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quarta-feira, 6 de junho de 2012

[Resenha] Just Listen, de Sarah Dessen

por Dana Martins
- Livro: "Just Listen - A Garota Que Esconde Um Segredo"
- Livro Único
- Autora: Sarah Dessen
- Editora: Farol
- Comprar: Siciliano, Saraiva, Travessa.
- No skoob









Mini-crítica: 
Foi um livro que acabou sendo o que eu imaginava e ao mesmo tempo me surpreendeu com os temas que abordou. Não é só uma garota envolvida em intrigas adolescentes que encontra um cara de fora e descobre um outro "mundo". É uma garota com vários problemas, acumulados ao longo dos anos, que chegou a um momento insuportável e teve a chance de se descobrir. Tudo isso com aquele clima adolescente de história em cidade pequena e misturado com música (Owen é viciado em música, fala um monte de coisas legais sobre música, participa de uma rádio comunitária e eles ainda vão para shows!). 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

A gente achou que seria legal entrar no clima da #SemanaDessen e estou aqui para falar de "Just Listen" da Sarah Dessen. Até o momento, esse foi o único livro que eu li dela e, para você ter ideia, eu não sabia que ela era conhecida e já tinha outros livros publicados. Eu fui ler esse livro porque eu encontrei na livraria, fui com a cara da capa e gostei do nome. Achei que seria legal ler.
"Depois de ter sido pega com o namorado da melhor amiga numa festa, Annabel Green começa o ano letivo sendo ignorada pelo resto da escola. Mas o que realmente aconteceu naquela noite ainda é segredo, que ela não arrisca contar para ninguém."
E esse é só um dos problemas da Annabel, que parece se enrolar cada vez mais em uma teia de mentiras para fugir da realidade.

O livro parte do momento que as coisas começam a dar errado e é sobre a Annabel encarar a verdade. Por causa da tal coisa que aconteceu na festa e ela não conta para ninguém, ela fica praticamente excluída socialmente. É assim que ela começa a falar com Owen, aquele cara que vive no próprio canto, mas como em muitas histórias adolescentes tem fama de ser mal, tipo "já passou pela cadeia, matou gente e assalta lojas, é por isso que não falam com ele". No começo, só aproveitam a companhia silenciosa um do outro e depois passam a se conhecer melhor.

Owen é um personagem muito importante na transformação da Annabel, em parte por ela ir gostando dele e em parte pelo exemplo. Ele tem problemas com agressividade e precisa estar sempre se controlando, meio que segue uma política de falar verdades. Também adora música e vive gravando cds para ela (é daí que vem o "Just Listen"). Além disso tudo, o romance entre os dois contribui para tornar a leitura mais leve.

Como eu citei no post do dia das mães, um dos maiores problemas acaba sendo a mãe dela. É que a mãe é daquelas que enxerga uma vida para as filhas e quer que elas sigam a qualquer custo, sem realmente ver quem são essas garotas e o que elas querem. As duas irmãs mais velhas já se mudaram e agora a maior parte da atenção da mãe fica em cima da Annabel, insistindo que ela siga a carreira de modelo.

Annabel conta mentiras justamente porque não quer decepcionar os outros, então durante as mil vezes que ela pensa em falar que não quer mais continuar imagina as consequências e acaba desistindo. E isso só piora quando Whitney, a irmã do meio, precisa enfrentar a anorexia e deixa a mãe com os nervos explodindo e Annabel não quer piorar.

Só uma pausa para comentar que a Whitney foi uma das personagens que eu mais gostei. No início você não entende direito, mas conforme o livro passa dá para ir gostando dela.

Uma outra coisa que vale a pena comentar é que o livro tem muitas metáforas, tipo a da casa da Annabel que é de vidro e é tipo "para todo mundo ver", mas não é como se realmente estivessem vendo. A Sarah Dessen coloca vários detalhes assim e é legal perceber.

Se você já leu Pretty Little Liars, saiba que "Justin Listen" segue um estilo parecido. Com algum problema da vez, algum romance para tornar mais legal, o início relembrando do passado para você entender o que está acontecendo no momento... Mas em vez de cair para o suspense e ter um ar pop, fica mais para um lado mais sério, por causa dos temas. Me lembrou a "As Vantagens de ser Invisível" também, mas a Annabel não é tão interessante quanto o Charlie (pra mim).


Sobre a nota: 4 conversinhas, porque não é o livro da minha vida, mas não tem exatamente um lado negativo. A leitura não é dessas lentas (eu li em dois dias), os personagens são interessantes e o tema faz com que não seja mais um livro superficial. Acho que qualquer um que gosta de livros de vida adolescente pode gostar de "Just Listen" e uma boa parte dessas pessoas vão aprender algumas lições lendo.

Classificação:



(4/5 conversinhas)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

[Resenha] Terrível Encanto, de Melissa Marr

por Igraínne Marques
- Livro: Terrível Encanto
- Série: Wicked Lovely #1
- Próximo: "Tinta Perigosa", cuja capa já foi liberada pela editora.
- Autora: Melissa Marr
- Editora: Rocco
- No skoob









Sinopse: 
A capa é bem bonita, e diferente do que muita gente pensou, a imagem remete a uma flor, não a um coral (ou algo do gênero). O livro conta a história de Aislinn, uma menina que tem o dom de ver e ouvir seres encantados (isso inclui criaturas boas e ruins). Algumas dessas criaturas são minúsculas, outras são capazes de manter uma forma humana por tempo indeterminado, tamanho seu poder. A única coisa que Aislinn sabe é: jamais se deve falar, encarar ou despertar a atenção de  qualquer ser encantado que esteja por perto. Contudo, quando uma criatura visivelmente mais poderosa - e mais bonita - que as demais cruza seu caminho, Aislinn se vê diante de uma situação sem saída. Não há como fugir do que a persegue sem descanso.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Em primeiro lugar, a coisa que mais me chamou a atenção nesse livro foi o fato de que a capa é realmente muito linda e - sim! - corresponde à história em sua integridade. Quanto ao segundo volume, "Tinta Perigosa", não sei dizer. A editora acaba de lançar a continuação e ainda não tive a oportunidade de saber mais a respeito. Ao todo, serão 5 livros. E não, não é necessariamente uma continuação. Pelo que eu pesquisei, tratam-se de histórias envolvendo - muitas vezes - os mesmos personagens, mas com protagonistas alternados. Portanto, podemos não ter Aislinn no foco do segundo livro.

Já que estamos falando dela, posso começar dizendo que Aislinn é uma menina independente. Isso sempre me agradou em personagens femininos, principalmente pelo fato de a maioria me parecer tão superficial hoje em dia. Aparentemente, o dom de Ash (como em geral é chamada) sobre o mundo "invisível" dos seres encantados é algo genético: ela herdou o talento - ou maldição - da avó, que é com quem vive atualmente. Sendo uma mulher altamente protetora, sua avó sempre lhe ensinou as três regras inquestionáveis já mencionadas: "Não encare os seres encantados invisíveis; Não fale com os seres encantados invisíveis; Nunca desperte a atenção deles".

Como era de se esperar, as regras são fáceis de seguir enquanto os tais seres encantados não  notam que ela pode notá-los. E, apesar do que a maioria das meninas faria diante de Keenan, um garoto irrevogavelmente bonito - e poderoso -, Aislinn ainda assim tenta seguir as regras. Posso dizer que ela tenta com afinco. Bastante afinco. Talvez tenha sido o fato de que ela acredita que todos os seres encantados são do mal. Sem exceção alguma. Sua generalização acaba por salvá-la em certos momentos. A única coisa de que ela pode ter certeza é que tais criaturas são vulneráveis ao ferro. É aí que entra Seth.

Seth, a outra ponta do triângulo amoroso - que mais me parece um quadrado amoroso (já vamos chegar nisso), mora convenientemente num vagão de trem. E mora sozinho, é bom marcar esse fato. Seth é tudo o que os outros mocinhos dos livros não são. E quando digo tudo, quero dizer tudo. Ele tem atitude, possui uma personalidade incrivelmente notável e ainda têm piercings que dão aquela aparência à lá Lisbeth Salander versão masculina (se você não sabe quem é a Lisbeth, leia a resenha da Dana aqui). Apesar disso tudo, mesmo com a ideia de cretino que ele passa, não acho que alguém consiga vê-lo como um cretino. É exatamente por isso que é genial: ele vai contra tudo aquilo que é esperado a seu respeito. Sem parecer maravilhoso em excesso.

Keenan, por outro lado, é obviamente um cara meio encantado demais. Sendo da corte, consegue suportar o ferro por bem mais tempo que as outras criaturas. Ele é o Rei do Verão, o herdeiro do trono que atualmente está sob a controle de sua mãe, a Rainha do Inverno. Há muitos anos o poder tem estado nas mãos dela, e para que Keenan tome posse do que em outros tempos foi o trono de se pai, precisa achar a dita "Rainha do Verão". Keenan a tem procurado por muito e muito tempo, sem sucesso. Tentou com diversas meninas, mas nenhuma delas pareceu ser "A" escolhida. Ou isso ou então não eram capazes o suficiente para se submeter ao teste que determina se você é ou não "A" escolhida. O teste aplicado contém um risco: se você for de fato a Rainha do Verão, será (obviamente) agraciada com todo o calor presente no verão. Se não for, será condenada com o frio do Inverno por toda a eternidade, até que outra menina se submeta ao teste novamente. E como se isso não bastasse, a menina condenada a esse Inverno sem fim ainda é obrigada a conviver com Keenan e avisar à próxima candidata sobre ele: sobre as mentiras que ele pode vir a contar para tentar convencer a nova garota a fazer o teste.

Donia, nossa última parte do quadrilátero amoroso, está na posição de Garota do Inverno há mais tempo do que gostaria. Pior do que isso: ela não consegue esquecer Keenan. Vendo-o com frequência, sendo obrigada a desencorajar qualquer candidata a Rainha do Verão que aparece, ela começa a questionar o fato de que talvez seja melhor que alguém se arrisque logo para que ela se livre do sofrimento. Sofrer para ela é muito mais do que a simples visão de Keenan com outra; é o fato de que ela não pode tocá-lo. Gelo e Fogo não se misturam sem que haja consequências. De um modo geral, Donia consegue ser uma personagem muito bem construída, se levarmos em conta a quantidade de conflitos internos e contradições que a rondam. Depois de Seth, foi quem mais me cativou no livro todo, por me parecer tão... humana, apesar de tudo.

O modo como a autora trata toda a história, no entanto, me incomodou. Diante dos acontecimentos, Aislinn começa a se deparar com situações aterradoras. Algumas partes ficaram confusas ou mal descritas, e senti falta de uma explicação maior em relação ao que rege todo o regime de tronos. Em alguns pontos, principalmente os que tratam de Ash e Seth, a narração corre livre, é algo natural. O mesmo ocorre com Donia e sua visão acerca do que acontece a sua volta. Contudo, na maior parte das vezes, me pareceu uma leitura superficial, rápida demais e com poucos detalhes. Isso ocorre principalmente na passagem final, o que é uma pena. O desfecho é muito bom, mas não foi - claramente - trabalhado adequadamente. Sem querer ser mais drástica, posso dizer que a essência desse mesmo final me agradou bastante. Porque foge do esperado.

Sobre a nota: pensei seriamente em dar um três. Porém, posso dizer que, de muitas formas - talvez de todas as formas - Seth e Donia valeram pelo livro todo. A excentricidade de Seth e a humanidade paradoxal de Donia me encantaram. O que é, no mínimo, irônico, uma vez que é um livro sobre seres encantados.

Classificação:
(4/5 conversinhas)
Até o/

quarta-feira, 28 de março de 2012

[Resenha] Correr ou Morrer, de James Dashner

por Igraínne Marques
- Livro: Correr ou Morrer 
- Maze Runner - Livro 1
- Autora: James Dashner
- Editora: Vergara e Riba Editoras (V&R)
- No skoob
- Próximo:  Prova de Fogo (já publicado no Brasil).
- Book Trailer








Mini-crítica: 
Correr ou Morrer é sobre um menino - Thomas - que acorda num elevador sem se lembrar de absolutamente nada, a não ser, é claro, do seu próprio nome. Ele não faz ideia de quantos anos tem, de como foi parar ali ou de quem ele é. E então, quando começa a sentir uma sensação insuportável de claustrofobia, o elevador se move e se abre. Muitos garotos estão do lado de fora, prontos para puxá-lo daquele compartimento que nem chamam de elevador, e sim de "caixa". Não demora muito para que Thomas perceba que está numa clareira cercada por muros altíssimos, cujo lado de fora guarda segredos nem um pouco convidativos. O que é mais curioso, porém, é que todos são meninos. Não há uma única garota. Todo mês, um novo habitante chega pela caixa, e é assim que tem sido durante muito tempo. Porém, ninguém esperava que, logo depois da chegada de Thomas, as coisas fossem começar - finalmente - a mudar...

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Dessa vez, posso dizer que acertei no quesito "é uma trilogia", porque, de fato, Maze Runner é uma série de apenas três livros (podem comemorar). E isso é uma coisa que me agradou imensamente, se querem saber. E apesar de eu não curtir muito a capa (tenho problemas com capas), a história é incrível. Sério. Prende do início ao fim, e se há lentidão, são só nas primeiras páginas. Considero o James um autor excelente, que não perde tempo com coisas inúteis, e suas descrições são na medida certa: nem excessivas nem rasas demais. Contudo, soube recentemente que o autor estaria pensando em escrever uma história pré Maze Runner. Depois de ler o livro, confesso que material não falta.

Os habitantes da Clareira são em sua maioria adolescentes. Alguns mais velhos, outros mais novos (quase crianças), nenhum com uma idade certa, uma vez que eles desconhecem a própria idade.  Há meninos que estão por ali há dois anos, o que é, por si só, assustador. E não pense que eles não tentaram inúmeras vezes ir embora. Muito pelo contrário. Porém, toda noite, os muros em torno da clareira se movem, fechando o lugar contra as criaturas assustadoras que saem à noite no chamado labirinto (o que contorna a Clareira por todos os lados, sem revelar uma única saída, como uma prisão eterna). E para você ver a determinação em ir embora, mesmo com a ameaça do labirinto, durante o dia alguns meninos (mais experientes) se arriscam pelos caminhos que se dobram uns nos outros. Eles são chamados de Corredores. São a adoração de Thomas, é o que ele quer fazer.

Isso porque, cada um dentro da Clareira fica encarregado de alguma coisa. O lugar é uma sociedade. Alguns cultivam, outros matam o gado, outros são responsáveis pela cozinha. Thomas não consegue ficar quieto quanto a ideia de se tornar um dos corredores. Jamais um novato conseguiu tamanho feito antes. Os corredores sempre tentaram a todo custo arranjar uma saída. É essa sua função. Correm o dia todo, na esperança vã de desvendar o labirinto por completo (como se já não tivessem feito isso tantas vezes inutilmente).

A história começa a ficar emocionante depois que a rotina acaba. Lembra da regra de só chegar um menino novo a cada mês? Então. Depois de Thomas, apenas alguns dias após sua aparição, chega um outro habitante. E não é homem. Mais incrível do que isso é a mensagem que a menina traz. A mudança abala não só a Thomas, mas a todos do lugar.

A chegada dela faz com que os acontecimentos corram de tal forma que você precisa se esforçar para acompanhar. Inicialmente, eu via Thomas como uma menino meio lerdo (confesso), mas depois de um certo ponto, comecei a vê-lo como um garoto extremamente corajoso. É sério. E ele quebra a rotina também. Não é apenas a linda menina que tem a capacidade de acabar com o habitual dia a dia. Thomas é mais do que corajoso, ele é ousado. E isso me divertiu em certos aspectos. Claro que a inteligência dele também é notada, mas, apesar de o livro frisar bem essa parte, ainda acredito que sua coragem se sobrepõe.

O lado bom (principal para mim) do livro é que você não chega no final completamente cego de informações. As coisas são sim reveladas (nem dá pra acreditar, né), tudo é muito bem explicado, e às vezes a explicação chega de dois pontos diferentes, para ficar bem claro. E isso não deixa o livro repetitivo. Muito pelo contrário, porque exploram-se aspectos distintos. A hierarquia das funções dentro da Clareira também me chamou muito a atenção, porque podemos perceber que até garotos, meros adolescentes, são capazes de se organizar. A narrativa do James é de fato impecável. Não tenho outra palavra para classificar. Ele consegue narrar atos de violência como se fossem filmes. As palavras chegam a ter força. Eu nunca tinha visto nada assim antes.

Aviso: O livro possui certo vocabulário próprio. Não chega a ser como Laranja Mecânica, mas de início você tem um pouco de dificuldade para se acostumar. Depois, porém, você lê adjetivos estranhos como se fossem parte do seu cotidiano, o que chega a ser até curioso. 

Sobre a nota: Eu pensei muito em dar um quatro, mas a narração em terceira pessoa do autor me encantou. Super recomendo para todo mundo que quiser ler, é uma ótima pedida, além de o final ser muito bom (mesmo).

Classificação:

(5/5 conversinhas)

domingo, 25 de março de 2012

Vira-tempo: De volta para o passado

Aqui no ConversaCult você pode tudo, até voltar no tempo! Por isso abrimos essa coluna para fazer uma atualização ordenada de tudo o que rolou por aqui ou em nossos outros canais (tumblr e twitter). Notícias, resenhas, análises... Agora, circule entre os títulos de interesse e aproveite. :)
Segundo vira-tempo do blog! Hoje nós trazemos o resumo das últimas duas semanas no CC. 




*as notícas estão organizas por temas (geral, livros, filmes e música) e, dentro de cada, do mais recente para os mais "antigos".












[CCTV] Especial Jogos Vorazes: vários vídeos baseados na trilogia de Suzanne Collins, tanto adaptações quanto paródias.

[LIVRO VS. FILME] "Os Homens que Não Amavam as Mulheres": entre o livro e o filme americano, quem ganha?

[RESENHA] Dezesseis Luas, de Margaret Stohl e Kami Garcia: um garoto de uma cidadezinha tem um sonho com uma garota para, logo em seguida, ela aparecer em sua cidade. Convencido de que a conhece, decide enfrentar a estranheza da situação e descobrir mais sobre ela. 

[SEXTAS TEMÁTICAS] Centro de Treinamento: análises da trilogia Jogos Vorazes, depoimentos de fãs após ler e muito mais. 









[CCTV] Clipe-interativo-videogame-ufa: veja (e jogue) o clipe de "Say You Like Me" do We The Kings.

[PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA] A Rocket To The Moon: banda que faz um pop rock mais pra rock, traz uma combinção de dois cantores formidável e recupera um pouco das bandas "warped tour". 







[LIVRO VS. FILME] "Os Homens que Não Amavam as Mulheres": entre o livro e o filme americano, quem ganha?

[RESENHA] Jogos Vorazes: o filme mostra um futuro distópico em que jovens são obrigados a lutar em uma arena pela própria vida.


[VEM POR AÍ] Seeking a Friend for the End of the World: Keira Knightley e Steve Carell numa nova (e divertida) perspectiva de fim de mundo.

[VEM POR AÍ] Dark Shadows: Johnny Depp, Chloe Moretz, Michelle Pfeiffer e Eva Green em um filme de Tim Burton que mistura comédia e terror.










quarta-feira, 21 de março de 2012

[Resenha] Dezesseis Luas, de Margaret Stohl e Kami Garcia

por Igraínne Marques
- Livro: Dezesseis Luas 
- Beautiful Creatures - Livro 1
- Autora: Margaret Stohl e Kami Garcia
- Editora: Galera Record
- Comprar: Walmart, Siciliano, Saraiva.
- No skoob
- Próximo: Dezessete Luas (já publicado no Brasil).










Mini-crítica: 

Dezesseis Luas é um livro bom, tem pontos altos (bem altos, eu diria), mas também possui alguns erros. Contudo, não são erros grandes o bastante para apagarem toda a beleza que existe no restante da história. A trama tem um final surpreendente (que pode agradar ou desagradar), e há sensação constante de que tudo é muito pensado, de diversas formas. Desde os detalhes pontuais até a criatividade. Esses detalhes específicos não deixam você ficar perdido em nenhum momento; tudo é explicado, suficientemente abordado de forma paciente, para que não haja dúvidas quanto ao desenrolar dos acontecimentos.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Quando ouvi falar de Dezesseis Luas, inicialmente pensei se tratar de uma trilogia. Recentemente, no entanto, me surpreendi com a notícia de que havia sido divulgada a capa do quarto livro lá fora. Fui pesquisar, e descobri que na verdade serão cinco no total. O que é (em parte) uma notícia boa, se você considerar que a mania de estender a história para dez volumes está meio que na moda (super na moda, diga-se de passagem).

A história, no entanto, é rica o suficiente para cinco livros (e isso é sério). Há muita coisa a ser explorada, desdobrada e usada sem medo. As autoras criaram uma trama extremamente ampla, e não acredito que os outros livros acabem caindo na desgraça do desgaste ficcional, como acontece com  tantas outras séries. Mas, por enquanto, é esperar pra ver.

Para quem não sabe, Dezesseis Luas conta a história de Ethan, um menino de 16 anos que mora em Gatlin, uma cidadezinha pequena nos Estados Unidos onde nada (nunca) foge do normal. Para falar a verdade, as pessoas de lá tendem a ser tradicionalistas ao extremo, de modo que, segundo Ethan, há apenas dois tipos de moradores: "os burros e os empacados". Porque apenas burrice e maldição seriam motivos racionais o bastante para alguém não se mudar dali. E devo confessar que, conforme a história vai sendo contada, você é forçado a concordar com ele. Ethan acredita que ele próprio ainda não deu o fora por causa de seu pai, que parece não conseguir se distanciar da lembrança da falecida esposa. Depois do ocorrido, os dois mal se falam. É Ama, a governanta supersticiosa e  extremamente preocupada, que vive para cuidar de tudo ali dentro - inclusive das responsabilidades de Ethan.

Ethan tem estranhos sonhos recorrentes com uma menina que jamais conheceu. Nos sonhos, a garota precisa ser salva, o que ele nunca parece conseguir fazer, por mais que se esforce. Até que, um dia, a tal menina aparece na cidade. Lena Duchannes, sobrinha do estranho recluso Macon Ravenwood, veio morar com o velho tio por uns tempos (só por uns tempos?). De um jeito louco, Ethan tem certeza de que ele e Lena já se conheceram antes. Contudo, achar que conhece não corresponde a conhecer de fato. Lena é diferente de tudo que há em Gatlin: tem gostos alternativos, age de modo independente e não está fissurada em se vestir de maneira provocante. É claro que tudo que é diferente chama a atenção (e estou falando de atenção boa e ruim). Para completar, a menina fica escrevendo números na mão à caneta, o que deixa Ethan ainda mais curioso.

A proximidade dos dois acontece de modo gradual, e esse é um dos pontos fortes do livro. O modo como ficam amigos, como a coisa toda cresce naturalmente, sem empurrões, realmente me agradou. No entanto, achei sinceramente que as coisas demoraram demais a acontecer. O clima arrastado de alguns pontos chega a ser frustrante. O motivo pelo qual o livro se chama Dezesseis Luas é descoberto facilmente enquanto você vai lendo, a consciência de que há uma maldição - inevitável - é o que move a leitura, mas há tanta coisa para ser descoberta que talvez as autoras tenham ficado preocupadas demais com a velocidade. Preocupadas em demasia, devo dizer. Talvez elas tenham temido a grande carga de informações, o que seria aceitável, mas o espaço amplo entre um dado importante e outro me deixou muito incomodada. Claro que isso dá tempo suficiente para tudo ser absorvido por completo, mas a sensação é de que há lacunas largas demais.

No entanto, a aparição de Ridley - a prima de Lena - faz as coisas ficarem realmente interessantes. Sua personalidade chega a ser curiosa, para não dizer excêntrica. Isso funciona porque, apesar de ser uma personagem óbvia, ela consegue chamar a atenção de um jeito que não fica tão óbvio assim. Link, o melhor amigo de Ethan, é outro que me cativou. Ele é o responsável pelas passagens mais hilárias e divertidas de todo o livro. Quando Ridley se aproxima dele, o resultado é, no mínimo, embaraçoso.

A história conta com artifícios fortes, como reencarnação, túmulos violados e até mesmo vodu. O final, porém, me irritou de um modo que jamais me irritei com outro livro. Não é clichê, mas a fuga completa de expectativas me decepcionou. Eu espero sinceramente que  a continuação não possua um final que siga o mesmo padrão, porque seria duplamente frustrante.

Aviso: As autoras não poupam saliva quando decidem passar o corriqueiro vocabulário chulo para o livro. Esse é outro dos pontos altos do história (apesar de eu não ser muito chegada a palavrões de um modo geral). A realidade que elas quiseram transmitir funcionou, justamente pelo fato de a maioria dos personagens ser adolescente.

Sobre o filme:
Para quem não sabe, Dezesseis Luas será adaptado para o cinema. O filme está previsto para ser lançado em fevereiro de 2013. Vários atores já foram anunciados, como Viola Davis (Histórias Cruzadas) no papel de Ama; e Jeremy Irons (Eragon e O Homem da Máscara de Ferro) como Macon Ravenwood. Abaixo você pode conferir os atores escolhidos para interpretar o casal de protagonistas, Ethan (Jack O’Connell) e Lena (Alice Englert).





Sobre a nota: Eu pensei muito em dar um três, mas há pontos fortes demais na história. Como eu disse, é uma trama muito rica, há criatividade para todos os lados. As autoras tiveram uma ótima ideia. De um modo geral, o livro me agradou bastante, apesar dos arrastados do meio do caminho e do final (que não me agradou, infelizmente). Por isso, 4 me pareceu justo o bastante.  

Classificação:



(4/5 conversinhas)

domingo, 11 de março de 2012

Vira-tempo: aproveite o que você não viu


Aqui no ConversaCult você pode tudo, até voltar no tempo! Por isso abrimos essa coluna para fazer uma atualização ordenada de tudo o que rolou por aqui ou em nossos outros canais (tumblr e twitter). Notícias, resenhas, análises... Como é o primeiro dia, vou juntar mais coisas além da última semana, mas há muito mais para ver (não deixe de passar no nosso arquivo!). Agora, circule entre os títulos de interesse e aproveite. :)








Ingressos para a pré-estreia de Jogos Vorazes: No twitter estamos fazendo uma junto com o @TheTributeBR, veja mais informações aqui

Ingressos para a pré-estreia de Jogos Vorazes: Também temos um par sendo sorteado no Centro de Treinamento, comente e veja se a sorte está a seu favor. Veja mais informações aqui no fim do post

Livros e um Kindle: Em parceria com o autor Maurício Gomyde há várias formas de ganhar um livro, ou 2, ou vários... e um Kindle. Veja aqui





















[ANÁLISE] Acompanhe o Centro de Treinamento para saber mais sobre a trilogia Jogos Vorazes: o que é distopia, sobre o que são os livros, a origem da história, a vida da autora... 

[IMAGENS] Desafio Jogos Vorazes no Tumblr, um post por dia em março 

[RESENHA] Shadowspell, de Jenna Black: para quem quer se divertir com uma mitologia legal e uma adolescente que não "cala" o cérebro, mas nem tão infantil assim. 

[RESENHA] Sangue Quente, de Isaac Marion: não é necrofilia, não é romance, não é sobrevivência... perca o preconceito e descubra o que mais tem po trás dessa história. 

[RESENHA] A Bruxa de Ferro, de Karen Mahoney: YA dessa vez com alquimistas, clichês bem utilizados, boa diversão. 

[DISCUSSÃO] Triângulos Amorosos: será que o que vemos por aí são mesmo triângulos amorosos? E como eles são utilizados? Qual o seu tipo preferido? 









[INDICAÇÃO] The Voice: reality show diferenciado sobre música. Conheça o programa que coloca os jurados no lugar dos concorrentes e valoriza mais a voz do que a aparência. 

[PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA] We Are The In Crowd: banda que faz um pop rock mais pra rock, traz uma combinção de dois cantores formidável e recupera um pouco das bandas "warped tour". 

[PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA] Ellie Goulding: a britânica que mistura pop, eletrônica e folk + voz especial + letras próprias. 








[CCTV] O Melhor Discurso Já Feito: discurso inspirador em filme. 

[CCTV] Easy A: O trecho mais viciante de todos os filmes.  

[CCTV] Bananaaaa: É claro que o Meu Malvado Favorito 2 quer provar que também pode fazer um teaser viciante. 


[RESENHA] A Mentira, Easy A: filme com Emma Stone meio alternativo cheio de humor e referências inteligentes. 


[VEM POR AÍ] Now Is Good: conheça o novo filme com Dakota Fanning, Kaya Scodelario, Jeremy Irvine e Joe Cole. 







[CAMISAS] Conheça uma história emocionante sobre a busca pela camisa perfeita - e conheça algumas estampas de Jogos Vorazes.