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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Discussão: Por que ler Meg Cabot?


Feliz Natal, crianças!!! Não, nós não morremos - ainda. Acontece que, com os últimos acontecimentos, o mundo acabou, provavelmente vocês ficaram sabendo. Foi muita coisa pra arrumar, muita caixa pra fechar naquela correria de arranjar um abrigo - disseram que ia ter até meteoro. E depois que essa ótima festchenha  o fim do mundo passou, nós finalmente decidimos que era hora de ressuscitar. De qualquer forma, pedimos desculpas pela grande ausência, foi tudo de caso pensado para que vocês pensassem que também tínhamos morrido -brinks.

Maaaas, esse post não é sobre nada disso, você com certeza deve ter notado pelo título (ou não). Esse post é para falar de uma autora superimportante para a geração atual (principalmente a feminina), a Meg Cabot!!

Então, antes de escrever esse post, eu tinha escrito aquele outro sobre A Mediadora, vocês lembram, crianças? Pois então, já naquela época eu pensava em escrever algo sobre a autora, porque tem muita gente que tem medo de conhecê-la por achar que ela é a versão americanizada da Talita Rebouças (que é uma ótima autora também, por sinal). A Meg tem um pouco disso de adolescência, só que eu acho que as pessoas acabam julgando e ficando com vergonha de comprar porque acreditam que ela não atinge diversos públicos. E na verdade não é assim, há coisas nos livros que seriam facilmente aproveitáveis e divertidas para qualquer um, a começar pelo humor fácil.

Mas agora é hora de parar de se enganar! Sim, você, caro internauta que está lendo isso, vamos parar de preconceito nesse exato momentinho e dar uma chance para outros mundos no ramo da litertura. E não venha me dizer que a Meg não faz o seu estilo, porque ela tem um mundo de estilos diferentes.

Diferentemente do que o povo pensa, Meg Cabot não escreve só para adolescentes, embora seu maior reconhecimento venha daí. Hoje em dia, ela é autora de um montão de livros, entre juvenis, infanto-juvenis, YA e até adultos. A série mais aclamada e mais conhecida é O Diário da Princesa, e é daí que vem o pré julgamento de todo mundo. Primeiro porque as pessoas ficam: aah, vou ler uma autora que escreveu livros sobre princesinha? ou então: deve ser tudo infantil demais para mim. 

Chega de preconceito literário!

Mas não é, nem tudo é infantil, e na verdade ouso dizer que quase nada ali pode ser dito como infantil. É claro que O Diário da Princesa é focado num público feminino na faixa dos 16 anos (mais ou menos), mas por que não dar uma chance para as outras histórias, e se duvidar até mesmo para esse livro? Eu já li, recomendo, e foi bem menos meloso do que eu imaginei que seria. Não é o livro dela que eu mais gosto, mas minha irmã (que é mais velha do que eu) tem O Diário da Princesa como seu livro/série favorita. É por isso que eu digo que é hora de acabar com o preconceito, você pode se encantar por algo que nem esperava - a função dos livros não é surpreender?

Enfim, enquanto eu escrevia esse post, fiquei pensando que talvez isso tudo que eu estou falando agora meio que serve para outros autores conhecidos por aí. É como aquele velho ditado de julgar um livro pela capa, só que nesse caso a capa é o nome que assina a obra. A enorme maioria dos autores vende seus livros através dos títulos, mas aquele escritor meramente mais conhecido acaba vendendo através de seu próprio nome*. Às vezes esse nome ganha mais destaque na capa que qualquer outra coisa ali, dá pra pensar em mil exemplos. 
*A própria J.K. Rowling é uma dessas, que recentemente lançou The Casual Vacancy.

De qualquer forma, voltando à Meg Cabot (após fazer esse breve comentário geral), eu achei que valia a pena citar inúmeras obras que ela já escreveu, desde as mais famosas até as menos conhecidas (e passando pelas que têm diferentes públicos também). Das séries, O Diário da Princesa sem dúvida alguma é a que todo mundo mais conhece (teve até adaptação feita pela Disney, com direito a Anne Hathaway), mas também tem Desaparecidos (mais recente aqui no Brasil), Cabeça de Vento e até a própria Mediadora. Isso tudo sem falar em Avalon High (que é uma versão contemporânea da lenda do Rei Arthur e é o meu livro favorito dela*). Embora eu não tenha lido todos os que mencionei, acho que são os mais intermediários em termos de juvenis e YA.
*Esse livro também foi adaptado pela Disney.

Partindo para uma linha mais madura, tem a Queen of Babble (Rainha da Fofoca), The Heather Wells Mistery (Tamanho 42 não é gorda), a série Boy (Garoto da Casa ao Lado, que é escrita em formato de e-mails, vale conferir) e o Ela Foi Até o Fim (que não é série, mas tá valendo). Além desses, tem os títulos que a Meg lançou sob o pseudônimo de Patrícia Cabot, romances que às vezes você nem encontra na parte convencional da livraria (dos infanto-juvenis): A Rosa do Inverno, A Dama da Ilha, Aprendendo a Seduzir e Pode Beijar a noiva.

Por fim, os mais infantis, entre os que seguem uma vertente mais pré-adolescente, tem As Leis de Allie Finkle para Meninas, que tem até agora apenas 3 livros lançados no Brasil. Uma amiga minha leu e curtiu, e ela já tinha saído da pré-adolescência quando comprou.
~ É só mais uma prova de que a gente precisa acabar logo com o preconceito literário. ~

E você? Curte Meg Cabot? Já pensou em comprar e ficou com um pé atrás? Conta pra gente!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ConversaCult TV #64 - Princesas da Disney Hipster

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Não foi a primeira vez que eu vi uma versão hipster das princesas da Disney, mas essa mereceu um destaque. Fizeram um "musical" com a Ariel, a Cinderela, a Bela e a Branca de Neve. Além de ver as princesas de hipster, a letra é muito boa, com referências a twitter, tumblr e coisas "hipsters"- relacionando tudo ao mundo das princesas! É todo em inglês, mas é simples e acho que dá pra acompanhar na boa.

"I talked to birds before twitter" - letra embaixo do vídeo!


Hipster Disney Princess - THE MUSICAL

              


Letra:


WHEN THE WORLD JUST SEEMS TOO MAINSTREAM
SNOW 
WHILE YOU DRINK KOMBUCHA TEA
CINDERELLA 
JUST EMBRACE YOUR INNER IRONY
ARIEL
YOUR TRUE IDENTITY...


JUST BE A HIPSTER
AN INDIVIDUAL
COME ON AND JOIN US
DON'T BE A TOOL

WHEN YOU'RE A HIPSTER
LIFE SEEMS POETIC
YOU LIKE YOUR BANDS HOT
BEFORE THEY'RE COOL


I TALKED TO BIRDS WAY BEFORE TWITTER
LOVE EATING SUSHI!
THAT'S IRONIC!
GLASS SLIPPERS, UGH, SO BEFORE MIDNIGHT
POETRY READING? WHERE'S MY INVITE?
LIKE MY BRA, WELL, IT'S ORGANIC!

THE BOOK WAS BETTER THAN THE MOVIE
WE NEVER FALL, WE ONLY TUMBLE
SEE WHEN A TREE FALLS IN A FOREST AND NOBODY'S THERE TO HEAR IT, YOU CAN BET WE'VE BOUGHT THE VINYL


COME BE A HIPSTER
WE GO OUR OWN WAY
WE SHOP AT THRIFT STORES
OR SO WE SAY

YES, BE A HIPSTER
A F*$&%ING HIPSTER
WE'RE SO UNIQUE
WE'RE ALL THE SAME


Até a próxima \o/

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Para quem gosta de música: Bridgit Mendler

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Bridgit Mendler
Origem: Estados Unidos
Similares: Jessie J, Lily Allen, Katy Perry, Sara Bareilles, We The Kings, Kate Nash, Cher Lloyd, Demi Lovato, Selena Gomez...

