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sexta-feira, 25 de maio de 2012

DON'T PANIC: Manifesto Nerd (ou não)


Dia 25 de maio... quando se comemora três das maiores celebrações nerds ao mesmo tempo: o Dia da Toalha, o Dia do Orgulho Nerd e... o dia da síndrome de underground nerd. Então, nós aqui do CC, vamos discutir a terceira para comemorar os outros dois. Já pegaram as toalhas? Vamos em frente.

Afinal, o que é nerd? 
Nesse grande dia, alguns vão andar para todo lado com uma toalha. Outros vão tirar do armário o sabre de luz. Ao mesmo tempo, muitos nerds de "verdade" estarão por aí se coçando e falando mal dos que vieram depois. Por exemplo: os fãs (de "verdade") de Star Wars vão dar ataque por causa de todos os fãs de The Big Bang Theory que estarão gritando "Bazinga!" por aí no Dia do Orgulho Nerd (que foi escolhido, aliás, para comemorar a estreia de um filme de Star Wars). Mas nós ainda temos uma legião de mochileiros que estão aqui há mais tempo e batendo cabelo boca porque eles tinham o tal Dia da Toalha e vieram uns outros (fãs de Stars Wars "que não sabem de nada") e colocaram o Dia do Orgulho Nerd na mesma data. 

O problema aqui não é só o simples "eu descobri antes", é porque a definição nerd junta mais mutações do que a história dos X-Men inteira. Para piorar, há pouco tempo conseguiu reunir sentidos contraditórios: o nerd é o anti-moda que está na moda. wtf?!

Na minha não tão longínqua infância, eu conheci "nerd" como aquele cara excluído, estranho, que tira nota alta e todo estereótipo. Chamar alguém de nerd era praticamente um xingamento, ninguém ia bater no peito e falar "sou nerd mesmo!". Aliás, o tal Dia do Orgulho Nerd foi criado na Espanha, onde os nerds são chamados de "Friki", derivação de "freak", que é tipo "olha aquele cara estranho!".

O nerd friki acabou sendo chamado assim por causa de seus gostos peculiares. É tipo aquela hora que você chega para alguém e diz "olha que banda maravilhosa!" e a pessoa te olha com cara estranha. Ou quando você anda sempre agarrado em um livro e começam a duvidar da sua sanidade. "Cruzes, Guia do Mochileiro é muito nada a ver, mundo estranho. Tem que ser louco pra gostar disso".

Não muito diferente de agora, como você pode imaginar. Só que a visão disso era negativa e essas pessoas costumavam ser rejeitadas por sua "estranheza". O bullying está aí para confirmar.

Já agora, com Lady Gaga gritando para todo lado o "born this way", todo mundo viciado em tecnologia, e a internet* dando chance para as pessoas se reunirem, ninguém é mais tão excluído assim.
*Já reparou que tem muita coisa você conhece e quando fala com as pessoas ninguém nunca nem ouviu falar? Aí em 1 segundo com a internet ligada você encontra 938938432 pessoas ao mesmo tempo que também adoram. 
Aliás, com a internet também fica muito mais fácil conhecer coisas novas e sair se viciando em coisas "estranhas".

Nerd?

Tá, mas quem é nerd?
Já vimos que antes ser nerd era algo ruim e agora pode ser extremamente sexy, pelo menos quanto à roupa. Porém, ser nerd não é só colocar óculos grandes e vestir o casaco do pac man, nem ficar jogando Call of Duty. Se você acompanhou até aqui o post, provavelmente já reparou: existe o nerd "feio" (de estilo, que agora ficou bonito) e o nerd com gostos "estranhos" (aquele com conteúdo)*.
*Nada impede a pessoa de acabar sendo os dois ao mesmo tempo. 

Encontrei por acaso um texto que dá uma ideia boa sobre esse nerd atrás de conteúdo:
"Sempre quando um computador ou um celular novo é lançado no mercado, assim como novos games, é muito comum já estarem aguardando na fila há dias antes de seu lançamento. O mesmo fato ocorre com novas edições de livros famosos, como Harry Potter, que normalmente se esgotam em questão de poucos minutos.
Na maioria dos casos, esses produtos são adquiridos por pessoas que são viciadas em novas tecnologias relacionadas às diversas áreas do entretenimento, como computadores, games, livros, filmes e cultura pop em geral."
Esse lado de "vício" é que faz a diferença, a pessoa querendo buscar mais, saber mais. É até bem parecido com um fã, mas o nerd é de um modo mais abrangente. Não é à toa que o Dia da Toalha e o Dia do Orgulho Nerd foram criados por fãs do Douglas Adams e fãs de Star Wars.

>>>Tipos de nerd

Bem, temos o nerd clássico, que é aquele cara estranho/excluído/feio de antigamente mesmo. Os interesses deles eram mais focados em tecnologia, computadores, games, RPGs, livros de fantasia e de ficção científica. Lembrando que os três primeiros não eram nem de longe tão comuns quanto hoje, então era um gosto mais estranho. O James Halliday, do livro Jogador Nº 1, é um grande exemplo desse tipo.



Os nerds hoje em dia são divididos em um monte de tipos, mas sempre de algum modo relacionado ao vício e à vontade de saber mais. Por exemplo, há o termo Geek.

