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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ConversaCult TV #69 - Faith in humanity: RESTORED!

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Último CCTV do ano... e foi difícil escolher o que colocar aqui. Mas no final das contas acabei escolhendo dois vídeos. O primeiro: um ataque de amor! No vídeo as pessoas apertam um botão e descobrem, você é só descer e apertar o play. Eu adoraria fazer isso com alguém um dia. Já no segundo é uma retrospectiva de 2012, mas uma das melhores retrospectiva, a de boa notícia. No final do post eu falo mais sobre essas notícias e mais provas de que vale apena acreditar nas coisas!


Heart Attack! No bom sentido, se é que você me entende. ~SoulPancake
              


Retrospectiva de Boas Notícias 2012 ~ A Boa Notícia do Dia

              

Como você pode ver, o vídeo é meio rápido, mas nada do que umas pausas não resolvam. Vale a pena saber a boa notícia do dia e recuperar a fé na humanidade. Aliás, você já conhece os responsáveis por isso? A história é de que Ana Clara e Cacau estavam cansados daquela repetição de fim do ano com tanta retrospectiva trazendo notícia ruim, faz até parecer que só coisa assim acontece no mundo! Foi daí que saiu a ideia de criar o A Boa Notícia do Dia com o objetivo de mostrar o que tem de bom no mundo. Clique no link, conheça o projeto e comece a ver o lado bom da vida.

Você ainda pode aproveitar os seguintes links de imagem:


E que esse seja o voto de feliz ano novo para todos os nossos leitores: aproveitem essas explosões de amor, levem isso adiante e acreditem no lado bom da vida. Agora vamos parar com o lado sentimental e aproveitar o último dia do ano!!! :D

Que comecem a contagem regressiva!! Não, peraí...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Para quem gosta de música: Cherri Bomb

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Cherri Bomb
Origem: Estados Unidos
Similares: The Pretty Reckless, Green Day, The Runaways, Tokio Hotel, Sum 41, BarlowGirl, The Donnas, Paramore, You Me At Six, Krystal Meyers, Foo Fighters...

Essa banda eu conheci por indicação da minha amiga – sabe aquela que diz que é bom e você confia? – e ouvi pela primeira vez em uma pizzaria tamanho o ataque que ela deu. "Você precisa ouvir!!!" E ela estava certa.

Aqui no CC nós já falamos de duas bandas desse estilo: The Pretty Reckless e Tokio Hotel. Mas Cherri Bomb – o nome te diz alguma coisa? – tem seu próprio destaque. É uma versão moderna do The Runaways, uma banda com um bando de garotas, guitarras agitadas e sem medo de berrar no microfone. Ah, o rock...

Ultimamente, sempre que eu quero algo mais rock com cara de banda de garagem, coloco Cherri Bomb. Até ouvir eu não tinha nem percebido que sentia falta desse tipo de música, principalmente mulher cantando rock. Adoro pop e a voz melodiosa ou potente estilo Christina Aguilera, mas como o Jack Black disse em "Escola de Rock": rock é revolta. E Cherri Bomb soa como quebrar tudo com revolta na base da guitarra.

Agora um pouco de história e a parte mais interessante: elas são realmente novas! A banda começou com a guitarrista Julia Pierce em 2008, quando ela tinha... 11 anos. Mesmo novinha ela já queria uma banda só de garotas e foi atrás disso, espalhando flyers e procurando na internet, até encontrar Nia Lovelis (baterista) e Miranda Miller (guitarrista). Como ainda faltava baixista, a irmã mais nova da Nia, Rena Lovelis, decidiu aprender para entrar (irmãos mais novos sempre acabam como baixista assim, vide My Chemical Romance). Atualmente a mais nova, Rena, tem 14 anos (1998) e a mais velha, Miranda, tem 16. Parece que é a nova geração chegando...  e eu estou me sentindo velha.

