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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

[Resenha] Os Sete Selos, de Luiza Salazar

por Dana Martins

- Livro: Os Sete Selos
- Livro Único.
- Autora: Luiza Salazar
- Editora: Underworld
- Comprar: Submarino, Siciliano, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica: 
"Os Sete Selos" é uma aventura sobrenatural da agente Lara Carver, que trabalha controlando manifestações. O livro começa com ela lidando com uma suspensão quando precisa retornar para investigar o que parece ser o caso mais perigoso da história da Agência. Com um demônio e um ex-agente amigo de infância, ela vai lutar contra seres do inferno e do paraíso, mas a pior parte vai ser descobrir que há muito segredos enterrados por aí. O livro tinha tudo para ser um YA de referência, mas tropeça mais do que avança. Infelizmente, o desenvolvimento deixou muito a desejar. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Ano passado, na Bienal do Rio de Janeiro, eu comprei "Bios", o segundo livro da mesma autora. Comecei a ler e a história era tão viciante que da outra vez que eu fui na Bienal corri para comprar Os Sete Selos de uma vez. E esse mês foi quando deu vontade de finalmente começar a leitura.

Tudo começa como uma história no estilo de Instrumentos Mortais ou a série Supernatural (A Agência é responsável por resolver problemas sobrenaturais) e com um clima de O Código Da Vinci. E começa realmente bem: Lara, uma agente esquentadinha, meio cabeça dura, que só quer saber de ação, está irritada até a alma por ter sido obrigada a fazer serviço interno. Para a sorte dela (ou azar), ela é uma das melhores agentes e algo muito estranho aconteceu em Paris. Algo muito além de qualquer coisa que a Agência já tenha enfrentado. Então Lara, um demônio e um ex-agente acabam responsáveis por uma missão secreta para descobrir o que está acontecendo.

Até esse ponto, tudo ótimo. Lara tem uma raiva mortal do demônio, está incerta e feliz pela volta de Jason, o ex-agente. Você quer saber o que eles vão fazer e o que vai acontecer com essa tensão toda entre eles (uma garota e dois garotos em um livro = VAI acontecer alguma coisa). Aí a história começa a desandar. Desandam a tal ponto que eu não indico esse livro para ninguém (sério).

Em "Bios" já tinha um pouco dos problemas de revisão (que praticamente nem existiu) e de evolução da narrativa, mas passa a ser uma obra-prima perto de "Os Sete Selos". A impressão é de que a Underworld publicou o rascunho da Luiza Salazar. Não há revisão, não há edição. Se teve, foi extremamente mal feita.
*Só um comentário: Em Bios, a história é legal e eu indico. Só não indico para os que têm problema de escrita, pra não ficar lendo coisa errada com cara de "oficial". Fora isso, ela melhorou muito de um para o outro. Então não julguem a autora com base nesse livro aqui.

A história vai perdendo o ritmo, meio que se perde em balancear conteúdo e ação. Chegou a tal ponto que eu decidi fechar o livro e ir dormir no meio de um ataque(!) ou de eu nem me importar mais no momento das "grandes revelações". Cheguei até a começar uma leitura dinâmica, para terminar logo.

Quando está quase acabando, o livro consegue se recuperar bem, voltando a ser tão interessante quanto antes. Mas já é tarde demais para salvar o livro (o que dá uma certa pena). A história tinha um potencial de ser algo no nível de Cidade dos Ossos, ou até mais. Os personagens são bem legais, a proposta também. Só que o desenvolvimento foi até chato.

Acho que com tanto livro bom por aí, não vale a pena perder tempo com esse (achei que não valeria nem listar os problemas aqui). A notícia boa é que a Luiza Salazar continua tendo histórias com potencial viciante e melhorou muito em "Bios". A ação desse último prende, a Luiza melhorou muito na descrição das lutas, os personagens são MUITO legais e o desenvolvimento geral é quase 100%. Mas isso você pode descobrir na resenha de Bios da Igra.

Queria fazer um comentário aqui sobre autores e editoras

Eu não queria que essa resenha terminasse com um "A Luiza Salazar é uma escritora ruim", por isso achei que valia um comentário. Se você for ver os agradecimentos de boa parte dos escritores americanos vai perceber que há uma equipe enorme de gente trabalhando em cima dos livros. Já vi um agradecimento tipo "Obrigada Fulaninha por me mostrar tais coisas e me fazer reformular o livro inteiro". A própria Suzanne Collins (Jogos Vorazes) recebeu ajuda. Enquanto eu pesquisava sobre de onde ela tirou a ideia para os livros encontrei uma entrevista com a Kate Egan, editora dela, falando que pediu para a Suzanne trabalhar um pouco mais na relação Gale-Katniss-Peeta. O próprio Rick Riordan diz que passava os manuscritos de Percy Jackson pela aprovação dos filhos.

Essas pessoas que influenciam não são tipo "muda essa porcaria porque isso não vende", é muito mais alguém que olha de fora, enxerga o potencial, e vê o que pode ser aproveitado. 

E daí? E daí que eu acredito que falte profissionais desse tipo no Brasil (ou pelo menos bons...). As editoras daqui estão muito acostumadas a pegar algo com garantia de sucesso lá fora e só traduzir. Acho que todo mundo sabe a dificuldade de um novo autor aqui no Brasil, tem editora grande que nem publica. E quando eles conseguem uma editora, ou publicam sozinhos, muitos tropeçam nessa parte da revisão/edição.

Agora vamos torcer para essa situção melhorar, para a Luiza Salazar resolver o problema dos porques inseparáveis e para ela continuar escrevendo. Com certeza vou dar uma olhada em um próximo livro dela.

Sobre a nota: Eu vi que a média (entre as que deram nota das 190 que leram no Skoob) é de 4. Mas por mais que a história tenha um potencial, tropeça em tantos problemas que eu não consigo dar mais do que 2 conversinhas. Eu normalmente sou legal, só não me contento com qualquer coisa.

Classificação:


(2/5 conversinhas)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

[Resenha] O Inverno das Fadas, de Carolina Munhóz

por João Pedro 
- Livro: O Inverno das Fadas
- Livro Único
- Autora: Carolina Munhóz
- Editora: Fantasy
- Comprar: Submarino, Extra, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica: 
Aparentemente tudo vai bem em Fairyland. Exceto para uma criatura em particular: Sophia, uma espécie rara de fada que inspira os seres humanos e alimenta-se de sua energia. Faz muito tempo desde que ela absorveu a vida de uma vítima, e essa falta de alimento a está deixando cada vez mais fraca. Sua única esperança é o surgimento de William, um jovem escritor que vem atormentando seus sonhos. Porém, logo após o primeiro encontro, Sophia percebe que ele não é como os outros (e outras) que ela já seduziu: há algo muito mais profundo em sua relação do que apenas atração física. O único problema é: como poderia uma “fada-vampira” se apaixonar, quando isso levaria seu amado à morte?

Lendo a sinopse, dá a sensação de que o romance será como outros tantos que vemos por aí hoje em dia: um ser místico e um ser humano se apaixonam, surge um amor de início impossível, mas que resulta num final feliz. No entanto, a autora vai além disso. “O Inverno das Fadas” é um livro cheio de referências e que, apesar de conter falhas quanto aos personagens e à narração, tem uma história bem bacana. Com certeza é uma leitura agradável e que atinge em cheio seu público alvo.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Olá, leitores do CC. Aqui é a Dana falando para anunciar essa resenha especial! Ela é colaboração do João Pedro, leitor aqui do blog. Me surpreendi e gostei bastante, espero que vocês também aproveitem. :)

“O Inverno das Fadas” é um livro bom, mas que poderia ser melhor. Houve algumas coisas mal aproveitadas e que empobreceram a história em alguns sentidos. Mesmo assim, a autora consegue prender o leitor do início ao fim com uma trama original e cheia de significados por trás das linhas.

O livro começa mostrando um pouco do mundo das fadas e seu funcionamento. Embora tenha sido uma boa escolha da autora trazer esta pequena introdução para apresentar o reino desconhecido ao leitor, a ideia foi um pouco mal executada. Há uma avalanche de informações pouco claras e que confundem bastante. Durante todo o livro há cenas importantes pouco detalhadas, enquanto outras não tão importantes assim (como o preparo de poções e execução de rituais) têm várias páginas de explicação. Os diálogos também são um pouco mecânicos, mas nada que comprometa muito o desenrolar da história.

O que ameniza um pouco esses pequenos defeitos são os elementos que a autora usa durante a escrita. Em cada fim de capítulo há uma frase de efeito, na maioria das vezes bastante inteligente, que deixa o leitor muito ansioso para ler o que acontece a seguir. Os títulos também são muito interessantes, cada um contendo o trecho de uma música em inglês – com a devida tradução embaixo – que se encaixam perfeitamente com o conteúdo do capítulo. Essas músicas são de artistas bem conhecidos, como Kelly Clarkson, Adele, Evanescence e Avril Lavigne, ótimos para o público-alvo do livro.

Os personagens também foram bem construídos, principalmente os dois protagonistas. Me senti realmente próximo deles, e torci a cada segundo para que os inúmeros conflitos e obstáculos em sua relação fossem resolvidos. O que faltou foi um maior aproveitamento dos personagens secundários, como o padre, a ex-namorada gótica de William e uma certa fada apaixonada, todos com grande potencial. Às vezes até sentimos que eles só aparecem para exercer uma determinada função no livro e depois não têm mais importância. É um pouco constrangedor.

Um dos pontos altos do livro é a ambientação. A história toda acontece em Keswick, uma cidadezinha da Inglaterra que tem por volta de cinco mil habitantes, e a autora soube como colocar no livro as características de uma cidade do interior. Foram inseridas coisas simples, como comidas típicas e tradições culturais, até características mais complexas, como a forte influência da religião na população. Tudo isso em cenários incrivelmente bonitos e muito bem colocados dentro da história. Merece aplausos.

Castlerigg Stone Circle, um dos principais cenários do livro. É ou não é mágico? *o*

Outra coisa legal é a originalidade quanto ao tema, que foge do estereótipo de fada que temos em mente.
“Quando se pensa em uma fada, logo se imagina uma vara de condão e feitiços para melhorar a vida das pessoas. Como na história de Cinderela. Só que ela [Sophia] não era o tipo de fada descrita nos contos com finais felizes.” - p. 235.
As fadas que vemos no livro são seres sedutores, perigosos e cheios de atitude. Isso, pelo menos pra mim, foi uma grande surpresa. Aliás, todo o livro foi uma surpresa. Eu realmente não esperava que ele fosse tão maduro. “O Inverno das Fadas” trata de muitos temas polêmicos que não vemos com muita frequência nos livros nacionais: drogas, suicídio, fama, sexualidade... Provoca muita reflexão no leitor. Eu até não indicaria muito pra que tem menos de 14 ou 15 anos, por causa das cenas picantes e pelos temas mais fortes.

Sobre a nota: O livro é muito bom e original, mas pelas falhas com a escrita, com os personagens e pelo final previsível, perde alguns pontinhos. Mesmo assim, se você gosta de um bom romance misturado com fantasia, não deixe de conferir. Vale super a pena (:

Classificação:
(3,5/5 conversinhas)

João Pedro F. Gomes, 16 anos, vive no interior de São Paulo e é estudante do ensino médio. Amante de literatura fantástica e YA, Harry Potter, The Voice, Taylor Swift e tudo que envolve cultura pop.

Mais histórias sobre esse tipo de fada? Veja:

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Três livros de... autores nacionais



Heey! Mais um post da coluna 'Três livros sobre...'* e dessa vez é um pouco diferente (começando pelo título, que teve o "sobre" trocado por "de"). Com a aproximação do 7 de setembro, muitos blogs estão fazendo um especial sobre 'dia de apoio ao escritor nacional', que deve durar a semana inteira. Nós do CC resolvemos então ir nessa onda e indicamos três livros nacionais, cada um lido por uma pessoa da equipe. As fotos aqui em cima são dos escritores brasucas, na ordem: Raphael Draccon, Estevão Ribeiro e André Vianco.
*Essa é uma coluna da Iris Figueiredo no Literalmente Falando, chamada 'Três livros sobre...', que nós estamos usando aqui no blog. O primeiro foi Três livros sobre... amor, feito por todos da equipe.


"Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas" é o primeiro livro de uma trilogia brasileira, embora não pareça o tipo de livro brasileiro com que você está acostumado. Eu mesma li o livro há uns dois anos. Por algum acaso, eu comecei pelo segundo volume - um erro comum, porque o autor mudou de editora enquanto escrevia a série. De qualquer forma, só para você saberem, "Caçadores de Bruxas" é o primeiro mesmo. :) 

Pra começar, "Drações de Éter" conta uma história que acontece em um outro mundo, onde fadas existem. E não, não há dragões, apesar de a referência do título acusar isso. Esse mundo diferente há muito anos presenciou uma era de guerra, sangue e morte, por conta da criação da magia negra (que se desenvolveu porque algumas fadas se voltaram contra as outras raças). No entanto, esse tempo já passou, e hoje todo mundo em Nova Ether vive em paz.

Ou não. O que você precisa entender é que Dragões de Éter tem um nível de complexidade muito grande para resumir em 3 ou 4 parágrafos (um dia eu escrevo um CCIndicação para poder explicar melhor). De qualquer forma, o que dá pra saber é que o livro narra a vida de sete jovens, em diferentes estágios da vida adulta, que começam a perceber e presenciar coisas estranhas acontecendo, coisas que não deveriam acontecer em uma era de paz.

O número de referências à cultura pop e a contos de fadas é gigantesco, para dizer o mínimo. Cada um desses sete jovens de alguma forma faz uma ponte com alguma coisa que você já tenha ouvido falar. Desde Chapeuzinho Vermelho, até João e Maria e a Princesa e o Sapo. Além disso, é um desses livros que fazem você pensar - e muito - depois que termina. Eu considero a série toda muito poética.

-Igraínne Marques



Eu sempre tive curiosidade em ler esse livro. Primeiro porque todos falam muito bem dele (se não me engano, os direitos foram até vendidos para uma editora italiana), segundo porque ele é de um autor nacional (sempre vale a pena experimentar) e terceiro por causa do tema em si. Então, quando eu vi a versão em ebook para o kindle por apenas cinco dólares, resolvi comprar.

“A Corrente” fala, obviamente, de uma corrente na internet. Tudo começa quando Roberto, um homem que ganha a vida como hacker (e roubando o dinheiro da conta das pessoas que têm a infelicidade de digitar os próprios dados na cópia - do site do banco - que ele cria), recebe um email, na verdade, uma corrente. Por pura brincadeira, Roberto resolve passar o email para sete pessoas, como pede Bruna, a remetente. Porém, o que o homem achou que nunca fosse acontecer aconteceu: as pessoas que receberam a corrente morreram de forma cruel e, para piorar, ele anda tendo sonhos macabros com uma menina.

Tenho que confessar que eu sou quase uma criancinha para qualquer coisa de terror. Seja um filme, um programa de TV e até um livro, eu vou ficar com medo antes de dormir. É um fato. E, bem, “A Corrente” conseguiu fazer isso muito bem. O livro tem um ritmo muito bom e te faz com que você não consiga largá-lo, além de te envolver na história, fazendo você querer saber a origem da corrente e tudo mais.

É um livro que eu recomendo bastante para quem gosta de um bom thriller. É uma leitura super rápida por conta do pequeno número de páginas e ainda tem uma história muito bem fechada, daqueles livros que você vê que cada detalhe e característica de um personagem não foi feita sem motivo, tudo se junta e forma um círculo perfeito. Sem dúvida leva quatro conversinhas e ainda dá vontade de ler mais do autor.

-Paulo Vaughan



Eu li esse livro faz muito tempo, muito mesmo. Mas achei que valia a pena trazer ele para o Especial Nacional. "Os Sete" é do autor André Vianco e eu acredito que ele é um dos primeiros com um livro sobrenatural voltado mais ao público jovem que conseguiu algum destaque no Brasil. Eu gostei de ter lido e vale a pena conhecer.

A história de "Os Sete" começa quando Tiago e uns amigos mergulham para ver os restos de um antigo navio atrás de algum tesouro e acabam retirando do fundo do mar uma estranha caixa de prata. E é aí que as coisas dão errado... Sete vampiros despertam e Tiago precisa conter o problema enquanto o número de vítimas não para de crescer. O livro, em si, é uma mistura de ação, mistério e sobrenatural com uma escrita bem feita que já vale a pena simplesmente por ser bom para quem gosta do estilo.

Mas enquanto eu lia o que eu com certeza mais gostei é que tudo acontece no Brasil e parece real. Os cenários, as cidades e os personagens são daqui, mas bate peito a peito com qualquer história do tipo lá de fora. Pessoalmente, acho MUITO legal ver uma história assim em um lugar perto de mim.

A mitologia também vale super a pena. Só para dar ideia: um dos vampiros também é um lobisomem. O QUÊ? Isso mesmo. Cada um dos Sete tem um poder específico, é muito legal. Faz mais de 5 anos (!) que eu li esse livro e a história ainda volta na minha cabeça de vez em quando. 

-Dana Martins


E aí, gostaram? É legal conhecer um pouco dos livros nacionais porque muita gente acha que escritor brasileiro não sabe escrever ficção, muito menos fantástica voltada para Jovens Adultos. E no entanto, tem muita gente boa por aí que tem tanta qualidade quanto os autores lá de fora. 

Conhece algum livro nacional bem legal que a gente não citou? Comenta! Já ouviu falar de algum dos três? Já leu? Comenta também! Queremos saber a sua opinião! 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Encontro com autores na Bienal 2012, parte 2



Bom dia (ou tarde ou noite ou sei lá)! Esse post é a segunda (e última) parte do post sobre os autores que estarão de hoje até dia 19 na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece no Anhembi. Na primeira parte, falei sobre os autores internacionais que estariam no evento (se você não viu, clique aqui) e hoje é o dia de falar sobre os autores nacionais e um extra, os eventos legais da bienal.

E, bem, como vocês já sabem tem muuuitos autores nacionais e não dá para falar de todo mundo. Por isso, tive que fazer uma (difícil) seleção dos autores que eu ia falar sobre, mas vocês sempre podem ver toda a programação da Bienal no próprio site do evento.

Então prendam bem os seus cintos que a viagem já vai começar. (não sei de onde nem porquê eu disse isso, vocês podem ignorar)

Separei os autores que eu vou comentar em dois grupos, os da literatura fantástica e o do Young adult contemporâneo. E, bem, ninguém melhor para começar o lado fantástico do que o Raphael Draccon. Ele é autor da série “Dragões de Éter” (a Igra aqui do blog adora e eu até tenho os livros, mas ainda não li), do livro de terror “Espíritos de Gelo” e o livro fantástico que está lançando na bienal, “Fios de Prata – Reconstruindo Sandman”. Particularmente, eu ADOREI o plot do novo livro (veja aqui), gostei de verdade, mas não gostei de uma coisa: o subtítulo. Tem a ver com a história, sim, mas me pareceu muito mais uma tentativa de vender mais. ;x

Agenda do Raphael Draccon: Dia 11/08, 16h: Fotos com o autor e os personagens de seus livros no estande do Submarino; Dia 11/08, 18h: Evento do autor com os personagens de Dragões de Éter e sessão de autógrafos de “Fios de Prata” no estande da Leya.

Outra escritora de literatura fantástica é a Carolina Munhóz. Ela tem dois livros lançados, o “A Fada”, que saiu ano passado pela Novo Século e o recém-lançado pela Fantasy, “O Inverno das Fadas”. Seu segundo livro é bem interessante, ele fala do “tipo” de fada chamada Leanan Sídhe, as fadas musas que dão inspiração à homens e mulheres famosos. Além a Bienal, ela, o Draccon e a Alyson Noël vão fazer um tour em livrarias de São Paulo, mais informações aqui.

Agenda da Carolina Munhóz: Dia 11/08, 15h-18h: Sessão de autógrafos com a autora.

Não podíamos de deixar de falar, é claro, do Eduardo Spohr. Ele é autor de “A Batalha do Apocalipse” e a série “Herdeiros de Atlântida”, que conta apenas com o primeiro volume lançado, o “Filho do Éden”. O autor vai fazer um bate-papo e uma sessão de autógrafos junto com o autor Fábio Yabu. Ele publicou um livro infanto-juvenil (mas não fantástico), o “A Última Princesa”. O livro é muito legal e é uma “releitura” da história da Princesa Isabel. Veja a minha resenha aqui. Recentemente, ele também publicou uma releitura bem bacana do conto da Branca de Neve com zumbis e tudo mais, saiba mais aqui.

Agenda do Spohr e do Yabu: Dia 19/08, 18h: Sessão de autógrafos com os dois autores no auditório Lygia Fagundes Telles com sessão de autógrafos em seguida, essa no estande da Record.

Se você gosta de boas histórias de vampiros, com certeza conhece o André Vianco. Ele tem vários livros e séries com esse tema, entre eles “O Turno Da Noite”. E é exatamente a adaptação para quadrinhos dessa série que o autor vai lançar na bienal.  O desenho é do Denilson Santtos e, pela capa, parece ser de boa qualidade.

Agenda do André Vianco: Dia 12/08, 11h: Bate-papo sobre vampiros e lobisomens com Sarah Blakley-Catwright, Marta Argel, Giulia Moon e Santiago Nazarian; Dia 11/08, 13h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Século; Dia 18/08, 18h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Século.

Para terminar o lado fantástico, temos o Douglas MCT. Em 2010 ele havia lançado o primeiro livro de “Necrópolis”, “A Fronteira das Almas”, pela editora Draco e ele está relançando-o (com uma capa linda, diga-se de passagem) na Bienal pela editora Gutenberg, a mesma do seu outro livro, “O Coletor de Almas”. Necrópolis me interessa bastante, ele conta a história de Verne Vípero, um rapaz que descobre um jeito de salvar a alma do irmão e embarca em uma aventura.

Agenda do Douglas MCT: Dia 12/08, 16h: Sessão de autógrafos no estande do Grupo Autêntica.

Começando o lado dos livros YA contemporâneo, vamos falar do Enderson Rafael.  Ele já tem um livro publicado, o “Todas as estrelas do céu”, e agora está lançando o “Três Céus” pela Gutenberg. Confesso que a primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi a capa, que é linda, mas depois que li a sinopse fiquei com ainda mais vontade de comprar o livro. Ele conta a histórias de três pessoas diferentes que trabalham voando por aí, um é comandante de voo, outro comissário de bordo e a outra é aeromoça.

Agenda do Enderson Rafael: Dia 18/08, 16h: Sessão de autógrafos no estande do Grupo Autêntica.

Outra autora que vai estar na Bienal e é super simpática é a Iris Figueiredo. Ela, além de blogar no Literalmente Falando, é autora do “Dividindo Mel”. O livro conta a história de uma menina que termina namoros na mesma velocidade que os começa e que, depois de conhecer um bonitão na rua e pensar bem sobre os sentimentos em relação ao seu melhor amigo, fica divida entre os dois. O livro é bem divertido e eu já o resenhei aqui.

Agenda da Iris Figueiredo: Dia 11/08, 15h e dia 12/08, 15: Sessão de autógrafos no estande da editora Vermelho Marinho; Dia 14/08, 18h: Bate-papo sobre vlogs e blogs no espaço # Você + Quem = ?.

E, para terminar, temos duas autoras de livros chick-lit (eu odeio o termo, maaas) muito conhecidas, a Thalita Rebouças e a Paula Pimenta. A Thalita tem vários livros, entre eles a série “Fala sério” e na bienal estará divulgando o mais recente, o “Fala sério, filha!”. E a Paula tem a série “Fazendo o meu filme”, que teve o quarto e último volume publicado esse ano, a série “Minha vida fora de série”, um spin-off da primeira, e agora lança o livro “Apaixonada por palavras”. O livro é, na verdade, uma coletânea de crônicas onde a autora escreve, como ela mesma, sobre o cotidiano, etc.

Agenda da Thalita Rebouças: Dia 11/08, 11h: Bate-papo com a Cecily Von Ziegesar e a Paula no espaço # Você + Quem = ?; Dias 11/08, 12/08, 18/08 e 19/08 das 14h às 17h: Sessão de autógrafos com a autora no estande da Rocco.

Agenda da Paula Pimenta: Dia 11/08, 11h: Bate-papo com a Cecily Von Ziegesar e a Thalita no espaço # Você + Quem = ?; Dia 10/08 e dia 11/08, das 14h às 15h30: Sessão de autógrafos com a autora no auditório Lygia Fagundes Telles.
  
Outros autores:

Luiza Trigo (“Carnaval”) – Dias 18/08 e 19/08, 18h: Sessão de autógrafos no estande da Rocco.
Chico Anes (“O Sonho de Eva”) – Dia 12/08, 16h: Bate-papo com o autor no estande da Novo Conceito; Dia 12/08, 17h: Sessão de autógrafos com o autor no estande da Novo Conceito.
Maria Clara Guerreiro (“A Filha da Minha Mãe e Eu”) – Dia 12/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Tammy Luciano (“Garota Replay”) – Dia 17/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Fernanda Saads (“Do Seu Lado”) – Dia 19/08, 15h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Carol Sabar (“Como quase namorei Robert Pattinson”) – Dia 11/08, 16h-18h: Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora no estande do Grupo Editorial Pensamento.
Carina Rissi (“Perdida”) – Dia 18/08, 15h e dia 19/09, 10h: Sessão de autógrafos no estande da Baraúna.
Babi Dewet (“Sábado à Noite”) – Dia 11/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Saraiva.

>>>Extra – Eventos

Bem, algumas editoras vão fazer eventos bem legais e embora esse não seja o tema dos posts, eu precisava comentá-los, haha.

No dia 10/08, às 19h, a jornalista Karina Andrade, da rádio 89fm, vai fazer um bate-papo com o tema “Literatura: você compartilha essa ideia?" no estande da Novo Conceito. Já no dia 11/08, às 16h, vai ter a festa de lançamento da editora Seguinte no estande da Companhia da Letras. Nós já falamos sobre aqui e parece se bem legal, vale a pena ir.

Esse evento é o melhor de todos: o Dia A Culpa é Das Estrelas. Bom, pelo especial #CulpaDoJohnGreen vocês devem ter percebido o quanto eu amo esse livro e a Intrínseca está fazendo de tudo para que muitas e muitas pessoas o leiam. Tanto que no dia 11/08 vão ter atividades, exibição de vídeos e bate-papo das 11h até às 19h no estande da editora e o mais legal: são os nerdfighters que estão organizando muitas coisas. :D

Então está terminado a agenda-de-coisas-legais-que-vão-acontecer-na-bienal-e-eu-iria-se-fosse-para-São-Paulo. *chora* Espero que vocês tenham gostado. Comentem aqui embaixo o que vocês gostariam de ir, se vão, etc.

Ah! Vale a pena ver a programação que o blog Who’s Tanny? fez, está bem legal. E o Livros & Citações também tem uma lista bem completa. Além disso, no Brilho das Estrelas já tem um "sneak peek" de como a Bienal está esse ano!

Parte 1, 2
Até! o/