Mostrando postagens com marcador fãs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fãs. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ConversaCult TV #61 - Como ler um livro

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Para quem gosta de livros e vlogs, esse é bem divertido. A CassJayTuck fala de bastante coisa legal e divertida (e me lembra muito a Amanda Bynes). Esses são os dois primeiros vídeos que eu vi e que eu mais gostei. O primeiro é sobre o mau de todo leitor: a falta de posição. Você com certeza já teve a experiência de mil posições ou rodar a casa toda lendo. Eu já fui parar até na cozinha. Já o segundo vídeo é uma discussão bem legal para fãs: PRA GOSTAR DE UMA COISA VOCÊ NÃO PRECISA ODIAR OUTRA!


HOW TO READ A BOOK

              


RANDOM THOUGHT: CALLING ALL FANDOMS

              

Até a próxima!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Taylor Swift no Brasil: Vai ser difícil esquecer


A cantora Taylor Swift praticamente caiu de paraquedas no Brasil e nós tivemos a oportunidade de acompanhar essa passagem. Esse show surpresa aqui no Rio de Janeiro é mais do que apenas um marco para os fãs da cantora, é a grande consequência dessa mudança no cenário brasileiro. Você já reparou que agora está acontecendo muitos mais shows, né? Pois é. Um show pocket exclusivo com certeza é um sinal de que os fãs brasileiros podem esperar por mais. Agora vamos parar de enrolação e continua lendo para ver como foi a passagem da cantora, a nossa experiência e um aviso para quem gosta de shows. 

Há um mês eu (Dana) estava no twitter do CC falando sobre a quantidade de shows no Brasil e falei algo como "já estou falida, não pode vir mais ninguém nesse ano" e o comentário acabou em "sorte que a Taylor Swift está lançando cd agora, sem chance dela aparecer por aqui". É até difícil acreditar que em menos de um mês tudo virou de cabeça pra baixo e agora eu posso dizer: eu já fui em um show da Taylor Swift. 
Para quem está perdido: no dia 20 de agosto de 2012, mês passado, a Universal Music anunciou que a cantora viria ao Brasil para divulgar o novo álbum, Red. Seria um show fechado no dia 13 de setembro e ela passaria por alguns programas e entrevistas. 

O dia 13 de setembro aqui no Rio estava nublado e meio frio, chegou até chover de manhã atrapalhando os fãs que estavam na fila e trazendo sorte para os fãs que estavam na porta do hotel, que receberam uma visita da Taylor. Eu já estava cansada de ter ido com a minha amiga no hotel no dia anterior e de toda a maratona de promoções, então aproveitei para chegar só mais tarde. 

Cheguei por volta das 4 e a fila ainda estavam bem pequena. Acho que em parte porque o show surpresa-fechado atrapalhou a mafia dos fãs e em parte porque o dia estava cinzento. Para terem ideia, durante a noite que eu passei naquele mesmo lugar para o show do paramore a fila estava maior (e os fãs do paramore nem são tão desesperados. sério). Acho que só o da Colbie Caillat mesmo teve uma fila mais "fraca". Mas novamente: acho que foi a surpresa que desarticulou todo mundo. Sem falar que, pelos meus cálculos, encheram o lugar com mais ou menos 1/4 da capacidade. 

Por outro lado... mesmo que um ou outro tivesse tirado a sorte e ido parar lá sem nem gostar tanto, a maioria era fã mesmo. Foi lindo que estava quase todo mundo de vermelho em homenagem ao novo álbum, Red! Acho que foi o público de show mais misturado que eu já vi, com gente de todo o Brasil. 

Até a Hayley passou lá pra assistir...
Bem, depois de muita animação na fila, circuladas pelo shopping, gente dando ataque porque os membros da banda dela estavam circulando pelo shopping e gente dando ataque por ter conhecido a Taylor... finalmente abriram a casa de show. Era 8:00 ou 8:30, não lembro bem. Aquela mini-correria até bem controlada para chegar lá dentro, passando por umas mulheres que deram Serenata de Amor ("as vadias do Serenata", precisava registrar aqui) e chegando no palco.

Exatamente a minha visão.
A surpresa foi que eles colocaram uma extensão em formato de um pequeno T na frente do palco, dando liberdade para ela entrar um pouco no meio do público. Eu e os meus amigos ficamos em uma dessas pontas do T a duas pessoas da grade (no meio do show fui parar atrás da pessoa da grade, sei lá como. Em show parece que você se teletransporta). 

Durante a longa hora até o show começar, fomos esmagados e quase morremos de calor. Não foi a minha pior experiêcia, mas tem sempre aqueles para reclamarem o tempo inteiro. O que eu mais gostei desse momento de espera é que eles colocaram o dvd e depois alguns clipes dela passando nos telões. É bem legal ter algo para se distrair e já entrar no clima. Deveriam começar a fazer isso em vez de colocarem um playlist de meia dúzia de músicas no repeat. 

