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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Lady Gaga


Por algum motivo, quando eu terminei todo esse Por dentro do Pop e coloquei o título, anunciando a cantora da vez, eu fiquei feliz. Não vou falar muito aqui, o post já basta. Obrigada a todos que nos acompanharam aqui nessas sextas e espero que tenham gostado das mixtapes (e fazer dl dessa em especial pode trazer uma surpresa, se você for fã dela). Pelo menos eu tenho adorado ouvir. :)

Eu conheci a Lady Gaga quando ela lançou o single "Just Dance", que tinha me chamado atenção por ser diferente e ao mesmo tempo dentro da moda. Naquela época ela não era muito conhecida e nem teria entrado no Por dentro do Pop. De lá para cá, as coisas mudaram totalmente e é por isso que ela ganha o último dia no nosso Por dentro do Pop. Assim como a Katy Perry, que foi a estreia dessa série de posts, ela teve o primeiro álbum lançado em 2008 e as duas são as com menos álbuns aqui (Lady Gaga: 3. Katy Perry: 2, se você não contar o relançamento do Teenage Dream). Ao mesmo tempo, ela alcançou algo enorme que é até comparado ao da Madonna nesses quase 20 anos de carreira. E não é só isso. Pode parecer até exagerado, mas ela não criou só uma moda, a Lady Gaga criou também uma espécie de estilo de vida.

É claro que hoje aqui nós vamos falar de música e, acredite, por trás do estilo bizarro e de todas as "fantasias", nós temos muita música. A Katy Perry mostrou seu lado pop/banda/indie, a Rihanna que sabe mais do que "o nah nah nah", a Britney que não perdeu totalmente o controle e a Madonna deixou claro o que é ser uma relíquia viva do pop. O que a Lady Gaga irá no mostrar?
DICA: Corre lá no final do post, baixa a mixtape e escute lendo! 
The Fame

Você escuta os singles desse álbum, tipo "Just Dance" e "Poker Face" e não tem muita ideia do que vai encontrar nas outras músicas. O resultado é que nas profundezas do The Fame ela joga o pop de rádio para o alto e fica só com o estilo próprio. É engraçado que se você ouvir "Poker Face", por exemplo, percebe que tem a ver com as outras da moda e ao mesmo tempo sente que tem alguma coisa diferente. Essa coisa diferente nós descobrimos o que é nas outras músicas, encontrando as raízes da Lady Gaga. Algo meio antigo (anos 80, um pouco mais um pouco menos), um pop que não troca os instrumentos pelas batidas eletrônicas. Desse eu vou indicar "Again Again" que deixa claro esse lado (e, curiosamente, era a única música dela que eu tinha). As músicas no geral são meio parecidas, mas o jeito que ela canta cada uma faz a diferença. Escute "Startruck", um flerte com a música eletrônica (ainda com o toque antigo), "Summerboy" que lembra muito a No Doubt e "The Fame".
*Indicação extra para "Boys Boys Boys" e "Paper Gangsta".

The Fame Monster
Esse é um complemento do The Fame, né? Das 8 músicas que compõem o álbum, a metade virou single, o que me deixa com 4 músicas para comentar. "Speechless" acho que vale considerar como single, ela toca volta e meia em uma apresentação e foi a que ela cantou junto com o Elton John fazendo uma mistura com "Your Song". Das outras três, com certeza fico com "Teeth" (uma das minhas preferidas). Acho que ela até representa um pouco a dos The Fame, mas já mostra o desenvolvimento da Lady Gaga como artista.

Born This Way
Se você só pudesse ouvir um álbum dela, seria com certeza esse. Ele já vem com mais músicas que o normal: 14. E isso na versão comum, ainda tem deluxe. Mas não é só por isso, as músicas estão muito mais trabalhadas. É a essência da Lady Gaga, mas uma mistura de eletrônico, rock, música europeia, música antiga e até kpop. Tudo isso transformado em pop. É até um pouco impressionante como ela desmonta elementos da moda e encaixa muito bem com o próprio estilo. Minha primeira indicação é para "Bad Kids", que tem mais guitarra do que no rock hoje em dia. "Scheibe" é a próxima. "Government Hooker" eu não ia indicar, mas me faz lembrar tanto da trilogia Millennium que eu quis citar (não escutei enquanto lia). E, para fechar, "The Queen"*. Apesar de que eu acho que todas as músicas deveriam ser ouvidas.
*descobri o quanto gosto de "The Queen"! As músicas estão no shuffle e é a terceira vez (desde que eu comecei a contar) que a música começa e eu penso: "Que música legal! Qual o nome?" Atualização depois de escrever todo esse Por dentro do Pop: agora fui procurar que música legal era pela sétima vez, na pura inocência.
**Só uma pausa para falar que indico "Highway Unicorn (Road To Love)" e "Hair" também. Se eu não parasse ia indicar tudo.


Com esse post eu descobri que conheço todas as músicas dela, sei cantar várias e sei parte de passos de dança (e nem estou falando de Dance Central, embora eu saiba esses também). Isso tudo, é claro, foi aprendido por causa do meu irmão que vive ouvindo. A Lady Gaga não é o tipo de artista que eu escuto direto como acontece com os indicados no Para quem gosta de música, então é legal que o meu irmão goste e eu possa estar em contato, porque vale a pena. É até uma pena eu estar ouvindo agora, porque quando meu irmão aparecer vou ter que ouvir tudo outra vez.

Durante esses poucos anos que a Lady Gaga tem espalhado suas músicas nós já podemos ver uma evolução nas canções, que eram mais simples e foram sendo cada vez mais trabalhadas. Se você quiser ver realmente o começo, indico ouvir o Red and Blue, EP que ela lançou ainda como Stefani (eu coloquei a faixa "Red and Blue" na mixtape, de qualquer forma).

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: acho que eu finalmente entendi por que a Lady Gaga recebeu o último dia aqui. Diferente das outras, tipo a Rihanna, que fazem uma música que na rádio é uma coisa e no álbum você encontra outra coisa, a Lady Gaga faz uma música que já é diferente na própria rádio. Na primeira parte do Por dentro do Pop você viu que às vezes vale a pena largar o preconceito e conhecer outras músicas, agora com esse popception você percebe que o preconceito com o pop no geral não vale a pena.

Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 5 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215). Lista abaixo.
1. Red and Blue
2. Again Again
3. Startruck
4. Summerboy
5. The Fame
6. Teeth
7. Bad Kids
8. Scheibe
9. Government Hooker
10. The Queen
11. (Bonus) suuuuuuurpresa. por algum motivo alienígena, gosto dessa música :)

Esse é o último no nosso CCSexta de junho, mas semana que vem voltamos com um tema totalmente novo para julho. Se preparem! Enquanto isso, vejas os outros Por dentro do Pop. Aliás, eu sei que há muitas outras cantoras que se encaixam aqui, como a Beyonce e a Christina Aguilera. Será que no futuro rola mais?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Madonna


Quarto dia do Por dentro do Pop, dessa vez com a Madonna! Não tinha como deixar de fora a rainha do pop (será que ainda é rainha?) , ainda mais sendo dona de incríveis DOZE discos que mais refletem moda temporal do que qualquer outra coisa. Lançados em décadas completamente diferentes, deu até pra recapitular tudo que um dia foi considerado pop: desde anos 80 até hoje. Fora que algumas coisas nunca saem de moda - e outras sempre acabam voltando. Apesar de a gente não ver os cabelos volumosos, nem tanto gel assim, ainda dá pra identificar algumas coisinhas mínimas, como a combinação de cores - que tem retornado ao colorido e ao clássico preto e branco para gerar uma onda mais vintage. Na música, embora haja uma evolução gritante, também dá para perceber as influências que jamais deixarão de estar presentes nos álbuns da Madonna. Afinal, convenhamos, Madonna lançou moda.  

A Madonna é considerada a rainha do pop, e isso não é a toa. Embora seu império esteja sob olhares de suspeita, principalmente com a quantidade de gente boa que vem aparecendo por aí, ainda não dá pra falar de Pop sem falar dela. Já fez parceria com tanta gente legal que não dá nem pra contar. Desde a própria Britney, até Nicki Minaj, passando pelo Timbaland e pelo Justin Timberlake... Aliás, foi ela que deu o pontapé inicial na carreira da Katy Perry ao dizer que gostou da música "Ur So Gay" (todo mundo foi ver wtf era Katy Perry).


Esquecendo um pouco as polêmicas que envolveram seu nome - incluindo seu recente namoro com o brasileiro Jesus Luz, vamos falar das músicas. A Madonna começou bem cedo, e na verdade sua carreira era voltada, de início, para a dança. Ela já tem mais de 50 anos e é dona de um corpo que qualquer uma gostaria de ter na idade dela. Com essa vida toda de dançarina, dá pra entender por que ela adora colocar aqueles colãs para fazer clipe....
DICA: Corre lá no final do post, baixa a mixtape e escute lendo! Eu (Dana) li esse post escrito pela Igra assim e foi bem legal. :)
Madonna (1983)
O mais legal desse álbum é que ele foi lançado originalmente com apenas oito faixas. Em 2001, uma nova versão dele saiu e dessa vez havia 10 faixas, o que não diferencia muito, porque as duas músicas adicionadas são versões alternativas de duas canções que já estavam no disco. Para quem curte anos 80, bem na íntegra mesmo, é legal dar uma chance ao disco. "I know it" parece música de lanchonete que vende milk shake - bem o que era point na época. Embora os primeiros álbuns sempre pareçam mais lineares que todos os outros, principalmente porque o artista muitas vezes tem medo da desaprovação do público, curti bastante "Think of Me", é a música que mais tem cara de Madonna ali. O que é curioso é que essas são as únicas canções completamente ignoradas no álbum. Todas as outras viraram singles, o que não é muita coisa, considerando que a Madonna trabalhou com o disco por bastante tempo e só tem 8 faixas.
Curiosidade: a Madonna tinha 25 anos quando esse álbum saiu, provavelmente a que mais demorou a lançar um álbum aqui. A diferença de época com certeza afetou isso.
(1984) Like a Virgin 
Outro disco com um número de faixas fora do convencional - pelo menos pra hoje em dia. Com 10 músicas, apenas três não foram lançadas como singles, e a Madonna ainda repetiu o feito com o álbum anterior: lançou mais tarde uma nova versão do CD com mais duas músicas que na verdade eram versões alternativas de duas outras que já estavam lá. Dentre as que não viraram singles, a que eu mais gostei foi "Stay", que me pareceu ser a que tem mais um estilo próprio. "Shoo-Bee-Doo" é bem lentinha no início e me lembrou meio sonho adolescente, algo mais no estilo festa de debutante. "Pretender", por outro lado, me pareceu muito semelhante à música que deu nome ao disco, "Like a Virgin". Depois de tanto Por dentro do Pop, cheguei à conclusão de que esse tipo de coisa sempre acaba acontecendo: as músicas de um mesmo CD tendem a se parecer umas com as outras, porque seguem a mesma linha. 

True Blue (1986)
É o primeiro disco em que a Madonna participa da composição de todas as músicas gravadas. Todas. Nove canções - um hábito comum lançar álbum de poucas faixas... - e dessa vez cinco singles. Confesso que esse é o álbum que marca o início de uma mudança no estilo. Embora ainda estejamos nos anos dourados, a música "White Heat" me fez pensar em festinha de arromba, o que por si só já é surpreendente. Se antes a gente estava nos 15 anos, agora paramos na formatura. Ironicamente, uma outra música que merece destaque se chama "Where's the Party": tem uma batida gradual que destaca bem a voz da Madonna. "Jimmy Jimmy", no entanto, parece ser uma música perdida, segue muito o estilo lanchonete, o que não é ruim, mas de certa forma é repetitivo. "Love Makes the World Go Round", por fim, é a trilha sonora do par da festa de formatura. Porque sempre tem que ter um par pra ir nessas ocasiões. 

(1989) Like a Prayer
Lançado no final dos anos 80, você imagina que é o tipo de CD que faria uma transição para a década mais rock'n roll, mas não consegui encontrar muitas influências nesse estilo. Apenas uma música me fez pensar nisso, e é a "Act Of Contrition", que pra mim é a música mais incrível do disco inteiro. Não sei como ela não lançou como single. E, embora a Madonna seja pop, sempre achei que ela tinha uma pegada que nunca saiu dos anos dourados - até nessa música consigo ver isso, o que é meio louco, porque o solo de guitarra me fez ficar confusa - para dizer o mínimo. Inclusive hoje, com os novos CDs, dá pra ver esse tipo de influência. Na verdade, esse álbum parece na verdade um disco meio perdido em estilo, quase um pré-estouro para o que viria depois.  "Till Death Do Us Part" segue bem essa coisa de anos 80, mas já podemos ouvir uma batida tímida no fundo que indica as possíveis mudanças. Embora seja quase imperceptível, o ritmo destoante de "Promise to Try" me chamou muito a atenção. Não porque é lenta, mas porque você não consegue identificar direito o que exatamente é: por um lado é meio música de casamento, por outro, Madonna jamais se encaixaria como música de casamento.... 

Erotica (1992)
São incríveis 14 músicas e apenas 5 singles. Não entendi a conta, mas Madonna - só pelo nome do disco - já começou com polêmica. Um mês depois do lançamento, ela começou a vender um livro de 128 páginas chamado "Sex", cujo conteúdo dispensa explicações. Segundo a Madonna, o público subestimou o disco em decorrência do lançamento do livro, o que por si só já é meio que uma desculpa em torno de toda a atenção indevida na época... Não que Madonna seja do tipo que pede desculpas por coisas assim, mas de qualquer forma, músicas que poderiam ter sido aproveitadas não receberam atenção. Isso aconteceu com "Thief Of Hearts" que é basicamente a ponte para o estilo agora já abandonado quase que totalmente: linha lanchonete/festa de quinze anos. "Words" também é muito boa, e é legal porque segue um princípio meio próprio, com a batida que se repete no fundo. Outra que achei ótima é "Waiting", porque meio que resume o disco em uma única música: tem aquela pegada singular com pitada de "erotica" e ainda é sem dúvida música da Madonna.

(1994) Bedtime Stories
É um dos álbuns que eu menos gosto. Aqui a batida muda muito. Em comparação com os discos anteriores, temos uma coisa mais calma - mas também mais singular. "Survival" tem uma pegada meio JLo que eu achei genial. Bem capaz que a introdução dessa música tenha inspirado muita gente por aí... "Inside of Me", por outro lado, parece ter sido a promessa que "erotica" não conseguiu cumprir. Por fim, "Don't Stop" segue a mesma linha familiar que senti com "Survival", mas é a música onde a voz da Madonna está mais visível.

Ray of Light (1998)
É um dos discos - diferentemente de Bedtime Stories - que eu mais gosto, isso porque acho tudo muito diferente, principalmente pela ideia de que ninguém fazia nada nesse estilo na época. "Swim" alcança o mesmo formato do single "Frozen", e embora estejam na mesma sintonia, consegui ver uma coisa individual que eu simplesmente achei maravilhosa. As músicas são parecidas, mas ao mesmo tempo não é difícil diferenciá-las. Tendo um som bem alternativo, "Sky Fits Heaven" foi uma boa surpresa, porque é quase anos 2000, principalmente se você ouvir o batidão que rola sob a voz da Madonna durante a música inteira, assim como "To Have And Not To Hold".

(2000) Music
Se antes a onda era alternativa, agora a coisa fica na mistura do pop com o country. Sinto que estou numa boate quando ouço "Runaway Love". É tão party hard que por um segundo não entendi por que a capa do disco tem um lance meio rodeio. Porém, depois que ouvi "I Deserve It" entendi a coisa do chapéu de cowboy - e gostei bastante, embora eu não curta esse tipo de som. Na verdade, eu adorei essa música, é uma das minhas favoritas do álbum inteiro. Isso porque é country, mas também é pop. "Amazing" é outra que eu simplesmente amei, assim como "Gone", que é uma das únicas sem grandes introduções.

American Life (2003)
Aqui você imagina que a Madonna que canta "I'm so Stupid" é uma Madonna completamente diferente de "Like a Virgin". E é. Essa música parece grito de guerra - e isso não é ruim, na verdade achei muito boa. É um estilo meio pré Gwen Stefani, e eu achei simplesmente genial. Outra que eu gostei muito foi "Intervention", que é lenta, mas consegue ser contagiante, de alguma forma louca. É quase um acústico, só que de um jeito novo. O mesmo acontece com "X-Static Process". Uma que destoa do disco inteiro é "Mother and Father" que tem uma coisa meio videogame que consegue extrapolar praticamente todas as músicas do CD.

(2005) Confessions on a Dance Floor
Lançado em 2005, é a música do videogame no outro disco se expandindo por um álbum inteiro. Simplesmente não dá pra ficar parado ouvindo uma única música aqui. "I Love New York" tem umas repetições colocadas a dedo, como se a música tivesse sido planejada cuidadosamente. "Let It Will Be" possui a melhor introdução que eu já escutei nas músicas da Madonna. Não sei como essa música não virou um single. Aliás, o que é curioso nesse álbum é que ele e o "Bedtime Stories" têm, na mesma faixa sete, uma música com o mesmo nome: "Forbidden Love", embora sejam músicas diferentes, e não versões distintas. "Isaac", por outro lado, tem um lado meio árabe que me lembrou a Shakira. É uma das melhores de todo o disco, particularmente falando. "Push" e "Like It Or Not" conseguem ser tão boas quanto, não sei como o CD inteiro não virou um recorde de singles...

Hard Candy (2008)
O legal desse disco é que eu consigo ver - de novo - a ideia dos anos 80. "Candy Shop" é um exemplo claro disso, e "She's Not Me" também. "Heartbeat", no entanto, segue uma linha meio hip hop que eu curti bastante. "Dance 2night" é a música em parceria com o Justin Timberlake que não virou single, diferente de "4 minutes". Infestado de participações e estilos muito destoantes, esse disco viaja em mundos absurdos, o que acaba deixando tudo muito rico. Isso acontece com a música "Spanish Lesson", que pra mim é que mais demonstra a mistura. A coisa viaja entre hip hop, pop, eletrônica e música latina. E não erra.

(2012) MDNA
Lançado esse ano, o disco possui ainda poucos singles. Considerando que a variedade das músicas dá margem para muitas possibilidades, o estilo todo pode ser quase um estereótipo do pop. Não dá pra fugir muito disso. "Gang Bang" parece contar uma história de guerra só com a batida, e mais uma vez vejo os anos 80 passeando, dessa vez com "Turn Up the Radio", onde até a voz da Madonna parece ter voltado vinte anos. "I Don't Give A" é, assim como a "Dance 2night" no outro disco, a música de parceria que não virou single. Dessa vez temos a Nicki Minaj em vez do Justin. "Love Spent", no entanto, leva o prêmio de música mais inovadora do CD; não sei se imaginei, mas juro ter identificado uma tímida batida de funk na música, o som é batidão demais para ser só pop. Por fim, "Falling Free" tem umas passagens que é quase conto de fadas. Um resgate da onda alternativa de "Frozen" talvez.

A impressão que eu tenho é que o estilo das músicas da Madonna acabam acompanhando não o que está na moda - pelo menos não integralmente (até porque ela lança moda) - mas sim seu estado de espírito, como humor ou o que ela está passando no momento. É claro que há coisas que não dá pra negar, como a pegada eletrônica no início do anos 2000 e a inegável batida mais *lanchonete* do início, mas de qualquer forma acho que a Madonna conseguiu guardar um pouco dela desde o princípio. Prova disso é que conseguimos perceber a coisa anos 80 até agora.

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: você pode ouvir Like a Virgin e saber que - para o caso de você não gostar dessa música - o estilo mudou totalmente. Muita coisa melhorou e acho que a Madonna consegue ser bem versátil nesse sentido. Com tantos CDs, você vai acabar gostando de alguma música.

Infelizmente, com a quantidade de discos, fica complicado fazer uma lista onde só estejam as melhores. Eu achei muita coisa boa e fiquei na dúvida com várias, mas consegui montar algo bem legal. Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 4 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215).
1. Think of Me
2. Stay
3. White Heat
4. Act of Contrition
5. Waiting
6. Survival
7. To Have And Not To Hold
8. I Deserve It
9. Amazing
10. I'm So Stupid
11. Intervention
12. Isaac
13. Spanish Lesson
14. Love Spent

Esse já é o quarto Por dentro do Pop! Clica aqui para ver os outros três com a Katy Perry, Rihanna e Britney Spears. Só falta mais um. Alguém quer chutar quem vai ser a próxima?

sábado, 16 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Britney Spears


Terceiro dia do Por dentro do Pop (agora com mixtape!), vamos lá: dessa vez a gente escolheu a Britney para falar, porque além de já ter lançado sete (pasmem, sete!) discos, é uma das artistas mais heterogêneas que temos por aí. E não estamos falando só da música...  Diferentemente da Rihanna ou da Katy Perry, a Britney é a que mais tenta, a todo custo, continuar sendo referência quando o assunto é música pop, evitando fugir do estilo, mesmo que escorregue de vez em quando. Talvez seja por isso que ela tenta, de certa forma (e não que isso seja ruim, é até válido, às vezes), acompanhar o  conceito de pop que vem mudando por aí. Além disso, depois que você acaba pegando as coisas que mais são destaque nos álbuns, você percebe que a Britney cresceu e definitivamente suas músicas não são mais tão superficiais quanto você poderia pensar. 

Só para ser mais um toque do Por Dentro do Pop, na maioria das vezes, os artistas não cantam o que estão de fato aprovando. Ou cantam, sim, mas acabam dando mais atenção ao que efetivamente vende. É claro que isso pode acabar dando errado - e não vender - mas a grande maioria das canções são postas à prova antes de serem lançadas "você compraria essa música?". No fim, não importa muito quem escreve, e sim quem aprova. A não ser, é claro, que você seja como a Jessie J, que compõe músicas tão boas que ninguém nem é capaz de discordar...

A Britney, como todo mundo sabe, começou com aquele álbum cujo primeiro single *dizem por aí* foi filmado em seu próprio colégio. Assim como a Rihanna, ela tinha apenas 17 anos, e, depois do estouro inicial, foi um álbum atrás do outro, de modo que ela não tirou férias por mais de 3 anos. Esquecendo um pouco seu caso tumultuado com o também cantor Justin Tumberlake, vamos aos sucessos que poderiam ter acontecido se todas as músicas fossem singles:

...Baby One More Time
O primeiro álbum a gente nunca esquece. Na minha opinião, esse é o disco mais linear da Britney, meio aquela onda *não podemos errar*. Como foi lançado em 1999, dá pra ver as músicas mais no estilo do que bombava na época. "I will be there" tem uma onda mais colegial, e em algumas partes consegui identificar um estilo muito similar com "Sometimes", que, na verdade, está no mesmo CD.  "Soda Pop" - sinceramente - parece um pouco música de propaganda de refrigerante - por que será? A que eu achei que tem um estilo mais próprio, e por isso destoa do resto do disco, é "Thinkin' About You", que tem umas batidas que poderiam ser a pré-inovação do que a Britney viria a fazer no futuro. Por fim, tem a "E-Mail My Hear" que é lenta, mas consegue seguir a mesma ideia de todas as outras faixas do álbum. Um clima meio colegial, uma enorme pitada de romance e alguma coisa de - novamente - "Sometimes".

Oops!... I Did It Again
Esse é um dos meus álbuns favoritos da Britne, porque o som muda muito e as músicas diferem umas das outras de um modo positivo. Apesar de ter sido lançado apenas um ano depois de "...Baby one more time", esse disco consegue superar o primeiro em diversos níveis, desde qualidade de música até nas próprias letras, que parecem menos superficiais. "Don't go knockin on my door" é, apesar de ser bem Britney, uma música com mais personalidade. A harmonia do som é muito boa, e se você ouvir, vai ficar curioso pra escutar as demais. Outra ótima que eu não entendo como não virou single é "Can't Make You Love Me", porque é exatamente o tipo de coisa que estava vendendo na época. Foi nesse disco que Britney também se lançou como compositora, já que ajudou a escrever "Dear Diary", que, na minha opinião, é a faixa que mais tem a ver com o CD anterior e parece meio perdida no meio das outras mais 'maduras'.

Britney
Quando você vai olhando assim os álbuns, dá pra ver nitidamente o crescimento e a evolução não só do artista como das canções que ele se propõe a cantar. E isso tudo em apenas três anos, a Britney lançou um disco atrás do outro. Nesse, na verdade, o que é curioso é o fato de que são 12 faixas e apenas 4 delas não são singles. Eu gostei bastante da "Lonely", parece meio do caminho entre batidão e danceteria. E a voz da Britney está mais próxima de hoje em dia.  "Cinderella" é uma das melhores, também entra no grupo de não-sei-por-que-não-virou-single. "Let me be" consegue juntar, ao mesmo tempo, a coisa das lentinhas com as letras de personalidade, sem deixar de fora um som bem criativo. Parece um grito feminista sem ser superficial. Por último, a música com a melhor introdução de todas é "Bombastic Love". Confesso que me surpreendi quando ouvi.

In the Zone
Foi o álbum pós-término com o também cantor Justin Timberlake, e, por curiosidade, foi um dos que mais demorou pra ser lançado. Britney avisou que tiraria férias de seis meses, mas acabou que demorou três anos para lançar algo novo. "(I Got That) Boom Boom" com participação de Ying Yang Twins, é a música com a pegada mais hiphop que já ouvi da Britney. O CD, no geral, conta com alguma coisa do estilo, mesmo que minimamente. "The Hook Up" segue a mesma linha e pra mim é que mais conseguiu chegar "lá". "Breathe on Me", e "Early Mornin", no entanto, parecem um pouco indefinidas. É como se o álbum estivesse perdido em gênero. O disco todo meio que flutua em algum tipo de limbo entre rap, múscia alternativa e um pop meio pancadão. A música que mais explicita isso é "Touch of My Hand", que tem toda a pegada alternativa sem se desviar do pop que é a proposta inicial. "Brave New Girl", por fim, é a música mais destoante do CD. Tem a coisa meio colegial que foi o primeiro disco, mas ainda sim é moderninha demais para se dizer que está no álbum errado. 

Blackout
Eu percebi que não esperava quase nada desse disco porque foi o que veio logo depois da crise toda da Britney (aquela coisa de perder a guarda dos filhos e raspar a cabeça com direito a guarda-chuva na porta do carro dos fotógrafos...). Dois anos depois de seu lançamento, no entanto, o disco recebeu o título de quinto melhor álbum da década*. Novamente, como aconteceu com o "Britney", são 12 faixas e apenas quatro não viraram singles. De um modo geral, o CD todo tem uma pegada meio eletrônica que lembra videogame, e achei isso genial. Um exemplo é a música "Heaven on Earth", que tem uma introdução bem nesse estilo. Outra que é bem por aí também é a "Freakshow", embora eu prefira a "Heaven on Earth". "Toy Soldier", por outro lado, me lembra um pouco party hard. É tão inovadora que não vejo como ela também não lançou essa música como single. Aliás, considero essa bem melhor do que "Radar", por exemplo, que é do mesmo CD e recebeu muito mais destaque. E, por incrível que pareça, depois de escutar "Hot as Ice", descobri que nunca ouvi a voz da Britney antes,  porque depois que a música acaba, a sensação que se tem é que s instrumentos sempre se sobrepõem ao som da voz dela, pelo menos no restante das músicas. 
*Pra você ver como as coisas surpreendem. 
Circus
É, infelizmente, um dos álbuns que eu menos gosto. Assim como In The Zone, dá a sensação de estilo perdido. Embora você consiga entender que há uma harmonia entre as canções, quase como uma linearidade, isso não ajuda a deslanchar o disco. Uma canção que eu curti bastante, no entanto , foi "Shattered Glass", embora haja uma parte em que você meio que fica esperando que a música tenha travado, porque há repetições. "Kill the Lights", por outro lado, parece contar uma história de suspense, o que é reforçado pela batida meio agressiva de fundo - que é muito boa, inclusive.

Femme Fatale 
Sendo o último disco lançado pela Britney, e pela quantidade de singles que ela já soltou por aí só em 2011, não acredito que ela venha a dar mais atenção a nenhuma das músicas que não foram destaque - pelo menos não desse disco. No entanto, "Gasoline" que não tem nada a ver com música do Daddy Yankee  é bem interessante, e, por mais louco que possa parecer, a introdução de "How I Roll"me lembrou o filme Fame, cujas músicas você pode conferir neste link aqui. E para quem achava que a Britney nunca mais faria uma parceira que valesse tanto a pena quanto a que ela fez com a Madonna, "Big Fat Bass" está aí para provar o contrário. Com participação do Wiil.I.Am, a música tem uma onda extremamente familiar, que faz você se perguntar se já ouviu antes, quem sabe, né. 

O que mais me fez ficar impressionada com esse Por dentro do Pop é que os artistas - principalmente a Britney - mudam muito de um disco pro outro. É claro que com o passar dos anos, o público acaba se modificando, mas os singles às vezes diferem do restante do álbum de tal forma que acaba atendendo a todos os gostos. Quem não gostou do single, curtiu as outras músicas, e vice-e-versa.

Além disso, dá pra perceber claramente o estilo de música que se modificou quando você diz "Britney Spears". Antes era aquela coisa mais filme adolescente, sem qualquer passo para fora dos trilhos, e agora o que ela mais faz é inovar. Desde hiphop até músicas mais discotecas, passando pelas alternativas e meio fundo musical de videogame de ação.

Não dava pra juntar todas, porque eu indiquei muitas, mas consegui fazer uma lista com as que mais merecem destaque. Como no mixtape do Por dentro do Pop 2, a senha desse é o nome do tumblr onde está (viktor215). É só clicar aqui e a listagem segue abaixo. 
1. I will be there
2. Don't go knockin on my door
3. Can't make you love me
4. Cinderella
5. Let me be
6. Bombastic Love
7. (I got that) Boom Boom
8. Toy Soldier
9. Hot is Ice
10. Kill the Lights
11. How I Roll
12. Big Fat Bass

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Rihanna


Segundo dia do Por dentro do Pop (agora com mixtape!), vamos lá: 1) Há um tempo eu vi em algum lugar que a Rihanna disse algo tipo "Eu uso o meu cabelo de acordo com o que eu estou me sentindo", o que não é muito diferente do que acontece sobre as músicas dela (mas em vez do "estou me sentindo", é de acordo com o que está na moda). Entre as artistas que vamos falar no Por dentro do Pop ela é provavelmente a que mais varia no próprio estilo pop/hip hop. 2) Outra coisa interessante é que mesmo que ela seja famosa há bastante tempo ela não chegou a exatamente um status de "diva", apesar de já ter tanta música famosa que conquistou pelo menos a credibilidade. 3) E, só para terminar, foi ela que inspirou o Por dentro do Pop, porque eu vejo muita gente julgar a Rihanna por músicas tipo "We Found Love" (que, só para constar, eu não aguentei ouvir inteira uma vez até hoje) enquanto tem outras coisas bem legais enterradas nos álbuns dela. 

Acho que antes de realmente começar eu devo lembrar umas coisas. Primeiro que é legal lembrar que quando você fala de música de artistas assim você não está falando só "a música da Rihanna" ou "a música da Britney", existe muita gente (alguns dos melhores)* por trás da maioria desses artistas. "Do It Like A Dude", da Jessie J, foi originalmente escrita para ser da Rihanna (mas aí a Jessie J gostou e quis ficar, é o que contam). A outra coisa é que o Por dentro do Pop é pra mostrar o que as pessoas não escutam e elas fazem de melhor que os singles.
*Aliás, muitos deles fazem música tanto com a Rihanna quanto a Britney ou Katy Perry (ou ...). 

A Rihanna começou relativamente cedo, o primeiro álbum foi lançado quando ela tinha 17 anos e já tem algumas das principais músicas da carreira dela. Desde 2005 ela praticamente tem lançado um álbum por ano e se deixar lança um single por mês (na verdade, é praticamente 1 a cada dois meses). O que sobra para gente falar? 

Music of the Sun
É o primeiro álbum que é uma mistura latino-reggae-beyonce e hip hop da época. Talvez você lembre de "Pon de Replay" (se você joga Dance Central, com certeza lembra). Mas não é de single que eu vou falar. Se você gosta daquele Hip Hop época do Eminem ou para "Crazy In Love" da Beyonce, é nesse álbum que você vai. "La That la, La"* e "Let Me", são legais. Talvez "The Last Time". As outras são estilo filme antigo de praia que passa na Globo de tarde. 
*Essas duas são realmente muito boas, o Justin Timberlake ficaria com inveja. 

A Girl like Me
Desse eu adorava SOS (é um tipo de música que eu gosto e não gosto ao mesmo tempo), mas realmente não foi o melhor momento da Rihanna (mas eu tenho certeza de que serviu como bases para outras mais tarde, como "Te Amo"). O mais legal desse álbum foi me divertir vendo que tinham 4 que começavam praticamente do mesmo modo no estilo reggae (duas delas com bateria antes). No máximo, "We Ride" e "Kisses Don't Lie". Se você gosta de reggae, do estilo Sean Paul e de zouk, pode aproveitar.


Good Girl Gone Bad
Uma coisa legal sobre esse álbum: tem 7 singles, mas tem 16 músicas. É aqui que as coisas começam a ficar "sérias" (e é a ponte para o meu álbum preferido, Rated R). Good Girl Gone Bad é o álbum de "Umbrella", que foi lançada em março de 2007 e pelo menos até "Disturbia", o sexto single lançado em julho de 2008, ainda era tocada em todo lado. Ouvindo agora as que não são single, ficaria com "Breakin' Dishes" pela força da música e "Good Girl Gone Bad" porque apesar do clichê violão-batidão ela canta de um jeito diferente às vezes. 

Rated R
Esse só fez 5 singles e junto com o Loud deve ter sido o que eu mais ouvi. Acho que é porque esse é o mais dark-viajante de todos e tem uma pegada rock (tem até participação do Slash, mas não vai achar que Rihanna virou Guns N' Roses), mas ao mesmo tempo é a aproximação dela para o lado eletrônico do pop. Eu indico esse inteiro, se fosse para tirar alguma seria "Stupid In Love". Talvez como principal não-single eu indicaria "Fire Bomb". "Mad House" só tem um minuto, mas vou colocar aqui também. Só para lembrar, esse é o álbum de "Rude Boy" (Dance Central também...). 

Loud
Eu percebi que escutava o Loud e o Rated R junto (joga as músicas e escuta tudo...), mas nesse a relação é mais amor/ódio. Tem algumas tipo "Man Down", que eu nem aguentei, enquanto gosto bastante de "Cheers (Drink To That)". Esse é o álbum de "Only Girl (In The World)", "S&M" e "What's My Name". Se você tirar os singles (que nem todos são tão ruins assim), você fica com umas três músicas. Pelo menos "Complicated" merece bastante destaque. Para os interessados: há a "Love The Way You Lie (Part II)" também. 

Talk That Talk
Aqui é a Rihanna abusando nos dubstep da vida (tá, nem tanto) e indo para o lado party hard da força. Foi uma surpresa descobrir que o álbum até agora tem 5 singles (!), aqui no Brasil passaram de "We Found Love" para "What Have You Been", porque demora tanto para colocar nas rádios e fica tanto tempo tocando a mesma coisa que não dá tempo da mídia acompanhar a quantidade de single que ela lança. "You da One" é muito melhor do que "We Found Love"... Como ainda não tive tempo de ouvir muito bem, vou indicar três músicas que chamaram atenção. "Drunk On Love", que é bem do tipo repete tudo, mas foi a que me chamou atenção nas vezes que eu ouvi; "Fool In Love" que no início não chamou atenção, mas tem uma força e é daquelas que você fala "Gente, que música ótima" na surpresa do momento (sério, escute inteira); e "All We Want Love", que o meu irmão disse ser a preferida dele. Segundo ele, quando ouviu o álbum na primeira vez achou horrível, mas agora escuta todas. 


Não sei o que aconteceu, a primeira vez que eu ouvi o álbum eu tive a impressão de que tinham feito trechos de música e colocado no repeat até dar uns 3 minutos. Agora depois dessa "tour" no mundo da Rihanna parece bem diferente. O Talk That Talk consegue misturar bem tudo o que ela fez até aqui e dá pra ver que provavelmente a única coisa que não muda ao longo dos álbuns é uma caída para o zouk. 

O legal é que mostra bem o que eu quis dizer com o Por dentro do Pop: você escuta "We Found Love" ou "Where Have You Been" e só falta a luz do seu quarto piscar, entrar um monte de gente dançando... O que tem a ver com as músicas da moda agora, mas por dentro do álbum é outra coisa que você encontra. 

Juntei todas as indicadas. Seria um álbum meio heterogêneo, mas vale a pena até para ver a mudança durante o tempo. Acho que 13 é um bom número, a Taylor Swift provavelmente concordaria. Você pode pegar a mixtape do Por dentro do Pop 2 aqui, a senha do arquivo é o nome desse tumblr (viktor215).
1. La That la, La
2. Let Me
3. The Last Time
4. We Ride
5. Kisses Don't Lie
6. Breakin' Dishes
7. Good Girl Gone Bad
8. Fire Bomb
9. Mad House
10. Complicated
11. Drunk On Love
12. Fool In Love
13. All We Want Love

sábado, 2 de junho de 2012

Por dentro do Pop: Katy Perry


Praticamente todo mundo conhece os artistas pop, mas quantos conhecem alguma coisa além dos singles? Isso foi mais ou menos o que eu me perguntei depois de tanto ver falarem da Rihanna. É porque, às vezes, atrás desses "na na na" dos singles, nas profundezas dos cds, há algo diferente que pode valer a pena ouvir. MAS os seus problemas acabaram. Se preparem para o primeiro dia: Katy Perry. 

Hoje em dia é até estranho comparar a Katy Perry com o que ela era no início. Vocês podem estar por aí no "This is a part of me...", mas lembram que ela começou como a "garota que beijava uma garota"? Na verdade, o início foi com "Ur So Gay" (urso gay aqui no Brasil -n), mas ela só realmente disparou com "I Kissed A Gil" e toda a polêmica da música. A mudança do "One of the Boys" para o "Teenage Dream" é expressiva, mas praticamente só nos singles, o que muita gente não sabe. 

A Katy Perry, sendo a com menos álbuns (só dois!) das que vamos tratar aqui, é a que tem menos variação e menos "eu não sabia que era assim!". De qualquer forma, ficar ouvindo "Part Of Me" para sempre é uma pena quando tem outras tão boas como "Mannequin" e "Hummingbird Heartbeat". 

One of the Boys

Esse é o meu preferido, as músicas foram realmente feitas para marcar com o estilo dela. Muito mais um pop meio antigo renovado que pode ser tocado todo por uma banda, sem precisar das atuais apresentações tipo Britney/Beyonce. 

Escute: "If You Can Afford Me", que tem até um fundo que faz lembrar a bandas estilo One Night Only. "Mannequin", que eu não sei por que você ainda não ouviu. "One of the Boys", que é a com mesmo nome do álbum. Sério, ninguém pode falar da Katy Perry sem ouvir essas músicas. 

O mesmo álbum ainda tem outras que de tão escondidas parecem até raridade, como "Lost", "Self Inflicted", "I'm Still Breathing" e "Fingerprints". 

As letras no One of the Boys também são ótimas e mostram esse lado feminino/divertido da Katy Perry. 

Teenage Dream

Esse ela começou cheia de algodão doce (ou nuvens rosa) com o Snoop Dogg do lado e deixando para trás o lado "garota com uma banda" que eu gostava. Mas provavelmente não dá para ser uma "diva" se não você não agir como uma, né? E com o clipe de "Teenage Dream" duvido que alguém ainda se lembre do "eu beijei uma garota...". Mas não estamos aqui para falar de single!

Escute: Eu tinha dito que o "garota com uma banda" ficou para trás? Não se você ouvir o álbum. "Circle The Drain" é quase rock disfarçado de pop (ou o contrário?), que pode até assustar quem estava no mundo dos sonhos e doces. É uma música forte e com certeza vale a pena em um show (com certeza...). Outra que eu gostei muito foi "Hummingbird Heartbeat", provavelmente a maior ponte com o legado do álbum One of the Boys. Até a letra ("let's pollinate to create a family tree"...) tem umas brincadeiras interessantes. "The One That Got Away" também lembra ao primeiro, né? Mas eles lançaram como single, provavelmente em uma tentativa de recuperar a força do primeiro álbum. Ou provavelmente porque eles lançaram quase o Teenage Dream inteiro. 

A música "Not Like The Movies" é outra que pode surpreender, trazendo um lado bem diferente. É até estranho que a pessoa que canta isso seja a mesma que anda por aí querendo ver peacock alheio. 

No Teenage Dream há algumas outras, como "Who Am I Living For?" e "Pearl", mas que mostram muito mais o lado no pop-comum. 

Teenage Dream Deluxe

Essa versão só tem três músicas novas: "Part Of Me", "Wide Awake" e "Dressin' Up". Eu só quis comentar que todas elas são como single e tem o mesmo valor de um, sem mostrar qualquer outra coisa interessante. A questão agora fica: será que o próximo álbum virá mais dessas ou ela vai trabalhar em algo novo? Não perca a alma, Katy... 

Extras

>>>Vale a pena dar uma lida nos comentários desse post, o do Pedro, por exemplo, até completa o post. E se quiserem fazer a própria contribuição, nós vamos adorar. :)

>>>Sabia que ela já foi até cantora gospel? Pois é, como as coisas mudam...

>>>Ela também já fez muito covers, não no estilo "fiquei famosa no youtube", mas depois de ficar famosa mesmo. Tem um de "Black & Gold" que é ótimo, mas o meu preferido é de "Use Your Love".

>>>Ela começou como Katy Hudson (a época gospel) e tem até álbum lançado.

>>>Também há um álbum em colaboração com o The Matrix. Eu já ouvi tanto esse quando o dela como Katy Hudson, apesar de algumas músicas do The Matrix ainda estarem aqui, eu diria que ela ficou melhor como Katy Perry. 


Vale a pena conhecer porque, pode até não parecer, mas o sucesso não é à toa. A gente pode encontrar muito o que aproveitar no submundo do pop. Eu normalmente mal escuto singles (menos da Katy Perry, ela é provavelmente a que eu mais escuto), mas gosto de muitas das outras músicas dessas cantoras.