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quinta-feira, 12 de julho de 2012

[Resenha] Alta Tensão, de Harlan Coben

por Igraínne Marques
- Livro: Alta Tensão
- Livro Único
- Autores: Harlan Coben
- Editora: Arqueiro
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica:
Alta Tensão é um livro de suspense, investigação, embora o protagonista não seja exatamente um detetive, ou sequer tenha o humor misterioso de um. Por alguns segundos, ele me lembrou o Sherlock Holmes, com suas frases de impacto que têm entrelinhas. Na verdade, a história começa com intriga em rede social (não sei qual é dessa onda de internet se metendo em livro, mas enfim), e acaba num jogo de mentiras familiares digna de novela mexicana. Myron Bolitar é um advogado com uma tendência *bem grande* em tentar descobrir os mistérios da vida da pessoas (ou de seus clientes famosinhos), e não descansa até que tudo esteja resolvido. Não descansa mesmo. Até quando as próprias mentiras estão envolvidas nisso...

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Para começar, eu ouvi falar inicialmente de Harlan Coben - às vezes acho que esse nome é mais conhecido do que as histórias em si - pela minha mãe. Ela esteve numa fase em que só lia livros dele; um atrás do outro. Vivia dizendo que eram suspenses surpreendentes e etc. Eu não levava muita fé; nunca li um livro que realmente me surpreendesse no final... Não um de suspense. Não uma investigação.

Pois bem. Até aí você pode imaginar que minhas expectativas não estavam muito boas quando comecei. Mas a melhor parte é: minhas expectativas estavam erradas. Harlan Coben deixa você sim surpreso. E muito. Não sei se os finais de todos são assim, mas desse livro em específico eu gostei bastante.

Mas do que trata a história? Como Myron Bolitar aparece em quase todos - se não todos - os livros do Harlan Coben, imagino que vocês saibam mais ou menos como ele é. Contudo, eu gostei tanto dele, que vou precisar explicar. Principalmente porque nem todo mundo por aí sabe direito como são esses livros de suspense - não desse autor em específico, embora ele seja bem conhecido. Para começar, Myron Bolitar é um advogado de meia idade que trabalha numa agência de representações, ou seja, basicamente,  ele cuida da vida pública desse povo famoso que tem por aí. A empresa é bem conhecida, e ele e seu sócio Win são os donos do lugar, agenciando não só a vida profissional de seus clientes como dando pitaco na vida pessoal também. A MB Representações (esse é nome da empresa) agenciava inicialmente apenas atletas. Depois de um tempo, com a expansão dos negócios, isso se alastrou para o meio artístico também, cuidando da vida de escritores, artistas, cantores...

Cantores... Acontece que Myron é representante - e amigo próximo - de um casal famoso. Ela, Suzze T., grávida de oito meses, é uma ex tenista dona de uma academia que prepara novos talentos do esporte. Ele, Lex Ryder, é o coadjuvante de um dupla de Rock. Tudo vai bem no casamento dos dois até que uma pessoa *do além* posta no facebook (olha como o facebook anda invadindo a literatura)  que o filho que Suzze carrega não é de Lex.

Myron é mais do que um agente, como eu já disse. Ele é amigo pessoal de seus clientes. Sua função é tornar a vida deles melhor e mais fácil. Assim, depois que Lex sai de casa, Myron tenta a todo custo achá-lo para que ele volte. Afinal de contas, é só uma postagem no facebook minha gente! Não dá pra confiar que seja verdade. Com a ajuda de sua - também amiga - e colega de trabalho Esperanza, Myron enfim descobre Lex numa boate badaladíssima das redondezas.

O que Myron não esperava, contudo, era encontrar, na mesma boate, Kitty, sua cunhada que não vê há 16 anos. Ela e o irmão de Myron sumiram do mapa há muito tempo sem dar notícias - ou se preocupar com isso, tudo devido a uma confusão a qual inicialmente o leitor não tem qualquer acesso. A simples possibilidade de reencontrar Brad (seu irmão) - e desafazer o suposto mal entendido que ocorreu - deixa Myron sem conseguir dormir. Ele e Win (seu sócio e meu personagem favorito) se empenham então em tentar desvendar o que Kitty estava fazendo naquela boate - com outro homem - e o que supostamente Lex fazia no mesmo grupo de pessoas. 

