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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ser fã é lucrativo: Top 5 de celebridades-fãs


Os seus problemas acabaram e isso aqui não é nem um programa de comédia. Agora quando alguém falar que você está perdendo tempo sendo fã, você vai ter um bom contra-argumento. Essa aqui é uma lista de pessoas que através de sua devoção de fã conseguiram se dar bem na vida.

Encontramos um top 5 bem legal (e com boas surpresas, coisas que eu nem imaginava) no Cracked, então decidimos fazer uma versão traduzida, com comentários nossos e detalhes que nós fomos lembrando, além de acrescentar gente que nós conhecemos. Se você acha que o seu fanatismo é difícil de gerar dinheiro, esqueça isso. Não importa do que você seja fã, dá pra plantar uma árvore de grana e fama em cima. Seja a partir de obsessões por filmes, livros, séries ou até videogames.

5- O gamer viciado que foi parar no jogo


Os dedos podem doer depois de horas apertando botão, ou a bunda de tanto ficar sentado. Mas o que realmente incomoda é aquele falatório de "larga esse videogame!". Seth Killian simplesmente passou por cima disso. 

Hoje em dia vocês podem conhecer ele como... o chefão Seth, em Street Fighter IV


...ou como um funcionário da Capcom.

Como ele chegou lá?

Seth Killian foi um dos milhares de jogadores viciados em Street Fighter II na época da moda, mas ele levou um pouco mais a sério. Seth ficou tão bom no jogo que passou a participar de competições e, quando isso não foi suficiente, começou a organizar os próprios torneios.

Foi nesse ponto que ele entrou numa longa jornada para tentar convencer a Capcom a patrocinar seus eventos. Imagine as editoras brasileiras antes da internet. Pois é. O resultado foi frustração.

Ainda assim, Seth continuou a desenvolver suas habilidades como gamer e fazer seus torneios. Até que, anos depois, ocorreu uma mudança administrativa na Capcom e eles decidiram que era hora de fazer as coisas de modo diferente. Qual foi uma das medidas? Ir atrás de seu maior fã e oferecer um emprego.

É claro que nesse ponto o Seth já tinha pego raiva da Capcom e negou a proposta. E foi aí que eles falaram qual seria o pequeno projeto no qual Seth trabalharia: Street Fighter IV.

Hoje Seth Killian é diretor de estratégia, entre outras coisas, dos jogos da Capcom e prefere que seus amigos o chamem de S-Kill. Ah, e ainda virou o chefão do Street Fighter IV. 


Curiosidade: o corpo do personagem foi modelado de acordo com o tamanho exato do Seth.

4- A fã de Harry Potter que não estava tão no mundo da lua assim. Ou estava...


Imagine só aquela criancinha de 11 anos com um cosplay feito na base de canetinha em uma fila imensa esperando para ganhar autógrafo do livro recém-lançado. Quem diria que esse trabalho todo dado aos pais levaria Evanna Lynch a ser uma das principais estrelas do filme de Harry Potter?


Como ela chegou lá?

Anos antes de conseguir seu papel como Luna Lovegood, a pequena Evanna Lynch já aparecia nas páginas de jornal por seu fanatismo. Ela era só uma estudante irlandesa qualquer que adorava Harry Potter e queria acampar para o lançamento de A Ordem da Fênix, mas seus planos foram interrompidos porque ela foi hospitalizada. Incansável, a pequena Evanna Lynch fez os pais e os médicos concordarem em deixar elas sair por uma hora para se arrumar e ir para a fila conseguir um livro autografado.

Evanna era esse tipo de fã tão viciado que deu nomes dos personagens para os próprios bichos de estimação e que encheu tanto o quarto de pôsters que até bloqueavam a luz(!). 

Então, anos depois, quando começaram a fazer os testes de elenco para a personagem Luna Lovegood, ela decidiu tentar... junto com provavelmente cada garota adolescente num raio de mil quilômetros. A fila para audição se esticava por uma dúzia de blocos e consistia em mais de 15.000 potenciais Lunas entusiasmadas. Mas parece que uma tímida menina irlandesa tinha o fangirl power a seu favor.


Evanna surpreendeu a todos no seu teste com a interpretação, mas com foi sua atenção aos detalhes que ela realmente conquistou o papel. Ela fez questão de se vestir de uma maneira tão peculiar quanto a Luna se vestiria e até fez brincos de rabanetes (que depois eles deixaram ela usar no filme!). 

Desde então, Evanna Lynch tem sido elogiada como uma das melhores atrizes em uma série de filmes que conta com a maioria dos grandes atores britânicos. Talvez os outros teriam feito melhor se tivessem praticado as falas com um gato chamado Dumbledore.

Fãs uma vez... Será que a Evanna consegue um papel em Jogos Vorazes? Eu não teria nada contra.

3- O menino que entrou para o Esquadrão Classe A


Você provavelmente brincou de alguma coisa no jardim quando era pequeno. Era um dos Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers, 007... ou talvez tentasse se tornar um mestre pokémon. Mas e se, por acaso, você acabasse virando realmente o novo 007? Essa é a história do Sharlto Copley. 

Ele era uma criança da década de 80 muito muito muito viciada em Esquadrão Classe A que 25 anos depois virou um dos personagens no reboot. 

Só para refrescar a memória: ele é o protagonista daquele filme de alienígenas na África do Sul, o Distrito 9.
Como ele chegou lá?

Para começar, Sharlto Copley não é um ator. Não realmente, ele não planejou fazer filmes. Ele só era amigo do diretor de Distrito 9 e conseguiu fazer o filme basicamente sendo ele mesmo. Sharlto Copley improvisou todas as frases durante a gravação do filme.

Ele comemorando o aniversário... do personagem.
Mas a ambição de vida do Copley nunca fui estrelar um filme cult de ficção científica. Quando ele era criança, tinha uma obsessão diferente: a série Esquadrão Classe A. Se você não cresceu na década de 80 não faz ideia do sucesso que era. E ele, como todos os outros dessa lista, levou a sério demais. Na escola, ele e os amigos até criaram o próprio Esquadrão Classe A e venceram um Esquadrão rival. 

Mas a série acabou, ele cresceu, acabou estrelando Distrito 9... e enquanto divulgava o filme ouviu falar que Hollywood estava planejando fazer um remake de Esquadrão Classe A. Melhor ainda: ouviu falar que eles ainda não haviam contratado um ator para Murdock, sue personagem preferido.

Então ele fez exatamente o que vinha fazendo: improvisou. Gravou uma fita de audição no quarto do hotel interpretando o Murdock e causando confusão com um cachorro invisível. Sharlto Copley não tinha nada a ver com o ator que eles estavam procurando, mas Dwight Schults (que fez Murdock na primeira versão) gostou tanto que insistiu para que chamassem o Sharlto. 

Resumindo: Sharlto Copley passou a infância brincando de Esquadrão Classe A e 25 anos depois recebeu milhões para fazer a mesma coisa - e entrar no tapete vermelho em um tanque.


Sonhos 1, realidade 0. 

