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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Lady Gaga


Por algum motivo, quando eu terminei todo esse Por dentro do Pop e coloquei o título, anunciando a cantora da vez, eu fiquei feliz. Não vou falar muito aqui, o post já basta. Obrigada a todos que nos acompanharam aqui nessas sextas e espero que tenham gostado das mixtapes (e fazer dl dessa em especial pode trazer uma surpresa, se você for fã dela). Pelo menos eu tenho adorado ouvir. :)

Eu conheci a Lady Gaga quando ela lançou o single "Just Dance", que tinha me chamado atenção por ser diferente e ao mesmo tempo dentro da moda. Naquela época ela não era muito conhecida e nem teria entrado no Por dentro do Pop. De lá para cá, as coisas mudaram totalmente e é por isso que ela ganha o último dia no nosso Por dentro do Pop. Assim como a Katy Perry, que foi a estreia dessa série de posts, ela teve o primeiro álbum lançado em 2008 e as duas são as com menos álbuns aqui (Lady Gaga: 3. Katy Perry: 2, se você não contar o relançamento do Teenage Dream). Ao mesmo tempo, ela alcançou algo enorme que é até comparado ao da Madonna nesses quase 20 anos de carreira. E não é só isso. Pode parecer até exagerado, mas ela não criou só uma moda, a Lady Gaga criou também uma espécie de estilo de vida.

É claro que hoje aqui nós vamos falar de música e, acredite, por trás do estilo bizarro e de todas as "fantasias", nós temos muita música. A Katy Perry mostrou seu lado pop/banda/indie, a Rihanna que sabe mais do que "o nah nah nah", a Britney que não perdeu totalmente o controle e a Madonna deixou claro o que é ser uma relíquia viva do pop. O que a Lady Gaga irá no mostrar?
DICA: Corre lá no final do post, baixa a mixtape e escute lendo! 
The Fame

Você escuta os singles desse álbum, tipo "Just Dance" e "Poker Face" e não tem muita ideia do que vai encontrar nas outras músicas. O resultado é que nas profundezas do The Fame ela joga o pop de rádio para o alto e fica só com o estilo próprio. É engraçado que se você ouvir "Poker Face", por exemplo, percebe que tem a ver com as outras da moda e ao mesmo tempo sente que tem alguma coisa diferente. Essa coisa diferente nós descobrimos o que é nas outras músicas, encontrando as raízes da Lady Gaga. Algo meio antigo (anos 80, um pouco mais um pouco menos), um pop que não troca os instrumentos pelas batidas eletrônicas. Desse eu vou indicar "Again Again" que deixa claro esse lado (e, curiosamente, era a única música dela que eu tinha). As músicas no geral são meio parecidas, mas o jeito que ela canta cada uma faz a diferença. Escute "Startruck", um flerte com a música eletrônica (ainda com o toque antigo), "Summerboy" que lembra muito a No Doubt e "The Fame".
*Indicação extra para "Boys Boys Boys" e "Paper Gangsta".

The Fame Monster
Esse é um complemento do The Fame, né? Das 8 músicas que compõem o álbum, a metade virou single, o que me deixa com 4 músicas para comentar. "Speechless" acho que vale considerar como single, ela toca volta e meia em uma apresentação e foi a que ela cantou junto com o Elton John fazendo uma mistura com "Your Song". Das outras três, com certeza fico com "Teeth" (uma das minhas preferidas). Acho que ela até representa um pouco a dos The Fame, mas já mostra o desenvolvimento da Lady Gaga como artista.

