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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Três livros sobre... criaturas sobrenaturais


Hoje 'Três livros sobre...'* vamos comemorar o Halloween em grande de estilo! Vamos indicar livros sobre três criaturas sobrenaturais: esqueletos, fantasmas e vampiros. O melhor de tudo é que não é nem aquele terror pesado (disso eu não passo nem perto!), então qualquer um pode aproveitar.
*Essa é uma coluna da Iris Figueiredo no Literalmente Falando, chamada 'Três livros sobre...', que nós estamos usando aqui no blog. O primeiro foi Três livros sobre... amor, feito por todos da equipe.


Se me perguntarem qual é a minha série de livros com elementos sobrenaturais favorita, minha resposta será “Sr. Ardiloso Cortês” sem nem pensar duas vezes. Um esqueleto vivo de centenas de anos e que nunca sai da moda ensinando pra uma menina de 12 anos sobre o mundo da magia? AWESOME.

A história como um todo é um tanto quanto complexa para ser explicada num comentário curto, mas resumindo bastante, o livro conta a história de Stephenie Edgley, uma menina que leva uma vida tediosamente normal até o dia em que conhece Ardiloso Cortês, o esqueleto que ilustra a capa. Nesse momento ela descobre que há diante de seus olhos um submundo de magia que ela não fazia ideia da existência. Junto com Ardiloso, Stephenie passa a *locutor dos comerciais da Sessão da Tarde mode on* viver altas aventuras para derrotar os vilões do mundo mágico. *locutor dos comerciais da Sessão da Tarde mode off*

A série, que tem sete volumes lançados lá fora e apenas quatro no Brasil, é realmente muito boa. Os livros têm um ritmo agradável que conseguem de prender e fazem você ler tudo rapidamente. Na minha opinião, o ponto alto da série é o humor. O Derek Landy tem umas sacadas geniais, fazendo com que o Ardiloso seja um dos melhores personagens que já vi e com que os diálogos do livro sejam ótimos.

A história é divertida e leve, mas ao mesmo consegue ter um tom mais sério. O interessante é que a Stephenie tem 12 anos no primeiro livro e a cada livro se passa um ano, permitindo a gente acompanhar o crescimento da personagens com todas as questões/fases por quais ela passa.

Skulduggery Pleasant (título original) é uma série que eu recomendo bastante quando você está procurando algo para distrair e se divertir, é uma boa pedida para fugir de livros mais pesados e com qualidade.

-Paulo Vaughan


Escolhi A Mediadora porque é uma série da Meg Cabot, uma autora já mais do que consagrada e que eu amo incondicionalmente. Na verdade, acho que essa série em específico é um dos maiores acertos dela, e se você ainda não conhece, essa é a sua chance de começar. Tem humor, romance e... pitada sobrenatural de terror (?).

Mas sobre o que é A Mediadora? É sobre Suzannah, uma menina que se muda com a mãe para a Califórnia, onde passa a morar com o novo padrasto e seus 3 meios irmãos. Mas, na verdade, não é esse o problema. Acontece que Suzannah tem um dom: ela vê gente morta. *uuu* E calma! Nem todos os mortos, apenas aqueles que não conseguem descansar em paz, seja porque não terminaram alguma coisa em vida, ou porque têm um último desejo. Tudo muito fácil - nem tanto - e muito lindo, não fosse o fato de que ela não pode contar a ninguém a sua incrível habilidade - porque vão achar que está falando sozinha. Para piorar, os mortos não a deixam em paz até que ela consiga realizar esse último desejo. O que inclui falar com pessoas estranhas e mentir até o limite para todo mundo sobre onde está, fazendo o que e com quem.

Porém, o ponto chave do livro é Jesse, um fantasma que veio de brinde junto com a casa e a família nova de Suzannah. Para piorar, ele mora no quarto dela (!) e é simplesmente irresistível. Suzannah começa com um papo sobre "o que você quer", mas a relação deles logo vai além disso. Jesse é mais do que um simples fantasminha camarada, é mais do que um problema....

A história é muito boa, e a série quase se parece com um seriado de TV. A cada livro temos um "novo caso" a ser resolvido no mundo dos mortos. Eu ia até mesmo fazer uma CCIndicação a respeito, porque depois dos volumes iniciais, a coisa toda fica ainda melhor. O mais legal é que são livros pequenos, dá pra ler rápido. E hoje em dia já tem em versão pocket vira vira (com dois volumes em um). Vale dar uma chance.

-Igraínne Marques



Quando eu decidi que falaria sobre vampiros, parei e pensei “Se os vampiros pudessem eleger alguém que os representasse, quem seria?”, bom, certamente eles não escolheriam o Lestat, mas se me perguntassem qual foi o autor que conseguiu colocar em palavras a existência – ou a não existência – dessas criaturas de forma mais perfeita com certeza a resposta seria Anne Rice.

“O vampiro Lestat” é o segundo livro da série de crônicas vampirescas de Rice, mas eu não recomendaria o primeiro, “Entrevista com o Vampiro”, nem ao meu pior inimigo. Esse livro é um clássico, daqueles que você lê um pouco por obrigação. No entanto, o personagem principal desse, o Louis, é a rainha do drama, com seus questionamentos infinitos se balançando no canto de salas escuras em posição fetal. É o típico personagem que te dá vontade de entrar no livro, dar uns tabefes na cara e brandir ‘VIRE HOMEM! TOME UMA ATITUDE!’, o que é uma infelicidade, pois ele é essencial para que você entenda o segundo que é, finalmente, “O Vampiro Lestat”.

Depois de você se livrar da crise existencial eterna de Louis, é normal que você tenha um certo preconceito na hora de começá-lo, afinal, é a “autobiografia” de um vampiro que vira estrela do rock... Mas já nas primeiras páginas do livro você esquece completamente disso, de Louis, a rainha do drama, as  salas escuras e o quanto a temática geral da história parece duvidosa.

Você se apaixona por Lestat logo nas primeiras palavras, a visão rica em detalhes que ele lhe oferece da vida e da pós vida é cheia de mistério, sensualidade e romantismo, mesmo com toda as suas ações autodestrutivas e inconsequentes. Esse é talvez o mais interessante do livro: Muito mais do que uma história sobre vampiros bonitinhos, “O vampiro Lestat” oferece uma visão filosófica do mundo e da vida que apenas um ‘morto’ poderia nos proporcionar, apenas alguém que está observando a vida de fora. Em uma época de vampiros que brilham e zumbis apaixonados com um gosto musical estranhamente apurado, essa obra é com certeza um ‘banho de água fria’ na forma de tratar criaturas sobrenaturais.

-Ana Marques


Hoje eu (Dana) estou só no comentário, mas em breve vou ter minha própria indicação sobre zumbis para comemorar o mês dos zumbis. ELES SÃO MEUS, NINGUÉM TOCA! O que eu mais gostei desse post é que trouxe criaturas sobrenaturais que às vezes a gente esquece: esqueletos e fantasmas. São até mais sobrenaturais que zumbis e vampiros (que têm suas variações científicas). Já a parte dos vampiros também achei legal porque normalmente sempre falam de "Entrevista com o Vampiro", é bom ver uma visão de uma pessoa jovem que leu. Só não sou do estilo nazista cultural que não aceita variações das criaturas. HUAHA 

Se gostou do post, clica no +1 do google abaixo e/ou deixa seu comentário! Qual sua criatura sobrenatural preferida?

sábado, 20 de outubro de 2012

Coisas que você precisa saber sobre zumbis - Parte 2


1- Zumbis existem;

2- Tiro na cabeça não mata;

3- Zumbis não são loucos pelo seu cérebro. 

Meu top 3 de coisas que você precisa saber foi feito propositalmente para causar uma reação: CALMA AÍ, QUE HISTÓRIA É ESSA DE ZUMBI NÃO "MORRER" COM TIRO NA CABEÇA? Para os que sentiram ferir o manual de sobrevivência com essa afirmação a boa notícia é que hoje eu vou explicar isso. A notícia ruim...

...é que é muito, muito e muito delicado falar de zumbis. Por que? Porque os zumbis fictícios estão há um século em mutação e ainda continuam mudando. Já tem tanta característica que você pode criar um super-frankenstein de zumbis e alguns até são confundidos com vampiros. 

Previously on... Coisas que você precisa saber sobre zumbis
Zumbis existem. Na parte 1 eu mostrei a origem "folclórica" dos zumbis, como eles surgiram no meio das crenças do Vodu no Haiti. Falei que, se abrir os olhos e tirar a parte mística da história, é bem capaz deles realmente terem existido.

Breaking news: Tudo o que você sabe sobre zumbis pode estar certo. Ou errado. Talvez certo... Provavelmente errado.

Bem, hoje em dia a história já é bem diferente e os zumbis viraram todo tipo de coisa. Alguns comem cérebro, outros nem comem. Alguns até falam, outros mal rastejam. Alguns morrem com um tiro no cérebro, outros a última coisa que você ia querer é explodir a cabeça. Tudo depende do mundo criado e das "regras" estipuladas. Você pode preferir um tipo ou outro, mas não dar uma de nazista (a não ser que tenha bons argumentos - Redação dissertativa, 30 linhas, na minha mesa amanhã -n). 

Eu concordo que há um estereótipo ATUAL de zumbis (aquele que sai da cova, se arrasta devagar por aí, contamina com mordida, é burro como uma porta, morre com tiro na cabeça e come cérebro). Adoro eles, faço piada e me divirto. Mas eles não são os únicos tipos de zumbis existentes, até porque dificilmente você vai ver todas essas características misturadas puramente em uma história. 

Carminha sabe das coisas. Já ouviram falar que ela tava praticando zumbificação haitiana por aí? Não deu certo...

Quando eles saem da cova (são corpos reanimados), eles provavelmente não vão morrer com tiro na cabeça (seria o mesmo que dar tiro na cabeça da cadeira movida por "atividades paranormais", reflita). Quando eles contaminam com mordida, as chances de que o autor seja realista são altas e ele provavelmente não vai ver sentido na fixação só pelo cérebro. Se o zumbi é uma metáfora para pessoas "que não pensam direito", saem da cova e comem cérebro para "pensar", ele provavelmente também vai começar a pensar (e deixar de ser zumbi, mas por alguns segundos vai ser aquele momento estranho em que um zumbi está agindo como uma pessoa normal). 

Eu disse que era complicado falar de zumbis, mas é porque não existe regra. Cada autor cria a própria mitologia zumbi, roubando das ideias de mil outros autores. Os primeiros filmes de zumbi roubavam dos mitos de zumbi no Haiti. A mulher controlada era mais uma marionete na mão do "feiticeiro" do que outra coisa. Nada de pedaço de corpo caindo ou tripa pra fora, nem desespero pra comer o vizinho.

Já os zumbis mais próximos do estereótipo atual apareceram só mais tarde com George Romero, que se inspirou em... vampiros. E não acaba aqui: seguimos com mil variações, tipo filmes do George Romero que os zumbis são inteligente o bastante para segurarem armas e a introdução dos malditos vírus como causa.

HUAHAUH genial. More than just eating brains.

Só pra dar ideia, se for falar de originais os zumbis do estereótipo nem seriam os certos. A gente parava semana passada com o zumbi haitiano feito pra trabalhar de escravo em plantação. E, pra completar, seria negar zumbis de George Romero, Resident Evil e The Walking Dead (só alguns dos exemplos). 

"Given that causes of zombiism have a tendency to stay current with the times (for example, modelling an outbreak after the Ebola or Influenza viruses or Stephen King’s use of technological means) the zombie will continue to mutate as time passes."

BRACE YOURSELVES, MAIS ZUMBIS ESTÃO A CAMINHO!



Eu blablabla Pensando blablabla

Eu levei horas e aprendi muita coisa para escrever esses posts, apenas 4 sextas para um especial sobre zumbis é muito pouco (mas com certeza vou ressuscitar o tema em posts quando você menos esperar. HÁ!). Se você quiser discutir ou indicar algum tema, fique à vontade. Ainda temos mais uma sexta desses CCSextas para aproveitar e ainda estou na dúvida se indico livro/filme/videogame/série/papagaios de zumbis ou se faço uma Parte 3 de coisas que você precisa saber. Até lá eu decido!

Sobre o tema de hoje, quero só dizer que eu achei que valia mostrar esse lado "mutante" dos zumbis porque tem gente que se prende a um tipo e fecha os olhos para o resto (hoje mesmo, antes de escrever, estava conversando com a Ana Marques e os polêmicos zumbis de "Sangue Quente" viraram discussão). Algo que eu sempre digo: aproveita a história pelo que ela é, não pelo que você gostaria que ela fosse, dá para se surpreender.

Se você vier com a história de um zumbi anão voador de uma raça de alienígenas que chegou na Terra e se apaixonou pela vampira-saci inimiga do reino distópico que eles estavam criando - e me falar que isso é bom, eu vou ler. Contando que o autor esteja de acordo com as próprias regras, tudo ótimo.

Coisas que você precisa saber sobre zumbis:

1- Zumbis não existem;

2- Tiro na cabeça mata;

3- Zumbis são loucos pelo seu cérebro.


Use your brain!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Guia de Quadrinhos: Vampire Knight


Mais uma sexta-feira no ar e dessa vez o Guia dos Quadrinhos vai ser sobre um tipo de HQ completamente diferente do que a Dana apresentou na semana passada. Hoje nós vamos conhecer o pouco mais do mundo dos mangás!! Sim, aquelas historinhas escritas de trás para frente (embora não seja lida de baixo para cima, pelo menos não aqui no Brasil)... Mas chega de enrolação! Deixem-me apresentar a vocês o glorioso, estupendo, magnífico.... Vampire Knight!

Eu nem era muito fã de mangás, na verdade - vou confessar um segredo - eu tinha muito preconceito. Daí, um belo dia, uma amiga minha estava lendo esse mangá na sala de aula e eu fiquei encantada com a arte, tudo era tão detalhado... A capa do mangá era linda! E eu tenho aquela queda básica por capas que vocês já sabem. De qualquer forma, depois de muita insistência, resolvi dar uma chance. 

E me apaixonei, GENTCHE! Eu perdi muito tempo da minha vida tendo preconceito com mangá, principalmente porque a imagem que eu tinha antes era de que esse tipo de história tinha conotações... er... um tanto quanto tendenciosas demais, além de extremamente machistas. TUDO BABOSEIRA. Embora haja, é claro, esse tipo de mangá por aí,  ainda assim há mangás superdivertidos e que valem uma conferida.

Pois bem, mas sobre o que é Vampire Knight?  É uma história que se passa em uma instituição de ensino (Colégio Cross) que possui dois turnos de aulas: o da noite (o dos vampiros) e o do dia (humanos). Yuuki, a personagem principal, é a monitora do colégio juntamente com Zero, o garoto de cabelos brancos e piercings na orelha que você pode ver nas imagens acima. Os dois cuidam para que a ordem esteja sempre garantida, já que a proposta da instituição é promover a convivência pacífica entre as duas espécies. Os vampiros nem mesmo são autorizados a tomar sangue humano dentro dos limites da propriedade, eles na verdade se alimentam de pastilhas de sangue.

No entanto, apenas Yuuki e Zero (da turma do dia) sabem da existência dos vampiros, o que faz com que entendam, de certa forma, porque muitos dos humanos idolatram os estudantes da noite por serem tão bonitos e esbeltos. Aliás, até a própria Yuuki idolatra um deles, o claro líder, Kaname Kuran. Essa coisa toda de adorá-lo se deve principalmente porque Yuuki não tem lembrança alguma de antes dos 5 anos de idade, quando foi salva pelo próprio Kaname de um vampiro Classe E (ex-humano que não consegue se controlar e vive à merce dos próprios instintos). Ao ser salva, Yuuki foi levada à instituição, onde foi adotada por um amigo de sua família,  Kaien Kurosu, o diretor do colégio. Com isso, acaba herdando a visão idealista de que vampiros e humanos podem sim viver em paz.


Isso tudo é vastamente criticado por Zero, o melhor de amigo de Yuuki, que diz que nem todos os vampiros são bons e que Yuuki confia demais neles. Zero claramente é um garoto solitário e fechado, e embora conviva com Yuuki há bastante tempo, é evidente que não consegue superar o rancor que sente por qualquer vampiro. Seu passado e o de Yuuki são até mesmo bastante semelhantes, não fosse o fato de que não houve ninguém para salvar Zero quando um vampiro dizimou por completo sua família, deixando-o como único sobrevivente. Uma verdadeira infância manchada. E não! Nada disso é spoiler. 

Mundo dos Mangás
A parte mais legal de ler um mangá são os desenhos. O traço da Matsuri Hino (autora e ilustradora) é tão bonito que parece que a cada página temos uma nova obra de arte. As edições chegam a se superar. Os estudantes do dia com seus uniformes escuros e os estudantes da noite com seu imaculado branco, é como se a Hino quisesse construir algum tipo de ironia. Além disso, a autora sempre deixa ilustrações extras na contra capa., uma mais linda que a outra. Os próprios fanarts são um espetáculo à parte, e às vezes são tão incríveis que se assemelham aos desenhos originais, como a foto principal do post.

Mas, sem dar spoilers, o que posso dizer é que há muita ação, reviravolta e o claro triângulo amoroso que gira em torno de Yuuki, Zero e Kaname. Eu poderia até mesmo falar que muito mangá por aí tem uma história digna de livro (já li alguns da própria Matsuri que seriam incríveis), mas Vampire Knight ganha de todos. Em questão de enredo principalmente, porque quando você acha que não tem mais com o que se surpreender... Tcharan: descobre uma coisa que definitivamente não esperava.

Os mangás de Vampire Knight, diferentemente da maioria, não se torna  repetitivo e não é voltado unicamente para a aventura, ação ou coisa assim. Além do claro romance, tem política, questionamentos internos e até certa crítica social, se você souber analisar. 

Yuuki e seu Yin e Yang
Ao todo, até agora, já foram lançados 86 capítulos, divididos em cerca de 16 exemplares. Aqui no Brasil, parou no volume 13, capítulo 63. Quando comecei a ler, saía um exemplar a cada dois meses, sempre custando uma média de R$ 10,00 cada. Hoje em dia, por já ter quase alcançado a edição japonesa, eles lançam uns dois por ano. É praticamente um sofrimento, mas sempre da pra ler online, porque os capítulos são lançados separadamente, em geral são 5 por edição. 

Onde eu Compro?
Como eu disse, a Panini, responsável pelos lançamentos aqui do Brasil, está segurando os exemplares por conta da aproximação com o original. Embora haja essa demora, até mesmo lá fora está atrasado.  Isso ainda piorou porque o Japão sofreu uma crise com o tsunami de 2011, e mais alguns problemas consequentes ao evento, o que fez com que muita coisa saísse dos trilhos. 

O último volume lançado por aqui saiu em agosto, e se você não se importar com spoilers, pode correr até a banca mais próxima e ainda encontrá-lo por lá. Mas se você não quer pegar o bode andando, pode comprar os exemplares em pacote e a preço de custo nas Bienais do Livro país afora, eles sempre vendem todos os exemplares e alguns volumes - se você não correr - chegam a esgotar.

Não quer esperar a Bienal ou não tem Bienal do Livro perto da sua cidade? Leia online! É de graça e ainda por cima tem o mesmo efeito. Tem em português e inglês até o capítulo 85, aqui e  aqui.

Isso tudo fora as promoções que vira e mexe essas livrarias estão fazendo. Você pode comprar exemplares tranquilamente na Submarino e na Saraiva, por exemplo. Eles não disponibilizam toda hora, mas às vezes eu vejo alguns volumes por R$ 7,90.

E ainda tem os sebos, que às vezes vendem exemplares em ótimo estado também. Vale dar uma procurada, encontrei outros títulos da autora na Estante Virtual.

>>>Anime
Enfim! O sucesso de Vampire Knight foi tão grande que eles fizeram um anime! SIM! Essa é pra você que não sabe ao certo se quer ou não dar uma chance à história.

São duas temporadas, ambas muito bem adaptadas a partir dos mangás, e com aberturas belíssimas*. A primeira temporada vai até o episódio 13, onde há 'a grande descoberta número 1' (tem que dar número porque são tantas....). A segunda temporada, chamada Vampire Knight Guilty, também tem 13 episódios e pode ser contada como do 14 ao 26 (porque começa onde a anterior termina) ou como - novamente - do 1 ao 13. Nessa parte tem a 'grande descoberta número 2'.
*Não veja a entrada da segunda temporada sem antes ter visto a primeira temporada inteira, porque ela contém spoilers.  

Pra você que quer assistir e acha que não existe legendado, pode ver aqui. Tudo bonitinho, todos os episódios com legenda em português e até mesmo a segunda temporada.

Pra finalizar, deixo que vocês deem uma conferida básica na primeira abertura (com legendinha em inglês, embora a qualidade não esteja muito boa).

                         

Conhecia Vampire Knight? Comente! 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

[Resenha] Interligados 2, de Gena Showalter

por Igraínne Marques

- Livro: Aden Stone contra o Reino das Bruxas
- Série Interligados #2 
- Autora: Gena Showalter
- Editora: Universo dos Livros
- Comprar: Extra, Submarino, Saraiva.
- No skoob
- Confira a resenha do primeiro livro aqui.







Mini-crítica:
“Interligados II” é um livro que segue a ideia do primeiro. Como o anterior, temos o quarteto de amigos Aden, Victoria, Mary Ann e Riley lutando contra criaturas sobrenaturais. Afinal de contas, Aden não é um garoto simples: além das vozes/pessoas/almas presas em sua cabeça, ele possui o dom de atrair tudo o que não é humano - motivo pelo qual as almas estão presas. Mas não é só isso, ao que parece, todas as criaturas fantásticas que existem também se sentem atraídas por ele, como se Aden possuísse um campo de energia que puxasse a todos em sua direção. Algumas das criaturas atraídas não ficam exatamente felizes com a situação... E de certa forma, nem mesmo eu fiquei muito feliz. Isso era uma ideia do primeiro livro e embora hajam informações novas a serem acrescentadas nesse segundo volume, senti como se a coisa rodasse um pouco de forma repetitiva.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Interligados 2 (não consigo chamar o livro pelo nome "Aden Stone contra o Reino das Bruxas") possui uma narração rápida, exatamente como o final do primeiro livro: sem muito cuidado, como se a autora tivesse escrito num jorro. De certa forma, eu acho isso muito bom, porque a escrita fica espontânea. Porém, olhando por outro ângulo, parece que foi algo meio descuidado, como se a trama principal não tivesse sido pensada. Mas é claro que foi, dá até pra notar porque esse livro tem muito mais pistas do que vai acontecer do que o anterior. No capítulo 4 você ja tem ideia do que vai rolar no 7 e assim por diante.

Não dá muito pra fazer resenha de sequência sem dar spoiler do primeiro livro, pelo menos eu acho. De qualquer modo, o que dá pra saber - por alto - é que no final do livro anterior, uma das 4 almas presas em Aden conseguiu a liberdade. E agora, diferentemente do que nosso protagonista pensava que fosse acontecer, ele vive com saudades daquela alma. Vive se questionando sobre procurar pelo passado de cada pessoa ainda presa em sua cabeça, porque ele não quer exatamente que elas o abandonem. Afinal, são a única família que Aden teve na vida.

O fator complicador da coisa toda é que a maldição jogada pelas bruxas no livro 1 ainda perdura. Aden precisa comparecer a uma reunião com as feiticeiras no dia e horário marcado, senão ele e seus amigos irão morrer. Simples assim: bater as botas de uma hora pra outra. Elijah, uma das almas que ainda mora na cabeça de Aden - e que tem o dom de prever o futuro - já viu a morte chegando. Mas digamos que o garoto não está exatamente a fim de adiantar o processo da morte, embora saiba que as previsões de Elijah jamais podem ser evitadas. Por isso, ele simplesmente se concentra no encontro das bruxas. Ou não.

Acontece que tem gente mais preocupada com esse encontro do que ele. Mary Ann, por exemplo, a garota que aparentemente tem o poder de neutralizar poderes sobrenaturais, não pensa em outra coisa. Ela é uma menina normal, mora com o pai e tem um relacionamento conflituoso com o lobisomem Riley, outra ponta do quadrado de amizade. Mary Ann está cismada com a sua incapacidade de se defender. Chega a pedir ajuda a Aden, que está constantemente metido em brigas por causa de visitas indesejadas de gente atraída por ele, para ajudá-la a aprender alguns golpes. Por conta dos últimos acontecimentos, Mary Ann é sempre deixada para trás para sua segurança, e ela odeia isso. Odeia tanto que chega a se arriscar para provar que pode se útil de algum modo.

Só que talvez ela realmente possa. Talvez haja mais em Mary Ann do que ela própria e o restante do grupo haviam pensado. E acho que esse é o principal novo ponto do livro. Porque de resto, basicamente, a história se desenvolve em torno das informações já mostradas antes. Bruxas, lobisomens, vampiros...

Vampiros. Como se a vida de Aden já não estivesse suficientemente complicada, ele ainda foi... hm... designado a um cargo bem importante no povo dos sanguessugas. Victoria, a princesa daquele povo e filha do antigo líder, pretende apoiá-lo em quaisquer decisões que ele possa vir a tomar em relação à situação, mas nem todo mundo acha a mesma coisa. Aliás, a maioria discorda. Aden, no entanto, está sempre cansado demais para lidar com isso *agora*. Por que não deixar pra *depois*? Na verdade, ele só está ali porque o amor de sua vida, Victoria, faz parte daquele povo. E embora ele tenha certeza de que ela é uma boa pessoa, pode ser que os vampiros guardem segredos suspeitos demais.

Os três primeiros livros lançados lá fora. O último ainda não foi divulgado.

Mary Ann e Aden são humanos. Eles não cresceram em um mundo com fadas, elfos, duendes, bruxas, lobisomens e vampiros. Quando escolhem um lado da guerra, o fazem simplesmente porque seus amigos/amores estão daquele lado. Isso não significa que esse seja o lado certo a se escolher. Pra completar, Aden não consegue acessar a própria mente, não consegue se lembrar de uma coisa muito importante capaz de gerar todo o clímax do livro - algo que o leitor, por outro lado, não esquece em nenhum momento. Eu cheguei a ficar irritada, tamanha a importância da informação.

Sobre a nota: Eu realmente gostei do livro. Mas como é uma sequência, digamos que eu tinha expectativas maiores. Principalmente porque virei um pouco fã da série. E quando pensei em qual nota dar, não parava de me perguntar por que eu não queria dar 5 conversinhas.

Eu encontrei a resposta. É porque, de um modo geral, pelo menos na maior parte da história, tive a sensação de  que as almas presas na cabeça de Aden foram deixadas de lado. Não totalmente, é claro, até porque há partes em que elas estão em foco, mas... Entenda, o diferencial do livro são exatamente essas almas. Quantos livros com "mentes interligadas" você já leu? E quantos livros de vampiros, lobisomens, elfos e bruxas você já encontrou? Entendem o que quero dizer? Mais do que isso, a série é sobre uma coisa que de início achei que seria o único ponto sobrenatural: as almas presas. Quando eu comecei a ler o primeiro volume, nem sabia que apareceriam criaturas sobrenaturais para enriquecer a história. Não que seja ruim, eu até gostei. Mas parece que a ideia proposta perde um pouco o sentido.

Como nem tudo é exatamente explicado, fico esperando as próximas sequências. Até onde pesquisei, serão 4 livros. Dá tempo de entender cada detalhe até lá.


Classificação:
(4/5 conversinhas)



O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Universo dos Livros! Muito obrigada. 



Até a próxima! ;)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

[Resenha] Sombras da Noite

por ConversaCult

- "Sombras da Noite"
- Dark Shadows (2012)
- Direção: Tim Burton
- Roteiro: Seth Grahame-Smith
- Atores: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Eva Green, Bella Heathcote, Chloë Moretz...
- Comédia /Suspense/ - 14 anos - 113 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 22 de junho de 2012








Mini-crítica: 
Esse é um filme que divide opiniões. Muitas pessoas saem com uma impressão positiva da sala de cinema, muitas saem com uma impressão negativa. Mas todas concordam que o filme poderia ter sido mais. Gostar mesmo do filme depende do quanto você vai apostar (quanto menos, mais fácil) e se você é daquelas pessoas que tende a levar tudo na boa. Uma dica: encare como aquele filme de sessão da tarde que você assiste sem compromisso jogado no sofá com a família. Os nomes estão na ficha acima, mas a partir de agora vamos evitar o máximo citar nomes que possam criar expectativas. 

"Sombras da Noite" é aquele filme muito bom de sessão da tarde, que por causa de suas raízes na série de mesmo nome da década de 70 tem mesmo um clima de filme de aventura com personagens sobrenaturais (fantasmas, vampiros...) da nossa infância. A história se baseia na dor de cotovelo da bruxa Angelique que fica perturbando a família Collins e, principalmente, o Barnabás que é apaixonado por outra. Ela transforma o personagem em vampiro e prende ele embaixo da terra. Depois de séculos, ele se liberta para a revanche. Enquanto o personagem segue seu caminho para levantar os negócios e encarar a bruxa, vai conhecendo os novos integrantes de sua estranha família e precisando se adaptar a outra época.
*Alguém lembra de "Gasparzinho, o Fantasminha Camarada"? Acho que é esse que ele se transforma em garoto para dançar com ela por alguns minutos, eu sentia uma tristeza assistindo. '-' 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Esse filme foi uma questão de conflito para o pessoal do blog. Para vocês terem uma noção, íamos postar a resenha na semana passada, mas as opiniões conflitantes nos fizeram adiar isso. Metade da equipe adorou o filme (ou seja, só a Igra HUAHA), enquanto a outra metade não gostou tanto assim. Queríamos enriquecer o máximo possível nossa opinião e por isso resolvemos montar essa resenha misturada, para demonstrar como às vezes um filme pode gerar uma discussão tão legal e digna de um post... diferente.

Lá em cima está "por ConversaCult" porque é baseada mesmo na opinião de todos nós. Aqui organizando é a Dana e eu busquei um meio termo entre as reações contraditórias da Ana (+Paulo) e Igra. Primeiro, vou colocar um resumo da visão da Ana Luíza, depois o resumo da Igra e, no final, comento a conclusão que eu cheguei depois de uma semana regada a opiniões contraditórias (ou nem tanto, como vamos ver).

>>>Ana Luíza
"Se você ver um cartaz onde tem: Helena Boham Carter e Johnny Depp no elenco o que você pensa? TIM BURTON!!!!
Foi exatamente nessa animação que eu fiquei quando vi o cartaz de "Sombras da Noite". Quando eu vi o trailer pensei que seria mais um dos filmes loucos/incríveis do Tim Burton. Pois bem, quando fui assistir o filme pela primeira vez eu dormi. Quando acabou a sessão eu pensei: "Das duas uma: Ou o filme é ruim o suficiente para não prender o espectador ou eu estava realmente cansada por acordar muito cedo durante a semana". Decidi assistir de novo, mais descansada e em outro cinema. Saí do filme e constatei que foi o pior filme do Tim Burton que eu já tinha visto."

A Ana Luíza ficou decepcionada com o filme a ponto de dizer que tudo estava errado no filme, mas é claro que no final ela diz que não é bem assim. De qualquer forma, ela acredita que isso não é o suficiente para salvar o roteiro que se perdeu no caminho de transformar uma série com quase 2000 episódios em um filme que não tem nem 2 horas. Para ela, o Tim Burton teve algum problema "inexplicável" na execução do roteiro que parecia até bom. Além disso, as melhores partes e a comédia que deveriam salvar o filme estão muito melhores no trailer.

"Acredito que, desta vez Tim Burton se preocupou mais com a estética do filme do que com o roteiro em si. O filme é bem editado, bem dirigido, as atuações são ótimas, os efeitos especiais fantásticos. Mas, no quesito execução de roteiro, Tim Burton pecou muito."

Nota: 2,5 conversinhas

>>>Igra
"Acontece que, quando eu fui assistir a “Sombras da Noite”, as únicas coisas que eu sabia eram: o filme é do Tim Burton; Johnny Depp e Helena Bonhan Carter estão no elenco. Fora isso, minhas suposição não passavam de... suposições. É claro que eu sabia que seria um filme meio sombrio. Por mais que haja algumas pegadas de humor – e ótimas, por sinal, principalmente porque estamos falando de Tim Burton – não dá pra negar que a maior parte do tempo você fica esperando levar um susto. Principalmente por causa da trilha sonora, que é um dos grandes altos do filme.

Particularmente falando, se eu tivesse lido a sinopse antes de ver o filme, não acharia interessante. Mas assistindo, descobrindo a respeito enquanto tudo ia acontecendo – sem eu saber que aconteceria – me fez achar o filme o máximo."

A Igra adorou a trilha sonora do filme e, como a Ana Luíza, da edição, efeitos especiais, atuações... Até se assustou quando perguntaram se ela tinha conseguido gostar do filme, porque tinha gostado. Foi aí que ela começou a se perguntar: "por que o filme é bom? Quero dizer, tudo pode estar perfeito em questão de montagem, cenografia e etc, mas e a história? Acho que isso é o principal, certo?" 

Bem, a conclusão dela foi que ela gostou de ir descobrindo aos poucos; da forma estranha como o romance principal foi desenvolvido; das dúvidas sobre a índole do Barnabás (aliás, todos nós aceitamos se alguém conseguir explicar o que se passa com ele), que ama uma, agarra outra e ainda se aproxima daquela médica, além de "beirar a estupidez" algumas vezes; da "forma genial" como a vilã foi construída cheia de maldade e ao mesmo tempo cômica, que você passa até gostar dela de um jeito estranho; e dos outros personagens no geral que acabam encantando. Ela gostou de como é uma história estranha, mas que no final acaba se encaixando bem como uma boa história de amor. "E de vários tipos, desde o amor meio *diário de uma paixão*, passando pelo maternal e chegando enfim ao estágio crítico do amor doentio, meio obsessão. Como se fossem escalas. E não sei dizer o que sobressai mais."

Nota: 4 conversinhas

Ou seja...


Como eu falei lá na introdução, acho que a maior questão mesmo do filme é a expectativa. Se você espera que seja um dos melhores filmes do ano (e ele entrou tanto no nosso "Vem por aí" do tumblr quanto no "Mais esperados de 2012"), vai descobrir que não é nada daquilo que você imaginava. Mas se você cai de paraquedas no filme e gosta do estilo, vai conseguir aproveitar bastante.

Pessoalmente, eu gostei e não gostei. Foi um filme até legal de ver e eu agradeceria se estivesse passando em um desses momentos de tédio no sofá, mas ele me perturba. Ele poderia ir além e não foi. É como se você abrisse a porta para uma paisagem incrível e não passasse do tapetinho da frente. Os personagens são ótimos na essência, muitos ali poderiam até protagonizar um filme muito bom, mas a gente só vê a sombra deles.

colocando mais um gif, porque eu posso.
Acho que isso é que leva realmente a muita crítica negativa. E não é apenas como "Branca de Neve e o Caçador" que também poderia ter sido melhor e não foi, nesse caso é porque falta coisa nele. Principalmente na parte de desenvolvimento dos personagens. Se você reparar bem, o romance principal praticamente não existe e é "sustentado" por afirmações. Afirmações no maior estilo "não gosto de pipoca" enquanto a cena mostra a pessoa comendo pipoca na boa. Aí "Sombras da Noite" ainda tenta ser uma coisa, depois outra e depois outra... No final, não é nada exatamente, no máximo na boa vontade puxando para um "é sobre as diversas formas de amor" como a Igra fez. Quer dizer, se você não pensar nada, talvez consiga gostar mais.

De todas as pessoas que eu conheço que assistiram o filme, todas ficaram mais para o lado da Ana Luíza, mas acho que é porque todo mundo já tinha uma ideia formada (Afinal, todos já estavam esperando alguma coisa do filme). Eu até gostei de assistir, o problema foi mesmo a sensação de que falta alguma coisa. Daí vai de você querer a) Aproveitar o filme pelo que ele realmente é (ou seja, uma história meio sintetizada apoiada na comédia com cara de superprodução e atores famosos para passar o tempo); b) Se prender às próprias expectativas e comparações com o histórico do Tim Burton; ou c) Chorar pela história não ser tão bem aproveitada/desenolvida. Eu (Dana) estou caindo para o C, porque é a segunda vez esse ano que encontro uma história até parecida, que não é tão bem aproveitada (a outra foi do livro "Imortal" da Gillian Shields).


Sobre a nota: A nota final vai ser 3, um meio termo entre o delas. "Sombras da Noite" fica como um filme passável. A não ser que você seja fanático por Tim Burton ou na onda do filme agora, vai ser até legal assistir. Isso, é claro, com a eterna sensação de "faltou alguma coisa aí" (porque até a Igra, no comentário na íntegra dela que deu umas 3 páginas, mostrou que o filme tropeçou às vezes).

Classificação:
(3/5 conversinhas)