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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

[Resenha] O Inverno das Fadas, de Carolina Munhóz

por João Pedro 
- Livro: O Inverno das Fadas
- Livro Único
- Autora: Carolina Munhóz
- Editora: Fantasy
- Comprar: Submarino, Extra, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica: 
Aparentemente tudo vai bem em Fairyland. Exceto para uma criatura em particular: Sophia, uma espécie rara de fada que inspira os seres humanos e alimenta-se de sua energia. Faz muito tempo desde que ela absorveu a vida de uma vítima, e essa falta de alimento a está deixando cada vez mais fraca. Sua única esperança é o surgimento de William, um jovem escritor que vem atormentando seus sonhos. Porém, logo após o primeiro encontro, Sophia percebe que ele não é como os outros (e outras) que ela já seduziu: há algo muito mais profundo em sua relação do que apenas atração física. O único problema é: como poderia uma “fada-vampira” se apaixonar, quando isso levaria seu amado à morte?

Lendo a sinopse, dá a sensação de que o romance será como outros tantos que vemos por aí hoje em dia: um ser místico e um ser humano se apaixonam, surge um amor de início impossível, mas que resulta num final feliz. No entanto, a autora vai além disso. “O Inverno das Fadas” é um livro cheio de referências e que, apesar de conter falhas quanto aos personagens e à narração, tem uma história bem bacana. Com certeza é uma leitura agradável e que atinge em cheio seu público alvo.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Olá, leitores do CC. Aqui é a Dana falando para anunciar essa resenha especial! Ela é colaboração do João Pedro, leitor aqui do blog. Me surpreendi e gostei bastante, espero que vocês também aproveitem. :)

“O Inverno das Fadas” é um livro bom, mas que poderia ser melhor. Houve algumas coisas mal aproveitadas e que empobreceram a história em alguns sentidos. Mesmo assim, a autora consegue prender o leitor do início ao fim com uma trama original e cheia de significados por trás das linhas.

O livro começa mostrando um pouco do mundo das fadas e seu funcionamento. Embora tenha sido uma boa escolha da autora trazer esta pequena introdução para apresentar o reino desconhecido ao leitor, a ideia foi um pouco mal executada. Há uma avalanche de informações pouco claras e que confundem bastante. Durante todo o livro há cenas importantes pouco detalhadas, enquanto outras não tão importantes assim (como o preparo de poções e execução de rituais) têm várias páginas de explicação. Os diálogos também são um pouco mecânicos, mas nada que comprometa muito o desenrolar da história.

O que ameniza um pouco esses pequenos defeitos são os elementos que a autora usa durante a escrita. Em cada fim de capítulo há uma frase de efeito, na maioria das vezes bastante inteligente, que deixa o leitor muito ansioso para ler o que acontece a seguir. Os títulos também são muito interessantes, cada um contendo o trecho de uma música em inglês – com a devida tradução embaixo – que se encaixam perfeitamente com o conteúdo do capítulo. Essas músicas são de artistas bem conhecidos, como Kelly Clarkson, Adele, Evanescence e Avril Lavigne, ótimos para o público-alvo do livro.

Os personagens também foram bem construídos, principalmente os dois protagonistas. Me senti realmente próximo deles, e torci a cada segundo para que os inúmeros conflitos e obstáculos em sua relação fossem resolvidos. O que faltou foi um maior aproveitamento dos personagens secundários, como o padre, a ex-namorada gótica de William e uma certa fada apaixonada, todos com grande potencial. Às vezes até sentimos que eles só aparecem para exercer uma determinada função no livro e depois não têm mais importância. É um pouco constrangedor.

Um dos pontos altos do livro é a ambientação. A história toda acontece em Keswick, uma cidadezinha da Inglaterra que tem por volta de cinco mil habitantes, e a autora soube como colocar no livro as características de uma cidade do interior. Foram inseridas coisas simples, como comidas típicas e tradições culturais, até características mais complexas, como a forte influência da religião na população. Tudo isso em cenários incrivelmente bonitos e muito bem colocados dentro da história. Merece aplausos.

