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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vida após Potter: J.K. Rowling escrevendo novo livro...


O 15 de julho chegando... a saudade batendo ainda mais forte... e o que a gente faz depois do fim de Harry Potter? Há o que fazer? Isso é o que nós vamos tentar descobrir ao longo desse mês aqui no blog com o Vida após Potter (se é que existe). Esse é o segundo dia e nós vamos falar do novo livro da J.K. Rowling, o "The Casual Vacancy". O que nós esperamos, se vai dar para suprir a falta de Hogwarts e informações para quem quer conferir o livro para adultos da autora. No nosso primeiro dia nós fizemos um resumo para quem quer saber o que os atores/diretores/roteiristas de Harry Potter estão fazendo agora. Não sei vocês, mas quando eu gosto muito viro stalker de ator para tentar continuar no mesmo universo. Tanto faz se a Emma Watson está fazendo uma garota americana aloka e paixão platônica do Percy Jackson, ou se o pai da Luna virou um dinossauro e luta contra o Homem-Aranha. Ainda é Harry Potter. <3

Todo mundo sabe que a nossa queridíssima J.K.Rowling, embora a série do Harry Potter tenha acabado, continua escrevendo compulsivamente (grazadeus). Depois de muito fuzuê com direito a suposições aleatórias acerca do que viria a ser seu novo livro, enfim foi divulgada o título The Casual Vacancy (A Vaga Acidental, em tradução livre, uma vez que ainda não tem tradução oficial*), que, apesar de a princípio não fazer qualquer referência a HP, muita gente ainda assim continuou achando (cegamente) que seria coisa dos Marotos.
*Na França, eles já traduziram. Ficou "Une place à prendre" - Um Lugar para Tomar.

Enfim, algum tempo depois, muita gente ficou triste com a liberação da sinopse, porque ela constata o que todo mundo já sabia: é uma história totalmente nova, sem qualquer indício de magia / fantasia / Hogwarts. Para você que ainda não conferiu, segue abaixo a sinopse completinha. Vale lembrar que a sinopse foi alterada uma vez, mas o que mudou foi apenas o sobrenome do protagonista que erraram ao colocar Fairweather em vez de Fairbrother.
 

"Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente em seus quarenta anos, a pequena cidade de Pagford fica em choque.

 Pagford é, aparentemente, um edílio inglês, com mercado na praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, mas o que está por trás de uma bonita fachada é uma cidade em guerra. Ricos em pé de guerra com pobres, adolescentes em guerra com seus pais, mulheres contras seus maridos, professores em guerra com seus alunos... Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

E o lugar vazio deixado por Barry no conselho-pároco logo se torna o catalisador para a maior guerra que a cidade está para viver. Quem triunfará em uma eleição cheia de paixão, duplicidade e revelações inesperadas?

Cômico, instigante, provocante e constantemente surpreendente, "The Casual Vacancy" é o primeiro romance de J.K. Rowling para adultos".


Depois de ler a sinopse, você fica meio: okay, o livro não é nada parecido com Harry Potter. Particularmente, eu já esperava que fosse algo bem diferente, até porque ela deu a entender várias vezes que seria uma coisa desse estilo. Uma literatura mais adulta, que provavelmente muita gente vai olhar com outros olhos, ou até com certo preconceito. Vocês conseguem imaginar a pressão que a J.K. está sofrendo? Para tentar superar o recorde (ou pelo menos igualar o sucesso) de Harry Potter? Bem, as editoras também estão sofrendo essa pressão.

As Editoras! Para quem não sabia, esse livro foi protagonista da maior batalha editorial de todos os tempos. Os grandes nomes do mercado como Rocco, Record, Cia. Das Letras, Leya, Novo Conceito, Intrínseca, entre outras, tiveram que fazer lances às cegas, sem ter qualquer informação a respeito do livro, para que conseguissem os direitos. Na época, nada tinha sido divulgado ainda, apenas que o livro era... bem, da J.K.Rowling. No final, depois de muito e muito suspense, a vitória ficou por conta da Nova Fronteira (selo da Ediouro), que, segundo os agentes responsáveis por vender os direitos do livro, tinha propostas "impressionantes". Quem fez a escolha foi a própria J.K., que teve que adiar a decisão devido a ótima qualidade dos projetos apresentados.

Isso tudo foi tão comentado que os fãs já estavam achando que alguma coisa do livro já havia sido liberada. Mas não. O nome J.K. na capa já é sinônimo de vendas, e todos sabemos disso. Dá pa entender porque rolou essa disputa. A maior prova é que, não importa se você gostou muito da sinopse ou não, se você é fã de HP, você vai comprar o livro. Eu sou uma dessas. Se não fosse da J.K., eu provavelmente veria esse livro na livraria, leria a sinopse, e... hm... Não me interessaria muito. Mas aí é que está: eu provavelmente vou querer um exemplar pra mim (e só pra mim) porque sou fã da Rowling. Mais do que isso, sou fã de Harry Potter. E convenhamos: tem muito fã de HP perdido por aí.

O lançamento oficial - e mundial - de "The Casual Vacancy" está previsto para 27 de setembro. A Saraiva já abriu pré-venda para os desesperados, então você pode garantir o seu exemplar clicando aqui. O preço, 69,90, é um roubo não é dos melhores, mas já sabemos que será algo por volta de 500 páginas, depende da língua e da edição que fizerem.

Se você lê em inglês, a situação melhora muito. Na Amazon sai por 20,93 dólares, uns 42 reais (mais frete). Ou no Book Depository (frete de graça) fica uns 50 reais. O melhor preço está na Amazon.co.uk, por 9,86 libras que dá uns 32 reais. Mais barato até do que o preço do ebook para Kindle, que vai ficar uns 40 reais (pelo menos não tem frete). A versão que está à venda é de capa dura (é sempre bom frisar, porque deve ser linda) da Little, Brown and Company, a nova casa editorial da J.K..

 
E a capa! Bem, isso aí é motivo de discussão e alarde até hoje. Teve gente que gostou, teve gente que achou um horror e teve gente (like me) que não gostou nem odiou. Veja bem, se você pensar por um certo ângulo, dá pra entender uma coisa: a capa não dá muitos indícios da história. Ela é meio minimalista, e o X da questão meio que faz referência à política, como uma disputa por voto ou algo do tipo. Ou seja: dá pra sentir a ponte com a sinopse. Mas, mesmo assim, acho que eles fizeram o máximo de esforço possível para que fosse algo simples - principalmente porque as capas de HP são absurdamente bem trabalhadas. Além disso, se não dessem muitas pistas, poderiam manter o suspense. A capa não é feia. Ela me fez lembrar algo como anos 80, e se você reparar, apenas informações esseciais são colocadas ali, justamente para ser capa modelo, universal, que atinge o maior número de editores e tudo mais. Nem o nome da Little, Brown and Company está presente (até porque só é necessário o nome da J.K. pra vender ), embora isso seja usual em muitas editoras estrangeiras.

E uma novidade! Depois de toda aquela fortuna que a Warner Bros faturou com os filmes, há boatos de que grandes produtoras estão de olho nesse novo livro. Quanto a isso, J.K. não confirmou nem negou nada, ela apenas disse que está escrevendo uma enciclopédia do mundo Potter cujos lucros serão integralmente convertidos para instituições de caridade. Sinceramente, até o livro ser lançado e termos certeza quanto ao conteúdo, não acredito muito nessa história de adaptação. Até porque, quando você fala de livro da J.K, espera-se que a trama seja bem amarrada. E isso não é sinônimo de *filmável*. Existe muito livro por aí que não seria fácil de adaptar, principalmente porque não são... visuais. Quando você fala de cinema, precisa levar em consideração que as pessoas pagam para *ver*.

>>>As Opiniões do Resto da Equipe do CC:

- Paulo:
As minhas expectativas para o livro são baixas, bem baixas. A história não faz muito o meu estilo e eu não acho que vou gostar do que a J.K. fez com ela. É que, para falar a verdade, eu gosto de "Harry Potter" muito mais pela magia desse universo e por causa do fandom e não pelos livros serem muito bem escritos ou algo assim - até porque, conhevenhamos, a Rowling não é uma das autoras que mais vendem livros por ser escrever maravilhosamente bem.

- Dana:
Sinceramente? Não faço muito ideia do que esperar. Na verdade, eu nem espero tanto assim. Pela sinopse eu provavelmente nem leria o livro se não fosse dela, mas com certeza vou querer ver no que isso vai dar. Parece que é a maior intriga e a J.K. Rowling já mostrou que sabe criar umas boas surpresas. Enquanto isso, a eterna esperança de mais um livro do universo de Harry Potter...

- Ana:
Acho que ela sempre será lembrada por "Harry Potter" e todos os livros que ela escrever serão comparados a saga do bruxinho mais querido do mundo. Eu acabei me interessando por este novo livro pela sinopse, mas não vou negar que eu leria de qualquer jeito por ser da J.K e por saber que ela é uma boa escritora e que a história pode render algo muito bom.

E você? O que espera do livro? Conte para a gente!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

[Resenha] Casados com Paris, de Paula McLain

por Paulo Vaughan
- Livro: Casados com Paris - A história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920
- Livro Único
- Autora: Paula McLain
- Editora: Nova Fronteira
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
- No skoob









Mini-crítica:
"Casados com Paris" é uma espécie de "biografia fictícia", onde a autora conta a história do casamento entre o famoso autor Ernest Hemingway e a sua primeira esposa, Hadley, baseando-se na história real do casal. O livro mostra da luta de Ernest para ter seus trabalhos publicados e a relação um tanto quanto conturbada do casal em Paris. O livro me decepcionou um pouco porque eu esperava mais do que ele podia (e prometia) oferecer. Também não gostei das atitudes da protagonista e esse conjunto de coisas me levou a dar uma nota mais baixa para o livro. Apesar de tudo, gostei da história e fiquei inspirado pela determinação de Ernest Hemingway.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

“Casados com Paris” conta a história do primeiro casamento de Ernest Hemingway (sim, o autor de “O Velho e o Mar”!) sob o ponto de vista da esposa, Hadley.

Logo no início do livro vemos uma Hadley, com seus 28 anos, saindo do “casulo” que havia vivido durante alguns anos em função da mãe doente. Por intermédio de uma amiga de infância, Kate, Hadley conhece Ernest, um bonito homem de 21 anos. Os dois logo se encantam um pelo outro e começam a namorar e, depois, casam-se. O casal se muda para Paris, onde vivem cercados de personalidades famosas no meio artístico.

“Tudo que dizia respeito a Ernest Hemingway era extraordinário.”

“Casados com Paris” foi, para mim, uma decepção. A culpa, meu caro Bruto entretanto, não foi do livro e sim da minha expectativa gigante. Acredito que, no geral, o livro cumpriu o que prometia, mas eu esperava mais. Acontece que desde o início eu estava esperando uma história com o clima mágico do filme do Woody Allen “Meia noite em Paris” (que eu nem preciso dizer que amo, né?). Porém “Casados...” não cumpriu o que eu esperava, ele foi além das boêmias noites francesas e tratou mais da relação Hadley/Ernest e seus problemas.

Outra coisa que não me agradou muito no livro foi a protagonista. No início eu estava gostando dela, mas antes mesmo da página 100 tudo mudou. O que aconteceu foi que quando se casou com o Ernest ela mostrou que, ao contrário do marido, não tinha nenhuma expectativa ou sonho* para ela mesma. Ela via o próprio futuro amarrada e completamente dependente do marido, e isso ficou evidente quando Ernest faz a primeira viagem a trabalho e ela praticamente morre.
* Para não dizer que ela não tinha sonhos para a vida dela, ela os tinha sim, porém, esses eram os mesmos de Ernest, que ele seja um autor bem sucedido, etc.

Num certo momento da história a Hadley é incentivada por uma amiga a realizar um recital de piano, o qual toca tão bem, e ela fica toda animada. Fiquei feliz porque achei que finalmente ela mudaria sua atitude, porém, esse recital nem ao menos aconteceu porque ela o cancelou (por conta do marido, até). Sei que os tempos eram outros e que eu posso estar sendo duro demais com a Hadley, mas nada disso me agrada; odeio personagens, principalmente femininas, que são dependentes e, portanto, a Hadley conseguiu um dos lugares mais altos entre os personagens que eu não gosto.

Para não ser injusto e ficar falando mal do livro do início ao fim da resenha, tenho que admitir que a relação de Ernest (e de todos os outros autores que viveram ao redor dele, como Scott Fitzgerald) com a escrita me inspirou. Toda a determinação dele, que para atingir seus objetivos fazia de tudo para conciliar a escrita, a esposa e o seu emprego em uma revista, me fizeram pensar e me ajudaram a focar na escrita. Obrigado, Ernest (e a Paula McLain)!

Apesar de tudo, a história é boa. Eu realmente gostei, tanto que eu até fiquei interessado no “Paris é uma festa”, livro do Hemingway em que ele conta os seus anos em Paris, livro esse que foi uma das fontes da autora.

Tenho mais duas considerações a fazer. A primeira é sobre a capa, que eu achei MUITO linda. Sério, entrou para as minhas favoritas. Além de ter uma fotografia maravilhosa, gostei da forma de como o título, o nome da autora, etc. foram colocados. A outra é quanto ao título, que eu não gostei. O título original é “The Paris Wife”, ou seja, “A Esposa de Paris”. A autora disse que o título é esse porque o Hemingway teve quatro esposas e as duas mais conhecidas normalmente são chamadas pelo nome do lugar no qual o casal viveu e ela fez o mesmo com a Hadley, chamando-a de ‘esposa de Paris’. Portanto, o título em português fugiu da ideia da autora e também não faz muito sentido.

Sobre a nota: Bom, eu fiquei indeciso quanto a que nota daria. A princípio seria 3, mas isso seria injustiça com livros que eu realmente gostei e levaram a mesma nota. 2 também seria uma nota muito baixa já que um dos motivos de eu não ter gostado foi o "monstro da expectativa". A nota ficou, então, no meio termo.

Classificação:

(2,5/5 conversinhas)

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Nova Fronteira! Muito obrigado. ;)

Até!