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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Para quem gosta de música: Cherri Bomb

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Cherri Bomb
Origem: Estados Unidos
Similares: The Pretty Reckless, Green Day, The Runaways, Tokio Hotel, Sum 41, BarlowGirl, The Donnas, Paramore, You Me At Six, Krystal Meyers, Foo Fighters...

Essa banda eu conheci por indicação da minha amiga – sabe aquela que diz que é bom e você confia? – e ouvi pela primeira vez em uma pizzaria tamanho o ataque que ela deu. "Você precisa ouvir!!!" E ela estava certa.

Aqui no CC nós já falamos de duas bandas desse estilo: The Pretty Reckless e Tokio Hotel. Mas Cherri Bomb – o nome te diz alguma coisa? – tem seu próprio destaque. É uma versão moderna do The Runaways, uma banda com um bando de garotas, guitarras agitadas e sem medo de berrar no microfone. Ah, o rock...

Ultimamente, sempre que eu quero algo mais rock com cara de banda de garagem, coloco Cherri Bomb. Até ouvir eu não tinha nem percebido que sentia falta desse tipo de música, principalmente mulher cantando rock. Adoro pop e a voz melodiosa ou potente estilo Christina Aguilera, mas como o Jack Black disse em "Escola de Rock": rock é revolta. E Cherri Bomb soa como quebrar tudo com revolta na base da guitarra.

Agora um pouco de história e a parte mais interessante: elas são realmente novas! A banda começou com a guitarrista Julia Pierce em 2008, quando ela tinha... 11 anos. Mesmo novinha ela já queria uma banda só de garotas e foi atrás disso, espalhando flyers e procurando na internet, até encontrar Nia Lovelis (baterista) e Miranda Miller (guitarrista). Como ainda faltava baixista, a irmã mais nova da Nia, Rena Lovelis, decidiu aprender para entrar (irmãos mais novos sempre acabam como baixista assim, vide My Chemical Romance). Atualmente a mais nova, Rena, tem 14 anos (1998) e a mais velha, Miranda, tem 16. Parece que é a nova geração chegando...  e eu estou me sentindo velha.

(da esquerda pra direita) Em cima: Julia e Rena. Embaixo: Miranda e Nia. Acabei de conferir, continuo me sentindo velha.
Eu não sei quanto dessa história foi romantizada e produzida desde 2011, quando elas fecharam com a gravadora (olhem essa foto estilo steampunk, tem gente colocando dinheiro nisso!). Aliás, o nome Cherri Bomb dizem ter sido tirado de Cherry Bomb: The Ultimate Guide to Becoming a Better Flirt, a Tougher Chick, and a Hotter Girlfriend -- and to Living Life Like a Rock Star. O que parece um bom desvio de “nos inspiramos em The Runaways”. Mas também não significa que seja mentira...

"in my opinion..."
Mas o que importa é que as músicas são legais. No final das contas, para quem gosta de música, tanto faz se é uma menininha de 12 anos ou um velho tarado de 90. É só fechar os olhos e aproveitar.

Até agora elas têm um EP, Stark, lançado em 2011. E o álbum This is the End of Control, lançado em 2012. E tem MUITO vídeo bom delas pelas internet.

Jovens, cheias de energia... você deveria ouvir. Te desafio a não ficar cantando: I’ll admit I miss your face but IT’S BETTER THIS WAY BETTER THIS WAY.


"Let It Go": Acho que essa foi a música que a minha amiga mandou, ou talvez não. É legal mesmo assim!


O que ouvir para começar? Além de "Let It Go", pode ser "Better This Way". "Too Many Faces" é mais lentinha, toda vez que eu escuto acho que começou "Perfect" do Simple Plan e depois me lembra a Sum 41. E vou terminar com "Act the Part" e "Heart Is a Hole", mas sinceramente vocês deveriam ouvir o álbum inteiro do Cherri Bomb (e a capa é bem legal).


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Para quem gosta de música: Clarice Falcão

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Clarice Falcão
Origem: Brasil
Similares: Tiê, She&Him, Alexz Johnson, Vanessa da Mata, Malu Magalhães, Agridoce...

Quando eu (Ana Marques) vi os outros "Pra quem gosta de música" pensei cinco mil vezes se deveria mesmo escrever um sobre a Clarice. Afinal, ela não é exatamente uma cantora tradicional, não tem CD em loja, não tem um estúdio, nem uma banda. Tudo que ela tem é uma voz linda, um violão, uma câmera, muitos fãs apaixonados. E, claro, um amor platônico e um sério distúrbio stalker.

Clarice nasceu no Recife em 1989, tem 23 anos e hoje mora no Rio de Janeiro. Se você ficar com a impressão de que já a viu em algum lugar*, não se desespere! É bem provável, além de cantora e compositora, ela é atriz e já atuou em várias novelas como "A Favorita" (2008) e "As Brasileiras" (2012). Mesmo que por aqui ela não seja a pessoa mais conhecida, em outros países ela é super conhecida por ser vencedora de diversos concursos de curta-metragem e cinema. Seu curta de maior sucesso se chama “Laços” que ganhou o concurso mundial do Google “Project Direct” e tem uma música original dela como tema que se chama “Australia”.
*Aliás, ela já aparece no nosso CCTV na propaganda fake do Spoleto. "ai meu deus, eu odeio pimentão"

Há um ano atrás ela abriu um canal no youtube para colocar pra fora seu lado cantora e a surpresa veio! As pessoas amaram a Clarice! Mesmo com toda a sua maluquice e suas letras no mínimo peculiares ela estourou!

Seu primeiro vídeo do canal, da música  “A gente voltou” (que contem a frase que  eu mais amo de todas as músicas dela ; “Romeu não fica na bad, Julieta morreu, mas a gente voltou” ) já foi visto por quase 60.000 pessoas.

Já deu pra perceber que as letras dela são meio malucas, não é? Você ainda não viu nada! Ela é realmente uma stalker de mão cheia. Aparentemente o cara que ela tanto ama não está exatamente afim dela e então, como toda garota normal, ela tem que se contentar em fantasiar e... Stalkear o garoto em todas as formas possíveis! Como ela deixa bem claro na minha música preferida “Macaé”.



Com a mesma criatividade que garantiu a ela prêmios no cinema e o sucesso do “seriado” do qual ela foi roteirista chamado “Louco Por Elas” da Globo, Clarice agora está garantindo sucesso na música. Isso, claro, combinado com sua voz maravilhosa que torna as músicas viciantes e a sua fofura que nos dá vontade de entrar no vídeo e apertar. O cara que tanto foge dela deve estar surpreso com a quantidade de gente que a ama hoje.

Mas se ela é uma cantora tão maravilhosa por que não está emplacando shows pelo mundo e tudo mais? Bom, a Clarice está fazendo muito mais sucesso do que algumas pessoas diriam que seria possível há um ano, já foi convidada para programas como o Acesso MTV e o programa do Jô. Eu tenho muita fé que daqui a algum tempo Clarice estará por ai, entre as cantoras famosas da nossa MPB.


Há cinco meses ela lançou seu primeiro clipe com a música “Monomania”, se eu pudesse escolher uma música dela para virar um clipe SEM DÚVIDA não seria essa, que não é nem uma das minhas favoritas. Mas tinha que ser. Afinal, Monomania é o resumo da vida dela como cantora, com a frase que resume a razão do CD não existente dela que é “Quem vai comprar esse CD sobre uma pessoa só?” e logo se percebe que não é só uma frase qualquer na música, se juntar cada verso dela e comparar realmente vai dar pra ver ("tem mais você que nota dó...") que todas falam de alguma maneira sobre seu amado.


E antes de acabar esse “Pra quem gosta de música” eu só gostaria de dizer:
EU COMPRARIA ESSE CD SOBRE UMA PESSOA SÓ! E você? 


"Monomania" - *Dana se metendo*: Eu não tinha dado tanta atenção à Clarice, mas estava ouvindo a música do que clipe a seguir e... eu também compraria esse cd sobre uma pessoa só!


O que ouvir para começar? Eu apostaria em “O que eu bebi”, seguida por “Qualquer negócio” e um “Monomania”  pra terminar,  pra te introduzir devagarzinho no mundo de doideiras de Clarice Falcão. Essas três músicas, ouvidas nessa ordem, vão fazer você entender que independente do quanto a letra é engraçada você vai sempre sentir vontade de amar ouvindo-as.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lucy in the sky with... music


Em vez do tradicional "Para quem gosta de música" hoje venho com um especial de indicações, até um pouco no estilo do "As séries estão de volta". A verdade é que depois de um relativo vácuo musical está cada vez mais começando a sair coisa boa. Tem bastante música nova que eu tenho ouvido e penso em indicar aqui, mas levaria meses só para falar dos principais. Então eu pensei: por que não fazer um post falando dessas músicas que estão fazendo os meus dias melhores? 

Playlist:
Red - Taylor Swift
Halcyon - Ellie Goulding
Hello My Name Is... - Bridgit Mendler
Breakfast - Chiddy Bang
Qualquer música - Icona Pop
8Bit Heart - Simon Curtis
9am to 5pm, 5pm to Whenever - The Young Professionals
Extras no final do post!

Ao som de Red da Taylor Swift fica difícil não querer começar com o novo álbum dela. Sério, depois desse álbum dizer que Taylor Swift é ruim é não gostar de música. Escute "State Of Grace", para um Coldplay mais indie, ou "The Last Time" com o vocalista do Snow Patrol, Gary Lightbody. Sim, eu estou falando de Taylor Swift. E essas são só 2 músicas de um álbum com 16 músicas marcantes. 

A segunda indicação vai para Halcyon da Ellie Goulding, outra surpresa do ano. Adoro a Ellie Goulding faz tempo e a ellienha subiu um nível com esse álbum. Uma música mais pura no geral, voz e instrumentos. Dá vontade de correr para o show dela, principalmente com os vídeos que colocam no youtube. Também adoro o Lights, o cd anterior, e não quero comparar. Acho que nem vale a pena, é só mais música boa. Ellienha arrazando cás alcione. - Para quem gosta de música da Ellie Goulding

A terceira é Bridgit Mendler, que não é estilo obra de arte. Pelo contrário, é aquele tipo de música pop-filme-de-adolescente que é fácil de gostar e embalar os momentos. Com a voz marcante da Bridgit Mendler e um quê de "jamaicano" com instrumentos bem trabalhado. Fikdik - Para quem gosta de música da Bridgit Mendler

O quarto aqui é Chiddy Bang e seu Breakfast. Existe dois tipos de rap: aquele que serve pra encher espaço em música pop e aquele legal que você tenta acompanha. Chiddy Bang está no segundo grupo. Se você conseguir imaginar, misture a Nicki Minaj com o Eminem. Ele ainda trabalha em cima de outras faixas, tipo em "Mind Your Manners" que é baseado em "Manners" do Icona Pop. A indicação principal é "Happening", que com certeza é a música pra fazer qualquer coisa acontecer. Sério.

Falando em Icona Pop, a dupla da suécia fica com o quinto lugar. Com dois EPs e umas músicas perdidas merece um lugar na sua playlist. As duas garotas têm influências de "house music, punk e indie pop", que no fim dá aquele pop-indie-europeu que vai agradar quem gosta do estilo. E, se tudo der certo, em breve devem estar com um álbum inteiro. O segundo EP, Iconic, acabou de ser lançado e é só uma forma de entrar no mapa dos EUA para testar o terreno.

Na onda de batidão meio alternativo, indico o americano Simon Curtis, que alguns preferem chamar de boyrobot. Cheio de estilo, poderia ser uma versão estilo futurista da Natalia Kills. Há quem diga que é uma versão masculina da Britney, ou pelo menos ela é quem inspira o próprio Simon e a voz dele alterada fica bem parecida com a dela. E eu acabei de descobrir que ele faz aniversário no mesmo dia que eu. Bônus. Vá ouvir!

Para uma batida alternativa, não tão alternativa e que é bem capaz de em breve não ser nada alternativa, vamos falar de The Young Professionals. Acho que a minha "descoberta" mais recente, já passei um dia inteiro ouvindo o álbum 9am to 5pm, 5pm to Whenever. Há quem compare com 3OH!3, por ser uma banda de "eletrônica", mas não é bem assim. Eu diria que eles são mais pra o lado indie da coisa. Mesmo quem não gosta dos batidões da rádio pode aproveitar músicas como "Young Professionals", que tem um refrão bom de ouvir. Algumas curiosidades se você ainda não se convenceu: o The Young Professionals é de Israel. No site oficial eles se definem como "Nós criamos algo novo, sempre baseado em algo antigo. Através de sons, palavras, imagens e materiais nós tentamos nos comunicar com você, com os outros e com nós mesmos."