Todo o ramo de ações, tudo que se desenrola depois disso, é muito bem construído. Você começa a achar, até tem certeza, que as coisas foram pensadas antes da própria história ter sua primeira linha escrita. Pelo que eu li a respeito - não só no livro, mas depois também - essa é a história onde os segredos familiares de Myron mais se expõem. Posso não ter lido todas as tramas de Myron Bolitar, mas com certeza vou procurar tudo agora para saber melhor a respeito dessas coisas.

Quanto aos personagens, todos eles têm um viés de humor. Myron tem umas piadas muito boas, principalmente quando você pensa: ok, ele vai entrar em pânico, ou então: cara, não tem como ele sair dessa. E mesmo que não tenha, ele é inteligente o bastante para sair e ainda soltar uma frase de efeito digna de filme. E frase engraçada, tenho dito. Só pra você ter uma noção, ele não fica bebendo uísque ou sei lá que bebida cara esses detetives bebem. Até porque, como sempre diz Win, ele não é pago para investigar nada. Ele não é policial. Mas o fato é que ele tem estilo. Ele faz isso tudo com uma caixinha de achocolatado na mão, e não um cigarro ou coisa parecida.

De qualquer forma, embora Myron obviamente roube a maior parte dos diálogos do livro - que são muitos e são todos muito bons - não tem só ele de personagem. A própria Esperanza, com seu jeito *ainda sou adolescente* me deixou simplesmente fascinada. Big Cyndi também é outra que é incrível: ela não gosta de ser chamada só de Big e muito menos só de Cyndi. Mas Win levou o prêmio de melhor personagem construído. Sendo sócio de Myron, ele muitas vezes está um passo a frente das investigações - e de tudo - e ainda tem uma namorada oriental que me é duvidosa, mas mesmo assim ninguém nega que Win tem *poder*, se é que posso usar essa palavra.

A coisa que mais me chamou a atenção nesse livro foi, de um modo geral, a narração. Por se tratar de um homem escrevendo, os palavrões aparecem - não que as escritas femininas não tenham isso - mas Harlan deu um jeito louco para que não ficasse forçado. Não há exageros, não é coisa colocada ali de propósito. É só... natural. O modo como ele escreve é incrível, e te conquista fácil. 


EXTRA: É ou não livro único?
Quando eu comecei a escrever essa resenha, me perguntei - mais de uma vez - se eu deveria colocar que esse livro é único. Quero dizer, é um suspense, e até aí ok, certo? Certo. Harlan Coben, como muita gente sabe, é o mestre das noites em claro, faz todo mundo ir madrugada a dentro para saber o que acontece. Não foi diferente comigo - e olha que eu trabalho. Contudo, na maior parte do tempo, dá pra perceber que existe uma história anterior a toda a trama. Myron Bolitar é o protagonista de Alta Tensão, mas também é o protagonista de muitos outros livros do Harlan. Não é necessário ler as histórias na ordem certa para você entender cada uma. Porém, que elas são interligadas, ninguém pode negar. O número de referências é enorme, e mesmo quem não leu os outros volumes - como eu - percebe. Isso, por um lado, é bom: enriquece a história e o próprio autor. Faz você procurar mais a respeito. Mas, olhando de outro ângulo... Bem, é ou não é um livro único? Você fica em dúvida sobre muitas coisas.


Sobre a nota: O livro fica com 4 conversinha porque algumas coisas - como essas referências a outros livros - me incomodaram um pouco. Não pelas referências em si, mas porque o leitor fica meio cego, principalmente para quem começou a ler o estilo agora, como eu.

Classificação:
(4/5 conversinhas)



O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Arqueiro! Muito obrigado! (:


Até a próxima!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

[Resenha] Casados com Paris, de Paula McLain

por Paulo Vaughan
- Livro: Casados com Paris - A história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920
- Livro Único
- Autora: Paula McLain
- Editora: Nova Fronteira
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica:
"Casados com Paris" é uma espécie de "biografia fictícia", onde a autora conta a história do casamento entre o famoso autor Ernest Hemingway e a sua primeira esposa, Hadley, baseando-se na história real do casal. O livro mostra da luta de Ernest para ter seus trabalhos publicados e a relação um tanto quanto conturbada do casal em Paris. O livro me decepcionou um pouco porque eu esperava mais do que ele podia (e prometia) oferecer. Também não gostei das atitudes da protagonista e esse conjunto de coisas me levou a dar uma nota mais baixa para o livro. Apesar de tudo, gostei da história e fiquei inspirado pela determinação de Ernest Hemingway.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

“Casados com Paris” conta a história do primeiro casamento de Ernest Hemingway (sim, o autor de “O Velho e o Mar”!) sob o ponto de vista da esposa, Hadley.

Logo no início do livro vemos uma Hadley, com seus 28 anos, saindo do “casulo” que havia vivido durante alguns anos em função da mãe doente. Por intermédio de uma amiga de infância, Kate, Hadley conhece Ernest, um bonito homem de 21 anos. Os dois logo se encantam um pelo outro e começam a namorar e, depois, casam-se. O casal se muda para Paris, onde vivem cercados de personalidades famosas no meio artístico.

“Tudo que dizia respeito a Ernest Hemingway era extraordinário.”

“Casados com Paris” foi, para mim, uma decepção. A culpa, meu caro Bruto entretanto, não foi do livro e sim da minha expectativa gigante. Acredito que, no geral, o livro cumpriu o que prometia, mas eu esperava mais. Acontece que desde o início eu estava esperando uma história com o clima mágico do filme do Woody Allen “Meia noite em Paris” (que eu nem preciso dizer que amo, né?). Porém “Casados...” não cumpriu o que eu esperava, ele foi além das boêmias noites francesas e tratou mais da relação Hadley/Ernest e seus problemas.

Outra coisa que não me agradou muito no livro foi a protagonista. No início eu estava gostando dela, mas antes mesmo da página 100 tudo mudou. O que aconteceu foi que quando se casou com o Ernest ela mostrou que, ao contrário do marido, não tinha nenhuma expectativa ou sonho* para ela mesma. Ela via o próprio futuro amarrada e completamente dependente do marido, e isso ficou evidente quando Ernest faz a primeira viagem a trabalho e ela praticamente morre.
* Para não dizer que ela não tinha sonhos para a vida dela, ela os tinha sim, porém, esses eram os mesmos de Ernest, que ele seja um autor bem sucedido, etc.

Num certo momento da história a Hadley é incentivada por uma amiga a realizar um recital de piano, o qual toca tão bem, e ela fica toda animada. Fiquei feliz porque achei que finalmente ela mudaria sua atitude, porém, esse recital nem ao menos aconteceu porque ela o cancelou (por conta do marido, até). Sei que os tempos eram outros e que eu posso estar sendo duro demais com a Hadley, mas nada disso me agrada; odeio personagens, principalmente femininas, que são dependentes e, portanto, a Hadley conseguiu um dos lugares mais altos entre os personagens que eu não gosto.

Para não ser injusto e ficar falando mal do livro do início ao fim da resenha, tenho que admitir que a relação de Ernest (e de todos os outros autores que viveram ao redor dele, como Scott Fitzgerald) com a escrita me inspirou. Toda a determinação dele, que para atingir seus objetivos fazia de tudo para conciliar a escrita, a esposa e o seu emprego em uma revista, me fizeram pensar e me ajudaram a focar na escrita. Obrigado, Ernest (e a Paula McLain)!

Apesar de tudo, a história é boa. Eu realmente gostei, tanto que eu até fiquei interessado no “Paris é uma festa”, livro do Hemingway em que ele conta os seus anos em Paris, livro esse que foi uma das fontes da autora.

Tenho mais duas considerações a fazer. A primeira é sobre a capa, que eu achei MUITO linda. Sério, entrou para as minhas favoritas. Além de ter uma fotografia maravilhosa, gostei da forma de como o título, o nome da autora, etc. foram colocados. A outra é quanto ao título, que eu não gostei. O título original é “The Paris Wife”, ou seja, “A Esposa de Paris”. A autora disse que o título é esse porque o Hemingway teve quatro esposas e as duas mais conhecidas normalmente são chamadas pelo nome do lugar no qual o casal viveu e ela fez o mesmo com a Hadley, chamando-a de ‘esposa de Paris’. Portanto, o título em português fugiu da ideia da autora e também não faz muito sentido.

Sobre a nota: Bom, eu fiquei indeciso quanto a que nota daria. A princípio seria 3, mas isso seria injustiça com livros que eu realmente gostei e levaram a mesma nota. 2 também seria uma nota muito baixa já que um dos motivos de eu não ter gostado foi o "monstro da expectativa". A nota ficou, então, no meio termo.

Classificação:

(2,5/5 conversinhas)

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Nova Fronteira! Muito obrigado. ;)

Até!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

[Promoção Cultural] Crie um wallpaper de "Hades" ~ Atualizado com os escolhidos


Eeeei! Estamos com uma promoção especial para Hades! Mas calme aí, que não é esse Hades da imagem acima. Já ouviu fala da autora Alexandra Adornetto e os livros "Halo" e "Hades" (lançamento da editora Agir)? Então, são esses dois que você vai ganhar (mais um da sua escolha!) nessa promoção. Já pensou que isso seria um bom presente de Dia dos Namorados? E o que você precisa fazer? Criar um papel de parede para o livro "Hades" e nos enviar, abaixo você encontra todas as informações e umas dicas. :)

A editora Agir, uma das nossas parceiras, está em uma ação com os blogs parceiros para premiar três pessoas com um kit com os livros "Halo" e "Hades" da Alexandra Adornetto e mais um livro da editora a escolha do vencedor. A promoção irá funcionar da seguinte maneira: os participantes criam um papel de parede do livro "Hades" e o enviam para nós. Depois, a equipe do blog vai selecionar os dois que a gente mais gostar e o enviaremos para a Agir. Então, a editora os colocará dispostos a votação (através das "curtidas") na fan page da editora no Facebook.

A primeira etapa da promoção (da criação do papel de parede e o seu envio para o blog) é até dia 10 de junho e a etapa da votação no Facebook da editora será de 12 a 17 de junho e o resultado será divulgado no dia 18 de junho.

Dicas:
1- Preste atenção na hora de criar! Você pode usar elementos da capa do livro ou criar algum próprio.

2- O nosso Hades ali não é só uma brincadeira, é para lembrar vocês de que não é para desviar o foco na hora de criar. O Hades em questão é o livro, que já tem um próprio estilo.

3- Cores: Você pode adorar rosa, mas tem mais chances se seguir o do estilo da própria capa. "Halo" veio com o amarelo/dourado, "Hades" a cor principal é vermelho, mas roxo/preto/cinza também cai.

4- Leia a sinopse e conheça a história, pode dar uma ideia.

5- Já pensou em usar quotes? Mais fácil de fazer e sempre funciona, mas não deixe apenas palavras.

6- Pense em como você gostaria de um wallpaper.

Continue lendo o post para ler as regras e saber como nos enviar o wallpaper.

- Regulamento:

1 - Residir no Brasil;
2 - Enviar o material até o dia 10 de junho no formato JPEG, 1024 X 768;
3 - É permitido o uso da  da capa do livro e de seus elementos, tanto como de outros itens produzidos pelo próprio usuário;
4 - Não é permitido ao participante utilizar de elementos visuais protegidos por direitos autorais de terceiros;
5 - Ao entrar no concurso, o participante automaticamente dá o direito à editora de usar o trabalho feito para divulgação do livro, seja por mídias sociais ou em outros meios;
6 - Só é permitida a participação através de UM blog, da escolha do participante, por arte. Caso mais de um blog envie uma arte para a editora ela será desclassificada;
8 - Entretanto, é permitida a participação da mesma pessoa por mais de UM blog, desde que que inscrevendo artes diferente para cada blog;
9 - Seguir o ConversaCult no Twitter (twitter.com/conversacult) e no Google Friend Connect (na barra lateral do blog);
10 - Publicar em seu Twitter ou Facebook a seguinte mensagem: "Eu participo do concurso cultural Hades da @agireditora pelo @ConversaCult! http://dft.ba/-2Kc3"

Para participar, preencha o formulário abaixo. Vocês tem duas opções para nos enviar o papel de parede: a primeira é hospedar a foto em algum site (como o Flickr, ImageShack, etc) e colocar o link da imagem direto na parte do formulário que pede a foto; a segunda opção é nos mandar por email (conversacult@gmail.com) com o título "Promoção Hades" e o seu nome no corpo do email para a gente não confundir quem é você (nesse caso, é necessário que você coloque o seu email na área onde o formulário pede a foto).

Qualquer dúvida fale com a gente no Twitter (@conversacult) ou por email (conversacult@gmail.com).
 
[ATUALIZADO 11/06] E os escolhidos foram Valentino Martins (primeira imagem) e Luiz Felippe Del Bosco (segunda imagem). Parabéns! A partir de amanhã haverá a votação no facebook da Agir. Votem neles para ajudar a eles e ao blog também. (: