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quinta-feira, 28 de junho de 2012

[Resenha] Casados com Paris, de Paula McLain

por Paulo Vaughan
- Livro: Casados com Paris - A história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920
- Livro Único
- Autora: Paula McLain
- Editora: Nova Fronteira
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica:
"Casados com Paris" é uma espécie de "biografia fictícia", onde a autora conta a história do casamento entre o famoso autor Ernest Hemingway e a sua primeira esposa, Hadley, baseando-se na história real do casal. O livro mostra da luta de Ernest para ter seus trabalhos publicados e a relação um tanto quanto conturbada do casal em Paris. O livro me decepcionou um pouco porque eu esperava mais do que ele podia (e prometia) oferecer. Também não gostei das atitudes da protagonista e esse conjunto de coisas me levou a dar uma nota mais baixa para o livro. Apesar de tudo, gostei da história e fiquei inspirado pela determinação de Ernest Hemingway.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

“Casados com Paris” conta a história do primeiro casamento de Ernest Hemingway (sim, o autor de “O Velho e o Mar”!) sob o ponto de vista da esposa, Hadley.

Logo no início do livro vemos uma Hadley, com seus 28 anos, saindo do “casulo” que havia vivido durante alguns anos em função da mãe doente. Por intermédio de uma amiga de infância, Kate, Hadley conhece Ernest, um bonito homem de 21 anos. Os dois logo se encantam um pelo outro e começam a namorar e, depois, casam-se. O casal se muda para Paris, onde vivem cercados de personalidades famosas no meio artístico.

“Tudo que dizia respeito a Ernest Hemingway era extraordinário.”

“Casados com Paris” foi, para mim, uma decepção. A culpa, meu caro Bruto entretanto, não foi do livro e sim da minha expectativa gigante. Acredito que, no geral, o livro cumpriu o que prometia, mas eu esperava mais. Acontece que desde o início eu estava esperando uma história com o clima mágico do filme do Woody Allen “Meia noite em Paris” (que eu nem preciso dizer que amo, né?). Porém “Casados...” não cumpriu o que eu esperava, ele foi além das boêmias noites francesas e tratou mais da relação Hadley/Ernest e seus problemas.

Outra coisa que não me agradou muito no livro foi a protagonista. No início eu estava gostando dela, mas antes mesmo da página 100 tudo mudou. O que aconteceu foi que quando se casou com o Ernest ela mostrou que, ao contrário do marido, não tinha nenhuma expectativa ou sonho* para ela mesma. Ela via o próprio futuro amarrada e completamente dependente do marido, e isso ficou evidente quando Ernest faz a primeira viagem a trabalho e ela praticamente morre.
* Para não dizer que ela não tinha sonhos para a vida dela, ela os tinha sim, porém, esses eram os mesmos de Ernest, que ele seja um autor bem sucedido, etc.

Num certo momento da história a Hadley é incentivada por uma amiga a realizar um recital de piano, o qual toca tão bem, e ela fica toda animada. Fiquei feliz porque achei que finalmente ela mudaria sua atitude, porém, esse recital nem ao menos aconteceu porque ela o cancelou (por conta do marido, até). Sei que os tempos eram outros e que eu posso estar sendo duro demais com a Hadley, mas nada disso me agrada; odeio personagens, principalmente femininas, que são dependentes e, portanto, a Hadley conseguiu um dos lugares mais altos entre os personagens que eu não gosto.

Para não ser injusto e ficar falando mal do livro do início ao fim da resenha, tenho que admitir que a relação de Ernest (e de todos os outros autores que viveram ao redor dele, como Scott Fitzgerald) com a escrita me inspirou. Toda a determinação dele, que para atingir seus objetivos fazia de tudo para conciliar a escrita, a esposa e o seu emprego em uma revista, me fizeram pensar e me ajudaram a focar na escrita. Obrigado, Ernest (e a Paula McLain)!

Apesar de tudo, a história é boa. Eu realmente gostei, tanto que eu até fiquei interessado no “Paris é uma festa”, livro do Hemingway em que ele conta os seus anos em Paris, livro esse que foi uma das fontes da autora.

Tenho mais duas considerações a fazer. A primeira é sobre a capa, que eu achei MUITO linda. Sério, entrou para as minhas favoritas. Além de ter uma fotografia maravilhosa, gostei da forma de como o título, o nome da autora, etc. foram colocados. A outra é quanto ao título, que eu não gostei. O título original é “The Paris Wife”, ou seja, “A Esposa de Paris”. A autora disse que o título é esse porque o Hemingway teve quatro esposas e as duas mais conhecidas normalmente são chamadas pelo nome do lugar no qual o casal viveu e ela fez o mesmo com a Hadley, chamando-a de ‘esposa de Paris’. Portanto, o título em português fugiu da ideia da autora e também não faz muito sentido.

Sobre a nota: Bom, eu fiquei indeciso quanto a que nota daria. A princípio seria 3, mas isso seria injustiça com livros que eu realmente gostei e levaram a mesma nota. 2 também seria uma nota muito baixa já que um dos motivos de eu não ter gostado foi o "monstro da expectativa". A nota ficou, então, no meio termo.

Classificação:

(2,5/5 conversinhas)

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Nova Fronteira! Muito obrigado. ;)

Até!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ConversaCult TV #42 - Adidas transforma pessoas em 007

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Já tivemos campanhas aqui surpreendentes como a do Aperte o Botão que traziam ação inesperada para a rotina das pessoas. Dessa vez, as coisas vão um pouco mais longe. As pessoas não só assistem a ação, elas participam virando tipo um 007 por 1 hora. Como assim? A Adidas percebeu que o público alvo para o seu tênis de corrida na França não gostava de correr, mas gostavam de filmes de ação. Então, eles criaram a campanha que em qualquer lugar da França quando alguém experimentasse o tênis poderia ser sequestrado e jogado em uma série de missões. Veja abaixo o vídeo em inglês de divulgação e três das missões.


adidas Climacool - Ready to Run


SID LEE | adidas Climacool - Ready to Run from sidlee on Vimeo.


adidas Ready to run: mission climacool Paris




adidas Ready to run: mission climacool Marseille




adidas Ready to run: mission climacool Lyon



Não faço ideia se esse negócio funcionou na prática, mas a ideia é ótima. Quer dizer... pela ação. Eu não gostaria muito de correr por 1 hora no Rio de Janeiro pra encontrar o Ronaldinho Gaúcho no final (e ainda ter que assistir futebol ;x). Mas acho que só a parte final ia ser ruim.


Extra: Corra com emoção!
Em 2011 a Adidas também criou um site Adidas Colour Mission com 4 missões de acordo com a cor do tênis. Como funciona? Você baixa um áudio de 10 minutos que vai narrando o que está acontecendo, então você pode imaginar que está em uma missão de verdade em vez de simplesmente correndo tediosamente por algum lugar. As missões:
Verde: Você está correndo para fazer contato com alienígenas. Escute.
Vermelho: Você está sendo perseguido por vampiros. Escute.
Amarelo: Você está fugindo da polícia depois de assaltar um banco. Escute.
Azul: Você é um rockstar atrasado para o show. Escute.
Pelo o que eu ouvi, o site oficial saiu do ar, mas eu encontrei esses acima no youtube (um link extra). Acho que eu ainda vou tentar sair para correr ouvindo algo assim. E se você tem medo de morrer no meio do caminho, saiba que há umas pausas (tipo "você despistou eles! vá devagar e disfarce"). Infelizmente, é só em inglês, mas vale a indicação. Veja o trailer de divulgação.

run, baby, run...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ConversaCult TV #40 - O dia em que o amor transformou Belo Horizonte em Paris

Toda segunda um vídeo novo é indicado. Porque, às vezes, o melhor é jogar as pernas pro alto e apenas assistir.

Amanhã é dia dos namorados e o CCTV não podia ficar de fora. Temos dois vídeos! 1) a ideia do Shopping Cidade para inovar na campanha para essa data. Eles transformaram a tarde de alguns casais que estavam passeando no parque em um momento romântico de Paris, com direito a violinistas, flores, vinho... O resultado? Está no vídeo abaixo. O Brasil está precisando de mais e mais coisas assim, porque criatividade já tem. 2) O segundo surgiu de última hora, mas é muito legal assistir. Esse é para quem quer ter esperança de encontrar alguém. :)


O dia em que o amor transformou Belo Horizonte em Paris




(REMAKE) Love Language



Até semana que vem! E aproveite o dia dos namorados.