decide escrever cartas para um desconhecido, só para ter a certeza de que vai ser ouvido. Ele está para começar a escola e com aquele medo do que está por vir, então decide falar tudo nessas cartas como um diário. Só que Charlie não é um adolescente qualquer, ele é um wallflower. E a narração dele - modo como ele observa a vida - vale toda a história. 

 >>>O Livro


- Livro: "As Vantagens de Ser Invisível"
- The Perks of Being a Wallflower
- Livro Único
- Autor: Stephen Chbosky
- Editora: Rocco
- Comprar: Saraiva, Submarino, Travessa
- No skoob
- Indicação minha e do Paulo


Eu já falei na indicação que eu fiz com o Paulo o quão complicado para mim é falar desse livro. Costumo pensar que o que me fez ler Perks foi algo como o alinhamento das estrelas, aquele momento único que era para acontecer. De repente bateu uma vontade, consegui na internet e passei a noite inteira lendo. Terminei de manhã, com o sol recém-nascido e a sensação de que tudo de alguma forma estava completo. Perks foi esse livro pra mim.

Ele não é o meu tipo de história preferida, ou um mundo em que eu gostaria de viver, personagens com quem eu casaria ou trocaria o rim para estar no lugar. O que importou o tempo inteiro foi como a história estava sendo narrada, de um modo fluente, dando vida ao que era dito. Foi um tipo de livro estranho, que se conectou comigo de uma maneira boa.

E acho que esse é o objetivo, né? Fazer as pessoas pensarem, mudá-las de alguma forma. Eu tive um professor de português que adorava dizer, ou citar (não lembro bem), o caso de um homem que vai ao cinema e sai de lá outra pessoa. Acho que isso era mais interessante e tinha implicações maiores, mas o que eu lembro mesmo é como isso mostra o diferencial de uma boa história, não importa como ela seja contada.

Se você já leu A Culpa é das Estrelas, Perks é meio que como o "An Imperial Affliction" pra mim. Engraçado é que eu não falei dele tanto assim para as pessoas, mas o Paulo na nossa indicação me fez ver o motivo: "Me sinto como a Hazel, que ama tanto o livro que não quer falar dele para ninguém e, para ser sincero, lá no fundo, essa é a minha vontade tamanha a importância desse livro para mim".

Eu estou falando isso tudo para você ver o peso que o filme tem nas costas. Sempre duvidei de como eles fariam essa adaptação se o principal era a maneira que a história é narrada. É por isso também que fica complicado explicar, se só lendo você vai entender.



>>>O Filme 

- Roteirista: Stephen Chbosky
- Diretor: Stephen Chbosky
- Distribuidora: Paris Filmes / Summit
- Elenco: Logan Lerman (como Charlie), Emma Watson (como Sam), Ezra Miller (como Patrick), Mae Whitman (como Mary Elizabeth), Nina Dobrev (como irmã do Charlie)
- No IMDb 


E como é que foi a solução encontrada para essa adaptação? Um filme subjetivo. Ele toma liberdades além da montagem tradicional para nos aproximar da visão do Charlie. A narração que ouvimos no trailer está em boa parte do filme, completada habilmente por diálogos e imagens. Há também cortes bem pensados e outras coisas técnicas que não importa muito ficar falando aqui.

No início, o filme parece um pouco sem sintonia, como algo que você começa a pintar: depois de passar a primeira mão você olha e pensa "vai ficar uma droga". Mas depois, conforme você vai trabalhando em cima, se dá conta de que está ficando legal. O filme de Perks joga a base e depois trabalha sobre a coisa toda, tanto que dá para perceber vários detalhes colocados propositalmente no começo para algo que vai vir no futuro.

O filme de "As Vantagens de Ser Invisível" tem um clima de colegial e se passa mesmo sobre adolescentes, mas algo bem longe de "Meninas Malvadas". Ele entra mais no grupo de filmes como "The Art of Getting By" e "It's Kind of a Funny Story". Se os três formassem uma família de irmãos, Perks seria aquele irmão mais novo prodígio.
*"Art, Kind e Perks, três irmãos que..."

E, mais importante de tudo, foi um filme que também conseguiu impactar. Eu voltei para casa tentando entender a minha opinião e tudo o que eu encontrava era vazio, até começar a escrever e fazer esse Livro vs. Filme inteiro de uma só vez. Não foi algo tão grande e brilhante quanto o livro, mas... in that moment, I swear we were infinite.

>>>Resultado


Eu não consigo imaginar como poderiam ter feito um filme para esse livro melhor, no máximo alterando a falta de sintonia no início (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, por exemplo, arrebata a gente nos créditos iniciais). Mas há uma diferença significante. "Wallflower: Alguém que observa em vez de experimentar a vida". No livro temos muito mais a parte do observar. Isso ainda é misturado com uma narrativa bem feita e sincera que te faz viajar pela história, aproveitando as palavras e os momentos. Já o filme é a parte do "experimentar a vida" que se sobressai. É até mais fácil resumir o filme: é a história de um garoto que se esforça para fazer parte.

Pessoalmente, eu gostei dessa diferença. Porque a parte de tentar experimentar a vida também está no livro, só que não tão sintetizada. Essa abordagem dada pelo autor ajuda a completar o livro que já é muito bom.

Posso assistir antes de ler? Eu sempre indico ler antes de assistir, mas em Perks acho que não é tão problemático como na maioria, porque é um livro sobre momentos e como se narram esses momentos. Só tem um detalhe no final que era melhor ler sem saber. A boa notícia: o livro é bem pequeno e fácil de ler, não é tão caro (tirando um dia pra isso, dá até pra ler na livraria). Além disso, você não vai estar perdendo a chance da sua vida deixando de ver no cinema. Se puder, leia antes de assistir, mas não perca a oportunidade de ir ao cinema.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

[Indicação] As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky

por Dana Martins e Paulo Vaughan 

Hoje é quarta-feira, dia em que postamos uma resenha de um livro aqui no blog. Porém, o fato da agenda estar um pouco apertada, o lançamento do filme ser na próxima sexta, 19, e ainda a vontade enorme que eu e Dana estávamos tendo de falar sobre esse livro aqui no blog, resolvemos postar essa indicação hoje. Vamos lá.

Informações:
As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco

“He's a wallflower. You see things. You keep quiet about them. And you understand.”

Sobre o que é?

O livro é formado por cartas que Charlie, nome que ele decide usar, envia para um desconhecido. Essas cartas são tipo o diário dele, só que por motivos que você vai descobrir lendo, ele prefere enviar para outra pessoa ler. Nessas cartas Charlie fala de tudo: da escola, das matérias que estuda, das pessoas que conhece, da própria família... tudo o que um adolescente qualquer pode acabar falando. Só que não é apenas uma série de relatos sobre a rotina de um adolescente, são esses relatos contados através da visão peculiar do Charlie. Ele pensa, repensa e observa as pessoas. Fala sobre música, filmes e festas. Mas antes que você pense que vai ser o "Diário da Tati" versão americana, continue lendo para entender.


Dana:
A equipe do CC saiu junto e eu estava combinando com o Paulo essa indicação quando o meu irmão perguntou: "É sobre o que?" e a Igra ao mesmo tempo "É sobre bullying?". Fiquei sem palavras para responder ao meu irmão e neguei a parte do bullying. O Paulo também ficou sem jeito, mas respondeu "é sobre cartas". Isso não faz sentido nenhum, mas me fez pensar.

O título em português, apesar de legal, pode dar a entender errado. Em inglês o título é "The Perks of Being a Wallflower". As vantagens de ser uma "wallflower", que não tem um bom significado em português. Além do significado dado no próprio livro (quote lá em cima), você também pode dizer que é "alguém que prefere observar em vez de experimentar a vida". E o livro é meio que isso. Charlie é assim.

