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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CCAwards parte 1: Os melhores filmes de 2012


Vocês sabem que dia é hoje? Vocês sabem, hein hein? HOJE É SEXTA FEIRA, êeeeeeee!!! E como o mês virou (até o ano virou), um novo tema nos espera em janeiro. Na verdade (vou contar pra vocês porque sou dessas que conta as coisas dos bastidores), o tema de janeiro era pra ser o de dezembro, mas o fim do mundo era mais importante e não ia poder esperar, daí adiamos a ideia inicial... que é... O CCAWARDS!!! Isso mesmo, *dando pulinhos enquanto escrevo isso*, vocês não estão emocionados? Hein, hein?

Então, antes de começar a falar sobre os filmes (aposto que você deduziu que eu falaria disso só pelo título do post -ou não), deixa eu explicar a situação por completo. Eu, a Dana, o Paulo e a Lu nos reunimos (quase isso) para tentar chegar a um consenso quanto aos melhores longas estreados no Brasil em 2012. Rolou fight, sangue, etc etc etc, e quando estávamos a ponto de nos matar, decidimos que daríamos a lista de filmes mais legais (tipo pré indicados ao nosso próprio Oscar), e depois elegeríamos, cada um, um único filme específico.

Pois bem, tudo parece lindo (confuso) e maravilhoso, não fosse o fato de que a gente lembrou e resolveu ressuscitar o Top5. Sim, aquele mesmo que virou Meme no último agosto. Só que há um problema seríssimo que nos está afligindo a ponto de virar câncer -nn:: NÓS SOMOS APENAS 4. É exatamente nesse ponto que VOCÊ, LINDO LEITOR, entra nessa história. Vamos abrir uma votação para decidir qual será o 5º sortudo nessa nossa premiação de gala.

Então, está na mão de vocês nos ajudar a escolher esse Top 5! Basta escolher um da lista abaixo, marcar e clicar em votar no fim do quadro preto.

A escolha é sua! Basta votar abaixo: Qual o melhor filme de 2012?
Os Vingadores
A Origem dos Guardiões
O Espetacular Homem-Aranha
Looper
Jogos Vorazes
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
Precisamos Falar Sobre Kevin
Histórias Cruzadas
Na Estrada
O Artista
Valente
Tão Forte, Tão Perto
Sete Dias Com Marilyn


Vamos às opiniões e a escolha de cada um de nós da equipe:

>>>Dana: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

- The Dark Knight Rises 
- Direção: Christopher Nolan
- Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan, David S. Goyer
- Atores: Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine...
- Resenha [x]

O filme é muito bem feito, fecha bem a trilogia, joga balde de emoção como nenhum outro e mostra mesmo que filme de super-herói, não é coisa de criança (o que os filmes anteriores já vinham fazendo). Sem falar que 2012 foi o ano dos heróis no cinema, com a maioria dos grandes longas baseados em um. O do "Batman" é o maior/mais representativo. O que me leva a essa decisão mesmo é que praticamente nenhum filme no cinema me atingiu tanto quanto esse.


>>> Igra: Os Homens que Não Amavam as Mulheres 

- The Girl With a Dragon Tattoo 
- Adaptação do livro de mesmo nome
- Direção: David Fincher
- Roteiro: Steven Zaillian
- Atores: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer...
- Resenha [x]


O melhor filme do ano pra mim foi "Os homens que não amavam as mulheres" porque - embora eu não tenha lido os livros - foi uma superprodução e me fez virar fã mesmo sem ter lido uma linha antes. Sem falar que a coisa toda conquista o telespectador, faz você querer investigar junto, faz você sentir a emoção 100% do tempo. Falando assim, parece superficial e pouco específico, etc... Mas é o que a Dana disse sobre atingir. E esse foi o Filme que mais me atingiu (por um segundo fiquei na dúvida com "As Vantagens de Ser Invisível", mas por algum motivo obscuro, escolhi esse).


>>>Paulo: As Vantagens de Ser Invisível


- The Perks of Being a Wallflower
- Direção: Stephen Chbosky
- Roteiro: Stephen Chbosky (baseado no seu livro)
- Atores: Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller, Mae Whitman, Nina Dobrev...

- Livro vs. Filme [x]

É uma escolha meio óbvia e também injusta, mas que precisava ser feita. Os dois filmes que vocês (Igra e Dana) escolheram seriam facilmente escolhas minhas, mas não os escolhi porque vocês já tinham escolhido.

Eu fiquei com uma dúvida enorme entre "A Origem dos Guardiões", "Jogos Vorazes" e o escolhido. Os dois primeiros são grandes produções e muito muito muito bem feitos, mas meu coração me fez escolhe o que muito provavelmente teve o orçamento mais baixo entre todos os indicados. "As Vantagens de Ser Invisível", e agora estou até tirando o livro da cabeça, mexeu tanto comigo que me fez esquecer de todas os grandes  produções que eu tinha visto durante o ano. E eu acho que é esse o ponto do cinema e de qualquer arte, né? Não basta ela ser super bem feita, se ela não cumprir o principal: Tocar.

>>>Ana Luíza: A Invenção de Hugo Cabret

- Hugo
- Direção: Martin Scorsese
- Roteiro: John Logan e Brian Selznick (autor do livro)
- Atores: Asa Butterfield, Chloë Moretz, Sacha Baron Cohen, Ben Kingsley e Ray Winstone...

- Micro-resenha [x]

Eu realmente fico muito na dúvida ao escolher o melhor filme dessa lista, mas para mim, seria "A Invenção de Hugo Cabret". Porque as atuações são fantásticas e até hoje, eu não vi alguém usar o 3D tão bem quanto o Martin Scorsese fez com esse longa. Além de fazer as coisas aparecerem na nossa frente à um dedo de distancia, ele fez a profundidade perfeita. Podíamos ver Paris por completa nesse filme.

E a Adaptação, depois que eu assisti ao filme, eu comprei o livro e devorei ele em 2 dias.  O menino e a menina que estão desenhados no livro são a cópia do Asa Butterfield (Hugo) e da Chloë Moretz (Isabelle). As palavras, as imagens, tudo foi muito bem adaptado para os cinemas.
Além disso tudo, temos uma bela homenagem à criação do cinema e ao George Méliès (pai do cinema).


E aí, galera, o que vocês acharam? Agora é com vocês, ajudar a gente a escolher entre essa listinha (cofcof) os 5 melhores de 2012. Escolham qualquer filme da lista, vote aqui no post ou na barra lateral!


quinta-feira, 1 de março de 2012

Balanço de Leituras - Fevereiro



Mais um mês se passou e nós voltamos para dizer o lemos em fevereiro. E você, como anda de leituras? Comente aqui embaixo ou faça esse meme no seu próprio blog! 

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: Terminei de ler "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos", li completo "Os Homens que não Amavam as Mulheres" e também iniciei "A Menina que Brincava com Fogo" e "Battle Royale"

- O que achou? Gostei de Glimmerglass, mas não é nada fantástico. Já "Os Homens que não Amavam as Mulheres" me proporcionou uma ÓTIMA leitura, amei o livro e entrou nos favoritos.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos"

- Comentário sobre as leituras: Me decepcionei novamente. Li muito pouco e se eu continuar assim acho que não consigo cumprir a minha meta. Mas vou me dar um desconto já que passei quase todo o mês viajando, hahaha.

>>>Dana Martins

- Livros lidos: 6 completos (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Wolfsbane, Bloodrose, Glimmerglass, Shadowspell e Sirensong).

- O que achou? Millennium foi o mais diferente, que me surpreendeu pela forma como a história é criada. Wolfsbane e Bloodrose (continuações de Sob a Luz da Lua/Nightshade), foram ótimos e chocantes, apesar do final de Bloodrose quase me matar. A trilogia Glimmerglass, que eu li em poucos dias e direto, eu também gostei bastante e por manter um clima parecido me ajudou a superar o fim da trilogia Nightshade. Millennium e os de Nightshade, apesar de diferentes, entraram para a lista dos meus preferidos. Glimmerglass eu gostei bastante e tenho um carinho enorme por toda a história, mas não é tão bom assim quanto os outros (que são MUITO bons). 

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Coloquei a resenha de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" aqui, semana que vem tem a de Shadowspell e farei uma indicação das duas trilogias.

- Comentário sobre as leituras: Esse mês foi ótimo. \o/ Eu falei nas Expectativas Literárias de 2012 que eu queria ler pelo menos quatro por mês e ter pego essas trilogias, mesmo que sem querer, me ajudaram a recuperar por só te lido dois em janeiro. Esse mês também me ajudou a sair de certa "crise literária". Volta e meia eu passo em blog por aí e tem alguém falando do "literary crush" da vez, eu já tava tipo "MAS SERÁ QUE NÃO TEM NINGUÉM EM LIVRO QUE EU GOSTE ASSIM?". Agora eu encontrei vários, alguns personagens desses livros além de muito bem construídos, são ótimos, se é que você me entende. Se alguém quiser saber quais: O Ren e o Connor, de Nightshade. E o Erlking de Glimmerglass (que, diga-se de passagem, é o meu preferido). E que venha março \o/ - nada melhor do que zumbis para começar.

>>>Igraínne Marques

- Livros lidos: A Bruxa de Ferro e mais uma parte de Mockingjay (que parei para ler A Bruxa de Ferro)

- O que achou? Mockingjay estava começando a ficar contagiante quando tive que parar, mas certamente vou terminar em março. Já estou retomando. A Bruxa de Ferro é interessante, e apesar de ter correspondido às minhas expectativas, não as superou.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Fiz uma resenha para A Bruxa de Ferro, que você pode conferir aqui.

- Comentário sobre as leituras: A Bruxa de Ferro é um livro muito legal, se você ainda espera se surpreender com livros que começam com história clichê. Acabou que eu não achei assim tão batido.  Considerando que eu esperava uma coisa diferente, não houve decepções da minha parte, o que é uma surpresa. Como eu disse, correspondeu por completo às minhas expectativas, apesar de não ser exatamente algo original. Quanto à Mockingjay, realmente ficou interessante. O início (antes de eu ter que parar) não estava realmente me agradando como os outros, mas agora.... Estou sem palavras. De um modo geral, gostaria de ter lido mais livros, mas eu realmente não tenho tempo (MESMO). Quem sabe mês que vem. :D

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

[Resenha] Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

por Dana Martins
- Livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
- Millennium - Livro 1
- Autora: Stieg Larsson
- Editora: Companhia das Letras
- Comprar*: Ponto Frio, Fnac, Extra
- No skoob
- Continua em: "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar".
OBS: O autor planejava mais livros para a série, mas morreu antes mesmo de terminar. Mas não desanime, o livro não precisava necessariamente de uma continuação, é como se fossem vários casos.
*Todos os 3 já foram encontrados até por 5 reais nas lojas físicas das Lojas Americanas



Mini-crítica: 
Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.

Dizer que é uma investigação é o modo mais fácil de descrever o livro, mas "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é muito mais que isso. É uma trama envolvente* relacionada ao abuso das mulheres na Suécia, com várias pontas que mesmo distante acabam chegando a esse mesmo assunto. Além disso, as vidas de Lisbeth e Mikael pesam sobre tudo o que está acontecendo, fazendo o livro ser também sobre a história deles. Ou seja, não se engane achando que é dois amigos e pura investigação. Eles até demoram para se encontrar e a relação entre eles é diferente. No primeiro livro de Millennium o assunto, os personagens e o desenvolvimento são muito mais importantes do que o "quem é o culpado?".
*talvez você tropece um pouco no início, mas isso vai passar. Veja a resenha completa para saber o motivo.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Oi! Essa resenha eu já tinha postado no Blog das Resenhas, mas eu queria colocar a resenha de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" aqui também e percebi que se eu fosse alterar o máximo que eu conseguiria seria ficar enrolando. Eu já falei do filme americano aqui e com certeza essa série vai retornar  ao blog (adaptação sueca, resenha das continuações, livro vs. filme...), mas enquanto isso fique a resenha.
Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. Quase quarenta anos depois, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular, como última tentativa de resolver o caso. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, vê na proposta uma boa oportunidade para se recuperar e aceita. Mais tarde vindo a contratar Lisbeth Salander para ajudá-lo.
*sinopse no Skoob é puro spoiler, fiz uma versão resumida.
Assim como aconteceu com o filme, ao terminar o livro foi uma sensação de silêncio e impacto, enquanto toda a história ainda era processada e eu tentava descobrir a minha verdadeira reação. Eventualmente, cheguei a conclusão de que é muito bom. Muito bom porque não é só um livro de investigação - há várias investigações envolvidas -, é um livro sobre os personagens, é um livro gostoso de ler. Infelizmente, essa combinação tão boa não é o que sempre encontramos por aí. Felizmente, ela pode ser encontrada.

Eu vou começar falando sobre o ritmo do livro para evitar que ninguém desanime. Quando eu comecei a ler, achei um pouco chato e parado (alguns amigos que estavam lendo acharam o mesmo), mas aguente firme porque isso é só até a Lisbeth aparecer*. Quando passa a falar dela, o nível de interesse se multiplica e fica muito mais legal. Daí é mais fácil a leitura fluir normalmente, diria que fica no mesmo patamar de um livro mediano. Mediano até você sentar com atenção e passar um tempo lendo para pegar o ritmo, depois disso você vai embora.
*Esse "problema" de ritmo no início é para quem está mais acostuma a livros adolescentes. Lisbeth é o lado YA do livro, enquanto o Mikael é o lado mais adulto (relação que nem sempre é exatamente assim). Então, em outras palavras: dependendo do que você está acostumado a ler esse ritmo muda. Aconselho a sentar e ler por um tempo para entrar no clima. 

Como eu falei, o livro não é uma história só, é uma trama. As pontas evoluem, se confundem e cada uma recebe o próprio final. Apesar de o modo fácil de resumir o livro ser dizendo que é sobre uma investigação, não é só isso a história. O livro tem mais de 500 páginas e se você tirar as que são sobre essa investigação em si daria umas 100. O resto está repleto de situações diversas que representam o que o próprio título do livro traduz: "os homens que não amavam as mulheres". Se você, como eu, não tinha se ligado muito no significado desse título, a cada divisão do livro há uma "dica", trechos de dados sobre mulheres que sofrem abuso da Suécia. O interessante é que todas as pontas da história acabam relacionadas a isso.

Mas não vá pensar que é um livro com várias pequenas histórias diversas, é a própria evolução do que está acontecendo que leva a exemplos desses abusos. O livro intercala entre Mikael e Lisbeth, que passam a maior parte do tempo vivendo os próprios dramas um pouco afastados (ele na ilha da família Vanger investigando o caso, ela na cidade enfrentando problemas com a tutela). Só perto do final que eles passam a ficar juntos e o foco na investigação aumenta.

>>>Conheça os personagens

Como parte da história é sobre os personagens, eu vou falar um pouco sobre eles. Primeiro, Lisbeth Salander, a personagem que marca o livro, o filme, os leitores e até deu a Rooney Mara a indicação ao Oscar. Ela é grande parte da história, tanto que a tradução americana* do título do livro é "A Garota com a Tatuagem do Dragão", em referência à personagem. Provavelmente uma jogada de marketing para parecer mais atraente. Mas, apesar do título original (algo como "Os Homens que Odeiam as Mulheres") ser muito mais adequado, não dá para negar que essa história teria metade da força se não fosse ela. Ou seja, a tradução americana não é totalmente errada.
*para quem não sabe, o livro é sueco.

Lisbeth é uma mulher (ou menina?) de 20 e poucos anos, que teve uma vida difícil*, em parte por causa de seu próprio jeito. Não fala com ninguém, parece não se importar com nada, faz tudo de acordo com uma lógica própria e está contente com isso. Nesse livro, ela é uma hacker que trabalha para uma empresa de segurança e é brilhante no que faz. Conforme nós lemos, ela vai se transformando diante de nossos olhos. É interessante que nesse aspecto o livro se assemelha à maioria dos livros YA do momento: é sobre uma pessoa, da fase young adult, descobrindo quem realmente é. Só que a história de Lisbeth acaba sendo muito mais complicada do que decidir entre dois pretendentes que todo mundo quer (não desemerecendo essas histórias, eu costumo adorar e, se você for pensar, não dá para culpar as adolescentes que têm uma vida boa por terem uma vida boa). Além disso, ela ainda traz um tom inflexível de defesa às mulheres misturado com sua personalidade forte que dá um toque especial ao livro.
*Parece que a história dela é aprofundada nos próximos livros.

Apesar de ser uma balança um pouco injusta, temos o outro peso nessa história: Mikael Blomviskt. Ele é um jornalista muito dedicado (e no quesito viciado em trabalho ele se assemelha a Lisbeth), faz jornalismo econômico e acredita que a grande dever desse tipo de jornalista é cuidar para que as empresas façam seu trabalho honestamente, pode ser caracterizado como idealista por muita gente. Ele é um dos fundadores da Millennium, uma revista independente que trabalha denunciando o que todo mundo joga para baixo do tapete. É numa dessas que a história começa: ao se meter com um grande empresário, acaba acusado por difamação e perde o caso, abalando a própria credibilidade e a da revista.

Há muitos outros, como Henrik Vanger, Erika Berger e Dragan Armansky, que contribuem para a trama e chamam atenção com suas histórias e personalidades interessantes. Mas é melhor deixar para vocês descobrirem, né?

Como eu falei no início, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" foi um livro que eu gostei muito, que eu acho que vale a pena ler e não é nem por causa da investigação em si (se fosse por isso, falava para ler Dan Brown ou, se procura algo mais adolescente, Pretty Little Liars). No final, foi um livro que me lembrou um pouco a Law and Order SVU, porque essa é uma série que tem os casos e tal, mas ainda tem muito dos detetives, a Olivia Benson e o Elliot Stabler (sem falar do tipo de caso parecido né). No primeiro livro de Millennium o assunto, os personagens e o desenvolvimento são muito mais importantes do que o "quem é o culpado?".

Se quiser saber sobre o filme americano, há a resenha aqui. Ele é bem fiel ao livro, a ponto de várias falas serem exatamente as mesmas. Se você já ouviu falar sobre uma mudança no final, saiba que há, mas não altera tanto o resultado. A maior diferença é que no filme o principal é a emoção e a tensão, enquanto no livro é o desenvolvimento de toda a situação (aprofundamento que seria difícil em um filme). Eu sou chata com adaptações, mas essa é um soco na cara de quem diz que não é possível fazer algo bom e que possa representar o livro.

Classificação:

(5/5 conversinhas)

Veja algumas outras capas do livro:


Essa é a outra versão brasileira. A que eu coloquei lá em cima é uma outra versão econômica, que eu gosto mais e a que eu comprei (essa é bonita também, mas a outra tem mais a ver, com essa o livro parece alguma coisa de fantasia). Alerta: também há uma versão econômica do livro circulando com essa capa. O Paulo comprou o box no Submarino e quando chegou viu que era a econômica (a que ele não queria), no site não tem nenhum aviso. 

Versão americana do livro. Uma das poucas vezes em que eu gosto do que eles fazem. Até a citação encaixou bem na capa. As das continuações só ficam mais bonitas. :D


 A versão francesa do livro e que o Paulo já tinha até colocado no twitter. É a que eu menos gosto e só contribui para o meu medo do estilo de design comum na França. E repara que as 4 capas aqui dão destaque à Lisbeth (independente do título do livro), para vocês verem a força da personagem.

Todas as 4 capas você pode encontrar aqui no Brasil nas grandes livrarias, tipo Fnac ou Saraiva. Eu também procurei a original, mas não é tão fácil assim ter certeza o que é o que lendo em sueco (se é que aquilo era sueco). Eu ainda vou ver se encontro, mas enquanto isso fique com essas e mais algumas (inclusive uma minimalista linda) no tumblr: só clicar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Balanço de Leituras - Janeiro


Agora todo  início do mês faremos o balanço das leituras do mês anterior. A “coluna” ainda está começando (tive a ideia hoje de manhã! hahahaha), então estou aceitando sugestões. :) Já viram a promoção que tá tendo?

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: 2 completos (Um Dia e Água para Elefantes) e 75% de Glimmerglass.

- O que achou? Eu AMEI Um Dia e gostei bastante de Água para Elefantes. Quanto a Glimmerglass ainda não posso dizer nada concreto, mas acho que no fim deve levar uns 3 conversinhas.