(da esquerda pra direita) Em cima: Julia e Rena. Embaixo: Miranda e Nia. Acabei de conferir, continuo me sentindo velha.
Eu não sei quanto dessa história foi romantizada e produzida desde 2011, quando elas fecharam com a gravadora (olhem essa foto estilo steampunk, tem gente colocando dinheiro nisso!). Aliás, o nome Cherri Bomb dizem ter sido tirado de Cherry Bomb: The Ultimate Guide to Becoming a Better Flirt, a Tougher Chick, and a Hotter Girlfriend -- and to Living Life Like a Rock Star. O que parece um bom desvio de “nos inspiramos em The Runaways”. Mas também não significa que seja mentira...

"in my opinion..."
Mas o que importa é que as músicas são legais. No final das contas, para quem gosta de música, tanto faz se é uma menininha de 12 anos ou um velho tarado de 90. É só fechar os olhos e aproveitar.

Até agora elas têm um EP, Stark, lançado em 2011. E o álbum This is the End of Control, lançado em 2012. E tem MUITO vídeo bom delas pelas internet.

Jovens, cheias de energia... você deveria ouvir. Te desafio a não ficar cantando: I’ll admit I miss your face but IT’S BETTER THIS WAY BETTER THIS WAY.


"Let It Go": Acho que essa foi a música que a minha amiga mandou, ou talvez não. É legal mesmo assim!


O que ouvir para começar? Além de "Let It Go", pode ser "Better This Way". "Too Many Faces" é mais lentinha, toda vez que eu escuto acho que começou "Perfect" do Simple Plan e depois me lembra a Sum 41. E vou terminar com "Act the Part" e "Heart Is a Hole", mas sinceramente vocês deveriam ouvir o álbum inteiro do Cherri Bomb (e a capa é bem legal).


Veja também

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

[Clube de Escrita] NaNoWriMo 2012: Eu sobrevivi feat. A Dica que Faltou


O Paulo me pediu para fazer o post de ontem do Clube de Escrita, porque eu (Dana) fui a única que consegui as 50.000 palavras. But then, everything changed when the fire nation attacked... Eu simplesmente não consegui escrever! Então eu me dei conta de que durante novembro faltou uma principal dica. Uma dica que por muito tempo me impediu de concluir uma história. Uma dica que, no final das contas, foi o que me fez ir atrás do NaNoWriMo.

Eu escrevi mais de 50.000 palavras dentro de novembro para o NaNo (fora os 22 posts que eu fiz no CC e os outros não publicados), mas simplesmente não conseguia escrever pra cá. Enrolei até domingo para começar a escrever e ainda no domingo eu não conseguia. Tentei logo que acordei e depois passei o dia inteiro pensando nisso, mas eu só encontrei velhos conhecidos meus: 

Desânimo. "Tá uma m%#@ isso!"

Bloqueio criativo. "Mas o que eu vou falar?"

Falta de tempo. (Passei o dia inteiro quase fora)

E por aí vai. Então eu comecei achar irônico eu ter escrito tanto, eu passar por todas as dicas da gente nesse mês e mesmo assim não conseguir completar um texto que eu gostasse. Qual é o problema?

O pior de tudo é que quinta-feira, enquanto eu cruzava a linha de chegada do NaNo, eu tinha VÁRIAS ideias para escrever. Tava quase parando a história e indo fazer esse post. Chegou até a atrapalhar um pouco o que eu estava escrevendo. Agora eu não faço nem ideia do que ia dizer. É irritante. 

QUAL É O MEU PROBLEMA?!
Então eu me dei conta de que justamente isso é o problema, né? Eu tive a sorte de me manter com a inspiração durante esse mês, mas nem sempre é assim. Quando eu não tenho ideia do que escrever e tudo parece uma merda eu fico evitando escrever, até falar sozinha em comunidade antiga do orkut parece mais legal, o mundo fica de cabeça pra baixo, a história parece uma merda... Tudo uma merda. Dá um peso no coração, uma irritação, a coisa não vai pra frente. Parece que não tem saída.

Parece exagero, mas eu sou meio teimosa e fico insistindo, como eu não consigo fico irritada. Aí eu viro o Hulk e

Então, como resolver isso? Eu olhei pra a tela, ela não me respondeu, a relação já estava mais do que tensa. Eu já tinha até falado pra o Paulo que não ia conseguir fazer o post, já estava tarde e eu precisava dormir. Mas eu já disse que sou teimosa? Decidi ir até o templo de respostas para arejar as ideias. Fui na cozinha e abri a geladeira.


Minutos depois, na escuridão da sala, toda injuriada... eu comecei a pensar.

Esse mês no CC foi tudo sobre não desistir da sua história, que exemplo seria o meu se eu fizesse justamente isso? Grande coisa fazer um post sobre CONSEGUIR sem nem ao menos conseguir. No post da Igra ela falou que o Raphael Draccon disse que "escritor que tem bloqueio criativo é aquele escritor que não precisa pagar conta". E eu me perguntei: e se eu precisasse terminar ainda hoje esse texto de qualquer jeito?

Pode respirar aliviado, caro leitor, porque agora as coisas melhoram. "But I believe Aang can save the world!"

Eu decidi, então, escrever sobre o que estava acontecendo comigo. Ao mesmo tempo, lembrei que esse mês não foi feito apenas de momentos puro Chico Xavier e mais de uma vez eu cheguei perto desse bloqueio. Como eu fui em frente?

Então eu parei de procrastinar e fiz o que deveria ser feito! Mentira. Na verdade...
A primeira vez foi bem no início, que é aquela introdução antes dos personagens irem parar no problema. Começou a ficar chato e eu não sabia como escrever. O que eu fiz? Conclui de qualquer jeito e fui logo para a próxima.

A segunda vez foi durante/depois da viagem, que eu estava cheia de ideias e como não pude escrever acabei esquecendo. Resultado? Não gostava muito do que estava colocando no papel, não conseguia colocar, ficava totalmente bloqueada. O que eu fiz? Fiquei insistindo, aceitei que o caminho de antes foi perdido e criei uma nova perspectiva para continuar.

E teve mais uma vez, que foi quase do nada. Eu tinha os pontos principais, mas não estava gostando. Como eu resolvi? Parando pra planejar. Refiz o mapa do lugar que estava precisando de uma atualização, vi quantos personagens tinham e onde eles estavam, em que ponto estava a relação entre eles e o andamento em cada subtrama, os próximos pontos que eu precisava desenvolver. Assim foi mais fácil ver por onde eu tinha que começar e o que mais ou menos deveria acontecer.

Não, não é o meu. É do roteirista de uma série.
Só pra completar, esse eu aprendi fora do NaNo e era o meu principal inimigo: eu não sabia como continuar. Por exemplo (baseado em fatos reais), na história X dois personagens se conheciam no início e ela é basicamente sobre os dois rodando uma cidade em busca de uma solução. Que solução? Como? Não sabia. Depois eu tive a ideia dos dois serem capturados por um grupo mais pra o final. Levei muito tempo desanimada, até que eu decidi fazer esse grupo aparecer logo no início. Moral da história: às vezes a gente pode ter ideias e ficar guardando para depois, sem imaginar que o depois pode ser agora (ultra filosófico, tá liberado colocar no fb dizendo que é a MEIRELES, Cecília).

Então eu acho que se num momento você desanimar da história, achar que não consegue escrever, que tá sem ideia e até quase inconsciente começar a enrolar, pode ser porque seja preciso parar e repensar. Você está achando uma merda? Seu personagem provavelmente também está. Faça ele dizer isso, faça ele procurar algo novo, analise as possibilidades junto com ele.

Só de bônus, uma mini-cena para vocês pensarem. Kosmatka conhece Garcia e vai para um encontro com ela. Você está escrevendo sobre esse encontro, mas está tudo sem graça e bobo. Então você continua:

- Isso está uma merda. - disse Garcia, empurrando uma mecha de cabelo insistente para trás da orelha.
- Sério? - Kosmatka parou de beber o próprio milkshake e olhou para o copo. - O meu parece bom.
- Não, Ted! Estou falando desse encontro.
Ted olhou para baixo, sem jeito com as palavras dela e sem saber como deveria lidar com a situação. Ele também não estava gostando tanto assim, mas havia pensado que isso era algo inerente aos encontros. Como supostamente ele saberia? Para começar, a maioria dos procedimentos padrões de socialização são ridículos e não fazem o menor sentido. Tudo ali parecia direito: Os dois estavam sentados em uma lanchonete recém-aberta que todo mundo queria conhecer, o barulho de gente conversando era alto além do julgado aceitável, volta e meia um garçom passava em mais uma tentativa de decapitação com bandejas e o lugar estava repleto de estudantes que usavam o chão encerado como passarela de moda. Até a gordura pingando das batatas fritas parecia na medida certa. Ted tinha certeza de que para a mesa ao lado, onde um senhor provavelmente desafiava mais uma vez a morte enquanto comia sal com batata, os dois sentados ali com seus milkshakes pareciam um jovem casal se divertindo em uma tarde de sábado. O que estava errado?
- Talvez a gente deva ir até a praia. Afogar uns golfinhos, sei lá.

E, assim, o que era um merda vira o motivo para os personagens fazerem alguma coisa aleatória que pode chamar mais atenção. Se você for parar num beco sem saída, por exemplo "nenhum dos dois diria algo assim", talvez seja a hora de rever seus personagens. Será que eles são realmente feitos um para o outro? Por que você acha que eles combinam como um casal? Talvez o problema seja o lugar onde eles estão, ou talvez você precise sacudir a história. Repense.

- GARCIA, você aqui! - ouviram alguém dizer, Ted durante um segundo desejou ser meio surdo. Já podia ver pela expressão de Kami que aquilo não ia ser bom. Então ele imaginou se teria sido assim que os tripulantes do Titanic se sentiram quando souberam que o navio ia afundar.

Quem é que chegou? Um ex de Garcia, o cara que faz bullying na escola ou uma amiga meio maluca que ela evita há décadas? Ou talvez seja um ex meio maluca que faz bullying na escola e ela tem tentado evitar. Sabe, eu meio que já estou gostando dessa história.

Eu só estou postando hoje, porque... depois de conseguir escrever voltei a ficar tranquila e, verdade seja dita, eu não precisava ter entregado ontem DE QUALQUER JEITO. O que eu precisava era estar na faculdade DE QUALQUER JEITO dentro de 5 horas, então fui dormir.

Até mais!

Espero que vocês tenham gostado dos desafios em novembro, do projeto Charlie's Booklist (vá ver!), dos nossos Clubes de Escrita (que não vão totalmente embora! Eu fiz mais de 50.000 palavras, mas ainda não terminei meu livro)... O Paulo e a Igra não conseguiram completar o NaNoWriMo, como muita gente, mas ela já provou que não precisa do NaNo para terminar um livro, enquanto o Paulo eu espero que continue tentando (ele escreve realmente bem quando quer). Se você também não conseguiu, fique tranquilo. Em junho/agosto há outra edição, em novembro do ano que vem também e, sinceramente, você pode fazer o seu National Novel Writing Month quando quiser. É só continuar tentando (a tendinite que eu ganhei de presente na última semana curtiu isso. Só para descurtir depois).


Trabalho feito!

domingo, 19 de agosto de 2012

Iniciação: A Lenda de Korra

Nesse post: Sobre o que é, Resenha, Estrutura, Não é continuação de Avatar (wtf)e Onde Encontrar.


As imagens espalhadas pelo tumblr às vezes te dão spoilers desagradáveis, mas às vezes são a melhor forma de você conhecer algo pelo qual passaria direto. Dessa vez eles me chamaram atenção para The Legend of Korra, série animada pela qual eu já estava apaixonada quando descobri que era continuação de "Avatar: The Last Airbender". Foi tipo o clássico atropelamento no meio da corrida da vitória. (só para adiantar: assisti The Legend of Korra antes de Avatar e não morri)
*Se você conhece "Avatar: O Último Mestre do Ar", apague da mente tudo o que você sabe. "The Legend of Korra" é outra coisa, mesmo que seja no mesmo mundo. É tão diferente que nem acho válido comparar.

Vou começar colocando a imagem que me chamou atenção e pedindo para vocês não deixarem o preconceito vencer ("ah, é desenho"/"ah, é de criança"/"ah, é pior que Avatar"/"ah, eu não vi o primeiro"...).

clique para ver maior

Eu conheço Avatar há séculos, sei que virou filme (que eu não assisti) e que muita gente adoooora. Mas até esse momento não passava de um desenho de um menino careca que eu nunca veria. Ao mesmo tempo, Korra parecia tão diferente (da minha imagem de Avatar). Aliás, descobri que eu tenho um fraco imenso por coisas revolucionárias e com cara steampunk. Avatar não era isso, era? Eu tinha que ver The Legend of Korra!


Sei que rola aquilo de dor por começar no "segundo", mas eu decidi que não vou negar os prazeres da vida por causa de coisas como "sequência" (oi?) e corri para Korra. Agora estou aqui, humildemente, dividindo com vocês QUE THE LEGEND OF KORRA É MUITO LEGAL, VAI TODO MUNDO ASSISTIR AGORA!

>>>Sobre o que é?

The Legend of Korra é um desenho americano que é uma boa escolha para quem gosta de livros YA (sério. deviam até fazer um baseado). Nessa história, Korra, uma garota de cabeça quente bem humorada da tribo da água, está sendo treinada para dominar os quatro elementos (fogo, água, terra e ar) e se tornar a responsável pelo equilíbrio do mundo. Faltando um elemento para dominar, seu professor - e "último" mestre do ar - precisa se ausentar para exercer sua função no conselho de Republic City, que corre risco por causa de uma possível revolução de rebeldes. Seguindo um clima steampunk, a primeira temporada de The Legend of Korra conta a história de Korra tentando dominar o ar e salvar a cidade da ameaça dos rebeldes.

Não tem como não lembrar de V de Vingança com essa máscara, né? E foi essa mistura visual de V de Vingança/Jogos Vorazes/superpoderes que me chamou atenção.
Em "The Legend of Korra", as pessoas podem manipular ("dobrar") elementos, ou seja, principalmente a água, o fogo, o ar e a terra. Cada pessoa pode dobrar apenas um elemento e o Avatar é o único capaz de dominar os quatro. O problema é que com o tempo os dobradores estavam abusando de seus poderes contra os não-dobradores e surgiu Amon, esse líder sem rosto, dizendo que vai instaurar a justiça.

A primeira temporada da série (que tem a história bem finalizada) é sobre a Korra saindo do seu treinamento isolado e descobrindo que não conhece nada do mundo ao chegar em Republic City. Diferente da história do outro Avatar ("o último mestre do ar"), não há viagens pelo mundo inteiro com vários cenários. Tudo acontece em meia dúzia de lugares dentro de Republic City. Além disso, enquanto a Korra encara esse choque de realidade/tenta dominar o ar sem resultados, ela acaba se envolvendo com uma dupla de irmãos que lutam em um campeonato de dobradores, Mako e Bolin (que estão na imagem de capa lá em cima, a garota dirigindo não vou falar quem é).

The Legend of Korra tem uma ambientação legal, personagens cativantes, consegue ser engraçado, ter romance e ao mesmo tempo ser emocionante. No mínimo, vai ser divertido assistir. Comigo bastou ver 4 episódios para não conseguir passar um dia sem sentir saudade. Tudo bem que às vezes dá até vontade de gritar tipo Ô SUA IDIOTA NÃO SEJA TÃO IDIOTA, FAZ A DROGA DE UM PLANO DIREITO. Mas considerando que o ar é o elemento mais distante da Korra, faz sentido ela não ter paciência pra pensar e agir mais por impulso.

Se você puxar um lado negativo, é o que eu li pelo google nos meus primeiros dias de pesquisa: "as resoluções aparecem rápido demais". Não é algo idiota, mas não é também aquela trama GENIAL. Vamos lembrar que, no final das contas, ainda é um desenho da Nickelodeon (um dos melhores ultimamente, arrisco a dizer. Adoro Ultimate Spider-Man, mas aquele é só diversão, esse aqui tem história).

Eu poderia ficar aqui falando para sempre (como a ambientação é linda, como cada personagem tem uma história importante/de acordo, como dá para comparar com distopias, mesmo não sendo propriamente uma...), mas como iniciação já deu para entender.


>>>Estrutura

The Legend of Korra é dividida em 4 livros (4 temporadas, ou duas com um intervalo sofrido no meio de cada). O primeiro livro é o "Ar" e está completo com os 12 episódios. O segundo é o "Espiritos" (Spirits) e vai ser lançado em 2013. Os outros dois estão confirmados, mas ainda sem nome. Você não precisa se desesperar porque o final fecha todas as pontas, o "sofrido" que eu disse é porque vai ser realmente ruim ficar com saudade de todos esses personagens e o mundo (descobri que assistindo o primeiro Avatar não mata a saudade do mundo de Korra, mas até que ajuda e é legal sozinho).

POR FAVOR, NÃO JULGUE POR EPISÓDIOS PERDIDOS. Esse não é um desenho pra ser visto por episódios perdidos tipo Phineas and Ferb, vai ser quase como pegar um livro, ler um capítulo aleatório e julgar por isso. O problema dos ocidentais é achar que porque é desenho é tudo a mesma coisa, mas não é (esse pelo menos não). 

>>>The Legend of Korra não é continuação de Avatar: O Último Mestre do Ar! Assista sem preocupação!

Como eu disse, Avatar é essa pessoa responsável por manter o equilíbrio que surge de tempo em tempo. Depois que o Aang (o garotinho careca) morre, já que ninguém é imortal, tem que surgir outro Avatar. É assim que algumas gerações depois vem a Korra (o "professor" dela, Tenzin, é filho do Aang). Dizer que The Legend of Korra é continuação exata de "Avatar: O Último Mestre do ar" é dizer que a história da sua vida é continuação da história de vida do seu avô. Vocês vão esbarrar por algumas semelhanças, tipo pessoas da família, características físicas e o mundo que a geração do seu avô "deixou" pra você, mas só isso.
*Começar por um ou pelo outro, tanto faz. Dá pra entender as referências começando por qualquer um dos dois (se começou pelo Avatar, vai ver referência em Korra; se começou por Korra, vai ver referência no Avatar). 

>>>Onde assistir

Eu assisti do modo tradicional para pessoas com internet e pressa, também foi fácil encontrar legenda. Mas vai lançar no Brasil em breve!

The Legend of Korra (A Lenda de Korra) vai ser lançada na Nickelodeon brasileira no dia 8 de setembro (fonte) com exibição aos sábados 12:h30 e reprises no domingo, às 12h30, e nas segundas, às 16h30. No dia da estreia, será exibido um especial com os dois primeiros episódios (Welcome to Republic City e A Leaf in the Wind).
"Já renovada para mais 52 episódios, garantindo que a série siga até sua quarta temporada, The Legend of Korra marca uma das audiências mais altas para uma série animada nos EUA, atingindo uma média de 3,8 milhões de espectadores por episódio. A segunda temporada tem previsão de estreia para 2013 nos EUA, ainda sem data definida." via

~sinta o clima~