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domingo, 25 de novembro de 2012

[NaNoWriMo Clube de Escrita] Como terminar um livro


Olá, crianças!! Pela primeira vez eu (Igra) vou escrever um post do Clube de Escrita. Para falar a verdade, eu me sinto um pouco envergonhada porque de todo mundo do blog, eu sou a lanterninha - inclusive não avancei uma única linha desde a semana passada. BUT IT'S OKAY, vou superar. A única coisa que eu espero é que você não ignorem esse post só porque sou eu falando - fala sério, a menina que não chegou nem a três mil palavras falando sobre como terminar um livro? Sim, eu vou falar sobre como terminar um livro, e a primeira lição do dia é: não julgue alguém que não bate a meta no NaNoWriMo como alguém que não nunca conseguirá terminar nada. E extra: Dana falando como está indo.

A grande questão de escrever um livro é que você precisa estar simplesmente muito por dentro da história. Sim, esteja deslumbrado com seus personagens, imagine que você faz parte daquele mundo, que se você não chegar ao final, o seu destino ficará incompleto, você não terá um fim (seja ele feliz ou não). A dúvida será eterna: será que eles iam viver felizes para sempre? ou até será que meu livro tinha chances reais de ser publicado?


"A realidade é superestimada. Escreva."

Eu pensei muito sobre como escrever esse post, porque eu quero falar tanta e tanta coisa e sei que não tem espaço suficiente para isso em meros 11 ou 12 parágrafos - no máximo. Mas antes de tudo, deixa eu explicar o porquê do pessoal do blog ter me escolhido para escrever essa postagem (eu, a menina que não passou das 3 mil palavras). 

Acontece que eu, Igraínne Marques, 19 anos, já escrevi um livro. Sim, eu terminei!!! É possível, crianças, experiência própria. É claro que existem muitos obstáculos, mas ouso dizer que você (sim, VOCÊ) é totalmente capaz de terminar de escrever um livro com o NaNoWriMo. Não que eu já tenha feito isso. O meu primeiro livro digitado* (eu já escrevi cinco - dois à mão e três digitados), demorou um ano inteiro para ser concluído. Começou com a ideia, e depois virou uma sequencia de contos - as cenas perdidas que eu mais queria escrever (aquelas cenas incríveis que a Dana falou nesse post aqui), e depois enfim virou um livro.
*Na verdade, eu não conto os que eu escrevi à mão, porque acho que foram apenas rascunhos de ideias. Por isso, toda vez que alguém pergunta: quantos livros você já escreveu?, eu sempre digo 3, porque foram coisas com mais cara de livro. 

>>>Mas como chegar lá? 


O meu primeiro livro (hoje está engavetado) não é padrão para ninguém. Ouso dizer que nem mesmo para mim. Eu tenho um carinho especial por ele, é claro, mas eu não mandaria para nenhuma editora. Aprendi muito com cada frase, tudo o que eu devo e o que eu não devo fazer está ali, todas as coisas que mais tarde eu percebi que não deveriam ser levadas a sério. Até mesmo as ideias que funcionam, e as que não funcionam. Tudo isso me serviu de aprendizado. Foi uma experiência muito boa.

A principal coisa que eu aprendi, por exemplo, é que você precisa de um planejamento. Não estou dizendo para saber tudo que vai acontecer - porque aí você mesmo se priva da ideia de se surpreender (e se surpreender é o que me faz escrever, já que eu me imagino lendo aquele livro e querendo saber o que vai rolar em seguida). Mas planejamento no sentido de aonde você quer chegar? Saber o final é mais importante do que muita gente imagina. Mas se você não sabe o final, só sabe o clímax, também está valendo. Porque aí você pode planejar o final sem se prender muito. E se ele mudar depois, também não tem problema nenhum.

