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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

5 coisas que eles não falam sobre as Olimpíadas


Boa noite! Ou bom dia, ou boa tarde. Estava aqui pensando em como falar de Olimpíadas no CC e tropecei nesse "5 Things They Don't Want You to Know About the Olympics". Adorei esse post, não fazia ideia da maioria das coisas ditas (nunca tinha parado para refletir sobre a vida sexual na Vila Olímpica). Pode parecer meio grande, mas é mais texto com dados que compravam. Aproveitem. :D

O texto é daqui em inglês, mas nós traduzimos e colocamos nossos próprios comentários. Além de incluir curiosidades sobre as Olimpíadas no Brasil, parece que a famosa paisagem das praias da zona sul vai mudar para sempre!

5- A Vila Olímpica é pura orgia 

Vila Olímpica é nome que dão a uma área onde os atletas permanecem durante os jogos, a do Rio já tem até lugar, será no antigo terreno do Rock in Rio, em frente ao novo local do RIR e ao lado de onde ocorre a Bienal do Livro carioca. Bem, para você ter ideia da fama desse lugar, há até quem chame de Sexsylvania (ou poderia ser Sexolandia).

Talvez você tenha ouvido falar do vídeo dos ginastas brasileiros tem circulado por aí. É só uma das consequências de viver em uma Sexsylvania hoje em dia...
Imagine só viver em uma "cidade" povoada por jovens bronzeados, atléticos e mini-deuses no auge físico. Imagine todos os anos que eles dedicaram a disciplinar seus supercorpos, sem gordura, por uma chance de ficar nessa vila por algumas semanas. E então lá estão eles, todos os 10.000 atletas, sem pais, cônjuges e os regimes diários que têm regido suas vidas até esse ponto, em um lugar exótico com muito tempo livre. Bem, vamos ser um pouco mais diretos: em 1988 nos Jogos de Seul (Coréia do Sul) o problema foi tanto com umas camisinhas usadas que elas chegaram a aparecer no telhado de atletas britânicos. A Associação Olímpica teve que proibir sexo ao ar livre  (só em inglês). 

Dá pra imaginar uma crise tão grande por causa de camisinha espalhada que foi preciso banir oficialmente?! E isso não foi um caso isolado - pelo que parece, é o que acontece em cada uma das Vilas Olímpicas desde... sempre.

Fã de Percy Jackson também recebe?
Quando chegou em 1992, os organizadores já estavam tão preocupados com a quantidade de sexo que decidiram começar a dar preservativo de graça para manter a Aids sob controle. Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (Canadá) em 2010, foram distribuídos 100.000 preservativos para cerca de 6.500 atletas e dirigentes. Isso é cerca de 15 preservativos por pessoa. E os 100.000 preservativos não foram suficientes. No meio dos jogos, uma remessa de emergência foi trazida para preencher a lacuna. E isso não é nem contando a quantidade de sexo desprotegido que estava rolando. Aliás, Londres bateu o record do número de camisinhas esse ano. 

-Onde é que o Dionísio passa os dias durante as Olimpíadas?

4- A cidade-sede é temporariamente transformada em um Estado de Polícia

Para recuperar a enorme despesa que é preciso para sediar os jogos, os anfitriões precisam de grandes marcas internacionais patrocinando as Olimpíadas. E como anfitriões, eles têm o direito de deixar apenas as principais marcas venderem seus produtos. Justo.

"Esse acidente que vai acabar com a sua carreira foi patrocinado por..."
A menos, é claro, que você seja uma mãe inglesa esperando para aproveitar essa oportunidade de lucrar que só ocorre uma vez na vida. É melhor você nem pensar em usar palavras comuns como "Jogos", "2012", "Ouro," Prata", "Bronze", "Londres", "Medalhas", "Patrocinadores" e "Verão" nos seus produtos ou propagandas. Se você acidentalmente combinar qualquer uma dessas palavras divulgando o seu pequeno negócio é uma multa de 30.000 libras (algo como 95.250 reais).

Isso pode ser até estranho, mas se você quiser salvar o seu país da falência, vai acabar precisando fazer algum acordo com o diabo. É feio, mas é melhor do que acabar como a Grécia*, né?
*mais sobre isso depois.