2-  O Geek que virou o Doctor Who


Temos aqui o clássico viciado, um dos mais fáceis de se reconhecer. Aquele que fala tanto tanto que ninguém mais aguenta. Imagine aquele fã de Jogos Vorazes que até os professores já sabem o que é Peeniss, ou eu com o meu novo vício de Avatar dividindo as pessoas em dobradores de água/fogo/terra/ar. Agora imagine alguém muito mais viciado do que isso: está chegando perto de David McDonald.

De fã viciado em Doctor Who... ele virou o próprio Doctor.

Como ele chegou lá?

Recentemente Doctor Who venceu Star Trek como série de ficção científica passando por mais tempo. Mais atores interpretaram o papel de Doctor do que o de James Bond. E na década de 70 quando o quarto Doctor (Tom Baker) protagonizava a série, seu maior fã no universo era uma criança geek chamada David McDonald.

ele tinha até um cachecol igual a esse
Mas era uma criança talentosa, mesmo que canalizasse todo esse talento para falar até não poder mais sobre Doctor Who  (um professor ainda tem um de seus trabalhos, intitulado "Intergalactic Overload", no qual ele fala sobre ter ficado obcecado em se tornar o "Time Lord"). David entrou para uma escola de teatro e só porque lá já tinha um cara chamado David McDonald, ele mudou o nome para... David Tennant. Agora faz sentido?


Como você deve imaginar, não foi a mudança de nome que garantiu o papel. Tudo começou mais ou menos enquanto ele trabalhava em uma peça teatral de rádio e ficou sabendo do que estava acontecendo no estúdio ao lado: o desenvolvimento de uma animação de Doctor Who que tentava reviver a série depois de 14 anos. Essa foi a chance do David Tennant. Ele se meteu no meio da produção e convenceu o diretor a dar a ele um pequeno papel.

Agora que já estava com o pé na porta, foi só um passo. Ele fez a audição para ser o novo Doctor e... perdeu para Christopher Eccleston. Mas um ano depois quando o Christopher saiu ele foi chamado. David Tennant foi votado a melhor versão de todos os tempos pelos fãs, o que faz sentido, porque ele conhece o personagem melhor do que qualquer um na história do universo.

E, como se isso tudo não fosse demais para a realidade, David Tennant ainda casou com a filha do Peter Davison, o quinto Doctor.

1-  E. L. James e a a fanfic que virou livro


Se você conhece um pouco do que tem acontecido no mundo literário, provavelmente já ouviu falar de "50 Tons de Cinza", o livro "erótico" que está roubando o primeiro lugar nas listas de mais vendidos e fazendo as editoras perceberem que sexo vende. Efeito parecido com o de um livro que talvez você conheça, chamado "Crepúsculo", que mostrou que sobrenatural e romance é uma combinação lucrativa.

O que muita gente não sabe é que "50 Tons de Cinza" começou como uma adaptação da história da Bella e do Edward publicada na internet. Uma fanfic para maiores de 18. Isso mesmo, uma dessas milhões de histórias espalhadas pela internet e escritas por milhões de fãs obcecados no mundo inteiro.

Como ela chegou lá?

E. L. James te seduz
Erika Leonard James, que também atende pelo pseudônimo E. L. James, sofria a famosa síndrome de dona de casa moderna (a mesma da Stephenie Meyer). Cansada da vida que levava, com filhos para cuidar e blablabla, ela encontrou em Crepúsculo, como milhões de pessoas, um vício incontrolável.

E, como qualquer fã com boa imaginação e uma obsessão, começou a escrever. Quando descobriu o mundo das fics, só ficou mais à vontade ainda e começou a publicar. Em nenhum momento ninguém tenta negar: os personagens principais de 50 Tons de Cinza são Bella e Edward em um mundo real realizando todas as fantasias sexuais de uma mulher de quase 50 anos que encontrou na internet um modo de "sacudir" a vida.

Como resultado, a fic fez tanto sucesso e confusão (por causa do conteúdo com os nomes do personagem de Crepúsculo) que ela passou tudo para o próprio site com uma nova formulação e publicou como um livro. Uma vez publicado, a fama de suas histórias se espalhou mais ainda até o que conhecemos hoje em dia.


Quem diria que ficar sonhando com os seus personagens preferidos poderia te levar para o topo dos mais vendidos?


E tem mais gente

Além desse pessoal todo que a gente citou, ainda tem muita gente por aí fazendo dinheiro com o seu fanatismo. Para você ter uma noção de como a coisa é rentável,  temos casos parecidos com a literatura YA do momento, vocalista de banda cover indo pra banda original e até outro caso de fanfic.

Quem leu e é fã de Jogos Vorazes pode começar a se animar: você pode estar no próximo filme da saga!  E se você acha que é impossível, pode ter certeza que essa palavra não existe no vocabulário de Isabelle Fuhrman, a Clove do primeiro filme (tudo bem que ela já era atriz, lembram de "A Órfã"?). Ela já era fã dos livros daquelas que lê mil vezes antes de ser chamada - e continua lendo, como  mostrou na entrevista à MTV brasileira.

Outra que também caminhou pelos campos férteis da literatura foi Cassandra Clare, autora de Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos. Assim como E.L. James, Cassandra tinha uma obsessão desmedida por seu livro favorito (Harry Potter) e na época era conhecida por suas fics da Draco Triology até aqui no Brasil. Por isso que muita gente encontra até hoje semelhanças inegáveis entre as duas histórias, muito embora não dê pra  dizer que é uma cópia. Atualmente o livro está até sendo adaptado para o cinema,

E na música? Temos o músico Tim Owens, vocalista da banda de metal Judas Priest*. Ele era do tipo adolescente fanático pelo grupo, começou a própria banda cover e imitava nos mínimos detalhes o Rob Halford, o vocalista na época. Foi tão reconhecido que quando surgiu a "vaga" de vocalista, não tinha ninguém melhor do que um cara que estava treinando para isso há anos. Imagina só crescer fã da banda e depois entrar pra ela?
*esse é original do top 5 do Cracked, que nós trocamos.

Se pesquisarmos, vamos encontrar por aí muitas outras pessoas que eram fãs e ficaram famosas por isso, seja fazendo parte do que idolatra ou simplesmente ganhando dinheiro. Até aqui no Brasil. Lembram da Babi Dewet? O livro dela Sábado à Noite era uma fanfic de McFly. Até a última vez que eu vi, ela não fazia parte da banda, mas se você conhece o nome dela com certeza é fruto dessa "vida de fã".


