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domingo, 8 de abril de 2012

[Livro vs. Filme] Jogos Vorazes

por Paulo Vaughan


Março acabou, mas "Jogos Vorazes" continua aqui no blog (*todos comemora*). A produção que tanto agradou não só como filme, mas como adaptação merecia um espaço no "Livro vs. Filme", né? Veja abaixo a sinopse feita por mim e depois clique em "Continue lendo!" para ler a crítica! 

>>>A História
Em um futuro indeterminado, a América do Norte é destruída e sobre o que restou dela nasce a nação de Panem, composta por uma Capital e 13 distritos. A Capital é rica e luxuosa, enquanto a maioria dos distritos é bem pobre e são eles que produzem itens (carvão e transportes, por exemplo) para os cidadãos da Capital. A maioria dos distritos não está satisfeito com essa situação, então, o distrito produtor de energia nuclear, o 13, resolve se rebelar. Uma guerra acontece e, obviamente, a Capital vence. Para mostrar seu poder superior, o Distrito 13 é completamente bombardeado e, para evitar novos levantes, são criados os Jogos Vorazes. Os Jogos são um reality show onde cada um dos distritos tem que oferecer dois tributos – um masculino e outro feminino, de 12 a 18 anos – para se matarem e, no final, só um fica vivo. 

Katniss Everdeen é a tributo femino do Distrito 12 - o mais pobre de todos - da 74ª edição dos jogos. A garota tem apenas 16, mas é mais madura que muita gente mais velha. Após a morte do pai, anos antes, Katniss passou a ter que sustentar sozinha a mãe e a irmã. Com a habilidade de caça herdada do pai, sobreviverá ou não aos Jogos?

 >>>O Livro

- Livro: Jogos Vorazes
- Série: Jogos Vorazes #1
- Autor: Suzanne Collins
- Editora: Rocco
- No skoob


Todas as pessoas que fazem resenhas falam a mesma coisa "É difícil fazer resenha de um livro que você gosta muito." E eu concordo plenamente, portanto, fiquem de sobreaviso quanto a esta crítica.

Preciso confessar para vocês: eu comprei o livro por causa da capa. Estava eu na livraria procurando o outro livro da Suzanne Collins, 'Gregor, O Guerreiro da Superfície', e o atendente me disse "Ah, você está interessado nesse livro? Acho que você deve gostar desse outro, acabou de lançar e é da mesma autora." Eu olhei para a capa, dei uma lida rápida na quarta-capa e resolvi levar os dois.

Só fui ler o livro um mês depois de ter comprado, se não me engano. Vocês não tem noção de como me arrependi de não ter lido antes. Jogos Vorazes é fantástico - mas isso vocês já devem saber, né? haha.

Bom, não vou me alongar falando da história, personagens, etc porque além de ter uma sinopse estendida feita por mim aqui em cima, vocês podem ler mais no nosso Centro de Treinamento.

Uma coisa para se comentar sobre o livro é que ele não é só mais um "livro juvenil", algumas pessoas podem não pegar a densidade da história, ela é muito mais adulta, apesar de o maior público estar mais pro juvenil. Isso é muito bom e acredito que tenha sido a intenção da Suzanne. Veja, muitas pessoas da minha idade (talvez até eu mesmo) não teriam refletido sobre os temas abordados (leia o CdT comparando a série com a realidade!).

E um aviso para quem pega o livro à procura de romance: esse não é o foco do livro. Sem desmerecer séries que focam nisso*, Jogos vorazes vai além. Há romance em Jogos Vorazes? Claro que sim, mas esse não é o foco do livro. O romance que existe no livro é natural para a vida da Katniss - ou você vai me dizer que não há romance na vida de uma pessoa de 16/17 anos?
*Atenção: eu não estou criticando livros cujo foco é romance (como "Crepúsculo" mesmo), eles podem ser tão bons dentro do seu meio como Jogos Vorazes é no dele.

Uma coisa que me incomodou no início foi que o livro não tem um ritmo muito bom logo de cara. No começo do livro as coisas ainda estão se desenvolvendo e o ritmo só começa a crescer mesmo depois da entrevista com os tributos e o início dos Jogos (lá para a página 130 do livro). Já entrando na parte do filme, essa coisa do ritmo acabou refletindo um pouco nas telonas mesmo tendo um início meio corrido.

