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quinta-feira, 31 de maio de 2012

[Resenha] MIB³ - Homens de Preto 3

por Dana Martins


- Filme: "MIB³ - Homens de Preto 3"
- Men in Black III (2012)
- Direção: Barry Sonnenfeld
- Atores: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Emma Thompson, Jemaine Clement, Bill Hader, Michael Stuhlbarg, Nicole Scherzinger...
- Ação/Ficção científica/Comédia - 10 anos - 106 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros desde 25 de maio de 2012






Mini-crítica: 
Se você já assistiu algum filme de MIB e gostou, vá com a segurança de esse será fiel ao espírito dos outros. "Homens de Preto 3" é um filme bom e que consegue cumprir bem a sua proposta, não vai ser o filme da sua vida, mas vai garantir momentos realmente bons. Dessa vez, um alienígena foi ao passado e alterou a história, deixando nas mãos de J (Will Smith) o dever de voltar no tempo e salvar K (e, consequentemente, o mundo). A comédia, marca registrada de MIB, entrou nos detalhes e não poderia estar melhor.
*Só para evitar confusão: não vá atrás do filme para rir, é mais uma aventura que não tem medo de brincar com os elementos de cada situação. 

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Sinopse
O agente K (Tommy Lee Jones) desaparece e só J (Will Smith) parece lembrar que ele não morreu há muito tempo atrás. Algo foi alterado no passado e J precisa voltar para impedir que isso aconteça e tudo volte ao normal. E o tempo é curto, já que isso tem a ver com um alienígena, ou melhor, uma invasão alienígena. 

Esse era um filme que eu não sentia tanta vontade de ver. Vi o trailer umas mil vezes no cinema e esse negócio de uma organização que mata um bando de seres estranhos e nojentos não me chamava tanta atenção. Além disso, eu não lembro de quase nada dos filmes antigos, praticamente só dos dois personagens principais, daquela "arminha" e daqueles bichinhos do café,  o que não faz muito sentido.


Eu ia aproveitar porque um filme que parece ser no mínimo bom e no IMAX não dá para recusar, mas alguém teve a ideia genial de só colocar o filme dublado no IMAX. Já estava me conformando com a ideia de que não veria quando meu primo apareceu e me arrastou para o cinema. ¯\_( ツ )_/¯

Apesar de ser mais uma história de invasão alienígena, a fórmula MIB muda o cenário e cria algo bem diferente do que vemos nos filmes ultimamente (e mais parecido do que víamos quando... inventaram MIB). Vira uma espécie de 007, com bichos feios e comédia.

Quem já tinha visto o trailer passou a primeira parte esperando encontrar aquele momento em que o K some e o J volta no tempo, porque isso está na sinopse e no trailer. Contudo, não fica um início cansativo por causa dos vários detalhes que tornam a história melhor: a recuperação de elementos dos primeiros filmes, a comédia, a Lady Gaga no meio dos alienígenas no fundo...

Depois que ele volta no tempo fica tudo melhor ainda: esses elementos estão lá, até com uma "participação" do Andy Warhol* (Bill Hader, do Saturday Night Live) e aquilo de mostrar a tecnologia precária do passado, mas  o tempo inteiro você também está se perguntando como é que o J vai resolver a situação. Como nem ele sabe, acaba complicando as coisas e se não fosse pela lógica de que tudo vai dar bem para o mocinho, você ficaria realmente com medo do que poderia acontecer.
*Talvez você não conheça o Andy Warhol, então clique aqui. Entre muitas outras coisas, ele foi o fundador da revista Interview. Lembra das capas que nós selecionamos? 

Seria difícil realmente colocar em palavras cada um dos detalhes que vão criando um filme muito mais do que superficial e criam um final surpreendente. Às vezes, recuperar uma franquia antiga acaba sendo só uma forma de ganhar mais dinheiro usando um nome famoso. Às vezes, pode dar origem a um filme que vale a pena. Não dá nem para reclamar dele (só das coisas nojentas...).

Essa imagem define bem o filme: bom humor nos detalhes.



Viagem no tempo
Uma das coisas legais do filme foi a "viagem no tempo". Parece que em vez de sair do ano em que você está (2012) e voltar para o ano que você quer (digamos que 1997), a viagem do tempo funciona desde o início do mundo até o ano que você quer. As coisas que vão passando são geniais.

O 3d vale a pena?
O 3D do filme não faz tanta diferença, eu só assisti assim porque a sala tem o som melhor (no cinema que eu fui) e porque era o próximo que ia passar. Se você não gosta, não vai ter nenhum problema se assistir do modo normal. O que vale comentar é que tem uma hora ou outra que a imagem sai da tela no estilo 3D de parque de diversões que aquela sua tia vai gostar ("oh, veio na cara"), mas que não é nenhum diferencial.


A nota eu estou realmente em dúvida entre 4 e 5 conversinhas. Gostei mais desse do que de Battleship, que eu dei 4. Até porque eu adoro filme com detalhes e esse é cheio deles enquanto Battleship é completamente vazio. Do mesmo modo, não sei se consigo colocar ao lado de "Os Vingadores", que eu dei 5 e gostei mais. MIB é um filme completo que não desaponta, mas que falta aquilo de "OH, MEU DEUS, VOCÊ JÁ VIU ESSE FILME?!".


Classificação:
(4,5/5 conversinhas)



quinta-feira, 24 de maio de 2012

[Resenha] Battleship - A Batalha dos Mares, filme

por Dana Martins


- Filme: "Battleship - A Batalha dos Mares"
- Battleship (2012)
- Baseado no jogo Batalha Naval
- Direção: Peter Berg
- Atores: Taylor Kitsch, Alexander Skarsgård, Rihanna, Brooklyn Decker, Gregory D. Gadson, Tadanobu Asano, Liam Neeson...
- Ação/Ficção científica - 10 anos - 135 min. - Trailer
- Nos cinemas brasileiros a partir de 11 de maio de 2012






Mini-crítica: 
Se você estava com medo de eles terem ficado só nos efeitos especiais ou que seja o "filme da Rihanna", como usam para divulgar, não precisa disso. Acho que o maior problema do filme é divulgação errada e um certo esgotamento desse tipo de história. Fora isso, pode ser até muito bom. Misturando estratégia com efeitos especiais, "Battleship" conta a história de um grupo de pessoas que ficaram presas dentro de um campo de força criado pelos alienígenas e precisam, sozinhos, entender o que está acontecendo e lutar contra os invasores. O filme acaba centrando em Alex Hopper (Taylor Kitsch) que se encontra como herói, enquanto sua namorada, Samantha Shane (Brooklyn Decker), está em terra e acaba tendo que se virar dentro do campo de força também.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Eu acho que não conseguiria colocar em palavras o quanto eu tinha preconceito com esse filme e achava que ia ser ruim. Lembra na resenha de "Os Vingadores" que eu falei que poderia ser muito ruim? Então, eu imaginava "Battleship" como a concretização desse ruim, sem superheróis e ainda com a Rihanna.

Para quem não tem nem ideia do que a história, vou explicar: John Carter ainda na Terra Taylor Kitsch* aproveita a vida boa até que seu irmão certinho Alexander Sedução Skarsgård decide dar um jeito no menino e obriga ele a entrar na marinha. Mesmo um tempo depois, ele continua desleixado e, só para piorar, está quase noivo da filha de um chefão da marinha. Justamente quando está para ser expulso por seu mau comportamento, alienígenas invadem o nosso planeta.

Esses alienígenas caem no mar e criam uma espécie de campo de força em volta, então o navio do John Carter e mais alguns ficam presos ali sem ninguém saber o que está acontecendo e o que é aquilo. Acaba sobrando para eles, sozinhos, descobrirem tudo e lutarem contrar os inimigos.

A partir disso, você pode imaginar o que acontece, o personagem evoluindo, salvando o dia e mais uma série de clichês.
*Aqui na resenha vou chamar o Taylor Kitsch, personagem principal, de John Carter. 

A questão é que o filme acaba se desenvolvendo em certos detalhes que fazem valer a pena e ficar acima da média entre os filmes do estilo. Pode perguntar para qualquer um que goste de filme com explosões e ação, a resposta vai ser "muito bom!".

Isso é porque o filme já parte de uma ideia diferente: é baseado no jogo Batalha Naval.

Sim, o jogo antigo

A transformação de algo que seria só "booom" (aka efeitos especiais de filmes de ação) em alguma estratégia mudou um pouco o cenário negativo do filme. Quando chega na hora da luta, tem muito aquilo de "nós somos os caras" e efeitos especiais, mas também tem bastante de: "Como é que nós vamos lutar contra esses seres que nós não conhecemos?"

Outro ponto positivo é que o filme é centrado em um momento, a batalha toda acontece no mesmo dia e praticamente no mesmo lugar. Por exemplo, em filmes como "2012" os personagens quase cruzam o mundo e enfrentam cenários de dia, de noite, se separam, se reencontram... Isso acaba sendo um ponto positivo porque evita uma possível enrolação, além de que acaba sendo um diferencial.

A própria Rihanna* não foi tão ruim quanto eu imaginava. Achei que ela ia ficar com a mesma cara de "oh, eu sou a Rihanna e sou A garota da marinha", porque no trailer é essa a impressão. Acaba que no filme conseguem utilizar bem o personagem dela.
*do jeito que eu falo parece até que eu não gosto da Rihanna, mas é que não consigo levar muito a sério quando colocam uma pessoa famosa nada a ver em um filme que já tem tudo para ser feito de qualquer jeito se apoiando nos efeitos especiais.

Além disso, o filme utiliza a garota que o John Carter gosta, a Samantha Shane para balancear a trama. Enquanto todo o resto acontece no mar, ela está caminhando com um homem que perdeu as pernas trabalhando para a marinha. Ele tem todo aquele complexo de "eu não sirvo para mais nada" e ela, como fisioterapeuta, está tentando ajudar. Para o final, o filme consegue balancear batalha no mar vs. situação na ilha de forma muito boa. Até me lembrou ao livro "O Poder dos Seis", que faz isso muito bem.

Eu queria um foto que mostrasse as pernas dele, mas não sei por que praticamente ninguém mostra isso, não achei uma foto, não aparece em trailer... Poderia ser até uma propaganda boa para o filme. De qualquer forma, eu descobri que o ator é da marinha mesmo e realmente não tem as pernas, olha aqui ele com as pernas mecânicas.

Só mais uma coisa que eu acho importante dizer, porque é até isso que firma o filme como realmente bom, é que eles conseguem trabalhar com a emoção das pessoas. Dá até para ficar arrepiado no meio de toda a guerra.

Ponto negativo (a não ser que você seja a mãe mentecapta de um americanozinho, ou um americano patriota):  O que eu realmente não gostei no filme é a visão extremamente fechada e no estilo "educativa", para fazer a cabeça do pessoal. Tem a supervalorização da marinha, o John Carter é o exemplo para aquele cara desempregado que não ajuda em nada ao país e vai entrar para marinha, o cuidado com os aleijados e os vovôs é pra reforçar a autoestima e por aí vai. Isso é até importante, mas eu gosto de sonhar que as pessoas poderiam usar o próprio cérebro. Para piorar, eles ainda trabalham construindo a visão da China como vilã.
E você achando que propaganda para manipulação era só nos livros de Jogos Vorazes ou o Hitler que fazia...

No geral, o filme consegue ser bom dentro do próprio estilo. Não é tão ruim quanto poderia ser, mas a não ser que você tenha 6 anos não será o filme da sua vida. É daqueles que você junta os amigos para ir ao cinema ou, quando tiver dvd, coloca na sala com a "galera" para assistir com som alto e se divertir.

Algumas referências: É do estilo de G.I. Joe ou um Transformers da vida. De algum modo, me faz lembrar de "Cavalo de Guerra", porque ambos acabam sendo aquele filme de família, com a diferença de que "Cavalo de Guerra" é mais para o drama (ah, e de que "Battleship" não tem o Tom Hiddleston, infelizmente).

Extras: Titanic
O filme trouxe duas coisas que me lembraram bastante ao último Sherlock Holmes. A primeira foi o uso de referências sem ficar na cara que é referência, como eles brincam com o filme Titanic em uma das vezes que o barco está afundando. Aí você me diz: "Mas se fosse Titanic seria a Rose e o Jack, não o John Carter e o..." Exatamente. Isso nos leva à segunda coisa: o bromance entre esses dois personagens. Tem até uma hora no filme que alguém diz "oh, vocês formam um lindo casal". Eles provavelmente acharam que valia a pena dar um incentivo nisso...


Quatro conversinhas porque não é O filme, mas pode divertir e arrepiar o suficiente por algum tempo e, tirando o ponto negativo citado, não tem nenhum grande problema. Se eu indico "Battleship"? Com certeza, se você estiver procurando esse tipo de filme.

Classificação:
(4/5 conversinhas)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Apocalypse Tomorrow!", calendário 2012


Quem é viciado em 9GAG com certeza já viu essas imagens, mas eu gostei tanto que não poderia passar em branco. O russo Andrew Tarusov se inspirou 140% nas histórias de que o mundo vai acabar em 2012 e fez um calendário especialmente para esse ano. Cada mês é um modo diferente do mundo acabar. No meu aniversário é invasão alienígena! Melhor do que isso só se eu pegasse apocalipse zumbi. E no seu?



*É claro que tem todo o lado sexual e exploração da imagem da mulher, mas eu continuo achando bonito e as brincadeiras que acabam acontecendo (veja "Rise of The Machines") só tornam mais interessante. 















Tem outras ilustrações muito boas no blog do Andrew Tarusov, que você pode conferir aqui.

obs: Já viu o último dia do ano?