Discussão vai, discussão vem e Geek é outro desses nomes com mil significados. Para alguns, é o lado bom da força Nerd. Como se o nerd fosse aquele cara feio dentro de casa que vive com a mamãe para sempre enquanto fica no computador e o Geek fosse aquele que é viciado em tecnologia e "faz acontecer". Mas, no final (ou início?) da conta, tanto "nerd" quando "geek" tinham um teor negativo. A questão é que "nerd" foi o mais famoso e estão reaproveitando o "geek" como um lado positivo.


Também há os nerds viciados em videogame, os nerds viciados na cultura oriental, os nerds viciados em HQ... Nada impede que a pessoa goste de tudo ao mesmo tempo. Basta cruzar as margens do comum e ir em frente.

"Espera aí", você deve estar pensando. "Então qualquer um pode ser nerd!"

No fim, você percebe que a cultura dos nossos amigos da toalha é bastante parecida com a cultura pop em geral. Afinal, adaptações e efeito 3D são populares de qualquer jeito. E a nova geração, apesar de ter conhecido algum tipo de vida *pré-computador* não consegue se imaginar sem ele - pelo menos a maioria. Os mais novos nem sequer compreendem como isso um dia foi possível.

As músicas, filmes, jogos, livros, séries de tv... Tudo tem referência nerd, apresentando sinais desde imperceptíveis até gritantes, como "The Big Bang Theory". A colisão evidente entre a cultura pop e a nerd possui uma larga linha de misturas, onde quase podemos dizer que uma coisa complementa a outra. Praticamente, se você se encaixar em alguma das características já mencionadas, pode ser considerado um nerd.

Contudo, agora que você é um nerd declarado, antes de sair por aí com sua toalha, precisa aprender sobre o "Manifesto Nerd". O "Manifesto" é uma lista de diversos itens que compõem quase um guia (não como o Guia do Mochileiro das Galáxias) de como um nerd deve levar a vida, todos os seus direitos e deveres para com a nação. Criado em 1998 por Tim McEachern, O Manifesto fez sua primeira aparição em um evento nos Estados Unidados, o Geek Pride Festival, que na época também era inédito.


Manifesto nerd

1. Seja um nerd, sempre. Ou seja, não se acanhe diante da ausência incompreensível de nerdice em algumas pessoas, e/ou coisas.

2. Tente ser mais nerd que todo mundo. Afinal, a competição sempre gerou pessoas melhores, e pessoas melhores podem conseguir coisas superiores.

3. Se houver um debate nerd, dê sua opinião. Não podemos nos arriscar a guardar pensamentos durante toda a eternidade e jamais conseguir dormir novamente.

4. Salve e proteja todos os objetos nerds. Eles podem ser parte da sua vida social, e não queremos perder a vida social.

5. Tenha um "museu" nerd dentro da sua casa. Não jogar as coisas fora indica que você compreende a sabedoria dos mais velhos.

6. Não seja um nerd genérico: especialize-se. Todo mundo adora um "algo a mais".

7. Leia e veja tudo antes de todo mundo. Você pode acabar descobrindo uma forma de prever o futuro. Seria glorioso e você não quer perder essa oportunidade.

8. Vá à todas as estreias; com ou sem cosplay. As pessoas precisam ver o quanto você é indispensável à sociedade.

9. Nunca jogue fora seus objetos nerds. Eles são realmente confiáveis e você pode precisar consultá-los para algum questionamento interno mais tarde.

10. Tente conquistar o mundo! Considerando que a chance de um nerd ficar rico e famoso é bem alta, esse item virou seu objetivo na vida. Não o subjugue.

Seguindo o Manifesto, não há síndrome de underground que poderá te derrubar. Se tentarem, contra-ataque com todo o seu conhecimento. :)

[Promoção] Dia da Toalha - ATUALIZADO C/ RESULTADO


Como nós já falamos aqui, o dia 25 de maio é o Dia da Toalha (e Dia do Orgulho Nerd!). E é por isso que durante esse mês estamos utilizando as nossas sextas temáticas para falar de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" (e os nerds). Se você não estava sabendo, sugiro que leia os posts do nosso DON'T PANIC aqui, aqui e aqui. O primeiro, aliás, é onde explicamos sobre o 25 de maio. 

Gosta do Guia do Mochileiro e ainda não tem os livros? Acompanhou o DON'T PANIC e está louco para conhecer? Então essa é a sua chance. A Arqueiro concordou que os fãs (e futuros fãs) do guia mereciam um presente nesse dia especial e é por isso que nós estamos aqui com uma promoção dos cinco livros. Preparem as toalhas e continuem lendo!

Fã do Guia do Mochileiro sabe que não se deve andar por aí sem toalha, principalmente no dia 25 de maio. Então tudo o que você tem que fazer é registrar esse momento com uma foto criativa e nos enviar! Vai funcionar assim: 1) Tira a foto 2) Publica em algum lugar (twitpic, tumblr, facebook...) no envia o link ou manda direto para o nosso email 3) Preenche o formulário do fim desse post com as informações pedidas. Pronto, aí é só agarrar a toalha e esperar o resultado.

Mas eu sou muito tímido(a), preciso aparecer na foto? Se você não quiser, não precisa aparecer o seu rosto na foto, mas não pode ser só a toalha. Criatividade e toalha é o que há. Enrolar a mamãe na toalha também vale.