- Resenhas/indicações/etc: Um Dia; Água para Elefantes

- Comentário sobre as leituras: Bem, esse mês li muito pouco. Fiquei muito decepcionado com o meu resultado, mas como foi mês de férias e eu passei umas semanas fora de casa, me perdoo. HAHAHAHAH

>>>Dana Martins

- Livros lidos: 2 completos (A Passagem do Anjo e Ainda Não Te Disse Nada) e 25% de Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

- O que achou? A Passagem do Anjo começou bem, mas no final eu já estava precisando me forçar a ler (mas daria 4 conversinhas, porque para o público certo pode ser muito bom). Ainda Não Te Disse Nada, o brasileiro, eu gostei bastante, foi um livro simples e que passou rápido. Já o de Millennium eu estou gostando, mas tenho estado sem tempo para ler.

- Resenhas/indicações/etc: Eu fiz uma resenha de A Passagem do Anjo para o blog das resenhas e só agora percebi que ainda não coloquei a de Ainda Não Te Disse Nada aqui.

- Comentário sobre as leituras: Como o Paulo, também não gostei do meu resultado, principalmente porque daqui a pouco a faculdade volta e eu provavelmente vou ter menos tempo. Mas ainda tem um mês para resolver isso. \o/ Mês que vem vamos ver se deu certo. HUAHA

>>>Igraínne Marques

- Livros lidos: 1 completo (Glimmerglass - O encontro de dois mundos) e 25% de A Esperança, o terceiro volume de Jogos Vorazes.

- O que achou? Glimmerglass é bem legal, a única coisa que eu achei é que não fugiu do mínimo que eu esperava. Em alguns pontos (como a política que eu não sabia que estaria tão presente), o livro me surpreendeu, mas isso não fez com que eu desse 5 conversinhas. Quanto ao último volume de Jogos Vorazes, estou gostando (não tanto quanto gostei dos outros), mas também tenho andado sem tempo para ler.

- Resenhas/indicações/etc: Eu fiz uma de Coração de Tinta pra cá, e uma de Glimmerglass para o blog das resenhas.

- Comentário sobre as leituras: Como meus amiguinhos, também não estou satisfeita com meu resultado. E me sinto igualmente tensa porque minhas aulas logo irão voltar e eu terei ainda menos tempo para atualizar minha listinha. Como eu trabalho, a probabilidade de eu ainda "salvar" minha lista é bastante remota. Infelizmente. Espero poder adiantar algo até março, pelo menos. :D

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

[Resenha] Os Homens que Não Amavam as Mulheres, filme

por Dana Martins


- Filme: "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- The Girl With a Dragon Tattoo (EUA, 2011)
- Adaptação do livro "Os Homens que Não amavam as Mulheres"
- Direção: David Fincher
- Atores: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer...
- Suspense - 16 anos - 158 min.
- Nos cinemas brasileiros a partir de 27 de janeiro de 2012
OBS: A trilogia de livros é da Suécia e há uma outra adaptação sueca que já esteve nos cinemas brasileiros.
OBS²: Apesar de ser adaptado de uma trilogia, o filme tem história completa e não precisa de continuação.



Mini-crítica: 
"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é um filme que, independente de ter lido o livro ou não, vai valer a pena. É surpreendente porque normalmente os filmes adaptados ficam até legais, mas não são tudo isso para quem não leu*. Tem investigação, ação, tensão e provavelmente outras coisas com "ão". O que traz o ponto alto do filme é que ele trata de um tema que na maioria dos filmes seria lento e até tedioso, mas com tensão o tempo inteiro, sem apelar para efeitos especiais e acrobacias. Cuidado: Antes de juntar a família inteira e correr para o cinema, saiba que é um filme pesado (tanto nas cenas quanto psicologicamente). Sexo explícito e nudez é o de menos lá. 
*Eu tinha esquecido de que ia assistir, então (somado a minha falta de tempo) eu mal tinha começado a ler, o que conta como se eu não tivesse lido. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é o tipo de filme que surpreende tanto que na hora de escrever sobre você não sabe nem por onde começar, mas como um simples "muito bom, vale a pena" não é o suficiente para quem ainda não assistiu, vamos em frente.

O filme, que é adaptação do primeiro livro da série Millennium, é sobre a investigação de um desaparecimento que ocorreu há muito tempo e nunca saiu da cabeça do empresário aposentado Henrik Vanger (Christopher Plummer). Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um jornalista econômico determinado a restaurar sua credibilidade, é contratado para tentar entender o que aconteceu no dia em que Harriet (Moa Gardenpal), sobrinha de Henrik Vanger, sumiu no meio de um encontro familiar sem deixar pistas. Ao mesmo tempo, Lisbeth Salander* (Rooney Mara), hacker da Milton Security, é contratada para levantar a ficha e os antecedentes de Blomkvist, missão que será o ponto de partida para que ela se una a Mikael na investigação de quem matou Harriet.
*Essa sinopse dá uma ideia sobre o que acontece com o Mikael, mas não a parte da Lisbeth. O filme é dividido entre os dois e leva um tempo para eles se encontrarem. Nessa primeira parte da Lisbeth, nós ficamos conhecendo mais a personagem e entendemos um pouco mais o porquê dela se juntar a Mikael na investigação.

Para começar, o primeiro ponto alto do filme: a tensão. O início já chama atenção, em alguns pontos é do tipo de "agarrar" a poltrona e eu juro que teve gente no cinema que não conseguiu nem respirar direito nas cenas de maior tensão. O filme consegue deixar atento assim quase o tempo inteiro (e olha que o filme tem mais de 2 horas). Isso acontece, bastante, por causa da divisão Lisbeth-Mikael. Enquanto ele está investigando fotos, lendo diários e fazendo outras coisas que seriam até monótonas, ela está enfrentando alguns problemas pessoais que dariam quase um filme próprio. Essa divisão, somada a cenas curtas e um mistério para descobrir, acaba aumentando o ritmo e a tensão (sem falar que são 500 páginas comprimidas nesse tempo).

Além disso, o filme se torna mais atraente porque acaba não sendo apenas sobre a investigação, ele tem várias histórias em uma só. Há, no mínimo, 5 em destaque e todas elas progridem e se transformam nesse tempo. Acho que esse universo (mais aberto e não fixo em um caso só) é que traz ao filme um aspecto mais de livro. Normalmente não temos tanto desenvolvimento dos personagens e da história.
*É claro que podem questionar e dizer "mas é adaptação de um livro! o que você queria?", mas normalmente empacotam o livro para os cinemas, como Percy Jackson, A Bússola de Ouro e outros desastres por aí (Harry Potter não foge disso). 

Outra coisa que vale destaque é a trilha sonora. Foi a primeira coisa que me chamou atenção, já que o filme praticamente começa com uma música bem impactante enquanto passa o que é quase um "clipe" durante os créditos iniciais*. Em alguns momentos do filme ela também aparecia, mas nas partes que despertava mais atenção era quando servia de música para cenários: boate, rádio... Apesar de ter me chamado atenção a ponto de buscar mais, o que faz mesmo a diferença no filme não é a música, é o silêncio. Porque, é claro, o silêncio pode ser usado tão bem quanto a música.
*Como eu sou muito legal, consegui o vídeo.

Relacionado ao silêncio, temos outros detalhes que ajudam a criar a atmosfera, como quando o Mikael (Daniel Craig) está andando em uma cena tensa de puro silêncio e nós ouvimos bem sua respiração e seus passos*. O contraste com a trilha habitual que vai aumentando (no videogame então, você escuta a música e já sente vontade de chorar) é muito interessante, porque desse modo você se aproxima mais do personagem e ainda fica mais tenso porque não sabe quando realmente vai acontecer alguma coisa.
*o que me lembrou muito a videogame...

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres" não é um filme de suspense padrão e soube aproveitar de suas raízes no livro. Você pode esperar por uma história completa (e, quando eu digo completa, é com todos os pontos finais que merece) e 2 horas bem aproveitadas. Aliás, o filme foi até um dos com mais indicações ao Oscar 2012, sendo indicado em 5 categorias, inclusive a de melhor atriz com a Rooney Mara (olha que bonitinho ela falando sobre ter sido indicada!).

>>>Extras: "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" vs. "Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras"

O filme que eu assisti antes desse foi o segundo de Sherlock Holmes, quando encontrei meu amigo que assistiu o do Sherlock comigo eu disse: "Você tem que ver Millennium! Sherlock perto desse fica até ruim". E meu amigo: "mas dá para comparar?" É lógico que dá, a maior diferença é a época. Na essência: casos sendo investigados. É claro que Sherlock é um filme mais empacotado e para agradar (principalmente agradar) a família inteira, já para ver "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" tem que tirar metade família da sala. E, para você ver, Sherlock é engraçado, apronta com o Watson, entra numa briga que dura andares de um prédio, se veste de mulher, viaja pela Europa de trem... e ainda assim no seu ponto mais forte não cria uma tensão tão forte quanto a de Millennium em um ponto mais calmo. É claro que a ideia é criar um homem esperto, que diverte, parece meio louco, mas no final resolve o caso (e, pela primeira vez, senti a referência que House tem em Sherlock, vai entender), já o tom de Millennium é sério. Mas na estrutura de filme (não ser muito padrão, seguir com uma boa introdução, investigar o caso...) são bem parecidos, a diferença é que com 1/5 das explosões do outro consegue prender muito mais.
*Do jeito que eu estou falando pode parecer que eu tenho algo contra filmes cheios de efeitos especiais e coisas típicas de Hollywood, mas eu não tenho, pode usar a vontade. O problema é usar e não conseguir uma resultado bom. Também não estou dizendo que Sherlock Holmes 2 é ruim, só que ficou cansativo e não consegue superar o primeiro. 



Classificação:
(5/5 conversinhas)


Vídeo dos créditos de abertura de Millennium


Quem assistiu "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", com certeza se impressionou com o início. Como a Regiane Winarski disse na resenha do NUPE, "a abertura do filme já é uma porrada na cara". E é mesmo. O vídeo dos créditos iniciais é até uma aula de como despertar a atenção em milésimos de segundos, porque logo que a música começa você já esquece do mundo.

Essa sequência de abertura me fez lembrar muito aos inícios viajantes de 007 (me deu medo do filme estar tentando ser parecido, mas o medo logo desapareceu). Em um blog onde eu encontrei sobre o créditos de abertura, só havia essa descrição: "Uma das mais brilhantes e perturbadoras sequências de abertura dos últimos anos." Por aí você já pode ter ideia do que vai ser. Veja abaixo.


Para os curiosos, a música de abertura é "Immigrant Song", um cover do Led Zeppelin feito por Trent Reznor (Nine Inch Nails, How To Destroy Angels) e Karen O (Yeah Yeah Yeahs). Só o cover no youtube e a original. A trilha sonora de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" já começa em grande estilo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reagindo às indicações ao Oscar 2012


No último post nós trouxemos os indicados ao Oscar 2012, mas como o assunto rendeu eu acabei esbarrando por uns vídeos do Access Hollywood. Eles foram atrás dos envolvidos na indicação para saber como eles reagiram. Se buscar, você provavelmente vai encontrar com facilidade o vídeo do anúncio e da reação dos outros indicados, mas aqui trazemos dois específicos: um com a Jennifer Lawrence e outro com a Rooney Mara (Lisbeth da versão americana de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", indicada ao Oscar de Melhor Atriz). 

Primeiro a Rooney Mara e todo o seu jeito fofinho. Se você quer saber, até saírem as fotos do primeiro filme de Millennium eu não fazia ideia da existência dela, então não tinha como comparar com nada. Meus primeiros contatos foram com ela caracterizada de Lisbeth nas fotos e no próprio filme. Agora imagine a surpresa de encontrar um vídeo dela super-fofinha-quietinha falando de sua reação à indicação ("eu estava dormindo"). Eu não tenho problemas para reconhecer a pessoa com mil cabelos diferentes e maquiagem estranha, mas a mudança entre a atriz Rooney Mara e a personagem Lisbeth Salander é impressionante e não se limita a isso. Até nas fotos, pelo jeito de se portar, parece outra pessoa. Entendemos aí sua indicação ao Oscar... 


*o vídeo é em inglês sem legenda, mas só olhando e comparando com o trailer do filme dá para sentir. Não quis pegar, legendar, colocar no youtube... vai que o FBI me pega, né? 

Agora, a Jennifer Lawrence e o seu jeito meio divertido-perdido ou qualquer coisa do tipo. O que eu mais gostei é que ela não está falando de Jogos Vorazes e não está tão presa a agradar os fãs. Me fez lembrar do Oscar passado quando ela foi indicada por "Inverno da Alma" e estava "perdida" entre os famosos. Só toma cuidado que a propaganda obrigatória pode ser do novo filme do Daniel Radcliffe, qualquer coisa com fantasmas que eu não quero nem saber o que é.


*novamente em inglês, mas...

Comentários extra:
Entre as indicadas à Melhor Atriz, já reparou que 3 delas têm praticamente o mesmo estilo no filme? Fora mesmo só ficam a Rooney Mara e a Glenn Close (de homem na primeira foto). Eu adoraria que a Rooney ganhasse, mas...

Ah! E a Rooney Mara é irmã de outra atriz conhecida: Kate Mara.


Veja mais:
>>>Indicados ao Oscar 2012

>>>HQ de Os Homens que Não Amavam as Mulheres

>>>Vencedores do Globo de Ouro 2012

>>>Tumblr: Indicadas ao Oscar de Melhor Atriz

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Indicados ao Oscar 2012


Hoje a Jennifer Lawrence e o Tom Sherak (presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood) divulgaram a lista dos indicados ao Oscar 2012. Veja abaixo comentários e a lista completa de indicados da premiação que acontece 26 de fevereiro.


Para começar, a escolha da Jennifer Lawrence faz parecer que o Oscar está tentando atrair um público mais jovem e é quase um "passar a mão na cabeça" de "Jogos Vorazes", que estreia nos cinemas 23 de março. Lembrando que a apresentação de nariz empinado não fez nada parecido com outros fenômenos joves, como Crepúsculo e Harry Potter.

Falando em Harry Potter, para quem tinha esperanças de que o Oscar recolhesse as asas e finalmente colocasse o filme entre os grandes da noite, acabou se decepcionando. O último filme da série está sendo indicado em 3 categorias (Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Maquiagem), mas seria até irônico se depois de tudo ele acabasse com um oscar de Melhor Maquiagem. Talvez o problema seja não existir uma categoria de "fenômenos"... Vamos esperar uma homenagem daqui a 10 anos. 

Usando o texto do Yahoo! Cinema: 
O campeão de indicados foi A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, seguido do francês O Artista, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme. Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg, recebeu seis indicações e Os Descendentes, com George Clooney, e Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, com Daniel Craig, ganharam cinco cada.

Vídeo do anúncio (legendado pelo Distrito 13) e lista de indicados:


Melhor filme
- "O Artista"
- "Os Descendentes"
- "Tão Forte e Tão Perto"
- "Histórias Cruzadas"
- "A Invenção de Hugo Cabret"
- "Meia Noite em Paris"
- "O Homem que mudou o jogo"
- "A Árvore da Vida"
- "Cavalo de Guerra"

Melhor Diretor
- Michel Hazanavicius - "O Artista"
- Alexander Payne - "Os Descendentes"
- Martin Scorsese - "A Invenção de Hugo Cabret"
- Wood Allen – "Meia Noite em Paris"
- Terrence Malick - "A Árvore da Vida"

Melhor Ator
- Demián Bichir - "A Better Life"
- George Clooney - "Os Descendentes"
- Jean Dujardin - "O Artista"
- Gary Oldman - "O Espião que sabia demais"
- Brad Pitt - "O Homem que Mudou o Jogo"

Melhor Atriz
- Glenn Close - "Albert Nobbs"
- Viola Davis - "Histórias Cruzadas"
- Rooney Mara - "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- Meryl Streep - "A Dama de Ferro"
- Michelle Williams - "Sete Dias com Marilyn"

Melhor Ator Coadjuvante
- Kenneth Branagh - "Sete Dias com Marlyn"
- Jonah Hill - "O Homem que Mudou o Jogo"
- Nick Nolte - "Warrior"
- Christopher Plummer - "Beginners"
- Max Von Sydow - "Tão Forte e Tão Perto"

Melhor Atriz Coadjuvante
- Berenice Bejo - "O Artista"
- Jessica Chastain - "Histórias Cruzadas"
- Melissa McCarthy - "Missão Madrinhas de Casamento"
- Janet McTeer - "Albert Nobbs"
- Octavia Spencer - "Histórias Cruzadas"

Melhor Roteiro Original
- "O Artista"
- "Missão Madrinhas de Casamento"
- "Margin Call: O Dia Antes do Fim"
- "Meia Noite em Paris"
- "A Separação"

Melhor Roteiro Adaptado
- "Os Descendentes"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "Tudo pelo poder"
- "O Homem que Mudou o Jogo"
- "O espião que sabia demais"

Melhor Longa-Metragem de Animação
- "A Cat in Paris"
- "Chico & Rita"
- "Kung Fu Panda 2"
- "Gato de Botas"
- "Rango"

Melhor Direção de Arte
- "O Artista"
- "Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "Cavalo de Guerra"

Melhor Fotografia
- "O Artista"
- " Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- " A Invenção de Hugo Cabret "
- "A Árvore da Vida"
- "Cavalo de Guerra"

Melhor Figurino
- "Anônimo"
- "O Artista"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "Jane Eyre"
- "W.E. – O Romance do Século"

Melhor Documentário (longa metragem)
- "Hell and Back Again"
- "If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
- "Paradise Lost 3: Purgatory"
- "Pina"
- "Undefeated"

Melhor Documentário (curta-metragem)
- "The Barber Of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
- "God is the Bigger Elvis"
- "Incident in New Baghdad"
- "Saving Face"
- "The Tsunami and the Cherry Blosson"

Melhor Edição
- "O Artista"
- "Os Descendetes"
- " Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "O Homem que Mudou o Jogo"

Melhor Filme de Língua Estrangeira
- "Bullhead" (Bélgica), de Michael R. Roskam
- "Monsieur" Lazhar (Canadá), de Philippe Falardeau
- "A Separação" (Irã), de Asghar Farhadi
- "Footnote" (Israel), de Joseph Cedar
- "In Darkness" (Polônia), de Agnieszka Holland

Melhor Trilha Sonora Original
- "As Aventuras de Tintim" - John Williams
- "O Artista" - Ludovic Bource
- "A Invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
- "O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
- "Cavalo de Guerra" - John Williams

Melhor Canção Original
- Man or Muppet - "Os Muppets"
- Real in Rio - "Rio"

Melhor Curta-Metragem
- "Pentecost"
- "Raju"
- "The Shore"
- "Time Freak
- "Tuba Atlantic"

Melhor Curta-Metragem de Animação
- "Dimanche/Sunday"
- "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"
- "La Luna"
- "A Morning Stroll"
- "Wild Life"

Melhor Edição de Som
- "Drive"
- "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- "A Invenção de Hugo Cabret"
- "Transformers: O lado oculto da lua "
- "Cavalo de Guerra"

Melhor Mixagem de Som
- "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "O Homem que Mudou o Jogo"
- "Transformers: O lado oculto da lua "
- "Cavalo de Guerra"

Melhores Efeitos Visuais
- "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"
- "A Invenção de Hugo Cabret "
- "Gigantes de Aço"
- "Planeta dos Macacos: A Origem"
- "Transformers: O lado oculto da lua"

Melhor Maquiagem
- "Albert Noobs"
- "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"
- "A Dama de Ferro"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trilogia Millennium vira HQ


O lançamento da versão hollywoodiana do filme "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" no Brasil é no próximo dia 27 e é nesse clima do universo de Stieg Larsson que lhes trago uma notícia: foi anunciada a capa da graphic novel baseada no primeiro volume!

Para quem não conhece, o primeiro volume da trilogia de Stieg Larsson traz Mikael, um jornalista, e Lisbeth, uma jovem hacker, investigando um assassinato. A HQ, que foi escrita por Denise Mina e ilustrada por Leonardo Manco, será lançada pela DC/Vertigo em novembro desse ano nos EUA. Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento pelas terras tupiniquins.


As continuações da graphic novel só saem em 2013 e 2014 - se o mundo existir até lá, hahahaha. Enquanto isso, dá para assistir à adaptação cinematográfica sueca (que traz Michael Nyqvist como Mikael Blomkvist e Noomi Rapace como  Lisbeth Salander) e também ao remake americano (Daniel Craig e Rooney Mara fazem os papéis principais). 


Curiosidades:
>>>Vocês viram a imagem que abre esse post? Ela faz parte de um photoshoot maravilhoso que o Craig e a Mara fizeram para a revista Empire, confira mais aqui.

>>>Noomi Rapace, a Lisbeth de versão sueca, também está no novo filme do Sherlock Holmes, como a personagem feminina principal (Madam Simza Heron).

Até a próxima!