Paulo:
A Dana já fez uma definição boa e básica sobre o livro, mas eu queria comentar um pouco dessa coisa do "sobre o que é o livro?". Sabe quando você gosta tanto de um livro que você não sabe verbalizar esse sentimento? "The Perks..." é, pelo menos para mim, esse sentimento amplificado muitas e muitas vezes. Eu não sei dizer o quanto eu amei e me identifiquei com esse livro e se eu for entrar em detalhes, vou estar quase escrevendo coisas tão íntimas quanto o Charlie.

E o curioso do livro é que mesmo se eu não tivesse gostado (é possível acontecer isso com alguém?!), não saberia como descrevê-lo. É muito difícil descrever o livro em apenas uma frase, e se isso for feito como eu mesmo fiz, dizendo "é sobre cartas" ou "são cartas de um menino", vai parecer errado. Ele é muito mais do que isso.

Por que é bom ler?

Dana:
Alguns livros estão presos a personagens legais, outros a resoluções de aventuras... mas As Vantagens de Ser Invisível é sobre a forma que você encara a vida. Eu li em uma noite e o tempo inteiro eu me surpreendia aproveitando a leitura. Eu não consigo expressar de outro jeito que não sendo "foi gostoso ler". Não sei como ficou em português, mas em inglês as palavras se encaixam tão bem. Se eu pegar o livro a qualquer momento e ler uma página ou outra é capaz de eu ler tudo outra vez - e ainda descobrir coisas novas durante a leitura*.
*Isso pode parecer normal, mas eu acho que não li mais de 3 vezes o meu livro "preferido" até hoje e não é apenas o simples "reparar nos detalhes". 

Algo que eu só vim me dar conta recentemente é que da maneira que o autor faz, dando nomes "falsos" aos personagens e não falando a quem ele se dirige, fica de um modo que o livro poderia ser pra você. Na verdade, as cartas do Charlie são pra você. E mais do que isso: está falando sobre a sua escola, as pessoas que você conhece. Aqui no Brasil isso não funciona 100% por causa de diferenças culturais, mas serve de algum modo. É como se fosse a adolescência (e a vida!) contada de uma maneira interessante.

De certo modo, dá até para relacionar com "An Imperial Affliction", o livro fictício de A Culpa é das Estrelas. Só que Perks é sobre uma pessoa que sofre de adolescência, não de câncer. Mas é o mesmo tipo de livro: aquele que você coloca na cabeceira, lê e relê aproveitando as palavras, vira quase seu manual... Se você quiser pensar a história, é claro.

Paulo:
Lembram quando teve o especial #CulpaDoJohnGreen e eu ficava o tempo inteiro falando que vocês >deveriam< ler esse livro? Então, agora com esse livro é meio que o contrário. A comparação que a Dana fez de Peks/An Imperail Affliction exemplifica isso perfeitamente. Me sinto como a Hazel, que ama tanto o livro que não quer falar dele para ninguém e, para ser sincero, lá no fundo, essa é a minha vontade tamanha a importância desse livro para mim. Mas vou abrir uma exceção porque vocês são lindos. <3

A Dana falou de como as coisas que o Charlie conta "são" a nossa vida e eu devo apontar ainda as épocas - o livro foi lançado há 13 anos atrás, em janeiro de 1999! E arrisco dizer que ele deve ter sido escrito no mesmo período das datas que o Charlie usa em suas cartas 1991/1992, porque se é difícil publicar um livro atualmente, imagina na década de 1990, quando não havia esse boom de Young Adult que temos hoje?

De qualquer forma, faz mais de DEZ anos que o livro foi lançado e os temas tratados são tão atuais! Não é como se tivesse algo que você pega e fala "Ah, isso aqui já não é mais assim". Sendo sincero, fico até assustado com a contemporaneidade do livro e acredito que daqui a mais dez anos ele ainda vai ser atual.