Born This Way
Se você só pudesse ouvir um álbum dela, seria com certeza esse. Ele já vem com mais músicas que o normal: 14. E isso na versão comum, ainda tem deluxe. Mas não é só por isso, as músicas estão muito mais trabalhadas. É a essência da Lady Gaga, mas uma mistura de eletrônico, rock, música europeia, música antiga e até kpop. Tudo isso transformado em pop. É até um pouco impressionante como ela desmonta elementos da moda e encaixa muito bem com o próprio estilo. Minha primeira indicação é para "Bad Kids", que tem mais guitarra do que no rock hoje em dia. "Scheibe" é a próxima. "Government Hooker" eu não ia indicar, mas me faz lembrar tanto da trilogia Millennium que eu quis citar (não escutei enquanto lia). E, para fechar, "The Queen"*. Apesar de que eu acho que todas as músicas deveriam ser ouvidas.
*descobri o quanto gosto de "The Queen"! As músicas estão no shuffle e é a terceira vez (desde que eu comecei a contar) que a música começa e eu penso: "Que música legal! Qual o nome?" Atualização depois de escrever todo esse Por dentro do Pop: agora fui procurar que música legal era pela sétima vez, na pura inocência.
**Só uma pausa para falar que indico "Highway Unicorn (Road To Love)" e "Hair" também. Se eu não parasse ia indicar tudo.


Com esse post eu descobri que conheço todas as músicas dela, sei cantar várias e sei parte de passos de dança (e nem estou falando de Dance Central, embora eu saiba esses também). Isso tudo, é claro, foi aprendido por causa do meu irmão que vive ouvindo. A Lady Gaga não é o tipo de artista que eu escuto direto como acontece com os indicados no Para quem gosta de música, então é legal que o meu irmão goste e eu possa estar em contato, porque vale a pena. É até uma pena eu estar ouvindo agora, porque quando meu irmão aparecer vou ter que ouvir tudo outra vez.

Durante esses poucos anos que a Lady Gaga tem espalhado suas músicas nós já podemos ver uma evolução nas canções, que eram mais simples e foram sendo cada vez mais trabalhadas. Se você quiser ver realmente o começo, indico ouvir o Red and Blue, EP que ela lançou ainda como Stefani (eu coloquei a faixa "Red and Blue" na mixtape, de qualquer forma).

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: acho que eu finalmente entendi por que a Lady Gaga recebeu o último dia aqui. Diferente das outras, tipo a Rihanna, que fazem uma música que na rádio é uma coisa e no álbum você encontra outra coisa, a Lady Gaga faz uma música que já é diferente na própria rádio. Na primeira parte do Por dentro do Pop você viu que às vezes vale a pena largar o preconceito e conhecer outras músicas, agora com esse popception você percebe que o preconceito com o pop no geral não vale a pena.

Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 5 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215). Lista abaixo.
1. Red and Blue
2. Again Again
3. Startruck
4. Summerboy
5. The Fame
6. Teeth
7. Bad Kids
8. Scheibe
9. Government Hooker
10. The Queen
11. (Bonus) suuuuuuurpresa. por algum motivo alienígena, gosto dessa música :)

Esse é o último no nosso CCSexta de junho, mas semana que vem voltamos com um tema totalmente novo para julho. Se preparem! Enquanto isso, vejas os outros Por dentro do Pop. Aliás, eu sei que há muitas outras cantoras que se encaixam aqui, como a Beyonce e a Christina Aguilera. Será que no futuro rola mais?

sábado, 16 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Britney Spears


Terceiro dia do Por dentro do Pop (agora com mixtape!), vamos lá: dessa vez a gente escolheu a Britney para falar, porque além de já ter lançado sete (pasmem, sete!) discos, é uma das artistas mais heterogêneas que temos por aí. E não estamos falando só da música...  Diferentemente da Rihanna ou da Katy Perry, a Britney é a que mais tenta, a todo custo, continuar sendo referência quando o assunto é música pop, evitando fugir do estilo, mesmo que escorregue de vez em quando. Talvez seja por isso que ela tenta, de certa forma (e não que isso seja ruim, é até válido, às vezes), acompanhar o  conceito de pop que vem mudando por aí. Além disso, depois que você acaba pegando as coisas que mais são destaque nos álbuns, você percebe que a Britney cresceu e definitivamente suas músicas não são mais tão superficiais quanto você poderia pensar. 

Só para ser mais um toque do Por Dentro do Pop, na maioria das vezes, os artistas não cantam o que estão de fato aprovando. Ou cantam, sim, mas acabam dando mais atenção ao que efetivamente vende. É claro que isso pode acabar dando errado - e não vender - mas a grande maioria das canções são postas à prova antes de serem lançadas "você compraria essa música?". No fim, não importa muito quem escreve, e sim quem aprova. A não ser, é claro, que você seja como a Jessie J, que compõe músicas tão boas que ninguém nem é capaz de discordar...

A Britney, como todo mundo sabe, começou com aquele álbum cujo primeiro single *dizem por aí* foi filmado em seu próprio colégio. Assim como a Rihanna, ela tinha apenas 17 anos, e, depois do estouro inicial, foi um álbum atrás do outro, de modo que ela não tirou férias por mais de 3 anos. Esquecendo um pouco seu caso tumultuado com o também cantor Justin Tumberlake, vamos aos sucessos que poderiam ter acontecido se todas as músicas fossem singles:

...Baby One More Time
O primeiro álbum a gente nunca esquece. Na minha opinião, esse é o disco mais linear da Britney, meio aquela onda *não podemos errar*. Como foi lançado em 1999, dá pra ver as músicas mais no estilo do que bombava na época. "I will be there" tem uma onda mais colegial, e em algumas partes consegui identificar um estilo muito similar com "Sometimes", que, na verdade, está no mesmo CD.  "Soda Pop" - sinceramente - parece um pouco música de propaganda de refrigerante - por que será? A que eu achei que tem um estilo mais próprio, e por isso destoa do resto do disco, é "Thinkin' About You", que tem umas batidas que poderiam ser a pré-inovação do que a Britney viria a fazer no futuro. Por fim, tem a "E-Mail My Hear" que é lenta, mas consegue seguir a mesma ideia de todas as outras faixas do álbum. Um clima meio colegial, uma enorme pitada de romance e alguma coisa de - novamente - "Sometimes".

Oops!... I Did It Again
Esse é um dos meus álbuns favoritos da Britne, porque o som muda muito e as músicas diferem umas das outras de um modo positivo. Apesar de ter sido lançado apenas um ano depois de "...Baby one more time", esse disco consegue superar o primeiro em diversos níveis, desde qualidade de música até nas próprias letras, que parecem menos superficiais. "Don't go knockin on my door" é, apesar de ser bem Britney, uma música com mais personalidade. A harmonia do som é muito boa, e se você ouvir, vai ficar curioso pra escutar as demais. Outra ótima que eu não entendo como não virou single é "Can't Make You Love Me", porque é exatamente o tipo de coisa que estava vendendo na época. Foi nesse disco que Britney também se lançou como compositora, já que ajudou a escrever "Dear Diary", que, na minha opinião, é a faixa que mais tem a ver com o CD anterior e parece meio perdida no meio das outras mais 'maduras'.

Britney
Quando você vai olhando assim os álbuns, dá pra ver nitidamente o crescimento e a evolução não só do artista como das canções que ele se propõe a cantar. E isso tudo em apenas três anos, a Britney lançou um disco atrás do outro. Nesse, na verdade, o que é curioso é o fato de que são 12 faixas e apenas 4 delas não são singles. Eu gostei bastante da "Lonely", parece meio do caminho entre batidão e danceteria. E a voz da Britney está mais próxima de hoje em dia.  "Cinderella" é uma das melhores, também entra no grupo de não-sei-por-que-não-virou-single. "Let me be" consegue juntar, ao mesmo tempo, a coisa das lentinhas com as letras de personalidade, sem deixar de fora um som bem criativo. Parece um grito feminista sem ser superficial. Por último, a música com a melhor introdução de todas é "Bombastic Love". Confesso que me surpreendi quando ouvi.

In the Zone
Foi o álbum pós-término com o também cantor Justin Timberlake, e, por curiosidade, foi um dos que mais demorou pra ser lançado. Britney avisou que tiraria férias de seis meses, mas acabou que demorou três anos para lançar algo novo. "(I Got That) Boom Boom" com participação de Ying Yang Twins, é a música com a pegada mais hiphop que já ouvi da Britney. O CD, no geral, conta com alguma coisa do estilo, mesmo que minimamente. "The Hook Up" segue a mesma linha e pra mim é que mais conseguiu chegar "lá". "Breathe on Me", e "Early Mornin", no entanto, parecem um pouco indefinidas. É como se o álbum estivesse perdido em gênero. O disco todo meio que flutua em algum tipo de limbo entre rap, múscia alternativa e um pop meio pancadão. A música que mais explicita isso é "Touch of My Hand", que tem toda a pegada alternativa sem se desviar do pop que é a proposta inicial. "Brave New Girl", por fim, é a música mais destoante do CD. Tem a coisa meio colegial que foi o primeiro disco, mas ainda sim é moderninha demais para se dizer que está no álbum errado. 

Blackout
Eu percebi que não esperava quase nada desse disco porque foi o que veio logo depois da crise toda da Britney (aquela coisa de perder a guarda dos filhos e raspar a cabeça com direito a guarda-chuva na porta do carro dos fotógrafos...). Dois anos depois de seu lançamento, no entanto, o disco recebeu o título de quinto melhor álbum da década*. Novamente, como aconteceu com o "Britney", são 12 faixas e apenas quatro não viraram singles. De um modo geral, o CD todo tem uma pegada meio eletrônica que lembra videogame, e achei isso genial. Um exemplo é a música "Heaven on Earth", que tem uma introdução bem nesse estilo. Outra que é bem por aí também é a "Freakshow", embora eu prefira a "Heaven on Earth". "Toy Soldier", por outro lado, me lembra um pouco party hard. É tão inovadora que não vejo como ela também não lançou essa música como single. Aliás, considero essa bem melhor do que "Radar", por exemplo, que é do mesmo CD e recebeu muito mais destaque. E, por incrível que pareça, depois de escutar "Hot as Ice", descobri que nunca ouvi a voz da Britney antes,  porque depois que a música acaba, a sensação que se tem é que s instrumentos sempre se sobrepõem ao som da voz dela, pelo menos no restante das músicas. 
*Pra você ver como as coisas surpreendem. 
Circus
É, infelizmente, um dos álbuns que eu menos gosto. Assim como In The Zone, dá a sensação de estilo perdido. Embora você consiga entender que há uma harmonia entre as canções, quase como uma linearidade, isso não ajuda a deslanchar o disco. Uma canção que eu curti bastante, no entanto , foi "Shattered Glass", embora haja uma parte em que você meio que fica esperando que a música tenha travado, porque há repetições. "Kill the Lights", por outro lado, parece contar uma história de suspense, o que é reforçado pela batida meio agressiva de fundo - que é muito boa, inclusive.

Femme Fatale 
Sendo o último disco lançado pela Britney, e pela quantidade de singles que ela já soltou por aí só em 2011, não acredito que ela venha a dar mais atenção a nenhuma das músicas que não foram destaque - pelo menos não desse disco. No entanto, "Gasoline" que não tem nada a ver com música do Daddy Yankee  é bem interessante, e, por mais louco que possa parecer, a introdução de "How I Roll"me lembrou o filme Fame, cujas músicas você pode conferir neste link aqui. E para quem achava que a Britney nunca mais faria uma parceira que valesse tanto a pena quanto a que ela fez com a Madonna, "Big Fat Bass" está aí para provar o contrário. Com participação do Wiil.I.Am, a música tem uma onda extremamente familiar, que faz você se perguntar se já ouviu antes, quem sabe, né. 

O que mais me fez ficar impressionada com esse Por dentro do Pop é que os artistas - principalmente a Britney - mudam muito de um disco pro outro. É claro que com o passar dos anos, o público acaba se modificando, mas os singles às vezes diferem do restante do álbum de tal forma que acaba atendendo a todos os gostos. Quem não gostou do single, curtiu as outras músicas, e vice-e-versa.

Além disso, dá pra perceber claramente o estilo de música que se modificou quando você diz "Britney Spears". Antes era aquela coisa mais filme adolescente, sem qualquer passo para fora dos trilhos, e agora o que ela mais faz é inovar. Desde hiphop até músicas mais discotecas, passando pelas alternativas e meio fundo musical de videogame de ação.

Não dava pra juntar todas, porque eu indiquei muitas, mas consegui fazer uma lista com as que mais merecem destaque. Como no mixtape do Por dentro do Pop 2, a senha desse é o nome do tumblr onde está (viktor215). É só clicar aqui e a listagem segue abaixo. 
1. I will be there
2. Don't go knockin on my door
3. Can't make you love me
4. Cinderella
5. Let me be
6. Bombastic Love
7. (I got that) Boom Boom
8. Toy Soldier
9. Hot is Ice
10. Kill the Lights
11. How I Roll
12. Big Fat Bass

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Rihanna


Segundo dia do Por dentro do Pop (agora com mixtape!), vamos lá: 1) Há um tempo eu vi em algum lugar que a Rihanna disse algo tipo "Eu uso o meu cabelo de acordo com o que eu estou me sentindo", o que não é muito diferente do que acontece sobre as músicas dela (mas em vez do "estou me sentindo", é de acordo com o que está na moda). Entre as artistas que vamos falar no Por dentro do Pop ela é provavelmente a que mais varia no próprio estilo pop/hip hop. 2) Outra coisa interessante é que mesmo que ela seja famosa há bastante tempo ela não chegou a exatamente um status de "diva", apesar de já ter tanta música famosa que conquistou pelo menos a credibilidade. 3) E, só para terminar, foi ela que inspirou o Por dentro do Pop, porque eu vejo muita gente julgar a Rihanna por músicas tipo "We Found Love" (que, só para constar, eu não aguentei ouvir inteira uma vez até hoje) enquanto tem outras coisas bem legais enterradas nos álbuns dela. 

Acho que antes de realmente começar eu devo lembrar umas coisas. Primeiro que é legal lembrar que quando você fala de música de artistas assim você não está falando só "a música da Rihanna" ou "a música da Britney", existe muita gente (alguns dos melhores)* por trás da maioria desses artistas. "Do It Like A Dude", da Jessie J, foi originalmente escrita para ser da Rihanna (mas aí a Jessie J gostou e quis ficar, é o que contam). A outra coisa é que o Por dentro do Pop é pra mostrar o que as pessoas não escutam e elas fazem de melhor que os singles.
*Aliás, muitos deles fazem música tanto com a Rihanna quanto a Britney ou Katy Perry (ou ...). 

A Rihanna começou relativamente cedo, o primeiro álbum foi lançado quando ela tinha 17 anos e já tem algumas das principais músicas da carreira dela. Desde 2005 ela praticamente tem lançado um álbum por ano e se deixar lança um single por mês (na verdade, é praticamente 1 a cada dois meses). O que sobra para gente falar? 

Music of the Sun
É o primeiro álbum que é uma mistura latino-reggae-beyonce e hip hop da época. Talvez você lembre de "Pon de Replay" (se você joga Dance Central, com certeza lembra). Mas não é de single que eu vou falar. Se você gosta daquele Hip Hop época do Eminem ou para "Crazy In Love" da Beyonce, é nesse álbum que você vai. "La That la, La"* e "Let Me", são legais. Talvez "The Last Time". As outras são estilo filme antigo de praia que passa na Globo de tarde. 
*Essas duas são realmente muito boas, o Justin Timberlake ficaria com inveja. 

A Girl like Me
Desse eu adorava SOS (é um tipo de música que eu gosto e não gosto ao mesmo tempo), mas realmente não foi o melhor momento da Rihanna (mas eu tenho certeza de que serviu como bases para outras mais tarde, como "Te Amo"). O mais legal desse álbum foi me divertir vendo que tinham 4 que começavam praticamente do mesmo modo no estilo reggae (duas delas com bateria antes). No máximo, "We Ride" e "Kisses Don't Lie". Se você gosta de reggae, do estilo Sean Paul e de zouk, pode aproveitar.


Good Girl Gone Bad
Uma coisa legal sobre esse álbum: tem 7 singles, mas tem 16 músicas. É aqui que as coisas começam a ficar "sérias" (e é a ponte para o meu álbum preferido, Rated R). Good Girl Gone Bad é o álbum de "Umbrella", que foi lançada em março de 2007 e pelo menos até "Disturbia", o sexto single lançado em julho de 2008, ainda era tocada em todo lado. Ouvindo agora as que não são single, ficaria com "Breakin' Dishes" pela força da música e "Good Girl Gone Bad" porque apesar do clichê violão-batidão ela canta de um jeito diferente às vezes. 

Rated R
Esse só fez 5 singles e junto com o Loud deve ter sido o que eu mais ouvi. Acho que é porque esse é o mais dark-viajante de todos e tem uma pegada rock (tem até participação do Slash, mas não vai achar que Rihanna virou Guns N' Roses), mas ao mesmo tempo é a aproximação dela para o lado eletrônico do pop. Eu indico esse inteiro, se fosse para tirar alguma seria "Stupid In Love". Talvez como principal não-single eu indicaria "Fire Bomb". "Mad House" só tem um minuto, mas vou colocar aqui também. Só para lembrar, esse é o álbum de "Rude Boy" (Dance Central também...). 

Loud
Eu percebi que escutava o Loud e o Rated R junto (joga as músicas e escuta tudo...), mas nesse a relação é mais amor/ódio. Tem algumas tipo "Man Down", que eu nem aguentei, enquanto gosto bastante de "Cheers (Drink To That)". Esse é o álbum de "Only Girl (In The World)", "S&M" e "What's My Name". Se você tirar os singles (que nem todos são tão ruins assim), você fica com umas três músicas. Pelo menos "Complicated" merece bastante destaque. Para os interessados: há a "Love The Way You Lie (Part II)" também. 

Talk That Talk
Aqui é a Rihanna abusando nos dubstep da vida (tá, nem tanto) e indo para o lado party hard da força. Foi uma surpresa descobrir que o álbum até agora tem 5 singles (!), aqui no Brasil passaram de "We Found Love" para "What Have You Been", porque demora tanto para colocar nas rádios e fica tanto tempo tocando a mesma coisa que não dá tempo da mídia acompanhar a quantidade de single que ela lança. "You da One" é muito melhor do que "We Found Love"... Como ainda não tive tempo de ouvir muito bem, vou indicar três músicas que chamaram atenção. "Drunk On Love", que é bem do tipo repete tudo, mas foi a que me chamou atenção nas vezes que eu ouvi; "Fool In Love" que no início não chamou atenção, mas tem uma força e é daquelas que você fala "Gente, que música ótima" na surpresa do momento (sério, escute inteira); e "All We Want Love", que o meu irmão disse ser a preferida dele. Segundo ele, quando ouviu o álbum na primeira vez achou horrível, mas agora escuta todas. 


Não sei o que aconteceu, a primeira vez que eu ouvi o álbum eu tive a impressão de que tinham feito trechos de música e colocado no repeat até dar uns 3 minutos. Agora depois dessa "tour" no mundo da Rihanna parece bem diferente. O Talk That Talk consegue misturar bem tudo o que ela fez até aqui e dá pra ver que provavelmente a única coisa que não muda ao longo dos álbuns é uma caída para o zouk. 

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: você escuta "We Found Love" ou "Where Have You Been" e só falta a luz do seu quarto piscar, entrar um monte de gente dançando... O que tem a ver com as músicas da moda agora, mas por dentro do álbum é outra coisa que você encontra. 

Juntei todas as indicadas. Seria um álbum meio heterogêneo, mas vale a pena até para ver a mudança durante o tempo. Acho que 13 é um bom número, a Taylor Swift provavelmente concordaria. Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 2 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215).
1. La That la, La
2. Let Me
3. The Last Time
4. We Ride
5. Kisses Don't Lie
6. Breakin' Dishes
7. Good Girl Gone Bad
8. Fire Bomb
9. Mad House
10. Complicated
11. Drunk On Love
12. Fool In Love
13. All We Want Love

quarta-feira, 23 de maio de 2012

As músicas de Jogador Número 1


"Jogador Número 1" veio com mil coisas para comentar e a imersão à cultura pop/nerd é uma delas. Dá para perder a conta com o número de referências, principalmente da década de 80. Então, quem adora conhecer mais ou está curioso para saber do que os personagens falavam, aqui está o primeiro passo. Encontrei uma playlist com pelo menos as principais músicas citadas durante o livro. Tem AC/DC, Cyndi Lauper, Duran Duran, Wham!, Rush e muito mais.

As músicas não estão no livro só como curiosidade ou cenário, elas realmente fazem parte da história. Foi frustante ler e ter apenas uma vaga ideia, como no caso das músicas do Rush. E "Three Is a Magic Number"? Aposto que se eu já conhecesse a situação ficaria melhor ainda. Indico esse post como preparação também. Não é nenhum spoiler e só torna a leitura melhor. Imagine os seus amigos conversando sobre um filme que você não viu...

Eu não sei se estão todas (desculpa, não deu para olhar página por página conferindo...), também não lembro o momento de todas e nem vou colocar aqui para não dar spoiler (nada impede da gente conversar nos comentários \o/). Ainda não consegui ouvir a playlist inteira, mas das descobertas até agora a que eu mais gostei foi "Change" do John Waite.

Dead Man’s Party - Oingo Boingo
Wild Boys - Duran Duran
Beds are Burning - Midnight Oil
Verb: That’s What’s Happening - Schoolhouse Rock
The Throne Room/End Title - John Williams
Like To Get To Know You Well - Howard Jones
Main Title: Also Sprach Zarathustra - Richard Strauss
Video Fever - The Beepers
The Safety Dance - Men Without Hats
Blue Monday - New Order
Union of the Snake - Duran Duran
Rebel Yell - Billy Idol
Time After Time - Cyndi Lauper
James Brown Is Dead - L.A. Style
Atomic - Blondie
Wake Me Up Before You Go-Go - Wham!
A Million Miles Away - The Plimsouls
Change - John Waite
Don’t Let’s Start - They Might Be Giants
In Your Eyes - Peter Gabriel
Pour Some Sugar On Me - Def Leppard
Kids Wanna Rock - Bryan Adams
Pac-Man Fever - Buckner & Garcia
2112 - Rush
Dirty Deeds Done Dirt Cheap - AC/DC
Three is a Magic Number - Schoolhouse Rock

No blog que eu retirei tem o arquivo zipado.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Em Outros Bares #10 - Fics, pôsteres. música ilustrada e dicas


O EOB dessa semana está mais no nível "curiosidades", mas ainda assim é legal. Se você gosta de ilustração, vai logo para o segundo link. Se você gosta é de ler, o primeiro. Os outros dois também valem a pena, é claro. Ah! E não esqueça das indicações no "veja mais". Se quiser dar a própria, aqui está: formulário.

>>>As Fanfics do Momento - Drunk Culture
Desde que eu comecei a usar o computador, entre as coisas mais marcantes que eu (Dana) fiz por aqui está participar do "mundo" das fics. Já escrevi, já li, já viciei outras pessoas... É por isso que esse link do Drunk Culture está aqui, é de uma coluna que indica as melhores fics. "Apple of My Eye", a indicada, eu ainda não pude ler, mas é uma releitura da história da Branca de Neve e chamou bastante atenção. 


Semana passada nós tivemos as capas de livros, nessa nós trazemos os cartazes de filmes. Tem um monte e de todo tipo nesse post do Criatives. Adorei o de Dexter, o de "Walk The Line", "The Invasion", "The Spirit", "V for Vendetta"...  
*nomes em inglês porque é assim que está lá, então ninguém se perde


>>>My Song - IdeaFixa
Esse link veio pra cá mais no estilo "curiosidades". A "IdeaFixa é um canal de inspiração e expressão", como eles falam no próprio site. O link vai para uma edição de uma revista online que eles fazem. Nessa edição, eles pegaram a ideia de mixtape e criaram uma "mixtape visual dos sons que inspiram esses 69 artistas selecionados". Ilustração bonita + música + estilo de revista online. 

Totalmente em inglês e acho difícil pra quem não sabe conseguir aproveitar, apesar de talvez conseguir acompanhar o twitter (que é como eu acompanho mais). O objetivo é dar dicas para escritor, de todo o tipo. Sigo no twitter faz tempo e é sempre legal uma vez ou outra esbarrar com uma dica dentro de 140 caracteres. Pra quem tem interesse em escrever, é uma boa.

Veja Também:



Até a próxima!