Não tenho muito para comentar que não tenha sido apontado nos posts sobre o livro, então é isso. E nem preciso dizer quantos conversinhas o livro levou, né?


>>>O Filme

- Roteirista: Gary Ross, Billy Ray e Suzanne Collins
- Diretor: Gary Ross
- Distribuidora: Paris Filmes
- Elenco: Jennifer Lawrence (Katniss Everdeen), Josh Hutcherson (Peeta Mellark), Liam Hemsworth (Gale Hawthorne),... 


Adaptações de livros para filmes (e para séries de TV também) são sempre um problema. Em geral, isso acontece porque elas nunca agradam a todos.

Primeiramente, já digo que eu sempre irei defender adaptações cinematográficas (vamos deixar "Percy Jackson & O Ladrão de Raios" para outro post, tá?). Isso porque elas não são os livros em live-action e sim ADAPTAÇÕES dos livros.

Algumas pessoas não entendem que quando eles fazem filmes eles não têm só que agradar os fãs dos livros, eles têm que agradar o público no geral. Imagina, você faz um filme exatamente igual ao livro - com todas as cenas, falas e tudo mais. O filme vai ser um lixo. Não adianta dizer "Ah, os fãs vão amar!" porque não vai ser bem assim. O filme provavelmente vai ter umas quatro horas de duração, ou seja, vai ser cansativo - além de que deve ter algumas cenas tão paradas que vai dar sono nos espectadores. E se fosse assim, não teria uma continuação, já que todo mundo iria dizer que não gostou do filme e a bilheteria provavelmente seria muito baixa e a produtora teria prejuízos.

As pessoas têm que se tocar de que ninguém compra os direitos de um livro pensando "Oh, vou fazer um filme porque os fãs são lindos", o pensamento é outro; é mais para "Essa série tem muitos fãs, parece ser muito promissora. Irei investir, o retorno deve ser bom". Então, eles precisam fazer as mudanças necessárias para o filme funcionar como um filme mesmo. Veja as adaptações de "Harry Potter". No geral, nenhum dos filmes é extremamente fiel ao livro, mas eles são bons filmes e é isso que fez a produtora fazer a série até o fim.

Ok, agora que terminei meu discurso posso falar de "Jogos Vorazes". O filme é muito bom nos dois quesitos: filme e adaptação de livro. De verdade, acho que nunca vi uma adaptação de um livro tão fiel.

E o engraçado é que o espectador entra na sala de cinema já sabendo que o filme vai ser uma boa adaptação - tendo em vista que a própria autora do livro participou da escrita do roteiro. Obviamente, isso contou muito no resultado final. É claro, algumas diferenças foram necessárias entre o filme e o livro para que o filme funcionasse. A principal delas é a mudança no ponto de vista - no livro, vemos a história sob a perspectiva da Katniss, já no filme, a perspectiva é de uma pessoa de fora.  Todas elas são compreensíveis e vou comentar algumas abaixo


Atenção: spoilers do filme e do livro a partir de agora. Aviso quando terminar.

Para começar, uma coisa que muita gente reclamou: a mudança da entrega do broche do tordo. No livro é Madge, a filha do prefeito, que o entrega para Katniss. No filme, Katniss acha o broche no Prego  e o dá de presente para Prim como um símbolo de proteção, que por sua vez o devolve para Katniss como proteção nos Jogos. A mudança é positiva porque como o filme é em 3ª pessoa, poderíamos não perceber o forte laço entre Katniss e a irmã. O único problema no meio disso é que em "Em Chamas", o segundo livro, descobrimos umas coisa (não vou dizer o que porque pode ser spoiler para algumas pessoas) que é o verdadeiro significado do broche ter sido entregue para Katniss. Mas confio no roteirista e espero que eles mantenham esse significado.

Reclamações também rolaram por conta da falta do pão que o Distrito 11 dá para Katniss após a morte de Rue. Bom, de início eu também não gostei dessa mudança, mas depois de pensar sobre o assunto percebi que ela foi necessária e se adequou. Veja, se eles fossem colocar o pão, seria preciso uma explicação (povo do Distrito 11 se juntando para conseguir pagar, explicar a coisa dos pães de cada distrito, etc) para não ficar muito aleatório. Além disso, para ficar bom, precisaria de mais tempo de filme. E com a cena da rebelião no Distrito 11, já tivemos uma introdução para o clima tenso do próximo filme.

