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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

The Pretty Reckless no Rio de Janeiro: a escrava sexual do coisa ruim


Nesse dia 5 de agosto de 2012 a banda The Pretty Reckless passou pelo Rio de Janeiro em sua turnê na América do Sul (aqui no Brasil, passaram por Curitiba e São Paulo também). Dessa vez, em vez da Ana Luíza que marcou presença no show do The Maine, quem esteve lá fui eu (Dana) e o Paulo. Veja abaixo o que nós achamos e o que "a escrava sexual do coisa ruim" tem a ver com tudo isso. :D

Uma das coisas que eu me perguntava era que tipo de gente ia aparecer nesse show: as menininhas fãs de Gossip Girl ou aqueles no maior estilo "metaleiros"? Até agora eu não tenho muita certeza do que eu encontrei, algo parecido com um mar preto de fãs. Que teria sido maior, se não fosse o show do The Maine na última semana.

(com direito a um "de novo!" lá pelo 03:20)

Eu gostei bastante do show e se tivesse a oportunidade de ir em outro com certeza iria (adoro show com música que dá pra se movimentar). É aquele tipo de banda que no palco é igual no gravado. E as pessoas realmente cantavam as músicas, fazendo aquele coro que às vezes ficava acima da voz da Taylor. Mas... Mas... Mas...

O Circo Voador é pequeno demais para receber aquele público. Teve gente que viu tudo de trás de uma pilastra! E acho que teve gente que nem viu. Sem falar que choveu e as pessoas ficaram apertadas embaixo da parte coberta, a mãe de uma pessoa do meu grupo teve que ficar presa no meio de um bando de adolescentes pulando por falta de opção. Dá pra deixar passar porque aposto que ninguém esperava aquela quantidade de gente, mas a Web Rockers precisa ver isso. Show atrás de pilastra? Sério?

O segundo foi a demora para começar. O show teve atraso de uma hora. Se você é uma diva fazendo show para milhões de pessoas eu até deixo passar (Lady Gaga, nem pense em fazer isso), mas num lugarzinho apertado domingo à noite num lugar que não dava nem para beber uma coca sem tomar um banho de chuva? Nada agradável. Já era quase 9 da noite quando pregaram a setlist no palco. Não posso afirmar quem foi o culpado nesse caso.


O terceiro problema... Parecia tudo muito programado, era como se a Taylor tivesse decorado meia dúzia de posições sexuais (sim, você leu certo) e ficasse repetindo cada uma pelos cantos do palco. Um bando de menininho que nunca viu peito pode até se impressionar, mas ficou tudo artificial demais. Prefiro é o Adam Lazzara tiozão matando todo mundo de susto (e eu sufocada) ao abraçar o público carioca na grade (e, sim, ele tem vários movimentos ensaiados, mas ele sabe se conectar ao público...).

Ah! Se conectar ao público! Esse foi o principal ponto. Por mais que ambas as partes cantassem junto e quisessem um show bom, não rolou aquela energia. Sério, nos momentos mais calmos e durante o primeiro cover (Audioslave, aliás. "Like A Stone") o público só faltou cruzar os braços. Deu pra pular mais no show da Demi Lovato com a minha prima nos ombros, sério.

Mas... fora isso tudo, dá pra passar. Foi um show completinho, um pouco pequeno, que dá para dizer que valeu andar pelo apocalipse zumbi Lapa de noite. Gostei de ter visto a Taylor Momsen ao vivo, impressão bem definida com "escrava sexual do demo"*. Na verdade, meu momento preferido foi quando as luzes apagaram e ela abaixou perto da bateria para beber água ou sei lá, sem toda aquela pose. Ou quando jogaram um sutiã na cara dela no meio da música e ela riu. Meu momento preferido com certeza não foi ver o peito mole da menina que subiu no ombro de alguém sem sutiã** (aliás, várias garotas estavam sem camisa, não me avisaram que esse era o traje da noite). Enfim, foi divertido, mas tem potencial para ser bem melhor.
*Definição perfeita de uma amiga minha, Natália. HUAH

Eu não sou nada contra tirar a roupa, gente. Nem contra a insinuações sexuais em cima do palco (ou na minha cama, se o Danny quiser). O problema é quando o show não é aquilo tudo, né? O Paulo até fez questão de comentar:
"A coisa sobre os movimento serem coreografados é bem verdade. E acho que isso ficou ainda mais evidente porque foi o terceiro dia seguido de show e a Taylor parecia estar "quero acabar logo com isso, só me deem o meu dinheiro". E eu tinha visto vídeo de 3 músicas dos outros shows e ela fazia exatamente os MESMOS movimentos nos MESMOS momentos, broxante."
Ignorando que "broxante" não é o melhor termo para se usar nessee post: Num momento meu irmão quase me bateu porque chutei qual seria a próxima música errado. "NÃO! É TAL MÚSICA! ELA FALA EXATAMENTE A MESMA COISA NA VERSÃO GRAVADA DO EP ANTES DE COMEÇAR". Sim, senhor, se você diz. 
*Eu sei que todo mundo ensaia show, mas gosto de algo mais natural. Se eu quisesse ver repetido ficava com o dvd em casa.

Obrigada ao @imofftotheraces pela nova imagem!
Aqui o selist:

Intro
Hit Me Like A Man
Since You're Gone
Zombie 
Miss Nothing
Just Tonight
Goin' Down
Cold Blooded
Like A Stone (Cover do Audioslave)
Seven Nation Army (Cover do The White Stripes)
My Medicine
Make Me Wanna Die
Factory Girl
Nothing Left To Lose

Com o público que teve, eles com certeza vão voltar. Só vamos esperar para ser em um lugar maior e que a Taylor Momsen fique mais à vontade no palco. Agora fique com fotos polêmicas do Meet & Greet da banda:


Pois é, falar com eles de longe, todos sentadinhos. Parece até papelão de filme no cinema. Para vocês terem ideia, eu fui comparar com as fotos de outro Meet & Greet da banda aqui no Brasil e abri sem querer a aba errada entre as infinitas daqui. Por acaso, nessa aba errada, tinha uma terceira foto de Meet & Greet e é tão parecida que eu demorei a perceber que era outra (foi o fã diferente que me chamou atenção).

Mas nem fique com má impressão, foi só uma falha na hora de lidar com fãs brasileiros, que querem que os ídolos levem eles até pra praia. Vou terminar com o depoimento de uma fã que encontrou com a banda no hotel:
"Gente, serio, o segurança mandou a gente nao gritar nem agarra-la, e na hora que eu cheguei perto ela abriu o braço pra abraçar, e eu fiquei tipo: CARALHO VOU SURTAR." - clica aqui para ver a foto e ver completo.

Novamente: eu gostei de ter ido. E o Paulo achou o show "muito, muito, muito, muito bom".