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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Para quem gosta de música: Papa Roach


"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Papa Roach
Origem: Estados Unidos
Similares: Nirvana, You Me At Six, Three Days Grace, Evanescence, Avenged Sevenfold, The Red Jumpsuit Apparatus, Sum 41, The Runaways, The Pretty Reckless e bandas de rock jovens da década de 90...

Eu conheci Papa Roach por um acaso enorme (mesmo). Acontece que tenho um amigo que sempre fica me mandando link de música - desde rock pesado até Taylor Swift - e numa dessas ele me mandou  "No Matter What", que - confesso - eu nem gostei tanto assim de início. Meu amigo ficou revoltado no estilo *como você não gostou????* e me mandou mais algumas músicas da banda. E aí eu descobri que a maioria das canções eram muito legais, e que na verdade o maior sucesso era uma exceção à regra (hoje eu até curto essa música).

Eu nunca tive um gosto musical muito certo, na verdade tenho uma tendência para o rock, mas eu também gosto de muita coisa pop e até um pouco de Lana del Rey, no melhor estilo melancolia emo. Esse meu amigo e a Dana vivem me dizendo que eu sofro de um *preconceito musical crônico*, mas não é disso que eu vim falar hoje.

Sabe toda aquela coisa que anda aparecendo agora? Esses rocks que parecem pop, esse pop que é mais eletrônica e tudo mais? Então, eu adoro isso, na verdade acho até construtivo em termos de renovação cultural, mas é que às vezes eu sinto falta do antigo, entendem? Das músicas convencionais sem grandes efeitos de estúdio, aquelas que você escuta e pensa imediatamente: isso é rock, ou isso é pop, sem dúvida alguma. E mesmo sendo esse rock mais previsível, mas é do tipo metal, não tem aquela coisa mais pesada de gritos e etc. É um rock mais raiz, mais natural, é como a Dana falou naquele post de The Pretty Reckless: chama a atenção porque ambas as bandas são do mesmo estilo de rock simples, sem efeitos, como se estivesse limpo.

Papa Roach é o que você pode considerar como o rock reto, linear, sem grandes mudanças drásticas no gênero. Para vocês terem uma ideia, a banda existe desde 1993, então você pode imaginar toda a influência musical que eles sofreram. Acredito que a mais explícita seja o Nirvana.

PORÉM, apesar desse tempo todo de estrada, a banda só ficou conhecida em 2000, com o álbum Infest, que ganhou prêmio e tudo. Destaque para "Broken Home" e o sucesso "Last Resort" que eu não sei por que, me lembra um pouco o som do Blink 182.

lápis de olho, galero.
A maioria dos clipes seguem uma linha parecida, escuros, de certa forma fazendo referência à estereótipos do próprio rock, com direito a roupas e/ou rasgadas e sobrepostas, lápis de olho, unhas pintadas de preto e algumas coisas grotescas. Não foram os clipes que me conquistaram, mas sim as músicas. Talvez pela minha inclinação melancólica ou coisa parecida, porque muitas letras têm esse tipo de pegada. É assim com "Last Resort", "Scars" e "Forever", uma das minhas favoritas.

Até agora, eles têm 7 CD's e o oitavo lança em outubro desse ano e vai se chamar The Connection. Dos que já saíram, destaque enorme para Getting Away with Murder- que tem as faixas "Take me" e "Scars", muito boas por sinal. O álbum anterior, Time For Annihilation (2010), no entanto, foi o mais inovador de todos, porque saiu com apenas 5 faixas inéditas (dessas, apenas uma não virou singles, e as outras 9 eram todas cantadas ao vivo - a enorme maioria sucessos da banda. Na verdade, as que eu mais gosto hoje em dia vieram daí:  "Kick In The Teeth", que tem aquele ar inegável de *já escutei isso antes e não sabia que era deles*; e "One Track Mind", que é a que mais toca no meu Ipod.

Falando em questão da própria batida da banda: de um modo geral, todas as músicas têm uma introdução muito boa. Isso acontece com "Hollywood Whore" e "Blood Brothers" (essa, além de introdução impecável, tem letra no estilo meio crítica social). E isso fora o fato de que todo rock sempre tem um solo... de guitarra. Dá pra perceber no início de "One Track Mind", e em "Burn", que apesar de ser repetitiva, eu gosto bastante.

"One Track Mind": escolhi essa porque é uma daquelas músicas que de tanto escutar já conheço frases de longe. E foi a primeira que eu gostei de verdade (já que vocês já sabem a história com "No Matter What" UHSUHA).

             

O que ouvir para começar: para você que não está acostumando com esse tipo de som, indico "Kick In The Teeth", "No Matter What", "Forever" e "Scars". São músicas menos pesadas em questão de instrumentos e que são fáceis de ouvir sem grandes preconceitos. Além disso, eu acho muito mais fácil gostar de Papa Roach se você começar pelas músicas certas em vez de ir direto em "Take me", por exemplo.

Veja também
>>> Veja outros Para quem gosta de música


Papa Roach também é aprovado pela Dana, que escuta Taylor Swift E Papa Roach.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Shows Internacionais de 2011



Veja também a primeira parte com os principais festivais do ano (que receberam Coldplay, Katy Perry, Rihanna, Elton John, System of a Down, Simple Plan, Black Eyed Peas, The Strokes, Beady Eye, Jessie J...), os alternativos mostrando que também querem show e a associação marca-artista trazendo criatividade para o país.

A família inteira foi pra fila...
Durante esse ano também aconteceram grandes shows que agradaram à toda a família. As garotinhas finalmente viram o Justin Bieber cantar ao vivo (ou no playback mesmo, né?), em shows grandes (Rio de Janeiro 05/10, São Paulo 08/10, Porto Alegre 10/10), com direito até a abertura de mais um dia no Rio (06/10) e em São Paulo (08/10). No entanto, os shows extras não venderam tão bem assim, a ponto de, no estádio do Engenhão no Rio, chegar a acontecer uma promoção no estilo "pague um, leve dois". Os fãs um pouco mais velhos que em anos anteriores surtaram com o Jonas Brothers, puderam rever um dos irmãos, o Nick Jonas, em um show menor de seu cd solo Who I am. A outra cria da Disney, Miley Cyrus (vídeo), também apareceu pela primeira vez no Brasil, em maio, para shows de sua Gypsy Heart Tour em São Paulo e no Rio de Janeiro.



Como se isso já não parecesse bom o bastante para os fãs de pop, ainda vieram grandes nomes do gênero para o Brasil: Avril Lavigne, apesar de não ter mais a mesma fama de antes, retornou ao país com a turnê Black Star que passou por São Paulo (dias 27 e 28/07), Rio de Janeiro (31/07), Belo Horizonte (02/08) e Brasília (04/08). Já a Britney Spears (vídeo), que já ficou até careca com a fama, retornou ao país mostrando que ainda está em alta. Os fãs começaram acampamento um mês antes do show para ver a não-mais-menina do pop. Ela fez shows na Apoteose do Rio de Janeiro e na Anhembi Arena de São Paulo que lotaram. Calma, respira que ainda não acabou. Aqueles que estão mais carecas pela idade do que pela fama, como os integrantes do Back Street Boys, também retornaram ao país resgatando a nostalgia de todos aqueles que imitaram os seus passos dançantes ou encheram as paredes de posteres. Falando em nostalgia, aquelas três meninas (riscado) meninos que cantavam ainda existem e também vieram o país. O Hanson (vídeo) fez show em Porto Alegre e São Paulo, nos dias 04 e 06 de novembro (respectivamente), e, acreditem ou não, foi considerado um dos melhores shows de 2011 pelos leitores do site Terra. 


 Os papais (ou não tão papais assim) também puderam ver de perto seus ídolos. Os Beatles não poderiam estar mais presentes no Brasil do que nesse ano, com shows do Paul McCartney (vídeo) e do Ringo Starr. O primeiro, que todo mundo lembra que está vivo, fez 2 shows grandes no Rio de Janeiro, no estádio do Engenhão, em maio. Já o segundo, passou quase que escondido em novembro e fez shows em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife com a sua All Starr Band, misturando sucessos dos Beatles e de sua carreira solo. Já parece bom o bastante para os pais esquecerem as horas que passaram na fila do Justin Bieber, mas ainda teve mais: Pearl Jam, U2 e Aerosmith também fizeram shows grandes no Brasil. Pearl Jam passou com sua turnê comemorativa de 20 anos de banda pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, no mês de agosto; U2 (vídeo), a banda que mais faturou com shows em 2011, fez apresentação única no estádio do Morumbi, tendo como banda de abertura nada mais nada menos que Muse (inclusive o show de abertura ganhou um DVD feito pelos próprios fãs da banda. saiba mais aqui); Steven Tyler e cia também fizeram apresentação única em São Paulo, mas na arena Anhembi, no mês de outubro. Ainda para esse público das antigas (ou talvez nem tanto), passaram pelo Brasil Cyndi Lauper (vídeo), Iron Maiden e Ricky Martin (bem variado, não?). 
Eles "invadiram a sua praia"...
Ainda falando em variedade, outros três grandes nomes da música estilo "de boa na praia" vieram ao país. O Train, que recentemente fez todo mundo cantar "Soul Sister", veio ao Brasil para que no show todo mundo cantasse... "Soul Sister". Ben Harper também esteve por aqui, fazendo show em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Talvez você pode até achar que não lembra dele, mas deve se lembrar de "Falling in Love Again" ou (talvez prefira não lembrar de) "Boa Sorte/Good Luck", fruto da parceria dele com Vanessa da Mata. E, para terminar, o rei desse estilo de música: Jack Johnson (vídeo). Não sei você que está lendo isso, mas nós nos surpreendemos a cada nome que é colocado aqui, conforme tomamos consciência da quantidade de gente muito famosa que veio. É, times like these...

E os fãs via internet foram atropelados.
E, para finalizar a "teoria" de que o Brasil é o lugar de shows, falaremos sobre as inúmeras bandas de rock (e variados) que vieram ao país. Para quem gosta de música desse estilo e vivia na internet nos últimos 5 anos, acontecia uma espécie de conformação. Essa foi a época de explosão do myspace, do purevolume e das comunidades do orkut. Quem gostava de música, podia encontrar as bandas internacionais de todo tipo (das garagens dos EUA, para um pop francês e um rock alemão, passando pela Inglaterra pra dar um oi. Isso sem falar das orientais...). Mas isso tudo era frustrante, porque também trazia uma certeza: "eu nunca vou ver essa banda ao vivo". Pense só, Blink 182, que é o Blink, fez sucesso até no Brasil e nunca veio aqui, imagine uma banda iniciante? Esse ano, tudo isso mudou. Os fãs foram atropelados (e levados à falência) pelo número de bandas que vieram. Falando sério, de todas as bandas que surgiram mais ou menos por 2005 pra cá e participaram da "onda myspace", a maioria esteve aqui (algumas mais de uma vez) e quem não esteve, está para vir, acabou ou está dando um tempo. 


 Em fevereiro desse ano, tivemos, pela segunda vez, uma turnê do Paramore (vídeo 1) (vídeo 2) (um dos símbolos desse grupo "myspace"). A banda não só fez shows grandes (em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), como também prometeu não demorar mais que 3 anos para voltar ao Brasil novamente, o que só aumenta a expectativa de uma nova turnê brasileira (que passe até por mais lugares) logo após o lançamento de seu próximo álbum. As próximas bandas, tiveram shows grandes ou pequenos dependendo da fama (normalmente menor no Rio e de surtar em São Paulo), mas não vale a pena entrar em detalhes porque seriam muitos. Eles são: All Time Low (já confirmado para maio de 2012!), que fez turnê com o Motion City Soundtrack; o Forever The Sickest Kids, que retornou para uma série de shows pequenos; o Yellowcard (que nem está em alta!) também voltou e sacudiu algumas casas de show pelo país; o Boys Like Girls veio pela primeira vez; Cash Cash junto com Stereo Skyline esteve em São Paulo no fim do mês passado; 3OH!3 com suas músicas dançantes e seu sucesso com a Katy Perry vieram para o Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo em abril; o Never Shout Never e o Hey Monday também dividiram o palco em alguns shows pelo país e, no final do ano, o The Maine (vídeo) passou para uma série de shows, confirmando também shows para o ano que vem (com direito a gravação de DVD). Para ter ideia, até o Cobra Starship (que chega a ser mais conhecido que o The Maine) veio aqui só para abrir o show do Justin Bieber (uma pena).


Outra banda que retornou (pela terceira vez) ao país foi o McFly (vídeo). Merece comentário a parte por um motivo: é da Inglaterra. Foi uma das primeiras bandas que não fez sucesso monstruoso nos EUA (na verdade, quase não faz sucesso lá) e conseguiu vir para o país. Desde a primeira vez que veio, já fez uma turnê por vários lugares do país (já foram até em Manaus) e, nesse ano, trocaram o Vivo Rio (4000 lugares) pelo HSBC Arena (capacidade para 15430 pessoas). E quem duvida que vai voltar?

Além das citadas, várias bandas dessa onda "myspace" de sucesso mais restrito (por irem mais pro rock do que pro pop) também estiveram por aqui. Avenged Sevenfold (vídeo), que é uma banda maior do que grande parte das citadas no penultimo parágrafo, veio para shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Outra grande (que já esteve no país e até já gravou uma versão de um seus singles, "The Kill", com a Pitty), foi a 30 Seconds To Mars (vídeo), que fez shows no Rio e São Paulo com sua turnê This is War, diferente da vez anterior em que passou somente em SP. Outras de público mais restrito ainda também vieram, como Rise Against, Bullet For My Valentine e Silverstein.


Quando nós decidimos fazer esse post, era só para seguir a ideia de retrospectiva, nós não imaginávamos que tantas bandas e cantores (GRANDES) vieram em um só ano. Só nesses posts nós citamos mais de 60 artistas, mas provavelmente tem mais que nós esquecemos, são de públicos mais específicos (tipo os orientais ou de soul) ou nem ficamos sabendo. Só para dar ideia, depois que nós escrevemos isso, saiu no site da Folha que 2011 encerra com record de shows de pop e rock. Dentro da estimativa deles, nesse ano ocorreram 506 apresentações, 116% a mais que 2010 (com 234). 2011 foi ótimo e 2012 promete ainda mais. As bandas que já vieram, querem voltar; as que não vieram, vão vir (isso é história para outro post)... É muito show para pouco bolso.


Veja mais:

>>>2011: recorde de shows internacionais no Brasil - Distorção Amplificada