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sábado, 23 de junho de 2012

[Resenha] Firelight - O inimigo está próximo, de Sophie Jordan

por Dana Martins
- Livro: Firelight - O inimigo está próximo
- Série Draki #1
- Autora: Sophie Jordan
- Editora: Agir
- Comprar: Walmart, Submarino, Fnac.
- No skoob
- Próximo: Vanish (ainda não lançado no Brasil)








Mini-crítica: 
Se você gosta de literatura YA, dragões, clima de escola americana, romance e está procurando uma leitura para agradar e passar o tempo, pode continuar a ler a resenha. No mundo de "Firelight" há uma espécie chamada draki, de dragões que desenvolveram a capacidade de se transformar em humanos para se esconder dos caçadores. Jacinda é um deles, de um tipo raro, que precisou deixar todos os que conhecia para trás e foi viver com a mãe e a irmã em uma cidade pequena. Nesse novo lugar, ela logo descobre que seu lado draki está em risco e Jacinda está decidida a não deixar ele desaparecer. Contudo, ninguém parece entender o quão ruim isso seria para ela. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Esse livro eu comprei por engano. Se não fosse isso, seria um desses que eu ficaria enrolando eternamente para ler por dois motivos: 1) O verso do livro dá uma ideia toda errada; 2) Tem cara de que não é O livro e que corre risco de ser chato/clichê.

Agora que eu já li, tenho certeza de que foi um engano bem vindo. Comecei sem esperar nada e chegou a ponto de eu não conseguir largar o livro (e, quando tentava, só pensava na história). Um aviso: a sinopse oficial puxa muito para o lado do romance (quase "ei, fã de Crepúsculo, compra esse também!"), mas nesse primeiro livro nem é tãão grande assim, apesar de ser até legal.

Mundo
Firelight é sobre um mundo onde existe uma espécie, draki (mais conhecida como dragão), que quase foi aniquilada por causa da caça e precisou dar um jeito de se manter. Com o tempo, adquiriram a capacidade de se transformar em humanos, podendo se esconder entre eles. No entanto, eles não são humanos, ficam aprisionados nessa forma e só podem sair como dragões em lugares escondidos e com cuidado. Esse é o dilema que todo draki deve enfrentar: continuar a viver, mas só parcialmente, pelo menos até que os caçadores parem.

Sinopse
É nesse mundo que surge Jacinda, nada diferente de uma adolescente comum, a não ser pelo fato de que é uma draki… e de que é muito valiosa até entre a própria espécie. Mas a história não se baseia apenas nisso, há uma série de outros problemas que acabam servindo para situação explodir de vez quando ela, como qualquer adolescente, acaba indo um pouco além das regras. Isso faz com que a vida dela vire de cabeça para baixo e ela se veja aprisionada muito longe de casa e, de certo modo, no próprio corpo. O livro é bastante sobre o fato de que ela, seja lá o que decida fazer, estará sempre perdendo uma parte de si.

Apesar de ter um pouco da mitologia e do modo de vida escondido dos draki, é uma história muito mais daquele clima de escola de interior americana. Lembra até um pouco a "Eu sou o Número Quatro". Tem aquelas garotas populares que atrapalham a vida alheia, tem os excluídos e... os garotos. A diferença é que isso tudo acaba envolvido com a história da própria Jacinda.

Ela está com a mãe, que trabalha o tempo inteiro para sustentar a família, e a irmã, que sempre sonhou em ter uma vida típica de filme adolescente americano. Além disso, ela está tendo que conter seu lado draki e desesperada com a ideia de que possa acabar perdendo-o. É nesse ponto que entra o garoto, que de algum modo é o que faz o lado draki se manter.

O triângulo amoroso nesse primeiro livro é bem fraco e mal chega a ser realmente um triângulo. Mas a causa disso e as outras coisas que a Jacinda descobre durante o livro eu vou deixar para você descobrir quando ler.