Até que... entrou lá a mulher da Malhação nada a ver para anunciar e depois, finalmente, a Taylor Swift! Ela tem uma presença de palco muito boa e não demorou a dominar o lugar. No início não dava nem para ouvir a música de tanta gente cantando. O show dela com certeza bate com os melhores que eu fui, só não dá para realmente concorrer porque foi uma versão pocket com 7 músicas.


Se eu fosse apontar algum problema, eu diria que é o "olhar do infinito", que é quando a pessoa canta olhando o além e parece que não importa se ela está no show da Xuxa, no Rio ou no VMA. Às vezes falta um pouco daquele calor do estilo "tamo junto, galera!". Mas acho que isso é mais porque além de ser um show pequeno - mal dá pra aquecer - esse também não é o show completo dela. O olhar do infinito e o estilo dela, até se você ver nos vídeos, é para shows gigantes. 

E ela deu mesmo um espetáculo! Ela não só conseguiu dominar o público e se preocupou em encaixar mais do que algumas simples palavras em português, ela fez de verdade uma versão pocket do show dela. Com dançarinas em We Are Never Ever Getting Back Together e um sofá no meio do palco em Fifteen. Apresentou mais de um violão e pegou um banjo para cantar Mean. Também teve o dueto com a Paula Fernandes que fechou o show. A Taylor até pegou a mão da brasileira e levou para agradecerem lá na frente. Isso tudo em um show simples de 7 músicas.

Setlist:
1. Sparks Fly
2. You Belong With Me
3. Mean
4. Love Story
5. Fifteen
6. We Are Never Ever Getting Back Together
7. Long Live (com Paula Fernandes)


Uma das coisas que eu mais gostei, que pode até parecer boba, foi o vestido. Eu sempre achei essa coisa brilhosa nesse corpo magrelo dela algo meio estranho, mas com o tempo isso virou uma marca dela. Antes do show eu até pensei: seria tão legal ver um show dela com aquele vestido prata espalhafotoso. Nem passou pela minha cabeça que depois de todo esse novo figurido ela apareceria com ele. Bem, também não tinha passado pela minha cabeça que eu veria ela... 

To ali na escuridão em frente a essa ponta! HUAHA
Depois do show ela ainda voltou ao palco para responder as perguntas de alguns fãs que eles arranjaram lá. Foi um momento meio apagado: imagine uns mil fãs apertados querendo mais música ouvindo um fã envergonhadamente fazendo uma pergunta estilo "Qual sua música preferida?", que é traduzida para inglês e depois respondida pela Taylor. Pensado agora, acho que eles não lembraram nem de traduzir pra o público a resposta dela. Não lembro direito, é difícil lembrar. Foi um momento meio fail, mas que valeu só pra ver ela no palco por mais tempo.

Taylor no Rio de Janeiro! Uma palavra: Carinho

Essa é a terceira Taylor na minha vida musical que passa por aqui nesse ano. A primeira foi a Taylor Jardine, do We Are The In Crowd, a segunda foi a Taylor Momsen, do The Pretty Reckless. E é realmente interessante ver a diferença de como as pessoas se relacionam com os fãs. A primeira Taylor eu nem vi, porque consegui errar o horário do show e chegar depois da banda tocar(!), mas ouvi bastante sobre os fãs que seguiram a banda. Eles não pararam pra falar com ninguém, passei no hotel e vi PASSAR até alguns das outras bandas, mas eles saíram da casa de show antes e nem falaram com ninguém. Tá que pode ser chato, mas custa? Meia dúzia de pessoas só. Daí depois veio a Taylor Momsen, que segundo falaram foi até legal com os fãs, mesmo com aquele Meet&Greet digno de papelão de cinema. Aí vem a Taylor Swift, com uma penca de fãs para tudo quanto é lado, e falou com todo mundo! 


Tinham oferecido helicóptero(!) para ela circular pelo Rio, mas ela recusou e quis fazer tudo de carro. No aeroporto, que ela pode sair escondida como muitas bandas fazem, ela passou no meio de todo mundo, consolou fã, pegou câmera pra tirar foto... No primeiro dia no hotel, que eu fui, ela não apareceu, mas o tempo inteiro que eu fiquei lá ela estava gravando o especial de dia das crianças da Xuxa no projac* (então é meio difícil ela estar no hotel, né?). Nesse ela não apareceu, mas os fãs que ficaram esperando receberam foto autografada e palheta. No dia do show ela foi falar com os fãs embaixo de chuva e na despedida (que é a foto do post) ela também saiu para falar com os fãs. Detalhe que o hotel tem estacionamento interno com saída por trás, ela poderia muito bem desaparecer sem ninguém ver, mas saiu para falar com os fãs. Aquela lugar ali na primeira foto do post é do lado do hotel, pra ela estar ali ela foi andando pelo muro de fãs pra falar com as pessoas. 
*Fofoca: parece que a equipe da Taylor não gostou nem um pouco quando descobriu que era um programa infantil. Quem foi que teve a ideia, hein? Eles não fazem ideia de com qual público estão lidando, atiram pra qualquer lado. 


VOCÊ FAZ TUDO E. passa mal.

Se você viu o meme já sabe que eu quero ter blog há muito tempo. Sabe qual era a minha ideia inicial? Dar dicas sobre shows. Eu já fui em vários e todo santo show vejo as pessoas cometerem os mesmos erros. No do paramore que eu citei aqui mesmo, acho que eu nunca vou esquecer da garota de cabelo rosa que estava na fila desde as 7 da manhã, quando eu fui para casa dormir, e durante a porcaria do show de abertura ela foi tirada da grade completamente apagada. GENTE, por que? Por que vocês não prestam atenção? 

Eu só passei mal mesmo em um show em São Paulo, mas porque eu usei minhas últimas forças para tentar levantar para o segurança uma garota que caiu desmaiada no meu colo. Dessa vez, no da Taylor, foi a minha amiga que passou mal. Enquanto esperávamos e ia apertando ela começou a ficar tonta, quando fui ver ela estava gelada no meio daquele inferno humano. Para ter ideia, ela não conseguia nem abrir a embalagem do bombom que eu mandei ela comer. Depois descobri que o problema era o calor e consegui arranjar água para baixar a temperatura do corpo dela (dei um banho nela: efeito milagroso, totalmente indicado). Mas aqui fica a dica: conheçam os seus próprios limites, avisem para os seus amigos e se preparem. Um show é muito legal, ainda mais de perto, não deixa estragar por causa de bobeira. 

Minha amiga passou mal e ficou totalmente fora do ar, por pouco nós não tiramos ela de lá, a sorte foi que todo mundo ajudou e eu consegui dar um banho de água nela. Guarde uma coisa: você vai preferir ter um garoto gigante desses com cara de "rockeiro" que dão medo por perto do que um bando de garotinhas. Elas são desesperadas.

Veja mais:

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ser fã é lucrativo: Top 5 de celebridades-fãs


Os seus problemas acabaram e isso aqui não é nem um programa de comédia. Agora quando alguém falar que você está perdendo tempo sendo fã, você vai ter um bom contra-argumento. Essa aqui é uma lista de pessoas que através de sua devoção de fã conseguiram se dar bem na vida.

Encontramos um top 5 bem legal (e com boas surpresas, coisas que eu nem imaginava) no Cracked, então decidimos fazer uma versão traduzida, com comentários nossos e detalhes que nós fomos lembrando, além de acrescentar gente que nós conhecemos. Se você acha que o seu fanatismo é difícil de gerar dinheiro, esqueça isso. Não importa do que você seja fã, dá pra plantar uma árvore de grana e fama em cima. Seja a partir de obsessões por filmes, livros, séries ou até videogames.

5- O gamer viciado que foi parar no jogo


Os dedos podem doer depois de horas apertando botão, ou a bunda de tanto ficar sentado. Mas o que realmente incomoda é aquele falatório de "larga esse videogame!". Seth Killian simplesmente passou por cima disso. 

Hoje em dia vocês podem conhecer ele como... o chefão Seth, em Street Fighter IV


...ou como um funcionário da Capcom.

Como ele chegou lá?

Seth Killian foi um dos milhares de jogadores viciados em Street Fighter II na época da moda, mas ele levou um pouco mais a sério. Seth ficou tão bom no jogo que passou a participar de competições e, quando isso não foi suficiente, começou a organizar os próprios torneios.

Foi nesse ponto que ele entrou numa longa jornada para tentar convencer a Capcom a patrocinar seus eventos. Imagine as editoras brasileiras antes da internet. Pois é. O resultado foi frustração.

Ainda assim, Seth continuou a desenvolver suas habilidades como gamer e fazer seus torneios. Até que, anos depois, ocorreu uma mudança administrativa na Capcom e eles decidiram que era hora de fazer as coisas de modo diferente. Qual foi uma das medidas? Ir atrás de seu maior fã e oferecer um emprego.

É claro que nesse ponto o Seth já tinha pego raiva da Capcom e negou a proposta. E foi aí que eles falaram qual seria o pequeno projeto no qual Seth trabalharia: Street Fighter IV.

Hoje Seth Killian é diretor de estratégia, entre outras coisas, dos jogos da Capcom e prefere que seus amigos o chamem de S-Kill. Ah, e ainda virou o chefão do Street Fighter IV. 


Curiosidade: o corpo do personagem foi modelado de acordo com o tamanho exato do Seth.

4- A fã de Harry Potter que não estava tão no mundo da lua assim. Ou estava...


Imagine só aquela criancinha de 11 anos com um cosplay feito na base de canetinha em uma fila imensa esperando para ganhar autógrafo do livro recém-lançado. Quem diria que esse trabalho todo dado aos pais levaria Evanna Lynch a ser uma das principais estrelas do filme de Harry Potter?


Como ela chegou lá?

Anos antes de conseguir seu papel como Luna Lovegood, a pequena Evanna Lynch já aparecia nas páginas de jornal por seu fanatismo. Ela era só uma estudante irlandesa qualquer que adorava Harry Potter e queria acampar para o lançamento de A Ordem da Fênix, mas seus planos foram interrompidos porque ela foi hospitalizada. Incansável, a pequena Evanna Lynch fez os pais e os médicos concordarem em deixar elas sair por uma hora para se arrumar e ir para a fila conseguir um livro autografado.

Evanna era esse tipo de fã tão viciado que deu nomes dos personagens para os próprios bichos de estimação e que encheu tanto o quarto de pôsters que até bloqueavam a luz(!). 

Então, anos depois, quando começaram a fazer os testes de elenco para a personagem Luna Lovegood, ela decidiu tentar... junto com provavelmente cada garota adolescente num raio de mil quilômetros. A fila para audição se esticava por uma dúzia de blocos e consistia em mais de 15.000 potenciais Lunas entusiasmadas. Mas parece que uma tímida menina irlandesa tinha o fangirl power a seu favor.


Evanna surpreendeu a todos no seu teste com a interpretação, mas com foi sua atenção aos detalhes que ela realmente conquistou o papel. Ela fez questão de se vestir de uma maneira tão peculiar quanto a Luna se vestiria e até fez brincos de rabanetes (que depois eles deixaram ela usar no filme!). 

Desde então, Evanna Lynch tem sido elogiada como uma das melhores atrizes em uma série de filmes que conta com a maioria dos grandes atores britânicos. Talvez os outros teriam feito melhor se tivessem praticado as falas com um gato chamado Dumbledore.

Fãs uma vez... Será que a Evanna consegue um papel em Jogos Vorazes? Eu não teria nada contra.

3- O menino que entrou para o Esquadrão Classe A


Você provavelmente brincou de alguma coisa no jardim quando era pequeno. Era um dos Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers, 007... ou talvez tentasse se tornar um mestre pokémon. Mas e se, por acaso, você acabasse virando realmente o novo 007? Essa é a história do Sharlto Copley. 

Ele era uma criança da década de 80 muito muito muito viciada em Esquadrão Classe A que 25 anos depois virou um dos personagens no reboot. 

Só para refrescar a memória: ele é o protagonista daquele filme de alienígenas na África do Sul, o Distrito 9.
Como ele chegou lá?

Para começar, Sharlto Copley não é um ator. Não realmente, ele não planejou fazer filmes. Ele só era amigo do diretor de Distrito 9 e conseguiu fazer o filme basicamente sendo ele mesmo. Sharlto Copley improvisou todas as frases durante a gravação do filme.

Ele comemorando o aniversário... do personagem.
Mas a ambição de vida do Copley nunca fui estrelar um filme cult de ficção científica. Quando ele era criança, tinha uma obsessão diferente: a série Esquadrão Classe A. Se você não cresceu na década de 80 não faz ideia do sucesso que era. E ele, como todos os outros dessa lista, levou a sério demais. Na escola, ele e os amigos até criaram o próprio Esquadrão Classe A e venceram um Esquadrão rival. 

Mas a série acabou, ele cresceu, acabou estrelando Distrito 9... e enquanto divulgava o filme ouviu falar que Hollywood estava planejando fazer um remake de Esquadrão Classe A. Melhor ainda: ouviu falar que eles ainda não haviam contratado um ator para Murdock, sue personagem preferido.

Então ele fez exatamente o que vinha fazendo: improvisou. Gravou uma fita de audição no quarto do hotel interpretando o Murdock e causando confusão com um cachorro invisível. Sharlto Copley não tinha nada a ver com o ator que eles estavam procurando, mas Dwight Schults (que fez Murdock na primeira versão) gostou tanto que insistiu para que chamassem o Sharlto. 

Resumindo: Sharlto Copley passou a infância brincando de Esquadrão Classe A e 25 anos depois recebeu milhões para fazer a mesma coisa - e entrar no tapete vermelho em um tanque.


Sonhos 1, realidade 0. 

2-  O Geek que virou o Doctor Who


Temos aqui o clássico viciado, um dos mais fáceis de se reconhecer. Aquele que fala tanto tanto que ninguém mais aguenta. Imagine aquele fã de Jogos Vorazes que até os professores já sabem o que é Peeniss, ou eu com o meu novo vício de Avatar dividindo as pessoas em dobradores de água/fogo/terra/ar. Agora imagine alguém muito mais viciado do que isso: está chegando perto de David McDonald.

De fã viciado em Doctor Who... ele virou o próprio Doctor.

Como ele chegou lá?

Recentemente Doctor Who venceu Star Trek como série de ficção científica passando por mais tempo. Mais atores interpretaram o papel de Doctor do que o de James Bond. E na década de 70 quando o quarto Doctor (Tom Baker) protagonizava a série, seu maior fã no universo era uma criança geek chamada David McDonald.

ele tinha até um cachecol igual a esse
Mas era uma criança talentosa, mesmo que canalizasse todo esse talento para falar até não poder mais sobre Doctor Who  (um professor ainda tem um de seus trabalhos, intitulado "Intergalactic Overload", no qual ele fala sobre ter ficado obcecado em se tornar o "Time Lord"). David entrou para uma escola de teatro e só porque lá já tinha um cara chamado David McDonald, ele mudou o nome para... David Tennant. Agora faz sentido?