A maior dica de todos os tempos, a que realmente - realmente mesmo (só pra enfatizar bem) - funciona comigo é fazer um sumário. Organize o seu livro em capítulos. Não precisa dar nome, mas se quiser, fica a seu critério (eu prefiro dar nomes porque ajuda a lembrar o que vai acontecer naquela parte específica). Ao lado de cada nome (ou apenas número), escreva um pequeno resumo do que você espera que aconteça. Pegue uma folha de papel, ou então abra um arquivo separado do word. Não precisa detalhar (lembre da coisa de se surpreender com sua própria história), mas é bom você saber mais ou menos o que vai acontecer como um todo. Porque sem planejamento, seu livro pode ter o objetivo perdido, pode se desenvolver para lugar nenhum, não ter clímax, não ter um fim, entendem?
*Se você quiser, coloque o sumário com os nomes no próprio livro, como se o arquivo fosse realmente um original prestes a ser publicado. Escreva os nomes e simule as páginas nos quais os capítulos começam, por exemplo: Capítulo 3... p. 42 (existe inclusive um ícone do word que permite que você insira numeração nas páginas).

Para dar um exemplo ainda mais prático, eu costumo me organizar da seguinte forma: eu escrevo em torno de 15 capítulos. No início, eu escrevia 12, mas depois de um tempo, dependendo da necessidade de cada livro, 12 virou um número insuficiente. Cada capítulo meu deve ter em torno de umas 25/20 páginas. Isso porque cada parte da história precisa do seu próprio início, meio e fim, e sempre achei que 20 páginas dava conta do recado. Caso você queira diminuir, não tem problema, você pode escrever 10/15 folhas, acho que o importante é ter essa meta. O mesmo vale para o número de capítulos.

somos todos capazes! 

Na verdade, essa organização toda tem um propósito: incentivar, dar resultados mais rápidos e práticos que acabam ajudando-o a seguir em frente. O próprio NaNoWriMo é um desafio, certo? Só que o fato de ele durar muito tempo e ter uma meta muito distante é um tipo de problema. A organização dos capítulos deixa a coisa mais alcançável. Sem falar que isso estimula muito. Pelo menos para mim. Quando eu concluo um capítulo sinto que estou conseguindo, que irei chegar ao final.

Isso tudo me ajudou a criar metas ainda maiores. Os meus primeiros dois livros foram feitos em um ano. O terceiro eu escrevi em seis meses e é maior que os outros. A ideia é diminuir esse tempo ainda mais. Se você quiser criar uma disciplina diária, sugiro escrever de 5 a 10 páginas por dia. No máximo em uma semana, um capítulo precisa ser concluído. Mas essas metas específicas são apenas sugestões, é claro. O que não pode acontecer é você se sentir na obrigação. Você precisa se sentir estimulado, precisa sentir vontade, querer avançar.

Além disso, você tem que escrever algo que você leria. De que adianta se esforçar ao máximo, se matar para construir uma trama digna de prêmios, se você não perderia seu tempo comprando esse livro? Tem que ser algo que dê prazer, que tenha uma sinopse que deixe você curioso também. Você acha a sua ideia boa? Você acha tão boa que viraria fã dela? 

No último Clube de Escrita, o João fez um comentário que eu achei muito bom. Ele disse: "...escreva o livro como se você tivesse milhões de fãs, e dê material suficiente para eles idolatrarem até que seu próximo livro seja lançado". O fato de você ter fãs também ajuda a estimulá-lo. Imagine que você está concedendo entrevistas, que as pessoas perguntam como anda o livro, e se quiser até escreva essas entrevistas. Tudo é realmente válido. Você é fã também, questione, procure, reinvente. Imagine pessoas enlouquecidas narrando fanfics com os seus personagens, procure atores que se pareçam com eles para possíveis futuros filmes. Esteja de fato animado com a sua história.

Dê atenção aos seus fãs histéricos, coitadinhos. E seja o maior deles.

Uma vez eu fui a uma palestra do Raphael Draccon (autor da saga Dragões de Éter) e ele disse uma coisa muito interessante: "escritor que tem bloqueio criativo é aquele escritor que não precisa pagar conta". Achei isso genial. Afinal, escritores de verdade trabalham com prazos. Não existe tempo para desânimo. Por coincidência, ele disse que escreve 10 páginas por dia, que acha esse um número saudável de se cumprir durante a semana - apenas nos dias úteis. De segunda a sexta, ele escreve 50 páginas. Se o número for menor, ele escreve fim de semana. Pode trocar a sexta pelo domingo, também não há problemas. O importante é cumprir a meta porque há um prazo a ser cumprido. Escrever é um trabalho, além de ser prazer, é claro.

