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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Lady Gaga


Por algum motivo, quando eu terminei todo esse Por dentro do Pop e coloquei o título, anunciando a cantora da vez, eu fiquei feliz. Não vou falar muito aqui, o post já basta. Obrigada a todos que nos acompanharam aqui nessas sextas e espero que tenham gostado das mixtapes (e fazer dl dessa em especial pode trazer uma surpresa, se você for fã dela). Pelo menos eu tenho adorado ouvir. :)

Eu conheci a Lady Gaga quando ela lançou o single "Just Dance", que tinha me chamado atenção por ser diferente e ao mesmo tempo dentro da moda. Naquela época ela não era muito conhecida e nem teria entrado no Por dentro do Pop. De lá para cá, as coisas mudaram totalmente e é por isso que ela ganha o último dia no nosso Por dentro do Pop. Assim como a Katy Perry, que foi a estreia dessa série de posts, ela teve o primeiro álbum lançado em 2008 e as duas são as com menos álbuns aqui (Lady Gaga: 3. Katy Perry: 2, se você não contar o relançamento do Teenage Dream). Ao mesmo tempo, ela alcançou algo enorme que é até comparado ao da Madonna nesses quase 20 anos de carreira. E não é só isso. Pode parecer até exagerado, mas ela não criou só uma moda, a Lady Gaga criou também uma espécie de estilo de vida.

É claro que hoje aqui nós vamos falar de música e, acredite, por trás do estilo bizarro e de todas as "fantasias", nós temos muita música. A Katy Perry mostrou seu lado pop/banda/indie, a Rihanna que sabe mais do que "o nah nah nah", a Britney que não perdeu totalmente o controle e a Madonna deixou claro o que é ser uma relíquia viva do pop. O que a Lady Gaga irá no mostrar?
DICA: Corre lá no final do post, baixa a mixtape e escute lendo! 
The Fame

Você escuta os singles desse álbum, tipo "Just Dance" e "Poker Face" e não tem muita ideia do que vai encontrar nas outras músicas. O resultado é que nas profundezas do The Fame ela joga o pop de rádio para o alto e fica só com o estilo próprio. É engraçado que se você ouvir "Poker Face", por exemplo, percebe que tem a ver com as outras da moda e ao mesmo tempo sente que tem alguma coisa diferente. Essa coisa diferente nós descobrimos o que é nas outras músicas, encontrando as raízes da Lady Gaga. Algo meio antigo (anos 80, um pouco mais um pouco menos), um pop que não troca os instrumentos pelas batidas eletrônicas. Desse eu vou indicar "Again Again" que deixa claro esse lado (e, curiosamente, era a única música dela que eu tinha). As músicas no geral são meio parecidas, mas o jeito que ela canta cada uma faz a diferença. Escute "Startruck", um flerte com a música eletrônica (ainda com o toque antigo), "Summerboy" que lembra muito a No Doubt e "The Fame".
*Indicação extra para "Boys Boys Boys" e "Paper Gangsta".

The Fame Monster
Esse é um complemento do The Fame, né? Das 8 músicas que compõem o álbum, a metade virou single, o que me deixa com 4 músicas para comentar. "Speechless" acho que vale considerar como single, ela toca volta e meia em uma apresentação e foi a que ela cantou junto com o Elton John fazendo uma mistura com "Your Song". Das outras três, com certeza fico com "Teeth" (uma das minhas preferidas). Acho que ela até representa um pouco a dos The Fame, mas já mostra o desenvolvimento da Lady Gaga como artista.

Born This Way
Se você só pudesse ouvir um álbum dela, seria com certeza esse. Ele já vem com mais músicas que o normal: 14. E isso na versão comum, ainda tem deluxe. Mas não é só por isso, as músicas estão muito mais trabalhadas. É a essência da Lady Gaga, mas uma mistura de eletrônico, rock, música europeia, música antiga e até kpop. Tudo isso transformado em pop. É até um pouco impressionante como ela desmonta elementos da moda e encaixa muito bem com o próprio estilo. Minha primeira indicação é para "Bad Kids", que tem mais guitarra do que no rock hoje em dia. "Scheibe" é a próxima. "Government Hooker" eu não ia indicar, mas me faz lembrar tanto da trilogia Millennium que eu quis citar (não escutei enquanto lia). E, para fechar, "The Queen"*. Apesar de que eu acho que todas as músicas deveriam ser ouvidas.
*descobri o quanto gosto de "The Queen"! As músicas estão no shuffle e é a terceira vez (desde que eu comecei a contar) que a música começa e eu penso: "Que música legal! Qual o nome?" Atualização depois de escrever todo esse Por dentro do Pop: agora fui procurar que música legal era pela sétima vez, na pura inocência.
**Só uma pausa para falar que indico "Highway Unicorn (Road To Love)" e "Hair" também. Se eu não parasse ia indicar tudo.


Com esse post eu descobri que conheço todas as músicas dela, sei cantar várias e sei parte de passos de dança (e nem estou falando de Dance Central, embora eu saiba esses também). Isso tudo, é claro, foi aprendido por causa do meu irmão que vive ouvindo. A Lady Gaga não é o tipo de artista que eu escuto direto como acontece com os indicados no Para quem gosta de música, então é legal que o meu irmão goste e eu possa estar em contato, porque vale a pena. É até uma pena eu estar ouvindo agora, porque quando meu irmão aparecer vou ter que ouvir tudo outra vez.

Durante esses poucos anos que a Lady Gaga tem espalhado suas músicas nós já podemos ver uma evolução nas canções, que eram mais simples e foram sendo cada vez mais trabalhadas. Se você quiser ver realmente o começo, indico ouvir o Red and Blue, EP que ela lançou ainda como Stefani (eu coloquei a faixa "Red and Blue" na mixtape, de qualquer forma).

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: acho que eu finalmente entendi por que a Lady Gaga recebeu o último dia aqui. Diferente das outras, tipo a Rihanna, que fazem uma música que na rádio é uma coisa e no álbum você encontra outra coisa, a Lady Gaga faz uma música que já é diferente na própria rádio. Na primeira parte do Por dentro do Pop você viu que às vezes vale a pena largar o preconceito e conhecer outras músicas, agora com esse popception você percebe que o preconceito com o pop no geral não vale a pena.

Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 5 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215). Lista abaixo.
1. Red and Blue
2. Again Again
3. Startruck
4. Summerboy
5. The Fame
6. Teeth
7. Bad Kids
8. Scheibe
9. Government Hooker
10. The Queen
11. (Bonus) suuuuuuurpresa. por algum motivo alienígena, gosto dessa música :)

Esse é o último no nosso CCSexta de junho, mas semana que vem voltamos com um tema totalmente novo para julho. Se preparem! Enquanto isso, vejas os outros Por dentro do Pop. Aliás, eu sei que há muitas outras cantoras que se encaixam aqui, como a Beyonce e a Christina Aguilera. Será que no futuro rola mais?

quinta-feira, 31 de maio de 2012

[Resenha] MIB³ - Homens de Preto 3

por Dana Martins


- Filme: "MIB³ - Homens de Preto 3"
- Men in Black III (2012)
- Direção: Barry Sonnenfeld
- Atores: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Emma Thompson, Jemaine Clement, Bill Hader, Michael Stuhlbarg, Nicole Scherzinger...
- Ação/Ficção científica/Comédia - 10 anos - 106 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 25 de maio de 2012






Mini-crítica: 
Se você já assistiu algum filme de MIB e gostou, vá com a segurança de esse será fiel ao espírito dos outros. "Homens de Preto 3" é um filme bom e que consegue cumprir bem a sua proposta, não vai ser o filme da sua vida, mas vai garantir momentos realmente bons. Dessa vez, um alienígena foi ao passado e alterou a história, deixando nas mãos de J (Will Smith) o dever de voltar no tempo e salvar K (e, consequentemente, o mundo). A comédia, marca registrada de MIB, entrou nos detalhes e não poderia estar melhor.
*Só para evitar confusão: não vá atrás do filme para rir, é mais uma aventura que não tem medo de brincar com os elementos de cada situação. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Sinopse
O agente K (Tommy Lee Jones) desaparece e só J (Will Smith) parece lembrar que ele não morreu há muito tempo atrás. Algo foi alterado no passado e J precisa voltar para impedir que isso aconteça e tudo volte ao normal. E o tempo é curto, já que isso tem a ver com um alienígena, ou melhor, uma invasão alienígena. 

Esse era um filme que eu não sentia tanta vontade de ver. Vi o trailer umas mil vezes no cinema e esse negócio de uma organização que mata um bando de seres estranhos e nojentos não me chamava tanta atenção. Além disso, eu não lembro de quase nada dos filmes antigos, praticamente só dos dois personagens principais, daquela "arminha" e daqueles bichinhos do café,  o que não faz muito sentido.


Eu ia aproveitar porque um filme que parece ser no mínimo bom e no IMAX não dá para recusar, mas alguém teve a ideia genial de só colocar o filme dublado no IMAX. Já estava me conformando com a ideia de que não veria quando meu primo apareceu e me arrastou para o cinema. ¯\_( ツ )_/¯

Apesar de ser mais uma história de invasão alienígena, a fórmula MIB muda o cenário e cria algo bem diferente do que vemos nos filmes ultimamente (e mais parecido do que víamos quando... inventaram MIB). Vira uma espécie de 007, com bichos feios e comédia.

Quem já tinha visto o trailer passou a primeira parte esperando encontrar aquele momento em que o K some e o J volta no tempo, porque isso está na sinopse e no trailer. Contudo, não fica um início cansativo por causa dos vários detalhes que tornam a história melhor: a recuperação de elementos dos primeiros filmes, a comédia, a Lady Gaga no meio dos alienígenas no fundo...

Depois que ele volta no tempo fica tudo melhor ainda: esses elementos estão lá, até com uma "participação" do Andy Warhol* (Bill Hader, do Saturday Night Live) e aquilo de mostrar a tecnologia precária do passado, mas  o tempo inteiro você também está se perguntando como é que o J vai resolver a situação. Como nem ele sabe, acaba complicando as coisas e se não fosse pela lógica de que tudo vai dar bem para o mocinho, você ficaria realmente com medo do que poderia acontecer.
*Talvez você não conheça o Andy Warhol, então clique aqui. Entre muitas outras coisas, ele foi o fundador da revista Interview. Lembra das capas que nós selecionamos? 

Seria difícil realmente colocar em palavras cada um dos detalhes que vão criando um filme muito mais do que superficial e criam um final surpreendente. Às vezes, recuperar uma franquia antiga acaba sendo só uma forma de ganhar mais dinheiro usando um nome famoso. Às vezes, pode dar origem a um filme que vale a pena. Não dá nem para reclamar dele (só das coisas nojentas...).

Essa imagem define bem o filme: bom humor nos detalhes.



Viagem no tempo
Uma das coisas legais do filme foi a "viagem no tempo". Parece que em vez de sair do ano em que você está (2012) e voltar para o ano que você quer (digamos que 1997), a viagem do tempo funciona desde o início do mundo até o ano que você quer. As coisas que vão passando são geniais.

O 3d vale a pena?
O 3D do filme não faz tanta diferença, eu só assisti assim porque a sala tem o som melhor (no cinema que eu fui) e porque era o próximo que ia passar. Se você não gosta, não vai ter nenhum problema se assistir do modo normal. O que vale comentar é que tem uma hora ou outra que a imagem sai da tela no estilo 3D de parque de diversões que aquela sua tia vai gostar ("oh, veio na cara"), mas que não é nenhum diferencial.


A nota eu estou realmente em dúvida entre 4 e 5 conversinhas. Gostei mais desse do que de Battleship, que eu dei 4. Até porque eu adoro filme com detalhes e esse é cheio deles enquanto Battleship é completamente vazio. Do mesmo modo, não sei se consigo colocar ao lado de "Os Vingadores", que eu dei 5 e gostei mais. MIB é um filme completo que não desaponta, mas que falta aquilo de "OH, MEU DEUS, VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME?!".


Classificação:
(4,5/5 conversinhas)