Acho que agora você já tem mais do que muita música boa para ouvir, alguns desses eu tenho ouvido há meses. Esse post eu escrevi há uma semanas e agora já tem 7 artistas diferentes na minha playlist - estão entendendo o drama das indicações? Um por semana é pouco pro ritmo na minha playlist. Não sei como eu vou fazer como tanta música. Vamos dar uma pausa, galera? Eu sou uma só!



Ainda quer mais?
Se você quer mais, aqui vai alguns que eu não posso deixar de citar: Die Antwoord, com um rap sul-africano baseado no movimento Zef de contracultura, mais significação e resistência do que batidão pra ouvir cazamiga, mas vale a pena conhecer. Indico "Rich Bitch" para ouvir (não assista o clipe, escute antes) e Fatty Boom Boom que talvez você tenha ouvido por causa da polêmizZzzz da Lady Gaga. Imagine Dragons, banda de "indie rock" americana. É uma música deles que toca no trailer de "As Vantagens de Ser Invisível". Kiss, o álbum da Carly Rae Jepsen, que tem mais do que "Call Me Maybe", acredite. É música pop, com um eletrônico antigo e limpo. Legal de ouvir. The Getaway Plan, banda de rock no estilo de bandas Fueled By Ramen que enfia um instrumental clássico, escutem o álbum "Requiem". Trilha sonora de Resident Evil 5: Retribuição, que não é tão boa quanto a do 4, mas tem uma pegada mais clássica que vale a pena. 

Não esqueçam das músicas novas soltas: tipo "Skyfall" da Adele para o novo filme do 007, as extras da Cher Lloyd na versão americana do álbum ("Oath" é bem clichê, mas "Behind The Music" é boa) e "Silver Lining" da Jessie J (para o novo filme da Jennifer Lawrence!). 


E EM BREVE TEREMOS A ESTREIA DO HOT [PLAY]LIST! O que é isso? Acho que você já tem ideia... 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Para quem gosta de música: Tokio Hotel


"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Tokio Hotel
Origem: Alemanha
Similares: The Pretty Reckless, Nirvana, Three Days Grace, Three Doors Down, Papa Roach, The Runaways, Sum 41, Evanescence.

Quando eu li o post da Dana sobre The Pretty Reckless, não parei de me perguntar por que ainda não tínhamos tido um Para Quem Gosta de Música do Tokio Hotel. Principalmente porque essa banda é uma das minhas favoritas quando se trata de rock - na verdade, é uma das minhas bandas favoritas no geral, e eu não acho isso pouca coisa. Tokio Hotel é rock sim, não dá pra negar, mas acho que é um estilo que ultrapassa isso.

Eu conheci Tokio Hotel em 2009. E assim como muita gente, eu não consegui identificar de imediato se o vocalista era uma mulher ou um homem. E olha que hoje em dia eu sou fã da banda. Aquele estilinho meio andrógeno do Bill (vocalista) me causava um pouco de estranhamento. Por algum motivo do além, quem me apresentou a banda foi uma amiga minha da época. Ela vivia me dizendo que eu devia dar uma chance e parar de vez com o preconceito.
*Dana se intrometendo: Eu também tive o problema de não saber se era mulher ou homem. Parece até brinks, mas não foi com o vocalista, foi com o irmão dele. HUAHA E nas fotos daquela época ainda acho ele com mais cara de menina do que o Bill. Lembro até hoje de pensar "Que que essa menina tá fazendo aí? Deve ser namorada do vocalista". 

Pois bem, eu dei uma chance. E me apaixonei *o*. Acho que estava naquela fase da adolescência em que as pessoas precisam se viciar em alguma coisa, quem já passou por isso sabe do que estou falando. No meu caso foi o Tokio Hotel. Meu amor por eles cresceu em apenas um mês, mas grande parte disso foi culpa das músicas. Porque eu achava todas legais - e geralmente eu sou chata com música, tipo muito chata. Então, acho que vocês deviam dar uma chance também.

É claro que uma banda não é composta única e exclusivamente através da imagem do cantor, por isso fui procurar mais sobre os outros integrantes (são 4 no total) depois de ouvir os álbuns. Aliás, de longe, os outros três pareciam meramente mais "normais" que o Bill. Descobri que ele e o Tom (guitarrista), por curiosidade, são irmãos gêmeos idênticos - embora não pareça... E o Georg (baixista) tem uma semelhança perturbadora com o Axl Rose, do Guns N' Roses - apesar de eles não serem parentes. O Gustav (bateirista), o quarto membro, é o único que parece não ter origens curiosas.

        
Georg há poucos anos e Axl mais ou menos em 1980...
Irmãos Kaulitz
Enfim, não foi pra falar das raízes duvidosas dos integrantes que eu vim aqui hoje! Eu vim pra falar de música. Pra começar, apesar do nome, Tokio Hotel é uma banda alemã, a Dana já falou disso no post do Pretty Reckless. Eles têm álbuns em alemão e em inglês e nos shows costumam misturar as versões das músicas. No Brasil, as versões alemãs dos discos costumam ser difíceis de achar, acho que só importando. De um modo geral, eu gosto das músicas em inglês, me acostumei com elas assim. E acho que até prefiro.

No início, Tokio Hotel era uma banda de rock mais singular, reta, tradicional. Com o passar do tempo e o lançamento de outros álbuns, deu pra perceber uma evolução na qualidade e no próprio estilo de música, que foi ganhando um pouco de eletrônico no meio. É quase como se as canções mudassem de batida como o Bill muda de visual -n. Ao todo, são 4 álbuns, embora as músicas se repitam em versões em alemão e inglês em lançamentos diferentes. O primeiro single, "Monsoon", pode ser ouvido no primeiro disco (alemão), mas também está no terceiro (em inglês). Humanoid (2009), o último álbum inédito lançado, foi feito em duas versões diferentes ao mesmo tempo, provavelmente para evitar esse tipo de confusão. Zimmer 483 (ou Room 483), lançado em 2007, também teve duas versões por esse mesmo motivo.

