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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[Resenha] Ashes, Ashes, de Jo Treggiari

por Dana Martins
- Livro: "Ashes, Ashes"
- Livro Único, mais ou menos, veja no fim do post
- Autora: Jo Treggiari
- Editora: Scholastic Press
- Comprar: Book Depository, Amazon.
- No skoob
OBS: Ainda não foi lançado em português e eu não sei se vai lançar por aqui.








Mini-crítica - Resumo: 
A história é focada em Lucy, que é uma das poucas sobreviventes do apocalipse. Só para variar, ninguém sabe ao certo o que causou, apenas que vários desastres foram destruindo lugares no mundo e ondas de epidemias dizimaram 99% da população. Lucy já está há um bom tempo precisando se virar sem ajuda, vivendo no que sobrou do Central Park. E é aí que ela encontra um garoto e começa a repensar se precisa mesmo encarar tudo sozinha. Esse é um livro YA meio infanto-juvenil que eu colocaria mais como filme adolescente de segunda a noite. Acho que a Disney poderia comprar os direitos desse livro e fazer um grande filme, ia ser legal assistir. Eu gostei de ter lido o livro, mas não gostei tanto assim do livro em si. Fica em mediano pra baixo. No entanto, eu ainda insisto que você ao menos conheça Ashes, Ashes.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em clima de fim do mundo... um livro sobre o fim do mundo. Ashes, Ashes eu peguei de indicação no post da Julie Kagawa, onde ela diferencia pós-apocalíptico e distópico. Eu realmente não li tantos livros pós-apocalípticos e esse foi o que mais me interessou da lista, então eu decidi comprar. O livro não foi exatamente o que eu esperava e ao mesmo tempo o que eu esperava.

Temos a situação inicial: Lucy, 16 anos, a menina que sobrevive sozinha, não fala com ninguém e faz o máximo para se afastar de todo mundo. O que é meio que a especialidade dela. Antes mesmo do apocalipse ela já era assim. Em uma família onde cada um brilhava do próprio modo, ela era sempre a apagada, até mesmo na aparência. Vou confessar: não lembro exatamente aparência de ninguém, mas é algo como "todo mundo loiro e lindo e eu branquela de cabelos escuros". Não era boa na escola, também não se importava tanto assim, ficava na dela. Quando o apocalipse começou, ela fez o que sabia fazer: ficou na dela. Se perdeu da família inteira, viu tudo o que conhecia ser destruído... e apenas continuou.

Cá entre nós, Lucy não é o tipo de personagem mais atraente, mas eu tenho que dar créditos por ser real. Uma garota de 16 anos comum. Uma das coisas que mais me irrita nela é que ela tem o pensamento tipo "os adultos estão no controle, deixa que eles sabem o que fazem", então às vezes meio que espera que alguém dê alguma ordem para fazer alguma coisa. Isso é simplesmente contra a minha natureza, o que me perturba, mas muita gente é assim. Então eu meio que gosto disso ser retratado.

Ei, peraí... se ela tá sozinha, como entra isso de esperar os outros darem ordens? Isso começa quando ela encontra Aidan, um garoto que a salva de um bando de cachorros e mostra pra ela que não é tão ruim assim viver num grupo de sobreviventes.

Há ainda, uma segunda parte da trama, que é mais o que obriga a história ter alguma ação. Nesse mundo pós-apocalíptico ainda há um lugar praticamente intacto: a ilha. Tudo o que Lucy sabe é que de lá vêm os "Sweepers", que desde o início do apocalipse levam pessoas para a ilha e ninguém mais volta de lá. Eles continuam indo atrás dos poucos sobreviventes e, pelo que parece, agora eles estão atrás especificamente de Lucy.

O livro continua se desenvolvendo assim: Lucy falando sobre as necessidades básicas da sobrevivência, sobre seus traumas do passado, remoendo sua baixa auto-estima, tentando decidir como se sente em relação a Aidan (OU POR ALGUM SEGUNDO VOCÊ ACHOU QUE NÃO IA TER UM ROMANCE?), pensando no que fazer da vida no fim do mundo e dando uma de machona (afinal, a menina sobreviveu um ano sozinha no meio do mato, às vezes ela faz as coisas acontecerem).

A história do livro é realmente boa, eu só não gostei tanto de como foi desenvolvido, tudo é realmente muito fraco ou não tão bem explorado. Ótimo para um filme, uma leitura simples ou quem está começando a ler. Muito frustrante para me manter entretida, principalmente porque tudo parecia tão clichê e nem era tão legal assim. O relacionamento Lucy-Aidan não causa tanta expectativa (posso listar melhores), ainda tem a Del, que com certeza você já conhece de alguma história. Imagine um Cidade dos Ossos onde a Isabelle gosta do Jace, ou a Sabine em Nightshade se o Ren fosse o principal.

Existem alguns pontos legais, tipo os S'ans, pessoas atacadas pela praga que não morreram. Eu adoro como é uma versão "real" dos zumbis. Gosto do acampamento, de algumas das poucas surpresas no fim que eu não vou contar caso você queira ler, e acaba por aí.

Acho que esse é o "livro básico de pós-apocalipse", que vale ler para ver os elementos de uma maneira simples e quem quer dar um up no histórico de leituras pós-apocalípticas. Fora isso, não vai ser nem tão legal assim e dificilmente o livro da sua vida. Posso indicar leituras melhores.

É livro único? Mais ou menos
A autora colocou no site dela 3 capítulos de um livro "Pocketful of Posies", que é para mostrar um pouco do passado do Aidan, da Del e do Sammy, falando de como eles se encontraram nos primeiros dias da contaminação pela praga. Não vi falando nada sobre publicar ou se chega a ter mais do que esses capítulos. Também não tenho muita vontade de ler (não gosto muito de ler sobre passado dos personagens, eu acho). Você pode ver aqui. A Jo Treggiari no momento está escrevendo outro livro YA.



Classificação:



(3/5 conversinhas)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

[Resenha] Cósmico, de Frank Cottrell Boyce

por Paulo Vaughan
- Livro: Cósmico
- Livro Único 
- Autor: Frank Cottrell Boyce
- Editora: Seguinte
- Comprar: Sem informação no momento, atualização em breve.
- No skoob










Mini-crítica:
Peguei o livro esperando algo no estilo John Green, mas recebi algo tão bom quanto, mas num estilo próprio, num estilo Frank Cottrell Boyce. Cósmicoconta a história de Liam, um menino de doze anos que é constantemente confundido com um adulto por ser mais alto e ter mais pelos na cara do que o normal para sua idade. Sua vida é marcada por situações bizarras e engraçadas por causa do seu tamanho, mas acaba ficando só por isso - até o dia em que ele vai como o adulto responsável com quatro crianças para uma viagem espacial. Como nada dá sempre certo, eles acabam passando por problemas e ficam presos no espaço.

Cósmico, apesar de parecer um livrinho simples de aventura, é lindo. O autor consegue tratar os personagens e suas relações de forma incrível, fantástica... cósmica! Entrou para os favoritos. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Sabe quando você espera uma coisa de um livro mas encontra algo completamente diferente? Foi exatamente isso que aconteceu com Cósmico, mas não de uma maneira ruim e sim de uma forma completamente positiva.

Quando li a sinopse e um trecho do livro, sabia que ia encontrar algo muito bom e que ia me tocar, e por algum motivo imaginei um livro no estilo John Green. Contudo, Cósmico faz isso de uma forma diferente, é um livro com uma pegada mais infanto-juvenil mas que mantem a beleza de uma história Young-adult contemporânea – é no estilo Frank Cottrell Boyce.

O livro conta a história de Liam Digby, um menino de doze anos que adora jogar videogame, para ser mais especifico, ele adora o jogo online World of Warcraft. Liam seria um garoto dito normal se não fosse por ser bem mais alto do que o comum e ter pelos, parecendo um homem de uns trinta anos.

Liam passa por algumas situações engraçadas e bizarras por parecer um adulto e fica por isso mesmo, tipo ser confundido com um professor no primeiro dia de aula. Até aí tudo bem, mas um dia ele recebe a oportunidade de ir ao espaço em uma viagem de foguete ultrassecreta com um grupo de quatro crianças e ele, o adulto responsável.

Por mais que parecesse que a viagem seria perfeita e tudo daria certo, algo dá errado eles ficam presos longe de casa, no espaço.

Só de ler essa mini-sinopse dá para ter uma ideia do quão divertido esse livro deve ser - e realmente é -, mas o que o mais me agradou foi a beleza da história. Conhecendo tão pouco sobre ela, pode até parecer que é um livrinho bobo, mas ele é lindo.

Frank Cottrell Boyce consegue introduzir uma delicadeza na relação entre os personagens que emociona. Aliás, foi a relação entre os personagens o que mais me encantou em Cósmico. Pode parecer que o livro é só uma história sobre crianças com sérios problemas no espaço, mas ele é sobre pessoas e como elas se relacionam, principalmente pais e filhos.

Se os relacionamentos foram o que me fizeram amar o livro, diria que os personagens em si foram o ponto alto dele. Apesar de só se ter o ponto de vista do Liam, você conhece todos os personagens tão bem quanto o protagonista.

Achei fantástico como Samson Two, Max e Hassan, três das crianças que foram na viagem, são apresentados. Eles aparecem como mini-gênios pedantes na frente de pais que se acham o máximo por causa dos filhos e, ao mesmo tempo, eles são na verdade apenas jovens, cada um do seu próprio jeito. Florida, a quarta criança da viagem espacial e “filha” de Liam, também merece destaque, primeiro a conhecemos como aquela menininha que adora saber a vida dos famosos, mas percebemos como ela é tão inteligente quanto às outras crianças e que ser uma coisa não exclui a outra.

O próprio Liam também é fantástico. As reflexões sobre lugares com o mesmo nome, as comparações entre a “vida real” e o mundo virtual... é tudo tão incrível!

Quanto às informações mais técnicas do livro, devo dizer que a tradução é bem boa, no alto nível que a Companhia das Letras sempre apresenta. Já sobre a capa, eu não sei se gosto ou não. Digo, eu adorei o estilo do título e a ilustração do Liam nela, mas a fonte do nome do autor e o planeta Terra ali inserido meio que me incomodam. Mas soube que na edição final, a capa tem um efeito metálico, o que deve deixa-la bem interessante.

Enfim, acho que vocês já entenderam o quanto e por que eu gostei do livro, mas eu não me canso de dizer isso. Cósmico é um dos livros mais lindos que eu já li e isso é dizer muito quando já se leu A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível. Eu recomendo, recomendo, recomendo e recomendo.

Na carta de apresentação que está na prova do livro, a editora fala sobre o outro livro do autor, Caiu do céu, que tem até uma adaptação cinematográfica de Danny Boyle e mal posso esperar para ler e assistir. Frank Cottrell Boyce entrou para a lista dos autores que eu mais admiro, ele é simplesmente... cósmico.

Classificação:
 (5/5 conversinhas + marcado como favorito)


Recebi o livro da nossa parceria com a Seguinte, selo da Companhia das Letras. Muito obrigado! :D


Até a próxima! o/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

[Resenha] O Inimigo, Charlie Higson

por Dana Martins
- Livro: "O Inimigo"
- Série O Inimigo - Livro 1
- Autora: Charlie Higson
- Editora: Galera Record
- Comprar: Submarino, Fnac, Saraiva.
- No skoob
- Próximos: "The Dead", "The Fear" e "The Sacrifice".
OBS: Ainda não foram lançados no Brasil, mas a editora nos respondeu no Twitter que o segundo só será lançado ano que vem. Já e o último só sairá lá fora em setembro de 2012. Leia no final do post sobre eles.





Mini-crítica: 
"O Inimigo" é um livro de zumbis* no estilo de "Gone" do Michael Grant e segue a mesma lógica de livros de Sidney Sheldon ou Meg Cabot: é aquele que você sabe que vai satisfazer para passar o tempo e divertir. Ao mesmo tempo, até por ser sobre apocalipse, consegue tratar de alguns temas mais sérios (aliás, tem até distopia, apesar de não ser exatamente distópico). A história se passa em uma Londres em que todos com mais de 14 anos começaram a ficar "doentes" e o livro foca em um grupo de crianças que se refugiou no supermercado Waitrose. Um ano depois da contaminação elas percebem que o único jeito de continuarem vivas é atravessar Londres para chegar a um (possível) lugar seguro.
*Não são exatamente zumbis, veja na resenha as diferenças.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Depois de Apocalipse Z eu percebi que gostava de histórias com zumbis e, consequentemente, me interessei por livros do tema. Foi assim que eu eu fiquei com vontade de ler "O Inimigo". Eu não sabia muito o que esperar. A Andresa, do Leitura & Fofuras, tinha me falado que adorou. Eu não conseguia realmente imaginar um livro de zumbis para crianças (como parecia ser).

Universo
"O Inimigo" conta a história de um mundo em que uma doença atingiu todos acima de 14 anos, transformando-os em algo muito parecido com zumbis. A diferença para uma história comum de zumbis é que nenhuma criança pega doença, então não tem o medo louco de ser mordido. E, como já estão todos transformados, não há o risco de uma surpresa desagradável. O que aconteceu é que uma hora os adultos começaram a ficar doentes e saíram comendo quem estava no caminho. No final, só restaram as crianças que precisaram dar um jeito de se organizar e sobreviver.
*Outro diferencial desses zumbis é que mostrando esse lado "humanos doentes", alguns conseguem criar fragmentos de pensamento. Algo muito parecido com "Sangue Quente", mas os zumbis de lá estão mais para sobrenaturais. 

Sinopse
A história se passa em Londres um ano depois da doença se espalhar e foca em um grupo de crianças que vive no supermercado Waitrose. O problema começa quando eles percebem que cada vez precisam ir mais longe para buscar mantimentos e se continuar no mesmo ritmo em breve não restará ninguém para contar a história. Felizmente, surge um garoto falando que do outro lado de Londres, no Palácio de Buckingham, está seguro e há alimento. O que é muito bom para ser verdade... Bem, agora eles só precisam chegar até lá.

No começo, achei o livro um pouco lento e em parte me desanimava por causa dos estereótipos (às vezes até como se fosse um adulto falando de coisa se "criança" sem entender), mas conforme a história se desenvolve e você conhece os personagens essas coisas acabam ficando esquecidas. Você termina querendo saber o que vai acontecer com os personagens e preocupado com o que vai acontecer.

Isso nos leva a uma das coisas interessantes do livro: não há um protagonista. A narração vai mudando de foco conforme a história continua e dependendo da importância do personagem (mas sempre entre o grupo do Waitrose). E o que isso tem a ver com preocupação? Em algumas situações, tipo ataque de zumbis ou em um Jogos Vorazes, por mais que você fique louco para saber como a situação vai se resolver, você sabe que o personagem principal vai terminar bem. A não ser que o autor decida trollar geral e termine o livro no estilo "ele virou para o lado e viu o cano da arma a poucos centímetros."* Já em "O Inimigo", como não há um personagem principal, todo mundo corre risco de vida e você não sabe quem vai chegar ao final.
*Eu tinha vontade de fazer um livro desse tipo, porque a história é sempre sobre o que sobrevive, mesmo que a maioria morra. Acho que isso mataria um monte de gente de susto (aqueles com azar que teriam lido antes disso se tornar um grande spoiler) e o livro provavelmente não venderia. Ou, se vendesse muito, causaria depressão coletiva por constatarem a fragilidade da vida. 

Outras coisas que merecem destaque nos livros envolvem as próprias crianças. Apesar do grupo do Waitrose ser o principal, esbarramos com vários outros grupos, tipo o de um supermercado perto, umas garotas "caçadoras" no maior estilo Ártemis, o dos garotos do castelo e ainda mais. O legal é ver que cada um se organiza de uma forma diferente, tipo "mini-sociedades". Temos exemplos de estilo democraria, alguns parecidos com distopia, outros totalmente anti-governo... Aliás, acho que esse é o ponto alto do livro. Não sei se eu concordo em tudo, mas é legal quando há uma discussão do papel de líder e coisa assim. Tudo isso tão inserido na história que não chegaria "incomodar" como um texto "educativo".

Há tantas crianças que é tipo uma coleção enorme de personagens com mil características diferentes. Eu não posso realmente falar muito sem dar spoiler, mas vou citar os meus preferidos: o Bobo, o Garoto e a Sophie. O primeiro não é que eu goste, mas a forma como ele foi construído me chama atenção. O Garoto pelo mesmo motivo, mas eu também gosto de como ele é. Já a Sophie é porque me lembra à Katniss e isso basta. Nenhum desses tem muito destaque, mas você pode ver que até esses são trabalhados. Acho que o autor buscar criar personagens no estilo metáfora para "tipos" da nossa sociedade.

O livro lembra um pouco a "Gone", mas não como cópia (apesar de ter algumas semelhanças, tipo a ausência dos adultos e risco de vida por algum motivo). Eu achei um tão bom quanto o outro e acredito que sejam para o mesmo público. Eles não são livros necessariamente mais infantis (são até pesados em algumas horas), o que acontece é que são livros sobre uma realidade (sem cortes) com protagonistas crianças/adolescentes. Não tem como um garoto de 12 encarar a situação do mesmo modo que um de 30. "Jogos Vorazes" eu reclamo de estar na prateleira infanto-juvenil, mas "O Inimigo" e "Gone" ficam bem ali*.
*O que não significa que alguém mais velho pode aproveitar, né? Eu aproveitei. 

Sobre alguns dos personagens:
Como a narração do livro evolui conforme você vê uma hora ou outra como certos personagens encaram tal situação, achei que valia a pena você conhecer alguns antes de começar a ler. Arran é o líder respeitado, aquele cara atleta do time da escola e admirado por seu bom coração; Maxie é a vice-líder e é uma espécie de versão feminina do Arran, em uma escola ela deveria ser a do tipo inteligente e de personalidade forte; Aquiles como o próprio nome mostra é o guerreiro, ele é do tipo valentão, mas talvez não tão burro quanto o estereótipo; Ollie é o cérebro, sabe lidar com as situações, mas não é covarde e corresponde ao arqueiro na posição de guerra do Waitrose; Freak e o Deke são melhores amigos do estilo "só a gente se entende" e antes da contaminação tinham certo problema com as leis e andavam pichando as ruas; Callum é um dos vigias do supermercado e, por ele, nunca mais saia de lá; Bernie e Ben, os emos quase iguais (Bernie, garota; Ben, garoto), são tipo os engenheiros e deram um jeito de tornar o supermercado mais protegido e facilitar a vida sem energia elétrica. Esses são só alguns deles. Uma das coisas que mais me "impressionou" no livro é como essas crianças conseguem se organizar criando várias funções para cada um e utilizam até posição de guerra.

Próximos livros
Se você é desses que se irritam com séries, fique tranquilo porque O Inimigo não é exatamente uma série. Os livros seguem alguma ordem cronológica, mas não existe um protagonista e a historia de "O Inimigo" é praticamente completa, então os outros* seguem mais como "histórias de outros personagens no apocalipse" enquanto tem uma continuação de alguns dos personagens de "O Inimigo". É mais para quem gostou do mundo e dos personagens do Charlie Higson. Também não parece que "The Sacrifice" será o último. O autor pode escrever livro sobre esse universo até cansar e inventar uma cura.
*Quer dizer, pela sinopse pareceu que "The Sacrifice" vem depois de "The Enemy", mas focando em outros personagens.


Sobre a nota: Eu fiquei em dúvida entre 3 ou 4, mas ficou com 4 por dois motivos: 1) para o público, com certeza vale 4; 2) por tudo isso sobre sociedade e personagens que eu falei. Não é o livro da minha vida, mas acho que está no mesmo nível de Meg Cabot, Sidney Sheldon ou "Glimmerglass" para o próprio estilo. É aquele livro com narração que flui bem, vai te entreter e é uma opção segura para quando procura algo do estilo ("Ah, hoje estou com vontade de ler um livro assim...").

Classificação:



(4/5 conversinhas)