Castlerigg Stone Circle, um dos principais cenários do livro. É ou não é mágico? *o*

Outra coisa legal é a originalidade quanto ao tema, que foge do estereótipo de fada que temos em mente.
“Quando se pensa em uma fada, logo se imagina uma vara de condão e feitiços para melhorar a vida das pessoas. Como na história de Cinderela. Só que ela [Sophia] não era o tipo de fada descrita nos contos com finais felizes.” - p. 235.
As fadas que vemos no livro são seres sedutores, perigosos e cheios de atitude. Isso, pelo menos pra mim, foi uma grande surpresa. Aliás, todo o livro foi uma surpresa. Eu realmente não esperava que ele fosse tão maduro. “O Inverno das Fadas” trata de muitos temas polêmicos que não vemos com muita frequência nos livros nacionais: drogas, suicídio, fama, sexualidade... Provoca muita reflexão no leitor. Eu até não indicaria muito pra que tem menos de 14 ou 15 anos, por causa das cenas picantes e pelos temas mais fortes.

Sobre a nota: O livro é muito bom e original, mas pelas falhas com a escrita, com os personagens e pelo final previsível, perde alguns pontinhos. Mesmo assim, se você gosta de um bom romance misturado com fantasia, não deixe de conferir. Vale super a pena (:

Classificação:
(3,5/5 conversinhas)

João Pedro F. Gomes, 16 anos, vive no interior de São Paulo e é estudante do ensino médio. Amante de literatura fantástica e YA, Harry Potter, The Voice, Taylor Swift e tudo que envolve cultura pop.

Mais histórias sobre esse tipo de fada? Veja:

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

[Resenha] Onde Habitam os Dragões, de James A. Owen

por Dana Martins
- Livro: Onde Habitam os Dragões
- As Crônicas de Imaginarium Geographica - Livro 1
- Autor: James A. Owen
- Editora: Underworld.
- No skoob










Mini-crítica:
"Onde Habitam os Dragões" é uma história de aventura como muitas que você conhece: O personagem acaba no mundo mágico, descobre que é escolhido para acabar com o mal, faz uma jornada e felizes para sempre. E vai ser apenas isso para muita gente. Mas e se todas as histórias que nós conhecemos (tudo, tipo: Mitologia Grega, Ditadura Militar, Senhor do Anéis, Viagem ao Centro da Terra...) fossem versões da mesma história? Em "Onde Habitam os Dragões" você vai conhecer o mundo que deu origem a tudo isso se você ficar atento às referências. O livro pode ser uma leitura leve para passar o tempo, ou mais divertido se você prestar atenção no que não está sendo dito. É quase como um livro para adultos escondido dentro de um livro para jovens. É um livro para leitores. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Esse livro eu comprei totalmente pela capa (e dei para o meu irmão, mas ainda assim...). Nem lembrava da existência dele, até chegar as férias e eu ficar numa vibe de medieval e esse ser o único que parecia ter a ver. Acabou que ele não tem quase nada de história medieval, mas valeu a pena mesmo assim.

Todos os livros lançados lá fora, aqui no Brasil só o primeiro. A história termina bem e não precisa de continuação, eu tenho apenas uma leve curiosidade para saber que novas histórias o autor vai misturar. 
Sinopse:A história se passa na época da primeira guerra mundial e começa em uma noite quando um assassinato acaba unindo três homens. Eles entram em um estranho navio, uma dragonave como eles descobrem, que cruza os limites da realidade e vai parar em um outro mundo, no Arquipélogo dos Sonhos. John, que havia apenas viajado para atender um chamado urgente de seu tutor, descobre que estava sendo treinado para se tornar o guardião do Imaginarium Geográfica, um livro com os mapas de todo o Arquipélogo, e que agora o futuro do lugar depende de suas habilidades como guardião. Habilidades essas que ele não tem, é claro. Porque não imaginava a real importância de seus estudos e negligenciou boa parte do aprendizado.

Bem, você já deve ter visto isso umas mil vezes. A história de alguém que cai em um buraco, entra em um armário, mergulha em um lago, pega um trem (...) e vai parar em algum tipo de mundo mágico. Nesse lugar, eles são destinados a passar por uma grande aventura para vencer o mal. E todos vivem felizes para sempre (até, muitas vezes, o próximo livro). "Onde Habitam os Dragões" não foge disso e, se você quer saber, às vezes é até bem clichê e fraco. É uma leitura rápida, para quem gosta de aventura e quer passar o tempo. Mas isso é só um lado da história.

Tem várias ilustrações no livro, tipo essa.
O autor pega várias histórias que nós conhecemos e une todas no que seria "a verdade sobre todas as histórias". Não com ambição de impor uma verdade sobre o resto, mas apenas para trazer uma nova perspectiva legal. Essas outras histórias são de tudo: fatos históricos (tipo primeira guerra mundial), mitos (tipo mitologia grega), histórias bíblicas (tipo a do Noé) e literatura (de Peter Pan a Nárnia).

Você pode me dizer: "Ué, Percy Jackson faz isso". Faz mesmo, mas o diferencial do livro do James A. Owen é que também mistura várias literaturas. De Harry Potter não tem (não que eu tenha visto, mas bem que poderia)... mas e se o mundo de Harry Potter realmente existisse? E ele tivesse a ver com o mundo de Senhor dos Anéis? Que também teria a ver com o mundo de Game of Thrones, que estaria ligado ao de Jogos Vorazes, que está ligado a Percy Jackson...

A linha do autor é: temos vários mitos e histórias que dizem a mesma coisa e parecem apenas versões (tipo mitologia grega vs. romana). E se a literatura (tipo Alice no País das Maravilhsas) tivesse o mesmo valor que esses mitos? E se esses livros de literatura fossem várias versões de uma mesma história? "Onde Habitam os Dragões" é essa história.

É uma pena que a narrativa do James A. Owen não seja tão brilhante quanto a dos vários autores que ele cita, mas é leve o suficiente para qualquer leitor atravessar tranquilamente (eu li em uma noite só). E, infelizmente, faz referência a livros mais clássicos/antigos (tipo Senhor dos Anéis), então muito leitor novo não vai pegar nada, passando direto até pelo Peter Pan.

Tenho que fazer um comentário extra sobre alguns "problemas" de evolução. De início, os personagens são quase estereótipos, alguns "romances" brotam do nada e o conflito do John, "protagonista", não convence. Algumas coisas entram na história por pura necessidade (não é muito conveniente que eles estejam aprendendo sobre tais seres, sendo que existem milhões pelo lugar, logo antes deles aparecerem?). Não é nada muito elaborado, mas o final até que consegue surpreender.
*Eu li esse livro antes do The Games e eles são tipo ao contrário. The Games te coloca na história para descobrir, Onde Habitam os Dragões joga história na sua cara (ou pelo menos parte da história, as referências estão muito bem escondidas). 

Esse livro eu indico para três tipos de pessoa: 1) A que está começando a ler e não vai perceber as referências, mas vai aproveitar a aventura e a narrativa simples; 2) Uma pessoa que já tenha lido mais e perceba as referências (principalmente se for clássicos ou algo tipo "Senhor dos Anéis" e "Nárnia"); e 3) Aquelas com espírito de aventura "que querem descobrir novos lugares" e sabem aproveitar o que encontram.

Sobre a nota: Para uma pessoa desatenta ou que não conhece as referências, a nota vai de 2,5 a 3 conversinhas (dependendo do quanto já leu e pode ser até mais). Eu vou dar 4 porque a forma como ele encaixa as referências é muito boa. Não é como se você tivesse lendo um livro, é como se você tivesse lendo uma parte de muitos outros livros e para entender o que está acontecendo precisa ter ideia geral. Não conhecer as referências é tipo começar por "Harry Potter e as Relíquias da Morte" e tentar entender o que é Hogwarts, horcruxes, RAB (...).


Classificação:

(4/5 conversinhas)

domingo, 8 de julho de 2012

Iniciação: Durarara!!

por Thaísa Escudero*

O post de hoje não é de um livro, filme ou série de TV e sim de um anime, algo que ainda não falamos aqui no blog. Ele foi feito pela Thaísa, uma amiga minha, que de vez em quando vai entrar na nossa conversa para falar sobre animes, mangás e o que mais der vontade. Hoje ela disseca o anime "Durarara!!" (comentário aleatório: toda hora me enrolo falando e escrevendo o título XD), veja a ficha técnica abaixo e o que a Thaísa achou depois do "pulo".
Ficha técnica
Autor:  Ryohgo Narita
Estúdio: Brains Base
Direção: Takahiro Omori
Episódios: 24 +2 especiais
Ano: 2010
Dubladores: Masaomi Kida: Miyano Mamoru / Shizuo Heiwajima: Daisuke Ono / Mikado Ryugamine: Toshiyuki Toyonaga  / Anri Sonohara: Kana Hanazawa  / Celty Sturlson: Miyuki Sawashiro / Shinra Kishitani: Jun Fukuyama  / Izaya Orihara:  Hiroshi Kamiya / Simon: Takaya Kuroda


Ikebukuro, bairro de Tóquio, capital do Japão. É aí onde tudo acontece.

Durarara começou de uma Light Novel publicado em 2004, ganhando um mangá em 2009 na Monthly GFantansy, e em 2010 seu anime.

Vamos juntar uma motoqueira fantasma, um informante, sushi, um aluno transferido e mais um monte de outras coisas normais e anormais, amarrar todas elas perfeitamente de modo criativo e contar uma história. Apresento-lhes “Durarara!!”. 

É difícil fazer uma sinopse de drrr (apelido carinhoso abreviação) porque são muitos plots envolvidos, fazendo isso, um spoiler poderia ser liberado. Mas posso dizer como a história começa: Mikado Ryugamine, um estudante do interior se muda para Tóquio para estudar a convite do amigo de infância Masaomi Kida. Kida apresenta a cidade à Mikado, que fica radiante com a imensidão da cidade grande. O interessa aumenta mais ainda quando eles cruzam com a famosa lenda urbana do bairro: A Motoqueira Fantasma. Porém, outras coisas estão acontecendo enquanto eles vivem suas vidas...


Em Drrr, não há um protagonista concreto
“HÃ? Como assim?”
CALMA, Vamos rever como reconhecemos um protagonista: Ele é o que mais aparece, em geral, a história é desenvolvida com base nele, é ele que faz acontecer... Enfim, acho que todos sabem o que é um protagonista. Em “Durarara” não é tão claro assim. 


Na verdade, podemos dizer que é o Mikado, claro, mas você chega a ficar em dúvida em alguns pontos da história sobre quem é o protagonista de verdade. A história não gira em torno dele e ele não tem um objetivo para dar o “fim da história”. Há até alguns que digam que a Celty é a protagonista. É até plausível acharem isso, mas ninguém pode afirmar com total certeza. Meio confuso? É... assistindo, vocês entenderão melhor.


Tudo de interliga; é isso que acontece em “Durarara!!”.
Os três primeiros episódios são uma introdução geral aos personagens e à atmosfera da cidade. Logo depois, vêm as histórias individuais dos personagens e as suas vidas, narradas pelos mesmos, misturados com episódios comuns, que vão até mais ou menos o episódio 8-9, Isso mesmo, a história só começa a se desenrolar por aí.

Mas sem preguiça, lembra que tudo se interliga? Nesses episódios são mostrados vários detalhes que vão ajudar você a conseguir resolver os mistérios da trama ao longo dos episódios. Na verdade, várias coisas são jogadas na sua cara, e você que se vire para entender esse começo, mas tudo é devidamente explicado por conta do “tudo de interliga”... Todos os acontecimentos e detalhes mais cedo ou mais tarde irão se ligar por meras coincidências (ou armações) da vida já que todos convivem no mesmo lugar e acabam se topando (mundo pequeno né?) sem você esperar, causando desfechos inesperados, emocionantes e te mantendo vidrado na trama.


Os personagens são outro charme de “Durarara!!”
O anime tem uma boa quantidade de personagens e eles têm personalidades distintas, únicas e carisma, fazendo você odiar uns e amar outros.

Temos um negro russo carismático descendente de afro-americano vendendo sushi. Um barman que quando fica com raiva joga, literalmente, as coisas para o alto, e tem como alvo preferido um charmoso informante da cidade. Também temos um casal de otakus super divertido, um cara feliz que guarda um passado escuro, uma garota tímida e retraída, um médico do submundo, uma dullahan* conhecida como lenda urbana da cidade que anda de moto preta e se comunica através de um celular... E vários outros.
* “O Durahan, também chamado de Dullahan e Gan Ceann, é um tipo de criatura lendária imortal proveniente da mitologia irlandesa. Ele não tem cabeça e geralmente é visto montado num cavalo negro, também sem cabeça, e carregando sua própria cabeça nos braços.” 

O autor consegue amarrar todos esses personagens de uma maneira surpreendente na trama. Dando destaque e desenvolvendo cada personagem quando se deve.