As músicas que me conquistaram estão espalhadas, e não sei bem se tem um disco que é o melhor, embora as minhas favoritas estejam concentradas em Room 483. Destaque para a própria "Monsoon",  "Ready Set Go", "Love is Dead" e "1000 Ocenas". Se você quiser conhecer alguma em alemão, sugiro  "Ich Bin Nicht Ich" e "Rette Mich" que são mais antigas e até a voz é diferente. Tem também a "In die Nacht", que foi uma música escrita do Bill para o Tom e tem uma batida mais lentinha. Em termos de eletrônica, a "Darkside of the Sun", "Noise" e "Dogs Unleashed" também merecem ser ouvidas, e são bem mais recentes e fáceis de escutar sem preconceitos.

Ah! Só pra dar um destaque maior em umas músicas que eu acho interessante todo mundo ouvir: "Pain of Love", que é uma que você precisa ouvir nas duas versões, só porque ela foge bastante dos padrões de música de hoje em dia. Além dessa, tem a "Strange", que na verdade foi uma parceira do Tokio com a Kerli, uma cantora estoniana até um pouco conhecida. Essa música foi trilha sonora de "Alice no País das Maravilhas" do Tim Burton, láaaa em 2010.

"Don't Jump": No Brasil, a maioria do pessoal que conheceu Tokio Hotel tem como referência "Don't Jump", e é a minha canção favorita, disparado. Porém, muita gente julga a banda como emo por conta dessa mesma música, e não é bem assim. Aliás, acho que Tokio é muito mais rock de atitude do que qualquer outra coisa, mas vou parar de falar pra deixar você ouvir e tirar suas próprias conclusões. 
          
         
                                 
O que ouvir para começar? Acho legal dar uma chance pra "Ready Set Go", "Forever Now" e "Monsoon". Muita gente fala de "Automatic" também, e "World Behind my Wall",  que são as mais americanizadas. A "Dark side of the Sun" é bem padrão rock animado, e "Attention" também é boa. Como Tokio Hotel muda um pouco a cada ano, fica difícil indicar um único estilo padrão "mais aceitável".

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Para quem gosta de música: Bridgit Mendler

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Bridgit Mendler
Origem: Estados Unidos
Similares: Jessie J, Lily Allen, Katy Perry, Sara Bareilles, We The Kings, Kate Nash, Cher Lloyd, Demi Lovato, Selena Gomez...

Quando falei dos 7 cds mais esperados disse que ouvi o single "Ready or Not" da Bridgit Mendler e fiquei curiosa para ver o resultado. Foi melhor do que eu esperava e já grudou na minha playlist junto com o Halcyon da Ellie Goulding e o Kiss da Carly Rae Jepsen. Com certeza valia apresentar aqui!

Eu conheci a Bridgit Mendler em... "Os Feiticeiros de Waverly Place". Se você também passa alguns momentos de descanso assistindo Disney, com certeza já deve ter visto ela. A namorada vampira do Justin, lembra? Ela também é uma das principais no "Boa Sorte, Charlie!". Mas eu nem imaginava que ela era cantora. Para você ter ideia, assisti mil vezes "Ready or Not" na falta do que fazer e não me dei conta de que era ela.

Acho que com a Miley Cyrus de cabelo branco, a Demi Lovato internada e a Selena Gomez quase casada com outra mulher, eles precisaram lançar alguém novo. Enquanto o laboratório ainda está gerando as próximas estrelas, a Bridgit Mendler foi a melhor opção.

MAS CALMA AÍ! Se você é desses que tem preconceito com a Disney, não descarte a Bridgit antes de ouvir as músicas, até porque parece que é para um público mais velho. E se você já gosta da Disney, há 90% de chance de gostar dela.

No post dos 7 cds, eu tinha dado como referência para "Ready or Not" a Lily Allen e "Ur So Gay" da Katy Perry. Mas foi meu irmão que me acordou para a referência certa. Depois que eu coloquei o cd da Bridgit rolando aqui sem falar nada, só para ver a reação do meu irmão (também tenho meu laboratório. HÁ), ele disse "tava me perguntando o que era isso. Se a Jessie J lançou cd, sei lá".

Só esse meme pode expressar como eu me senti quando fiz a ligação Jessie J-Bridgit Mendler.

Bridgit Mendler é a versão Disney da Jessie J. Menos rap, mais pop. As músicas são muito bem fechadas e produzidas, o que é de se esperar da Disney. Tem o lado Lily Allen e uma coisa meio latina, mas ainda assim a semelhança está lá. "Price Tag" fecha a tríade de referências do single.

O melhor mesmo da música (e acho que é por isso que vale a pena conferir) é a voz e o modo como ela canta. A melodia é meio contagiante. Não é algo tipo Call Me Maybe que gruda no seu cérebro igual chiclete, é mais para algo legal de ouvir. Preste atenção no refrão de "Forgot to Laugh" ou "Hurricane".

Ainda poderia falar muita coisa, porque as músicas são cheias de detalhes. Escute as vozes no final de "Hurricane" e a mistura de instrumentos em "City Lights". "All I See Is Gold" é praticamente só voz, não me assustaria em encontrar "The Fall Song" no álbum da Sara Bareilles. E ainda tem "Love Will Tell Us Where To Go", que parece o hip hop da época de Dilemma do Nelly (qual é! é o mês dos zumbis, posso desenterrar). Eu queria colocar em palavras a música, mas acho que funciona melhor se você for escutar.


"Ready or Not": Eu queria colocar outra música pra variar, mas não tem vídeo. Então coloquei esse acústico que é MUITO legal e mostra a música mais "pura".


O que ouvir para começar? Já falei tanto de "Ready Or Not" que nem conta como indicação. A primeira a me chamar atenção foi "Forgot To Laugh", mas pela quantidade de vezes que eu citei "Hurricane", essa também vale (aliás, essa música foi confirmada como segundo single). "City Lights" é para quem quer uma "diferente". E desde o início, o título de "Rocks At My Window" me chamou a atenção. E vou só terminar com "5:15". Na verdade, escute o álbum "Hello My Name Is" inteiro, vale a pena.

Por enquanto a Bridgit Mendler só lançou o álbum "Hello My Name Is" (aliás, que saiu ontem, mas já tinha vazado desde o início do mês), que é a sua estreia definitiva no mundo da música. Além desse, você pode procurar algumas músicas perdidas feitas para trilha sonora da Disney.


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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Para quem gosta de música: Florence + The Machine

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Florence + The Machine
Origem: Inglaterra
Similares: Lykke Li, Bat for Lashes, Kyla La Grande, Niki and the Dove, Marina and The Diamonds...

Esse post está para ser feito há um bom tempo. Tipo, essa é a minha banda favorita e vocês sabem o quanto eu gosto de compartilhar tudo o que eu amo aqui com vocês. Acontece que eu acabei enrolando, enrolando, enrolando e só saiu agora. Mas vamos logo pra parte boa senão eu fico com preguiça e desisto de escrever!

Bem, você com certeza já ouviu alguma música da Florence + The Machine, mesmo que não saiba. "The dog days ares over / The dog days are done / Can't you hear the horses? / 'Cause here they come" com certeza te diz alguma coisa. Essa música toca em todo lugar (sério, de vez em quando toca até na Globo '-') e foi exatamente assim que eu conheci a banda.

Eu fui escutando uma música ou outra e ficava nisso. Aí, em 2011, meu amor foi crescendo e em outubro, quando saiu o segundo álbum, Ceremonials, Florence And The Machine se consolidou no meu coração.

A banda é de uma qualidade tão alta que é difícil dizer o que mais me fez gostar, haha. Mas eu acho que é uma mistura de tudo. Digo, tem uma banda que eu gosto mais das letras das músicas, outra que gosto mais pelo instrumental e ainda outra que tem uma voz linda, mas a Florence And The Machine é uma mistura de tudo.

É inegável que a voz da Florence é maravilhosa, as letras são boas e profundas (sério!), além de ter um instrumental que - perdão pela palavra - é foda. Pode parecer bizarro, mas sempre que eu escuto uma música da banda eu sinto vontade de dançar. Não é a animação que uma música pop passa e que você dança, sei lá, na boate, ou aquele rock que você sai pulando de tanta energia, você quer curtir a música, só isso.

Flo e Isa <3
Uma coisa engraçada é que quando me perguntam qual é o estilo da Florence And The Machine, eu nunca sei responder. Na verdade, eu digo que é... diferente. Tipo, o conceito da banda já é diferente do que a gente vê por aí, começando pelos instrumentos. Não é sempre que você vê por aí uma banda investindo na harpa ou na percussão e isso é uma coisa que Florence And The Machine faz muito bem.

Deixando o detalhe do diferencial, acho que a Florence se encaixa bem em soul e até em folk. Há quem fale também em indie, mas eu não concordo porque não vejo quase nenhuma semelhança entre outras bandas que são realmente indie.

Partindo para a parte mais "técnica": a banda nasceu em 2007 e constituída pela Florence Welch (vocal), 25 anos, e a The Machine (A Máquina), que é a banda de apoio.  A The Machine tem vários músicos, entre eles a Isabella Summers (ou Isa Machine), que além de tocar teclado, escreve a maioria das músicas com a Florence. Além disso, as duas, inclusive, tem um projeto paralelo bem legal, o Florrible & Misrabella, que posso falar em um post futuro, se vocês quiserem.

A banda só tem dois álbuns de estúdio lançados, o Lungs (2009) e o Ceremonials (2011). Uma coisa que eu costumo dizer sobre os dois é que eles são bem diferentes entre si. Enquanto o primeiro tem meio que uma mistura de estilos, o último é quase que uma só coisa. Para ter uma ideia, em Lungs tem uma com uma batida mais pop (Kiss with a fist), outra que é mais sombria (I’m not calling you a liar) e outra ainda que tem até uma pegada um pouco country (Hospital beds).


"Never let me go": Escolher um único clipe para mostrar para vocês já é difícil e quando esse clipe é da Florence, as coisas pioram porque eles são realmente muito bons. Foi difícil escolher (ainda mais quando o fantástico clipe de No light, No light está concorrendo, mas esse é um dos que eu mais gosto



O que ouvir para começar? Do primeiro álbum, já falei das que eu mais gosto ali em cima, mas uma ficou de fora: "Between two lungs". Essa é provavelmente a segunda música que eu mais gosto e o instrumental é tão bom que eu nem sei o que dizer, apenas vá ouvir*. Do segundo álbum, além das duas que eu falei, ouçam "What the water gave me" (minha favorita <3), "Breaking Down" e "Heartlines" e só tenho isso a dizer. haha <3
*Um aviso: você terá orgasmos.

A música-tema de "Branca de Neve e o Caçador", "Breath of Life", também é daquelas que tem letra uma letra ótima e vale a pena. E o coral que canta junto é simplesmente maravilhoso! E se você tentou ouvir essas e não gostou, por favor se retire do blog e nunca mais volte aqui tenta "Sweet Nothing", que é bem diferente do estilo da Florence. Isso porque a música é, na verdade, uma parceria que ela fez com o Calvin Harris, que toca música eletrônica. Aliás, se você não gostar de música eletrônica não tem problema, eu não gosto nem um pouco e gostei bastante dessa. Se não der de jeito nenhum, pelo menos você viu a Florence sendo linda de homem! lol

Obs.: Esse é o meu primeiro PQGdM, digam-me nos comentários se vocês gostaram de como eu fiz (tentei seguir o estilo de sempre, mas nunca se sabe), o que querem que eu mude, etc.


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Para quem gosta de música: Erin McCarley

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Erin McCarley
Origem: Estados Unidos
Similares: Sara Bareilles, Train, Alexz Johnson, A Fina Frenzy, The Corrs, The Calling, trilha sonora de Para Sempre, The Maine, Parachute, Taylor Swift...

Essa combinação de chuva mais a noite calma pediu uma trilha sonora especial e é por isso que venho aqui falar de Erin McCarley. No estilo da Alexz Johnson que eu já comentei aqui, vai ser difícil não agradar. Aliás, pode ser até a trilha sonora que você estava esperando.

Esses dias eu recebi um email do NoiseTrade (indicado, se você não conhece) com um EP de música acústica da Erin McCarley. Eu recebo uns mil desse, mas nem sempre acompanho tudo, mas sei lá por que eu decidi abrir justamente o da Erin McCarley. Talvez tenha sido a culpa por deixar passar tantos artistas novos. De uma forma ou de outra, foi com certeza uma boa ideia.

A Erin McCarley tem um tipo de música que chama atenção logo que começa, simplesmente porque é um estilo simples e meio pop, que como o da Alexz Johnson, conquista muita gente. Esse EP acústico, que você pode baixar de graça aqui (atenção: de graça, não ilegalmente), vem com algumas músicas e é bem tranquilo. Sabe aquela canção tranquila que toca em bar no fim da noite? É assim, só que um pouco mais legal.

Agora o álbum, My Stadium Electric, é outra conversa. Não totalmente diferente, mas traz outra dimensão para as músicas. Aquilo que eu pensei que ia ser só o pop de violão, traz um estilo que às vezes soa até como bandas de rock indie. E os instrumentos são bem trabalhados na música. Pensando bem, ela sozinha faz um "pop alternativo" que normalmente nós vemos com bandas tipo Train, Parachute ou The Maine.

As músicas dela poderiam encaixar em um monte de trilhas sonoras. Seria fácil ver em qualquer filme de romance, em diversos momentos dele. Não me assustaria nem um pouco se encontrasse na trilha sonora de Pretty Little Liars. Se alguém enfiasse no meio das músicas de Para Sempre, ninguém nem repararia que era do mesmo estilo.

Não tenho nem como colocar em palavras direito o quanto eu tenho gostado dessas músicas dela, dá até vontade de fazer um filme só para colocá-las no meio. Não é nada do tipo que vai te transformar em fã, nem algo com potencial "hit do verão", e nem acho que essas músicas são pra isso. O negócio é só deixar tocando e aproveitar.

Até o momento, ela tem dois cds. Love, Save the Empty de 2008 e My Stadium Eletric de 2012. Eu ainda não ouvi o primeiro, mas pela música principal "Love, Save the Empty", parece ser do mesmo estilo se não melhor. Aliás, essa música está na trilha de "Ele Não Está Tão a Fim De Você", que tem a linda da Ginnifer Goodwin (também conhecida como Branca de Neve). Fora isso, que a internet tenha mostrado, ela também tem o EP The Boys Club acústico de graça que eu falei.

"What I Needed": Esse é o vídeo de onde saiu as músicas para o EP. Essa é uma das minhas preferidas, na versão acústica e na original.


O que ouvir para começar? Além de "What I Needed", indico "Hush Hush" que eu gostei realmente. "You're Not That Someone", "Vertigo" e "Re-Arrange Again" também são legais. Além dessas, indico uma que só está no EP, "The King and The Cat". A partir daí, é com vocês. Ao infinito e além. :)

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>>> Resenha de Para Sempre


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Para quem gosta de música: Papa Roach


"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Papa Roach
Origem: Estados Unidos
Similares: Nirvana, You Me At Six, Three Days Grace, Evanescence, Avenged Sevenfold, The Red Jumpsuit Apparatus, Sum 41, The Runaways, The Pretty Reckless e bandas de rock jovens da década de 90...

Eu conheci Papa Roach por um acaso enorme (mesmo). Acontece que tenho um amigo que sempre fica me mandando link de música - desde rock pesado até Taylor Swift - e numa dessas ele me mandou  "No Matter What", que - confesso - eu nem gostei tanto assim de início. Meu amigo ficou revoltado no estilo *como você não gostou????* e me mandou mais algumas músicas da banda. E aí eu descobri que a maioria das canções eram muito legais, e que na verdade o maior sucesso era uma exceção à regra (hoje eu até curto essa música).

Eu nunca tive um gosto musical muito certo, na verdade tenho uma tendência para o rock, mas eu também gosto de muita coisa pop e até um pouco de Lana del Rey, no melhor estilo melancolia emo. Esse meu amigo e a Dana vivem me dizendo que eu sofro de um *preconceito musical crônico*, mas não é disso que eu vim falar hoje.

Sabe toda aquela coisa que anda aparecendo agora? Esses rocks que parecem pop, esse pop que é mais eletrônica e tudo mais? Então, eu adoro isso, na verdade acho até construtivo em termos de renovação cultural, mas é que às vezes eu sinto falta do antigo, entendem? Das músicas convencionais sem grandes efeitos de estúdio, aquelas que você escuta e pensa imediatamente: isso é rock, ou isso é pop, sem dúvida alguma. E mesmo sendo esse rock mais previsível, mas é do tipo metal, não tem aquela coisa mais pesada de gritos e etc. É um rock mais raiz, mais natural, é como a Dana falou naquele post de The Pretty Reckless: chama a atenção porque ambas as bandas são do mesmo estilo de rock simples, sem efeitos, como se estivesse limpo.

Papa Roach é o que você pode considerar como o rock reto, linear, sem grandes mudanças drásticas no gênero. Para vocês terem uma ideia, a banda existe desde 1993, então você pode imaginar toda a influência musical que eles sofreram. Acredito que a mais explícita seja o Nirvana.

PORÉM, apesar desse tempo todo de estrada, a banda só ficou conhecida em 2000, com o álbum Infest, que ganhou prêmio e tudo. Destaque para "Broken Home" e o sucesso "Last Resort" que eu não sei por que, me lembra um pouco o som do Blink 182.

lápis de olho, galero.
A maioria dos clipes seguem uma linha parecida, escuros, de certa forma fazendo referência à estereótipos do próprio rock, com direito a roupas e/ou rasgadas e sobrepostas, lápis de olho, unhas pintadas de preto e algumas coisas grotescas. Não foram os clipes que me conquistaram, mas sim as músicas. Talvez pela minha inclinação melancólica ou coisa parecida, porque muitas letras têm esse tipo de pegada. É assim com "Last Resort", "Scars" e "Forever", uma das minhas favoritas.

Até agora, eles têm 7 CD's e o oitavo lança em outubro desse ano e vai se chamar The Connection. Dos que já saíram, destaque enorme para Getting Away with Murder- que tem as faixas "Take me" e "Scars", muito boas por sinal. O álbum anterior, Time For Annihilation (2010), no entanto, foi o mais inovador de todos, porque saiu com apenas 5 faixas inéditas (dessas, apenas uma não virou singles, e as outras 9 eram todas cantadas ao vivo - a enorme maioria sucessos da banda. Na verdade, as que eu mais gosto hoje em dia vieram daí:  "Kick In The Teeth", que tem aquele ar inegável de *já escutei isso antes e não sabia que era deles*; e "One Track Mind", que é a que mais toca no meu Ipod.

Falando em questão da própria batida da banda: de um modo geral, todas as músicas têm uma introdução muito boa. Isso acontece com "Hollywood Whore" e "Blood Brothers" (essa, além de introdução impecável, tem letra no estilo meio crítica social). E isso fora o fato de que todo rock sempre tem um solo... de guitarra. Dá pra perceber no início de "One Track Mind", e em "Burn", que apesar de ser repetitiva, eu gosto bastante.

"One Track Mind": escolhi essa porque é uma daquelas músicas que de tanto escutar já conheço frases de longe. E foi a primeira que eu gostei de verdade (já que vocês já sabem a história com "No Matter What" UHSUHA).

             

O que ouvir para começar: para você que não está acostumando com esse tipo de som, indico "Kick In The Teeth", "No Matter What", "Forever" e "Scars". São músicas menos pesadas em questão de instrumentos e que são fáceis de ouvir sem grandes preconceitos. Além disso, eu acho muito mais fácil gostar de Papa Roach se você começar pelas músicas certas em vez de ir direto em "Take me", por exemplo.

Veja também
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Papa Roach também é aprovado pela Dana, que escuta Taylor Swift E Papa Roach.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Para quem gosta de música: Alexz Johnson

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Alexz Johnson
Origem: Canadá
Similares: Sixpence None the Richer, She & Him, The Civil Wars, Taylor Swift, Colbie Caillat, John Mayer, Alanis Morissette...

Acho que essa é a primeira vez que eu indico algo que eu ainda estou "conhecendo". Alexz Johnson tem uma carreira estranha, mas pode ser considerada nova. Ela faz aquele tipo de músico pop/folk com as suas próprias variações. Se você gosta daquela música pop simples para ouvir de noite pensando na vida, isso é o que você estava procurando.

Um aviso! Esse post é baseado no EP Skipping Stone. Mesmo que você já conheça a Alexz Johnson vale a pena dar uma lida, você pode se surpreender.

Dessa vez eu não tenho uma história enorme, é algo que eu tenho ouvido nesses últimos meses e gostado bastante. Eu sinceramente não sei de onde brotou aqui as músicas do EP Skipping Stone da Alexz Johnson, só sei que eu estou feliz que tenha acontecido. Toda vez que tocava no meio das músicas eu me perguntava: mas quem que é? Depois meu irmão ouviu e gostou tanto que até "roubou" as minhas músicas. Tinha que dividir aqui, né?
*Depois de escrever esse post deixei as músicas tocando enquanto uns amigos passaram aqui em casa. Engraçado é que eles tiveram a mesma reação que eu e o meu irmão.

As músicas dela são daquele pop tranquilo. Se você gosta daquela combinação violão + voz, vai gostar da Alexz Johnson. Não chega a ser algo Colbie Caillat. Acho que se for fazer uma correspondência, Colbie é a garota da praia, Taylor Swift é a garota da fazenda e Alexz Johnson a da cidade.

Lembram daquela música antiga Kiss Me do Sixpence None the Richer? É mais ou menos esse clima. As músicas do Skipping Stone têm mesmo essa vibe de antigas. Uma das minhas preferidas, "Give Me Fire", poderia tocar até naqueles bailes onde "Twist and Shout" dos Beatles fazia sucesso.

Às músicas começam parecendo simples, mas ficam realmente legais. Se você gosta de algumas das referências desse post, ou simplesmente de música, deveria tentar ouvir. :)

Minha impressão é de que a Alexz Johnson foi uma dessas muitas garotinhas que cantam bem e fecham com um cara para produzir um álbum que não sai grande coisa e desaparece. No caso dela, decide continuar sozinha. A discografia dela é até meio confusa, ela também é atriz (não fez nada tão grande assim). Você pode ver tudo o que ela fez no Wikipédia, agora eu estou ouvindo o álbum Voodoo e está sendo bem diferente (ainda não decidi se indicaria). A minha dica é ir pelos últimos, agora eu vou passar para o The Basement Recordings.
*e a internet está cheia de fotos horríveis dela, ignore. 

"Skipping Stone": foi o primeiro clipe que eu encontrei e acho que é boa o suficiente. :)


O que ouvir para começar? Como o post é mais inclinado às músicas da Alexz Johnson no Skipping Stone, todas elas. São só cinco. Pela ordem de preferência: Pleased to Meet You, Give Me Fire, Thief, Skipping Stone e Walking. A primeira é uma das mais diferentes, e Thief é uma das fáceis de gostar.

Veja também
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Para quem gosta de música: The Pretty Reckless

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje:The Pretty Reckless
Origem: Estados Unidos
Similares: The Runaways, Nirvana...

Faz tipo uns mil anos que eu quero falar de The Pretty Reckless aqui, mas a chance (e inspiração) só veio num dia desses por causa dos shows da banda no Brasil. Aliás, o post que nós tivemos sobre o show no Brasil era para ser um comentário aqui, mas acabou rendendo. Bem, se você não sabe nem o que é The Pretty Reckless e gosta de música, vamos continuar.
*Ali no similares são mais influências, tenho até medo de colocar algo idolatrado assim e tentarem me matar, por isso deixei só dois para dar uma ideia.

Eu conheci o The Pretty Reckless pelo modo mais comum: Taylor Momsen e sua personagem Jenny de Gossip Girl (pausa para o preconceito ir embora). Não assistia a série, mas eu sempre soube das notícias por osmose. Eu lembro que não tinha nem música, precisei esperar e levar bastante tempo me contentando com umas demos. Segundo o wikipédia, elas eram "He Loves You" e "Zombie"*, mas se você viu o Meu Top 5 sabe que eu não tenho condições de lembrar. De qualquer forma, isso faz sentido, porque essas são mais familiares para mim do que o álbum Light Me Up inteiro.
*Eu encontrei aqui na minha pasta ao lado de "He Loves You" as músicas "Blender" e "Superhero" de 2009 e que não estão no cd.

Bem, agora eles já têm um EP, o The Pretty Reckles; um álbum inteiro, o Light Me Up; e recentemente lançaram o Hit Me Like A Man, outro EP. Ah, e muitos - muitos! - fãs. 

Não, a banda não é só ela...
Acho que não há muito mistério em por que gostar de The Pretty Reckless. É aquela música de rock mais tradicional, com guitarras fortes e uma voz berrando (não GRITANDO, mas cantando com força). As músicas são surpreendentemente simples e chamam atenção por isso. Para os jovens ou aqueles que como eu têm problemas de ouvir coisas antigas, o The Pretty Reckless veio na hora certa. O rock é bom e todo mundo gosta, só não é atraentemente novo. Ou não era.

Sem falar que praticamente não existe uma banda atual com potencial de fama baseada nesse rock mais simples. Você ainda pode fazer isso no seu quarto, mas para entrar na rádio entre o Kanye West e a Kesha? No máximo, eu diria, dá para forçar o Tokio Hotel nessa "lista", mas não posso comentar muito porque não tive tempo para acompanhar desde que eles começaram a cantar em inglês (sério).