Como eu envio a foto? Vocês tem duas opções: a primeira é hospedar a foto em algum site (como o Flickr, ImageShack, etc) e colocar o link da imagem direto na parte do formulário que pede a foto; a segunda opção é nos mandar por email (conversacult@gmail.com) com o título "Promoção Dia da Toalha" e o seu nome no corpo do email para a gente não confundir quem é você (é necessário que você coloque o seu email na área onde o formulário pede a foto).

Como o vencedor será escolhido? Nós sortearemos o vencedor via random.org e ainda sortearemos alguns kits de marcadores dependendo do número de participações. É claro que não esqueceremos se a foto for criativa...

Regras:
- Seguir @ConversaCult e @editoraarqueiro no Twitter.
- Seguir o ConversaCult via Google Friend Connect na barra lateral.
- Divulgar, pelo menos uma vez, a mensagem "Participo da promoção #DiadaToalha no @conversacult e concorro aos 5 livros da trilogia! @editoraarqueiro http://dft.ba/-2H3K".
- Preencher o formulário até dia 15 DE JUNHO.

O sorteio será realizado até dia 18 de junho e o resultado será divulgado aqui. O envio dos 5 livros é de responsabilidade da Editora Arqueiro e o envio dos marcadores de nossa. Caso haja alguma dúvida, pergunte-nos no @conversacult ou por email, conversacult@gmail.com





[ATUALIZAÇÃO DIA 17/06] O sorteio foi realizado no random.org e o número escolhido foi o 2,  da Elizabeth Maria (@LizziePereira)! A foto dela foi:


Agradecemos e parabenizamos todos que participaram e como a equipe do CC é boazinha, TODOS que nos enviaram a foto com a toalha vão ganhar um kit de marcadores sortidos! Elizabeth e os outros participantes, vocês devem enviar para o email conversacult@gmail.com o seu nome completo + usuário do Twitter + endereço (incluindo CEP). Caso não recebamos o endereço da Elizabeth dentro de 48 horas sortearemos novamente. 

domingo, 20 de maio de 2012

DON'T PANIC: O "Sexto" Livro da Trilogia


No nosso primeiro dia aqui você conheceu as toalhas, no segundo a trilogia dos cinco e agora... vai conhecer o sexto livro escrito depois da morte do Douglas Adams. Se você está meio confuso, é que anos depois da morte do autor de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" foi lançado mais um livro da trilogia, chamado "E Tem Outra Coisa" ("And Another Thing", como você pode ver ali em cima). Esse livro foi escrito, na verdade, pelo autor da série “Artemis Fowl” (Galera Record), Eoin Colfer, com a autorização dos herdeiros de Douglas Adams. Hoje vamos nos dedicar a falar sobre se esse sexto livro é um sexto livro ou uma fanfic impressa de gente famosa, além de explicar sobre o que é. 

O título e as aspas em "sexto"

A primeira coisa que eu queria comentar sobre o livro é o título. Como eu disse no último post, os títulos dos cinco primeiros livros são frases ou nomes citados no primeiro livro, mas “E Tem Outra Coisa” saiu de uma citação do terceiro livro, “Até mais, e obrigado pelos peixes!”. A escolha do Eoin Colfer foi simplesmente genial e ela já te dá uma dica do que esperar do livro.
“A tempestade agora havia realmente enfraquecido e, se ainda havia sobrado algum trovão, estaria agora roncando sobre colinas mais distantes, como um homem que diz “E tem outra coisa...” vinte minutos depois de admitir que perdeu uma discussão.”
Se já há uma polêmica em relação a “Praticamente Inofensiva” ser o quinto livro da série ou um livro a parte, imagine com “E tem outra coisa”. Ao longo do post vou chama-lo sim de “sexto livro”, porém, para mim e para a maioria dos fãs, ele não merece essa classificação. O engraçado é que o livro foi concebido como uma “homenagem ao Douglas e aos fãs da série”, mas os fãs não se sentiram nem um pouco felizes com ele e, principalmente, por ele ter sido jogado para nós como o “sexto livro da trilogia”. Como disse uma amiga minha, se era para fazer uma homenagem porque não fizeram uma antologia com vários autores legais?

A história
[ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DOS CINCO LIVROS DA SÉRIE]

No fim de “Praticamente Inofensiva” temos o fim da Terra em todas as suas dimensões e, com isso, Arthur, Random, Trillian e Ford, que estavam na Terra, morreram também – ou não. Logo no início de “E Tem Outra Coisa” descobrimos que a versão II do Guia do Mochileiro das Galáxias (que é extremamente interativa - ela é até em forma de pássaro – e foi criada por outra corporação, a InfiniDim) ao ver que os nossos “heróis” iam morrer criou uma realidade alternativa na mente de cada um deles, que seguiram suas vidas em frente. Random se tornou a Presidente da Galáxia; Trillian continuou na carreira de repórter e seu corpo sofreu com isso (leia-se: muitas, muitas, muitas cirurgias plásticas); Ford vivia o paraíso de todo betelgeusiano típico: noites intermináveis em hotéis cinco supernovas, com massagens, festas, garotas das mais variadas espécies e bebendo apenas Dinamite Pangaláctica; já Arthur vivia em uma ilha deserta bebendo apenas chá, a vida dos sonhos de todo inglês típico.