Agora você pode dizer pra sua mãe que ser fã é uma coisa saudável e até aconselhável. Ao que parece, é o modo mais divertido de enriquecer. Lembrou de alguém que também era fã e ficou famoso? Comente!  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

[Resenha] The Games, de Ted Kosmatka

por Dana Martins
- Livro: The Games
- Livro Único, até que se diga o contrário
- Autor: Ted Kosmatka
- Editora: Del Rey
- No skoob
OBS: o livro foi lançado em março lá fora, ainda não há precisão para lançar aqui e por ser ficção científica acho até difícil isso acontecer. :/







Mini-crítica: 
Em um futuro não muito longe, a genética vive sua era de ouro e a criação de "mutantes" virou competição. Nas Olimpíadas os países colocam suas criações em uma arena para lutarem como gladiadores e a vitória significa poder. Contudo, o cenário acaba de mudar. Um supercomputador cria a "fórmula" do competidor americano e junto com o Silas, a Vidonia e o Ben, você vai ter que se virar para entender o que é essa estranha criatura a tempo de vencer a competição. Não é a YA, é muito mais ficção científica. Particularmente, gostei bastante desse mashup de alienígenas com manipulação genética, sem falar da possibilidade da realidade virtual com o supercomputador que cria uma ponte com livros tipo "Neuromancer" (ou o filme "Matrix", ou o livro "Jogador Número 1"). E não se engane: o livro tem muito conteúdo para se discutir. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Vou confessar que boa parte do que me chamou atenção nesse livro foi a capa. Livro desconhecido americano com capa no mínimo bem feita é algo meio raro. Depois eu li a sinopse por cima... algo de mutantes, arena e luta para sobreviver. Fiquei com uns pés atrás por causa da semelhança com Jogos Vorazes (o próprio nome do livro é "The Games"!), mas ao mesmo tempo a perspectiva mais próxima da ficção científica (+ capa) me ganharam. Não custava tentar, não poderia ser tão ruim assim...

E não foi.

O livro se mostrou bem diferente do que eu imaginei e bem diferente de Jogos Vorazes (apesar de que tenho 90% de certeza de que teve alguma inspiração aí, vou falar disso depois). O que eu mais gostei foi que a história é parecida com a maioria desses YA, mas se desenvolve de modo bem diferente. Foi alivio me afastar da mesmice.

Universo
The Games acontece em futuro que não está tão longe assim. Nessa época, a ciência genética já se desenvolveu o suficiente para manipular genes e criar seres diferentes. É a chamada "época de ouro da genética", quando os estudos estão avançando mais do que nunca. Só que isso começou a causar alguns problemas: uma alteração em uma pessoa aqui, outra alteração ali... Se não houver um motivo para concentrar os estudos, sabe lá para que essa manipulação genética pode ser utilizada. E qual a alternativa encontrada?

Placar Olimpíadas Londres 2012 - Você acha que é só por causa dos esportes que o resultado é esse?
Olimpíadas. Todo mundo que conhece um pouco de História sabe que a guerra foi a maior impulsionadora de pesquisas científicas. Mas em um mundo com armas como a bomba atômica não dá para se permitir a guerra desfreada, é assim que ela acaba se transformando em uma competição olímpica. Isso mesmo. Esses jogos.

A cada olímpiadas os geneticistas dos países participantes colocam em uma arena seus gladiadores. A regra é simples: o último que sobreviver vence. A vitória garante ao país posição de privilégio na ordem mundial.

Sinopse
Até o momento, os Estados Unidos venceu todas as competições de mutantes nas Olimpíadas. E o geneticista Silas, chefe da equipe americana, aproveita o status por suas criações. Ou pelo menos aproveitava, porque dessa vez o design escolhido pela comissão foi o criado por um supercomputador que ninguém sabe como funciona. Agora ele precisa se virar para entender o que é esse ser que ele está criando enquanto lida com a pressão de entregar um gladiador medalha de ouro.

Análise
Eu quis fazer essa introdução maior para vocês terem ideia (direto) do que é o livro. Não é Jogos Vorazes, a parte dos jogos no livro é mínima e bem diferente. Eu também acrescentei essa comparação (guerra X desenvolvimento científico) que não está explícita no livro e é apenas uma das perspectivas que você pode encontrar.

Esse não é um livro 100%, acho que muitas pessoas poderiam ler e não gostar (não foi o meu caso). Acho que o problema que essas pessoas vão encontrar é o desenvolvimento dos próprios personagens, que recebem algum grau de profundidade, mas não são tudo aquilo. Na verdade, dá para dizer que o protagonista da história não é nem um personagem, é o mistério: O que nós estamos criando?

Ou seja, essa mudança no modo de desenvolver a história pode desanimar os mais conservadores. No entanto, para nós, brasileiros, há uma surpresa quando se trata de personagens. Uma dos dois personagens principais é brasileira!

Conheça a personagem brasileira: Parte do meu interesse no livro era ficar criticando como ela era retratada*. Acho que ficou no 70%. Os 30% foram perdidos em 1)  coisas sem sentido, tipo o nome dela: Vidonia João. Nunca vi esse nome por aqui (desculpa se você for Vidonia), mas esse eu tinha deixado passar, até encontrar uma frase em português no final (imagino que tenha sido português) que não fez sentido. Por um lado, isso é válido porque aproxima a interpretação da de quem leu em inglês e não entendeu nada. Por outro, poderia ter feito mais do que usar o Google Tradutor, né? Agora 2) a segunda parte dos problemas dessa brasileira é o estereótipo. Negra, da favela e da Bahia (pelo menos não foi Rio ou São "Paolo"). Fora isso, a personagem é bem legal, adorei ela ser brasileira e eu não vou contar o que uma garota da Bahia tem a ver com manipulação genética americana. haha (6)
*Incluindo parar na madrugada para procurar o que é esse "peroxide" que é barato, tem em todo lugar e a gente usa como remédio. Aprendi muita coisa.

Agora, se eu for falar o lado bom... Eu encontrei várias coisas que fazem esse livro valer a leitura.

1- Conteúdo! Esse é com certeza o forte dele, que funciona quase como uma crítica e um lembrete do caminho que estamos tomando. O livro já trabalha dentro do panorama EUA vs. China, dentro do mundo das corporações e ainda trabalha uma nova perspectiva de guerra, mostrando que podemos não estar por aí em cima de um cavalo com uma espada na mão brigando por terra, mas ainda travamos essas batalhas por poder. Meu quote preferido é uma das mil mini-reflexões encaixadas na história (#reflitam):
"The man should run for president, Silas thought, as the applause went on and on. But no, then he'd lose too much power." - The Games, página 46. "O homem deveria concorrer a presidente, Silas pensou, conforme os aplausos continuavam. Mas não, assim ele perderia muito poder."
2- Medo. Se tem alguma coisa que te prende ao livro, essa coisa é o medo - medo do que está sendo criado. Várias vezes no próprio livro a criatura é comparada a alienígenas e de certo modo esse é um livro sobre isso. Me lembrou a Prometheus (com mais respostas) ou qualquer filme alienígena que eu tenha visto. Atenção: Medo do que estar por vir. Não é terror.

3- Não trata o leitor como burro. Uma coisa que me chamou atenção desde o início foi que havia tempo para você entrar na história e pensar o que estava acontecendo. Em grande parte, você é um dos personagens tentando entender a criatura. Não é aquela coisa de "Olha, essa tal de FMR é a polícia, eles são maus e eu estou citando aqui porque daqui a pouco eles vão bater na minha porta e levar minha mãe embora, então você já vai saber o que é". O livro deixa você entender naturalmente, como se você chegasse na situação e estivesse aprendendo tudo. Principalmente no início, várias coisas são citadas e você não faz ideia do que é, mas depois vai aprendendo.

4- Você pode investigar a história. Esse é mais uma continuação do anterior. Com base em próprios conhecimentos, tipo um pouco de Biologia, ou o de História que eu utilizei no início do post, você pode "investigar" sozinho. Eu fiz várias conexões e era legal entender o que estava acontecendo. E não se preocupe, não é nada de doutorado, o que eu fiz foi tudo com base de ensino médio*.
*Então... sim, leitores mais novos podem perder essa parte do livro. Notícia boa: Genética de escola é uma das coisas mais simples e fáceis (principalmente sem matemática). 

Acho que isso é o que vale a pena comentar (por enquanto). Eu gostei bastante desse mashup de alienígenas com manipulação genética, sem falar da possibilidade da realidade virtual com o supercomputador que cria uma ponte com livros tipo "Neuromancer" (ou o filme "Matrix", ou o livro "Jogador Número 1"). Fazendo esse post eu também percebi que é um livro baseado na estruturação de jogos de videogame (com história) e que o leitor é muito mais ativo. Indicado para qualquer um que goste de ficção científica ou queira experimentar na leitura. 


The Hunger Games vs. The Games


Eu já disse que "The Games" é diferente e com essa resenha você provavelmente reparou nisso sozinho, mas não dá para negar: uma arena com mutante é algo muito parecido. Principalmente que Silas, o personagem "principal", tem um interesse bem peculiar: atirar com arco e flecha. Isso não tem uma importância enorme na história como tem para a Katniss em Jogos Vorazes, daria no mesmo com espada ou qualquer coisa assim. Eu acredito que o autor tenha lido Jogos Vorazes e se inspirado para falar de um mundo onde mutantes estão por aí e os problemas disso. O Silas usar o arco seria mais uma "referência honrosa". Ou não. Talvez eu esteja completamente errada.


Sobre a nota: Vai ficar com 4, porque eu acho que não é qualquer um que acabou de largar Crepúsculo que vai conseguir aproveitar, mas no meu ranking pessoal ficou com 4,5. 

Classificação:



(4/5 conversinhas)

sábado, 14 de julho de 2012

O (feliz) futuro dos jogos, filmes, música...


Você conhece o Ouya? Console independente que quer dar mais liberdades aos gamers e que foi apoiado por mais de 30.000 pessoas dentro de 2 dias. Já falei do lado ruim aqui, agora vou apresentar o Ouya e mostrar como isso pode mudar a perspectiva para o nosso futuro. E, novamente, não é o futuro só dos games. 

Eu já estive aqui para comentar ações tipo a do novo jogo do Diablo que vão atando as mãos do consumidor e acabando com a liberdade da pessoa sobre o produto. Em muitos casos, estamos nos aproximando mais de pagar para ter algo emprestado do que para ser dono de um produto. Quer dizer, eu compro um Iphone e não posso ir abrindo pra fazer o que eu quiser? (veja comentário do Pedro para entender mais)

Mas esquecendo essa vibe de "não quero mais viver nesse planeta", nós às vezes também encontramos indícios de que o mundo tem salvação. Um deles é o financiamento colaborativo (em vez de uma empresa pagar, várias pessoas - tipo você - se juntam e investem em um projeto), mas não é exatamente disso que eu vou falar hoje.


Hoje eu vou falar da câmera tekpix do Ouya, um console independente e cheio de liberdade que foi apoiado financeiramente por mais de 30.000 pessoas e já arrecadou mais de 4 milhões de dólares. Basicamente, o Ouya é um console barato, de qualidade, para jogar na sua televisão, com jogos de graça (ou pelo menos um free trial) e aberto para qualquer um chamar de seu e fazer o que bem entender. A ideia é dar mesmo a liberdade de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo ter acesso e aproveitar criativamente (jogando, criando jogos, desenvolvendo o console...). 

Esse post vai virar uma espécie de anúncio pró-Ouya, mas acho que vale mesmo a pena mostrar o que eles estão fazendo. Você pode ver a página do Kickstarter aqui com informações em inglês, ou continuar lendo e ver o resumo/tradução mais a minha linda opinião para ver como esse é o outro lado do nosso futuro.

Na página do Kickstarter, eles apresentam apenas duas pessoas envolvidas no projeto, mais ou menos assim:

"Julie Uhrman tem trabalhado com jogos há muito tempo, na Vivendi Universal, IGN, GameFly e outros lugares. Yves Behar é o premiado designer do Jambox, 'One Laptop per Child' e outros. Também há muitas outras pessoas que contribuíram, mas algumas delas seriam despedidas se a gente dissesse quem são."

Eu não sou toda inocente do tipo "oh, que projeto lindo, eles estão lutando contra as malignas empresas de games" (até porque nem acredito em vilão vs. mocinho), eu acho que esse texto foi pensado em cada detalhe buscando a melhor forma de apresentar o projeto e deve ter mais gente interessante escondida por trás da parte em negrito. Porém, ela também marca bem a situação, se você for pensar.

Durante o texto de apresentação do Ouya, parece que eles estão sempre lutando contra um pensamento contrário, algo que deviam entrar em choque constantemente enquanto tentavam dar vida ao projeto.

Eles dizem que agora com essa moda de tablets e smartphones alguns dos melhores e mais criativos criadores de jogos estão focados em fazer jogos para celular ou redes sociais. Enquanto os que continuam focado nos consoles não podem ser tão criativos quanto gostariam. Então, relembram que as melhores memórias dos gamers são aquelas no sofá em frente a TV (não com o celular na mão num canto qualquer).
"É horas trazer de volta inovação, experimentação e criatividade para a tela grande. Vamos fazer os games menos caros de se fazer, menos caros para comprar. Com todos os avanços tecnológicos, os custos não deveriam estar baixando? Jogar deveria ser barato!"
Resumindo: é um console para jogar na TV, com jogos de graça (ou pelo menos alguma parte dele) e que qualquer um pode fazer. Além disso, é barato e de qualidade, com design bem pensado. Se você suspeita que isso seja possível, o desenvolvimento dessa ideia pode não pertencer a um milionário viciado em games, mas também não é de um garotinho cheio de boa vontade no porão da Cochinchina (nada contra, também acho que esse garoto pode ter grandes ideias, mais até do que o milionário). O projeto é de gente envolvida com a indústria de games que discorda da maneira que tudo está sendo levado e decidiu fazer algo do próprio jeito, só precisou de um apoio ($$$). E olha que o objetivo era só 950,000, agora eles já conseguiram pelo menos 4 milhões e vão poder fazer muito mais.

Não sei vocês, mas a ideia pareceu ótima para mim (e mais umas 30 mil pessoas, no mínimo). O mais legal é que eles acrescentaram na página do projeto: "Até essa semana, um monte de gente achava a gente louco. Alguns ainda acham." Sinceramente, acho que ser louco é perder a chance de fazer algo assim.

O que algo assim significa? 


Bem, quem leu "Jogador Número 1", do Ernest Cline, sabe que o grande James Halliday, criador da plataforma de realidade virtual OASIS onde a maior parte da história acontece, começou na década de 80 enfiado dentro de um quarto naqueles super-computadores de antigamente. Eu sei que é um livro e eu sei que não é fácil (caso contrário, teríamos 9849384 James Hallidays por aí), mas sei que é possível. Quanto mais complica para alguém criar o próprio jogo, para ter um lugar onde ele possa divulgar e as pessoas possam usar, mais difícil é alguém ir em frente e mais difícil é surgir novidade. 

Não digo nem para aquela pessoa no porão de casa, encare por outro ângulo: aqui no Brasil, por exemplo. Quantas pessoas podem realmente trabalhar com games? Existe muita gente criativa e que poderia fazer grandes mudaças, só que não tem para onde ir. Aqueles que tem um emprego na área estão ocupados em criar o novo jogo online bobinho da Luiza que não tá nem mais no Canadá para divulgar uma marca qualquer. Eu sei que tem gente por aí que entre o emprego "de verdade" e o descanso, encontra uma chance de investir em algo legal. Só que depois o projeto ainda dá de cara com as enrolações que eu citei no parágrafo anterior.

Só para dar uma ideia: imagine antes da internet que você tem a ideia ótima para uma notícia/post/texto e até consegue escrever, mas como é que você vai fazer para publicar? No máximo colocar no jornalzinho do bairro para a mamãe guardar com orgulho e mostrar para as tias. Ou, quem sabe, dá para virar um jornalista e abaixar a cabeça para empresa que você trabalha. 

Moral da história:

Mesmo que ainda existam tendências a controlar o que estamos consumindo e se esconder atrás de "direitos autorais" para lucrar, ainda existe meios da gente encontrar um equilíbrio. E não pense que estamos falando só de videogame! Pode ser que depois o Ouya mostre que não é nada disso, mas pelo menos já está servindo para deixar claro que as pessoas têm força de fazer acontecer e encontrar um caminho alternativo. Se você quiser mais, o financiamento colaborativo mesmo, tem ajudado a realizar vários projetos que as pessoas querem que aconteça. Existem sites, tipo o Noisetrade, que os artistas podem dar o download de graça (aliás, independente do site, muitos artistas estão dando de graça pelo menos uma música). O próprio Youtube facilita para quem quer divulgar um vídeo. A gente ainda consegue ir desviando e fazendo tudo do próprio jeito...
até alguém cortar a internet. 


"Ouya é o nome do console criado por Julie Uhrman que roda jogos independentes e gratuítos construído na plataforma open source do Android, na sua televisão. O melhor é que qualquer programador de games do mundo possa criar um jogo, adicionando muita criatividade e inovação para esse mercado controlado por grandes empresas, como aconteceu com a App Store da Apple.
Para financiar o projeto Julie pediu ajuda dos investidores do Kick Starter e em poucos dias já recebeu mais de 3 milhões de dólares de investimento. Ouya terá o preço final de 99 dólares e com todos os jogos gratuítos ou no mínimo algumas fases de cada jogo. Team Fortress 2, League of Legendse Triple Town são alguns jogos que rodarão na plataforma." via

quinta-feira, 7 de junho de 2012

[Resenha] Branca de Neve e o Caçador, filme

por Dana Martins


- Filme: "Branca de Neve e o Caçador"
- Snow White and the Huntsman (2012)
- Direção: Rupert Sanders
- Atores: Charlize Theron, Chris Hemsworth, Kristen Stewart, Sam Claflin...
- Ação/Aventura/Drama - 12 anos - 127 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 1 de junho de 2012







Mini-crítica: 
Esse pode ser considerado o famoso "filme pipoca", mas com cara de filme que deve ser levado a sério. "Brance de Neve e o Caçador" traz uma nova visão da história da Branca de Neve. Dessa vez, o caçador mandado pela Rainha (Má) acaba se aliando à Branca de Neve e decide protegê-la no caminho para reconquistar o reino. A história em si, você já conhece, o diferencial mesmo é essa alteração na importância do Caçador e todo o clima sombrio reproduzido nos cenários do filme. Vale para juntar os amigos e se divertir vendo um monte de atores famosos em papeis já conhecidos (aliás, o príncipe encantado foi mandado para escanteio e temos uma espécie de Robin Hood, porque não poderia faltar um arqueiro num filme medieval hoje em dia). O filme poderia ter sido épico, mas já vale a pena como muito bom.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Entre os filmes da lista dos que queríamos ver em 2012 (CCTV #12) esse era um dos que eu mais esperava. Os motivos são muitos: Por ser a história da Branca de Neve, eu já gostava. Como eu estava assistindo Once Upon A Time, sentia mais vontade de ver ainda. Para completar, ainda é uma releitura de aspecto sombrio e com atores que eu gosto.

Foi estranho assistir porque eu não sabia definir muito se eu estava gostando. Para você ter ideia, no dia seguinte eu estava gostando mais do que na hora. Acho que isso foi porque "Branca de Neve e o Caçador" é um filme que poderia ter sido épico, mas ficou apenas como muito bom e para divertir. Aqui vou tentar explicar o motivo.

Bem, acho que a história todo mundo sabe, né? O pai da garota é assassinado pela madrasta, que toma conta do reino e isola a Branca de Neve. Pelo menos até o Espelho falar que a Branca de Neve é mais bonita que a Rainha (Má). Depois disso, começa a busca para tentar matar a garota enquanto ela passeia por aí deslumbrando os outros com sua inocência e conhecendo anões. O final é o de sempre, com príncipe encantado e essas coisas.

A diferença aqui começa quando o caçador ganha um destaque maior. Em vez de largar a menina, ele acaba virando um protetor dela enquanto eles buscam um modo de salvar o reino e vencer a Rainha.

Além dessa pequena alteração que traz algumas surpresas para a história já conhecida, há um enorme cuidado com a imagem do filme, que quer mostrar um lado mais sombrio. Esses dois momentos inventivos poderiam levar a um grande filme, se tivesse dado certo.

O problema aqui não é que o filme seja ruim, ficou até muito bom, mas é que tem falhas. A primeira pode ser traduzida por algo que eu pensei enquanto assistia: "Por que está correndo tanto? Não é nem a adaptação de um livro gigante, até a Disney fez isso direito". Vai ter uma guerra, aí já acabou, aí a mulher vai casar, já casou, o rei já morreu, a Branca de Neve já tentou fugir, deu errado... e é assim até depois do caçador encontrar ela. "Jogos Vorazes", por exemplo, foi corrido, mas é porque tinha muito detalhe para contar e eles ainda colocavam tudo nas entrelinhas (com duas cenas eles diziam três coisas por causa da forma que conectavam e tal). Já esse início da história da Branca de Neve? Ficou simplesmente corrido.

O segundo problema é que faltou consistência. Por acaso, algo bem parecido com o livro que eu tinha acabado de ler*, que é como se falasse "olha, os personagens se amam", mas você não vê nenhum amor acontecer. Em "Branca de Neve e o Caçador" você entende as motivações dos personagens, mas não é como se isso fosse trabalhado a ponto de ser real. No máximo, a Rainha que tem suas partes praticamente sozinha e o Caçador, que já não chega a ser satisfatória por causa da próxima "falha".
*Se quiser saber: Imortal, da Gillian Shields.

Não sei se foi má atuação, se foi falta de química, se foi um exagero na vontade de fazer um filme "frio"... a questão é que não tinha uma conexão exata entre os personagens (a maior que eu vi foi entre a Kristen e o pedaço de galho no final HUAH eu só precisava citar isso, reparem na cena do trono). Por exemplo, o caçador se aproxima da Branca de Neve por causa da relação que ele faz com a esposa que morreu, mas a) ele estava muito bêbado, ou b) ele estava muito desesperado; porque aquela Branca de Neve não tinha muito a ver com a mulher que ele descrevia. Fora algumas poucas partes, não parecia nem que a Branca de Neve lembrava dele ali.

Só para comentar sobre a escolha da Kristen*: acho que fez sentido para o propósito do filme de ser mais sombrio não pegar uma Branca de Neve saltitante nem uma fofinha como a Ginnifer Goodwin de Once Upon A Time. A ideia, eu imagino, é pegar mesmo uma Branca de Neve meio "dark", mas não deu certo. Um exemplo: a cena do "discurso" dela, que deveria fazer você levantar da cadeira e ir para luta junto, eu não senti absolutamente nada**. Muito mais fácil as pessoas se ajoelharem para o Loki no discurso de "Os Vingadores" (e não é só por ser o Tom Hiddleston...).
*Só para deixar claro que eu adoro a Kristen Stewart, já assisti vários filme com ela e gostei, mas dessa vez não deu. 
**Falando a garota que ficou até arrepiada vendo Battleship. 

Agora, se você não for muito exigente (juro que eu não sou!) e deixar esses detalhes passar, dá para aproveitar muito o filme. Para você ter ideia, enquanto eu estava pensando "Acho que o filme é ruim...", meu amigo me veio com "Esse filme está muito bom, aposto que vai ter alguma coisa para estragar" (acabou que não teve, segundo ele). Então, acho que dá para aproveitar bastante. Principalmente se você considerar apenas como entretenimento e levar os amigos para fazer piadas (tipo imaginar o Thor e a Bela ali), mais de uma vez o cinema todo riu de alguma situação no filme.

Branca de Neve e o Caçador e Games
Uma coisa que me chamou atenção enquanto eu assistia é que parecia um jogo de videogame. Na verdade, logo que o filme começou eu falei para o meu amigo "olha, parece a introdução de um jogo". Depois com as evoluções de cenários também fazia lembrar, tipo a parte em que eles encontram umas mulheres no meio do mato. Relacionado às próprias mulheres, com cicatrizes embaixo dos olhos, há o cuidado com uma imagem atraente e algo até "cool", que aparece em muitos jogos. Ah, aliás, nos próprios jogos você não há muito o desenvolvimento das coisas que são ditas ("ele é um cara sensível e atortoado depois de perder a família" - passa a maior parte do jogo atirando nas outras pessoas e destruindo lugares). Com certeza, seria mais legal jogar "Branca de Neve e o Caçador" co-op (um é a Branca de Neve e o outro do Caçador) do que assistir (nesse caso, é só jogar um monte de atores famosos para o filme se sustentar).

Branca de Neve e o Caçador vs. Harry Potter vs. Senhor dos Anéis vs. Nárnia vs. ...
Desafio você a assistir "Branca de Neve e o Caçador" inteiro e não lembrar em nenhum momento de algum dos outros títulos citados (se você já assistiu algum filme dos outros, né?). Eu não sei até que ponto é cópia, eferência estilo homenagem ou apenas "vamos jogar elementos conhecidos para a pessoa se familiarizar e gostar mais do filme", é complicado distinguir os limites. De qualquer forma, se prepare para encontrar várias imagens que você já viu em algum outro lugar (e não estou falando do filme da Branca de Neve da Disney). Só achei que não poderia colocar uma resenha sem dar um espaço para comentar isso. Se alguém quiser comentar em quais reparou. :)


O problema do filme é mais o que ele poderia ter sido e não foi do que o que ele realmente é, então 4 conversinhas é o bastante. :)

Classificação:
(4/5 conversinhas)



quinta-feira, 17 de maio de 2012

O (triste) futuro dos jogos, livros, filmes, música...


Alguns dizem que o livro físico vai acabar e só leremos ebooks, assim como a mp3 substituiu os cds (substituiu?). Os jogos conseguidos nas feirinhas cada vez mais passam a ser comprados nas lojas. E como será no futuro? Aonde essas transformações vão chegar? Eu encontrei um texto sobre Diablo III, que por acaso serve para todo o resto, e achei que valeria a pena comentar aqui. Se você se irritou com o SOPA, é bom abrir os olhos.

"Esse é mais ou menos um dos futuros dos livros, jogos, músicas, filmes (...) se a gente ir deixando."
Estava eu por aqui quando vi um título como "Diablo III e o futuro dos jogos". Como esse jogo tem sido preparado há anos eu imaginei que tivesse surgido como uma grande inovação e fui correndo ver. O texto, em inglês, é basicamente sobre um cara que comprou o jogo no dia do lançamento e descobriu que não podia jogar. Como assim?

Bem, durante o texto ele conta todo o seu caso de ter que estar ligado à internet para jogar, de ter sido proibido de escolher certo nome, de gente entrar no meio de seu single player e de começar a dar erros e ele não conseguir mais jogar. Isso é normal, é claro, quando você está jogando online e todo mundo decide jogar também. Vive acontecendo quando decidem vender ingresso para um show muito esperado e foi o que aconteceu quando colocaram o SISU no ar e não tinha capacidade para tanta gente fazer login ao mesmo tempo. 

Até aí, tudo bem, não é nada diferente e até comum. O problema, que ele ressalta na coluna, é que ele pagou pelo jogo, voltou para casa com o pacote e não conseguiu jogar. E não apenas isso: ele queria jogar o single player, algo que teoricamente não tem nada a ver com estar conectado aos outros. 

Talvez você ainda não tenha entendido a situação: ele "comprou" o jogo, mas se os criadores quisessem poderiam simplesmente bani-lo. "Está muito lotado, vamos cancelar as conexões no Brasil" e todos os brasileiros perderiam o acesso ao jogo que eles compraram. Usando as palavras dele na coluna: "então eu sou menos dono dos meus jogos do que em 1979"? Exatamente.

Por causa da pirataria, ou simplesmente da vontade de ganhar mais dinheiro ainda, eles estão buscando formas de vender o produto e continuarem sendo donos.

E se você acha que isso é só para jogos de computador como o Diablo III que força a ficar conectado, ou para todos os videogames, saiba que está enganado. O próximo na fila são os livros (ou ebooks). 

No momento, eles ainda estão muito perdidos entre ereaders (leitores de ebooks) e formatos para vender o livro online. Cada um faz o seu e cada um busca um jeito de evitar a "pirataria". Mas hoje em dia já há formatos de ebooks que, na verdade, são como licenças para ler. Você paga não para ter o ebook, mas para poder ler. E, se eles quiserem, podem retirar a licença. Pela internet já há relatos de gente que tinha um ebook no ereader e, quando foi ver, não estava mais lá. 

O mesmo pode chegar a acontecer com as músicas e o filmes mais tarde, vai saber. Talvez em alguns casos já aconteça. 

O problema aqui não é pagar pelo produto, mas é pagar e você não ser dono, só poder usar de maneira limita e da forma que quem vendeu quiser (e quando quiser). É a diferença entre ser dono e ter acesso com algumas condições.

Isso ainda não é algo muito problemático, mas é um caso que eu tenho visto por aí com mais frequência do que gostaria e acho que é bom as pessoas repararem. Todo mundo soube reclamar do SOPA, mas eles continuam tentando fazer essas restrições de liberdades e às vezes de maneira tão sútil que se a gente não der atenção só vai perceber quando for tarde demais. 


Só para deixar claro: Isso não é nenhum tipo de previsão paranormal ou alguma espécie de lei imutável, só um comentário com base em fatos reais (a transformação de alguns produtos imateriais em "licenças", em vez da pessoa ser totalmente dona do produto em si), que podem vir a acontecer com mais frequência. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Discussão: Jogador Número 1 é distopia?


Eu conheci "Jogador Nº 1" em uma resenha falando que era distópico. A impressão que eu tive é de que o livro poderia ser uma mistura de videogame, futuro e tendência à ficção cientifíca. Essa ideia inicial, o preço baixo e a possibilidade de ser distopia formaram uma combinação mais do que o suficiente para me fazer ler. Sabe como é, 3 é um número mágico...

Mas enquanto eu lia, uma voz lá no fundo ficava perguntando "isso é distopia...?". E, para completar, um amigo veio me perguntar se o livro era distópico, o que eu não consegui responder de cara. Então, decidi pesquisar um pouco e pensar sobre o assunto, o que me levou a caminhos interessantes e que eu quis dividir com vocês.

Atenção: Não se preocupe com spoilers e tanto faz se você leu ou não o livro. Esse post é mais uma discussão sobre gêneros e características. Se você gosta de ler, é totalmente indicado.

O que me chamou atenção de cara no livro é que, mesmo que o personagem narrasse toda a pobreza em que vivia a população e todo o caos causado pelo fim das principais fontes energéticas, não falava de nenhuma forma dominante de poder opressivo. Pelo contrário, o livro mostra o contrário, com um governo totalmente ausente. Você ainda pode dizer que essa dominação poderia ocorrer por parte das empresas, mas mesmo essas não aparecem (calma que eu vou falar da IOI!). Wade, o personagem principal, vive praticamente largado e em contato com o OASIS*, realidade virtual praticamente utópica, justamente porque não há nenhuma empresa dominando "opressivamente". 
*Se você não leu o livro: OASIS é uma espécie de mundo virtual em que você pode entrar como por causa das tecnologias, como se você entrasse dentro da internet ou de um jogo de videogame. 


Uma das características marcantes da distopia é justamente uma forma de controle total que acaba limitando a liberdade das pessoas e isso nós mal vemos. Pelo menos, não como o centro do livro. 

Mais tarde, quando a IOI entra em jogo, nós podemos ver uma distopia no horizonte e os personagens passam a lutar contra a ameaça dessa distopia. Ainda assim, não estamos lidando com uma distopia propriamente dita. O que acontece no livro, por acaso, é muito parecido com o que aconteceu naquele caso do SOPA* aqui. Queriam limitar a internet (e ainda estão fazendo isso, só para lembrar) e todo mundo decidiu "lutar" contra. Agora, nós podemos realmente dizer que nosso mundo é distópico ou que lutamos contra uma distopia?
*Caso se pergunte: o livro foi lançado em agosto de 2011, muito antes de acontecer o que o autor mostraria que poderia acontecer caso surgisse a ameaça de cortarem os direitos da internet (o caso do SOPA). 

"Mais ou menos" é a melhor resposta. De qualquer forma, é mais um modo de tropeçar na hora de afirmar que o livro é distópico. 

Bem, ainda dá para falar sobre o fato do livro ser a nossa realidade ao extremo. Eu já até comentei aqui no CC que uma das características da distopia (e utopia) é pegar o nosso mundo e "exagerar", como se fosse uma caricatura da nossa realidade e, muitas vezes, fazer uma crítica. "Jogador Nº 1" é exatamente assim. Foi surpreendente como o autor conseguiu transmitir o que podemos fazer na internet para um plano "real". 

Outro ponto que o livro tem em comum com as distopias é a pobreza. O mundo distópico é a alternativa ruim e ninguém pode negar as péssimas condições em que as pessoas estão vivendo no mundo criado por Ernest Cline. 

Por enquanto, está tudo quase bem e até poderíamos marcá-lo na nossa coleção de "distópicos". Porém, enquanto eu lia "Jogador Nº 1" me lembrava muito a um outro, "Neuromancer". Talvez você não reconheça o nome, mas com certeza conhece Matrix, que foi inspirado nesse livro. Ele é um clássico "alternativo" e representante do... Cyberpunk. Daí, foi só um passo para fazer a ligação entre Jogador Número 1 e esse gênero.

Vou roubar a definição para ganhar tempo:

Cyberpunk é um subgênero da ficção científica, conhecido por seu enfoque de "Alta tecnologia e baixo nível de vida" ("High tech, Low life") e toma seu nome da combinação de cibernética e punk. Mescla ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética junto com algum grau de desintegração ou mudança radical na ordem social. 
De acordo com Lawrence Person: "Os personagens do cyberpunk clássico são seres marginalizados, distanciados, solitários, que vivem à margem da sociedade, geralmente em futuros distópicos onde a vida diária é impactada pela rápida mudança tecnológica, uma atmosfera de informação computadorizada ambígua e a modificação invasiva do corpo humano."
Segundo William Gibson, em seu livro Neuromancer, o indivíduo ciberpunk é uma espécie de "pichador virtual" que se utiliza de seu conhecimento acima da média dos usuários para realizar protestos contra a sistemática vigente das grandes corporações, sob a forma de vandalismo com cunho depreciativo, a fim de infligir-lhes prejuízos sem, contudo, auferir qualquer ganho pessoal com tais atos.

Pegue o que você leu aí, grude uma linha direta com a nossa realidade, agrave problemas sociais e ambientais de hoje em dia e... "Jogador Número 1". 

Só por curiosidade: na verdade, o próprio cyberpunk é uma espécie de distopia (ignorando o lado político-social) da ficção científica. Sabe aquelas histórias futuristas em que as tecnologias transformam o mundo, tudo fica interessante e legal? Aquelas em que ficamos maravilhados com as novas possibilidades enquanto passeamos na nossa nave especial no meio de um trânsito aéreo surpreendido pelas inúmeras luzes que compõe esse cenário futurista? Essas seriam a versão utópica em que as tecnologias transformam o mundo em um lugar ideal. Já o cyberpunk, é o contrário disso, mostrando todos os problemas que as tecnologias nos causaram (Em Jogador: fim das fontes de energia, poluição, pessoas que vivem presas à realidade virtual...). 

Só para terminar, "Jogador Número 1" é um livro que trabalha muito mais a influência das máquinas na vida das pessoas, que é mais o foco do cyberpunk, do que a questão de um poder dominante.


Afinal, Jogador Nº 1 é ou não é distópico? Jogador Nº 1 é uma distopia tanto quanto ele é um romance. Os elementos estão lá, mas no final do dia quem sai ganhando é o cyberpunk. 

E que diferença faz chamar de cyberpunk, distópico ou até pós-apocalíptico (que também está lá)? A diferença é que com 984934834 livros na prateleira às vezes é bom ter ideia do que você vai ler. Imagina se você pega "Jogador Nº 1" procurando algo como "Jogos Vorazes"? Além disso, evita que as pessoas acabem deixando de gostar do livro porque vão buscando outra coisa, como acontece em "Sangue Quente" que as pessoas acham que é uma história de zumbis, ou um romance, e ao não encontrar isso, ficam decepcionados e perdem o potencial da história.

Se você não se convenceu até agora, saiba que o termo "cyberpunk" surgiu nos anos 80. Quer prova maior do que isso? 
*Se você não leu o livro: Jogador Número 1 é um passeio na cultura pop dos anos 80. Se estivéssemos nessa década, seria de tudo aquilo que o CC falaria. :D

Veja também:
>>>Discussão: Distópico vs. Apocalíptico

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ConversaCult TV #23 - Games na Vida Real

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

O nosso segundo ConversaCult TV foi sobre o Freddie Wong, que faz vídeos com a ideia de "videogame na vida real". Se você também quiser assistir, é só clicar aqui e ver como seria GTA e o Mario Kart na vida real. Dessa vez, seguindo a mesma linha, trazemos um vídeo baseado no antigo jogo "Metal Slug". Tem até uma parte com zumbis!

Como talvez você não esteja lembrado (eu não estava), abaixo ainda colocamos um vídeo do gameplay de uma das inúmeras continuações do "Metal Slug".

Rebeca, obrigada pela indicação. :)



Metal Slug in Real Life


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ConversaCult TV #17 - Criando algo magnífico a partir do nada

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Primeiro CCTV do ano é, claro, especial. Mas, em vez de arranjar um vídeo com mensagens bonitas e aquelas coisas felizes de "juntos nós conseguiremos!", eu decidi fazer diferente. Trouxe um vídeo que me deixou de queixo caído ao mesmo tempo que é daquele que restaura a fé na humanidade. O vídeo que eu encontrei é da criação de um desenho que fez muito sucesso (entre quem gosta disso) agora no fim do ano. O desenho começa a ser feito no papel e depois passa para o photoshop, com a imagem acelerada o vídeo vai mostrando como aos poucos o desenho vai ganhando forma nos mínimos detalhes (os olhos, os parafusos, a mecânica da perna, o desenho na cabeça, a sombra da roda de bicicleta, o sangue...). No final, a imagem traz uma história inteira que dá até vontade de conhecer. E a ideia de estar aqui no CCTV é essa: como alguém, a partir de uma folha em branco, consegue ir tão longe com recursos que a maioria tem em casa? E, só para ficar melhor ainda, o desenho é de um cenário apocalíptico, o que dá uma ar de ironia a tudo, além de ter a ver com o ano que está começando: 2012. E aí, o que será que vai acontecer?

Criando uma ilustração


Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Wishlist de Natal #5 - Especial 2012

por Dana Martins, Igraínne Marques e Paulo Vaughan

Nós sabemos, o natal foi semana passada. Mas com certeza sua wishlist ainda está cheia de dvds, cds, livros e várias outras coisas, né? E, bem, hoje é a última sexta do ano e você já parou para pensar nas coisas legais que lançarão ano que vem? Por isso eu, Dana e Igra resolvemos fazer essa edição especial e cada um de nós escolhemos algo que estamos querendo muito, mas, infelizmente, só lançarão ano que vem. Confira!

>>>Tomb Raider (indicação da Dana)

Antes de tudo, não importa se você não joga ou não sabe quem é a Tomb Raider/Lara Croft (pecado), veja o trailer do jogo que parece até filme e pode arrepiar, você não vai se arrepender.
Dessa vez decidir o que eu mais quero não foi difícil, foi logo de cara. Eu quero muitas coisas que ainda não lançaram, é claro. Quero muitos livros (The Rise of Nine, Insurgent...), quero assistir Hunger Games no cinema, quero outros jogos (Resident Evil: Operation Raccoon City)... Mas isso que eu escolhi já faz parte da minha vida. Os jogos de Tomb Raider estão na minha vida há tanto tempo, se bobear tanto quanto o meu irmão. Só que jogar direito eu joguei muito pouco (ficava assistindo), só mais esses jogos novos que apesar da jogabilidade melhor não são as mesma coisa. Aí imagine a minha reação quando, no início de 2011, descobri que eles estavam reformulando a história e tentando resgatar a essência (alerta-fã-com-medo). Além da Lara mais nova e com arco e flecha (oi, Katniss!), o jogo é focado em sobrevivência (meu estilo preferido). Esse jogo é o que eu mais quero com certeza. E, como desde no início do ano, está na minha wishlist.
Sem data oficial de lançamento - Site Oficial



>>>Silêncio, de Becca Fitzpatrick (indicação da Igraínne)

Eu pensei muito no que escolher entre todos os itens que ainda estão para ser lançados (Jogos Vorazes nos cinemas em março!), porque tenho queda por filmes baseados em livros (Clockwork Angel, de Cassandra Clare, também está previsto para 2012, gente!). Contudo, eu preferi o que estava mais próximo no momento. E, para quem não sabe, a série "Hush Hush" (lançada por aqui em 2010) já tem dois livros no Brasil e agora espera pelo terceiro "Silêncio", previsto para janeiro. E não, a série não vai parar no terceiro volume que eu - tanto! - quero. Parece que a Becca resolveu que haverá um quarto livro (esse sim será o último) que ainda não teve nem sequer sua capa divulgada nos Estados Unidos. Enquanto os americanos esperam o derradeiro final, a gente espera a terceira parte da história. "Silêncio" pode chegar ainda na primeira quinzena de 2012, portanto não vamos ter que esperar muito. Mas como sou ansiosa, sempre acho que quinze dias são muita coisa. Fora que eu (confesso!) tenho uma queda por capas bonitas. As que são em preto e branco são ainda melhores, vocês não acham?
Data oficial de lançamento: 9 de janeiro - Site Oficial Brasileiro


>>>DVD "The Hunger Games" (indicação do Paulo)

Quando tive a ideia para uma lista de coisas que só lançariam em 2012 o dvd do filme baseado na minha série de livros preferida, "Jogos Vorazes", veio logo na minha mente. Obviamente, livros também vieram na minha cabeça (entre os lançamento de 2012 aqui no Brasil os que mais quero são "Will Grayson, Will Grayson" e "The Future of Us" pela Galera Record, "Why We Broke Up" pela Cia. das Letras e "13 Little Blue Envelopes" pela Underworld ), mas a minha "relação" com "Jogos Vorazes" é muito mais forte. Recentemente saiu uma notícia no Distrito 13 dizendo que na Alemanha o dvd já tem data de lançamento, dia 23 de agosto (mas por enquanto nada de notícias sobre o lançamento nas terras tupiniquins). Como ainda não temos capa oficial escolhi como imagem o último poster lançado (ele é lindo, né? *O*).
Sem data oficial de lançamento - Site Oficial Brasileiro


Curtiram? E o que vocês querem mas só vai lançar ano que vem? Comenta aqui embaixo! (: