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quarta-feira, 13 de junho de 2012

[Resenha] Sirensong, de Jenna Black

por Dana Martins
- Livro: "Sirensong: O Perigoso Chamado da Rainha"
- Faeriewalker - Livro 3
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Primeiro: Glimmerglass
- Segundo: Shadowspell







Mini-crítica: 
Se você já chegou até Sirensong, o terceiro livro, não há por que não continuar. Apesar de que se você não leu, vai ler a pena chegar até aqui. Dessa vez Dana entra em uma viagem através de Faerie para ir visitar a Corte Seelie e vai descobrir muito sobre esse novo mundo. Sirensong consegue ir além dos outros dois e misturar tudo o que a Jenna Black criou de melhor. Novamente, nós não temos ideia das surpresas que a autora vai tirar da manga para mexer com a vida de Dana. Se há um lado negativo, é que você vai sentir falta dos personagens no final. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Sirensong é o terceiro livro da trilogia Faeriewalker e último. Teve gente querendo mais, mas a autora falou que por enquanto não tem previsão para nada disso. Ué, mas então o livro não termina a história? É como eu falei na resenha de Shadowspell, eu encaro essa trilogia mais como vários episódios de um seriado (ou temporadas, considerando cada livro). Cada um tem uma história própria e ao mesmo tempo ela tem a ver com uma principal, mas vamos ser sinceros: não há jeito da Dana resolver o próprio problema, não é como se ela tivesse sendo perseguida pelo Voldemort ou coisa assim. Na verdade, relacionando com Harry Potter, é como se ela fosse a Varinha das Varinhas. Só acaba confusão por causa dela se... alguém acabar de vez com ela. Até lá, volta e meia vai haver alguma grande confusão para ver quem vai "dominar" ela.

O primeiro livro, Glimmerglass, prende a sua atenção no início porque você está descobrindo tudo, então junto com a Dana você não sabe em quem confiar ou qual vai ser a próxima reviravolta a acontecer. Em Shadowspell, a curiosidade fica por contar de Erlking, um personagem atraente e perigoso ao mesmo tempo, que te faz questionar as intenções e surpreende. Já em Sirensong, em boa parte não há essa curiosidade. Pelo menos por umas 100 páginas, você sabe a situação de Dana, os inimigos dela e tem ideia do que vai acontecer. Então a leitura, apesar de para mim não ter sido muito diferente, pode ser meio parada para quem não se anima muito com a narração dela. Depois, é claro, isso muda e fica melhor ainda, com um acontecimento importante depois do outro.
Eu não fazia ideia de como a história ia continuar, mas depois de Shadowspell eu sabia que a autora poderia surpreender. Dessa vez, Dana Hathaway (e não Stuart, como o pai dela gosta de dizer) recebe a honra de ser convidada pela rainha Seelie a se apresentar diante da corte. O que significa viajar até lá, através de Faerie, para encontrar a mulher que abertamente deseja sua morte. A ideia já parecia ótima assim, só fica melhor ainda quando ela descobre que a sua outra opção é fazer a mesma viagem, mas como prisioneira. Adivinhe qual ela escolheu. Ah, e isso é só o começo. 
A viagem à Faerie é mais surpreendente do que podemos imaginar. Conhecemos novos seres feéricos (tanto Seelie quanto Unseelie), mais sobre a vida desses seres que em vez da tecnologia possuem a mágica e mais sobre os próprios personagens. Inclusive o lindo do Erlking (que apesar de todo perigo eu adotei para mim). Sabe, é mais como se os primeiros livros fossem apresentando e desenvolvendo os personagens, enquanto nesse nós ficamos conhecendo o resultado disso tudo.

A maior diferença entre esse livro e os outros é que muda um pouco o modo como toda a situação é retratada. Nos primeiros nós temos os acontecimentos e então a Dana super-analisando todas as situações e decidindo como vai seguir em frente. Nesse nós ainda temos a Dana calculista, mas boa parte do livro é surpresa com o novo lugar e tanta coisa acontecendo que a coitada não tem muita chance de pensar direito. Ou seja, para quem não gostava muito da narração dela, talvez esse possa ser o melhor.

Eu gostei muito de como essa trilogia se desenvolveu (mesmo sendo tão feminina e tendo uma narração tão pessoal que pode afastar muita gente), todo o clima de história medieval e mágica que tem nesse livro, do mundo das fadas, de como os personagens são tão bem criados e do lado jovem de tudo isso. Também, diferente do que eu imaginei, não é muito um YA “empacotado”, temos um pouco do triângulo amoroso, mas ainda há outros “jogadores” e os personagens interagem com a história de um modo mais livre*.
*Normalmente é tipo: “é um triângulo amoroso” e a história fica crescendo em volta disso. Mas na trilogia Glimmerglass coloca a situação, cada personagem tem os próprios interesses e eles se aproximam ou se afastam de acordo com isso. Às vezes forma um triângulo? Forma. Às vezes cai em uma situação bem YA? Cai. Mas outras vezes se afasta muito disso.


Sobre a nota: De 0 a 5, o livro fica com 4-quase-5. Ele é o que eu dei a nota mais alta da trilogia e só não ganha máxima por comparação com os outros que receberam o 5 (Jogos Vorazes, Harry Potter…). De qualquer forma, eu tenho um carinho especial pela história e a qualquer hora que a Dana conseguir arranjar mais problema eu estou aqui para ler.

Classificação:



(4,5/5 conversinhas)


Quero aqui agradecer à Universo dos Livros não só por ter enviado o livro, mas também por ter publicado toda a trilogia e em uma velocidade aceitável. É cansativo essas editoras que lançam 493393 livros, mas enrolam para lançar (quando lançam) o resto da série. 




quarta-feira, 7 de março de 2012

[Resenha] Shadowspell, de Jenna Black

por Dana Martins
- Livro: "Shadowspell: O misterioso Reino de Avalon"
- Faeriewalker - Livro 2
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Primeiro: "Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos"
- Próximo (e último): "Sirensong" (ainda não publicado no Brasil, previsão para esse semestre).









Mini-crítica: 
Essa é uma trilogia que eu encaro como aquele desenho que a gente assitia quando era pequeno (não sei por que, mas lembro de "Três Espiãs Demais" e "Sorriso Metálico"), você senta, passa um tempo junto, se diverte, gosta dos personagens e no dia seguinte volta para uma nova aventura. Mas não mais que isso. Shadowspell, o segundo livro da trilogia Faeriewalker, traz uma nova "aventura" de Dana, a garota faeriewalker metida em uma Disney onde a magia existe de verdade e que precisa conciliar entra a busca pela própria liberdade e o fato de que muitos a preferem morta do que usando seus poderes. Dessa vez, um novo feérico* aparece mostrando interesse em seus poderes e ela precisa decidir se confia ou não nele. Além disso, todos os feéricos bonitões continuam por perto, fazendo os dias de Dana piores - ou melhores. Ah, e cuidado: o livro contém partes com teor sexual e violência, não indicado para criancinhas.
*Feérico: que diz respeito a fadas. Maravilhoso, deslumbrante. (retirado de Glimmerglass)

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Quando eu terminei e li a resenha percebi que consegui fazer algo que fala de modo geral sobre o novo livro, mas sem spoiler desse ou do primeiro livro. Ainda assim, é melhor para quem já leu Glimmerglass (resenha do Paulo aqui), já que é mais um "o que esperar de Shadowspell...". 

Eu sabia que a situação da Dana teria que se resolver de algum modo, mas eu não imaginava como seria, principalmente por saber que esse não seria o último livro. Como é que a autora vai enrolar?

Bem, a primeira resposta veio logo no verso do livro: Não vai enrolar. Um elemento surpresa entra na história e muda tudo. Erlking, um rei sem reino, temido pelas rainhas feéricas e qualquer um em sã consciência de Faerie, surge porque acredita que uma faeriewalker tem lá seus valores e decide entrar no jogo político.

No geral, a história não se mostra realmente diferente do primeiro livro, tanto que poderiam ser um livro só se não fosse ficar meio cansativo. Parece até mais um episódio ou algo assim ("Em mais um dia de Dana em Avalon...").

Tudo o que se pode dizer de bem ou mal de Glimmerglass está nesse, a narração de Dana continua pessoal (e, portanto, se você não gosta do estilo ou do que uma garota pode pensar, novamene pode encontrar problemas) e todos os personagens conhecidos estão lá sem nenhuma grande surpresa, só a continuação simples e lógica de tudo o que teve no primeiro livro (ela conhece mais sobre Avalon, Faerie, magia, os outros personagens...).

O grande ponto desse livro é o Erlking, porque ele muda toda a perspectiva. Eu achei realmete muito bom porque é toda uma situação não esperada, mas um não esperado diferente. Porque algumas séries, como "Jogos Vorazes", trazem várias surpresas (final de "Em Chamas" que o diga), mas de alguma forma isso pertencia mesmo à história. O surgimento do Erlking é diferente disso, como se você tivesse um esquema pronto e de repente surgisse algo para bagunçar tudo e mudar a visão sobre os acontecientos.

O Erlking também não é um personagem comum, você (e a Dana) fica tentando decifrá-lo. Como eu disse lá no balanço de leituras, ele virou um dos meus preferidos.

Depois de ler eu finalmente entendi o título "Shadowspell", que me deixava curiosa para saber o que tinha a ver. E só agora colocando o post aqui que eu vi o veado na capa. Não gosto muito dela, mas ganhou alguns pontos da minha simpatia pelo detalhe.

Aviso: novamente (e mais ainda) a autora não segura muito a mão na descrição das cenas "hot". Eu acho importante avisar porque às vezes esse livro pode parecer para garotinha, mas a autora não parece se importar com o público, fazendo a história como ela é, e ainda trata de assuntos mais pesados.

Sobre a nota: Enquanto eu lia parei para pensar... Não era realmente um livro em que eu poderia encontrar pontos negativos, mas também não colocaria do lado de "Jogos Vorazes" na nota. Foi aí que eu lembrei de "O Herdeiro Guerreiro". Tanto esse quanto "Glimmerglass" são livros que eu gosto de ler, tem uma mitologia bem criada e interessante, personagens legais, mas que não causam toda aquela emoção. Por isso eles ficam com 4 conversinhas, tenho um carinho pela história, gostei de ler, mas realmente não são tudo aquilo. 

Classificação:



(4/5 conversinhas)


O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigado =) 


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[Resenha] Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos, de Jenna Black

por Paulo Vaughan
- Livro: "Glimmerglass: O Encontro de Dois Mundos"
- Faeriewalker - Livro 1
- Autora: Jenna Black
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob
- Continua em: "Shadowspell: O misterioso Reino de Avalon" e "Sirensong" (ainda não publicado no Brasil). Trilogia terminada.







Mini-crítica: 
Um Young Adult sobrenatural diferente, assim eu definiria "Glimmerglass". Jenna Black criou uma mitologia diferente do que vemos normalmente e soube aplicar muito bem a política das fadas em sua história. Embora a escrita e a protagonista, Dana Hathaway, deixem um pouco a desejar, o livro vale a pena e é uma boa pedida para quem quer ler algo só por lazer. Indico para os amantes dos livros YA sobrenaturais (e também para aqueles que querem fugir da mesmice dos livros desse estilo).

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em "Glimmerglass - O Encontro de Dois Mundos" nossa protagonista é a Dana Hathaway (não é a Dana aqui do blog, tá gente? hahahaha). Ela tem 16 anos e vive com sua mãe, Cathy Hathaway, mudando de casa de tempos em tempos para que o pai da garota, Seamus Stuart, não as encontre. A adolescente americana não tem uma vida muito agradável já que ela tem todas as responsabilidades da casa (porque sua mãe quase nunca está sóbria...) e não tem muitos amigos por estar sempre se mudando. Então, decide ir atrás de seu pai em Avalon, a cidade que abriga humanos e feéricos.

Depois de atravessar o Oceano e chegar à Avalon, Dana descobre que Seamus tinha sido preso e ela é "raptada" por sua tia, Grace Stuart. Logo depois, os irmãos Ethan e Kimer a capturam e explicam como são as coisas em Avalon. Dana descobre então, que não é uma "apenas" uma mestiça e sim uma faeriewalker. "Mas o que diabos é isso, Tio Paulo?" Faeriewalkers são feéricos "especiais", somente eles são capazaes levar a magia para o mundo humano e a tecnologia para Faerie e eles também podem "enxergar" o glimmerglass (título do livro, oi) que é a passagem para o mundo das fadas. 

Além de ter virando uma peça na política de Avalon, os três candidatos à "comandantes" Avalon a querem do seu lado. Ao mesmo tempo, tem alguém querendo matá-la e nem Finn, seu guarda-costas, pode ser capaz de salvá-la. Então em quem confiar? Não seria melhor voltar para os EUA e voltar a viver sua vidinha com Cathy? Mas... como?
A ideia da Jenna, é muito boa. A mitologia criada por ela é fantástica e a inclusão da política na trama a tornou ainda mais incrível. E uma coisa que eu achei bastante interessante em "Glimmerglass" é o fato de que a protagonista realmente sabe quem é o pai dela, que ela não é 100% humana - ao contrário de muitos livros que vemos por aí, onde a maioria dos personagens que são mestiços desconhecem suas origens.

Mas uma coisa me desagradou em Glimmerglass: a escrita. A autora tinha tudo para fazer um livro muito bom, um must read, mas não conseguiu. Vocês já devem ter percebido (e caso ainda não tenham, irão perceber ao longo das minhas próximas resenha) que eu sou muito implicante com as protagonistas adolescentes. Na maioria das vezes elas são imaturas, agem sem pensar e só fazem burradas e com a Dana Hathaway é quase assim. Digo "quase" porque ela tem umas atitudes responsáveis e ela é pé no chão quanto à questões amorosas. Como o livro é narrado na perspectiva da protagonista, tiveram alguns momentos que me irritei muito com suas atitudes infantis.

Ah,  não poderia deixar de falar do romance. Esse elemento que sempre está presente em livros desse tipo não domina grande parte do livro. Claro, ele está lá, mas eu diria que não é o grande foco do livro (pelo menos no primeiro dessa trilogia). Assim que Dana viu Ethan pela primeira vez, ela caiu de amores por ele. Porém, Dana acreditava que ele nunca daria bola para ela, já que não era tão bonita assim e ele era "bonitão" com corpo atlético.

No fim, Glimmerglass se tornou um livro muito bom, mas, para mim, foi uma leitura um pouco arrastada. Indicaria o livro para todos aqueles que gostam de livros YA sobrenatural, mas que andam procurando algo diferente.

Classificação:

(3/5 conversinhas)


O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigado =) 




Então é isso, até a próxima!