Quando falei dos 7 cds mais esperados disse que ouvi o single "Ready or Not" da Bridgit Mendler e fiquei curiosa para ver o resultado. Foi melhor do que eu esperava e já grudou na minha playlist junto com o Halcyon da Ellie Goulding e o Kiss da Carly Rae Jepsen. Com certeza valia apresentar aqui!

Eu conheci a Bridgit Mendler em... "Os Feiticeiros de Waverly Place". Se você também passa alguns momentos de descanso assistindo Disney, com certeza já deve ter visto ela. A namorada vampira do Justin, lembra? Ela também é uma das principais no "Boa Sorte, Charlie!". Mas eu nem imaginava que ela era cantora. Para você ter ideia, assisti mil vezes "Ready or Not" na falta do que fazer e não me dei conta de que era ela.

Acho que com a Miley Cyrus de cabelo branco, a Demi Lovato internada e a Selena Gomez quase casada com outra mulher, eles precisaram lançar alguém novo. Enquanto o laboratório ainda está gerando as próximas estrelas, a Bridgit Mendler foi a melhor opção.

MAS CALMA AÍ! Se você é desses que tem preconceito com a Disney, não descarte a Bridgit antes de ouvir as músicas, até porque parece que é para um público mais velho. E se você já gosta da Disney, há 90% de chance de gostar dela.

No post dos 7 cds, eu tinha dado como referência para "Ready or Not" a Lily Allen e "Ur So Gay" da Katy Perry. Mas foi meu irmão que me acordou para a referência certa. Depois que eu coloquei o cd da Bridgit rolando aqui sem falar nada, só para ver a reação do meu irmão (também tenho meu laboratório. HÁ), ele disse "tava me perguntando o que era isso. Se a Jessie J lançou cd, sei lá".

Só esse meme pode expressar como eu me senti quando fiz a ligação Jessie J-Bridgit Mendler.

Bridgit Mendler é a versão Disney da Jessie J. Menos rap, mais pop. As músicas são muito bem fechadas e produzidas, o que é de se esperar da Disney. Tem o lado Lily Allen e uma coisa meio latina, mas ainda assim a semelhança está lá. "Price Tag" fecha a tríade de referências do single.

O melhor mesmo da música (e acho que é por isso que vale a pena conferir) é a voz e o modo como ela canta. A melodia é meio contagiante. Não é algo tipo Call Me Maybe que gruda no seu cérebro igual chiclete, é mais para algo legal de ouvir. Preste atenção no refrão de "Forgot to Laugh" ou "Hurricane".

Ainda poderia falar muita coisa, porque as músicas são cheias de detalhes. Escute as vozes no final de "Hurricane" e a mistura de instrumentos em "City Lights". "All I See Is Gold" é praticamente só voz, não me assustaria em encontrar "The Fall Song" no álbum da Sara Bareilles. E ainda tem "Love Will Tell Us Where To Go", que parece o hip hop da época de Dilemma do Nelly (qual é! é o mês dos zumbis, posso desenterrar). Eu queria colocar em palavras a música, mas acho que funciona melhor se você for escutar.


"Ready or Not": Eu queria colocar outra música pra variar, mas não tem vídeo. Então coloquei esse acústico que é MUITO legal e mostra a música mais "pura".


O que ouvir para começar? Já falei tanto de "Ready Or Not" que nem conta como indicação. A primeira a me chamar atenção foi "Forgot To Laugh", mas pela quantidade de vezes que eu citei "Hurricane", essa também vale (aliás, essa música foi confirmada como segundo single). "City Lights" é para quem quer uma "diferente". E desde o início, o título de "Rocks At My Window" me chamou a atenção. E vou só terminar com "5:15". Na verdade, escute o álbum "Hello My Name Is" inteiro, vale a pena.

Por enquanto a Bridgit Mendler só lançou o álbum "Hello My Name Is" (aliás, que saiu ontem, mas já tinha vazado desde o início do mês), que é a sua estreia definitiva no mundo da música. Além desse, você pode procurar algumas músicas perdidas feitas para trilha sonora da Disney.


Veja também

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

[Resenha Misturada] Valente

Por ConversaCult

- "Valente"
- Brave (2012)
- Direção: Mark Andrews, Brenda Chapman
- Roteiro: Brenda Chapman e Irene Mecchi
- Atores: Kelly MacDonald, Billy Connolly, Emma Thompson.
- Animação / Aventura/ Comédia - Livre - 100 min. 
- Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 20 de julho de 2012






Mini-crítica: 
Valente é uma animação atual, traz um tema importante desde sempre e a moral típica da Disney. O filme inova ao quebrar clichês de roteiro e trazer uma história que poderia ser até adulta. O que perturba é que ele não é uma história "pura" que brilha de inovação e carisma, conquistando todo mundo. Tem umas ideias muito legais, mas não tão bem ajustadas. É um filme que tinha tudo para entrar na linha A das animações - o sucesso da personagem antes do lançamento já mostrava isso - e acabou como um linha B. O que não é ruim, o filme ainda é indicado para quem gosta da segurança de filmes Disney/Pixar e eu adoraria ver outra vez no sofá aqui de casa.
Sinopse: Merida, a menina ruiva de arco e flecha, é uma princesa e sua mãe espera que ela cumpra seus deveres de "princesa". Ela aturava tudo isso até descobrir que seria obrigada a casar em breve. Irritada, Merida recorre à magia antiga para poder decidir o próprio destino. Só que as coisas não saem muito como o esperado e ela tem dois dias para reverter uma maldição.

Novamente esbarramos em um filme que causou divergência de opiniões entre a equipe do ConversaCult. Dos dois lados do ringue (oi?!) estão Ana Luíza, que adorou, e Igraínne com o Paulo, que não gostaram tanto assim. Eles se enfrentam nessa noite para discutir sobre Valente. E eu, Dana, farei o papel de juiz nessa partida. Que os jogos comecem!


>>>Ana Luíza
"O roteiro é leve e faz com que 1 hora e 40 minutos passem voando."

A Ana Luíza resumiu o filme como desses que trazem uma lição de moral para todas as idades e esse ainda coloca no final uma frase de impacto para desconcertar qualquer um, te fazendo pensar na vida. Ela adorou a princesa que foge do clichê e luta tanto para salvar o dia quanto para ser livre e escolher o "príncipe" certo.

Além disso, ela também achou o filme "engraçadíssimo" e com "partes emocionantes que fazem qualquer pessoa chorar", fazendo jus aos nomes Disney/Pixar.

"Ah, sem esquecer do gráfico do filme, galera. É tão perfeito que uma das coisas mais belas do filme é o cabelo da Merida. Sério, você pode contar quantos fios de cabelo ela tem (se você tiver paciência, é claro) e é a coisa mais linda que existe!"

Nota: 5 conversinhas

>>>Igra e Paulo
"Achei que a surpresa pendeu para um lado que não era pra pender. Foi como se o roteiro tivesse sugerido algo no início e se perdido depois. E ninguém quis exatamente que ele se 'achasse'." - Igra.

A Igra acredita que o maior problema do filme é a imagem que ele passa antes de assistir, principalmente pelo nome "Valente". Você espera a aventura de alguém no maior estilo grifinória e encontra uma coisa muito mais morna, o que decepciona. Ela também achou que a história apresentada parece se perder. 

Fora isso, ela até gostou bastante da parte gráfica ("Toda a parte gráfica do filme, as cenas, tudo é maravilhoso") e gostou do filme quebrar esterótipos esperados da Disney.