Porém, esses “sonhos” são subitamente encerrados e eles voltam para o momento do fim da Terra. Preparados para finalmente morrerem, o inesperado acontece: Zaphod aparece em sua nave, a Coração de Ouro. Porém, isso não era o bastante para salvá-los e com mais uma ajuda da improbabilidade, Wowbagger chega à Terra na nave que roubou de Thor (sim, o do martelo!). Para quem não se lembra, Wowbagger, o Infinitamente Prolongado é o alienígena que aparece logo no início de “A Vida, o Universo e Tudo Mais”, aquele que tem como objetivo de xingar todos os seres vivos do Universo (e em ordem alfabética!).

O que move a história é a simples palavra “bundão”. Sim, é disso que Wowbagger xinga Zaphod, o que deixa o presidente irritadíssimo. Zaphod deseja matar Wowbagger, que também deseja ser morto, porém, ele é imortal. A solução encontrada então é Thor, o deus asgardiano que é também um velho amigo de Zaphod. A ideia é que ele mate Wowbagger e o deus aceita, pois sua reputação está negativa depois que um certo vídeo caiu na Subeta Net (e um vídeo dele matando um imortal poderia trazê-lo de volta à popularidade).
[FIM DOS SPOILERS]

Análise

Vocês viram no último post que eu amei os cinco primeiros livros, mas o mesmo não posso dizer do sexto. O livro não é ruim, mas é meio forçado. Quando o peguei para ler eu já esperava algo diferente por ter sido escrito por outro autor, etc. e minhas expectativas para o livro eram nulas e isso foi bom porque não tive nenhuma surpresa desagradável.

O principal problema de outro autor continuar escrevendo os livros de uma série é o ponto de vista. “E tem outra coisa...” traz o POV do Eoin sobre os personagens e não mais o do Douglas, obviamente. Em minha opinião isso foi o pior do livro, parecia que os personagens não estavam nos seus tons certos, como se eles fossem uma estação de rádio mal sintonizada. Vi um Arthur muito “abobalhado”, uma Random chatinha e ainda mais birrenta (falando nisso, viu nosso post sobre as mães da literatura? Falamos da relação Random/Trillian.) e uma Trillian quase com uma personalidade de uma Trillian de outra realidade.

Uma coisa que eu gostei bastante foi o resgate de Wowbagger para a história, um personagem que gostei muito já na sua curta aparição e completou a história (mas o tempo inteiro eu imaginava como seria se o Douglas o tivesse desenvolvido melhor). Já que estou falando dele, preciso dizer que odiei com todas as minhas forças o casal que o Colfer fez, [SPOILER] Trillian/Wowbagger é muito bizarro, compreendo a aversão que a Random teve no início. [/SPOILER]

As críticas presentes nos livros anteriores também estão em “E tem outra coisa...”, porém o Colfer as deixou de forma mais explícita. Por exemplo, o pequeno planeta Nano que foi comprado por um grupo de terráqueos antes da destruição de seu planeta natal e para onde eles se mudaram. Como a população está se organizando no planeta recém-habitado, vemos muitos problemas caindo na mão do seu ‘governante’ (que, inclusive, é o homem que aparece na capa do livro). E todos eles são uma forma de crítica à sociedade em que vivemos hoje. O que mais é desenvolvido é a falta de um deus, uma divindade na qual a população possa se “prender” - vemos aí uma gigantesca crítica à religião e à crença das pessoas.

O Colfer também usou um artifício muito chato no livro: as notas do Guia. Eram trechos inseridos no meio da história que explicavam algo ou contavam uma história. A maior parte deles é completamente desnecessária, poucos eu achei engraçados ou realmente foram úteis para a leitura e teve um momento do livro que passei a pular alguns (se quiser, faça o mesmo, porém você estará pulando praticamente metade do livro).

Espere, devo ou não ler o livro?

Bom, isso parte de cada um, mas se você leu os cinco livros da série e os amou e tal e quer manter a imagem das coisas do jeito do Douglas Adams, minha dica é que não leia. Mas, se você quiser experimentar a história por um novo ponto de vista, o livro é uma boa pedida. 

Até mais, e obrigado pelos peixes! o/

sexta-feira, 11 de maio de 2012

DON'T PANIC: A Trilogia de Cinco


Senhoras e senhores, retornamos aqui com nosso seguindo dia do guia (do Guia...) que estamos fazendo esse mês. É nerd ou se interessa pela cultura nerd? O DON'T PANIC é o seu lugar. Nós estamos falando do Guia do Mochileiro das Galáxias, começamos pelo grande criador e hoje vamos falar um pouco sobre cada livro. Agora, apertem os cintos que nós já vamos começar. E não esqueça de deixar a sua opinião na saída! Quem sabe não rola até sorteio?


