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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Para quem gosta de música: Cherri Bomb

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Cherri Bomb
Origem: Estados Unidos
Similares: The Pretty Reckless, Green Day, The Runaways, Tokio Hotel, Sum 41, BarlowGirl, The Donnas, Paramore, You Me At Six, Krystal Meyers, Foo Fighters...

Essa banda eu conheci por indicação da minha amiga – sabe aquela que diz que é bom e você confia? – e ouvi pela primeira vez em uma pizzaria tamanho o ataque que ela deu. "Você precisa ouvir!!!" E ela estava certa.

Aqui no CC nós já falamos de duas bandas desse estilo: The Pretty Reckless e Tokio Hotel. Mas Cherri Bomb – o nome te diz alguma coisa? – tem seu próprio destaque. É uma versão moderna do The Runaways, uma banda com um bando de garotas, guitarras agitadas e sem medo de berrar no microfone. Ah, o rock...

Ultimamente, sempre que eu quero algo mais rock com cara de banda de garagem, coloco Cherri Bomb. Até ouvir eu não tinha nem percebido que sentia falta desse tipo de música, principalmente mulher cantando rock. Adoro pop e a voz melodiosa ou potente estilo Christina Aguilera, mas como o Jack Black disse em "Escola de Rock": rock é revolta. E Cherri Bomb soa como quebrar tudo com revolta na base da guitarra.

Agora um pouco de história e a parte mais interessante: elas são realmente novas! A banda começou com a guitarrista Julia Pierce em 2008, quando ela tinha... 11 anos. Mesmo novinha ela já queria uma banda só de garotas e foi atrás disso, espalhando flyers e procurando na internet, até encontrar Nia Lovelis (baterista) e Miranda Miller (guitarrista). Como ainda faltava baixista, a irmã mais nova da Nia, Rena Lovelis, decidiu aprender para entrar (irmãos mais novos sempre acabam como baixista assim, vide My Chemical Romance). Atualmente a mais nova, Rena, tem 14 anos (1998) e a mais velha, Miranda, tem 16. Parece que é a nova geração chegando...  e eu estou me sentindo velha.

(da esquerda pra direita) Em cima: Julia e Rena. Embaixo: Miranda e Nia. Acabei de conferir, continuo me sentindo velha.
Eu não sei quanto dessa história foi romantizada e produzida desde 2011, quando elas fecharam com a gravadora (olhem essa foto estilo steampunk, tem gente colocando dinheiro nisso!). Aliás, o nome Cherri Bomb dizem ter sido tirado de Cherry Bomb: The Ultimate Guide to Becoming a Better Flirt, a Tougher Chick, and a Hotter Girlfriend -- and to Living Life Like a Rock Star. O que parece um bom desvio de “nos inspiramos em The Runaways”. Mas também não significa que seja mentira...

"in my opinion..."
Mas o que importa é que as músicas são legais. No final das contas, para quem gosta de música, tanto faz se é uma menininha de 12 anos ou um velho tarado de 90. É só fechar os olhos e aproveitar.

Até agora elas têm um EP, Stark, lançado em 2011. E o álbum This is the End of Control, lançado em 2012. E tem MUITO vídeo bom delas pelas internet.

Jovens, cheias de energia... você deveria ouvir. Te desafio a não ficar cantando: I’ll admit I miss your face but IT’S BETTER THIS WAY BETTER THIS WAY.


"Let It Go": Acho que essa foi a música que a minha amiga mandou, ou talvez não. É legal mesmo assim!


O que ouvir para começar? Além de "Let It Go", pode ser "Better This Way". "Too Many Faces" é mais lentinha, toda vez que eu escuto acho que começou "Perfect" do Simple Plan e depois me lembra a Sum 41. E vou terminar com "Act the Part" e "Heart Is a Hole", mas sinceramente vocês deveriam ouvir o álbum inteiro do Cherri Bomb (e a capa é bem legal).


Veja também

quarta-feira, 18 de abril de 2012

[Resenha] Terrível Encanto, de Melissa Marr

por Igraínne Marques
- Livro: Terrível Encanto
- Série: Wicked Lovely #1
- Próximo: "Tinta Perigosa", cuja capa já foi liberada pela editora.
- Autora: Melissa Marr
- Editora: Rocco
- No skoob









Sinopse: 
A capa é bem bonita, e diferente do que muita gente pensou, a imagem remete a uma flor, não a um coral (ou algo do gênero). O livro conta a história de Aislinn, uma menina que tem o dom de ver e ouvir seres encantados (isso inclui criaturas boas e ruins). Algumas dessas criaturas são minúsculas, outras são capazes de manter uma forma humana por tempo indeterminado, tamanho seu poder. A única coisa que Aislinn sabe é: jamais se deve falar, encarar ou despertar a atenção de  qualquer ser encantado que esteja por perto. Contudo, quando uma criatura visivelmente mais poderosa - e mais bonita - que as demais cruza seu caminho, Aislinn se vê diante de uma situação sem saída. Não há como fugir do que a persegue sem descanso.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em primeiro lugar, a coisa que mais me chamou a atenção nesse livro foi o fato de que a capa é realmente muito linda e - sim! - corresponde à história em sua integridade. Quanto ao segundo volume, "Tinta Perigosa", não sei dizer. A editora acaba de lançar a continuação e ainda não tive a oportunidade de saber mais a respeito. Ao todo, serão 5 livros. E não, não é necessariamente uma continuação. Pelo que eu pesquisei, tratam-se de histórias envolvendo - muitas vezes - os mesmos personagens, mas com protagonistas alternados. Portanto, podemos não ter Aislinn no foco do segundo livro.

Já que estamos falando dela, posso começar dizendo que Aislinn é uma menina independente. Isso sempre me agradou em personagens femininos, principalmente pelo fato de a maioria me parecer tão superficial hoje em dia. Aparentemente, o dom de Ash (como em geral é chamada) sobre o mundo "invisível" dos seres encantados é algo genético: ela herdou o talento - ou maldição - da avó, que é com quem vive atualmente. Sendo uma mulher altamente protetora, sua avó sempre lhe ensinou as três regras inquestionáveis já mencionadas: "Não encare os seres encantados invisíveis; Não fale com os seres encantados invisíveis; Nunca desperte a atenção deles".

Como era de se esperar, as regras são fáceis de seguir enquanto os tais seres encantados não  notam que ela pode notá-los. E, apesar do que a maioria das meninas faria diante de Keenan, um garoto irrevogavelmente bonito - e poderoso -, Aislinn ainda assim tenta seguir as regras. Posso dizer que ela tenta com afinco. Bastante afinco. Talvez tenha sido o fato de que ela acredita que todos os seres encantados são do mal. Sem exceção alguma. Sua generalização acaba por salvá-la em certos momentos. A única coisa de que ela pode ter certeza é que tais criaturas são vulneráveis ao ferro. É aí que entra Seth.

Seth, a outra ponta do triângulo amoroso - que mais me parece um quadrado amoroso (já vamos chegar nisso), mora convenientemente num vagão de trem. E mora sozinho, é bom marcar esse fato. Seth é tudo o que os outros mocinhos dos livros não são. E quando digo tudo, quero dizer tudo. Ele tem atitude, possui uma personalidade incrivelmente notável e ainda têm piercings que dão aquela aparência à lá Lisbeth Salander versão masculina (se você não sabe quem é a Lisbeth, leia a resenha da Dana aqui). Apesar disso tudo, mesmo com a ideia de cretino que ele passa, não acho que alguém consiga vê-lo como um cretino. É exatamente por isso que é genial: ele vai contra tudo aquilo que é esperado a seu respeito. Sem parecer maravilhoso em excesso.

Keenan, por outro lado, é obviamente um cara meio encantado demais. Sendo da corte, consegue suportar o ferro por bem mais tempo que as outras criaturas. Ele é o Rei do Verão, o herdeiro do trono que atualmente está sob a controle de sua mãe, a Rainha do Inverno. Há muitos anos o poder tem estado nas mãos dela, e para que Keenan tome posse do que em outros tempos foi o trono de se pai, precisa achar a dita "Rainha do Verão". Keenan a tem procurado por muito e muito tempo, sem sucesso. Tentou com diversas meninas, mas nenhuma delas pareceu ser "A" escolhida. Ou isso ou então não eram capazes o suficiente para se submeter ao teste que determina se você é ou não "A" escolhida. O teste aplicado contém um risco: se você for de fato a Rainha do Verão, será (obviamente) agraciada com todo o calor presente no verão. Se não for, será condenada com o frio do Inverno por toda a eternidade, até que outra menina se submeta ao teste novamente. E como se isso não bastasse, a menina condenada a esse Inverno sem fim ainda é obrigada a conviver com Keenan e avisar à próxima candidata sobre ele: sobre as mentiras que ele pode vir a contar para tentar convencer a nova garota a fazer o teste.

Donia, nossa última parte do quadrilátero amoroso, está na posição de Garota do Inverno há mais tempo do que gostaria. Pior do que isso: ela não consegue esquecer Keenan. Vendo-o com frequência, sendo obrigada a desencorajar qualquer candidata a Rainha do Verão que aparece, ela começa a questionar o fato de que talvez seja melhor que alguém se arrisque logo para que ela se livre do sofrimento. Sofrer para ela é muito mais do que a simples visão de Keenan com outra; é o fato de que ela não pode tocá-lo. Gelo e Fogo não se misturam sem que haja consequências. De um modo geral, Donia consegue ser uma personagem muito bem construída, se levarmos em conta a quantidade de conflitos internos e contradições que a rondam. Depois de Seth, foi quem mais me cativou no livro todo, por me parecer tão... humana, apesar de tudo.

O modo como a autora trata toda a história, no entanto, me incomodou. Diante dos acontecimentos, Aislinn começa a se deparar com situações aterradoras. Algumas partes ficaram confusas ou mal descritas, e senti falta de uma explicação maior em relação ao que rege todo o regime de tronos. Em alguns pontos, principalmente os que tratam de Ash e Seth, a narração corre livre, é algo natural. O mesmo ocorre com Donia e sua visão acerca do que acontece a sua volta. Contudo, na maior parte das vezes, me pareceu uma leitura superficial, rápida demais e com poucos detalhes. Isso ocorre principalmente na passagem final, o que é uma pena. O desfecho é muito bom, mas não foi - claramente - trabalhado adequadamente. Sem querer ser mais drástica, posso dizer que a essência desse mesmo final me agradou bastante. Porque foge do esperado.

Sobre a nota: pensei seriamente em dar um três. Porém, posso dizer que, de muitas formas - talvez de todas as formas - Seth e Donia valeram pelo livro todo. A excentricidade de Seth e a humanidade paradoxal de Donia me encantaram. O que é, no mínimo, irônico, uma vez que é um livro sobre seres encantados.

Classificação:
(4/5 conversinhas)
Até o/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

[Resenha] Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

por Dana Martins
- Livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
- Millennium - Livro 1
- Autora: Stieg Larsson
- Editora: Companhia das Letras
- Comprar*: Ponto FrioFnac, Extra
- No skoob
- Continua em: "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar".
OBS: O autor planejava mais livros para a série, mas morreu antes mesmo de terminar. Mas não desanime, o livro não precisava necessariamente de uma continuação, é como se fossem vários casos.
*Todos os 3 já foram encontrados até por 5 reais nas lojas físicas das Lojas Americanas



Mini-crítica: 
Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.

Dizer que é uma investigação é o modo mais fácil de descrever o livro, mas "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" é muito mais que isso. É uma trama envolvente* relacionada ao abuso das mulheres na Suécia, com várias pontas que mesmo distante acabam chegando a esse mesmo assunto. Além disso, as vidas de Lisbeth e Mikael pesam sobre tudo o que está acontecendo, fazendo o livro ser também sobre a história deles. Ou seja, não se engane achando que é dois amigos e pura investigação. Eles até demoram para se encontrar e a relação entre eles é diferente. No primeiro livro de Millennium o assunto, os personagens e o desenvolvimento são muito mais importantes do que o "quem é o culpado?".
*talvez você tropece um pouco no início, mas isso vai passar. Veja a resenha completa para saber o motivo.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Oi! Essa resenha eu já tinha postado no Blog das Resenhas, mas eu queria colocar a resenha de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" aqui também e percebi que se eu fosse alterar o máximo que eu conseguiria seria ficar enrolando. Eu já falei do filme americano aqui e com certeza essa série vai retornar  ao blog (adaptação sueca, resenha das continuações, livro vs. filme...), mas enquanto isso fique a resenha.
Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. Quase quarenta anos depois, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular, como última tentativa de resolver o caso. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, vê na proposta uma boa oportunidade para se recuperar e aceita. Mais tarde vindo a contratar Lisbeth Salander para ajudá-lo.
*sinopse no Skoob é puro spoiler, fiz uma versão resumida.
Assim como aconteceu com o filme, ao terminar o livro foi uma sensação de silêncio e impacto, enquanto toda a história ainda era processada e eu tentava descobrir a minha verdadeira reação. Eventualmente, cheguei a conclusão de que é muito bom. Muito bom porque não é só um livro de investigação - há várias investigações envolvidas -, é um livro sobre os personagens, é um livro gostoso de ler. Infelizmente, essa combinação tão boa não é o que sempre encontramos por aí. Felizmente, ela pode ser encontrada.

Eu vou começar falando sobre o ritmo do livro para evitar que ninguém desanime. Quando eu comecei a ler, achei um pouco chato e parado (alguns amigos que estavam lendo acharam o mesmo), mas aguente firme porque isso é só até a Lisbeth aparecer*. Quando passa a falar dela, o nível de interesse se multiplica e fica muito mais legal. Daí é mais fácil a leitura fluir normalmente, diria que fica no mesmo patamar de um livro mediano. Mediano até você sentar com atenção e passar um tempo lendo para pegar o ritmo, depois disso você vai embora.
*Esse "problema" de ritmo no início é para quem está mais acostuma a livros adolescentes. Lisbeth é o lado YA do livro, enquanto o Mikael é o lado mais adulto (relação que nem sempre é exatamente assim). Então, em outras palavras: dependendo do que você está acostumado a ler esse ritmo muda. Aconselho a sentar e ler por um tempo para entrar no clima. 

Como eu falei, o livro não é uma história só, é uma trama. As pontas evoluem, se confundem e cada uma recebe o próprio final. Apesar de o modo fácil de resumir o livro ser dizendo que é sobre uma investigação, não é só isso a história. O livro tem mais de 500 páginas e se você tirar as que são sobre essa investigação em si daria umas 100. O resto está repleto de situações diversas que representam o que o próprio título do livro traduz: "os homens que não amavam as mulheres". Se você, como eu, não tinha se ligado muito no significado desse título, a cada divisão do livro há uma "dica", trechos de dados sobre mulheres que sofrem abuso da Suécia. O interessante é que todas as pontas da história acabam relacionadas a isso.

Mas não vá pensar que é um livro com várias pequenas histórias diversas, é a própria evolução do que está acontecendo que leva a exemplos desses abusos. O livro intercala entre Mikael e Lisbeth, que passam a maior parte do tempo vivendo os próprios dramas um pouco afastados (ele na ilha da família Vanger investigando o caso, ela na cidade enfrentando problemas com a tutela). Só perto do final que eles passam a ficar juntos e o foco na investigação aumenta.

>>>Conheça os personagens

Como parte da história é sobre os personagens, eu vou falar um pouco sobre eles. Primeiro, Lisbeth Salander, a personagem que marca o livro, o filme, os leitores e até deu a Rooney Mara a indicação ao Oscar. Ela é grande parte da história, tanto que a tradução americana* do título do livro é "A Garota com a Tatuagem do Dragão", em referência à personagem. Provavelmente uma jogada de marketing para parecer mais atraente. Mas, apesar do título original (algo como "Os Homens que Odeiam as Mulheres") ser muito mais adequado, não dá para negar que essa história teria metade da força se não fosse ela. Ou seja, a tradução americana não é totalmente errada.
*para quem não sabe, o livro é sueco.

Lisbeth é uma mulher (ou menina?) de 20 e poucos anos, que teve uma vida difícil*, em parte por causa de seu próprio jeito. Não fala com ninguém, parece não se importar com nada, faz tudo de acordo com uma lógica própria e está contente com isso. Nesse livro, ela é uma hacker que trabalha para uma empresa de segurança e é brilhante no que faz. Conforme nós lemos, ela vai se transformando diante de nossos olhos. É interessante que nesse aspecto o livro se assemelha à maioria dos livros YA do momento: é sobre uma pessoa, da fase young adult, descobrindo quem realmente é. Só que a história de Lisbeth acaba sendo muito mais complicada do que decidir entre dois pretendentes que todo mundo quer (não desemerecendo essas histórias, eu costumo adorar e, se você for pensar, não dá para culpar as adolescentes que têm uma vida boa por terem uma vida boa). Além disso, ela ainda traz um tom inflexível de defesa às mulheres misturado com sua personalidade forte que dá um toque especial ao livro.
*Parece que a história dela é aprofundada nos próximos livros.

Apesar de ser uma balança um pouco injusta, temos o outro peso nessa história: Mikael Blomviskt. Ele é um jornalista muito dedicado (e no quesito viciado em trabalho ele se assemelha a Lisbeth), faz jornalismo econômico e acredita que a grande dever desse tipo de jornalista é cuidar para que as empresas façam seu trabalho honestamente, pode ser caracterizado como idealista por muita gente. Ele é um dos fundadores da Millennium, uma revista independente que trabalha denunciando o que todo mundo joga para baixo do tapete. É numa dessas que a história começa: ao se meter com um grande empresário, acaba acusado por difamação e perde o caso, abalando a própria credibilidade e a da revista.

Há muitos outros, como Henrik Vanger, Erika Berger e Dragan Armansky, que contribuem para a trama e chamam atenção com suas histórias e personalidades interessantes. Mas é melhor deixar para vocês descobrirem, né?

Como eu falei no início, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" foi um livro que eu gostei muito, que eu acho que vale a pena ler e não é nem por causa da investigação em si (se fosse por isso, falava para ler Dan Brown ou, se procura algo mais adolescente, Pretty Little Liars). No final, foi um livro que me lembrou um pouco a Law and Order SVU, porque essa é uma série que tem os casos e tal, mas ainda tem muito dos detetives, a Olivia Benson e o Elliot Stabler (sem falar do tipo de caso parecido né). No primeiro livro de Millennium o assunto, os personagens e o desenvolvimento são muito mais importantes do que o "quem é o culpado?".

Se quiser saber sobre o filme americano, há a resenha aqui. Ele é bem fiel ao livro, a ponto de várias falas serem exatamente as mesmas. Se você já ouviu falar sobre uma mudança no final, saiba que há, mas não altera tanto o resultado. A maior diferença é que no filme o principal é a emoção e a tensão, enquanto no livro é o desenvolvimento de toda a situação (aprofundamento que seria difícil em um filme). Eu sou chata com adaptações, mas essa é um soco na cara de quem diz que não é possível fazer algo bom e que possa representar o livro.

Classificação:

(5/5 conversinhas)

Veja algumas outras capas do livro:


Essa é a outra versão brasileira. A que eu coloquei lá em cima é uma outra versão econômica, que eu gosto mais e a que eu comprei (essa é bonita também, mas a outra tem mais a ver, com essa o livro parece alguma coisa de fantasia). Alerta: também há uma versão econômica do livro circulando com essa capa. O Paulo comprou o box no Submarino e quando chegou viu que era a econômica (a que ele não queria), no site não tem nenhum aviso. 

Versão americana do livro. Uma das poucas vezes em que eu gosto do que eles fazem. Até a citação encaixou bem na capa. As das continuações só ficam mais bonitas. :D


 A versão francesa do livro e que o Paulo já tinha até colocado no twitter. É a que eu menos gosto e só contribui para o meu medo do estilo de design comum na França. E repara que as 4 capas aqui dão destaque à Lisbeth (independente do título do livro), para vocês verem a força da personagem.

Todas as 4 capas você pode encontrar aqui no Brasil nas grandes livrarias, tipo Fnac ou Saraiva. Eu também procurei a original, mas não é tão fácil assim ter certeza o que é o que lendo em sueco (se é que aquilo era sueco). Eu ainda vou ver se encontro, mas enquanto isso fique com essas e mais algumas (inclusive uma minimalista linda) no tumblr: só clicar.