Outra mudança que algumas pessoas reclamaram e eu entendi foi por que eles não colocaram a história da avox ruiva. A história dela é importante, mas não agora, então acredito que eles tenham deixado para contar a história dela no próximo filme (até porque se colocassem agora, o espectador que não leu o livro acabaria não dando importância e no próximo filme já teria esquecido dela). Vi também umas reclamações absurdas como "Pô, a Katniss mal está na arena e já acha água! No livro ela leva dias para achar". Gente, menos, né? A pessoa queria o que, 30 minutos de filme só com a Katniss atrás de água? Houveram também reclamações quanto à Cornucópia do filme não ter formato de concha, mas essa mudança é meio óbvia. Não teria como fazerem a Katniss, o Peeta e o Cato ficarem em pé em cima de uma concha sem soar muito falso, né? E se vocês olharem bem as fotos da cornucópia, em um certo ângulo ela lembra uma concha sim!


Fim do spoiler. Vocês podem ver todas as cenas adicionas e com comentário aqui (em inglês). Com certeza, leva 5 estrelas como filme e adaptação de livro.

>>>Resultado

Empate. O livro e o filme se completam, ou seja, no livro temos informações que faltam no filme (sim, o filme tem certos furos. Minha mãe foi comigo em uma das vezes que fui assistir e no fim me fez algumas perguntas), e no filme temos algumas informações adicionais, coisas que não foram mostradas no livro.

Até mais o/

sexta-feira, 23 de março de 2012

[Resenha] Jogos Vorazes, filme

por Dana Martins


- Filme: "Jogos Vorazes"
- The Hunger Games (2012)
- Adaptação do livro "Jogos Vorazes"
- Direção: Gary Ross
- Atores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks
- Ação/Drama/Ficção Científica/Distopia - 12 anos - 144 min.
- Nos cinemas brasileiros a partir de 23 de março de 2012
OBS: A autora do livro, Suzanne Collins, ajudou na criação do roteiro.




Mini-crítica: 
"Jogos Vorazes" , o filme, conta a história de um mundo em que 12 distritos são subordinados a uma Capital, trabalhando quase que como escravos para que essa minoria viva bem. Depois de uma tentativa de rebelião, foram criados os Jogos Vorazes, um reality show em que 24 tributos são colocados em uma arena e só um sai vivo. Esses tributos são um menino e uma menina sorteados em cada um dos 12 distritos. Porém, esse sistema de opressão trabalha no limite: dá muito poder aos tributos (ao colocá-los como queridinhos diante das câmeras), mas ao mesmo tempo precisa conter esse poder. O filme mostra exatamente uma edição de Jogos Vorazes em que esse poder vai longe demais.

Um outro filme do estilo, como "Gamer", é mais cru e mesmo que faça alguma crítica ainda tem um foco forte nos personagens. "Jogos Vorazes" tem mais o foco na crítica, mas ao mesmo tempo por causa da quantidade de fatos acaba não fazendo uma crítica tão consistente. O resultado disso é uma aventura estranha que acontece em um reality show tratando o tema de forma mais suave e onde o foco é mais no mundo do que nos personagens. Muito indicado para quem gosta de ficção cientifíca, cenários futuristas, da ideia de um reality show de sobrevivência baseado em lutas e ainda quer saber mais sobre o mundo que Suzanne Collins começou nos livros.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
Antes de começar, eu acho importante deixar claro que eu li os livros e, como vocês viram ao longo do nosso Centro de Treinamento, é uma história que eu gosto muito e tenho muita familiaridade. O que isso significa? Que a minha visão não pode alcançar de todo o que quem não leu vai entender (por enquanto). Porém, isso não significa que eu não tenha tentado.
*depois eu acabei percebendo que quando eu falo "mais superficial" e "menos violento" meu ponto de referência é o livro, porque para quem não leu é, sim, violento e bem acabado. Só quem leu que observa a profundidade por trás de tudo e percebe o que está faltando. E, como eu digo aqui, eles ainda podem aprofundar mais.