Como dissemos no nosso post anterior, “O Guia do Mochileiro das Galáxias” começou como uma série de rádio que, posteriormente, foi transformada em uma compilação em fita cassete e só depois vieram os livros. Mas o que é o Guia que dá o título à série?
Bom, dentro da trilogia "O Guia do Mochileiro das Galáxias" há um guia chamado O Guia do Mochileiro das Galáxias* (guiaception outra vez!). Esse guia é, na verdade, um livro com milhares de definições para tudo (ou melhor, quase tudo) do Universo. Como é dito nas próprias páginas, se o Guia fosse um livro impresso teria que ser guardado em vários prédios grandes, é quase como algo parecido com o e-reader que nós conhecemos hoje em dia. *Quando eu me referir ao livro do Douglas Adams, usarei aspas no título e quando for o livro fictício ele será em itálico.

"No início, o Universo foi criado. Isso irritou profundamente muitas pessoas e, no geral, foi encarado como uma péssima idéia." 

Sinopse para os 5 livros da trilogia
Focando agora na história contada na série, temos Arthur Dent. Arthur é um inglês na casa dos 30 que leva uma vidinha um tanto quanto tediosa e trabalha em uma rádio. Ele vivia “tranquilamente” em sua casa até que, um dia, tratores amarelos apareceram em frente à sua casa com a intenção de demoli-la para a construção de um desvio. 
“-Como assim ‘por que [o desvio] deve ser construído?' Ora! – exclamou – É um desvio! É necessário ser construído!” 
Enquanto Arthur discutia o porquê da construção do desvio, o mundo estava prestes a ser destruído pelos Vogons – uma desagradável raça alienígena - para a construção de uma via expressa hiperespacial. Todas as criaturas que vivam no planeta Terra acabariam mortas, com exceção de Arthur e o seu salvador, Ford Prefect. 

Ford é de Betelgeuse e trabalha como pesquisador de campo do Guia do Mochileiro. Ele está há 15 anos na Terra, vivendo com a identidade de um ator desempregado. Junto com Arthur, escapou da Terra, pegou carona na nave Vogon e quando estava prestes a morrer no espaço, foi salvo pelo gerador de improbabilidade infinita da Coração de Ouro - nave roubada por Zaphod Beeblebrox, um alienígena de duas cabeças que era o Presidente da galáxia e, curiosamente, meio primo de Ford. 

Na nave somos apresentados a Marvin, o androide paranoide – e devo dizer que ele é um dos MELHORES personagens – e a Tricia McMillan, uma brilhante astrofísica da Terra que mudou o nome para Trillian depois que foi para o espaço com Zaphod. Então, todos eles partem para um planeta chamado Magrathea.

A partir daí, a história vai se desenrolando e temos os dois livros seguintes – “O Restaurante no Fim do Universo” (aliás, esse livro tem as cenas mais engraçadas) e “A Vida, o Universo e Tudo Mais”. Os três primeiros livros contam quase uma história única e não vou entrar nisso para evitar spoilers. 
"A Terra tem - ou melhor, tinha - o seguinte problema. A maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes."
“Até Mais, E Obrigado Pelos Peixes!” é o quarto livro da série e, em minha opinião, o melhor. Ele foi publicado dois anos depois do terceiro livro e é, de certa forma, diferente de seus antecessores. Nos livros anteriores as coisas são meio que aleatórias e juntas, fazem sentido. Já nesse livro, vemos um estilo diferente e que é o “habitual” na ficção: uma história “linear”, aonde os acontecimentos vão caminhando para o final derradeiro.

Arthur Dent está de volta à Terra. Sim, foi isso mesmo que você leu. Depois de todos os acontecimentos dos livros anteriores, Arthur está de volta à sua terra natal, mas, embora tudo pareça igual, as coisas mudaram no período em que ficou ausente. Arthur está, na verdade, em uma versão alternativa da Terra, em que o “ataque” dos Vogons não foi executado por completo. 

É nesse livro que conhecemos Fenchurch, uma das personagens mais legais da "trilogia". Ela e Arthur têm um envolvimento amoroso, o primeiro "explícito" da série. Juntos, eles precisam descobrir o que aconteceu com a Terra no dia em que os Vogons apareceram, por que os golfinhos desapareceram e se a CIA é responsável pelo que aconteceu.

E, por fim, temos “Praticamente Inofensiva”, que é um livro que levanta algumas dúvidas entre os leitores: ele é quinto da trilogia “O Guia do Mochileiro das Galáxias” ou um livro único, um spin-off? Isso porque o livro foi publicado oito anos depois do seu antecessor. Esse tempo todos passado entre os quatro primeiros livros e “Praticamente Inofensiva” influenciou na história. Afinal, nesse meio tempo houve mudanças políticas, culturais e tecnológicas – sendo o último um dos fatores de maior influência na história. 

ATENÇÃO: a partir daqui até o próximo aviso em vermelho pode conter alguns spoilers do quinto livro e dos anteriores

Após os acontecimentos de “Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes” (4º livro), Arthur e Fenchurch fizeram viagens pelo hiperespaço e depois de um estranho acidente, Fenchurch despareceu. Arthur continuou viajando pelo hiperespaço com viagens pagas com amostras do seu DNA, inclusive de seu sêmen.

Por fim, Arthur Dent parou no planeta Lamuella, onde virou um exímio Fazedor de Sanduíches – algo que não existia antes de sua chegada ao planeta. Enquanto Arthur levava uma vida pacata por lá, Trillian aparece com uma grande surpresa: ela teve uma filha, Random *WAIT FOR IT, WAIT FOR IT* Dent. Sim, Arthur era o pai da garota. Acontece que Trillian já estava ficando mais velha e como não havia chance nenhuma de ela ter filhos da forma habitual (já que os terráqueos haviam sido extintos), ela recorreu à inseminação artificial e o sêmen era, curiosamente, de Arthur, o único de humano disponível.

Como Trillian havia se tornado uma requisitada jornalista interespacial, ela deixou a filha com Arthur para cobrir uma guerra. O problema é que a menina era rebelde e meio afetada porque havia sido abandonada pela mãe em “creches” diversas vezes e muitas dessas durante anos, já que Trillian viajava pelo hiperespaço e às vezes o tempo não passava tanto assim para ela (ou seja: o que para a Trillian poderia ser alguns dias levava anos para a filha). Isso acaba influenciando na personalidade rabugenta e rebelde da menina a qual somos apresentados. 
 "- E o que ela disse? 
- Ela me deu outra pedrada na cabeça. [- respondeu Ford]
- Acho que posso confirmar que essa era mesmo a minha filha.
- Um amor de menina.
- Você precisa conhecê-la melhor - disse Arthur.
- Por que, ela fica mais mansa?
- Não - respondeu Arthur -, mas você aprende a hora de desviar."
Enquanto Arthur tenta se aproximar da filha, vemos que as coisas mudaram bastante na Sede do Guia do Mochileiro das Galáxias. O livro foi comprado pela InfiniDim, uma outra editora que planejava coisas diferentes do que o Guia era antes, incluindo uma segunda versão dele (que se comporta de forma... estranha). Ford Prefect acaba se metendo em (e criando) problemas ao tentar lutar contra o seu novo cargo no Guia, de crítico de restaurantes.

Aviso de fim do spoiler

Enfim, os livros são geniais. Há uma gigantesca dose de ironia e as críticas (à sociedade, ao consumismo e até à religião) às vezes são colocadas de forma tão delicada e inteligente que não é possível percebê-las em uma única lida. E digo isso sério, pois quando eu estava folheando e relendo certos trechos dos livros para escrever esse post captei detalhes que não havia pegado antes. 

Curiosidade: Títulos dos livros
Uma coisa legal de comentar são os títulos dos livros. Todos eles foram retirados de trechos do primeiro livro da série. O do primeiro, obviamente, não necessita de explicação. O segundo, “O Restaurante no Fim do Universo”, se refere ao restaurante Milliways, que, literalmente, fica no fim do Universo e é necessário viajar no tempo para chegar até ele. O terceiro é referente a 42, ou seja, a Resposta à Grande Questão da Vida, do Universo e Tudo Mais (só não se sabe ainda QUAL é a Grande Questão da Vida, do Universo e Tudo Mais). Já “Até mais, e obrigado pelos peixes!” é a frase dita pelos golfinhos quando eles vão embora da Terra um pouco antes do “ataque” dos Vogons no início da trilogia. E por último, “Praticamente Inofensiva”, é essa a definição da Terra feita pelo Ford e que acabou entrando para o Guia. Além disso, todos os títulos têm relação com os eventos acontecidos em cada um deles, é claro. 

Entrando mais para uma opinião pessoal, todos os livros estão entre os favoritos, mas tenho que confessar que não dei cinco conversinhas para todos. A minha ordem de preferência seria “Até mais, e obrigado pelos peixes!” > “O restaurante no fim do universo” > “O Guia do Mochileiro das Galáxias” > “Praticamente inofensiva” > “A Vida, o universo e tudo mais”. 
"Há uma teoria que indica que sempre que qualquer um descobrir exatamente o que, para que e porque o universo está aqui, o mesmo desaparecerá e será substituído imediatamente por algo ainda mais bizarro e inexplicável... Há uma outra teoria que indica que isto já aconteceu."
Então é isso, pessoal. Até sexta-feira que vem, onde falarei sobre o livro que foi escrito pelo Eoin Colfer e é dito como o sexto livro da "trilogia de cinco" começada por Adams. 
* E não se esqueçam de comentar para nos fazer feliz, haha. (:

sexta-feira, 4 de maio de 2012

DON'T PANIC: Douglas Adams


Essa é a primeira sexta do nosso guia do Guia (GUIACEPTION) do Mochileiro das Galáxias, que não é O guia, porque até o Neil Gaiman fez um guia desse Guia, então já começamos desafiando padrões extraterrestres. Porém, segurando firme a toalha, vamos seguir em frente e ajudar você, caro leitor, a não ficar tão perdido em maio, o mês dos nerds. Por que mês dos nerds? Porque é o mês das duas maiores celebrações nerds: o Dia do Orgulho Nerd e Dia da Toalha, que são comemorados, é claro, no mesmo dia, 25 de maio. Se você já está perdido, keep calm DON'T PANIC e continue lendo.

Quem já ouviu falar d' O Guia do Mochileiro das Galáxias? Douglas Adams, o autor da "trilogia" de cinco (deixemos para falar do "sexto" livro em outro post...) livros é o nosso queridinho de maio. Vamos falar dele, da série e de muitas outras nerdices por aqui. Para começar, apresentaremos a história inicial, uma pequena trajetória do que o tio Douglas fez e como surgiu a sua pequena série.


>>>Por que Nerd?