Basicamente, o rock, a voz da Taylor Momsen e como as letras são encaixadas são os destaques na música do The Pretty Reckless. Se você gostar de uma música provavelmente vai gostar de todas as outras.

"My Medicine": o clipe eu nem gosto tanto assim, mas a música é uma das mais legais (na minha humilde opinião).


O que ouvir para começar? Vá pelos singles, depois que se acostumar vai conhecendo a banda. "My Medicine" é uma das minhas preferidas. "Factory Girl" também é uma boa. E "You", que é a lentinha Se você for como o Paulo que vai pelo álbum inteiro de uma vez, escuta o Light Me Up. Se não, pega um dos EPs, talvez o Hit Me Like A Man. 


Veja também
>>> The Pretty Reckless no Rio de Janeiro: a escrava sexual do coisa ruim
>>> Veja outros Para quem gosta de música


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Para quem gosta de música: Marina and The Diamonds

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Marina and The Diamonds
Origem: Reino Unido (Mais exatamente, Abergavenny, Monmouthshir. Boa sorte)
Similares: Katy Perry, Enya, Robyn, La Roux, Cher Lloyd, Muse, Florence and The Machine, Nicola Roberts, Ellie Goulding...

Finalmente o "Para quem gosta de música" está de volta! O nosso lugar no CC de indicar música para quem quer algo novo/diferente na playlist. Vamos começar pelo lado pop (e UK) da coisa com Marina And The Diamonds. Como eu falei em PQGdM anteriores, o pop britânico nunca é apenas pop, eles sempre parecem que estão criando algo novo. Dessa vez o pop vem com... Enya?

Eu não lembro bem como eu conheci Marina And The Diamonds, provavelmente em algum comentário do twitter, ou em alguma das vezes que o Paulo falou que não gostava dela. De uma forma ou de outra, foi só quando eu encontrei o post "10 músicas que você precisa ouvir" (veja aqui) é que eu realmente comecei a ouvir. "Primadonna" me conquistou de cara com o jeito pop eletrônico com base em um pop rock, uma mistura atual e ela ainda varia o jeito de cantar o tempo todo. É claro que ficou aí, né? Na época ela ainda não havia lançado o "Electra Heart" e eu me contentei ouvindo música da Neon Hitch (outra sem cd...).

Um bom tempo depois de deixar a Marina com os diamantes pra lá, lembrei que o cd finalmente havia saído. Eu não fazia ideia de como aquele tipo de música que eu encontrei em "Primadonna" se espalharia por um álbum inteiro, mas o resultado foi surpreendente.

também conhecida como Dona Florinda
STOP! Uma pausa para fazer uma comentário: antes do álbum Electra Heart ela havia lançado o The Family Jewels, mas não sei por qual motivo alienígena eu não percebi/dei atenção na época. As músicas dele também são legais, cada vez eu me surpreendo gostando mais. Só não indico como introdução.

Imagine um cruzamento da Katy Perry do One of The Boys com Enya (trilha sonora de Senhor dos Anéis) versão europeia com batidas eletrônicas um pouco mais puxadas. Eu sei que é bem difícil imaginar. A boa notícia é que você não precisa, é só escutar Marina And The Diamonds.
"É tipo pegar o Pavarotti e colocar pra cantar funk" - meu irmão sobre a voz dela, há um fundo de verdade.
Além disso, como eu falei de "Primadonna", ela usa a voz de mais de uma forma, às vezes com uma pegada clássica. No início dava a impressão até de que era mais de uma pessoa. Curiosamente, no clipe de "Primadonna" o cabelo dela começa preto e depois é loiro, o que dá uma sensação engraçada. Se você focar no preto, você vê uma pessoa. Se focar no loiro, você vê "outra".

olha bem....
"Primadonna": foi o que me conquistou, acho que vale a pena colocar aqui. Mas no final do post vou colocar uns links acústicos muito legais que eu acabei de descobrir. *-*


O que ouvir para começar? Fora a que foi citada mil vezes nesse post, duas me chamaram atenção: "Homewrecker" e "Teen Idle". A primeira é a que eu mais gosto, perdi a conta das vezes que andei por aí cantando "They call me... homewrecker, homewerckeeeer". Fica na cabeça. A segunda é mais viajada e o lado Enya da coisa, mas foi a letra que toda santa vez me chamava atenção:
 "Wish I’d been a prom queen fighting for the title, instead of being sixteen and burning up a bible... Feeling super, super, super suicidal" - tipo: wtf essa mulher tá cantando?
Uma das mais fáceis de gostar é "Hypocrates" (e essa eu indico a todos), é aquela tranquila que você escuta com a janela do carro aberta no fim da tarde. Eu poderia indicar todo o resto, mas para começar acho que essas valem. E depois que você se acostumar com todo o Electra Heart, aí você pode pensar em conhecer o "The Family Jewels" (sério).


Veja também
>>> Assista a um vídeo acústico de Lies
>>> Assista a um vídeo acústico de Homewrecker
>>> Assista a um vídeo acústico de Primadonna
>>> Veja outros Para quem gosta de música

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Culpa é do John Green, dia 4 - Músicas feitas por fãs


Olá, leitores! :D

Para fechar o dia de curiosidades, trago um tópico que todo mundo gosta: músicas. Mas não é qualquer música, são músicas compostas e cantadas por fãs do John Green para "A culpa é das estrelas". Tem vááárias delas no youtube e foi muito difícil escolher as que eu ia postar aqui, mas resolvi fazer um top 5 das que eu mais gosto. E todas elas são em inglês*, mas se você quer saber o que eles estão dizendo e não souber inglês, a maioria delas tem a letra na descrição do vídeo aí é só colocar no google tradutor e tal. 
* Se você tiver talento e gostar de escrever/cantar, faça uma música em português que a gente posta aqui! \o/


5)



4)



3) Grenade



2) Minesweeper



1) It happens slowly



Extra) Permafrost - Laurena Segura
*Essa, na verdade, não é uma música para ACeDE. Ela é de uma nerdfighter, a Laurena Segura, e foi a música usada para o book trailer de ACeDE. Ela entra aqui porque tem bastante a ver com o livro. ;)


Curtiram? :D Como falei lá no início, tem várias bem legais, então eu fiz uma playlist e vocês podem conferi-la aqui.



Até amanhã! o/