Sobre a nota: Ficou com 3 conversinhas, mas não significa que é ruim. A questão é que, mesmo que seja uma leitura que flui (muito) bem, com personagens que você acaba gostando e com a forma interessante que eles tratam os dragões (existem tipos com poderes especiais e tal), acaba perdendo por não ter nada extra-especial. É aquele livro seguro: você gosta do estilo, sabe que vai ser divertido pra passar o tempo e pronto. Pra quem quer uma história adolescente legal, indico com certeza. Algumas referências: "Glimmerglass" da Jenna Black ou "Quando cai o raio" da Meg Cabot.

Classificação:



(3/5 conversinhas)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

[Resenha] Sirensong, de Jenna Black

por Dana Martins
- Livro: "Sirensong: O Perigoso Chamado da Rainha"
- Faeriewalker - Livro 3
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Primeiro: Glimmerglass
- Segundo: Shadowspell







Mini-crítica: 
Se você já chegou até Sirensong, o terceiro livro, não há por que não continuar. Apesar de que se você não leu, vai ler a pena chegar até aqui. Dessa vez Dana entra em uma viagem através de Faerie para ir visitar a Corte Seelie e vai descobrir muito sobre esse novo mundo. Sirensong consegue ir além dos outros dois e misturar tudo o que a Jenna Black criou de melhor. Novamente, nós não temos ideia das surpresas que a autora vai tirar da manga para mexer com a vida de Dana. Se há um lado negativo, é que você vai sentir falta dos personagens no final. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Sirensong é o terceiro livro da trilogia Faeriewalker e último. Teve gente querendo mais, mas a autora falou que por enquanto não tem previsão para nada disso. Ué, mas então o livro não termina a história? É como eu falei na resenha de Shadowspell, eu encaro essa trilogia mais como vários episódios de um seriado (ou temporadas, considerando cada livro). Cada um tem uma história própria e ao mesmo tempo ela tem a ver com uma principal, mas vamos ser sinceros: não há jeito da Dana resolver o próprio problema, não é como se ela tivesse sendo perseguida pelo Voldemort ou coisa assim. Na verdade, relacionando com Harry Potter, é como se ela fosse a Varinha das Varinhas. Só acaba confusão por causa dela se... alguém acabar de vez com ela. Até lá, volta e meia vai haver alguma grande confusão para ver quem vai "dominar" ela.

O primeiro livro, Glimmerglass, prende a sua atenção no início porque você está descobrindo tudo, então junto com a Dana você não sabe em quem confiar ou qual vai ser a próxima reviravolta a acontecer. Em Shadowspell, a curiosidade fica por contar de Erlking, um personagem atraente e perigoso ao mesmo tempo, que te faz questionar as intenções e surpreende. Já em Sirensong, em boa parte não há essa curiosidade. Pelo menos por umas 100 páginas, você sabe a situação de Dana, os inimigos dela e tem ideia do que vai acontecer. Então a leitura, apesar de para mim não ter sido muito diferente, pode ser meio parada para quem não se anima muito com a narração dela. Depois, é claro, isso muda e fica melhor ainda, com um acontecimento importante depois do outro.
Eu não fazia ideia de como a história ia continuar, mas depois de Shadowspell eu sabia que a autora poderia surpreender. Dessa vez, Dana Hathaway (e não Stuart, como o pai dela gosta de dizer) recebe a honra de ser convidada pela rainha Seelie a se apresentar diante da corte. O que significa viajar até lá, através de Faerie, para encontrar a mulher que abertamente deseja sua morte. A ideia já parecia ótima assim, só fica melhor ainda quando ela descobre que a sua outra opção é fazer a mesma viagem, mas como prisioneira. Adivinhe qual ela escolheu. Ah, e isso é só o começo. 
A viagem à Faerie é mais surpreendente do que podemos imaginar. Conhecemos novos seres feéricos (tanto Seelie quanto Unseelie), mais sobre a vida desses seres que em vez da tecnologia possuem a mágica e mais sobre os próprios personagens. Inclusive o lindo do Erlking (que apesar de todo perigo eu adotei para mim). Sabe, é mais como se os primeiros livros fossem apresentando e desenvolvendo os personagens, enquanto nesse nós ficamos conhecendo o resultado disso tudo.

A maior diferença entre esse livro e os outros é que muda um pouco o modo como toda a situação é retratada. Nos primeiros nós temos os acontecimentos e então a Dana super-analisando todas as situações e decidindo como vai seguir em frente. Nesse nós ainda temos a Dana calculista, mas boa parte do livro é surpresa com o novo lugar e tanta coisa acontecendo que a coitada não tem muita chance de pensar direito. Ou seja, para quem não gostava muito da narração dela, talvez esse possa ser o melhor.

Eu gostei muito de como essa trilogia se desenvolveu (mesmo sendo tão feminina e tendo uma narração tão pessoal que pode afastar muita gente), todo o clima de história medieval e mágica que tem nesse livro, do mundo das fadas, de como os personagens são tão bem criados e do lado jovem de tudo isso. Também, diferente do que eu imaginei, não é muito um YA “empacotado”, temos um pouco do triângulo amoroso, mas ainda há outros “jogadores” e os personagens interagem com a história de um modo mais livre*.
*Normalmente é tipo: “é um triângulo amoroso” e a história fica crescendo em volta disso. Mas na trilogia Glimmerglass coloca a situação, cada personagem tem os próprios interesses e eles se aproximam ou se afastam de acordo com isso. Às vezes forma um triângulo? Forma. Às vezes cai em uma situação bem YA? Cai. Mas outras vezes se afasta muito disso.


Sobre a nota: De 0 a 5, o livro fica com 4-quase-5. Ele é o que eu dei a nota mais alta da trilogia e só não ganha máxima por comparação com os outros que receberam o 5 (Jogos Vorazes, Harry Potter…). De qualquer forma, eu tenho um carinho especial pela história e a qualquer hora que a Dana conseguir arranjar mais problema eu estou aqui para ler.

Classificação:



(4,5/5 conversinhas)


Quero aqui agradecer à Universo dos Livros não só por ter enviado o livro, mas também por ter publicado toda a trilogia e em uma velocidade aceitável. É cansativo essas editoras que lançam 493393 livros, mas enrolam para lançar (quando lançam) o resto da série. 




domingo, 13 de maio de 2012

Onde estão as mães do mundo literário?


Feliz dia das mães! Ou da ausência das mães, se você for como um dos muitos personagens do mundo literário que passa esse dia sem a figura materna. Ou você não reparou? A ausência de adultos não é muito incomum nos livros YA, mas parece que os nossos personagens preferidos acabam, mais do que a média, ficando sem mãe. Eu "descobri" isso quando decidi fazer um post dedicado às grandes mães do mundo fictício e percebi que elas simplesmente... não estavam lá. Continue lendo para entender.

Curiosidade: Essa imagem aí é de uma foto que eu tirei na Fnac aqui do Rio esses dias, do "Guia Dia das Mães" deles. É tão contraditória de indicação para o dia das mães que achei que caiu muito bem para esse post. E aí, comprou The Walking Dead para a mamãe?


1 - Harry Potter e todos os sete livros

O garoto com os olhos da mãe é logo o primeiro que eu penso quando começo a listar personagens de livros. Foi com ele que eu comecei a perceber a maldição dos personagens literários. Se você for ver, Harry Potter é uma série de "órfãos". Harry Potter, Voldemort, Neville, Luna... Ao mesmo tempo, é a série que mais valoriza o papel materno e de mil maneiras possíveis. 

Harry Potter foi protegido o tempo inteiro pelo amor da mãe. Voldemort não teve um pingo de amor e acabou se tornando o maior bruxo das trevas. Além desses extremos de amor (ou falta de amor) materno, temos constantes figuras maternas durante todo o tempo. 


Aposto que a primeira que você vai pensar é a mãe mais mãe de quase todas as mães do mundo literário: Sra. Weasley. Mãe de trezentos sete filhos, que não pensa duas vezes em "adotar" nas férias o Harry e a Hermione e responsável por uma das frases mais épicas: "Not my daughter, you bitch!"

É graças à Sra. Weasley, também, que eu parcialmente cumpri meu objetivo de encontrar grandes mães nos livros. 

2 - Jogos Vorazes

Katniss, outra personagem popular do mundo literário e protagonista de livros famosos, também sofre do mal de falta de mãe. Também órfã, desde pequena precisou lidar com a morte do pai e a depressão da mãe. 

Mais do que nunca, essa ausência da mãe é o motivador do personagem. Veja bem: se o pai e a mãe tivessem morrido, ela teria ficado triste. Contudo, com o estado da mãe, Katniss fica com raiva e encontra aí a força para continuar. 

Essa trilogia é uma em que o papel materno é praticamente ausente, mas de alguma forma acaba surgindo na própria Katniss em relação à Prim. O outro nome para a trilogia poderia ser "Mão aos onze". -n

3 - Crepúsculo

"Ah, mas o que que esses vampiros porpurinados vieram fazer aqui?" Preconceitos à parte, a protagonista do romance YA mais famoso também tem a mãe ausente. Se você não percebeu enquanto falava mal ou babava pelo Edward, a Bella vai parar em Forks para a mãe ficar mais feliz e livre. Durante todos os livros a Bella conta que a mãe sempre foi meio "aérea" e ela precisou amuderecer desde cedo, até quase que virando uma mãe para a própria mãe. 

Aliás, o "Amanhecer Parte 1" virou um filme sobre ser mãe, não é?

4 - Instrumentos Mortais

Esse começa diferente, porque não temos exatamente uma ausência de mãe. Pelo contrário, temos uma mãe superprotetora. Porém, é o desaparecimento da mãe que desencadeia toda a história. 

Repare, esse é o mal desses personagens: se você já não perdeu a mãe, alguém vai tirar ela de você quando a história começar. De uma forma ou de outra, eles acabam passando por suas aventuras sem mãe. 

No primeiro livro, "Cidade dos Ossos", a autora consegue levar embora até a mãe de todo mundo. Jace "nunca" teve e a mãe do Alec e da Isabelle está viajando. No máximo, a do Simon de fundo. Além disso, durante das histórias a Clary vai descobrindo que não conhecia a mãe e, de certo modo, perdendo a pessoa que chamava de mãe antes. 

Jace x Voldemort x Katniss: todos os três personagens de algum modo não conheceram o amor da mãe (a Katniss menos, mas ainda assim). Se você reparar, os três personagens acabam sendo mais insensíveis. Até o momento, não tinha reparado em como eles são parecidos em alguns graus.

5 - Faeriewalker resenha

Outra trilogia YA que a ausência da mãe é importante. Dana nunca conheceu o pai e o problema da mãe é a bebida. Desde muito pequena ela precisa ajudar a mãe, se virar sozinha e organizar as constantes mudanças que a mãe diz ser preciso fazer. É o tipo de "presença ausente" como a de Jogos Vorazes, porque a mãe está lá, mas acaba sendo mais um problema do que um ponto de conforto. 

Se não fosse todos os problemas causados pela mãe, Dana nem teria pensado em fugir para procurar o pai. Isso evitaria que ela acabasse no meio de uma disputa política em que seus inimigos a preferem morta só por precaução (o que é muito ruim considerando que esses inimigos são feéricos* poderosos). 
*espécie de "fadas", mas nada a ver com as da Disney. 

6 - Guia do Mochileiro das Galáxias

Já que estamos no nosso mês dedicado a Douglas Adams, aos nerds e ao Guia, vamos fechar citando a "trilogia de cinco". 

Nos primeiros livros da "trilogia de cinco", não temos nenhuma presença materna (até porque Arthur Dent, o protagonista, já está na casa dos 30), mas isso muda no quinto livro ,"Praticamente Inofensiva", quando o personagem descobre que é pai. Não que ele tenha tido alguma relação, é só que uma antiga amiga decidiu usar o sêmen dele para ter uma filha, já que o resto dos humanos estavam extintos. 

Arthur Dent leva sua vida tranquilamente como Fazedor de Sanduíches em um planetazinho e acaba tendo que lidar com Random Dent, a filha que ele nunca imaginou que teria. A perspectiva aqui é do pai, mas Random é mais uma desses personagens que sofrem do mesmo destino: ausência de mãe. Antes de ir ficar com o Arthur, ela havia sido deixada várias vezes e por anos em "creches" pelo universo enquanto a mãe ia fazer algum trabalho*, o que influenciou no jeito muito rebelde da garota. 
*A mãe não é tão ruim assim, gente. Leia o nosso guia do Guia para entender. 

Uma coisa legal de comentar é que a personalidade "conturbada" de Random acabou sendo o ponto chave dos rumos que "Praticamente Inofensiva" levou a partir da metade. [SPOILER] Se não fosse por ela, os personagens não teriam voltado para a Terra e não teriam todos morrido na destruição do planeta    e de todas as suas versões alternativas. [/SPOILER] E no "E tem outra coisa", o "sexto" livro, vemos a rebeldia e a personalidade da garota pelos olhos do novo autor, o Eoin Colfer, e também como ela influenciou na sua vida pessoal e profissional.

7 - Contos de fadas

Mas não tinha acabado?! É que, como diz o Kvothe, 7 é o número perfeito. E, como dizem as nossas mães, "sempre cabe mais um". 

Nem os contos de fadas estão livres dessa maldição. Temos lindas princesas, príncipes, bruxas más e... mães? Não muito. Em boa parte das histórias, as mães não são nem citadas. Em Cinderela a menina já tinha perdido a mãe e acabou por perder o pai. Não podemos dizer que aquela madrasta era exatamente uma mãe para ela, não é? Em A Bela e a Fera não há nem menção à mãe da Bela. Mas, por curiosidade, há uma versão que fala que os pais da Fera eram ausentes: o pai teria morrido cedo e a mãe acabou indo para a guerra. A Fera insensível? Imagina... Isso sem falar na Branca de Neve que, definitivamente, cresceu sem a mãe, que morreu logo depois de ela nascer. 


A presença mais marcante de mãe é no da Chapeuzinho Vermelho, que como menina má desobedece solenemente os avisos e vai pela floresta. Moral de história? Quando a sua mãe te falar pra sair com o guarda-chuva no dia ensolarado, escuta. 

Considerações finais sobre a falta de mãe no mundo literário

Enquanto eu buscava, encontrei uma lista enorme e nem todos dá para comentar, né? De qualquer forma, faço questão de citar alguns dos outros (muitos) exemplos:
Eragon não tem mãe. Em Eu Sou o Númerio 4 também não. O Frodo, de Senhor dos Anéis, também é órfão. Em Diários de Vampiros, Elena Gilbert também perdeu os pais. No livro Bios, da Luiza Sallazar, a personagem não tem mãe. Lyra, de A Bússola de Ouro, é outra que cresceu sem os pais. Mesmo que Percy Jackson seja o queridinho da mamãe, o que faz ele ir para no inferno em "Percy Jackson e o Ladrão de Raios" mesmo? Em Just Listen, da Sarah Dessen, temos a mãe "presente ausente" em um caso extremamente grave. E a mãe da Lisbeth Salander em Millennium? Divergent... 
Segundo o ICCPL (Instituto ConversaCult de Pesquisas Literárias -n), parece que na maior parte dos livros que nós lemos a mãe estar ausente acaba fazendo o personagem ir parar em algum tipo de aventura louca e perigosa que graças à Disney acaba em "felizes para sempre". Mas, no mundo real, essas aventuras estão longe de serem tão divertidas assim. 

Como as mães são importantes para os nossos livros preferidos, né? Eu realmente não tinha reparado nisso até pensar em destacar as grandes mães da literatura, que na verdade não estão lá e, como consequência, acabam tendo um papel enorme na aventura do protagonista. :)

*vocês repararam que Harry Potter está se infiltrando aqui no CC? Por acaso escolhi terminar com HP o post dos Vingadores também.

quarta-feira, 7 de março de 2012

[Resenha] Shadowspell, de Jenna Black

por Dana Martins
- Livro: "Shadowspell: O misterioso Reino de Avalon"
- Faeriewalker - Livro 2
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Primeiro: "Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos"
- Próximo (e último): "Sirensong" (ainda não publicado no Brasil, previsão para esse semestre).









Mini-crítica: 
Essa é uma trilogia que eu encaro como aquele desenho que a gente assitia quando era pequeno (não sei por que, mas lembro de "Três Espiãs Demais" e "Sorriso Metálico"), você senta, passa um tempo junto, se diverte, gosta dos personagens e no dia seguinte volta para uma nova aventura. Mas não mais que isso. Shadowspell, o segundo livro da trilogia Faeriewalker, traz uma nova "aventura" de Dana, a garota faeriewalker metida em uma Disney onde a magia existe de verdade e que precisa conciliar entra a busca pela própria liberdade e o fato de que muitos a preferem morta do que usando seus poderes. Dessa vez, um novo feérico* aparece mostrando interesse em seus poderes e ela precisa decidir se confia ou não nele. Além disso, todos os feéricos bonitões continuam por perto, fazendo os dias de Dana piores - ou melhores. Ah, e cuidado: o livro contém partes com teor sexual e violência, não indicado para criancinhas.
*Feérico: que diz respeito a fadas. Maravilhoso, deslumbrante. (retirado de Glimmerglass)

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Quando eu terminei e li a resenha percebi que consegui fazer algo que fala de modo geral sobre o novo livro, mas sem spoiler desse ou do primeiro livro. Ainda assim, é melhor para quem já leu Glimmerglass (resenha do Paulo aqui), já que é mais um "o que esperar de Shadowspell...". 

Eu sabia que a situação da Dana teria que se resolver de algum modo, mas eu não imaginava como seria, principalmente por saber que esse não seria o último livro. Como é que a autora vai enrolar?

Bem, a primeira resposta veio logo no verso do livro: Não vai enrolar. Um elemento surpresa entra na história e muda tudo. Erlking, um rei sem reino, temido pelas rainhas feéricas e qualquer um em sã consciência de Faerie, surge porque acredita que uma faeriewalker tem lá seus valores e decide entrar no jogo político.

No geral, a história não se mostra realmente diferente do primeiro livro, tanto que poderiam ser um livro só se não fosse ficar meio cansativo. Parece até mais um episódio ou algo assim ("Em mais um dia de Dana em Avalon...").

Tudo o que se pode dizer de bem ou mal de Glimmerglass está nesse, a narração de Dana continua pessoal (e, portanto, se você não gosta do estilo ou do que uma garota pode pensar, novamene pode encontrar problemas) e todos os personagens conhecidos estão lá sem nenhuma grande surpresa, só a continuação simples e lógica de tudo o que teve no primeiro livro (ela conhece mais sobre Avalon, Faerie, magia, os outros personagens...).

O grande ponto desse livro é o Erlking, porque ele muda toda a perspectiva. Eu achei realmete muito bom porque é toda uma situação não esperada, mas um não esperado diferente. Porque algumas séries, como "Jogos Vorazes", trazem várias surpresas (final de "Em Chamas" que o diga), mas de alguma forma isso pertencia mesmo à história. O surgimento do Erlking é diferente disso, como se você tivesse um esquema pronto e de repente surgisse algo para bagunçar tudo e mudar a visão sobre os acontecientos.

O Erlking também não é um personagem comum, você (e a Dana) fica tentando decifrá-lo. Como eu disse lá no balanço de leituras, ele virou um dos meus preferidos.

Depois de ler eu finalmente entendi o título "Shadowspell", que me deixava curiosa para saber o que tinha a ver. E só agora colocando o post aqui que eu vi o veado na capa. Não gosto muito dela, mas ganhou alguns pontos da minha simpatia pelo detalhe.

Aviso: novamente (e mais ainda) a autora não segura muito a mão na descrição das cenas "hot". Eu acho importante avisar porque às vezes esse livro pode parecer para garotinha, mas a autora não parece se importar com o público, fazendo a história como ela é, e ainda trata de assuntos mais pesados.

Sobre a nota: Enquanto eu lia parei para pensar... Não era realmente um livro em que eu poderia encontrar pontos negativos, mas também não colocaria do lado de "Jogos Vorazes" na nota. Foi aí que eu lembrei de "O Herdeiro Guerreiro". Tanto esse quanto "Glimmerglass" são livros que eu gosto de ler, tem uma mitologia bem criada e interessante, personagens legais, mas que não causam toda aquela emoção. Por isso eles ficam com 4 conversinhas, tenho um carinho pela história, gostei de ler, mas realmente não são tudo aquilo. 