Finja você também. Você é um escritor reconhecido, e precisa entregar o seu livro até fevereiro, por exemplo. Você não pode se dar ao luxo de descumprir o prazo diante de seu primeiro contrato com uma editora, certo?

E sim, depois que você termina, você precisa reler tudo o que escreveu. Na verdade, diferentemente do que muita gente faz, até do pessoal do blog, eu sou do time que revisa o que escreveu no dia anterior antes de ir em frente. Eu acho que é um exercício muito bom - várias vezes me vi sendo surpreendida com o que eu escrevia. Às vezes achava até que não tinha sido eu! E nem preciso dizer que essa surpresa me fazia ficar ansiosa para o dia seguinte: quando eu leria o que ia escrever hoje.

>>> Observações da própria história
Minha última dica de hoje (porque esse post já está grande o suficiente) é você não esquecer dos conflitos que criou no início. Por exemplo, o livro começa com um assassinato, e depois, lá pro meio da história, você já esqueceu que aquele assassinato aconteceu, esqueceu de explicar o que houve, quem matou, por que e com o quê. Você esqueceu de explicar porque o assassinato se tornou um detalhe, não tem real importância para o desfecho. Mas de certa forma é importante - você precisa concordar - porque o leitor não vai exatamente deixar passar. Nem a editora (a não ser que seja proposital, mas isso é outro caso).

O que eu faço é escrever a história normalmente e sempre ter na folha seguinte um parágrafo ou dois com o título "Observações". Ali eu digito tudo que ficou por dizer, o que ainda precisa ser dito e outras coisas que eu achar relevante colocar ali - coisas que eu não posso esquecer. Enquanto eu for escrevendo, eu empurro esse "Observações" para baixo, e sempre que julgo necessário, faço uma consulta ou acrescento coisas. A medida que os detalhes vão sendo explicados ou vão sendo criados, eu apago essa parte específica do "Obs" ou acrescento mais uma observação. Ao fim do texto todo, quando sua história estiver concluída, você  consulta o que sobrou e conserta/ acrescenta cada coisa que ficou por dizer. Até que as observações sejam todas apagadas.

Espero que vocês tenham gostado desse último especial NaNoWriMo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. Eu ainda diria muita coisa que eu acho importante falar, mas infelizmente não dá para colocar tudo em um post só. Se você tem outras dicas, conta pra gente! Se quiser apenas conversar, também pode mandar um comentário ou um mention para @ConversaCult.


>>> Dana sobre como está indo, porque eu tenho a impressão de que sou a única que está indo

Agora começamos a última semana do NaNoWrimo, que termina na sexta-feira. As coisas estão bem corridas (pelo menos para mim) e muita gente tem desanimado vendo o fim do mês tão perto. Por causa dos 10 dias que eu fiquei fora as coisas agora estão bem corridas, tenho 17 mil palavras para escrever até sexta, o que vai exigir um esforço extra. O lado bom é que da última semana pra cá eu dobrei o número de palavras. Acho que vou conseguir as 50.000, até porque quando eu meto na cabeça que quero uma coisa*...
*E eu estou me comprometendo aqui, o que vai me dar uma baita vergonha semana que vem se eu aparecer aqui sem ter conseguido. Ou seja: vou me esforçar mais ainda. Está vendo como funciona um desafio? Por isso é importante falar que está fazendo...

Na história eu escrevi os três pontos principais que eu tinha programado no início do mês, eles tomaram caminhos que eu não imaginava e ao mesmo tempo está tudo se encaixando perfeitamente com o que eu planejei. Tive que fazer uma pausa e rever os próximos "tópicos" pra desenvolver. Algo me diz que 50.000 palavras não vão ser o suficiente para colocar um ponto final.

Até semana que vem! E não deixem de escrever, mesmo que vocês achem que não vai dar tempo. O fim do mundo é só em dezembro, lembram? 


Contador de palavras (até o fechamento desse post)

Paulo: 15.172/50.000
Dana: 33.384/50.000

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Três livros de... autores nacionais



Heey! Mais um post da coluna 'Três livros sobre...'* e dessa vez é um pouco diferente (começando pelo título, que teve o "sobre" trocado por "de"). Com a aproximação do 7 de setembro, muitos blogs estão fazendo um especial sobre 'dia de apoio ao escritor nacional', que deve durar a semana inteira. Nós do CC resolvemos então ir nessa onda e indicamos três livros nacionais, cada um lido por uma pessoa da equipe. As fotos aqui em cima são dos escritores brasucas, na ordem: Raphael Draccon, Estevão Ribeiro e André Vianco.
*Essa é uma coluna da Iris Figueiredo no Literalmente Falando, chamada 'Três livros sobre...', que nós estamos usando aqui no blog. O primeiro foi Três livros sobre... amor, feito por todos da equipe.


"Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas" é o primeiro livro de uma trilogia brasileira, embora não pareça o tipo de livro brasileiro com que você está acostumado. Eu mesma li o livro há uns dois anos. Por algum acaso, eu comecei pelo segundo volume - um erro comum, porque o autor mudou de editora enquanto escrevia a série. De qualquer forma, só para você saberem, "Caçadores de Bruxas" é o primeiro mesmo. :) 

Pra começar, "Drações de Éter" conta uma história que acontece em um outro mundo, onde fadas existem. E não, não há dragões, apesar de a referência do título acusar isso. Esse mundo diferente há muito anos presenciou uma era de guerra, sangue e morte, por conta da criação da magia negra (que se desenvolveu porque algumas fadas se voltaram contra as outras raças). No entanto, esse tempo já passou, e hoje todo mundo em Nova Ether vive em paz.

Ou não. O que você precisa entender é que Dragões de Éter tem um nível de complexidade muito grande para resumir em 3 ou 4 parágrafos (um dia eu escrevo um CCIndicação para poder explicar melhor). De qualquer forma, o que dá pra saber é que o livro narra a vida de sete jovens, em diferentes estágios da vida adulta, que começam a perceber e presenciar coisas estranhas acontecendo, coisas que não deveriam acontecer em uma era de paz.

O número de referências à cultura pop e a contos de fadas é gigantesco, para dizer o mínimo. Cada um desses sete jovens de alguma forma faz uma ponte com alguma coisa que você já tenha ouvido falar. Desde Chapeuzinho Vermelho, até João e Maria e a Princesa e o Sapo. Além disso, é um desses livros que fazem você pensar - e muito - depois que termina. Eu considero a série toda muito poética.

-Igraínne Marques



Eu sempre tive curiosidade em ler esse livro. Primeiro porque todos falam muito bem dele (se não me engano, os direitos foram até vendidos para uma editora italiana), segundo porque ele é de um autor nacional (sempre vale a pena experimentar) e terceiro por causa do tema em si. Então, quando eu vi a versão em ebook para o kindle por apenas cinco dólares, resolvi comprar.

“A Corrente” fala, obviamente, de uma corrente na internet. Tudo começa quando Roberto, um homem que ganha a vida como hacker (e roubando o dinheiro da conta das pessoas que têm a infelicidade de digitar os próprios dados na cópia - do site do banco - que ele cria), recebe um email, na verdade, uma corrente. Por pura brincadeira, Roberto resolve passar o email para sete pessoas, como pede Bruna, a remetente. Porém, o que o homem achou que nunca fosse acontecer aconteceu: as pessoas que receberam a corrente morreram de forma cruel e, para piorar, ele anda tendo sonhos macabros com uma menina.

Tenho que confessar que eu sou quase uma criancinha para qualquer coisa de terror. Seja um filme, um programa de TV e até um livro, eu vou ficar com medo antes de dormir. É um fato. E, bem, “A Corrente” conseguiu fazer isso muito bem. O livro tem um ritmo muito bom e te faz com que você não consiga largá-lo, além de te envolver na história, fazendo você querer saber a origem da corrente e tudo mais.

É um livro que eu recomendo bastante para quem gosta de um bom thriller. É uma leitura super rápida por conta do pequeno número de páginas e ainda tem uma história muito bem fechada, daqueles livros que você vê que cada detalhe e característica de um personagem não foi feita sem motivo, tudo se junta e forma um círculo perfeito. Sem dúvida leva quatro conversinhas e ainda dá vontade de ler mais do autor.

-Paulo Vaughan



Eu li esse livro faz muito tempo, muito mesmo. Mas achei que valia a pena trazer ele para o Especial Nacional. "Os Sete" é do autor André Vianco e eu acredito que ele é um dos primeiros com um livro sobrenatural voltado mais ao público jovem que conseguiu algum destaque no Brasil. Eu gostei de ter lido e vale a pena conhecer.

A história de "Os Sete" começa quando Tiago e uns amigos mergulham para ver os restos de um antigo navio atrás de algum tesouro e acabam retirando do fundo do mar uma estranha caixa de prata. E é aí que as coisas dão errado... Sete vampiros despertam e Tiago precisa conter o problema enquanto o número de vítimas não para de crescer. O livro, em si, é uma mistura de ação, mistério e sobrenatural com uma escrita bem feita que já vale a pena simplesmente por ser bom para quem gosta do estilo.

Mas enquanto eu lia o que eu com certeza mais gostei é que tudo acontece no Brasil e parece real. Os cenários, as cidades e os personagens são daqui, mas bate peito a peito com qualquer história do tipo lá de fora. Pessoalmente, acho MUITO legal ver uma história assim em um lugar perto de mim.

A mitologia também vale super a pena. Só para dar ideia: um dos vampiros também é um lobisomem. O QUÊ? Isso mesmo. Cada um dos Sete tem um poder específico, é muito legal. Faz mais de 5 anos (!) que eu li esse livro e a história ainda volta na minha cabeça de vez em quando. 

-Dana Martins


E aí, gostaram? É legal conhecer um pouco dos livros nacionais porque muita gente acha que escritor brasileiro não sabe escrever ficção, muito menos fantástica voltada para Jovens Adultos. E no entanto, tem muita gente boa por aí que tem tanta qualidade quanto os autores lá de fora. 

Conhece algum livro nacional bem legal que a gente não citou? Comenta! Já ouviu falar de algum dos três? Já leu? Comenta também! Queremos saber a sua opinião! 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Encontro com autores na Bienal 2012, parte 2



Bom dia (ou tarde ou noite ou sei lá)! Esse post é a segunda (e última) parte do post sobre os autores que estarão de hoje até dia 19 na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece no Anhembi. Na primeira parte, falei sobre os autores internacionais que estariam no evento (se você não viu, clique aqui) e hoje é o dia de falar sobre os autores nacionais e um extra, os eventos legais da bienal.

E, bem, como vocês já sabem tem muuuitos autores nacionais e não dá para falar de todo mundo. Por isso, tive que fazer uma (difícil) seleção dos autores que eu ia falar sobre, mas vocês sempre podem ver toda a programação da Bienal no próprio site do evento.

Então prendam bem os seus cintos que a viagem já vai começar. (não sei de onde nem porquê eu disse isso, vocês podem ignorar)

Separei os autores que eu vou comentar em dois grupos, os da literatura fantástica e o do Young adult contemporâneo. E, bem, ninguém melhor para começar o lado fantástico do que o Raphael Draccon. Ele é autor da série “Dragões de Éter” (a Igra aqui do blog adora e eu até tenho os livros, mas ainda não li), do livro de terror “Espíritos de Gelo” e o livro fantástico que está lançando na bienal, “Fios de Prata – Reconstruindo Sandman”. Particularmente, eu ADOREI o plot do novo livro (veja aqui), gostei de verdade, mas não gostei de uma coisa: o subtítulo. Tem a ver com a história, sim, mas me pareceu muito mais uma tentativa de vender mais. ;x

Agenda do Raphael Draccon: Dia 11/08, 16h: Fotos com o autor e os personagens de seus livros no estande do Submarino; Dia 11/08, 18h: Evento do autor com os personagens de Dragões de Éter e sessão de autógrafos de “Fios de Prata” no estande da Leya.

Outra escritora de literatura fantástica é a Carolina Munhóz. Ela tem dois livros lançados, o “A Fada”, que saiu ano passado pela Novo Século e o recém-lançado pela Fantasy, “O Inverno das Fadas”. Seu segundo livro é bem interessante, ele fala do “tipo” de fada chamada Leanan Sídhe, as fadas musas que dão inspiração à homens e mulheres famosos. Além a Bienal, ela, o Draccon e a Alyson Noël vão fazer um tour em livrarias de São Paulo, mais informações aqui.

Agenda da Carolina Munhóz: Dia 11/08, 15h-18h: Sessão de autógrafos com a autora.

Não podíamos de deixar de falar, é claro, do Eduardo Spohr. Ele é autor de “A Batalha do Apocalipse” e a série “Herdeiros de Atlântida”, que conta apenas com o primeiro volume lançado, o “Filho do Éden”. O autor vai fazer um bate-papo e uma sessão de autógrafos junto com o autor Fábio Yabu. Ele publicou um livro infanto-juvenil (mas não fantástico), o “A Última Princesa”. O livro é muito legal e é uma “releitura” da história da Princesa Isabel. Veja a minha resenha aqui. Recentemente, ele também publicou uma releitura bem bacana do conto da Branca de Neve com zumbis e tudo mais, saiba mais aqui.

Agenda do Spohr e do Yabu: Dia 19/08, 18h: Sessão de autógrafos com os dois autores no auditório Lygia Fagundes Telles com sessão de autógrafos em seguida, essa no estande da Record.

Se você gosta de boas histórias de vampiros, com certeza conhece o André Vianco. Ele tem vários livros e séries com esse tema, entre eles “O Turno Da Noite”. E é exatamente a adaptação para quadrinhos dessa série que o autor vai lançar na bienal.  O desenho é do Denilson Santtos e, pela capa, parece ser de boa qualidade.

Agenda do André Vianco: Dia 12/08, 11h: Bate-papo sobre vampiros e lobisomens com Sarah Blakley-Catwright, Marta Argel, Giulia Moon e Santiago Nazarian; Dia 11/08, 13h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Século; Dia 18/08, 18h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Século.

Para terminar o lado fantástico, temos o Douglas MCT. Em 2010 ele havia lançado o primeiro livro de “Necrópolis”, “A Fronteira das Almas”, pela editora Draco e ele está relançando-o (com uma capa linda, diga-se de passagem) na Bienal pela editora Gutenberg, a mesma do seu outro livro, “O Coletor de Almas”. Necrópolis me interessa bastante, ele conta a história de Verne Vípero, um rapaz que descobre um jeito de salvar a alma do irmão e embarca em uma aventura.

Agenda do Douglas MCT: Dia 12/08, 16h: Sessão de autógrafos no estande do Grupo Autêntica.

Começando o lado dos livros YA contemporâneo, vamos falar do Enderson Rafael.  Ele já tem um livro publicado, o “Todas as estrelas do céu”, e agora está lançando o “Três Céus” pela Gutenberg. Confesso que a primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi a capa, que é linda, mas depois que li a sinopse fiquei com ainda mais vontade de comprar o livro. Ele conta a histórias de três pessoas diferentes que trabalham voando por aí, um é comandante de voo, outro comissário de bordo e a outra é aeromoça.

Agenda do Enderson Rafael: Dia 18/08, 16h: Sessão de autógrafos no estande do Grupo Autêntica.

Outra autora que vai estar na Bienal e é super simpática é a Iris Figueiredo. Ela, além de blogar no Literalmente Falando, é autora do “Dividindo Mel”. O livro conta a história de uma menina que termina namoros na mesma velocidade que os começa e que, depois de conhecer um bonitão na rua e pensar bem sobre os sentimentos em relação ao seu melhor amigo, fica divida entre os dois. O livro é bem divertido e eu já o resenhei aqui.

Agenda da Iris Figueiredo: Dia 11/08, 15h e dia 12/08, 15: Sessão de autógrafos no estande da editora Vermelho Marinho; Dia 14/08, 18h: Bate-papo sobre vlogs e blogs no espaço # Você + Quem = ?.

E, para terminar, temos duas autoras de livros chick-lit (eu odeio o termo, maaas) muito conhecidas, a Thalita Rebouças e a Paula Pimenta. A Thalita tem vários livros, entre eles a série “Fala sério” e na bienal estará divulgando o mais recente, o “Fala sério, filha!”. E a Paula tem a série “Fazendo o meu filme”, que teve o quarto e último volume publicado esse ano, a série “Minha vida fora de série”, um spin-off da primeira, e agora lança o livro “Apaixonada por palavras”. O livro é, na verdade, uma coletânea de crônicas onde a autora escreve, como ela mesma, sobre o cotidiano, etc.

Agenda da Thalita Rebouças: Dia 11/08, 11h: Bate-papo com a Cecily Von Ziegesar e a Paula no espaço # Você + Quem = ?; Dias 11/08, 12/08, 18/08 e 19/08 das 14h às 17h: Sessão de autógrafos com a autora no estande da Rocco.

Agenda da Paula Pimenta: Dia 11/08, 11h: Bate-papo com a Cecily Von Ziegesar e a Thalita no espaço # Você + Quem = ?; Dia 10/08 e dia 11/08, das 14h às 15h30: Sessão de autógrafos com a autora no auditório Lygia Fagundes Telles.
  
Outros autores:

Luiza Trigo (“Carnaval”) – Dias 18/08 e 19/08, 18h: Sessão de autógrafos no estande da Rocco.
Chico Anes (“O Sonho de Eva”) – Dia 12/08, 16h: Bate-papo com o autor no estande da Novo Conceito; Dia 12/08, 17h: Sessão de autógrafos com o autor no estande da Novo Conceito.
Maria Clara Guerreiro (“A Filha da Minha Mãe e Eu”) – Dia 12/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Tammy Luciano (“Garota Replay”) – Dia 17/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Fernanda Saads (“Do Seu Lado”) – Dia 19/08, 15h: Sessão de autógrafos no estande da Novo Conceito.
Carol Sabar (“Como quase namorei Robert Pattinson”) – Dia 11/08, 16h-18h: Bate-papo e sessão de autógrafos com a autora no estande do Grupo Editorial Pensamento.
Carina Rissi (“Perdida”) – Dia 18/08, 15h e dia 19/09, 10h: Sessão de autógrafos no estande da Baraúna.
Babi Dewet (“Sábado à Noite”) – Dia 11/08, 19h: Sessão de autógrafos no estande da Saraiva.

>>>Extra – Eventos

Bem, algumas editoras vão fazer eventos bem legais e embora esse não seja o tema dos posts, eu precisava comentá-los, haha.

No dia 10/08, às 19h, a jornalista Karina Andrade, da rádio 89fm, vai fazer um bate-papo com o tema “Literatura: você compartilha essa ideia?" no estande da Novo Conceito. Já no dia 11/08, às 16h, vai ter a festa de lançamento da editora Seguinte no estande da Companhia da Letras. Nós já falamos sobre aqui e parece se bem legal, vale a pena ir.

Esse evento é o melhor de todos: o Dia A Culpa é Das Estrelas. Bom, pelo especial #CulpaDoJohnGreen vocês devem ter percebido o quanto eu amo esse livro e a Intrínseca está fazendo de tudo para que muitas e muitas pessoas o leiam. Tanto que no dia 11/08 vão ter atividades, exibição de vídeos e bate-papo das 11h até às 19h no estande da editora e o mais legal: são os nerdfighters que estão organizando muitas coisas. :D

Então está terminado a agenda-de-coisas-legais-que-vão-acontecer-na-bienal-e-eu-iria-se-fosse-para-São-Paulo. *chora* Espero que vocês tenham gostado. Comentem aqui embaixo o que vocês gostariam de ir, se vão, etc.

Ah! Vale a pena ver a programação que o blog Who’s Tanny? fez, está bem legal. E o Livros & Citações também tem uma lista bem completa. Além disso, no Brilho das Estrelas já tem um "sneak peek" de como a Bienal está esse ano!

Parte 1, 2
Até! o/