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terça-feira, 27 de março de 2012

Análise de letras: The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond


O texto de hoje foi feito pela Elilyan Andrade (muito obrigada!). Ela estava falando pelo twitter comigo (Dana) que as letras do cd "The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond" tinham tudo a ver com o livro e que dava para fazer uma análise. Então, propus que ela fizesse e aqui está. Ótimo para quem não reparou e quer ficar procurando os "segredos" nas letras. Espero que vocês também gostem. :)

Atenção: Esse texto é cheio de spoilers. Se você nunca leu ou assistiu Jogos Vorazes não leia esse texto.

Jogos Vorazes é uma “saga” incomum. Primeiramente o termo saga é rejeitado pelos fãs. Segundo, os livros são aclamados tanta pela crítica e público, diferentemente do que ocorre com outras sagas literárias  populares como Crepúsculo e Harry Potter (sim, a crítica especializada esnoba HP). E terceiro, o filme possui DUAS trilhas sonoras. Uma instrumental (é aquela que você irá ouvir ao longo dos 142 minutos de filme) e outra com 16 artistas convidados.

É justamente "The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond" a trilha sonora que tem maior relação com os livros, sim, porque é impossível não lembrar do primeiro capítulo de “A Esperança” quando Taylor Swift canta os versos “Don’t you dare look out your window/ Darling everything’ on fire” (Não se atreva a olhar pela janela/ Querido tudo está pegando fogo), ou seja, não é apenas a história de The Hunger Games que é cantada por artistas dos mais variados estilos músicas. Apesar de ter nomes como Maroon 5, Kid Cuti e Arcade Fire; o cd é uma bela compilação de músicas com pegada country e folk.

Abraham’s Daughter by Arcade Fire, conta a história do sacrifício de Isaac, filho de Abraão, só que diferentemente da história bíblica aqui alguém se impõe contra o ato: “Abraham’s daughter raised her bow” (Filha de Abraão levantou seu arco). De certa forma esse verso está interligado ao ato de Katniss se oferecer como tributo no lugar de Prim: -Eu me ofereço! - digo eu arquejando. - Eu me ofereço como tributo! - Jogos Vorazes, pág. 29.

Come Away To The Water by Maroon 5, talvez seja uma das mais crueis músicas do cd com seus versos irônicos como: “Come away little lamb/ Come away to the slaughter” (Venha cordeirinho/Venha para o abate) e Como away to the water/ To the ones that are waiting only for you (Venha para a água/ Para os que estão esperando apenas por você) que remetem ao momento de quase morte por desidratação de Katniss: O medo que sinto do bando dos Carreiristas nem se compara à sede que me queima a garganta... Com a escassez de água, talvez eles tenham até retornado ao lago par ase reabastecer. Talvez esse seja o único destino para mim também. - Jogos Vorazes, pág 183. *Comentário extra/Dana: Ainda pode significar o lago da arena. Os riachos são drenados para atrair os tributos para a batalha final do 74º Jogos Vorazes, em frente ao lago. Então a água acaba sendo sempre um meio de "atrair". 

Glen Hansard, que fez a música, explicando a sua inspiração:

*ele está na trilha sonora com a música "Take The Heartland" também.

O título da música Run Daddy Run by Miranda Lambert feat. Pistol Annies não nega a inspiração, Corra Papai Corra, a vida de Katniss é marcada pela presença do pai. “All the song you used to sing to me/ Would rock birds to sleep” (Todas as músicas que você costumava cantar para mim/ abalariam os pássaros para dormir) remete claramente ao fato do pai de Katniss cantar maravilhosamente: ‘- Não! É verdade! E eu disse: “Um trabalhador das minas? Por que ela preferiu um trabalhador das minasse podia ter você?’ E ele disse: ‘Porque quando ele canta... até os passáros param pra ouvir’”. - Jogos Vorazes, pág 322. A reação da família Everden a perda do homem da casa pode ser exemplificada nos versos “Mama's been crying in the kitchen/ Sister's been afraid of the dark./ I've been gathering the pieces of all these shattered hearts” (Mamãe esteve chorando na cozinha/ A irmã está com medo do escuro./ Eu tenho vindo a recolher os pedaços de todos estes corações despedaçados).

Safe & Sound by Taylor Swift feat. The Civil Wars, como já disse anteriormente a música remete não apenas ao primeiro livro, mas a história de Katniss e Peeta como um todo. Os versos “I remember you said Don't/ leave me here alone” (Eu lembro de você dizer não/ me deixe aqui sozinho) traz à memória o momento em que Peeta pede para Katniss ficar com ele na caverna (“- Não - diz ele. - Você não vai arriscar sua vida por mim.” - Jogos Vorazes, pág 293). Já “Just close your eyes/ The sun is going down/ You'll be alright/ No one can hurt you now” lembra-me das noites que Katniss dormiu abraçada com Peeta no livro “Em Chamas” quando estava indo em direção a 75ª Edição dos Jogos Vorazes.


Mas se é uma canção de amor que procura Just a Game by Birdy é sua música. Com uma melodia linda e delicada é impossível não pensar nas páginas finais de Jogos Vorazes quando Katniss e Peeta tem que fingir que estão loucamente apaixonados um pelo outro: “Ele está me beijando e o tempo todo estou pensando, Você sabe? Você sabe o quanto estamos correndo perigo?” - Jogos Vorazes, pág. 383. Mas no caso de Peeta o amor é uma realidade, já Katniss ainda não sabe, como diz a canção, se “Is it just a game?/ I don't know/ To keep you safe from my heart” (É apenas um jogo?/ Eu não sei/ Para mantê-lo seguro do meu coração).

Para finalizar #ficaadica para você que vai ouvir o cd "The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond": “Keep your e-eyes open” (Mantenha seus olhos abertos), pois quando estamos atentos as letras das músicas mais nos envolvemos na história de Jogos Vorazes. Agora para quem acha que falta um pouco de agito no cd confira o mashup "We found love in the Hunger Games".
*e outros no nosso CCTV dedicado a isso.

Elilyan Andrade (@elilyan) é apai­xo­nada por publi­ci­dade, mar­ke­ting digi­tal e mar­ke­ting de moda. Amante da sus­ten­ta­bi­li­dade, eco­lo­gia e lite­ra­tura. Também escreve para os blogs Debate Moda e Um Conteúdo A+.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Iniciação: The Voice

Nesse post: Dinâmica, versões pelo mundo, melhores apresentações e curiosidades.


Aqui no ConversaCult estamos tão animados com a estreia de Jogos Vorazes que parece que só falamos disso. Bem, ainda vamos falar de reality show aqui, mas de um bem diferente. O segundo post de Iniciação (ou seja: tudo o que você precisa saber antes de assistir) está aqui para falar do The Voice. Como o próprio nome já expressa, é um reality show musical dedicado a buscar novos talentos para o mundo da música. Com um formato diferenciado e coaches (treinadores) famosos, eles têm conseguido alcançar esse objetivo*. É quase um "para quem gosta de música" versão reality show. Ah! E foi a Rebeca do Vibrasônico que fez para gente. Obrigada, Rebeca. :)
*a foto, aliás, é dos 4 coaches do The Voice americano. Quais as chances de irem parar na capa da Rolling Stone juntos se não fosse o sucesso do programa?

Antes de tudo, reserve um minuto para assistir a esse vídeo:


Se você gosta de música e de reality shows, com certeza já deve ter assistido alguma vez American Idol ou The X Factor. Provavelmente, assim como eu, já se sentiu muito frustrado ao ver algum participante bom ser rejeitado logo depois de outro participante, não tão bom assim, ser aprovado por ter carisma e uma boa aparência.

Outra coisa que acaba tirando a credibilidade desse tipo de programa é a quantidade de audições com pessoas que, mesmo sem ter talento musical, querem seus 15 minutinhos de fama. Não vou dizer que eu não dou boas risadas dessas figuras, mas já pararam para pensar quantas apresentações de cantores que passam para a segunda fase (e que, eventualmente, podem se tornar importantes na competição) deixam de ser exibidas?

Hoje eu vim aqui para dizer que você, caro irmão, não precisa mais sofrer: 
o The Voice promete solucionar boa parte dos seus problemas

Para começar, vou explicar um pouco a dinâmica do programa. Antes de tudo há a pré-seleção, em que os concorrentes (cantores, grupos, duplas... e de qualquer idade) são escolhidos para a primeira fase da competição, as Blind Auditions. Como o próprio nome sugere, durante as Blind Auditions os coaches (normalmente chamados de jurados em outros realities) ficam sentados em uma cadeira, de costas para o palco, e avaliam os cantores se baseando somente na voz deles. Caso o coach goste do que está ouvindo, deve apertar o botão que faz a cadeira girar para ter o competidor em sua equipe. Quando acontece de mais de um coach apertar o botão, quem escolhe em que equipe deseja estar é o próprio competidor (uma boa revira-volta, não acham?).

Essa maneira de selecionar os músicos durante a primeira etapa por si só já torna o The Voice especial e diferente dos outros realities (além de abrir espaço para muita gente boa que não é bonita ou não tem o chamado "visual comercial"). Ao final das Blind Auditions, os coaches têm uma equipe formada que, depois da segunda fase, deverá ter a metade de componentes. Para isso, durante a Battle Phase, os coaches colocam seus pupilos em pares para se enfrentar, cantando uma mesma música, e selecionam o que eles consideram ter performado melhor. Ainda nessa fase, os componentes restantes da equipe competem entre si novamente, mas dessa vez com voto do público também.

Na fase final do programa, os participantes competem como num reality normal: cantam uma música e são avaliados somente pelo público, até que o vencedor seja escolhido.

Além de ser bem mais justo que os outros programas do gênero, The Voice tem um ar competitivo bem maior. Duvido que, ao assistir, você não acabe escolhendo sua equipe preferida e torça que nem louco. Outro diferencial é que, no decorrer do programa, os concorrentes recebem conselhos e dicas de quem realmente vive o que eles estão buscando. Afinal, quem melhor para ser coach do que cantores que seguem uma rotina de shows, estúdio, entrevistas e tudo mais que a fama e o sucesso podem cobrar?

Versões do The Voice pelo mundo

O The Voice ficou famoso quando estreou nos Estados Unidos em abril de 2011 pela NBC. Sua primeira temporada teve índices tão grandes de audiência que a segunda foi confirmada com apenas 1 mês de exibição. O sucesso não foi uma surpresa tão grande para um programa que, além do formato diferenciado de competição, tem como coaches Adam Levine, Christina Aguilera, Cee Lo Green e Blake Shelton. Ainda mais se levarmos em conta que eles se apresentam juntos pelo menos duas vezes por temporada. Clique aqui para ver os coaches performando "Crazy".

Mas não pense que só as apresentações dos coaches fazem o sucesso da versão americana. Nakia, Beverlly McClellan, Jeff Jenkins, Xenia, Vicci Martinez e Javier Colon são apenas alguns exemplos de participantes que, durante a primeira temporada, empolgaram o público com suas performances. Os americanos gostaram tanto do programa e de seus participantes que a NBC acabou fazendo uma turnê pelo país inteiro com os cantores do The Voice (depois que o vencedor foi anunciado). Acho que talvez esse seja um dos pontos que mais reforcem a qualidade do programa: eles procuravam UM cantor, mas acabaram encontrando VÁRIOS e souberam aproveitá-los. Além dessa turnê, uns 3 finalistas (mais o vencedor) gravaram cd.

Falando nisso... 
Lembram da Dia Frampton da playlist de paz indicada aqui no ConversaCult? Pois então, ela foi "descoberta" no reality! E a verdade é que, entre os ex-participantes, ela é uma das mais bem sucedidas (e a minha preferida ;x). Seu álbum, Red, lançado em dezembro do ano passado, ficou em 1º lugar no Top Hotseekers Albums da Billboard (não por acaso). Red é ótimo para relaxar e poderia ser resumido em uma palavra: doçura (mas na medida certa). Nele você vai encontrar músicas que vão do country ao pop (vá sem preconceitos), mas que, mesmo assim, dão uma sensação de unidade ao álbum. Clique aqui para assistir "Don't Kick The Chair"  da Dia Frampton.


Se você chegou até aqui, já deve ter percebido que o programa faz bastante sucesso e é muito bom. Mas não pense que ele é uma exclusividade americana. O sucesso foi tão grande que a dose está sendo repetida em vários outros países (tem versão até em Isarel. IS - RA - EL, gente!). Porém, o mais esperado entre eles é o The Voice UK. 

A versão britânica tem data de estréia prevista para 24 de março. Por que a versão da terra da rainha merece atenção especial? Temos nada mais nada menos que J-J-J-Jessie J, Danny O'Donoghue (vocalista do The Script), Will.i.am e Tom Jones compondo o time de coaches. Sem contar que não é novidade que o Reino Unido é um lugar bem fértil musicalmente falando (alguém conhece Adele? Coldplay? Ed Sheeran?), então podemos esperar por cantores bem talentosos sendo descobertos. The Voice UK já tem vários vídeos e fotos promocionais circulando pela internet e a expectativa sobre ele é tão alta que Simon Cowell (American Idol, The X Factor) declarou que considera o programa um de seus maiores rivais na guerra por audiência. Quem será que vai ganhar essa disputa?


Aproveita que ainda faltam duas semanas para que a versão UK estreie e vá correndo ficar em dia com os episódios para comentar aqui com a gente! São 18, juntando as duas temporadas, até o momento. 

Curiosidades:
>>> Apesar de estourar mundialmente por causa da versão americana, o programa começou na Holanda (mesmo país onde inventaram o Big Brother).

>>> A Rede Globo já confirmou ter comprado os direitos de exibição para fazer a versão brasileira do reality. Há rumores de que as audições começaram em novembro do ano passado e de que a Sandy seja uma das coaches.

>>> Um dos maiores hits do ano passado é fruto da parceria entre dois coaches e foi apresentada pela primeira vez ao público no programa. Sim, eu estou falando de "Moves Like Jagger", single que foi primeiro lugar nas paradas de vários países.

>>> Se você já conhece, sugiro dar uma olhada no post do Fireworkers sobre as Blind Auditions.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Black Cards de graça


Enquanto nas redes sociais todos estão preocupados com direitos autorais, SOPA, download ilegal e FBI batendo na porta de casa, nas profundezas da internet, cada vez mais artistas estão disponibilizando seus trabalhos para download (de alta qualidade) gratuito. A sensação de baixar a música de seu artista preferido sem estar cometendo nenhum "delito" é ótima (não que baixar pelo mediafire, 4shared, torrent e outros faça a consciência pesar). Mas isso eu vou falar melhor depois (aguardem, música de graça liberada!).

Hoje eu vim falar do Black Cards, que está seguindo essa onda e liberou o cd para baixar gratuitamente. "Up the Anti - Volume 1" é uma coleção com mais de 30 remixes para agradar todos os gostos (ou quase isso). A seleção conta com remixes de artistas que vão desde Jay-Z até Lana Del Rey, passando por bem conhecidos como Rihanna e Maroon 5. Se você quer saber, eu baixei só porque estava na minha frente e de graça, acabou que já ouvi várias vezes seguidas. 

Esse cd foi feito para quem gosta de batida eletrônica e ouvir novas versões de músicas já conhecidas. Surgiro que escute na ordem indicada porque há uma ponte entre as músicas (às vezes não dá nem para perceber que já mudou). E, apesar do número de faixas, não é muito longo porque a duração delas varia de 40 segundos a 4 minutos. Destaque vai para Oh My! - Dirty Dancer (Alvin Risk Remix), as outras que chamam atenção são todas mais conhecidas e provavelmente as primeiras que todo mundo vai ouvir.

Curiosidades:
Para quem não sabe, o Black Cards é um projeto paralelo do Pete Wentz, baixista do Fall Out Boy (banda que está num hiatus infinito). A formação e a ideia originais foram alterados, fazendo o Pete repensar o modo de seguir. Hoje o Black Cards é formado por ele e pela Spencer Peterson e o "Up the Anti - Volume 1" é o primeiro trabalho divulgado, mas há planos para novas músicas, inclusive próprias.