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sábado, 10 de novembro de 2012

[Resenha] 007 - Operação Skyfall

por Igraínne Marques


- "007 - Operação Skyfall"
- Skyfall (2012)
- Direção: Sam Mendes
- Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, John Logan;
- Atores: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem...
-  Ação / Suspense - 16 anos - 145 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 26 de outubro de 2012









Mini-crítica: 
007-Operação Skyfall é mais um filme de Bond, James Bond. De um modo geral, dessa vez vemos uma crise no sistema da MI6, a agência de investigação para quem Bond (Daniel Craig) trabalha. Durante uma missão, bem no iniciozinho do filme, Bond e sua parceira Eve precisam impedir que  roubem uma lista de agentes da OTAN infiltrados em organizações terroristas. Durante uma perseguição, no entanto, numa tentativa desesperada de reaver essa tal lista, Bond acaba sendo dado como morto, única e exclusivamente por um "erro de cálculo", vamos assim dizer. É um filme que te surpreende de maneira inesperada, e o mais legal é que parece ao mesmo tempo uma ponte com outras histórias de James Bond e ainda assim continua sendo independente. Acho que foi uma forma do diretor de conseguir alcançar o público que é fã e que não é fã da franquia.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Eu nem ia assistir a esse filme no cinema, principalmente porque não tenho o hábito de acompanhar esses longas que se estendem por décadas. É o caso de Star Wars, por exemplo. Por algum motivo obscuro, no entanto, eu fui ver o primeiro dos 007's pouco antes de esse filme estrear, o "007 contra o satânico Doutor No". Vi na praia, num frio irracional, junto com o pessoal do blog. Não sei se foi o clima ou o fato de eu estar com sono no dia - a sessão acabou quase meia noite - ou qualquer outra coisa... Não importa muito, o fato é que eu não curti tanto assim. Achei o enredo fraco, perdido e flutuante, embora eu entenda por que boa parte do pessoal mais velho tenha adorado.

De qualquer forma, eu acabei vendo, poucas semanas depois, o novo 007, com um ator diferente, uma fotografia diferente, tudo diferente (até porque o cinema hoje em dia conta com efeitos que antes não eram possíveis). A única semelhança entre os dois filmes é o fato de que ambos pertencem à série do 007 e nos dois o Bond é um verdadeiro garanhão. Na verdade, a ausência de um par romântico específico é algum tipo de convenção nos filmes dele, acho.


>>> Enredo
Mas vamos ao que interessa: a história! Como já disse anteriormente, por conta de um "erro de cálculo" (não achei uma expressão melhor), Bond é dado como morto. Sua parceira Eve não para de se sentir culpada, mas ninguém na agência se incomoda mais com a situação do que a chefe do MI6, a senhorinha com cara de simpática M. É assim que ela é chamada: "M"ou "mãe" para os mais íntimos. Você facilmente se ofereceria para ajudá-la a atravessar a rua, e cheguei a achar ela tão fofa que a associei à minha avó.

Poréééém, ela pode estar abalada com a morte de Bond (um pouco), mas não está mais abalada do que com a certeza de que a missão foi um fracasso: a lista com os nomes se perdeu, e essa é desgraça maior, é com isso que M está preocupada. Ela chega a ser pressionada pelo chefe do Comitê de Segurança e Inteligência, porque a tal lista é tão importante que a missão não admitia qualquer tipo de falhas (a mesma missão na qual Bond foi supostamente morto).


A parte boa desse filme é você se sentir dentro da história, você seguir os passos de Bond como se a missão fosse sua e não dele. É claro que dá pra você procurar na internet a sinopse tudo mais, mas eu sugiro que você vá assistir sem saber de nada. Às vezes o bom é realmente isso, porque você não corre o risco de se decepcionar. Esse foi o meu caso. Como eu já não tinha gostado do único outro filme do 007 que assisti, nem me preocupei em saber do que se tratava esse filme mais recente.

>>> Detalhes e Personagens
O que dá pra falar sem estragar é dos detalhes. Toda a fotografia é linda, mas nada que seja realmente inovador. É um filme bom, que vai às raízes de James Bond, e talvez esse seja o diferencial em relação aos filmes anteriores. É também um filme que não se rendeu aos efeitos em 3D, e achei isso realmente relevante. Meio que valorizou a coisa toda em termos de tradição - já que a franquia tem por volta de 50 anos de história.

Para falar de personagens, o Raoul Silva, vilão interpretado por Javier Bardem, dá um show em questão de insanidade. Se a intenção era retratá-lo como um bipolar perturbado, funcionou. Fora que em algum momento dá pra sentir pena. A mesma coisa acontece com Sévérine (Bérénice Marlohe), que fica naquele ponto difícil de descrever: você sente dó, raiva, afeição e por aí vai. É o par romântico da vez que parece não ser par romântico. E não é, de certa forma. Eu chamaria de "casinho-barra-rolo" e ainda assim não seria um termo suficientemente adequado.


Por fim, achei que a senhorinha-minha-avó M (Judi Dench) é algo à parte de todo o filme. Ela é tão fofa e tão bonitinha, quase nem conseguiria imaginá-la como a chefe de todo um sistema de investigação se não fosse o trabalho do diretor Sam Mendes. O próprio Daniel, de quem eu não sou exatamente fã-a-loka, tava muito bem, me convenceu. Na verdade, já achei bom logo no início, na abertura aka música da Adele*.
*Ela realmente fez uma música pra esse filme, ouça aqui. 

Sobre a nota: Vou dar 4 porque é o típico filme de investigação. Daria pra você colocar toda a história no Missão Impossível, por exemplo. E mesmo assim seria a mesma coisa, sem perdas e falhas. Não acho que haja realmente um problema no filme, só acho que, diante de tanta coisa que tem por aí, 007 surpreendeu sim, mas no fundo é mais comum do que a gente espera. Na verdade, não sabia direito qual era a minha opinião a respeito até enfim escrever essa resenha. Vale cada centavo do ingresso, isso é óbvio. A história é boa, os personagens ótimos, fotografia, figurino, cenários (que passam pelo mundo todo).... Mas o filme não chegou exatamente lá. Por pouco, que fique claro.

Classificação:
(4/5 conversinhas)

quarta-feira, 14 de março de 2012

[Livro vs. Filme] "Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres"

por Paulo Vaughan


Mais um "Livro vs. Filme". Dessa vez, o livro/filme escolhido foi "Os Homens que não Amavam as Mulheres", da trilogia Millennium. Veja abaixo a sinopse feita por mim e depois clique em "Continue lendo!" para ler a crítica! 

>>>A História
Suécia. Mikael Blomkvist é editor da “Millennium”, revista que fundou junto com Erika Berger - sua amante casual. A revista é de cunho investigativo e denuncia atividades ilícitas da elite sueca. No ano anterior tinham publicado uma matéria denunciando as empresas Wennerström que parecia que seria o maior acerto da “Millennium”, porém, o tiro saiu pela culatra. Hans-Erik Wennerström e sua empresa entraram com um processo contra Mikael e venceram, sendo decretada uma pena de prisão de 3 meses para o jornalista. Em meio à esse alvoroço que Mikael acidentalmente proporcionou, acabou despertando o interesse de Henrik Vanger, o dono das empresas Vanger. Henrik já está em idade avançada e há mais de 40 anos procura de sua neta, Harriet Vanger, que desapareceu durante uma reunião de família aos seus 16 anos. Como uma última tentativa nesse desaparecimento que parece não ter solução, Henrik contrata Mikael para investigar o Caso Harriet. Ao desenrolar da história, entra em cena Lisbeth Salander, uma hacker de um pouco mais de 20 anos, para ajudar Mikael em um caso muito mais assustador do que ele achava.

 >>>O Livro

- Livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
- Série: Millennium #1
- Autor: Stieg Larsson
- Editora: Companhia das Letras

Essa parte, em que eu falo do livro, vai ser um pouco (tá, muito) chata. É que “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é um livro TÃO bom que não sei bem o que dizer. Sério, o livro é muito bom em todos os aspectos – escrita, história, ritmo, personagens, etc. E se você está com dúvidas se vai ou não ler o livro porque “Ah, é livro policial, não gosto do estilo.”: seu argumento é inválido. Porque além de o livro não ser apenas isso, eu, que não gosto (ou não gostava?) de livros policias, amei o livro.

O Stieg Larsson é um ótimo autor.* O estilo de escrita dele é muito bom, perfeita para o tom do livro.  O ritmo do livro também merece destaque, quando peguei "Millennium 1" achei que fosse demorar séculos para terminar de ler porque, além de ser enorme, parecia ser maçante. Eu estava bastante errado porque quando você pega o ritmo da trama, não consegue parar de ler. Alerta: você pode não pegar o ritmo do livro logo de cara (aconteceu comigo e com várias pessoas que conheço, a Dana comentou isso na resenha dela).  
* Toda vez que eu penso nisso fico triste de saber que ele morreu antes do livro ser lançado. Perdeu a chance de ver o sucesso da série :X

Como sempre, a Companhia das Letras fez uma ótima tradução e revisão, mas, não gostei de uma coisa: eles traduziram da edição francesa. Isso me incomodou um pouco, mesmo que não tenha feito grande influência na leitura. Sei lá, às vezes o livro perde alguma coisa quando um livro passa de uma língua para outra (não só por uma tradução ruim, também pode acontecer do estilo do tradutor não se adequar ao do livro), imagina passar de uma língua para outra e depois para outra ainda?

Em toda a trilogia Millennium temos, basicamente, PERSONAGENS. Mikael e Lisbeth são os grandes direcionadores de toda a série e em "Os Homens que não Amavam as Mulheres" temos duas histórias principais formando a trama: o Caso Harriet e o Caso Wennerström. As duas histórias são entrelaçadas, tendo em vista que Henrik Vanger teve mais curiosidade em Mikael quando o escândalo envolvendo a Millennium explodiu e que o jornalista só aceitou a proposta de Henrik porque poderia acabar com Wennerström depois.

E, em meio a isso tudo, temos a melhor personagem feminina da história: Lisbeth Salander. Nos seus 20 e poucos anos, a-garota-da-tatuagem-do-dragão trabalha como freelancer para uma empresa de investigação, mora sozinha e vive sob tutela. Até mais ou menos metade do livro, vemos mais cenas do Mikael do que da Lisbeth (até então, eles não se conhecem pessoalmente), mas, lá para a metade do livro, seus caminhos se encontram e passam a trabalhar juntos no Caso Harriet.

Com um final nem um pouco esperado, Millennium 1 se tornou um dos meus livros preferidos e leva 5 conversinhas.

>>>O Filme (americano)

- Roteirista: Steven Zaillian
- Diretora: David Fincher
- Distribuidora: Sony Pictures
- Elenco: Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander), Christopher Plummer (Henrik Vanger),...

Todo "Livro vs. Filme"  que eu fizer, vocês vão perceber que eu sou grande defensor das adaptações de livros. Ainda mais quando é um livro que você gosta, porque você quer saber como o roteirista e o direto vão fazer com ele. Eu gosto muito de ver a história por outro ponto de vista e, na maioria das vezes, as adaptações feitas me agradam bastante (vou falar um pouco mais disso na minha resenha de "Jogos Vorazes" - filme - na semana que vem).

Sempre que falo do filme gosto de falar do início, da abertura GENIAL que eles fizeram e ainda é ao som se um cover muito bom de "Immigrant Song", do Led Zeppelin.  Assista aqui.

Bom, agora vamos para o filme em si. A primeira coisa que eu posso comentar sobre é sobre a duração do filme. De acordo com o IMDb são 2 horas e 38 minutos de filme. Bem, grande, né? Mas nenhum momento eu achei o filme maçante, em nenhum momento tive vontade de dormir. David Fincher fez um ÓTIMO trabalho e conseguiu manter o ritmo do início ao fim.

Porém bastante coisa ficou de fora do filme e outras foram resumidas* (tem uma que até me incomodou, mas não posso dizer aqui porque é um mega spoiler). Aí entra a questão de adaptar para ficar melhor para as telas e mais agradável ao público. Imagina, se o roteiro fosse exatamente igual ao livro original, seriam pelo menos 3h30 de filme e ia acabar ficando pesado.
*No final do filme, quando a Lisbeth "ajuda o Mikael" com o Caso Wennerström, o David Fincher fez uma coisa muito bem feita. Ele agilizou toda a parte da Lisbeth e conseguiu manter o essencial: o resultado do que ela fez.

Quanto às atuações, a Rooney foi... mara a Rooney Mara se saiu bem demais como Lisbeth, nunca tinha visto uma atriz entrar tanto em um personagem. E não foi só por causa da caracterização, foi pelo gestual também  (veja nesse vídeo como a Rooney é diferente na vida real). Gostei bastante da atuação do Daniel Craig também, porém, fisicamente, ele não bateu com o que eu imaginei do personagem.

Assim como no livro, dou 5 estrelas.

>>>Resultado
Só veja o filme se você for "mente aberta" para adaptações de livros. Como disse acima, tem bastante coisa diferente e isso pode não agradar os muito conservadores. Então, minha indicação para os conservadores é ler o livro OU ver o filme. Quem não se importar com coisas diferente, leia E veja. 
*O Filme sueco não entrou no post porque eu ainda não tive a oportunidade de assisti-lo. 

Até mais o/

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trilogia Millennium vira HQ


O lançamento da versão hollywoodiana do filme "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" no Brasil é no próximo dia 27 e é nesse clima do universo de Stieg Larsson que lhes trago uma notícia: foi anunciada a capa da graphic novel baseada no primeiro volume!

Para quem não conhece, o primeiro volume da trilogia de Stieg Larsson traz Mikael, um jornalista, e Lisbeth, uma jovem hacker, investigando um assassinato. A HQ, que foi escrita por Denise Mina e ilustrada por Leonardo Manco, será lançada pela DC/Vertigo em novembro desse ano nos EUA. Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento pelas terras tupiniquins.


As continuações da graphic novel só saem em 2013 e 2014 - se o mundo existir até lá, hahahaha. Enquanto isso, dá para assistir à adaptação cinematográfica sueca (que traz Michael Nyqvist como Mikael Blomkvist e Noomi Rapace como  Lisbeth Salander) e também ao remake americano (Daniel Craig e Rooney Mara fazem os papéis principais). 


Curiosidades:
>>>Vocês viram a imagem que abre esse post? Ela faz parte de um photoshoot maravilhoso que o Craig e a Mara fizeram para a revista Empire, confira mais aqui.

>>>Noomi Rapace, a Lisbeth de versão sueca, também está no novo filme do Sherlock Holmes, como a personagem feminina principal (Madam Simza Heron).

Até a próxima!