Como você deve imaginar, não foi a mudança de nome que garantiu o papel. Tudo começou mais ou menos enquanto ele trabalhava em uma peça teatral de rádio e ficou sabendo do que estava acontecendo no estúdio ao lado: o desenvolvimento de uma animação de Doctor Who que tentava reviver a série depois de 14 anos. Essa foi a chance do David Tennant. Ele se meteu no meio da produção e convenceu o diretor a dar a ele um pequeno papel.

Agora que já estava com o pé na porta, foi só um passo. Ele fez a audição para ser o novo Doctor e... perdeu para Christopher Eccleston. Mas um ano depois quando o Christopher saiu ele foi chamado. David Tennant foi votado a melhor versão de todos os tempos pelos fãs, o que faz sentido, porque ele conhece o personagem melhor do que qualquer um na história do universo.

E, como se isso tudo não fosse demais para a realidade, David Tennant ainda casou com a filha do Peter Davison, o quinto Doctor.

1-  E. L. James e a a fanfic que virou livro


Se você conhece um pouco do que tem acontecido no mundo literário, provavelmente já ouviu falar de "50 Tons de Cinza", o livro "erótico" que está roubando o primeiro lugar nas listas de mais vendidos e fazendo as editoras perceberem que sexo vende. Efeito parecido com o de um livro que talvez você conheça, chamado "Crepúsculo", que mostrou que sobrenatural e romance é uma combinação lucrativa.

O que muita gente não sabe é que "50 Tons de Cinza" começou como uma adaptação da história da Bella e do Edward publicada na internet. Uma fanfic para maiores de 18. Isso mesmo, uma dessas milhões de histórias espalhadas pela internet e escritas por milhões de fãs obcecados no mundo inteiro.

Como ela chegou lá?

E. L. James te seduz
Erika Leonard James, que também atende pelo pseudônimo E. L. James, sofria a famosa síndrome de dona de casa moderna (a mesma da Stephenie Meyer). Cansada da vida que levava, com filhos para cuidar e blablabla, ela encontrou em Crepúsculo, como milhões de pessoas, um vício incontrolável.

E, como qualquer fã com boa imaginação e uma obsessão, começou a escrever. Quando descobriu o mundo das fics, só ficou mais à vontade ainda e começou a publicar. Em nenhum momento ninguém tenta negar: os personagens principais de 50 Tons de Cinza são Bella e Edward em um mundo real realizando todas as fantasias sexuais de uma mulher de quase 50 anos que encontrou na internet um modo de "sacudir" a vida.

Como resultado, a fic fez tanto sucesso e confusão (por causa do conteúdo com os nomes do personagem de Crepúsculo) que ela passou tudo para o próprio site com uma nova formulação e publicou como um livro. Uma vez publicado, a fama de suas histórias se espalhou mais ainda até o que conhecemos hoje em dia.


Quem diria que ficar sonhando com os seus personagens preferidos poderia te levar para o topo dos mais vendidos?


E tem mais gente

Além desse pessoal todo que a gente citou, ainda tem muita gente por aí fazendo dinheiro com o seu fanatismo. Para você ter uma noção de como a coisa é rentável,  temos casos parecidos com a literatura YA do momento, vocalista de banda cover indo pra banda original e até outro caso de fanfic.

Quem leu e é fã de Jogos Vorazes pode começar a se animar: você pode estar no próximo filme da saga!  E se você acha que é impossível, pode ter certeza que essa palavra não existe no vocabulário de Isabelle Fuhrman, a Clove do primeiro filme (tudo bem que ela já era atriz, lembram de "A Órfã"?). Ela já era fã dos livros daquelas que lê mil vezes antes de ser chamada - e continua lendo, como  mostrou na entrevista à MTV brasileira.

Outra que também caminhou pelos campos férteis da literatura foi Cassandra Clare, autora de Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos. Assim como E.L. James, Cassandra tinha uma obsessão desmedida por seu livro favorito (Harry Potter) e na época era conhecida por suas fics da Draco Triology até aqui no Brasil. Por isso que muita gente encontra até hoje semelhanças inegáveis entre as duas histórias, muito embora não dê pra  dizer que é uma cópia. Atualmente o livro está até sendo adaptado para o cinema,

E na música? Temos o músico Tim Owens, vocalista da banda de metal Judas Priest*. Ele era do tipo adolescente fanático pelo grupo, começou a própria banda cover e imitava nos mínimos detalhes o Rob Halford, o vocalista na época. Foi tão reconhecido que quando surgiu a "vaga" de vocalista, não tinha ninguém melhor do que um cara que estava treinando para isso há anos. Imagina só crescer fã da banda e depois entrar pra ela?
*esse é original do top 5 do Cracked, que nós trocamos.

Se pesquisarmos, vamos encontrar por aí muitas outras pessoas que eram fãs e ficaram famosas por isso, seja fazendo parte do que idolatra ou simplesmente ganhando dinheiro. Até aqui no Brasil. Lembram da Babi Dewet? O livro dela Sábado à Noite era uma fanfic de McFly. Até a última vez que eu vi, ela não fazia parte da banda, mas se você conhece o nome dela com certeza é fruto dessa "vida de fã".


Agora você pode dizer pra sua mãe que ser fã é uma coisa saudável e até aconselhável. Ao que parece, é o modo mais divertido de enriquecer. Lembrou de alguém que também era fã e ficou famoso? Comente!  

terça-feira, 31 de julho de 2012

The Maine no Brasil


Oi gente, e aí, tudo bom? Aqui quem vos fala é a Ana Luiza e hoje eu vim falar sobre uma banda que seis meses atrás fez sua primeira turnê pelo Brasil e gostou tanto (tanto!) da  gente que decidiu voltar em julho deste ano. Dessa vez, eles marcaram presença em mais cidades e (para enlouquecer os fãs) vieram fazer a gravação do primeiro DVD da banda. Isso mesmo, acertou quem adivinhou que eu estou falando do The Maine! E para quem não conhece, vale a pena dar uma olhada nesse post que a gente fez quando eles passaram por aqui ano passado.
*E sim! Na foto é a banda passeando pelo Leblon com uma penca de fãs. 

Então, no domingo (29) rolou no Circo Voador na Lapa o segundo show do The Maine no Rio. O primeiro aconteceu no dia 1 de dezembro de 2011 e eu também estava lá. O show do ano passado foi bem legal, não estava lotado e deu para aproveitar bastante. Mas o show desse ano foi mais especial. Eles fizeram um show baseado - basicamente - no novo CD deles, o Pioneer, que foi lançado no início desse ano.

A maior parte do show foi de músicas do Pioneer. E no Rio, a pedidos de fãs, a banda ainda trocou a música The Way We Talk (que é música do segundo EP  deles, lançado em 2007) pela música do novo álbum chamada Jenny. O vocalista da banda, John O'Callaghan, escreveu essa música para a mãe. O público cantou junto com toda vontade. Olhem o vídeo:

                          

Além de "Jenny", muitas outras canções fizeram a galera ir ao delírio quase que literal (veja o vídeo de Misery!). Na abertura do show, eles tocaram as duas primeiras músicas do novo álbum, "Identify" e "My Heroine", que animaram todo mundo. Aliás, animação não faltou no público do Rio. Antes de começar o show as pessoas estavam cantando os refrões das músicas da banda. Quando eles entraram no palco o que não faltou foi gritaria.


Os integrantes da banda toda hora interagiam com o público. Jogavam água para a galera, davam o microfone, pegavam o que era jogado no palco... O John até brincou dizendo que todo mundo conseguia acertá-lo. Algumas vezes, ele pegou as câmeras dos fãs para tirar fotos no meio da galera ou para filmar eles próprios no palco. Toda hora eles agradeciam pelo carinho e o melhor de tudo: se preocupavam com a segurança dos fãs. O John falava para se vissem alguém caindo ou passando mal levantar a mão para pedir ajuda. Simpatia não faltou.

A set list completa você confere aqui (A qualidade da foto não é uma das melhores mas valeu a tentativa e dá pra ler direitinho):


John O'Callaghan, Kennedy Brock, Jared Monaco, Garrett Nickelsen e Pat Kirch fizeram a alegria dos fãs nesse domingo. E nós esperamos que eles voltem o mais rápido possível.

A turnê começou em Curitiba no dia 27 de julho, passou em São Paulo no dia 28 para gravação do DVD e dia 29 foi no Rio de Janeiro. Ainda faltam, no dia 1 de agosto Belo Horizonte que vai ser no Music Hall e dia 2 de agosto em Porto Alegre que é no Bar Opinião. Se você é de BH ou de POA, tá esperando o quê? Vai ver o The Maine que o show deles tá valendo a pena. :)


Extra:
Durante esse intervalo de dias entre os shows do Rio e Belo Horizonte eles ficaram pelo Rio de Janeiro, mas não apenas aproveitando! Apareceram tantos fãs atrás deles que eles falaram com todo mundo na praia, num meet and greet. Sério, quantas bandas são tão legais com os fãs?

sim, esse cara branquelo aí no meio é da banda, o Jared

sábado, 24 de março de 2012

Centro de Treinamento: o que os leitores dizem de Jogos Vorazes


No dia da estreia do filme decidimos fazer um Centro de Treinamento com depoimentos de fãs. Nós pedimos e vocês, lindos como são, mandaram textos dizendo o que achavam de Jogos Vorazes. O resultado disso é esse post, que mostra como pessoas diferentes (garotos e garotas, uns que conheceram "do nada", outros que já começaram com uma tonelada de preconceito) acabaram se tornando fãs da trilogia criada por Suzanne Collins. Eles respondem perguntas básicas (Como conheceu a trilogia? Por que leu? Gostou?) e ainda falam muito mais.

Nós temos o orgulho de anunciar o 74º Jogos Vorazes que recebemos mais de 20 textos, então decidimos começar aos poucos e postar alguns deles. Vamos utilizar todos, mas ainda estamos vendo a melhor maneira de aproveitar os textos de vocês. MUITO obrigado pela participação, estamos muito felizes. E não esqueçam: vocês têm ponto extra na promoção do box de Jogos Vorazes.

Clique em "Continue Lendo!" para ler os cinco depoimentos que selecionamos para o CdT de hoje.


>>>Bárbara Martins
-Honra de ser tributo
Foi através de comentários positivos em blogs e redes sociais que li pela primeira vez sobre Jogos Vorazes, sem nem mesmo saber que se tratava de uma trilogia literária que, para minha surpresa, se tornaria não um vício, mas uma devoção. Tudo bem, a palavra "devoção" pode ser um pouco exagerada demais, porém, posso dizer com certeza absoluta que os livros de Suzanne Collins vão ficar naquela prateleira especial da minha estante que, até hoje, não havia abrigado uma trilogia tão única e tão rica quanto a da autora norte-americana.

Fui oficialmente apresentada a Jogos Vorazes pela minha melhor amiga que, na época, me emprestou o livro e foi só elogios para a série. Nunca tinha lido um livro tão rápido na minha vida: dois dias. Imediatamente saí para comprar os outros dois. Logo encontrei-me naquele caminho tortuoso pelo qual todo fã passa ao longo de uma leitura que amam: queria saber o quanto antes o desfecho da história mas, ao mesmo tempo, não estava pronta para um fim.

Hoje, agradeço minha amiga por ter me apresentado a Katniss Everdeen, a heroína que habitou meus sonhos por diversas noites. Suzanne Collins me converteu em "tributo" ao criar um mundo ao mesmo tempo fictício e muito real, representando nossa sociedade de forma exagerada, mas muito pertinente, que é politicamente engajada e aberta a inúmeras interpretações, e marcou a minha vida de uma forma que nunca poderia imaginar.


Devo dizer que só ouvi coisas boas a respeito do primeiro volume da trilogia de Suzanne Collins. Eram leitores que o classificavam como o livro favorito, outros que o consideravam o lançamento do ano e por aí vai. Fiquei somente postergando a leitura do livro por diversos motivos e, com a proximidade do lançamento do filme, surgiu a vontade novamente e a oportunidade. Por fim, havia devorado o livro e o recomendado para várias pessoas. Não sei se posso dizer que superei minhas expectativas - afinal, estou acostumado com algo bem chato chamado fanatismo -, mas o livro me cativou e me prendeu de maneiras especiais e habilidosas. Suzanne Collins conseguiu transmitir ao leitor a emoção dos momentos e dos personagens, fazendo todos rirem, chorarem, torcerem e celebrarem junto com todos de Panem. Somente não aguardava por tantos personagens - e com nomes um pouco estranhos, o que tornou tudo mais difícil do que poderia ser somente pela quantidade. Um comentário que ouvi e que refleti sobre mais tarde foi a respeito do livro tratar de romance, mas não ter isso como foco - excluindo qualquer movimentação de “teams” Peeta ou Gale. O romance está ali. As relações prometem ser desenvolvidas. Mas isso é só uma parte da grandiosidade da história de Jogos Vorazes. O livro tem muito a oferecer para os leitores que se interessarem por sua proposta. Emocionante, cativante e original, está aí um romance distópico que não vai sair da cabeça das pessoas por um bom tempo.


- Antes
Eu ouvi falar desse livro um bom tempo antes de ler. Eu não lembro direito, mas foi em 2008 quando eu estava na casa da Dana (aqui do blog) e ela estava lendo “Jogos Vorazes”. Mas eu não ouvi quase mais nada sobre a série, só ano passado que outra amiga minha também me indicou. Até esse momento, o livro ainda não despertava muito interesse em mim. Tudo mudou numa bela tarde de verão do ano passado em que eu passeava por uma livraria e bati o olho no box todo lindo da trilogia, todo de capa dura, todo por uns €20 (mais ou menos 50 reais). Daí comprei, né. E foi assim que minha vida mudou para sempre. *Final dramático*

- Depois
Eu posso contar nos dedos de uma mão outros livros que tenham me afetado tanto quanto esses. Eu acho que posso dizer que o primeiro livro eu até li como uma pessoa "antes de saber da fama", já que eu quase não ouvia falar. Eu estava muito ocupada e com a cabeça a mil, mas isso não me impediu de passar do “total desinteresse” para “absoluta obsessão”. Eu devorei os dois primeiros livros e foi aí que eu parei, literalmente em choque, apavorada. Quando eu terminei "Em Chamas" eu fiquei com MUITO MEDO de ir para "A Esperança".

- Post Mortem
Embora esses livros estejam na parte de Young Adult de qualquer livraria, eu não tenho dúvida de que a mensagem por trás deles, ou por trás dos romances ou conflitos adolescentes, ou o que você quiser chamar, causem um impacto daqueles que deixam a gente sem ar em leitores de qualquer idade. Como a própria Dana me ajudou a colocar em palavras depois, a história faz a gente parar pra refletir sobre essas coisas que estão erradas com o mundo de um jeito diferente. Como a narrativa é em primeira pessoa, também nos ajuda a enxergar mais o que guerras, abusos e maus tratos deixam em cada indivíduo. O que fica marcado quando tudo isso acaba, as coisas irreparáveis, nas pessoas.
Enfim, recomendo, recomendo e recomendo pra qualquer um que ache que consiga sobreviver ao final.


Um dia minha mãe bateu na porta do meu quarto, e disse:
-Rachel,  comprei uma coisa para você!
E logo vi que era uma sacola da livraria Saraiva, abri e me deparei com um livro preto, com um símbolo de um pássaro inscrito em uma circunferência, achei aquilo meio estranho, mas ao mesmo tempo me chamou bastante atenção. Nunca tinha ouvido falar nesse livro, minha mãe disse que o vendedor leu e falou que era muito bom, mas que ainda não fazia muito sucesso. Logo que a minha mãe saiu do meu quarto, comecei a ler a orelha do livro, achei o resumo tão interessante, que não via a hora de começar a ler, então li em menos de um dia, quando acabei fui correndo para a Saraiva e comprei os outros dois, "Em Chamas" e "A Esperança", li todos sem nenhuma preocupação, pra mim aquela série era minha vida, não conseguia desgrudar dela, reli os livros duas vezes.

Depois dessa trilogia, meu pensamento mudou. Nunca gostei muito de Reality Shows e nem de violência, mas esse livro me encantou. Agora tudo o que eu faço é diferente, nunca mais reclamo com a minha mãe. Se ela me der uma roupa que eu não goste, eu agradeço. Se ela fizer uma comida que eu não goste, eu não cuspo fora, eu engulo, porque sei que muitas crianças estão morrendo de fome agora.

Depois de alguns dias, eu comecei a indicar para as minhas amigas, todas ficaram maravilhadas com a história, depois de pouco tempo, o colégio INTEIRO estava lendo, e viciado. Eu indicaria esse livro porque ele é para todo o tipo de leitor maníaco, porque envolve todos os tipos de gêneros, como por exemplo, romance, aventura, etc.


Eu conheci Jogos Vorazes (filme e livro) em agosto de 2011, quando o primeiro teaser do filme foi lançado, se não me falha a memória. Achei o sinopse interessante, mas não dei muita bola, pois, mesmo que quisesse, estava sem tempo para ler. Mas fiquei de olho no material de divulação do filme, já que seria estrelado pela Jennifer Lawrence, que eu adoro. Então, em fevereiro deste ano, a divulgação do filme foi aumentando e esta me fisgou bonito. Resolvi ler o livro antes de ver o filme, e, bem, ele superou todas as minhas expectativas. Achava que era um romance adolescente um pouco mais desenvolvido que a saga Crepúsculo, mas o que eu li  foi uma estória não só sobre uma adolescente em um mundo pós-apocaliptico, mas sim um protesto nas entrelinhas da visão da protagonista em relação às injustiças que nações capitalistas e que concentram poder político, financeiro e bélico exercem sobre o resto do mundo. Tudo em proporções pequenas, é claro, mas ainda assim feita de uma maneira fantástica. E depois dele, devorei "Em Chamas" em dois dias, e saí falando da trilogia por aí (se a Rocco e a Paris Filmes quiserem me contratar como promoter...). Meus amigos conseguiram ficar vidrados na história de Panem e na visão de Katniss também. Alguns leram os livros, mas a maioria está mesmo é ansioso para ver o filme. E eu estarei lá, na estreia, gritando com a Katniss: "I VOLUNTEER AS TRIBUTE!".


Eu era “Team Battle Royale”, procurava artigos, posts, trailers sobre Hunger Games só para comentar que era uma cópia barata de Battle Royale, que não davam o valor merecido ao “original” só porque não era americano, e me achava o maioral fazendo isso. Eis que, enquanto tagarelava no Twitter sobre exatamente essa revolta, alguns conhecidos revelam-me que leram e gostaram de Hunger Games. E lá vou eu ao ataque: “Hunger Games é plágio!”, “Suzanne Collins é uma ladra!” e eles me perguntam: “Você já leu o livro?”. E aí está, eu só havia lido resenhas e resumos, todos eles reduzindo Hunger Games a uma historinha de crianças matando umas as outras no meio do mato, um resumo que também encaixa perfeitamente em Battle Royale. Meus amigos, muito insistentes, convenceram-me a ler o primeiro livro da série.

Li, me surpreendi, e engoli minhas palavras. Sim, o princípio básico está lá, e nada nesse mundo vai me convencer de que Suzanne Collins não havia lido Battle Royale antes de escrever Hunger Games, mas existem diferenças originais suficientes para cativar o mais cabeça-dura dos leitores (como eu). Inventei apelidos para os personagens, xinguei os vilões (e a heroína, aquela pentelha), e agora vou à pré-estreia do filme.

Enfim, aprendi mais sobre mim do que sobre os livros em si com essa experiência. Antes de julgar qualquer coisa, é bom olhar por todos os ângulos, posso estar perdendo algo bom.