O Paulo caminhou pelo mesmo caminho. E, embora ele não tenha nem tenha comentado a parte gráfica, ele disse que gostou. O problema é o mas:

"Hm, eu gostei do filme, mas ele é só ok. Ele prometeu muito mais do que cumpriu. Tipo, para mim, ele estava perfeito até a parte da maldição. O que acontece depois é legal e encaixa na história, mas se eles tivessem levado a coisa para outro lado seria beeeem melhor. O filme está (muito) longe de ser épico."

Nota: 3 conversinhas para Igra e 3,5 para o Paulo, que disse ter sido doloroso dar essa nota.

Ou seja...


Eu não achei o filme tão ruim quanto a Igra, mas também não achei tão bom quanto a Ana. Só para variar, fiquei no meio do caminho. Mas dessa vez eu tenho uma opinião mais formada e também quero comentar. E ADORO quando consigo encontrar gifs que sintetizam a reação geral! Fica para vocês entenderem...

"Valente" é um filme legal e que eu indico, mas às vezes ele vai receber crítica negativa pelo que poderia ter sido. Vou começar tentando mostrar (sem spoilers, é claro) onde é que o filme tropeçou.

E como é que a Merida conquista o próprio destino?


A moral narrada no início/final é de que "cada um pode ir atrás do próprio destino", mas o problema é que quando a personagem decide ir atrás do próprio destino ela faz uma besteira e lança um feitiço na mãe. A partir desse ponto, o filme não é mais sobre "buscar o próprio destino", é sobre desfazer a besteira que ela fez. Aí acaba que tentando fazer isso ela se aproxima da mãe e consegue o apoio para seguir o próprio destino. Como resultado: não é um filme sobre a coragem de seguir o próprio destino, é sobre conversar e mostrar o próprio ponto de vista para se entender. 

Então, o problema do filme não acaba sendo os nossos delírios de que a Merida ia para os Jogos Vorazes com o arco e venceria com a própria valentia, o problema é que o filme abre a proposta de "vamos lutar para cada um seguir o próprio destino" e termina como um mashup de "Fala sério, Mãe" e "Fala sério, Filha" (não li os livros, mas pelo menos os títulos...). É um filme para mães e filhas (ou pais e filhos, por que não?) assistirem e fazerem as pazes. E sobre ser Valente para... Para... conversar?

Tudo bem que ela conseguiu seguir o próprio destino (ou você acha que ia terminar sem um "felizes para sempre"?), mas o filme abandonou a moral universal de "seja valente para fazer o que quer" e ficou muito num caso específico de adolescente imatura e mãe que idealiza a vida da filha. Em outras palavras: é tipo fanta laranja na latinha de coca-cola. Começa dizendo que é uma coisa e por dentro é outra, mesmo que no final das contas tudo seja refrigerante*.
*Metáforas: Augustus Waters approves.

Orgulho e Preconceito: versão Disney, adolescente e sem Mr. Darcy

O filme, por si só, já é meio valente na hora de inovar. Tem tapa na bunda e insinuações (e é pra crianças?!) e uma protagonista sem par romântico. Sério, até Procurando Nemo tem alguma coisa disso. Nada de príncipe de verdade para você, Merida. 

De tudo o que o filme traz, provavelmente o que mais me chamou atenção foi a certa semelhança com Orgulho e Preconceito. O pai da Merida me lembrou muito ao pai da Elizabeth e ainda toda a situação, né? Mãe que quer que a família case a qualquer custo, filha que não tá nem aí e vai atrás do que quer... 
"Okay, Merida é Valente. Ela vai contra toda a estrutura conceitual padrão que se espera de uma mulher naquela época: não pretende se casar, quer ser livre, independente e etc." - Igra no comentário completo dela
E essa semelhança com Orgulho e Preconceito é só um dos motivos que me fazem discordar com a Igra nessa parte. Merida não vai contra o "padrão de uma mulher naquela época", o filme trata a questão da mulher em qualquer época e, principalmente, agora. É por isso que ele tem um tom mais "feminino", até a mãe da Merida é colocada em uma posição importante. Feminino porque contradiz a visão de mulher que, infelizmente, ainda agora se estabelece. "Valente" é uma metáfora para hoje em dia, não de um passado ou futuro. 

Daí a você perceber a metáfora, se conectar com a lição de moral, ver além de um mãe/filha... depende muito. Mas é um filme legal de assistir e que se você quiser dá para aproveitar bastante. Só não atingiu o alma, sabe? 

De qualquer forma, a Merida ainda é a personagem que todo mundo imaginou e poderia ser protagonista de um filme épico. Ela só precisa crescer. Espero que eles percebam isso e façam uma sequência. Animação YA, cadê você? por acaso, eu tenho uma resposta para isso, aguardem.

A minha nota é 4,5 conversinhas. Obrigada por perguntarem. HAUHA

Curiosidade ~ Mudança de nome

O filme passou por várias mudanças de nome, começando com "The Bear and the Bow" (O Urso e o Arco), que faria muito mais sentido e não levaria esperanças erradas para muita gente. Outros nomes possíveis foram "The Bear King and his Daughter", "Brave and the Bow" e "Bravehair". Talvez o problema tenha sido uma ideia inicial remexida demais até perder a essência...

Quem diria que o Brave, do título, teria vindo do cabelo dela?!

Sobre a nota: Com essa resenha misturada descobrimos que a Igra também tem a capacidade de não gostar... e que a Ana Luíza vive brigando com a mãe (brinks HUAHA). A nota final vai ser 4, o meio-termo entre os dois. Indicado para quem gosta de desenhos, coisas fofas, brigou com alguém (leve essa pessoa junto) ou quer um filme que trate sobre a situação da mulher. Ah! E se você gosta de filmes. 

Classificação:
(4/5 conversinhas)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Villainettes - E se os vilões da Disney fossem mulheres?


Novamente na onda da Disney, dessa vez viemos com uma curiosidade. Não sei se você já reparou, mas a enorme maioria (se não todos) os vilões dos filmes da Disney são homens. Como se as mulheres não pudessem ser más... Acontece que artista Mae Uy, do Canadá, também reparou nisso. Dotada de habilidades que fazem seus desenhos ficarem semelhantes a desenhos animados, Mae resolveu voltar seus olhos para o lado negro da força - e não para o lado iluminado das princesas. Fazendo adaptações de filmes clássicos como Pocahontas, ela vai de Peter Pan até o Corcunda de Notre Dame. 


Versão feminina de Jafar, de Aladin

Hades, de Hércules

Sid, o menino -vilão de Toy Story

Gaston, de A Bela e a Fera

Capitão Gancho

Claude Frollo, o padre de O Corcunda de Notre Dame

Governador Ratcliffe, de Pocahontas
Stromboli, de Pinóquio

Clayton, de Tarzan

John Silver, de O Planeta do Tesouro

Shan-Yu, de Mulan
CC Pergunta: Quem é a vilã mais assustadora? 

>>>Igra: Não é que tenha ficado mais assustadora, mas a que representa o padre Frollo de O Corcunda de Notre Dame foi o que mais me chamou a atenção. Eu sempre gostei bastante desse filme e sempre odiei com todas as minhas forças aquele personagem, principalmente porque, depois que vi o filme de novo - já adulta, comecei a reparar em coisas que não repararia quando criança. A versão do vilão da Mulan também ficou muito boa. Por um segundo nem mesmo o reconheci, mas a pegada sombria ficou perfeita. O Governador Ratcliffe é outro que eu adorei, assim como o Clayton, de Tarzan. a *vilã* aparece até com aquela pontinha lateral do cabelo tingida de branco, achei genial. 

>>>Dana: Acho que eu concordo com a Igra. Se juntasse todos elas em um ataque, a versão feminina do padre Frollo é que seria uma das "chefes" (fonte da maldade). Gostei da pergunta, me fez ficar imaginando como seria misturá-las em uma organização "malévola" da Disney. A primeira a morrer seria a da Pocahontas. HUAH A da Mulan seria uma espécie de espiã, a de Aladin uma conselheira (no maior estilo Petyr Baelish de Game Of Thrones), a de Toy Story responsável pelas torturas... É claro que isso também serve para as versões masculinas, mas até agora eu não tinha parado e pensado sobre todos eles juntos. 


E vocês? O que acharam? :)

domingo, 10 de junho de 2012

Disney de carne e osso


Não adianta negar, todos gostam dos filmes clássicos da Disney e, principalmente, das princesas (se não fosse verdade a gente não teria gente de todas as idades e de ambos os sexos em espetáculos como o Disney on Ice, que está acontecendo esse final de semana aqui no Rio). Nos últimos anos temos tido também várias "adaptações" dos contos de fadas em live-action, como "Alice no País das Maravilhas" (2010) e os mais recentes "Espelho, Espelho Meu" e "Branca de Neve e o Caçador" (que ainda está nos cinemas, veja a nossa resenha aqui) e nesse clima trazemos hoje fotos de celebridades no lugar dos personagens da Disney. Clique em Continue Lendo! para ver a foto completa da Scarlett Johanson como Cinderela e outras.


>>>David Beckham é o Príncipe Encantado de "Cinderela" 

Onde a imaginação salva o dia


>>>Scarlett Johanson é Cinderela 

Onde toda história de Cinderela se torna verdade


>>>Rachel Weisz é Branca de Neve 




>>>Alec Baldwin é o Espelho Mágico e Olivia Wilde é a Madrasta de "Branca de Neve e os Sete Anões" 

Onde a magia fala, mesmo quando você não é o mais justo de todos eles

>>>Julianne Moore é a Pequena Sereia


>>>Queen Latifah é Ursula, de "A Pequena Sereia"

Onde as memórias resistem e nunca se vão

>>>Penelope Cruz é a Bela e Jeff Bridges é a Fera

Onde um momento de beleza dura para sempre

>>>Roger Federer é Merlin de "A Espada era a Lei"

>>>Beyoncé é Alice, Oliver Platt é o Chapeleiro Maluco e Lylle Lovett é a Lebre de Março

Onde o país das maravilhas é o seu destino

>>>Gisele Bundchen é Wendy, Mikhail Baryshnikov é Peter Pan e Tina Fey é Tinkerbell


>>>Jennifer Lopez é Jasmin de "Aladin"


>>>Whoopi Goldberg é o Gênio de "Aladin"


>>>Jessica Biel é Pocahontas


>>>Vanessa Hudgens é a Bela Adormecida e Zac Efron é o Príncipe


>>>Julie Andrews é a Fada Madrinha junto com Abigail Breslin


Particularmente, eu AMEI o de "A Espada era Lei", o de "Cinderela" e o de "A Bela Adormecida", a fotografia desses é linda. Tenho que confessar que achei o da Ursula de "A Pequena Sereia" e o do Gênio de "Aladin" meio bizarros, assim como o Peter Pan (mas só ele, o resto desse está bem bonito, até). E aí, qual vocês gostaram mais? Não gostaram de algum? Comentem aqui em baixo! (:

Até! o/

domingo, 22 de abril de 2012

Pôsters alternativos de filmes da Disney

Mais um CC Criativo, dessa vez não apenas com simples pôsters bonitinhos para os filmes, o mais legal deles é que eles brincam com a história em si (o que fica bem claro no da Pequena Sereia). Quer dizer, a forma como ele faz duas partes da imagem que seriam diferentes se completarem também é muito boa*. O trabalho é do designer Rowan Stocks Moore (@rowansm) e eu escolhi essa do Bambi para ilustrar porque me faz lembrar a Game Of Thrones...
*Esse é equivalente em imagem fixa do que é feito no filme Jogos Vorazes, com uma cena entrando na outra.












Eu gostei tanto que eu não consegui definir o meu preferido. Adorei como ele brincou com a imagem já conhecida para fazer o da Branca de Neve nessa última imagem. Alguém aí consegue escolher qual mais gosta?