Quanto ao lado técnico, o anime não faz feio!
O traço é simples e a animação bem fluída, maravilhosa nos primeiros episódios e decaindo a qualidade conforme o tempo, nada muito absurdo, ocorrendo somente aqueles errinhos comuns de distorção de traço em uma cena mais agitada.

As cores e os cenários da cidade são extremamente realísticos, em todos os mínimos detalhes, o que vemos, na maioria das vezes é realmente Ikebukuro, grande maioria das locações mostradas no anime realmente existem (como as imagens abaixo)! Há quem diga que existem até as máquinas que o barman preferido dos fãs joga por aí. 


Outro ponto para destacar é o trabalho dos dubladores. Um elenco principal experiente, famoso, que realmente dão vida aos personagens. O dublador do Kida, Miyano Mamoru, é excelente exemplo (ele é um dos meus seiyuus preferidos) porque consegue dar vida total ao Kida.

E mais, até os sons do anime são realísticos! O barulho da moto de Celty é incrivelmente real, essa junção soberba de cenário e sons tornam toda a atmosfera do bairro única, como em nenhum outro anime.

Falando em sons, tem a linda e maravilhosa trilha sonora. Não tem como elas passarem despercebidas enquanto você assiste o anime, as trilhas são marcantes e bem diferenciadas uma das outras e de qualquer outro anime. Os temas de abertura e encerramento são TÃO viciantes que em pouco tempo você fica com elas na cabeça e quando se da conta já está cantando.  

Nas aberturas, são mostrados resumos de algum fato do anime que irá se refletir no episódio assistido enquanto uma parte instrumental da música toca ao fundo. Espero que ninguém chegue ao ponto de quando estiverem escutando a música inteira e chegar nessa parte da abertura, escutar as vozes nos personagens como eu. Sério.

Er, continuando... Outro detalhe técnico é o fato dos figurantes serem cinza, uma maneira de economizar dinheiro? É, pode ser. Mas essa jogada destaca os personagens que estão interagindo na história, e mais para frente, esses personagens cinza contribuem para uma das cenas mais impactantes do anime, uma das minhas preferidas, aliás.


Para os mais experientes em animes, também é divertido prestar atenção nos pôsteres que tem pela cidade, pois cada um deles é uma referência à algum anime, Walker e Karisawa também fazem muitas referências enquanto conversam. São tantas referências que você nem presta atenção, animes como “Darker Than Black”, “Shakugan no Shana”, “Baccano”, “Jikogu Shoujo”, “Toradora”, “Accel World” e vários que nem eu percebi. Sem falar das mais descaradas como o imenso telão animado que mostra uma cena de “Kuroshitsuji II”, Walker e Karisawa brincando com os bonequinhos da Shana (“Shakugan no Shana”) e da Taiga (“Toradora”) e os cosplays de “Baccano” no episódio 10.

É uma diversão à parte, que no máximo não te deixará entender as citações do Walker e da Karisawa, nada que altere a compreensão da história.


O Sushi Especial do cardápio do Russian Sushi se chama durarararara[...]-okn

Ação, comédia, alguma bizarrices, mistérios, personagens interessantes, desfechos emocionantes, ótimo lado técnico, um pouco de romance, criatividade e originalidade, você encontra tudo nesse anime. Ele é ideal para quem quer alguma coisa diferente. A segunda temporada só é um pouco mais fraca do que a primeira. Não é ruim, mas a primeira é muito melhor. Necessita de uma continuação urgentemente.

Para continuar a acompanhar drrr:
Tanto a Light Novel quanto o mangá são difíceis de achar algum material completo, ainda mais em português. Você pode ler alguns capítulos da Light Novel aqui em inglês. Mas um aviso: não estão com todos os volumes completos, talvez se você procurar ache capítulos soltos. Você pode ler o mangá online até o capítulo 14, neste link em português, mas essa parte já é representada no anime. Infelizmente só achei muito mal alguns pouquíssimos capítulos soltos ou raws ainda em japonês. Sinceramente não sei por que essa dificuldade, já que o mangá é publicado na mesma revista que “Kuroshitsuji”.

Mas você pode comprar os 3 primeiros volumes do mangá em inglês no Book Depository E não sei quanto aos outros 2 volumes, mas o primeiro vem com um pôster colorido do Shizuo e do Izaya! Se alguém quiser me dar de presente, agradeço. E se conseguirem achar algum link bom para ler ambos, poste aqui, ^^

Para terminar, fiquem com a primeira abertura do anime, aqui.


*Thaísa Escudero tem 14 anos e é estudante do ensino fundamental. Fã de animes, mangás e tudo que envolva a cultura japonesa, sonha em viajar para o Japão e conhecer tudo isso de perto. Twitter. Facebook.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

[Resenha] Branca de Neve e o Caçador, filme

por Dana Martins


- Filme: "Branca de Neve e o Caçador"
- Snow White and the Huntsman (2012)
- Direção: Rupert Sanders
- Atores: Charlize Theron, Chris Hemsworth, Kristen Stewart, Sam Claflin...
- Ação/Aventura/Drama - 12 anos - 127 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 1 de junho de 2012







Mini-crítica: 
Esse pode ser considerado o famoso "filme pipoca", mas com cara de filme que deve ser levado a sério. "Brance de Neve e o Caçador" traz uma nova visão da história da Branca de Neve. Dessa vez, o caçador mandado pela Rainha (Má) acaba se aliando à Branca de Neve e decide protegê-la no caminho para reconquistar o reino. A história em si, você já conhece, o diferencial mesmo é essa alteração na importância do Caçador e todo o clima sombrio reproduzido nos cenários do filme. Vale para juntar os amigos e se divertir vendo um monte de atores famosos em papeis já conhecidos (aliás, o príncipe encantado foi mandado para escanteio e temos uma espécie de Robin Hood, porque não poderia faltar um arqueiro num filme medieval hoje em dia). O filme poderia ter sido épico, mas já vale a pena como muito bom.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Entre os filmes da lista dos que queríamos ver em 2012 (CCTV #12) esse era um dos que eu mais esperava. Os motivos são muitos: Por ser a história da Branca de Neve, eu já gostava. Como eu estava assistindo Once Upon A Time, sentia mais vontade de ver ainda. Para completar, ainda é uma releitura de aspecto sombrio e com atores que eu gosto.

Foi estranho assistir porque eu não sabia definir muito se eu estava gostando. Para você ter ideia, no dia seguinte eu estava gostando mais do que na hora. Acho que isso foi porque "Branca de Neve e o Caçador" é um filme que poderia ter sido épico, mas ficou apenas como muito bom e para divertir. Aqui vou tentar explicar o motivo.

Bem, acho que a história todo mundo sabe, né? O pai da garota é assassinado pela madrasta, que toma conta do reino e isola a Branca de Neve. Pelo menos até o Espelho falar que a Branca de Neve é mais bonita que a Rainha (Má). Depois disso, começa a busca para tentar matar a garota enquanto ela passeia por aí deslumbrando os outros com sua inocência e conhecendo anões. O final é o de sempre, com príncipe encantado e essas coisas.

A diferença aqui começa quando o caçador ganha um destaque maior. Em vez de largar a menina, ele acaba virando um protetor dela enquanto eles buscam um modo de salvar o reino e vencer a Rainha.

Além dessa pequena alteração que traz algumas surpresas para a história já conhecida, há um enorme cuidado com a imagem do filme, que quer mostrar um lado mais sombrio. Esses dois momentos inventivos poderiam levar a um grande filme, se tivesse dado certo.

O problema aqui não é que o filme seja ruim, ficou até muito bom, mas é que tem falhas. A primeira pode ser traduzida por algo que eu pensei enquanto assistia: "Por que está correndo tanto? Não é nem a adaptação de um livro gigante, até a Disney fez isso direito". Vai ter uma guerra, aí já acabou, aí a mulher vai casar, já casou, o rei já morreu, a Branca de Neve já tentou fugir, deu errado... e é assim até depois do caçador encontrar ela. "Jogos Vorazes", por exemplo, foi corrido, mas é porque tinha muito detalhe para contar e eles ainda colocavam tudo nas entrelinhas (com duas cenas eles diziam três coisas por causa da forma que conectavam e tal). Já esse início da história da Branca de Neve? Ficou simplesmente corrido.

O segundo problema é que faltou consistência. Por acaso, algo bem parecido com o livro que eu tinha acabado de ler*, que é como se falasse "olha, os personagens se amam", mas você não vê nenhum amor acontecer. Em "Branca de Neve e o Caçador" você entende as motivações dos personagens, mas não é como se isso fosse trabalhado a ponto de ser real. No máximo, a Rainha que tem suas partes praticamente sozinha e o Caçador, que já não chega a ser satisfatória por causa da próxima "falha".
*Se quiser saber: Imortal, da Gillian Shields.

Não sei se foi má atuação, se foi falta de química, se foi um exagero na vontade de fazer um filme "frio"... a questão é que não tinha uma conexão exata entre os personagens (a maior que eu vi foi entre a Kristen e o pedaço de galho no final HUAH eu só precisava citar isso, reparem na cena do trono). Por exemplo, o caçador se aproxima da Branca de Neve por causa da relação que ele faz com a esposa que morreu, mas a) ele estava muito bêbado, ou b) ele estava muito desesperado; porque aquela Branca de Neve não tinha muito a ver com a mulher que ele descrevia. Fora algumas poucas partes, não parecia nem que a Branca de Neve lembrava dele ali.

Só para comentar sobre a escolha da Kristen*: acho que fez sentido para o propósito do filme de ser mais sombrio não pegar uma Branca de Neve saltitante nem uma fofinha como a Ginnifer Goodwin de Once Upon A Time. A ideia, eu imagino, é pegar mesmo uma Branca de Neve meio "dark", mas não deu certo. Um exemplo: a cena do "discurso" dela, que deveria fazer você levantar da cadeira e ir para luta junto, eu não senti absolutamente nada**. Muito mais fácil as pessoas se ajoelharem para o Loki no discurso de "Os Vingadores" (e não é só por ser o Tom Hiddleston...).
*Só para deixar claro que eu adoro a Kristen Stewart, já assisti vários filme com ela e gostei, mas dessa vez não deu. 
**Falando a garota que ficou até arrepiada vendo Battleship. 

Agora, se você não for muito exigente (juro que eu não sou!) e deixar esses detalhes passar, dá para aproveitar muito o filme. Para você ter ideia, enquanto eu estava pensando "Acho que o filme é ruim...", meu amigo me veio com "Esse filme está muito bom, aposto que vai ter alguma coisa para estragar" (acabou que não teve, segundo ele). Então, acho que dá para aproveitar bastante. Principalmente se você considerar apenas como entretenimento e levar os amigos para fazer piadas (tipo imaginar o Thor e a Bela ali), mais de uma vez o cinema todo riu de alguma situação no filme.

Branca de Neve e o Caçador e Games
Uma coisa que me chamou atenção enquanto eu assistia é que parecia um jogo de videogame. Na verdade, logo que o filme começou eu falei para o meu amigo "olha, parece a introdução de um jogo". Depois com as evoluções de cenários também fazia lembrar, tipo a parte em que eles encontram umas mulheres no meio do mato. Relacionado às próprias mulheres, com cicatrizes embaixo dos olhos, há o cuidado com uma imagem atraente e algo até "cool", que aparece em muitos jogos. Ah, aliás, nos próprios jogos você não há muito o desenvolvimento das coisas que são ditas ("ele é um cara sensível e atortoado depois de perder a família" - passa a maior parte do jogo atirando nas outras pessoas e destruindo lugares). Com certeza, seria mais legal jogar "Branca de Neve e o Caçador" co-op (um é a Branca de Neve e o outro do Caçador) do que assistir (nesse caso, é só jogar um monte de atores famosos para o filme se sustentar).

Branca de Neve e o Caçador vs. Harry Potter vs. Senhor dos Anéis vs. Nárnia vs. ...
Desafio você a assistir "Branca de Neve e o Caçador" inteiro e não lembrar em nenhum momento de algum dos outros títulos citados (se você já assistiu algum filme dos outros, né?). Eu não sei até que ponto é cópia, eferência estilo homenagem ou apenas "vamos jogar elementos conhecidos para a pessoa se familiarizar e gostar mais do filme", é complicado distinguir os limites. De qualquer forma, se prepare para encontrar várias imagens que você já viu em algum outro lugar (e não estou falando do filme da Branca de Neve da Disney). Só achei que não poderia colocar uma resenha sem dar um espaço para comentar isso. Se alguém quiser comentar em quais reparou. :)


O problema do filme é mais o que ele poderia ter sido e não foi do que o que ele realmente é, então 4 conversinhas é o bastante. :)

Classificação:
(4/5 conversinhas)