Classificação:



(4/5 conversinhas)


O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigado =) 


quinta-feira, 1 de março de 2012

Balanço de Leituras - Fevereiro



Mais um mês se passou e nós voltamos para dizer o lemos em fevereiro. E você, como anda de leituras? Comente aqui embaixo ou faça esse meme no seu próprio blog! 

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: Terminei de ler "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos", li completo "Os Homens que não Amavam as Mulheres" e também iniciei "A Menina que Brincava com Fogo" e "Battle Royale"

- O que achou? Gostei de Glimmerglass, mas não é nada fantástico. Já "Os Homens que não Amavam as Mulheres" me proporcionou uma ÓTIMA leitura, amei o livro e entrou nos favoritos.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos"

- Comentário sobre as leituras: Me decepcionei novamente. Li muito pouco e se eu continuar assim acho que não consigo cumprir a minha meta. Mas vou me dar um desconto já que passei quase todo o mês viajando, hahaha.

>>>Dana Martins

- Livros lidos: 6 completos (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Wolfsbane, Bloodrose, Glimmerglass, Shadowspell e Sirensong).

- O que achou? Millennium foi o mais diferente, que me surpreendeu pela forma como a história é criada. Wolfsbane e Bloodrose (continuações de Sob a Luz da Lua/Nightshade), foram ótimos e chocantes, apesar do final de Bloodrose quase me matar. A trilogia Glimmerglass, que eu li em poucos dias e direto, eu também gostei bastante e por manter um clima parecido me ajudou a superar o fim da trilogia Nightshade. Millennium e os de Nightshade, apesar de diferentes, entraram para a lista dos meus preferidos. Glimmerglass eu gostei bastante e tenho um carinho enorme por toda a história, mas não é tão bom assim quanto os outros (que são MUITO bons). 

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Coloquei a resenha de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" aqui, semana que vem tem a de Shadowspell e farei uma indicação das duas trilogias.

- Comentário sobre as leituras: Esse mês foi ótimo. \o/ Eu falei nas Expectativas Literárias de 2012 que eu queria ler pelo menos quatro por mês e ter pego essas trilogias, mesmo que sem querer, me ajudaram a recuperar por só te lido dois em janeiro. Esse mês também me ajudou a sair de certa "crise literária". Volta e meia eu passo em blog por aí e tem alguém falando do "literary crush" da vez, eu já tava tipo "MAS SERÁ QUE NÃO TEM NINGUÉM EM LIVRO QUE EU GOSTE ASSIM?". Agora eu encontrei vários, alguns personagens desses livros além de muito bem construídos, são ótimos, se é que você me entende. Se alguém quiser saber quais: O Ren e o Connor, de Nightshade. E o Erlking de Glimmerglass (que, diga-se de passagem, é o meu preferido). E que venha março \o/ - nada melhor do que zumbis para começar.

>>>Igraínne Marques

- Livros lidos: A Bruxa de Ferro e mais uma parte de Mockingjay (que parei para ler A Bruxa de Ferro)

- O que achou? Mockingjay estava começando a ficar contagiante quando tive que parar, mas certamente vou terminar em março. Já estou retomando. A Bruxa de Ferro é interessante, e apesar de ter correspondido às minhas expectativas, não as superou.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Fiz uma resenha para A Bruxa de Ferro, que você pode conferir aqui.

- Comentário sobre as leituras: A Bruxa de Ferro é um livro muito legal, se você ainda espera se surpreender com livros que começam com história clichê. Acabou que eu não achei assim tão batido.  Considerando que eu esperava uma coisa diferente, não houve decepções da minha parte, o que é uma surpresa. Como eu disse, correspondeu por completo às minhas expectativas, apesar de não ser exatamente algo original. Quanto à Mockingjay, realmente ficou interessante. O início (antes de eu ter que parar) não estava realmente me agradando como os outros, mas agora.... Estou sem palavras. De um modo geral, gostaria de ter lido mais livros, mas eu realmente não tenho tempo (MESMO). Quem sabe mês que vem. :D

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[Resenha] Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos, de Jenna Black

por Paulo Vaughan
- Livro: "Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos"
- Faeriewalker - Livro 1
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Continua em: "Shadowspell: O misterioso Reino de Avalon" e "Sirensong" (ainda não publicado no Brasil). Trilogia terminada.







Mini-crítica: 
Um Young Adult sobrenatural diferente, assim eu definiria "Glimmerglass". Jenna Black criou uma mitologia diferente do que vemos normalmente e soube aplicar muito bem a política das fadas em sua história. Embora a escrita e a protagonista, Dana Hathaway, deixem um pouco a desejar, o livro vale a pena e é uma boa pedida para quem quer ler algo só por lazer. Indico para os amantes dos livros YA sobrenaturais (e também para aqueles que querem fugir da mesmice dos livros desse estilo).

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos" nossa protagonista é a Dana Hathaway (não é a Dana aqui do blog, tá gente? hahahaha). Ela tem 16 anos e vive com sua mãe, Cathy Hathaway, mudando de casa de tempos em tempos para que o pai da garota, Seamus Stuart, não as encontre. A adolescente americana não tem uma vida muito agradável já que ela tem todas as responsabilidades da casa (porque sua mãe quase nunca está sóbria...) e não tem muitos amigos por estar sempre se mudando. Então, decide ir atrás de seu pai em Avalon, a cidade que abriga humanos e feéricos.

Depois de atravessar o Oceano e chegar à Avalon, Dana descobre que Seamus tinha sido preso e ela é "raptada" por sua tia, Grace Stuart. Logo depois, os irmãos Ethan e Kimer a capturam e explicam como são as coisas em Avalon. Dana descobre então, que não é uma "apenas" uma mestiça e sim uma faeriewalker. "Mas o que diabos é isso, Tio Paulo?" Faeriewalkers são feéricos "especiais", somente eles são capazaes levar a magia para o mundo humano e a tecnologia para Faerie e eles também podem "enxergar" o glimmerglass (título do livro, oi) que é a passagem para o mundo das fadas. 

Além de ter virando uma peça na política de Avalon, os três candidatos à "comandantes" Avalon a querem do seu lado. Ao mesmo tempo, tem alguém querendo matá-la e nem Finn, seu guarda-costas, pode ser capaz de salvá-la. Então em quem confiar? Não seria melhor voltar para os EUA e voltar a viver sua vidinha com Cathy? Mas... como?
A ideia da Jenna, é muito boa. A mitologia criada por ela é fantástica e a inclusão da política na trama a tornou ainda mais incrível. E uma coisa que eu achei bastante interessante em "Glimmerglass" é o fato de que a protagonista realmente sabe quem é o pai dela, que ela não é 100% humana - ao contrário de muitos livros que vemos por aí, onde a maioria dos personagens que são mestiços desconhecem suas origens.

Mas uma coisa me desagradou em Glimmerglass: a escrita. A autora tinha tudo para fazer um livro muito bom, um must read, mas não conseguiu. Vocês já devem ter percebido (e caso ainda não tenham, irão perceber ao longo das minhas próximas resenha) que eu sou muito implicante com as protagonistas adolescentes. Na maioria das vezes elas são imaturas, agem sem pensar e só fazem burradas e com a Dana Hathaway é quase assim. Digo "quase" porque ela tem umas atitudes responsáveis e ela é pé no chão quanto à questões amorosas. Como o livro é narrado na perspectiva da protagonista, tiveram alguns momentos que me irritei muito com suas atitudes infantis.

Ah,  não poderia deixar de falar do romance. Esse elemento que sempre está presente em livros desse tipo não domina grande parte do livro. Claro, ele está lá, mas eu diria que não é o grande foco do livro (pelo menos no primeiro dessa trilogia). Assim que Dana viu Ethan pela primeira vez, ela caiu de amores por ele. Porém, Dana acreditava que ele nunca daria bola para ela, já que não era tão bonita assim e ele era "bonitão" com corpo atlético.

No fim, Glimmerglass se tornou um livro muito bom, mas, para mim, foi uma leitura um pouco arrastada. Indicaria o livro para todos aqueles que gostam de livros YA sobrenatural, mas que andam procurando algo diferente.

Classificação:

(3/5 conversinhas)


O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigado =) 




Então é isso, até a próxima!