Mas digamos que por alguma razão você é totalmente contra os Jogos Olímpicos. Bem, não espere poder usar a sua liberdade de expressão para deixar claro a sua posição. O Comitê Olímpico exige que, durante os jogos, a cidade anfitriã receba direitos especiais. Não o de se gabar para as outras cidades, apesar de que isso também é dado, mas o direito de poder passar por cima de todas as leis locais relativas à liberdade de expressão. O contrato de Londres, por exemplo, explicita que todos os outdoors espalhados pela cidade devem ser alugados pela prefeitura e que só poderão ser usados pelos patrocinadores dos jogos. Se alguém quiser colocar um cartaz anti-Olimpíadas, estará proibido. A polícia ainda tem o poder de entrar na sua casa para rasgar suas placas anti-Olimpíadas.

Mas sempre há uma alternativa, né? A imagem acima é de um dos protestos, leia aqui (português). Ainda há outro que burlaram o "não use nada relacionado às olimpíadas em seus produtos".

Só de incorporar o logo das Olimpíadas é um ato de desafio - uma loja de lingerie foi forçada a desfazer uma vitrine com cinco bambolês e alguns sutiãs imitando os anéis olímpicos, provavelmente por medo de alguém confundir a entrada com a da Vila Olímpica (ta dum tss).

3- Sediar as Olimpídas pode falir o seu país

Cidades no mundo inteiro brigam por uma chance de levar os maiores jogos do mundo para o seu país. É como os Jogos Vorazes do mundo adulto, só que sem a fome, assassinato e incesto (é uma brincadeira do autor do texto, que não leu Jogos Vorazes). Ser escolhida para sediar os Jogos Olímpicos é o reconhecimento de que a sua cidade é grande e digna dos olhos de todo o planeta. Você acha que alguém vai fazer campanha para levar as Olimpíadas para qualquer fim de mundo? Sediar as Olimpíadas significa que sua cidade será lembrada e respeitada por décadas. Existe alguma outra honra maior do que isso?

Mas há um preço para obter o privilégio de sediar as Olimpíadas, e esse preço pode ser a sua economia inteira. A Grécia aprendeu a lição da maneira mais difícil.


O orçamento inicial da Grécia para os Jogos de 2004 foi de 4,5 bilhões de euros, mas o custo real dos jogos rapidamente duplicou essa estimativa. Quando tudo foi dito e feito, o custo dos jogos foi de 5% do PIB da Grécia, e oito anos depois, o país não se recuperou da dívida. A cidade de Vancouver desistiu de recuperar todo o dinheiro investido em sua extravagante Vila Olímpica, que foi posteriormente convertida em casas residenciais. Hoje os edifícios formam uma cidade fantasma*.
*Quem lembrou de Paper Towns, do John Green, levanta os braços. \o/

As Olimpíadas de Inverno de Nagano (Japão, 1998) mergulhou a cidade em uma recessão que custou uma carga tributária de 30.000 dólares por família da cidade (algo como 60.800 reais). Fora a Grécia, nenhum desses desastres financeiros pode ser comparado ao de Montreal (Canadá). O estádio Olímpico levou 11 anos para terminar de ser construído depois que os jogos acabaram - e eles levaram 30 anos para pagar a dívida contraída para sediar as Olimpíadas de 1976.

O que deixa claro o porquê das pessoas de Berne, da Suíça, votarem contra a chance de sediarem os jogos.

2- Quem paga mais dinheiro fica como anfitrião 

A única coisa mais difícil do que uma cidade completar o processo de licitação dos Jogos Olímpicos é uma cidade completar o "Nós agora não temos mais moradores de rua e todo mundo aqui é bonito". O COI analisa tudo, desde locais da cidade, esportes, capacidades de infraestrutura, de transporte, habitação e a atitude geral dos próprios cidadãos. Você sabe por que Paris não chegou a sediar os Jogos Olímpicos de 2012? Porque houve uma greve geral no dia que o Comitê Olímpico visitou a cidade e o transporte público estava paralisado. Boom. Nada de Jogos Olímpicos para você, França. Boa sorte da próxima vez. Você não pode fingir estar pronto para acolher milhares de pessoas para o evento de uma vida.

Se isso for verdade, só posso acreditar que essa segunda parte foi o que fez o Rio de Janeiro virar sede das Olimpíadas...