O filme consegue criar um cenário futurista e bem detalhado, que representa bem os três planos da história: o contexto da Capital e do país, representado por cenas do presidente, das pessoas na Capital e nos distritos. Depois o Jogos Vorazes como um programa que é, encaixando os comentaristas e a equipe que manipula a arena enquanto o reality show está rolando. E, por último, a personagem que acaba encabeçando essa história, a Katniss.

Entre roladas no barranco e curtições, o "Jogos Vorazes" tem o ritmo um pouco mais acelerado devido a quantidade de informações, que podem acabar deixando as coisas um pouco superficiais. O filme trabalha com os fãs ao mesmo tempo que ensina a quem não assistiu e lida com a censura americana paranóica. Ou seja: está cheio de detalhes que só os fãs vão entender o significado na cena (como o gato), acaba pegando mais um clima de preparação para os próximos filmes e a violência é praticamente mandada embora.

É um filme mais fácil de se gostar e entender do que o livro, já que a maioria das críticas são jogadas na cara e não há um maior desenvolvimento e maturação dos casos. Porém, se você leu os livros, vai precisar usar a cabeça para entender a perspectiva do filme.

O livro em si, apesar de trazer questões fortes como crianças se matando de um modo selvagem, não é tão violento assim. Já o filme, menos ainda. A maioria das mortes são claramente escondidas (você vê que vai acontecer, até escuta e vê o sangue, mas não assiste de fato). Ou a luta final entre Katniss e Cato, que é escuro, com vários cortes e uma filmagem próxima que dá movimento, mas não é como se você realmente estivesse acompanhando a luta. Um dos exemplos mais marcantes de como o filme faz essa adaptação é em uma cena em que a Katniss é encurralada por uma outra garota*, em que no livro a outra explica melhor como pretende matá-la dolorosamente, enquanto no filme nós vemos a ponta de toda essa loucura da personagem (muito bem expressa pela atriz) e não uma verbalização disso. Então, não vá apenas pela ação.
*Essa, aliás, é uma cena fiel em detalhes como posição, algumas palavras, mas sofre cortes por causa do tempo e dessa censura sobre a violência.

A trilha sonora entra aqui por um motivo simples: antes da estreia havia a maior agitação por causa da música da Taylor Swift, clipe e cd de trilha sonora sendo vendido. E, no filme, a única música que toca é realmente a da Taylor Swift, "Safe and Sound" - e como segunda nos créditos. De resto, é um instrumental simples, mas que quase ganha vida própria na história, embalando as situações na medida certa. Sem falar que, assim como o figurino e a construção de cenários, faz a mesma combinação entre passado e futuro.

E, algo que eu não queria deixar de comentar, é como é a filmagem do filme. Apesar de ser um filme grande e com tudo para ser dentro do padrão, ele acaba experimentando mais as possibilidades. São várias as vezes que a imagem (ou até a música) te colocam na situação do personagem. Seja para mostrar o nervoso da Katniss ao entrar em uma entrevista (todo mundo falando, falando demais, muita gente, muita gente olhando), seja a Rue ouvindo aquela música. Ou a imagem fora de foco ou tremida, como se você estivesse ali no corredor junto com eles. Nem todos gostam (e estão acostumados) a um plano subjetivo, mas eu gostei da forma como o filme explora isso.

Se eu não tivesse lido o livro...

Se não existisse o livro, eu provavelmente continuaria gostando do filme, porque consegue emocionar, embalar e tem uma preocupação a nível de detalhes. Apresenta o tema de modo superficial, sim, o que seria o ponto negativo, mas ainda está (quase) tudo lá para quem quiser desenvolver. E eu não duvido nada de que eles mesmo façam isso nos próximos filmes. Só os mais exigentes com conteúdo é que vão tropeçar (o que fica claro nas críticas que saíram). Além disso, falando de qualidade, está acima da maioria lançada ultimamente. É um filme estranho-original que vale a pena assistir.
*não me atrevo a dar uma nota nessa visão, ainda não.