As sociedades avançam, os anos passam, as pessoas mudam, mas o sentimentos da adolescência são sempre intensos. É por isso que vocês devem ler esse livro. E depois passarem para os seus filhos e depois para os seus netos. E esse livro tem que continuar passando.

Dana: Acho que o próprio livro mostra o que o Paulo disse muito bem com um dos quotes mais marcantes.

"And in that moment, I swear we were infinite."

E o filme?

Dana: 
Eu gostei dos atores e acho que de alguma forma eles se encaixam com os personagens. O trailer tem a ver com a história. É meio que uma boa sinopse para quem quer saber do livro. Mas... Mas... Sempre tem um "mas", né? O diferencial do livro é como o Charlie conta a história, as mil pequenas reflexões em cada situação. Espero me surpreender, mas acho difícil eles conseguirem colocar isso nas telas em um filme comum. Até já conversei sobre isso no twitter do CC. O lado bom é que o próprio autor, o Stephen Chbosky, fez o roteiro e dirigiu o filme. O que não é garantia de nada, mas já ajuda. Vamos ver.

Paulo:
Se você já leu algum dos meus Livro vs. Filme (aliás, tenho que voltar a fazer essa coluna, mas quando eu vejo um filme que foi adaptado de um livro, ele fica mofando na wishlist e quando eu leio um livro que tem filme eu enrolo eras para assistir, aí entra em um ciclo sem fim e--), sabe que eu costumo gostar bastante de filmes baseados em livros.

Eu tenho bem clara na minha cabeça essa ideia de que um filme é um filme e um livro é um livro, são mídias muito diferentes. Quando você está escrevendo um livro, você está interessado em fazer algo que toque as pessoas, não se faz livros pensando no lucro*. No mercado cinematográfico é diferente, fazendo uma generalização, os estúdios estão fazendo filmes para ter lucro, afinal, do que adianta você gastar muito dinheiro fazendo algo  realmente legal se não tem público? Então eu entendo (foco no "entender", que é diferente de "gostar") perfeitamente quando são feitas mudanças e, dependendo de como for, eu gosto de verdade porque esse tipo de filme é a visão de uma outra pessoa sobre a história, acho isso fantástico.
* Se você quer escrever e está pensando nisso, vá por mim, você está começando errado.

Nesse caso específico, do filme de um dos livros que eu mais gosto, eu mantenho essa mesma opinião. Até porque, como a Dana disse, o roteirista e o diretor é o próprio Stephen Chbosky, ou seja, é o livro dele na visão dele mesmo! O que eu espero é que seja um bom filme, porque "As vantagens..." merece. Mas se eu fiquei arrepiado com o trailer, imagina com o filme mesmo? E se você me segue no twitter nem preciso dizer que amo o cast com todas as minhas forças por motivos de: Ezra Miller. haha

    Até mais!

    sexta-feira, 6 de julho de 2012

    Vida após Potter: existe para atores e diretores?


    Começamos as sextas temáticas de julho com uma pergunta que toma conta da humanidade há muito tempo: existe vida após Harry Potter? Bem, ontem mesmo assistindo O Espetacular Homem-Aranha volta e meia eu lembrava de algum momento dos 8 filmes de Harry Potter. Isso é o que nós vamos tentar descobrir durante esse mês. Nesse primeiro dia do especial vamos mostrar o que os atores e diretos estão fazendo agora. Então é só clicar em 'continue lendo' e sentir a magia -n.

    Elenco

    Daniel Radcliffe (eterno Harry Potter), saiu das filmagens de Relíquias da Morte - Parte 2 direto para "A Mulher de Preto". Você com certeza ouviu falar desse filme. Terror britânico, estreiou nos cinemas ainda esse ano. Na história, Daniel tem um filh de 4 anos, e apesar de no epílogo Harry ter TRÊS crianças pra sustentar, isso ainda assim soa estranho. Ele participou recentemente do Saturday Night Live, aquele programa de tv voltado pra comédia. No momento, ele tem filmado o "Kill Your Darlings", um filme de época que junta assassinos e poetas num mesmo lugar. O que eu achei mais curioso foi que - depois que saíram umas fotos do filme - pude constatar que o personagem dele - Allen Ginsberg - usa óculos. Lembrei imediatamente daquela coisa sobre *ir na onda dos outros filmes* que a Dana falou nesse post aqui.

    Já a Emma Watson, como todo mundo sabe, está linda, livre e completa em "As Vantagens de ser Invisível" que já tem data marcada para esse semestre. O filme, que ainda conta com Logan Lerman (Percy Jackson) e o Ezra Miller (Precisamos falar sobre Kevin), traz um 'retrato' de uma adolescência problemática, como vocês podem ver nesse post da Dana. Em 2013 teremos ela em um filme da Sofia Coppola, "The Bling Ring", e também em "The End of the World" e "Your voice in my head".

    Entre o trio principal, o Ruper Grint é o que está em mais projetos. Esse ano ele saiu em "Into the white" (sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil) e em 2013 sai em "The necessary death of Charlie Countryman" e dubla "Postman Pat: The movie - You know you're the one". No momento, ele está filmando "CBGB" com o lindo do Alan Rickman, minha expectativa para esse filme é altíssima. O nome dele foi escalado para alguns filmes que estão em pré-produção, como "The Drummer", Eddie the Eagle" e "Cross Country"

    Continuando na família Weasley, a Bonnie Wright, que recentemente terminou o noivado com o “Jace”, não está em projetos muito conhecidos, mas esse ano teremos ela em “The Philosophers” e em 2013 em “Shakespeare’s Daughter” e “Geography of the Hapless Heart 2”. Já o James Phelps está apenas em “Ward 3” (2012) e seu irmão gêmeo, Oliver, não está em nenhum projeto.

    Matthew Lewis, o Neville, está na série de TV “The Syndicate” e no filme “Wasteland”. A Evanna Lynch também não está em muitos projetos, somente na série de TV “Sinbad” e no filme “Monster Butler”. Embora não vejamos muito esses dois no futuro, teremos bastante Tom Felton. Ele estará em “A Aparição” (ainda em setembro!), “Therese Raquin” (2012), “Fangs of War 3D” (2013), “Grace and Danger” (2013) e ainda há o rumor que ele virá em “Attachment” (2014).

    O Michael Gambon, que substituiu Richard Harris no papel de Alvo Dumbledore do terceiro filme em diante, fez recentemente um papel secundário na série de TV americana “Luck”. Ele também está escalado para um filme e uma série de TV que ainda estão na fase de pré-produção, “Crossmaglen” e “Restless”. Ainda esse ano ele estreia junto com a Maggie Smith no filme “Quartet”, que está em pós-produção. Além desse filme, a Maggie tem estado desde 2010 na série de TV “Downton Abbey”.

    O casal mais simpático de HP (na minha opinião), os Weasley, tem estado em alguns projetos também. O Mark William tem feito mais participações em série de TV, como “Doctor Who”, “Being Human” e “O Golpe”, e ele está no elenco de “The Curse of The Buxom Strumpet”, a sair esse ano. Já a Julie Walters tem feito mais filmes, esse ano ela estrela os filmes para TV “Henry IV” e “Henry V” (com o Tom Hiddleston!). Além disso, ela e o Robbie Coltrane vão estar juntos em dois filmes: “Valente” (como dubladores, claro) e “Effie”, com lançamento previsto para 2013.  

    O Robbie também se encontra com o Ralph Fiennes e a Helena Bonham Carter na adaptação do livro do Charles Dickens, “Grandes Esperanças” (aliás, esse filme tem roteiro do David Nicholls, de “Um Dia”, e é dirigido por um dos diretores de HP). E por coincidência (ou não), o Ralph vai interpretar o próprio Charles Dickens no filme “The Invisible Woman” (2013).  A linda da Helena, como sempre, está em vários projetos (e projetos legais :D). Ela foi a Dra. Julia no filme “Sombras da Noite” e também se encontrará com o Johnny Depp em “O Cavaleiro Solitário” (2013). Também estará em duas adaptações de livros, “Les Misérables” (2013) e “The Young and Prodigious Spivet” (2013).

    Para quem está com saudade da Umbridge, Imelda Sataunton, ela estará em “Malévola” (2014). O Gary Oldman volta como Jim Gordon no filme final da trilogia do Batman feita pelo Christopher Nolan e em 2013 teremos mais dele em diversos projetos. O pai da Luna, Rhys Ifans, está como o Lagarto em “O espetacular Homem-Aranha” (que estreia hoje) e ele vem junto com a Jennifer Lawrence no filme “Serena” (2013). Não podemos deixar de lado o incrível Alan Rickman, ele estará em “Gambit” (2012), “The Butler” (2013) e “CBGB” (2013), filmes nos quais se encontra com vários atores legais.
    Uma curiosidade: há atores de Harry Potter na série de TV "Game of Thrones"! Não sei se vocês perceberam, mas a Natalia Tena, que fez a Tonks, é a Osha (e para quem quer ainda mais dela, ela também está em "Bel Ami" - no Brasil dia 3 de agosto - junto com um certo vampiro brilhante.). Além dela, o Finch, que foi interpretado pelo David Bradley, agora é o Lord Walter Frey. E não sei se vocês sabiam, mas a Michelle Fairley, que interpreta a Catelyn Stark em GoT, foi a a mãe da Herminone no penúltimo filme de HP.

    Diretores

    A série Harry Potter teve 4 diretores, Chris Columbus (Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta), Alfonso Cuarón (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e David Yates (Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e O Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 e 2).

    Durante esses 10 anos desde os filmes foram lançados, outros projetos apareceram nas vidas desses quatro diretores. Por exemplo, após gravar Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, Chris Columbus dirigiu "Rent" que é um músical, "Eu te amo, Beth Cooper" e a personagem título é Hayden Panettiere (de Heroes)  e o queridinho e também odiado do público "Percy Jackson e o Ladrão de Raios". Hoje ele tem um filme que será lançado na TV chamado "Applebaum".

    Já o mexicano Alfonso Cuarón, depois do terceiro filme do bruxinho dirigiu mais quatro filmes: "Paris, te amo", "Filhos da Esperança", "The Possibility of Hope" e "The Shock Doctrine", esses dois últimos são curtas-documentários. Hoje ele tem um filme em pós-produção "Gravidade" que deve ser lançado em 2013. Um em pré-produção "Tales from hanging head" e um filme em produção "A Boy and his shoe".

    Mike Newell depois de "Harry Potter e o Cálice de Fogo", dirigiu o aclamado filme "Amor nos tempos de cólera" que tem Javier Bardem e uma participação da brasileira Fernanda Montenegro. E também tem no seu currículo o filme "Príncipe da Pérsia - As areias do tempo". E como já falamos, ainda esse ano ele lança o "Grandes Esperanças".

    E finalmente, David Yates. O diretor dos quatro ultimos filmes apeas dirigiu um filme sobre a segunda guerra mundial chamado "St. Nazaire".

    Extra: E os roteiristas?

    Toda a saga teve somente dois roteiristas (além do livro que a inspirou, claro): Steve Kloves e Michael Goldenberg. O engraçado é que o segundo dirigiu somente o quinto filme da série, "Harry Potter e a Ordem da Fênix", enquanto o primeiro dirigiu todos os outros. Não faço ideia do motivo de terem trocado o roteirista no quinto filme, muito menos o porquê de terem voltado com o Steve depois, já que o roteiro do Michael agradou bastante. Enfim.

    Por uma coincidência bizarra, o Steve Kloves é o roteirista da estreia de hoje: "O Espetacular Homem-Aranha" (vejam um post com 7 motivos para assisti-lo aqui)! Já o Michael roteirizou outro filme de super-heróis ano passado, "Lanterna Verde".

    * Todas as informações foram conferidas via IMDb e algumas das datas de lançamento são as insternacionais, por não ter sua previsão de estreia no Brasil.

    Até semana que vem! o/

    sábado, 3 de março de 2012

    Capas da da revista Interview


    Eu descobri que a Katy Perry estava na capa de uma revista e fui ver. Eu me surpreendi porque não era só mais uma capa comum ou uma foto qualquer, era muito bem feita e legal. Até a parte escrita contribue para ficar melhor. Eu acabei decidindo procurar um pouco mais e... decididamente, foi uma das melhores ideias que eu já tive. Encontrei uma capa mais bonita que a outra, um site lindo, fotos maravilhosas de todos os tipos. É claro que eu ia dividir isso aqui no blog. 

    Veja algumas capas do modelo atual da revista, algumas bem antigas e no fim saiba um pouco mais.

    Capas na ordem com: Lindsay Lohan, Kristen Stewart, Chloë Moretz, Megan Fox, Natalie Portman, Blake Lively, Michael Fassbender, Kim Basinger, Zac Efron, James Franco, Emma Watson, Alexander Skarsgard, Freida Pinto, Kate Moss, Rihanna, Charlie Sheen, Tom Cruise, Arnold Schwarzenegger, Michael Jackson e Lacey Neuhaus.

    Os olhos da capa do post: Lindsay Lohan


    Demorei a acreditar que era Chloë Moretz (garotinha de "Kick-Ass" e "A Invenção de Hugo Cabret")


    Megan Fox \o/

    Essa da Natalie Portman é a minha preferida.

    Blake Lively, a Serena de Gossip Girl. A que eu mais custei a acreditar.

    the girls on fire

    Essa é de 1994, mas o estilo muito parecido com o das outras. Na capa é Kim Basinger, que a maioria não deve conhecer pela idade. Ela esteve no Batman de 1989!






    Kate Moss


    Agora umas BEM antigas, por volta dos anos 80 e perto do começo da revista. 






    Algumas lojas com a FNAC, Saraiva e Travessa importam a revista para o Brasil.

    O estilo das capas da Interview mudou com os anos, na tentativa de se adaptar a um novo cenário. Essa capa limpa focando na celebridade é uma característica que era utilizada no começo e aos poucos voltou a aparecer, principalmente no final de 2008. Em alguns anos, a revista perdeu tanto a identidade da capa que parecia mais uma qualquer (como no início de 2000). 

    Ultimamente, parece que a revista conseguiu criar algo próprio, legal e adaptado a nossa época (que também permite mais liberdade). Para 2012 então, parece que eles se preparam e só com duas capas eu já tenho vontade de ver qual vai ser a próxima. Se você está se perguntando: as capas de 2012 da Interview são essa daí do Michael Fassbender (fevereiro) e a da Katy Perry (março), eles não publicam em janeiro.

    Um pouco mais sobre a revista:
    "Interview é uma revista estadounidense apelidada de Bola de cristal do pop. Foi fundada nos fins de 1969 por Andy Warhol. A revista conta com coversas íntimas entre algumas das maiores celebridades, artistas, músicos e pensadores criativos do mundo. As entrevistas são geralmente deixadas sem edição ou editadas à moda excêntrica de Warhol e seus livros, como The Philosophy of Andy Warhol." wikipédia

    >>>Veja as imagens no tumblr: post 1, post 2 e post 3.

    >>>Veja o arquivo completo da revista 

    >>>Galeria da Interview