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sábado, 29 de dezembro de 2012

[Resenha] As Aventuras de Pi, filme

por Ana Luíza Albacete

- "As Aventuras de Pi"
- Life of Pi (2012)
- Direção: Ang Lee
- Roteiro: David Magee
- Atores: Irrfan Khan, Gérard Depardieu, Suraj Sharma, Tabu, Adil Hussain, Ayush Tandon
-  Drama - 10 Anos  - 127 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 21 de dezembro de 2012









Mini-Crítica - Resumo:
"As Aventuras de Pi" conta a história de um garoto chamado Pi, que é o único de sua família a sobreviver a um naufrágio. Ele fica à deriva em um bote salva-vidas com uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre e tenta sobreviver  com instruções de um pequeno manual. É um filme bonito de se assistir, apesar de a história de vez em quando se arrastar.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

"As aventuras de Pi" - primeiramente, arranca esse plural daí, porque quando você diz "aventuras" eu penso em vários acontecimentos em várias épocas de uma vida de certa pessoa que, realmente, viraram aventuras. MAS esse filme é sobre uma única e exclusiva "aventura". Sim, entre aspas porque eu ainda acho que quando você sai numa aventura, você sai sabendo que é uma aventura e o que você vai fazer, mas nesse filme, é a história de um garoto que sobrevive a um naufrágio.

A história é o seguinte: os pais de Pi são donos de um zoológico na Índia. E um dia a situação financeira da família fica ruim e eles não tem como manter o zoológico caso o governo indiano não ajude. O pai de Pi recebe uma proposta de emprego no Canadá. Então, eles decidem colocar todos os animais em um navio cargueiro e levá-los para os Estados Unidos para vendê-los e então começar uma vida nova no Canadá.

Só que no meio da viagem pelo oceano pacífico, uma tempestade atinge o navio, ele naufraga e Pi é o único que se salva. E, no meio da tempestade, caem no barco uma zebra e uma hiena. No dia seguinte Pi consegue achar um Orangotango flutuando e salva ele também.

Mas, animais sentem fome. A hiena ataca a zebra e o orangotango numa tentativa de salvar a amiga listrada, acaba sendo atacado. E quando a hiena tenta atacar Pi, Richard Parker o salva.

A pergunta é: quem é Richard Parker? Vocês vão ter que ir ao cinema assistir.

Confesso que esse filme me fez sentir várias coisas. Entre elas tédio, vontade de dormir, vontade de chorar  e o meu grande amor pelos animais.

A fotografia é maravilhosa e os diálogos são inteligentes, mostrando que humanos podem sim conviver com animais e que eles têm sentimentos e alma, basta ter um pouco de sensibilidade para entender isso.

Palmas para Ang Lee, que fez com que o filme fosse movido apenas por animais e escolheu um ator novo como protagonista que é o Suraj Sharma.

Assim, se você tiver a chance de ver em 3D, veja. Porque vai ser uma experiencia belíssima, o diretor usou muitas cores vibrantes, coisas que se movem demais e tem uma cena que em 3D deve ser MUITO BOA MESMO!!!!! (Não vou dar spoiler)
*Dana interferindo: mas só se o 3D do seu cinema for bom! Teve quem achasse dispensável. Eu ainda não consegui ver...

Enfim, apesar de ter suas partes chatas, como longos momentos de silêncio, ou coisas que você pensa: "cê tá de sacanagem, né amigo?". O filme vale muito a pena, talvez, pra quem não gosta de animais não seja tão bom, mas garanto que é uma boa lição. E se você gosta de animais, vai assistir porque é um ótimo filme.


Sobre a nota: 4 conversinhas, por ter momentos que eu queria levantar e ir embora, mas valeu a pena pelo visual e pela história.

Classificação:
(4/5 conversinhas)

Ainda quer saber mais?
>>>Resenha indicada

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[Resenha] Ashes, Ashes, de Jo Treggiari

por Dana Martins
- Livro: "Ashes, Ashes"
- Livro Único, mais ou menos, veja no fim do post
- Autora: Jo Treggiari
- Editora: Scholastic Press
- Comprar: Book Depository, Amazon.
- No skoob
OBS: Ainda não foi lançado em português e eu não sei se vai lançar por aqui.








Mini-crítica - Resumo: 
A história é focada em Lucy, que é uma das poucas sobreviventes do apocalipse. Só para variar, ninguém sabe ao certo o que causou, apenas que vários desastres foram destruindo lugares no mundo e ondas de epidemias dizimaram 99% da população. Lucy já está há um bom tempo precisando se virar sem ajuda, vivendo no que sobrou do Central Park. E é aí que ela encontra um garoto e começa a repensar se precisa mesmo encarar tudo sozinha. Esse é um livro YA meio infanto-juvenil que eu colocaria mais como filme adolescente de segunda a noite. Acho que a Disney poderia comprar os direitos desse livro e fazer um grande filme, ia ser legal assistir. Eu gostei de ter lido o livro, mas não gostei tanto assim do livro em si. Fica em mediano pra baixo. No entanto, eu ainda insisto que você ao menos conheça Ashes, Ashes.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em clima de fim do mundo... um livro sobre o fim do mundo. Ashes, Ashes eu peguei de indicação no post da Julie Kagawa, onde ela diferencia pós-apocalíptico e distópico. Eu realmente não li tantos livros pós-apocalípticos e esse foi o que mais me interessou da lista, então eu decidi comprar. O livro não foi exatamente o que eu esperava e ao mesmo tempo o que eu esperava.

Temos a situação inicial: Lucy, 16 anos, a menina que sobrevive sozinha, não fala com ninguém e faz o máximo para se afastar de todo mundo. O que é meio que a especialidade dela. Antes mesmo do apocalipse ela já era assim. Em uma família onde cada um brilhava do próprio modo, ela era sempre a apagada, até mesmo na aparência. Vou confessar: não lembro exatamente aparência de ninguém, mas é algo como "todo mundo loiro e lindo e eu branquela de cabelos escuros". Não era boa na escola, também não se importava tanto assim, ficava na dela. Quando o apocalipse começou, ela fez o que sabia fazer: ficou na dela. Se perdeu da família inteira, viu tudo o que conhecia ser destruído... e apenas continuou.

Cá entre nós, Lucy não é o tipo de personagem mais atraente, mas eu tenho que dar créditos por ser real. Uma garota de 16 anos comum. Uma das coisas que mais me irrita nela é que ela tem o pensamento tipo "os adultos estão no controle, deixa que eles sabem o que fazem", então às vezes meio que espera que alguém dê alguma ordem para fazer alguma coisa. Isso é simplesmente contra a minha natureza, o que me perturba, mas muita gente é assim. Então eu meio que gosto disso ser retratado.

Ei, peraí... se ela tá sozinha, como entra isso de esperar os outros darem ordens? Isso começa quando ela encontra Aidan, um garoto que a salva de um bando de cachorros e mostra pra ela que não é tão ruim assim viver num grupo de sobreviventes.

Há ainda, uma segunda parte da trama, que é mais o que obriga a história ter alguma ação. Nesse mundo pós-apocalíptico ainda há um lugar praticamente intacto: a ilha. Tudo o que Lucy sabe é que de lá vêm os "Sweepers", que desde o início do apocalipse levam pessoas para a ilha e ninguém mais volta de lá. Eles continuam indo atrás dos poucos sobreviventes e, pelo que parece, agora eles estão atrás especificamente de Lucy.

O livro continua se desenvolvendo assim: Lucy falando sobre as necessidades básicas da sobrevivência, sobre seus traumas do passado, remoendo sua baixa auto-estima, tentando decidir como se sente em relação a Aidan (OU POR ALGUM SEGUNDO VOCÊ ACHOU QUE NÃO IA TER UM ROMANCE?), pensando no que fazer da vida no fim do mundo e dando uma de machona (afinal, a menina sobreviveu um ano sozinha no meio do mato, às vezes ela faz as coisas acontecerem).

A história do livro é realmente boa, eu só não gostei tanto de como foi desenvolvido, tudo é realmente muito fraco ou não tão bem explorado. Ótimo para um filme, uma leitura simples ou quem está começando a ler. Muito frustrante para me manter entretida, principalmente porque tudo parecia tão clichê e nem era tão legal assim. O relacionamento Lucy-Aidan não causa tanta expectativa (posso listar melhores), ainda tem a Del, que com certeza você já conhece de alguma história. Imagine um Cidade dos Ossos onde a Isabelle gosta do Jace, ou a Sabine em Nightshade se o Ren fosse o principal.

Existem alguns pontos legais, tipo os S'ans, pessoas atacadas pela praga que não morreram. Eu adoro como é uma versão "real" dos zumbis. Gosto do acampamento, de algumas das poucas surpresas no fim que eu não vou contar caso você queira ler, e acaba por aí.

Acho que esse é o "livro básico de pós-apocalipse", que vale ler para ver os elementos de uma maneira simples e quem quer dar um up no histórico de leituras pós-apocalípticas. Fora isso, não vai ser nem tão legal assim e dificilmente o livro da sua vida. Posso indicar leituras melhores.

É livro único? Mais ou menos
A autora colocou no site dela 3 capítulos de um livro "Pocketful of Posies", que é para mostrar um pouco do passado do Aidan, da Del e do Sammy, falando de como eles se encontraram nos primeiros dias da contaminação pela praga. Não vi falando nada sobre publicar ou se chega a ter mais do que esses capítulos. Também não tenho muita vontade de ler (não gosto muito de ler sobre passado dos personagens, eu acho). Você pode ver aqui. A Jo Treggiari no momento está escrevendo outro livro YA.



Classificação:



(3/5 conversinhas)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

[Resenha] Uma Garrafa no Mar de Gaza, de Valérie Zenatti

por Dana Martins
- Livro: Uma Garrafa no Mar de Gaza
- Livro Único 
- Autor: Valérie Zenatti
- Editora: Companhia das Letras
- Comprar: Travessa
- No skoob











Mini-crítica ~ Resumo:
 Uma garota israelense joga uma garrafa no mar de gaza com uma carta que é um desabafo sobre a própria vida, tudo o que ela quer é ter certeza de que na Palestina alguém também quer a paz. Ela consegue a resposta, mas não é o que esperava. Com o nome de "gazaman" um homem (velho? garoto? menino?) aproveita o contato para despejar o ódio diretamente. Mas ela é muito sonhadora para desistir com algumas palavras rudes. A história, que nós conhecemos através de cartas e diários dos personagens, acaba sendo sobre "se conhecer". Nós conhecemos os personagens e os personagens se conhecem, como uma prova de que não somos tão diferentes assim. "É um livro simples, bonito, leve... Só tem realmente 120 páginas e eu indico para qualquer um. Tanto para quem quer algo no estilo 'romance virtual', quanto para quem quer conhecer de uma maneira simples e divertida a relação entre Israel e Palestina."

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Por causa de livros como "O Caçador de Pipas" quando eu vi que esse livro era no oriente médio fiquei com uns mil pé atrás. Não é que "O Caçador de Pipas" seja ruim, é que é tão triste que eu não quero mais. Mas eu fiquei curiosa porque ele está saindo pela Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras, e porque tem toda essa história de conversar por uma garrafa com bilhete no mar. Acabou que no final não era nada disso.

Se você ainda não conhece a história: Tal, depois de mais um atentado, decide fazer contato com o outro lado. Ela estava cansada de ver pessoas mortas, ouvir falar de ódio e até de ir a movimentos pela paz. O que isso tudo adiantava se, no fim das contas, ela nunca tinha conversado com um palestino? Então escreve uma carta, coloca em uma garrafa e pede para o irmão que vai até Gaza por causa do exército deixar no mar. Dias depois alguém responde e pronto, eis a história do livro.

Acho que o livro pode ser definido com "se conhecer através das palavras" e traz um toque de esperança. Através de dois jovens que trocam cartas ele mostra o efeito do conflito israel-palestino, não de uma maneira "Bom dia, classe, hoje nós vamos falar de...", é bem mais como um livro jovem comum.

A garota que estuda, tem namorado baterista, a melhor amigo que não perde nada e um irmão às vezes irritante. A garota sonhadora que quer fazer cinema e se preocupa com o "o que fazer depois da escola?". A garota inquieta que decide trocar cartas com um estranho (ou conversar na internet) e os dois jogam no meio das palavras um bando de pensamentos sobre a vida e o mundo.

Bem, a leitura foi tranquila e leve, o livro só tem umas 120 páginas e passa rápido. Soou como ficar lendo discussão alheia em grupo no facebook. Ainda teve uma "curiosidade extra" minha que incentivou. Eu adoro conhecer outros países e culturas, principalmente os jovens hoje em dia, então teve muita informação que eu não sabia. Tipo eles escutarem e assistirem o mesmo que nós (isso eu já fazia ideia), em Israel é obrigatório tanto pra homem quanto pra mulher entrar no exército aos 18 anos... E até como é para o "mundo moderno" se misturar aos conflitos de lá, já que a televisão tudo o que faz é mostrar bomba e destroço. Se deixar, a gente fica com pensamento no estilo de "oh, eles usam tanguinha na rua? Todo mundo lá é negro?".

É um livro simples, bonito, leve... Só tem realmente 120 páginas e eu indico para qualquer um. Tanto para quem quer algo no estilo "romance virtual", quanto para quem quer conhecer de uma maneira simples e divertida a relação entre Israel e Palestina (e a vida de alguns jovens nesses países). Em algum momento do livro é dito a garrafa no mar de gaza é um ato de esperança que as coisas melhorem, de que as pessoas descubram que são iguais. E Uma Garrafa no Mar de Gaza é uma esperança.


Sobre a nota: Ele é tão pequeno... mas eu vou dar 4. Seria 3, porque o livro não tem nada de ruim, nenhum ponto realmente negativo, mas não tem como dar 5 porque não há pontos positivos o bastante. O ponto extra é pela forma como aborda a história e pela história em si. Talvez, se nossas prateleiras fossem cheias de livros sobre Israel e Palestina, o assunto já teria se esgotado e seria um livro mediano (pra que eu li isso se eu já sei?), mas como não é bem assim, tudo parece novo e até alguns detalhes bobos podem aparecer como descobertas. 1 a mais por ser o primeiro do tipo que eu vi.

Classificação:

(4/5 conversinhas) 


>>> Extra: Filme
Para quem não sabe, o livro foi adaptado (não nos EUA) no filme "Uma Garrafa no Mar de Gaza". É uma colaboração França-Israel-Canadá. Eu ainda não vi, mas parece bem legal. Acho que eles mudaram algumas coisas para dar uma emoção extra na história. Até porque é contado em imagens, enquanto no livro em cartas. Como é que eles fariam o suspense de "quem é o cara com quem ela está se correspondendo?" e mostrar a história dele se o ator precisa aparecer? Se você é desses que dão ataque com as alterações, saiba que a Valérie Zenatti (autora do livro) também está como roteirista. Quero ver!
                                 


E, pra terminar, esse livro foi a Seguinte que me mandou. Muito obrigada!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

[Resenha] Chapeuzinho Vermelho e QUE LOBO MAU É ESSE?

por Dana Martins

- Livro: Little Red Riding Hood
- Livro Único.
- Autor: The Grimm Brothers
- Editora: Parragon Publishers
- No skoob









Vou começar falando da minha indignação depois de ler esse livro que apareceu aqui em casa, o nome é "Little Red Riding Hood", que em português fica "Chapeuzinho Vermelho". Gente, é MUITO RUIM, acho que nunca li nada pior. Você não vai acreditar na cara de pau do autor fazendo esse lobo mau. Olha isso: na história o lobo planeja PLANEJA uma emboscada, com direito a invadir casa, comer uma velha e se disfarçar como ela. Depois ele ainda RESPONDE (isso mesmo, amigos, RESPONDE. com palavras) às perguntas que a garota faz. Agora a bomba: toda essa engenhosidade por uma cesta de docinhos que a garota estava levando.

Sério, não sei o que é pior, esse lobo ou os docinhos. Tipo, nem faz muito sentido ela levar docinho, era capaz de ser alguma misturada que é remédio. E mesmo se fosse doce, nem deveria ser algo muito bom porque naquela época não tinha açúcar direito. Ele ganhava muito mais comendo a garota de uma vez (aliás, lobos comem carne, né?). Mas não, o autor faz essa presepada inteira só pra esticar a história e fingir que tá falando mais alguma coisa. 

Enfim, me desanimou muito. Vi que tem umas histórias do tipo rolando por aí. Uma é sobre uma sereia que anda(!!!) e se apaixona, só falta querer deixar de ser sereia. HUAHUAHUAHAA Não aguento com essas histórias malucas para vender livros para garotinhas idiotas. Parece que até filme fizeram! 


---
WTF? Sim, eu estou falando da chapeuzinho vermelho e não - eu não fiquei maluca. Continue acompanhando o blog que em breve você entenderá.


ATENÇÃO: Essa é a primeira parte de um post, não estou chamando ninguém de idiota. Se você se sentiu mal por isso, desculpa que não é a intenção. :/


Classificação:


(2/5 conversinhas)

Use your brain!

domingo, 7 de outubro de 2012

[Resenha] Looper: Assassinos do Futuro

por Dana Martins

- "Looper: Assassinos do Futuro"
- Looper (2012)
- Direção: Rian Johnson
- Roteiro: Rian Johnson
- Atores: Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt...
- Ficção Científica / Ação / Suspense - 16 anos - 118 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 28 de setembro de 2012








Mini-crítica: 
Looper é um filme de ficção científica mais para quem gosta de pensar do que para quem procura diversão. Não é exatamente como "A Origem" e não há nenhuma grande reflexão que vai alterar a sua alma, mas é um filme sério e direto: coloca a proposta, desenvolve (bem!) e resolve. A história se passa em futuro não tão distante assim: 2044. Os Estados Unidos mostrado parece algo no metade do caminho para "Neuromancer" ou o visto no remake recente "O Vingador do Futuro", com pobreza e criminalidade agravadas. Joe, o protagonista, é um looper. O que é isso? Mais no futuro ainda mafiosos usam máquinas do tempo ilegalmente para fazer inimigos serem assassinados no passado, o looper é quem dá fim nelas. Joe é o looper mais novo e é esperto, segue bem como looper até ter a vida alterada (literalmente: passado, presente, futuro..) quando seu eu mais velho aparece como próxima vítima. Misturando ação, alguma violência de um modo cru, o principal das histórias de viagem no tempo e até um pouco de sobrenatural, o filme é uma boa dica para quem gosta de uma história bem pensada com jeito alternativo. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Eu assisti "Looper" no sábado depois da estreia e mesmo uma semana depois ainda tenho dificuldade para colocar em palavras direito. De cara, o filme não foi TUDO isso. Quer dizer, com certeza vale a pena assistir e ganharia uma nota alta, mas ainda não era a máxima. No entanto, com o tempo, a minha ideia de nota foi aumentando cada vez mais porque a história continuava na minha cabeça.

Looper se passa no futuro e no futuro do futuro. Já se enrolou? Pode ser que isso aconteça, filmes de viagem do tempo normalmente causam isso. Na fileira atrás de mim tinha uma mulher que conseguiu entender tudo errado. Se bem que ela estava confusa desde o início... "O filme começou?"



Em 2072 conseguem criar uma máquina de viagem no tempo, mas ela logo é proibida. Ainda assim a mafia usa para dar fim a inimigos. É um sistema bem simples: eles pegam a pessoa e mandam para 2044, quando a viagem do tempo ainda não foi inventada. Nesse passado, um assassino contratado (looper) mata a pessoa e dá fim ao corpo. No futuro, eles não podem ser acusados de nada, já que não mataram ninguém; e, no passado, ele também não pode ser acusado porque matou alguém que tecnicamente não existia.

Fácil, rápido e eficiente, não é? E é com esse ritmo que o filme começa, mostrando o looper, Joe (Joseph Gordon-Levitt) fazendo seu trabalho e curtindo a vida. Só que, como nós logo descobrimos, não é uma vida tão boa assim.

O futuro em 2044 é no estilo das ficções científicas distópicas (de acordo com a primeira definição de distopia). A pobreza e a criminalidade tomam conta de tudo, parece sempre haver poeira em todo canto e somos apresentados basicamente a dois tipos sociais: prostitutas e bandidos. Ser looper é até bom na escala social, tirando um detalhe: você tem que fechar o seu looper. E "fechar" o seu looper significa que no futuro vão te encontrar e te enviar de volta para você mesmo matar.

É importante você saber disso porque essa é a base da história e motivação dos personagens (vários deles, de vários modos). Por saber que vão morrer mais cedo de qualquer jeito, os loopers vivem em uma espécie de carpe diem. Até uma droga futurista de pingar nos olhos é mostrada. Joe, o personagem principal, é focado no eu, no presente. É por isso que causa um conflito interessante quando dá de cara com seu eu do futuro (Bruce Willis).

Essa entrou pra uma das minhas cenas preferidas em filmes. É a número 1 porque eu acabei de começar a lista.
O filme, basicamente, é sobre o egoismo, mas desenvolvido com profundidade, viagens no tempo para confundir e ação para te prender. Meu problema inicial com o filme foi que ele não atingiu o coração. Por outro lado, pensando bem, ele grudou com tudo no meu cérebro. Eu saí do filme discutindo com o meu amigo, nós já passamos uma madrugada inteira discutindo nessa semana e eu até fui parar em cabritos (assunto para outro dia).

"Looper" é especialmente interessante por dois motivos: 

1- Viagem no tempo. Quando você coloca mais de uma linha de tempo as coisas começam a enrolar. Principalmente que nesse filme se alterar o passado altera o futuro. Segunda a lógica e escapando dos mindfuck, há algumas falhas. Só que o diretor e roteirista Rian Johnson foi esperto o suficiente para que essas falhas não sejam exatamente falhas. Veja por você mesmo, ou espere o nosso Falando Abertamente.

2- Viagem no tempo. Não, eu não repeti errado, mas dessa vez com "viagem no tempo" eu quero representar os elementos. Ele cria um filme onde tudo o que aparece tem significado e contribui para história. "Vingador do Futuro" (remake): okay, um cenário legal. Mas em "Looper" o cenário, a época e personagens são colocados para contribuir no significado.

Esse filme pode te deixar meio confuso, mas acho que vale a pena assistir mesmo assim. De duas uma: ou você consegue acompanhar e está tudo bem, ou você não consegue acompanhar então vale a pena pra exercitar o cérebro. Se eu indico? Com certeza já estou perturbando meus amigos e marquei para assistir outra vez.


Quando o filme começou, eu pensei: quem é esse cara parecido com o Joseph Gordon-Levitt? Daqui a pouco o verdadeiro vai aparecer para já começar com uma pegadinha. "HÁ, esse sou eu, aquele ali foi pra te enganar." E nem era tão parecido assim que eu percebi a diferença de cara. Só que o filme continuou e eu tive que aceitar que aquele cara era o Joseph Gordon-Levitt. Parece que era pra ser uma maquiagem pra deixar ele mais parecido com o Bruce Willis (e terminou como uma maquiagem pra deixar ele diferente dele mesmo). Pelo menos funcionou para se livrar da cara de bebê dele e as lentes ajudaram na conexão. Olha essa imagem!

Fico imaginando que esse foi um daqueles momentos que ficaram com sem jeito de dizer que foi uma má ideia. "Ei, você poderia desfazer todo o seu trabalho?"


Sobre a nota: Vou dar 4,5 porque é um ranking geral e pra todo mundo. Pessoalmente, ele começou com um 4 e acho que já alcançou um 5. Abrindo a visão, no IMDB o filme hoje está com 8.2, o que é MUITO considerando que não existe nem um filme com 10 lá. Mas o filme é recente e pouca gente votou (só umas 26.000, enquanto "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" tem 392.633).

Classificação:
(4/5 conversinhas)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

[Resenha] Os Sete Selos, de Luiza Salazar

por Dana Martins

- Livro: Os Sete Selos
- Livro Único.
- Autora: Luiza Salazar
- Editora: Underworld
- Comprar: Submarino, Siciliano, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica: 
"Os Sete Selos" é uma aventura sobrenatural da agente Lara Carver, que trabalha controlando manifestações. O livro começa com ela lidando com uma suspensão quando precisa retornar para investigar o que parece ser o caso mais perigoso da história da Agência. Com um demônio e um ex-agente amigo de infância, ela vai lutar contra seres do inferno e do paraíso, mas a pior parte vai ser descobrir que há muito segredos enterrados por aí. O livro tinha tudo para ser um YA de referência, mas tropeça mais do que avança. Infelizmente, o desenvolvimento deixou muito a desejar. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Ano passado, na Bienal do Rio de Janeiro, eu comprei "Bios", o segundo livro da mesma autora. Comecei a ler e a história era tão viciante que da outra vez que eu fui na Bienal corri para comprar Os Sete Selos de uma vez. E esse mês foi quando deu vontade de finalmente começar a leitura.

Tudo começa como uma história no estilo de Instrumentos Mortais ou a série Supernatural (A Agência é responsável por resolver problemas sobrenaturais) e com um clima de O Código Da Vinci. E começa realmente bem: Lara, uma agente esquentadinha, meio cabeça dura, que só quer saber de ação, está irritada até a alma por ter sido obrigada a fazer serviço interno. Para a sorte dela (ou azar), ela é uma das melhores agentes e algo muito estranho aconteceu em Paris. Algo muito além de qualquer coisa que a Agência já tenha enfrentado. Então Lara, um demônio e um ex-agente acabam responsáveis por uma missão secreta para descobrir o que está acontecendo.

Até esse ponto, tudo ótimo. Lara tem uma raiva mortal do demônio, está incerta e feliz pela volta de Jason, o ex-agente. Você quer saber o que eles vão fazer e o que vai acontecer com essa tensão toda entre eles (uma garota e dois garotos em um livro = VAI acontecer alguma coisa). Aí a história começa a desandar. Desandam a tal ponto que eu não indico esse livro para ninguém (sério).

Em "Bios" já tinha um pouco dos problemas de revisão (que praticamente nem existiu) e de evolução da narrativa, mas passa a ser uma obra-prima perto de "Os Sete Selos". A impressão é de que a Underworld publicou o rascunho da Luiza Salazar. Não há revisão, não há edição. Se teve, foi extremamente mal feita.
*Só um comentário: Em Bios, a história é legal e eu indico. Só não indico para os que têm problema de escrita, pra não ficar lendo coisa errada com cara de "oficial". Fora isso, ela melhorou muito de um para o outro. Então não julguem a autora com base nesse livro aqui.

A história vai perdendo o ritmo, meio que se perde em balancear conteúdo e ação. Chegou a tal ponto que eu decidi fechar o livro e ir dormir no meio de um ataque(!) ou de eu nem me importar mais no momento das "grandes revelações". Cheguei até a começar uma leitura dinâmica, para terminar logo.

Quando está quase acabando, o livro consegue se recuperar bem, voltando a ser tão interessante quanto antes. Mas já é tarde demais para salvar o livro (o que dá uma certa pena). A história tinha um potencial de ser algo no nível de Cidade dos Ossos, ou até mais. Os personagens são bem legais, a proposta também. Só que o desenvolvimento foi até chato.

Acho que com tanto livro bom por aí, não vale a pena perder tempo com esse (achei que não valeria nem listar os problemas aqui). A notícia boa é que a Luiza Salazar continua tendo histórias com potencial viciante e melhorou muito em "Bios". A ação desse último prende, a Luiza melhorou muito na descrição das lutas, os personagens são MUITO legais e o desenvolvimento geral é quase 100%. Mas isso você pode descobrir na resenha de Bios da Igra.

Queria fazer um comentário aqui sobre autores e editoras

Eu não queria que essa resenha terminasse com um "A Luiza Salazar é uma escritora ruim", por isso achei que valia um comentário. Se você for ver os agradecimentos de boa parte dos escritores americanos vai perceber que há uma equipe enorme de gente trabalhando em cima dos livros. Já vi um agradecimento tipo "Obrigada Fulaninha por me mostrar tais coisas e me fazer reformular o livro inteiro". A própria Suzanne Collins (Jogos Vorazes) recebeu ajuda. Enquanto eu pesquisava sobre de onde ela tirou a ideia para os livros encontrei uma entrevista com a Kate Egan, editora dela, falando que pediu para a Suzanne trabalhar um pouco mais na relação Gale-Katniss-Peeta. O próprio Rick Riordan diz que passava os manuscritos de Percy Jackson pela aprovação dos filhos.

Essas pessoas que influenciam não são tipo "muda essa porcaria porque isso não vende", é muito mais alguém que olha de fora, enxerga o potencial, e vê o que pode ser aproveitado. 

E daí? E daí que eu acredito que falte profissionais desse tipo no Brasil (ou pelo menos bons...). As editoras daqui estão muito acostumadas a pegar algo com garantia de sucesso lá fora e só traduzir. Acho que todo mundo sabe a dificuldade de um novo autor aqui no Brasil, tem editora grande que nem publica. E quando eles conseguem uma editora, ou publicam sozinhos, muitos tropeçam nessa parte da revisão/edição.

Agora vamos torcer para essa situção melhorar, para a Luiza Salazar resolver o problema dos porques inseparáveis e para ela continuar escrevendo. Com certeza vou dar uma olhada em um próximo livro dela.

Sobre a nota: Eu vi que a média (entre as que deram nota das 190 que leram no Skoob) é de 4. Mas por mais que a história tenha um potencial, tropeça em tantos problemas que eu não consigo dar mais do que 2 conversinhas. Eu normalmente sou legal, só não me contento com qualquer coisa.

Classificação:


(2/5 conversinhas)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Guia: Veja resumo do que aconteceu nos filmes de Resident Evil até agora


Corre que ainda dá tempo! Acabou de assistir Resident Evil 5: Retribuição ou quer assistir, mas não lembra do que aconteceu ou nem viu os outros? O objetivo desse post é resolver esse problema. Para facilitar a vida de todo mundo, fique com um pequeno resumo do que aconteceu na história até agora. Vale lembrar que os filmes são quase independentes, não fazendo tanta diferença assim se você começar no meio do caminho, mas é legal tentar colocar tudo como uma história só, porque mal (muito mal) ou bem, é uma série.

Os filmes de Resident Evil têm muito furo e erros, mas com o tempo eu passei a gostar. E o mais legal é que você pode realmente aproveitar se pegar um filme aleatório, principalmente o 5º que ainda vem com um resumo no início. Conforme você vai ver a seguir, a personagem principal está sempre se "redescobrindo" (perde a memória, vira cobaia...) e acaba em situações praticamente aleatórias tendo que correr para sobreviver. 

Sobre spoilers: Para os quatro primeiros filmes, é uma mistura de sinopse com lembretes sobre o desfecho, com o mínimo de spoiler possível. Já sobre o quinto filme é apenas a sinopse. Porém, como eu disse na resenha de Resident Evil 5, esse é o filme que mais traz informações para tapar buracos nos filmes anteriores, então eu fiz uns comentários para tentar juntar tudo (mas nesse caso eu aviso o spoiler antes do parágrafo).

No primeiro filme... Resident Evil: O Hóspede Maldito 
(2002 - Resident Evil)

O primeiro filme é pré-Raccoon City, quando Alice e um cara que dizem ser o marido dela acordam e não lembram de nada. Eles vão parar dentro de um laboratório subterrâneo da Corporação Umbrella com uma equipe para tentar descobrir o que aconteceu para o lugar ser totalmente fechado. E, bem, eles descobrem... Um vírus foi espalhado e a inteligência artificial que comanda o lugar, a Rainha Vermelha, não quer deixar que ninguém saia para a contaminação não vazar. Durante o decorrer do filme Alice descobre que é uma agente especial e tem alguma coisa a ver com a liberação do vírus.

Depois de lutas, zumbis, traições e mortes... a Alice escapa com uma pessoa contaminada e eles dão de cara com um monte de gente na mansão para prendê-los.

Extra: é nesse filme que aparece pela primeira vez a personagem Rain (Michelle Rodriguez), ela faz parte dessa equipe que invade o laboratório.


No segundo filme... Resident Evil 2 - Apocalipse 
(2004 - Resident Evil: Apocalypse)

Alice acorda no hospital em Raccoon City depois do vírus ter se espalhado por toda a cidade. Durante o filme, ela encontra a Jill Valentine (Sienna Guillory) ainda morena, Carlos Olivera (Oded Fehr) e o criador do T-Virus. Durante esse filme Alice lida com dois problemas: primeiro, ela descobre que virou uma cobaia de testes e ganhou superpoderes em vez de virar uma morta-viva, então precisa conhecer essa "nova" Alice; e, segundo, Raccoon City foi isolada e ela tem pouco tempo até explodirem tudo com todo mundo dentro (para evitar que o resto do mundo saiba sobre o vírus). A solução é salvar a filha do criador do T-Virus que havia ficado dentro da cidade, a garotinha Angela Ashford (Sophie Vavasseur), e ainda há uma batalha final contra o Nemesis (o personagem contaminado do filme anterior também utilizado como cobaia e que sofreu várias mutações).

Depois de lutas, zumbis, descobertas e mortes... a Alice, a Jill e os outros conseguem fugir num helicóptero, que cai e ela é a única que fica mal. Os outros fogem e ela é capturada. Depois de um tempo ela acorda novamente em um hospital e é resgatada pela Jill e os outros fugitivos. Termina o filme com um cientista da Umbrella mandando ativar o "Programa Alice".


No terceiro filme... Resident Evil 3 - A Extinção 
(2007 - Resident Evil: Extinction)

Ela começa em um deserto depois que sabe lá como o vírus já se espalhou. Ela está andando por aí sozinha e tentando controlar os próprios poderes, quando encontra a Claire Redfield (Ali Larter) e, do filme anterior, o Carlos Olivera (Oded Fehr). Eles estão com alguns ônibus protegidos carregando sobreviventes e encontrando uma maneira de se virar. Ao ouvirem uma mensagem repetida na rádio de um lugar que promete segurança, eles decidem apostar as últimas forças para chegar até lá. Ao mesmo tempo, a Alice está sendo procurada pelo cientista da Umbrella, que a trata como um "projeto" por causa dos testes que fez nela.

Depois de lutas, zumbis, superpoderes e muitas mortes... eles encontram no meio do nada uma casinha vagabunda cercada por zumbis, que é o ponto de entrada para mais um laboratório subterrâneo da Umbrella. A Alice manda Claire e o resto dos sobreviventes no helicóptero que estava ali e fica para enfrentar o cientista maluco que estava tentando capturá-la. Ela luta com um monstro e conversa com a inteligência artificial dali, a Rainha Branca. Ainda descobre que o laboratório está cheio de clones dela mesma, porque foi a única a se adaptar bem com o vírus e em seu DNA estaria a solução para o problema. No final, Alice manda uma ameaça para os chefões da Umbrella.

Extra: Esse é o primeiro filme que aparece Albert Wesker (Jason O'Mara, depois o ator passa a ser Shawn Roberts).


No quarto filme... Resident Evil 4 - Recomeço 
(2010 - Resident Evil: Afterlife)

Alice e um bando de clones invadem um laboratório da Umbrella em Tokyo e matam todo mundo, inclusive o Albert Wesker (Shawn Roberts - "chefão" da Umbrella). Depois disso e de receber o antídoto (perder os poderes), ela está sozinha no mundo e decide procurar a Claire (Ali Larter). No estilo diário de sobrevivente, ela se filma contando os dias e seu progesso na busca por outros sobreviventes. Em um aviãozinho fajuto para duas pessoas, ela sobrevoa o munto contaminado e vai até o lugar onde os sobreviventes (dessa vez, aqueles de helicóptero no terceiro filme) tinham ido. Chega lá e encontra só uma Claire selvagem com uma aranha de metal presa no peito. Ela não lembra nem quem é e não sabe de nada. A Alice amarra ela no segundo lugar do avião e continua a busca.

As duas acabam no terraço de um presídio em Los Angeles onde alguns sobreviventes estão se protegendo. Alice descobre que o lugar seguro anunciado em Resident Evil 3 é um navio que está parado à vista na costa e é lá que os outros conhecidos devem estar, mas há um tempo o navio não manda mais a mensagem de segurança. Com isso, eles precisam arrumar um plano de fuga e a única pessoa que parece saber da saída é Chris Redfield (Wentworth Miller), um homem que fora largado em uma cela e ninguém sabe se deve confiar.

Depois de lutas, zumbis , problemas de memórias e mortes... Alice, Claire e Chris chegam no navio e descobrem que é da Umbrella. Lutam contra o Wesker, matam ele outra vez e libertam todos os que estão presos lá. O filme termina com helicópteros comandados por uma Jill Valentine (Sienna Guillory) - loira e controlada pela aranha no peito - se aproximando.


No quinto filme... Resident Evil 5 - Retribuição 
(2012 - Resident Evil: Retribution)

Depois do ataque das naves, Alice acorda presa em uma base da Umbrella provavelmente no fim do mundo e é mantida lá até que uma invasão no sistema dá a chance de ela escapar. Alice descobre que Wesker ainda está vivo (porque ninguém morre em filme de zumbi) e que agora está contra a Umbrella, que é totalmente controlada por uma inteligência artificial, a Rainha Vermelha. Wesker está ajudando Alice a fugir porque aparentemente ela é a última esperança do mundo. O filme é sobre essa fuga, com Jill Valentine (Sienna Guillory) liderando uma equipe para capturar Alice; e Leon S. Kennedy (Johann Urb) liderando outra tentando salvá-la, tudo isso dentro dessa base subterrânea da Umbrella.

Extra: Esse filme tem quase todos personagens relevantes de filmes anteriores, como a Rain (Michelle Rodriguez)



(SPOILER!) Depois de lutas, zumbis, monstros, clones, realidades artificiais controladas e umas mortes... Alice, Ada, Leon e Jill conseguem escapar e destruir a colméia. Só para encontrarem Wesker, Alice ser contaminada outra vez e descobrir que estão em uma base cercada por todos os montros que você imaginar. E que eles são os últimos humanos do mundo.

(SPOILER!) Nesse filme eles tentam fazer a ligação entre todos os outros. Eles mostram que o vírus criado pelo cara do segundo filme, que foi espalhado no filme 1, é parte dos estudos da Umbrella que vende armas biológicas. Nós vemos que a Umbrella recriou parte de grandes cidades e povoaram com clones para testar essas armas, depois venderam para as principais potências "inimigas" do mundo, fazendo eles se atacarem e causar o caos que nós vemos no filme 3. Aí a Alice, a única pessoa que "dominou" o vírus, é a salvação para criar esses superhumanos. O que a leva a ser perseguida no terceiro filme, depois novamente no final do quarto e no quinto.


Depois disso tudo a história até que fez mais sentido, foi legal ver tudo desse jeito. Espero que isso te prepare para assistir Resident Evil 5: Retribuição nos cinemas (que vale MUITO ser no cinema!). Qualquer dúvida sobre os filmes ou Resident Evil no geral, pode perguntar aqui que eu respondo tudo o que puder!
Resident Evil é uma série de filmes iniciada em 2002 e protagonizada pela personagem original Alice (Milla Jovovich). Os filmes são baseados na série de jogos Resident Evil, mas a relação de adaptação tem muito mais a ver com "roubar" elementos e jogar em uma história, ou criar uma história paralela que às vezes cruzaria com a original.  Personagens principais dos jogos aparecem nos filmes (Claire, Chris, Leon, Jill...) e os zumbis e variações são dos jogos (só que utilizados de qualquer jeito e misturado).

Veja mais:

domingo, 16 de setembro de 2012

[Resenha Misturada] Resident Evil 5 - Retribuição

por Dana Martins e Igraínne Marques

- "Resident Evil 5 - Retribuição"
- Resident Evil: Retribution (2012)
- Direção: Paul W.S. Anderson
- Roteiro: Paul W.S. Anderson
- Atores: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Li Bingbing, Boris Kodjoe, Johann Urb, Kevin Durand ...
- Ação / Ficção Científica / Bicho feio (não terror) - 16 anos - 95 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 14 de setembro de 2012
- Curiosidade: o filme é da Alemanha/Canadá. Ou da casa da Milla Jovovich e do Paul W.S. Anderson...





Mini-crítica: 
E Resident Evil ataca outra vez! Paul W.S. Anderson e a incrível habilidade de fazer uma série de histórias isoladas. Se você não entendeu isso, eu também não entendi tanto assim. Mas se você gosta dos anteriores, não vai dar para reclamar desse. Se não assistiu nenhum dos anteriores, pode começar por esse na boa porque não faz muita diferença e ainda há um resumo de tudo o que é importante no início (esse foi o primeiro da Igra).

Sinopse: Dessa vez, Alice se vê presa em mais uma base subterrânea da Umbrella Corporation e recebe ajuda de Ada Wong para fugir. O problema é que, além de estarem embaixo da água, essa base é formada por vários ambientes que são a reconstrução de parte de lugares reais (como se você abrisse a porta e parasse no centro de Nova York) onde ocorrem testes com armas biológicas (aka zumbis e suas mutações dos jogos). O filme é basicamente isso: elas atravessando esses vários cenários, com todo tipo de ação, e indo encontrar a equipe de resgate comandanda por Leon que se infiltrou pelo outro lado.

Basta colocar aí umas doses de elemento de ficção científica, tipo inteligência artificial e clones, para começar a ter ideia do que você vai encontrar. Entretenimento, com ação bem pensada (se existe uma coisa que ninguém pode criticar, é que eles sabem fazer cenas de luta) e frases de efeito não tão boas assim. Se gosta disso ou de elementos de ficção científica, vá em frente.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Oi todo mundo! Aqui é a Dana falando e acabou que saiu mais uma resenha misturada. Adorei trazer a opinião da Igra que não é dessas chegadas a filmes de ação e esse ainda é o primeiro contato com o mundo de Resident Evil que ela tem. Nessa resenha vocês vão poder ver a opinião que uma pessoa que ADORA a franquia (aka eu) e a de uma pessoa que não sabia nem direito o que é. Vamos começar com o resumo do que a Igra achou!

>>>Igra
A Igra não assistiu nenhum outro filme de Resident Evil e não sabe nada sobre os jogos ("só que tem zumbis") e diz que gostou mais do que achava que fosse gostar. "Eu nem mesmo ia ver esse filme e paguei um pouco caro para poder ver com todos os efeitos [IMAX] (sem os quais, aliás, acho que o filme perderia grande parte das emoções)."

Resumindo a reação da Igra, ela gostou do filme e se divertidiu bastante - "me prendeu do início ao fim" -, mas... ficou a sensação de que faltou alguma coisa que ela não sabe explicar direito e é por isso que ela não dá a nota máxima.

Ela tenta explicar o "mas" que fez o filme não valer nota 5. Ela acredita que não é como se o filme tivesse início, meio e fim, não existe exatamente uma conclusão (os filmes de RE sempre têm uma deixa, mas não é disso que ela está falando). O filme é apenas introdução + fuga. A Igra também acrescentou que alguns "conflitos internos" parecem meio rasos, como no caso de alguns supostos casais que você fica meio "Espera, está acontecendo alguma coisa entre essas pessoas ou não?".

"De qualquer forma, não é porque a coisa não sai do início que fica repetitivo ou cansativo. Tudo é excepcional, efeitos, cenas de luta, você quase levanta da cadeira pra aplaudir. Ainda mais eu, que não costumo ver filmes do estilo. É uma coisa muito louca, não tem como você não prestar atenção."

Nota: 4 conversinhas


>>>Dana
Eu (Dana) chamo os filmes de Resident Evil de guilty pleasure, porque eles são uma adaptação fajuta dos jogos e viajaram no meio do caminho a ponto de não ter mais história direito. Ainda assim, eu adoro assistir. Eles são basicamente sobre uma mulher que não morre nunca sendo perseguida por uma corporação do mal (Umbrella) que no meio do caminho luta com um monte de bicho feio (zumbis e suas variações). O quinto filme, Retribuição, tenta fazer a série ter sentido e ao mesmo tempo é novamente uma história que poderia ser quase isolada. Se você gosta de ação, pode vir. A Alice poderia ser a própria Vingadora do Futuro, só que melhor.
*e essa história de "global"... é mais slogan. Ela tá o filme todo tentando sair do mesmo lugar... 

Eu estava com um pouco de dificuldade de expressar a minha reação sobre o filme e a resenha da Igra veio para ajudar. Eu com certeza gostei e quero ver outra vez, mas também esbarrei nesse "mas". Acho que o problema é algo que só uma pessoa pode descrever, a Britney Spears:


Faltou exatamente esse "wow", aquele momento que você abre o sorriso enorme e tem certeza de que é O filme, de que está tudo no lugar, de que você quer gritar para todo mundo ir assistir... Eu sei que não é fácil acontecer, mas não custa sonhar, né? Até porque a franquia de Resident Evil está acima do nível wow. Mesmo que os filmes não façam muito sentido.

Aliás, até a trilha sonora que mesmo sendo boa não supera a anterior, às vezes até parece uma versão repetitiva da trilha sonora de Resident Evil 4: Recomeço. #sad *ouvindo a trilha sonora mesmo assim*

clique para ver maior
A ação continua maravilhosa, esses filmes têm uma fórmula de mostrar lutas que, em vez daquela briga estilo The Sims (que ninguém vê o que está acontecendo), você acompanha os golpes e torce com o personagem. Ainda conseguiram trazer algumas inovações interessantes, estilo raio-x. Mesmo que algumas coisas nem façam sentido, depois de 4 filmes a gente já pode perdoar.

Os cenários e a parte de ficção científica também ficaram muito bons, acho que até é o mais legal da história. Clones, implante de memória, realidades artificiais, inteligência artificial... É o tipo de mundo onde você gostaria de ver em uma boa história de ficção científica. Que não é o que nós vemos nesse filme, porque Alice está ocupada demais sendo perseguida por um bando de zumbis.

Falando nisso, acho que essa é a maior "desculpa" para o filme. Histórias de apocalipse zumbi são algo como: corre, corre, corre e depois pensa. Esse filme em si é sobre ela ter que atravessar o lugar e fugir passando por um trilhão de ameaças. Pensa só: você levanta daí para ir até a cozinha e dá de cara com o seu vizinho-agora-zumbi no meio do caminho. É difícil pensar em conversar, refletir sobre a vida e "namorar". Mesmo que você esteja com o Leon de verdade* ao seu lado, é difícil fazer mais do que trocar alguns olhares e frases com duplo sentido.
*Leon de verdade = Leon dos jogos. Por mais que o cabelo tenha ficado bonitinho, esse Leon ainda é um Thor feat. Capitão América. 

Só alguns detalhes: 
  • Na maioria das lutas, a solução não vem da pancadaria, mas de pensar a situação e encontrar uma boa saída. 
  • Esse, depois do primeiro, é o filme com mais explicações da série. 
  • Muita gente não pensa nisso, mas os filmes de Resident Evil são filmes de ação com uma personagem feminina forte em uma posição que em 99,9% das histórias seria de um homem (e sem um príncipe encantado). 
  • Não que a Milla Jovovich tenha algum peito para mostrar, mas ela faz isso tudo com roupas que cobrem quase o corpo inteiro. Ou pelada enrolada no papel, mas só algumas vezes. 
  • Eu canso de falar, mas os filmes de Resident Evil não são TERROR exatamente, é só gente morta e alguns bichos feios que de tão surreais não dão medo (- uma pessoa que não assiste nenhum filme de terror falando). 

Colocando essa imagem aqui pra tirar a sua virgindade. Se sobreviveu a isso, vai assistir. Que coisa nojenta...

Resident Evil 5: Retribuição vs. O Vingador do Futuro (remake)

Já que Resident Evil 5: Retribuição e O Vingador do Futuro (remake) têm estrutura de jogo de videogame, vou fazer uma comparação. No mundo dos jogos, Vingador seria aquele de apertar botão repetitivo com uma ambientação legal, já Resident Evil seria aquele que você precisa pensar mais o que você está fazendo, tipo... os próprios jogos de Resident Evil. Só que com uma história mais desconexa.

Sim, eu estou fazendo uma comparação. Os dois são filmes recentes com histórias no futuro, um mundo diferente, cheios de elementos de ficção científica (inclusive implante de memória e questionamento do tipo: o que é real aqui?), com bastante ação e onde o personagem principal tem que fugir de uma vadia maluca.