A minha única ressalva quanto ao filme (decididamente um ponto negativo), é que às vezes os efeitos utilizados são muito ruins (estou dizendo às vezes, porque na maioria eles acertam). É algo visível e quando aparecer você vai saber exatamente do que eu estou falando. É uma pena...

Mas como eu li o livro...

Agora, como quem leu o livro, eu dou 5 conversinhas (nota máxima). Não só porque eles se preocuparam em fazer uma adaptação fiel e conseguiram reproduzir em imagens o que eu imaginava (apesar disso ser pessoal - não me pergunte por que eu imaginava os bestantes daquele jeito), o filme vale porque eles criaram um complemento para a trilogia. É quase como se a Suzanne Collins decidisse escrever um novo livro que conta tudo em terceira pessoa e de outra perspectiva, trazendo mais detalhes ao que já conhecemos.

O "quase" é porque, infelizmente, há algumas modificações feitas na história original para facilitar no tempo e construções de significados (como de onde veio o mockingjay/tordo ou a questão da perna do Peeta, que foi mais por causa de tempo). Contudo, na maior parte o filme trabalha mais com omissões do que com modificações. O Haymitch não aparece na cena da colheita, mas não significa que ele não estivesse lá. Os ajudantes do estilista dela não aparecem realmente, mas não significa que não tenha acontecido tudo aquilo que lemos no livro. O mesmo serve para a cena da caverna (ou deveria dizer toca?). Como eu disse, é uma nova visão (na verdade, a Suzanne Collins também disse isso). E se ela fosse escrever um livro assim, como o que eu imaginei no parágrafo anterior, ela não repetiria todos os fatos exatamente, faria um resumo com os principais, que é exatamente o que o filme faz (novamente: o que não significa que não tenha acontecido). Se você reparar, a maioria das coisas e até características dos personagens (tipo o Peeta mais amável e Prim fofinha) que não ficam claras, fazem parte de uma perspectiva da Katniss, que realmente não é o foco do filme.

Só uma pergunta: quantas adaptações são fiéis e ao mesmo tempo acrescentam na história que você conhece? Os primeiros filmes do Harry Potter, por mais próximos que sejam dos livros, são só uma versão em imagens do que conhecemos. Ou os do Percy Jackson e Eragon, são uma picotação em imagens distorcidas do que nós já vimos. Millennium, tanto o americano quanto o sueco, são em termos de adaptação quase tão bons quanto "Jogos Vorazes", mas eles são menos que o livro. O filme "Jogos Vorazes" é, também, menos que o livro, mas só porque ele também está acrescentando uma nova perspectiva e mais detalhes.

Se não é pelo filme em si, "Jogos Vorazes" vale a pena porque traz uma nova visão sobre a relação filme e livros, não um sendo uma adaptação barata do outro, mas uma expansão do que nós já conhecemos.

>>>Extras: "Jogos Vorazes" e o Oscar
Há mais de um ano, quando começaram a falar sobre o filme, saiu a data prevista para a estreia: março. E logo eu vi um comentário falando que esse era um período estratégico para lançar filme, não só porque não é uma temporada de grandes estreias (ou seja, sem concorrência), mas também porque está na "poeira do Oscar". Quando chegar janeiro do ano que vem, o filme já vai estar quase (quase) esquecido e se não houver indicação as pessoas não vão ter tanto ataque, é uma forma de se livrar de críticas.

Aqui no CC nós também passamos fevereiro inteiro falando de Oscar e não tinha como eu não pensar nisso e tentar colocar "Jogos Vorazes" ao lado dos grandes títulos que se colocaram como obra de arte na premiação. A conclusão foi: o filme, decididamente, não está entre eles. Não está porque é um filme mais jovem (e coisa de jovem é sempre criticada) e porque trabalha com fantasia e ficção cientifica, estilos que sozinhos já caminham na rota alternativa. A crítica cruel que o filme poderia trazer foi revestida de caricaturas e, como eu já falei umas mil vezes, é meio superficial, o que deixa o filme ao lado de um concorrente do Oscar não premiado, "Histórias Cruzadas", porque é comercial demais. Se somar todos esses pontos "negativos", acho difícil o filme entrar como concorrente em potencial. A não ser que 2012 seja o apocalipse dos filmes ruins.


Classificação:
(5/5 conversinhas)