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terça-feira, 27 de novembro de 2012

HOT [PLAY]LIST - Semana 26/11/12


Procurando algo novo pra ouvir? Então o HOT [PLAY]LIST é o seu lugar! É bem simples e rápido: Aqui eu coloco a lista do Top 10 do momento na minha playlist e você aproveita para encontrar alguns artistas. Vai ter rock, indie, eletrônico, pop e o que for a vontade no momento. Para uma versão mais aprofundada dos artistas, passa lá no Para quem gosta de música!

1. Emeli Sandé - Our Version of Events [álbum]
2. Young Magic - Melt [álbum]
3. Kyla La Grange - Ashes [álbum]
4. The Getway Plan - Requiem [álbum]
5. Orelsan - Le Chant Des Sirenes [álbum]
6. Heartless Bastards - Arrow [álbum]
7. Cherri Bomb - This Is The End of Control [álbum]
8. Jessie J - Silver Lining
9. Busca Implacável 2 (Taken 2) - Trilha Sonora
10. Lifehouse - Who We Are [álbum]

*Quando for o álbum inteiro em vez da música em si estará ao lado. Acho que deu pra receber, né?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lucy in the sky with... music


Em vez do tradicional "Para quem gosta de música" hoje venho com um especial de indicações, até um pouco no estilo do "As séries estão de volta". A verdade é que depois de um relativo vácuo musical está cada vez mais começando a sair coisa boa. Tem bastante música nova que eu tenho ouvido e penso em indicar aqui, mas levaria meses só para falar dos principais. Então eu pensei: por que não fazer um post falando dessas músicas que estão fazendo os meus dias melhores? 

Playlist:
Red - Taylor Swift
Halcyon - Ellie Goulding
Hello My Name Is... - Bridgit Mendler
Breakfast - Chiddy Bang
Qualquer música - Icona Pop
8Bit Heart - Simon Curtis
9am to 5pm, 5pm to Whenever - The Young Professionals
Extras no final do post!

Ao som de Red da Taylor Swift fica difícil não querer começar com o novo álbum dela. Sério, depois desse álbum dizer que Taylor Swift é ruim é não gostar de música. Escute "State Of Grace", para um Coldplay mais indie, ou "The Last Time" com o vocalista do Snow Patrol, Gary Lightbody. Sim, eu estou falando de Taylor Swift. E essas são só 2 músicas de um álbum com 16 músicas marcantes. 

A segunda indicação vai para Halcyon da Ellie Goulding, outra surpresa do ano. Adoro a Ellie Goulding faz tempo e a ellienha subiu um nível com esse álbum. Uma música mais pura no geral, voz e instrumentos. Dá vontade de correr para o show dela, principalmente com os vídeos que colocam no youtube. Também adoro o Lights, o cd anterior, e não quero comparar. Acho que nem vale a pena, é só mais música boa. Ellienha arrazando cás alcione. - Para quem gosta de música da Ellie Goulding

A terceira é Bridgit Mendler, que não é estilo obra de arte. Pelo contrário, é aquele tipo de música pop-filme-de-adolescente que é fácil de gostar e embalar os momentos. Com a voz marcante da Bridgit Mendler e um quê de "jamaicano" com instrumentos bem trabalhado. Fikdik - Para quem gosta de música da Bridgit Mendler

O quarto aqui é Chiddy Bang e seu Breakfast. Existe dois tipos de rap: aquele que serve pra encher espaço em música pop e aquele legal que você tenta acompanha. Chiddy Bang está no segundo grupo. Se você conseguir imaginar, misture a Nicki Minaj com o Eminem. Ele ainda trabalha em cima de outras faixas, tipo em "Mind Your Manners" que é baseado em "Manners" do Icona Pop. A indicação principal é "Happening", que com certeza é a música pra fazer qualquer coisa acontecer. Sério.

Falando em Icona Pop, a dupla da suécia fica com o quinto lugar. Com dois EPs e umas músicas perdidas merece um lugar na sua playlist. As duas garotas têm influências de "house music, punk e indie pop", que no fim dá aquele pop-indie-europeu que vai agradar quem gosta do estilo. E, se tudo der certo, em breve devem estar com um álbum inteiro. O segundo EP, Iconic, acabou de ser lançado e é só uma forma de entrar no mapa dos EUA para testar o terreno.

Na onda de batidão meio alternativo, indico o americano Simon Curtis, que alguns preferem chamar de boyrobot. Cheio de estilo, poderia ser uma versão estilo futurista da Natalia Kills. Há quem diga que é uma versão masculina da Britney, ou pelo menos ela é quem inspira o próprio Simon e a voz dele alterada fica bem parecida com a dela. E eu acabei de descobrir que ele faz aniversário no mesmo dia que eu. Bônus. Vá ouvir!

Para uma batida alternativa, não tão alternativa e que é bem capaz de em breve não ser nada alternativa, vamos falar de The Young Professionals. Acho que a minha "descoberta" mais recente, já passei um dia inteiro ouvindo o álbum 9am to 5pm, 5pm to Whenever. Há quem compare com 3OH!3, por ser uma banda de "eletrônica", mas não é bem assim. Eu diria que eles são mais pra o lado indie da coisa. Mesmo quem não gosta dos batidões da rádio pode aproveitar músicas como "Young Professionals", que tem um refrão bom de ouvir. Algumas curiosidades se você ainda não se convenceu: o The Young Professionals é de Israel. No site oficial eles se definem como "Nós criamos algo novo, sempre baseado em algo antigo. Através de sons, palavras, imagens e materiais nós tentamos nos comunicar com você, com os outros e com nós mesmos."

Acho que agora você já tem mais do que muita música boa para ouvir, alguns desses eu tenho ouvido há meses. Esse post eu escrevi há uma semanas e agora já tem 7 artistas diferentes na minha playlist - estão entendendo o drama das indicações? Um por semana é pouco pro ritmo na minha playlist. Não sei como eu vou fazer como tanta música. Vamos dar uma pausa, galera? Eu sou uma só!



Ainda quer mais?
Se você quer mais, aqui vai alguns que eu não posso deixar de citar: Die Antwoord, com um rap sul-africano baseado no movimento Zef de contracultura, mais significação e resistência do que batidão pra ouvir cazamiga, mas vale a pena conhecer. Indico "Rich Bitch" para ouvir (não assista o clipe, escute antes) e Fatty Boom Boom que talvez você tenha ouvido por causa da polêmizZzzz da Lady Gaga. Imagine Dragons, banda de "indie rock" americana. É uma música deles que toca no trailer de "As Vantagens de Ser Invisível". Kiss, o álbum da Carly Rae Jepsen, que tem mais do que "Call Me Maybe", acredite. É música pop, com um eletrônico antigo e limpo. Legal de ouvir. The Getaway Plan, banda de rock no estilo de bandas Fueled By Ramen que enfia um instrumental clássico, escutem o álbum "Requiem". Trilha sonora de Resident Evil 5: Retribuição, que não é tão boa quanto a do 4, mas tem uma pegada mais clássica que vale a pena. 

Não esqueçam das músicas novas soltas: tipo "Skyfall" da Adele para o novo filme do 007, as extras da Cher Lloyd na versão americana do álbum ("Oath" é bem clichê, mas "Behind The Music" é boa) e "Silver Lining" da Jessie J (para o novo filme da Jennifer Lawrence!). 


E EM BREVE TEREMOS A ESTREIA DO HOT [PLAY]LIST! O que é isso? Acho que você já tem ideia... 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Para quem gosta de música: Bridgit Mendler

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Bridgit Mendler
Origem: Estados Unidos
Similares: Jessie J, Lily Allen, Katy Perry, Sara Bareilles, We The Kings, Kate Nash, Cher Lloyd, Demi Lovato, Selena Gomez...

Quando falei dos 7 cds mais esperados disse que ouvi o single "Ready or Not" da Bridgit Mendler e fiquei curiosa para ver o resultado. Foi melhor do que eu esperava e já grudou na minha playlist junto com o Halcyon da Ellie Goulding e o Kiss da Carly Rae Jepsen. Com certeza valia apresentar aqui!

Eu conheci a Bridgit Mendler em... "Os Feiticeiros de Waverly Place". Se você também passa alguns momentos de descanso assistindo Disney, com certeza já deve ter visto ela. A namorada vampira do Justin, lembra? Ela também é uma das principais no "Boa Sorte, Charlie!". Mas eu nem imaginava que ela era cantora. Para você ter ideia, assisti mil vezes "Ready or Not" na falta do que fazer e não me dei conta de que era ela.

Acho que com a Miley Cyrus de cabelo branco, a Demi Lovato internada e a Selena Gomez quase casada com outra mulher, eles precisaram lançar alguém novo. Enquanto o laboratório ainda está gerando as próximas estrelas, a Bridgit Mendler foi a melhor opção.

MAS CALMA AÍ! Se você é desses que tem preconceito com a Disney, não descarte a Bridgit antes de ouvir as músicas, até porque parece que é para um público mais velho. E se você já gosta da Disney, há 90% de chance de gostar dela.

No post dos 7 cds, eu tinha dado como referência para "Ready or Not" a Lily Allen e "Ur So Gay" da Katy Perry. Mas foi meu irmão que me acordou para a referência certa. Depois que eu coloquei o cd da Bridgit rolando aqui sem falar nada, só para ver a reação do meu irmão (também tenho meu laboratório. HÁ), ele disse "tava me perguntando o que era isso. Se a Jessie J lançou cd, sei lá".

Só esse meme pode expressar como eu me senti quando fiz a ligação Jessie J-Bridgit Mendler.

Bridgit Mendler é a versão Disney da Jessie J. Menos rap, mais pop. As músicas são muito bem fechadas e produzidas, o que é de se esperar da Disney. Tem o lado Lily Allen e uma coisa meio latina, mas ainda assim a semelhança está lá. "Price Tag" fecha a tríade de referências do single.

O melhor mesmo da música (e acho que é por isso que vale a pena conferir) é a voz e o modo como ela canta. A melodia é meio contagiante. Não é algo tipo Call Me Maybe que gruda no seu cérebro igual chiclete, é mais para algo legal de ouvir. Preste atenção no refrão de "Forgot to Laugh" ou "Hurricane".

Ainda poderia falar muita coisa, porque as músicas são cheias de detalhes. Escute as vozes no final de "Hurricane" e a mistura de instrumentos em "City Lights". "All I See Is Gold" é praticamente só voz, não me assustaria em encontrar "The Fall Song" no álbum da Sara Bareilles. E ainda tem "Love Will Tell Us Where To Go", que parece o hip hop da época de Dilemma do Nelly (qual é! é o mês dos zumbis, posso desenterrar). Eu queria colocar em palavras a música, mas acho que funciona melhor se você for escutar.


"Ready or Not": Eu queria colocar outra música pra variar, mas não tem vídeo. Então coloquei esse acústico que é MUITO legal e mostra a música mais "pura".


O que ouvir para começar? Já falei tanto de "Ready Or Not" que nem conta como indicação. A primeira a me chamar atenção foi "Forgot To Laugh", mas pela quantidade de vezes que eu citei "Hurricane", essa também vale (aliás, essa música foi confirmada como segundo single). "City Lights" é para quem quer uma "diferente". E desde o início, o título de "Rocks At My Window" me chamou a atenção. E vou só terminar com "5:15". Na verdade, escute o álbum "Hello My Name Is" inteiro, vale a pena.

Por enquanto a Bridgit Mendler só lançou o álbum "Hello My Name Is" (aliás, que saiu ontem, mas já tinha vazado desde o início do mês), que é a sua estreia definitiva no mundo da música. Além desse, você pode procurar algumas músicas perdidas feitas para trilha sonora da Disney.


Veja também

terça-feira, 1 de maio de 2012

Para quem gosta de música: Cher Lloyd

"Alguém que gosta muito de música tentando dizer por que esse artista chamou atenção. O nome para quem gosta de música não é à toa, essa coluna aleatória é dedicada a todos aqueles que adoram descobrir um novo artista. Aqui eles estão, aproveite e até indique algum." 

Hoje: Cher Lloyd
Origem: Inglaterra
Similares: Jessie J, Nicola Roberts, Nicki Minaj, Cheryl Cole, Cher, Ellie Goulding, Avril Lavigne...

Quando eu ouvi pela primeira vez, realmente não gostei. Meu amigo me mandou falando que estava viciado no cd e eu "que isso, meu deus?!". Meu irmão teve a mesma reação. Mas eu deveria saber há muito tempo que quando o choque é grande, o vício é maior...

Eu já falei no da Nicola que quando fazem pop no Reino Unido eles praticamente criam um novo tipo de pop, como acontece com a Ellie Goulding, a Nicola Roberts e a Jessie J. É sempre um pop-alguma-outra-coisa. Com a Cher Lloyd não é diferente, o dela é um pop que faria o Lil Wayne se sentir orgulhoso, arrepia o undercut do Skrillex, lembra a Pixie Lott e ainda mistura a simples guitarra com bateria de um modo inesperado. É claro que a primeira vez que você ouvir vai reparar apenas numa garota cantando igual aos mano e fazendo um pop estranho.

A primeira coisa me chamou atenção foi a voz. Como aconteceram com as outras cantoras que eu citei, a voz dela na música também é como um novo instrumento. Ela canta e ao mesmo tempo brinca com a voz, as músicas são cheias de variação e "ai ai ai" ou "o o o", além de entrar o rap que ela faz com o mesmo entusiasmo. Acho que alguns podem não gostar, como acontece com toda voz marcante, mas vale ao menos se acostumar. Ela não está simplesmente "cantando" ali. O início de "Want U Back" mostra um pouco dos malabarismos vocais e "Over The Moon" é interessante por misturar um pouco de tudo.

Mas não é só pela voz que vale a pena, eu já falei da mistura que é as músicas. Além das referências já feitas, eu quero citar mais duas. Primeiro, as músicas antigas, que você repara em vários momentos (antigas = várias épocas diferentes. anos 60, 70, 80...). Já a segunda referência é só para quem gosta da que eu vou falar, porque fora isso você vai entender errado (acredite em mim). As músicas lembram um pouco às da Vanessa Hudgens, mas muito mais compostas.

Letras: Essa é a parte sensível de toda a história. Quando eu não estou prestando atenção na música, eu estou discutindo mentalmente com ela. As letras não têm nada a ver comigo e até correm um pouco contra a maré (no mundo da música), mas é interessante que retrata o que muita gente pensa. Por exemplo, em "Want U Back" a pessoa decidiu terminar com o namorado achando que ele ia voltar correndo e isso ia dar uma emoção, mas em vez disso ele arranjou outra. "Você é idiota?!" é o que eu normalmente penso ouvindo, mas adoro a música e sei que muita gente faz isso*. Em "Superhero" é basicamente a história de alguém que foi dormir com o tal superherói e no final ela mesma é que estava salvando o dia, então decidiu fazer uma música falando que não queria ter que ser o superherói. Os trocadilhos são ótimos, mas ainda não sou eu. E eu continuo adorando. Em "Dub On The Track" a melhor reação que eu consigo com "I'm the kinda girl to put dub on the track" é um face palm, mas como em toda maldição de "pior música a primeira vista", foi uma das que eu mais ouvi.
*Na verdade, é muito isso que faz os homens dizerem "Se você queria ficar comigo pra que terminou?! Eu não entendo as mulheres!". 

"Want U Back": Esse foi o clipe que eu mais gostei e eu ainda nem tinha visto, lançou em janeiro. Pelo menos é divertido. Se você gosta de algo mais simples, indico MUITO essa versão acústica, que vale só pra ficar olhando a cara dela. 


Sobre as músicas: Quando as músicas causam estranhamento, o melhor é sempre começar pelos singles, "Swagger Jagger", "With Ur Love" (feat. Mike Posner) e "Want U Back". Você pode gostar de "Over The Moon", que foi a que eu mais ouvi depois que me acostumei e, depois, "Superhero". "Beautiful People" também vale por ser lentinha (e todo mundo escuta a lentinha). Também tenho que citar "Playa Boi". Agora eu paro, se não indico o álbum inteiro (que é uma indicação implícita).

Lançado, ela tem apenas o álbum "Sticks + Stones", que já é muito bom. Isso aqui é quase uma crítica dele.


Curiosidades sobre a Cher Lloyd que eu fui descobrindo conforme o tempo

Ela é cria de reality show, o X Factor. Ficou em quarto lugar, mas fechou contrato com uma gravadora. No programa, ela teve como mentora a Cheryl Cole (parceira da Nicola Roberts no Girls Aloud).

Esse é o mesmo X Factor que os garotos do One Direction participaram, eles ficaram em terceiro lugar. Por curiosidade, em segundo ficou Rebecca Ferguson e em primeiro Matt Cardle. É aquela hora que a gente se pergunta: vencer ou não vencer?

Ela nasceu em 1993... É um ano mais nova do que a Demi Lovato, por exemplo. Isso me faz perceber que estou ficando velha, antes os novos eram algo como 10 anos mais velhos do que eu.

Seu single de estreia, "Swagger Jagger" foi um sucesso, chegou a primeiro lugar e tudo aquilo que mostra sucesso. Ao mesmo tempo, ganhou o dobro de "dislikes" no youtube. Mas isso foi o que ela pediu, né? "Hi, hater. Kiss Kiss, See you later"; ela faz uma música para quem não gosta dela, eles aparecem. Sem falar que deve ser traumatizando só ouvir isso da noite pro dia na rádio e todo mundo começar a cantar. Ela está é muito estranha em 80% do clipe, chega a ser engraçado.

Tirando "Beautiful People", todas as músicas dela podiam entrar para o Dance Central. Só de ouvir as músicas dá para adaptar os passos do jogo. Por favor, alguém pede pra eles colocarem.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Iniciação: The Voice

Nesse post: Dinâmica, versões pelo mundo, melhores apresentações e curiosidades.


Aqui no ConversaCult estamos tão animados com a estreia de Jogos Vorazes que parece que só falamos disso. Bem, ainda vamos falar de reality show aqui, mas de um bem diferente. O segundo post de Iniciação (ou seja: tudo o que você precisa saber antes de assistir) está aqui para falar do The Voice. Como o próprio nome já expressa, é um reality show musical dedicado a buscar novos talentos para o mundo da música. Com um formato diferenciado e coaches (treinadores) famosos, eles têm conseguido alcançar esse objetivo*. É quase um "para quem gosta de música" versão reality show. Ah! E foi a Rebeca do Vibrasônico que fez para gente. Obrigada, Rebeca. :)
*a foto, aliás, é dos 4 coaches do The Voice americano. Quais as chances de irem parar na capa da Rolling Stone juntos se não fosse o sucesso do programa?

Antes de tudo, reserve um minuto para assistir a esse vídeo:


Se você gosta de música e de reality shows, com certeza já deve ter assistido alguma vez American Idol ou The X Factor. Provavelmente, assim como eu, já se sentiu muito frustrado ao ver algum participante bom ser rejeitado logo depois de outro participante, não tão bom assim, ser aprovado por ter carisma e uma boa aparência.

Outra coisa que acaba tirando a credibilidade desse tipo de programa é a quantidade de audições com pessoas que, mesmo sem ter talento musical, querem seus 15 minutinhos de fama. Não vou dizer que eu não dou boas risadas dessas figuras, mas já pararam para pensar quantas apresentações de cantores que passam para a segunda fase (e que, eventualmente, podem se tornar importantes na competição) deixam de ser exibidas?

Hoje eu vim aqui para dizer que você, caro irmão, não precisa mais sofrer: 
o The Voice promete solucionar boa parte dos seus problemas

Para começar, vou explicar um pouco a dinâmica do programa. Antes de tudo há a pré-seleção, em que os concorrentes (cantores, grupos, duplas... e de qualquer idade) são escolhidos para a primeira fase da competição, as Blind Auditions. Como o próprio nome sugere, durante as Blind Auditions os coaches (normalmente chamados de jurados em outros realities) ficam sentados em uma cadeira, de costas para o palco, e avaliam os cantores se baseando somente na voz deles. Caso o coach goste do que está ouvindo, deve apertar o botão que faz a cadeira girar para ter o competidor em sua equipe. Quando acontece de mais de um coach apertar o botão, quem escolhe em que equipe deseja estar é o próprio competidor (uma boa revira-volta, não acham?).

Essa maneira de selecionar os músicos durante a primeira etapa por si só já torna o The Voice especial e diferente dos outros realities (além de abrir espaço para muita gente boa que não é bonita ou não tem o chamado "visual comercial"). Ao final das Blind Auditions, os coaches têm uma equipe formada que, depois da segunda fase, deverá ter a metade de componentes. Para isso, durante a Battle Phase, os coaches colocam seus pupilos em pares para se enfrentar, cantando uma mesma música, e selecionam o que eles consideram ter performado melhor. Ainda nessa fase, os componentes restantes da equipe competem entre si novamente, mas dessa vez com voto do público também.

Na fase final do programa, os participantes competem como num reality normal: cantam uma música e são avaliados somente pelo público, até que o vencedor seja escolhido.

Além de ser bem mais justo que os outros programas do gênero, The Voice tem um ar competitivo bem maior. Duvido que, ao assistir, você não acabe escolhendo sua equipe preferida e torça que nem louco. Outro diferencial é que, no decorrer do programa, os concorrentes recebem conselhos e dicas de quem realmente vive o que eles estão buscando. Afinal, quem melhor para ser coach do que cantores que seguem uma rotina de shows, estúdio, entrevistas e tudo mais que a fama e o sucesso podem cobrar?

Versões do The Voice pelo mundo

O The Voice ficou famoso quando estreou nos Estados Unidos em abril de 2011 pela NBC. Sua primeira temporada teve índices tão grandes de audiência que a segunda foi confirmada com apenas 1 mês de exibição. O sucesso não foi uma surpresa tão grande para um programa que, além do formato diferenciado de competição, tem como coaches Adam Levine, Christina Aguilera, Cee Lo Green e Blake Shelton. Ainda mais se levarmos em conta que eles se apresentam juntos pelo menos duas vezes por temporada. Clique aqui para ver os coaches performando "Crazy".

Mas não pense que só as apresentações dos coaches fazem o sucesso da versão americana. Nakia, Beverlly McClellan, Jeff Jenkins, Xenia, Vicci Martinez e Javier Colon são apenas alguns exemplos de participantes que, durante a primeira temporada, empolgaram o público com suas performances. Os americanos gostaram tanto do programa e de seus participantes que a NBC acabou fazendo uma turnê pelo país inteiro com os cantores do The Voice (depois que o vencedor foi anunciado). Acho que talvez esse seja um dos pontos que mais reforcem a qualidade do programa: eles procuravam UM cantor, mas acabaram encontrando VÁRIOS e souberam aproveitá-los. Além dessa turnê, uns 3 finalistas (mais o vencedor) gravaram cd.

Falando nisso... 
Lembram da Dia Frampton da playlist de paz indicada aqui no ConversaCult? Pois então, ela foi "descoberta" no reality! E a verdade é que, entre os ex-participantes, ela é uma das mais bem sucedidas (e a minha preferida ;x). Seu álbum, Red, lançado em dezembro do ano passado, ficou em 1º lugar no Top Hotseekers Albums da Billboard (não por acaso). Red é ótimo para relaxar e poderia ser resumido em uma palavra: doçura (mas na medida certa). Nele você vai encontrar músicas que vão do country ao pop (vá sem preconceitos), mas que, mesmo assim, dão uma sensação de unidade ao álbum. Clique aqui para assistir "Don't Kick The Chair"  da Dia Frampton.


Se você chegou até aqui, já deve ter percebido que o programa faz bastante sucesso e é muito bom. Mas não pense que ele é uma exclusividade americana. O sucesso foi tão grande que a dose está sendo repetida em vários outros países (tem versão até em Isarel. IS - RA - EL, gente!). Porém, o mais esperado entre eles é o The Voice UK. 

A versão britânica tem data de estréia prevista para 24 de março. Por que a versão da terra da rainha merece atenção especial? Temos nada mais nada menos que J-J-J-Jessie J, Danny O'Donoghue (vocalista do The Script), Will.i.am e Tom Jones compondo o time de coaches. Sem contar que não é novidade que o Reino Unido é um lugar bem fértil musicalmente falando (alguém conhece Adele? Coldplay? Ed Sheeran?), então podemos esperar por cantores bem talentosos sendo descobertos. The Voice UK já tem vários vídeos e fotos promocionais circulando pela internet e a expectativa sobre ele é tão alta que Simon Cowell (American Idol, The X Factor) declarou que considera o programa um de seus maiores rivais na guerra por audiência. Quem será que vai ganhar essa disputa?


Aproveita que ainda faltam duas semanas para que a versão UK estreie e vá correndo ficar em dia com os episódios para comentar aqui com a gente! São 18, juntando as duas temporadas, até o momento. 

Curiosidades:
>>> Apesar de estourar mundialmente por causa da versão americana, o programa começou na Holanda (mesmo país onde inventaram o Big Brother).

>>> A Rede Globo já confirmou ter comprado os direitos de exibição para fazer a versão brasileira do reality. Há rumores de que as audições começaram em novembro do ano passado e de que a Sandy seja uma das coaches.

>>> Um dos maiores hits do ano passado é fruto da parceria entre dois coaches e foi apresentada pela primeira vez ao público no programa. Sim, eu estou falando de "Moves Like Jagger", single que foi primeiro lugar nas paradas de vários países.

>>> Se você já conhece, sugiro dar uma olhada no post do Fireworkers sobre as Blind Auditions.