"Você pode olhar um pouco melhor a decisão final?" - Aliás, essa foto é de um treinador falando com os juízes.
E o dinheiro tem um grande papel na hora de convencer os membros do COI para escolher a sua cidade. Foi descoberto que nas Olimpíadas de Inverno de Nagano foram gastos dezenas de milhares de dólares só para cortejá-los. Enquanto Salt Lake City estava dando aos membros da comissão câmeras descartáveis de brinde, os japoneses estavam distribuindo câmeras de vídeo caras como se fossem doces. Enquanto o limite de presente era 200 dólares, os japoneses gastaram uma média de 5.700 dólares em cada membro da comissão. Depois de tudo, o custo que Nagano teve em sua oferta passava de 24 milhões de dólares, cinco vezes mais do que Salt Lake City. E nem toda essa informação foi transparente, já que Nagano destruiu os registros de despesas antes que alguém pudesse pegá-los.

1- Gente pobre é tirada do caminho para dar espaço

Uma das maneiras que as cidades conseguem dinheiro para sediar as Olimpíadas é prometendo aos seus cidadãos que tudo vai valer a pena. No final do dia, todo mundo vai ter instalações de classe internacional, novos lugares para morar, incontáveis oportunidades de emprego, uma receita imensa, e como legado vários programas esportivos para os jovens da cidade. O que não amar?

Estão com o projeto de criar esse negócio no Rio de Janeiro. Solar City Tower, veja mais aqui.

Bem, todos esses novos espaços e habitações precisam estar em algum lugar, que normalmente é onde as pessoas pobres vivem. Trinta mil habitantes de Atlanta foram deslocados pelos Jogos de 1996, e em 1988, 720.000 foram obrigadas a deixar suas casas em Seul. Os que tiveram o azar de não ter um teto sobre suas cabeças foram caçados e alojados fora de vista durante os jogos. Mas nada se compara a Pequim - 1,5 milhões de chineses foram forçados a abandonar suas casas nos preparativos para os jogos de 2008.

Mesmo que as pessoas não sejam forçadas a sair, em muitos casos o aluguel fica tão caro que eles não podem se dar ao luxo de viver em suas casas. E sobre as instalações de classe internacional, na Grécia, 21 dos 22 estádios agora estão às moscas. Mas tudo bem, tudo vai valer a pena porque agora vai dar para definir de vez qual país é o melhor em nado sincronizado...


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Espero que tenham gostado! É sempre bom ver os dois lados, né? Eu até acredito que o Rio vai se sair melhor do que a maioria dessas cidades (sim, vai ficar muita construção fantasma por aqui, como já temos a Cidade da Música  e vamos sofrer de abandono), porque nós temos algumas vantagens. Por exemplo, diferente do Japão, nós temos espaço. A Vila Olímpica mesmo está sendo construída em um lugar que já estava inutilizado e com a quantidade de prédio que tem surgido pela Barra provavelmente brotaria algo ali mais cedo ou mais tarde.

A minha maior preocupação é com o trânsito*, vou ter que criar um estoque de sobrevivência aqui em casa durante as Olimpíadas, porque se tentar sair...
*Se você não for do Rio, para dar uma ideia, hoje em dia no horário de trânsito dá para levar uma hora ou mais de carro em um caminho que é feito em 5 minutos em um dia normal.

sábado, 28 de abril de 2012

Brasileiros na Inglaterra: O que fazer por lá?

Último dia das nossas sextas da Inglaterra, para todos aqueles que sonham em viajar para o país (ou até para muitos começarem a sonhar, confesso que esse post aqui me deu muuuuuuita vontade de ir). Nos dois primeiros dias tivemos a Gege e Giu fazendo depoimentos de como foi conhecer o país (muito obrigado!), depois fizemos um post para quem tem dúvidas e quer ter uma ideia de como chegar lá e agora um com dicas especiais do que fazer lá (escritas pela Gege, que conheceu de perto). 

O que fazer lá?

Tudo bem, você chegou em Londres, mil maravilhas. E vai fazer o que lá? A maioria dos pacotes prontos já tem um roteiro fechado, mas nem todo mundo tem os mesmos gostos e às vezes quer algo mais "personalizado". Saiba um pouco sobre as principais as atrações com dicas de quem esteve lá (no caso, a Gege).

Notting Hill - Se você assistiu ao filme "Um Lugar Chamado Notting Hill", já sabe do que estou falando, se não, eu explico! Notting Hill é um bairro de Londres com ar boêmio, lindo de morrer, com casinhas de fachada colorida, tendo como rua principal a Portobello Road (terceira foto lá em cima!), onde acontece uma feira que vende de tudo, desde livros, antiguidades, roupas, calçados, artesanatos, até frutas, legumes e verduras. Dá para achar muita coisa interessante por preços ótimos, e pelas ruas adjacentes, há lojinhas bem legais, que vendem de tudo, seja um brechó com roupas vintage, loja super rock'n'roll que vende só blusas de bandas ou livrarias, como a "The Travel Bookshop" (do filme 'Notting Hill'). Sábado de manhã é o melhor dia para ir na feirinha.

Trafalgar Square - É uma das praças principais de Londres, bem de frente pra National Gallery (um museu imperdível, que tem obras de Da Vinci, Van Gogh, Picasso, Caravaggio, Monet, Rembrandt, entre muitos outros pintores famosos), tem duas fontes e um monumento chamado de Coluna de Nelson, tendo enormes leões de bronze ao seu redor, onde o pessoal na verdade gosta de subir para passar o tempo e tirar fotos. É um lugar bem agradável, sempre cheio de pessoas, e que fica bem pertinho de St. James Park, dá para ir andando. 


London Eye, Madame Tussauds e Sea Life London Aquarium - O motivo de colocar as três atrações juntas, é porque elas são exatamente no mesmo lugar, e os ingressos podem ser comprados juntos. A London Eye é a maior roda gigante da Europa, e é coladinha no rio Tâmisa, num lugar estratégico para que se tenha uma visão privilegiadíssima da cidade de Londres. Vale a pena pegar toda a fila, que sempre tem. Madame Tussauds Londres é a sede principal do museu de cera conhecido em todo mundo, onde você pode ver e tirar fotos com ícones da música, política, cinema e da história mundial feitos de cera (obviamente!). Já o Sea Life, é um grande aquário com 3 andares e réplicas de ambientes aquáticos, e conta com mais de 3000 formas de vida marinha. 

Parques Reais de Londres - Em Londres você sempre estará perto de algum parque maravilhoso, mas não pode deixar de conhecer os parques reais, que são 8, Bushy Park, Green Park, Greenwich Park, Hyde Park, Kensington Gardens, Regent's Park, Richmond Park e St. James's Park, e eram posse da família real, mas passaram a ser locais públicos com o passar dos anos. São lugares perfeitos para descansar, pegar um solzinho, jogar bola, ler um livro, fazer uma caminhada, ou apenas alimentar os esquilos, patos e cisnes. Reza a lenda que se você matar um cisne em um parque real, é decapitado, pois eles pertencem à rainha.

Oxford Street - Compras! Quer comprar? A Oxford Street é o seu lugar. Junto com a Regent Street e a Bond Street, formam um grande complexo comercial, com vários tipos de lojas, das mais baratinhas, como a Primark às mais caras, como Ferrari, Armani e Hugo Boss.

Tower Bridge - Se você parar para pensar, é meio estranho ir até uma ponte passear, mas a Tower Bridge não é qualquer ponte! Já foi cenário em filmes como O Diário de Bridget Jones, 007: O Mundo Não É O Bastante, O Retorno da Múmia, e Sherlock Holmes. Ela atravessa o rio Tâmisa, que corta a cidade de Londres, tem 118 anos e é composta de duas torres com 65m de altura cada. Em uma de suas extremidades, a ponte tem uma exposição permanente, contando sua história.

Palácio de Westmister e Big Ben - Se você for a Londres e não tirar uma foto em frente ao parlamento britânico, então sua viagem não está completa. É um dos patrimônios mundiais da UNESCO, e é onde se encontra a Clock Tower, que guarda un sino, o famoso Big Ben. O parlamento foi destruído por um incêndio em 1834, e levou 30 anos para ser reconstruído. 


Ice Bar - Um bar todo feito de gelo, com temperatura ambiente de -5ºC. O Ice Bar de Londres, que fica no bairro de Mayfair, está aberto o ano inteiro, tem a entrada com valores de £14, £16 e £24, que incluem a permanência por 40 minutos no bar, capa térmica, luvas térmicas e um drinque(em copo feito de gelo, claro) à sua escolha. É uma experiência muito diferente, literalmente, pois o bar fecha a cada 6 meses para uma reformulação total, mudando toda a decoração. 

Palácio de Buckingham -O palácio, que só se tornou residência oficial da realeza na Era Vitoriana, é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. De frente para a fachada, bem nos jardins da Rainha, se encontra o Victoria Memorial. A Guarda Real é responsável pela segurança do palcário, e você pode assistir à cerimônia da troca de guarda todos os dias às 11:30 da manhã dos meses de maio até julho, e em dias alternados no resto do ano. 

Castelo de Windsor - Localizado em Berkshire, no sudeste da Inglaterra, o Castelo de Windsor é uma das residências oficiais da realeza, junto com o Palácio de Buckingham e o Palácio de Holyrood(na Escócia). Durante os anos, o castelo serviu como refúgio e fortaleza em épocas de guerra. Windsor é o único castelo ininterruptamente habitado há 900 anos! 

Stonehenge - Há diversas lendas que explicam a origem dos círculos de pedras de até 5m de altura, e até cinquenta toneladas, mas nenhuma explicação científica concreta. O Stonehenge se localiza na cidade de Salisbury, e seu mistério atrai milhares de turistas todo ano. 

Liverpool - Se você curte os Beatles, ou principalmente se é fã, faça o The Beatles Fab Four Taxi Tour na cidade de Liverpool e dê um mergulho nos lugares mais importantes na vida dos Beatles. Outra pedida na cidade são o Cavern Club e o Cavern Pub, sendo o primeiro, o local onde a banda começou a carreira, e o segundo, uma espécie de fan spot, onde você encontra instrumentos e amplificadores que pertenceram à banda e placas com datas de quando artistas se apresentaram no clube. 

Manchester - Provavelmente você já ouviu falar dos times Manchester United e/ou Manchester City, mesmo se não gostar de futebol. O esporte é um dos principais atrativos da cidade, que foi berço da revolução industrial e tem construções muito modernas. O Old Trafford Stadium, sede do Manchester United, é o segundo maior estádio da Inglaterra em termos de capacidade, atrás somente de Wembley, em Londres, e irá hospedar jogos de futebol nas Olimpíadas desse ano.

sábado, 21 de abril de 2012

Brasileiros na Inglaterra: Dúvidas e Informações

Nessas sextas de abril estamos falando sobre gente que sonha em ir para a Inglaterra, com depoimentos de pessoas que já realizaram esse sonho, como a Gege e a Giu. Mas por que a Inglaterra? Por que estamos falando especificamente desse destino e não de qualquer outro? E se você quiser ir, como faz para chegar lá?  Além disso, saiba o que fazer quando chegar lá com dicas de quem esteve.

Por que a Inglaterra?

A Inglaterra junta uma série de "prós" quando se trata de viagem. É o meio termo entre EUA e Europa, a língua falada é o inglês, tem uma cultura própria e atraente... Mas não são só vantagens práticas que uma viagem à Inglaterra oferece, também há uma espécie de fetiche. 

Muita gente não sonha em "sair do Brasil", sonha em "ir para a Inglaterra". A bandeira de quantos países você vê o pessoal idolatrar por aí? Sem contar os americanos com a própria bandeira, é claro. Nas imagens dos primeiros "Brasileiros na Inglaterra" nós vemos uma série de "objetos" marcantes só do país. De qual outro país você vê esse tipo de coisa? É claro que todo lugar tem uma bugiganga de recordação, mas elas são procuradas até por quem nunca foi? Esse é, provavelmente, o maior diferencial da Inglaterra (e especificamente Londres, os outros lugares vem de brinde).

Há outros motivos que reforçam isso, como a Inglaterra ser praticamente o único país* que consegue burlar a dominação americana e ter grandes produções que carregam a sua marca (tipo Harry Potter) ou fazer séries que só aumentam esse fetiche (tipo Skins). 
*As outras exceções seriam os países orientais, mas além da distância cultural, a língua e o preconceito atrapalham muita gente de conhecer o que tem por lá e idolatrar (pelo menos não em um nível como o da Inglaterra). 

De certo modo, os EUA seria a opção popular e a Inglaterra a mais ""cult"". Até porque o país não é conhecido por ser barato. 

Como chegar lá?

Bem, antes de chegar lá você tem que se perguntar: o que você quer fazer lá? A Giu, por exemplo, quis descobrir como era intercâmbio e aproveitou para estudar. A Gege quis descobrir como é viver na Inglaterra. Para você ver, a Giu enquanto esteve lá aproveitou mais para conhecer os lugares. A Gege também fez isso, mas além disso realizou o sonho de ir a shows, teatros e seguir os ídolos (ela esteve até na gravação de um clipe do McFly). Quando eu for, provavelmente vou estudar ou só para viajar, mas vou dar um jeito de ir a shows e criar um estoque de livros. 

Saber o que você quer fazer lá ajuda a definir o seu roteiro e escolher como ir. Se você não conhece nada do país e quer só aproveitar, a indicação básica é ir em uma agência de viagens e escolher um pacote. É muito mais seguro do que se arriscar em um lugar sem conhecer nada. Além disso, com a agência você ainda pode arranjar um guia ou outras formas de criar o próprio roteiro em segurança. Dependendo da época do ano ou de onde você procurar, o preço pode ser até bom (considerando os padrões de preço de uma viagem desse tipo). Às vezes, os próprios cursos de inglês promovem essas viagens. 

A Inglaterra não é a melhor opção para quem quer estudar (sem ser aprender inglês), porque não é tão fácil e o preço é alto para se manter lá. Eles também têm ficado mais exigentes, em 2006 os brasileiros estavam em primeiro lugar entre os com entrada nos país negada. Mas se ainda assim você quer, aqui tem algumas informações para quem pretende estudar. Não deixe de planejar bem. 

Para dar uma ideia, a Gege foi para lá com essa ideia, mas quando chegou encontrou um monte de exigências (tipo certificados) e ela teria que ficar um bom tempo lá antes de começar uma faculdade (Novamente: se você está disposto a gastar muito dinheiro, fica mais fácil). Se você leu o depoimento dela, viu que ela passou por outros países da Europa antes de conseguir ir para a Inglaterra e só teve o acesso facilitado por ter nacionalidade europeia. Uma menina que foi com a Gege, a Bruna, não teve essa sorte e ainda está na Irlanda, trabalhando e fazendo cursos para poder conseguir pagar para entrar na Inglaterra e estudar lá. 

Sugiro que leia o depoimento da Gege sobre isso, para ter ideia de outras coisas que é bom considerar, como ela ter a viagem dificultada por causa da época de crise. Mas não fique com medo: Se você não quer ir "se virar" lá, ainda dá para fazer como a Giu. De uma forma ou de outra, você precisa ter o mínimo de espírito aventureiro para enfrentar um país desconhecido sozinho. 

Se você está querendo ir para passear mesmo, vale a pena conferir o site da CVC porque além de ser uma empresa conhecida (dica: não confie em sites pequenos sem ter uma referência!) oferece bons preços em pacotes. Há um pacote de 9 dias (com Londres + Paris), por exemplo, que sai por volta de 5 mil reais, sem a passagem aérea. Logicamente, esse preço só para Londres diminui e pode ficar por volta de 2.000 ou até menos. A não ser que você encontre um pacote muito bom pela internet, é melhor ir até uma agência e conversar (se puder, vá a mais de uma).

O preço de passagem varia dependendo da época do ano, da companhia, de escalas e essas coisas, mas os preços para uma pessoa estão por volta de 2.000 reais (e, procurando bem, é sempre possível encontrar promoções). E não esqueça que há várias formas de entrar em programas de milhas (que são como pontos que você pode trocar por passagens), muitos cartões de créditos oferecem, as próprias empresas de aviação ou promoções como a do Ipiranga. Muita gente não tem nem ideia de que pode usar isso, quando meu tio descobriu ele já podia trocar por três passagens de ida e volta para os EUA.

Links úteis:

Site baseado em intercâmbio com muita informação

Site da Inglaterra com informações do que fazer e até compra antecipadas de ingressos, pacotes de viagem...

Visit London - o mesmo que o anterior, mas focado em Londres

Um site com vários "embaixadores" (pessoas que estão em algum país) falando sobre suas viagens em forma de blog

Algumas informações sobre Londres

Carioca de Londres - blog sobre coisas aleatórias de uma garota, mas às vezes ela fala de suas experiências em Londres e em breve ela irá para a Inglaterra estudar

40 melhores sites/blogs sobre viagens e turismo

E semana que vem voltamos com um post com o que fazer na Inglaterra! Até! (: