Mostrando postagens com marcador divergente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador divergente. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Entrevista com roteirista de Divergente, Evan Daugherty


Fãs de Divergente por aí? Trazemos hoje uma tradução do que até agora é a nossa melhor fonte do que esperar na adaptação do livro. O roteirista Evan Daugherty (na foto ao lado da Veronica Roth, autora de Divergente) deu uma entrevista ao Bookish falando de como foi fazer a adaptação para as telas. Você pode ver abaixo!

Para quem não sabe, Evan Daugherty também foi o roteirista de "Branca de Neve e o Caçador", o que eu diria que não é lá o melhor filme para se ter no currículo. Mas depois de ver essa entrevista até que me animei mais. Agora é só torcer para ele ter conseguido fazer direito. \o/

Bookish: Como você escolheu como próximo projeto uma adaptação YA?

Evan Daugherty: Eu estava dando uma olhada em um monte de coisas - um monte de histórias em quadrinhos - e lendo um monte de livros, e no meio disso eu li cinco desses livros YA. Eu li Puros (da Julianna Baggott), Legend (da Marie Lu), Delírio (da Lauren Oliver) e This Dark Endeavor (de Kenneth Oppel) - que é uma espécie de versão adulta cool da história Frakenstein.


Bookish: Então, você obviamente leu os populares entre os mais vendidos, por que escolheu adaptar "Divergente"?


Evan Daugherty: É uma relação de sentir que a sua perspectiva sobre o material combina com o que o estúdio está procurando. As coisas que me atraíram para "Divergente" foram os detalhes sobre o caráter da Tris. Ela começa incrivelmente fechada para o mundo, altruísta, pacífica e então ela decide se juntar ao equivalente dos Navy Seals [principal força de operações especiais da marinha dos EUA]. Isso é um grande arco de personagem, é divertido acompanhar isso. E "Divergente" se diferencia por estar na mesma linha que alguns filmes que eu realmente gosto, uma espécie de filmes de treinamento militar - como "Top Gun" ou um guilty pleasure meu que é "Até o Limite da Honra" (G.I. Jane).


Bookish: Qual foi o maior desafio na adaptação para você?


Evan Daugherty: Rastrear a mudança da Tris do início até o final. É complicado porque Divergente é um livro bem comprimido com um monte de grandes ideias. Então, transformar isso em um filme fiel de duas horas é desafiador. Não só você tem que estabelecer cinco facções, mas você tem que reconhecer que há uma outra entidade, que é o divergente, e você também tem os sem facção. Portanto, há um mundo que realmente tem que ser construído para o cinema... O filme vai fazer isso um pouco mais eficiente.


Bookish: E, claro, há necessidade de dar ênfase ao romance entre Tris e Four.


Evan Daugherty: Eu dou atenção ao fato de é um livro YA com muita ação, e eu sei - tendo conversado com a Veronica Roth sobre isso - de que ela tem orgulho disso. Eu estou preocupado com a parte difícil do filme, mas de igual importância é a história de amor entre Tris e Four. É inerente e indissociável da jornada de Tris como personagem. Haverá muita tensão sexual e química, mas é importante que todas essas coisas não pareçam apenas terem sido jogadas ali, e sim que tudo isso ajuda Tris a crescer como um personagem.


Bookish: Como você tem trabalhado para passar as cenas das simulações para as telas?


Evan Daugherty: As simulações proporcionam alguns dos maiores desafios. Para referências cinematográficas, Chris Nolan fez um ótimo trabalho em “A Origem” com aquele mundo de sonhos que pareciam reais mas não eram reais. Você quer que as simulações sejam visualmente ricas, e você também quer que elas se sustentem. Você quer que elas sejam assustadoras e quer que elas sejam reais. 


Bookish: Você imaginou atores nos papeis que você está escrevendo?


Evan Daugherty: Apesar de todos os rumores do elenco que eu vi, eu realmente não deixei que as ideias entrassem muito na minha cabeça - provavelmente porque eu li o livro muitas vezes antes de começar a ver que a discussão acontecia [em fan-sites].



Veja também:

sábado, 3 de novembro de 2012

Balanço de Leituras - Outubro


E quando o final do ano começa a chegar, as responsabilidades com os estudos aumentam e as leituras por diversão acabam dimininuindo. Com isso, a Igra não comenta o que leu novamente, mas o Paulo e a Dana vêm aqui para dizer um pouco do que leram. Compartilhe conosco como foi outubro pra você! :D

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: 4 livros completos: "The perks of being a wallflower", de Stephen Chbosky; "Ardiloso Cortês 4 - Dias Escuros", de Derek Landy; "Cósmico", de Frank Cottrell Boyce; e "O estranho caso do cachorro morto", de  Mark Haddon.

- O que achou? Olhando os livros que li, percebi que esse foi um dos melhores meses do ano em termo de qualidade de leitura. "The perks..." e "Cósmico" entraram para a lista dos livros que mais gostei do ano, enquanto "O estranho caso...", embora não tão quanto eu havia imaginado, não fica muito atrás deles. E o quarto volume da série "Ardiloso Cortês" é divertidíssimo, mantendo a série entre as minhas preferidas.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Acabou que esse mês continuei escrevendo pouco para o blog. Junto com a Dana, fiz a indicação de The Perks e tem dois posts para Ardiloso Cortês, um comentário rápido no Três livros sobre e também um top 5 de motivos para ler a série no NUPE.

- Comentário sobre as leituras: Acho que esse deve ter sido o mês que eu menos li, mas a qualidade das leituras compensa. É possível que em novembro o número de livros lidos continue esse ou até abaixe, mas não me importo porque a causa é nobre, o NaNoWriMo. haha

>>>Dana Martins

- Livros lidos: 3 livros e meio: Ashes, Ashes de Jo Treggiari.  Os Segredos das Investigações Criminais de Sérgio Pereira Couto. Insurgent da Veronica Roth (segundo de Divergente).  E estou na metade de Metrô 2033, do Omitry Glukhovsky.

- O que achou? Não sei se sou eu, mas quando paro pra fazer essas listas do que eu li sempre parece um mês tão longo! Eu não lembrava que tinha lido esses livros em outubro. Na verdade, parece que eu estou o mês inteiro lendo Metrô 2033 (e eu provavelmente estou...). Ashes, Ashes foi diferente do que eu imaginei, mas até legal. Ainda vou fazer resenha. Os Segredos eu já falei aqui. Insurgent da Veronica Roth FOI LINDO, MAIS DO QUE EU ESPERAVA E AINDA ESTOU EM CHOQUE COM AQUELE FINAL. E Metrô 2033 eu quase larguei. Cheguei até colocar na estante pensando "tá, não vou ler mais". Só que eu gosto da história de um modo estranho. Então mesmo que eu esteja demorando, ele é legal.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Você pode ir conhecendo Divergente e ver sobre Os Segredos das Investigações Criminais aqui.

- Comentário sobre as leituras: Eu achei que ia ler mais esse mês, mas tinha uma pedra no meio do caminho. No meio no caminho...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Discussão: Esse livro é ou não é distópico?


Oi todo mundo! Semana passada eu vim aqui mostrar que há duas formas de se ver a distopia e é por isso que muita gente se confunde na hora de definir se um livro/filme é realmente distópico ou não. Se você ainda se confunde, sugiro dar uma lida, porque vai ser importante para esse post aqui. Hoje eu vou falar de alguns livros que eu sempre vejo parar em discussão de "é ou não é" e responder de acordo com as definições. Vambora!

Distopia em histórias, de acordo com a primeira definição: Livro/filme/música/... que apresente um sistema (tipo de organização da sociedade) extremamente ruim. Seja lá o que você chamar de ruim. Em cenários normalmente relacionados à ficção científica.
Distopia em histórias, de acordo com a segunda definição: Livro/filme/música/... que apresente um sistema que limite a liberdade de modo negativo e o foco do livro seja discutir/exemplificar isso.                                                                                 post discutindo

Gone - O Mundo Termina Aqui: Algumas pessoas dizem que Gone é distopia e até a Igra aqui do blog fala que existe uma "fagulha" disso na história. Se você usar a definição geral de "qualquer situação muito ruim", até vai, mas se usar a definição mais específica, não é. Gone é muito mais pós-apocalíptico. 

O "apocalipse" seria: o desaparecimento de todos os mais velhos e a bolha que prende todas as crianças naquele lugar. E a história é sobre as pessoas lidarem com esses problemas (fome, desordem, mutações que estão acontecendo...) e buscarem uma solução. 

Fórmula para reconhecer um livro pós-apocalíptico: Grande acontecimento com proporções negativas (escolha um aqui) + pessoas se virando nos 30 + busca por alguma "solução". 

Normalmente confundem histórias pós-apocalípticas com distopias por um simples detalhe: caos + busca por solução. O resultado disso muitas vezes é um "governo" frágil que lida com tudo na base da força (= problemas com liberdade). É o que acontece em Gone, quando um grupo de crianças tenta liderar o resto. Mas desde a uma briguinha entre quem vai liderar tudo no meio da confusão (pós-apocalíptico) até existir realmente um sistema instaurado que leva a uma discussão profunda sobre a falta de liberdade (livro distópico) é um longo caminho. 

Em algumas vezes, como acontece em Apocalipse Z: A Ira dos Justos (terceiro livro), vamos parar em um livro distópico dentro de um pós-apocalíptico. Não é impossível misturar os dois, principalmente quando o foco muda, mas ainda assim são duas coisas diferentes.

Só um comentário extra: Muitas vezes para justificar um sistema distópico no futuro, tipo em Jogos Vorazes, os autores colocam no passado um evento apocalíptico para destruir tudo o que nós conhecemos hoje em dia. Ainda assim, o livro não é pós-apocalíptico. E para existir uma distopia não precisa ter ocorrido nenhum evento pós-apocalíptico (há livros que nem explicam o que aconteceu, simplesmente existe a distopia). 

Eu chamaria do quê? Gone é pós-apocalíptico. Pelo menos o primeiro livro, é claro. 

Jogador Número 1: Esse eu conheci, aliás, como indicação de livro distópico. Eu já fiz uma discussão completa (Jogador Número 1 é distopia?), mas vou comentar aqui. Dentro da definição de "situação muito ruim" pode até ser distopia também, mas dentro da questão de liberdade não é. Ele tem a estrutura para enganar: uma corporação do mal ameaçando a liberdade e pessoas vivendo em má condição. Porém, as pessoas ainda têm liberdade, pelo menos quase tanta quanto nós temos agora. 

A questão central do livro é que a nova tecnologia, o OASIS, que permite que as pessoas vivam em um ambiente virtual utópico, causa a maior parte dos problemas ("high tech, low life"). Em vez de fazerem algumas coisas, as pessoas mendigam por uma oportunidade de entrar nesse mundo. Em vez de viverem, elas ficam lá. E isso, inclusive o estilo da história, encaixa certinho no Cyberpunk. 

Comentário extra (só para os fortes, risco de mindfuck): Esse livro é tão distópico quanto pós-apocalíptico, porque se só a ameça à liberdade já faz chamarem o livro de distópico, todo o cenário e os problemas do fim de combustíveis valeriam a definição como "pós-apocalíptico". Mas é como na aula de português da escola: tem isso, tem aquilo, mas o predominante é... Cyberpunk. 

Eu chamaria do quê? Jogador Número 1 é um cyberpunk YA. Aliás, o cyberpunk tinha força mesmo na década de 80... (para quem não sabe, o livro também é uma viagem pela cultura nerd da década de 80 e tem várias referências a obras cyberpunk)

Divergente: Esse a própria divulgação faz questão de gritar para todos os lados que é distopia. Mas é? (Um aviso: esse comentário é sobre o primeiro livro, Divergente, não a série/trilogia/o que inventarem). Dentro da definição distópica de "situação muito ruim"? Provavelmente não. Ninguém passa fome, todo mundo tem roupa, transporte e acesso ao tipo de conhecimento que precisa. Dá até para querer viver lá. Poderiam forçar por causa do cenário próximo de ficção científica, mas é mais fácil dizer que é só ficção científica.

Agora da definição de distopia mais específica? Mais ou menos. Eu acredito que a série possa se tornar distópica, mas o primeiro nem tanto. O foco do livro, como a maioria das histórias Young Adult, é a personagem descobrir quem é. Ela sai do nada, de um ambiente onde tudo é uniforme, e se define. Se não houvesse um detalhe e a deixa para outro livro, poderia ser apenas uma caricatura da nossa vida hoje em dia, ou uma espécie de metáfora com a moral de "encontre o seu próprio caminho". 

O lado distópico (dentro da segunda definição). O mundo de Divergente é assim: você pode fazer o que quiser, mas dentro dessas opções (as facções), de acordo com as regras delas e se você conseguir entrar para uma delas. Ou seja, começam os problemas com a liberdade. A Tris também vai descobrindo várias falhas nessa história toda e há um segredo importante. Só que o destaque não chega a isso, talvez com o desenrolar da série, a história caia mais para esse lado. Aliás, as pessoas foram divididas em facções na tentativa de criar um mundo ideal, quase uma utopia. 

Um comentário extra: Você pode me responder "tá, mas eles não podem desobedecer uma série de coisas". E você pode? Pode sair pegando algo em uma loja ou entrar em um restaurante fechado? Todo tipo de sociedade acaba se organizando com base nas restrições de algumas liberdades, o problema não é só cortar a liberdade, é cortar a tal ponto que proiba a pessoa de ser. E, até onde eu vi, a Beatrice só se tornou Tris com ajuda desse sistema (existe um detalhe especial* sobre ela, eu sei, mas ainda assim esse não é tão o foco do primeiro livro, né?). 

Um outro exemplo interessante, só para marcar, é de O Temor do Sábio. O livro não tem nada a ver com distopia e o personagem Kvothe viaja por lugares com culturas diferentes. Em um lugar você pode sorrir, no outro isso não é bem visto. Existe um lugar onde música é praticamente proibida. Vai dizer que virou distopia por causa disso? Não exatamente, faz parte da cultura em cada sociedade e eles vivem bem do seu jeito. Ou seja: existe uma diferença entre cultura que limita (para gente, andar com a cabeça coberta parece um absurdo) e a limitação causada por uma distopia. Só estou mostrando que a sociedade de Divergente, como é mostrada no primeiro livro, não é tão problemática assim**.
*SPOILER!!! detalhe especial: ela é divergente e isso é proibido. ela não pode ser quem é, mas esse não é exatamente o que é desenvolvido no primeiro livro. 
**SPOILER!!! O que ameaça, no final, é que alguns estão se aproveitando e querendo dominar. Não é um problema na sociedade em si.

Eu chamaria do quê? Apesar de não aceitar tão bem a definição para o primeiro livro, acaba sendo uma das melhores para se classificar Divergente. Eu não sou tão xiita assim e aceito quando há razões o bastante. 

Destino: Eu decidi falar desse livro só por exemplo, porque esse é bem pro lado distópico YA da coisa. Tanto na primeira definição (por todo o estilo de mundo supercontrolador) quanto na segunda definição. Como acontece em Divergente, encontramos a tentativa de criar o mundo perfeito. O problema aqui é que em vez de dividir cada um no seu estilo, decidem tornar todo mundo igual. Tem uma parte que eu não esqueço, um comentário alheio que ajuda na construção. A personagem principal diz que estão cortando as plantas nas ruas porque a de alguém estava maior (Um tem a planta maior que a do outro, inveja, problema...). Só que um universo onde você não pode divergir é um problema, não é? Principalmente por causa da forma como essas pessoas são excluídas da sociedade. Daí começa a história da personagem principal descobrindo esses problemas...

Comentário extra: Eu, sinceramente, não gostei tanto assim do livro. Ele é pequeno e a leitura é bem rápida, mas ainda assim não é o que eu chamaria de agradável, tanto que não tenho muita vontade de continuar a ler a série (ou trilogia, sei lá). No entanto, eu lembro de mais partes dele do que de outros livros que eu gostei. Apesar do foco na construção do mundo ser fraco, tem muito detalhe e coisa interessante para se discutir. 


Espero que esse post tenha ajudado a quem estava em dúvida sobre esses livros. Se você me perguntar qual o valor de toda essa discussão que fiz com esses dois posts, a resposta é simples: refletir. Quando você tenta encaixar os livros nessas definições e pensar de acordo com elas, você pensa sobre a história e sobre o que ela significa. Você pode ler só pra passar o tempo ou procurar o novo namorado fictício, mas também dá para aproveitar muita coisa se parar para pensar essas histórias.

Fique livre para divergir e olhe os links do veja mais tanto desse quanto do post de semana passada, trazem informações bem legais para quem gosta do assunto. (:

Veja mais:

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

[Resenha] Divergente, de Veronica Roth

por Dana Martins

- Livro: Divergente
- Divergente - Livro 1
- Autora: Veronica Roth
- Editora: Rocco
- Comprar: Submarino, Extra, Saraiva.
- No skoob
- Continua em: Insurgent (2012, ainda não lançado no Brasil) e ainda sem título.







Mini-crítica: 
Em um futuro remoto, a sociedade se divide em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Algo como as casas de Hogwarts, mas que é para a sua vida inteira. Se você escolhe Erudição, vai passar a vida aprofundando os conhecimentos com as outras pessoas que escolheram isso (eles são a sua família!) e levar as regras dessa facção até o limite. Beatrice está com 16 anos e chegou a hora de escolher para qual quer entrar. A história desse primeiro livro, Divergente, é sobre o processo de iniciação que ela passa na facção escolhida, que é tipo um campeonato para se certificar de que ela vai viver de acordo com as regras daquela facção. É um livro YA daqueles viciantes, com personagens legais e uma ação que envolve totalmente. Se você gosta de ficção científica e histórias YA, com certeza é uma indicação.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções - Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição - e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.

Todos os jovens aos 16 anos passam por um teste de "vocação" para descobrir qual é a sua facção e essa é a vez de Beatrice, que cresceu com os pais na Abnegação e está em dúvida quanto a qual caminho seguir. E em mundo onde o lema é "facção antes da família", é mais complicado ainda. Mas ela vai ter que escolher.
Atenção: Evite ler a sinopse da Rocco e seguir as propagandas da Rocco do livro, porque elas têm spoiler. :/

Divergente é mais um livro sobre futuro e sociedade diferente, mas não “apenas mais um livro”. Divergente veio para acrescentar. O principal diferencial está na ação, mas os personagens também são interessantes. Além disso, não é aquele livro só de introdução para a série, é um livro que mostra o fortalecimento da personagem principal. O clássico dos livros YA: quem eu sou?


Aqui comparando com Destino (Matched): os dois são livros que mostram uma personagem se transformando a ponto de desafiar a sociedade em que vive (sendo séries, sem a conclusão das consequências disso). Em Destino essa transformação é lenta e representada por um triângulo amoroso típico de YA, como diria a autora Carrie Ryan, que fica muito no plano psicológico. Já em Divergente essa transformação é representada pela iniciação na facção que ela escolheu, então passa do psicológico para os acontecimentos em si e nós observamos como a transformação acontece.

A parte das facções é muito legal. Como diz na sinopse, cada um tem que escolher uma e passar a viver de acordo com ela, mas antes precisa passar por uma série de testes para ver se é mesmo capaz de fazer parte daquela facção. Em outra palavras, do que adianta ser da Franqueza se você mente por aí? Então tem que ser testado até o limite para ver se não vai mesmo mentir nunca. Nós só conhecemos o processo da facção da Tris (Beatrice), mas é muito divertido e diferente (não vou comentar para evitar spoilers).

Depois da iniciação, nós vemos de verdade como ela mudou, se transformando em uma das minhas personagens preferidas. Tris é uma garota forte e, ao mesmo tempo, com falhas, mas tudo isso faz ela ser quem é. Também tem os outros personagens, o Four, a Christina, o Will, o Al… eles não são tão profundos tipo em Sangue Quente, mas nem de longe tão surpeficiais quanto em Destino. Todos eles têm uma história própria e características particulares. Uma coisa interessante é que a autora, Veronica Roth, consegue equilibrar bem as características de modo que eles não são bons nem maus, são mais humanos.
*A Tris é tão boa que às vezes fazem fanart pra ela usando imagem de uma das personagens mais fortes e marcantes da história, a Lara Croft (não do mundo dos livros, mas personagem épica é personagem épica em qualquer canto). 

Na história está sempre acontecendo algo, porque é uma competição para entrar na facção e você fica torcendo pelos personagens. Ainda tem "subtramas", tipo a da família dela, os furos na sociedade que a Tris vai encontrando e o segredo dela que coloca tudo em risco.

Para os apaixonados de plantão, há romance no livro, mas não é nem o foco e deixa a desejar. Infelizmente, Veronica Roth não é tão boa descrevendo beijos quanto descrevendo gente pulando de prédio. De qualquer forma, o livro não é sobre isso e não ameaça nem um pouco estragar o que a ação do livro construiu (e eu já vi até gente falando que adorou o romance). E, quando eu digo ação, só lendo para ter ideia de como é. Poucas vezes um livro consegue me fazer esquecer totalmente do mundo e participar tanto do que está acontecendo. Juro que eu pulei de um prédio lendo esse livro.

>>>Divergente é distopia?
É mais distopia do que muita coisa que as pessoas dizem que é por aí (tipo Gone), mas é um pouco diferente. O mundo dela é mais um mundo com regras muito duras do que um mundo opressor. Eles têm até bastante liberdade, mesmo que precisem escolher uma facção para o resto da vida e passar por um teste louco para fazer parte dela (é quase como o vestibular, só que mais eficaz). Além disso, esse primeiro livro é muito mais focado no teste pelo qual a Tris passa do que em criticar a sociedade, o próprio grande segredo dela só tem mais destaque para o fim. (Spoiler de Jogos Vorazes) Acho que é quase uma versão em grande escala do distrito treze. (Fim do Spoiler de Jogos Vorazes) Por enquanto, está a anos-luz de uma distopia tradicional e perto de uma distopia YA. 

Sobre a nota: Jogos Vorazes tem 5 e é o meu preferido, então esse ganha 4,5.

Classificação:


(4,5/5 conversinhas)


Veja mais