Para quem não sabe, Douglas foi um ateísta. Não que isso seja um pré requisito para ser um nerd. Mas o que diabos é ateísmo, você deve estar se perguntando. Ateísmo é aquilo que contrasta diretamente com o termo teísmo, que seria a crença em pelo menos uma divindade. Ou seja, em outras palavras, Douglas Adams era ateu. E um dos radicais. Um biólogo chamado Richard Dawkins lhe dedicou um livro, onde escrevia que Douglas havia se tornado ateu (dos extremistas) devido a sua compreensão completa da Teoria da Evolução*. Devido a tudo isso, e à sua fama inegável de pertencer mais à ciência e à tecnologia do que às artes, Douglas acabou se tornando um protetor fervoroso dos animais e do meio ambiente. Tinha também uma ligação (ou obsessão) por carros - automóveis em geral - e por câmeras. Ele era bem fã da tecnologia. Chegou a escrever textos sobre e-mails quando esse tipo de comunicação nem sequer era conhecida. Além disso, foi um professor extremamente requisitado nos tópicos (mais do que óbvios) da ciência e da tecnologia. Isso para você ter uma ideia da fama que o cara tinha.
*seleção e evolução natural das espécies a partir dos estudos de Darwin; juntamente com as pesquisas acerca de uma genética como base para a herança biológica de Gregor Mendel; e a teoria da genética populacional.

Essa coisa toda com animais talvez tenha nascido de sua criação muito próxima com a avó, que possuía um refúgio para os animais machucados. Quando os pais se separaram e Douglas e a irmã se mudaram com a mãe para a casa da avó, a proximidade apenas se intensificou. O que é irônico, no entanto, é que parece que ele segue completamente o esteriótipo de um cara nerd: Douglas desenvolveu asma. Só faltou o cara ser míope, pode falar.

>>>E a arte?

Douglas Adams, diferentemente do que você deve estar pensando, não se limitou à ciência. Ele era ligado - sempre foi - à criação e ao desenvolvimento de histórias (tendenciosas, que fique claro), e suas influências científicas e tecnológicas serviram de base para a criação de muitos enredos malucos. Douglas escreveu esquetes para uns caras da TV britânica, que ninguém jamais ouviu falar: Monty Phyton´s Flyng Circus. Ele também escreveu quadrinhos, participou de peças de teatro (escrevendo-as, claro), foi dramaturgo e até mesmo músico. O cara era de tudo um pouco, né minha gente. E pra você que achava que os nerds só podiam ficar enclausurados no quarto estudando a teoria da relatividade....

O Guia do Mochileiro das Galáxias a princípio era um programa de comédia da BBC transmitido pelo rádio. Mais tarde, se desenvolveu para uma série de livros que inicialmente era uma trilogia. Sabe como é essa coisa de inicialmente, né? Sempre tem mais alguma coisa para ser contada. O Guia do Mochileiro tem críticas explícitas ao consumismo, à política, à burocracia (ou ausência dela) e até mesmo às manias das pessoas. Tudo usando de um humor escrachado e de uma ironia bizarra. O efeito quase nos faz questionar se Douglas Adams era, além de nerd, um idealista.


Nos livros, ainda percebemos influências - além das óbvias já citadas - musicais, como Bob Dylan, The Beatles, Pink Floyd, Procol Harum e muitos outros. Adams teria usado o Pink Floyd para criar a banda fictícia "Disaster Área", descrita nos livros como “não só a banda de rock mais alta na galáxia, como na verdade o maior ruído de qualquer natureza”. A proximidade com o Pink Floyd talvez tenha sido gerada porque Adams era amigo do guitarrista da banda. Ele chegou a ser convidado, em seu aniversário de 42 anos*, a fazer uma participação num concerto que aconteceu em Londres, onde apareceu em duas músicas: "Brain Damage" e "Eclipse". Sim, ele sabia tocar guitarra. E tocava de modo canhoto, além de algumas fontes afirmarem que o escritor tinha 24 guitarras diferentes em sua casa. Pra que colecionar bolinhas de gude, se a gente pode colecionar guitarras....
*O número 42 teria um significado especial, sendo referência para a última questão do Universo, da Vida, de Tudo. Além disso, foi também quando Douglas tinha 42 anos que nasceu sua filha Polly.

Douglas também era amigo de Gary Brooker, integrante de outra banda que teria influências em O Guia do Mochileiro das Galáxias, o Procol Harum. Gary seria o vocalista, pianista e compositor de rock progressivo (deu pra notar que os amigos dele também faziam muitas coisas ao mesmo tempo...). Assim como no concerto do Pink Floyd, Adams também tirou alguma experiência tocando com seu amigo musical, dessa vez participando da música “In Held Twas in I” num show do Procol Harum.

>>>Ciência e Arte

Para quem não sabia, Douglas Adams também criou jogos de computador. Ele escreveu, arquitetou e deu "vida" à sua ideia, unindo em um só lugar toda a ciência e a tecnologia da qual jamais se distanciou, e a arte que sempre esteve presente em sua vida. Em 1984, juntamente com o Steve Meretzky, da Infocom, Douglas criou uma versão de ficção interativa de HHGG. Douglas ainda esteve presente em reuniões da equipe de jogos da Lucasfilm, onde participou ativamente da criação do jogo Labirinto. Ele também foi responsável pela criação do jogo Starship Titanic que só foi publicado em 1998 pela Simon and Schuster (três anos antes de sua morte por ataque cardíaco).


O Guia do Mochileiro também teve sua versão dos jogos. Primeiramente, tornou-se série de televisão, e posteriormente gerou projetos paralelos que desenvolveram jogos como o Bureaucracy. O Starship Titanic também teria sido criado com base no Guia, e Adams ainda ia escrever um livro sobre isso, mas estava ocupado demais com o jogo para se dedicar integralmente. Porém, o livro "Douglas Adam’s Starship Titanic" foi lançado, escrito não pelo próprio Adams, mas pelo escritor também britânico Terry Jones.

O editor de Douglas Adams teria tido que, devido a toda essa movimentação, trancar Douglas num quarto de hotel com uma máquina de escrever para que ele terminasse a série O Guia do Mochileiro das Galáxias. Na verdade, Duglas assumiu que isso realmente aconteceu.

>>>Curiosidades

Em homenagem ao Douglas Adams, foi criado o Dia da Toalha, que é celebrado no dia 25 de maio. A escolha da "toalha" é por causa do fato de que, n' O Guia do Mochileiro, Adams gastou uma página inteira falando de uma toalha e sua importância para a história. A data é comemorada pelos fãs e nerds no geral com o uso da toalha durante o dia todo, ficando grudados a ela até ser dia 26. Algumas pessoas preferem enrolá-la na cabeça, outras a usam como capa ou qualquer outra maluquice que se julgue conveniente.


Sua participação na rádio gerou a Douglas uma oportunidade na série televisiva Doctor Who em 1979, quando o Doutor era interpretado por Tom Baker. Três episódios teriam sido escritos pelo autor, mas apenas dois foram ao ar, sendo eles - até hoje - considerados alguns dos melhores episódios da série.

Neil Gaiman, por incrível que pareça, também era amigo de Adams. Ele tinha umas amizades incríveis, pode falar. Gaiman, para quem não sabe, é autor de vários quadrinhos e romances (inclusive Sandman e Stardust). Em 1988, após a publicação dos quatro primeiros livros da série O Guia do Mochileiro, Gaiman - ainda desconhecido -, escreveu um livro sobre O Guia e sobre Douglas Adams, cuja capa você pode conferir abaixo. O livro se chamava Don't panic (não entre em pânico), nome que motivou o título do nosso especial e virou um marco para os fãs. Gaiman escolheu tal expressão porque ela na verdade é usada inicialmente no próprio Guia :D


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Balanço de Leituras - Abril


Mais um balanço de leituras aqui no blog. Leia a nossa compartilhe conosco como andam as suas! Comente aqui embaixo ou faça esse meme no seu próprio blog.

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: 6 livros completos - "Se eu morrer antes de você" (Allison Brennan), "A Vida, o Universo e Tudo Mais" (Douglas Adams), "Até mais, e obrigado pelos peixes!" (Douglas Adams), "Praticamente Inofensiva" (Douglas Adams), "E tem outra coisa..." (Eoin Colfer) e "A Última Princesa" (Fábio Yabu).

- O que achou? Os do Douglas Adams, que são os 3 últimos da série "Guia do Mochileiro das Galáxias", são maravilhosos, assim como os dois primeiros. Já o "E tem outra coisa..." que é, supostamente, o sexto livro do Guia do Mochileiro é... regular (falo mais disso na resenha). E o "A Última Princesa" é fantástico, uma leitura bem leve, li em um dia!

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: "Se eu morrer antes de você"

- Comentário sobre as leituras: Depois de três meses lendo poucos livros fiquei muito feliz com o resultado desse mês. Mesmo 5 dos livros que li sejam pequenas foi um resultado muito satisfatório para mim.

>>>Dana Martins

- Livros lidos: Esse mês eu me recuperei com 5 completos: "Os Anos de Fartura", do Chan Koonchung, que eu falei que tinha começado. "O Caderno de Maya", da Isabel Allende. "O Nome do Vento", do Patrick Rothfuss. "A Linha", da Teri Hall. E "The Swan Kingdom" da Zoë Marriott. 

- O que achou? Foi um mês, de certo modo, denso. O meu ranking fica: The Swan Kingdom, O Nome do Vento, Os Anos de Fartura e O Caderno de Maya no mesmo lugar e A Linha por último. The Swan Kingdom me surpreendeu muito e vocês vão ver em breve na minha resenha. O Nome do Vento traz um clima lindo e o Kvothe é melhor ainda, mas não teve o teor viciante do primeiro. Os que ficaram no mesmo lugar são mais adultos e trazem bastante conteúdo. Eu gostei bastante. A Linha foi o único do que eu realmente não gostei tanto assim. Achei bem fraco, mas deve ser porque é mais infantil. Resultado: duas distopias e meia, dois estilo contos de fadas/medieval.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Já fiz a de O Caderno de Maya e amanhã entra a de O Nome do Vento aqui e a de A Linha no blog das resenhas. The Swan Kingdom em breve. :)

- Comentário sobre as leituras: Até que esse mês eu fui bem, mas mais por causa dos dois últimos livros. A Linha é muito pequeno e passa rápido. Já The Swan Kingdom foi difícil abandonar. 

>>>Igraínne Marques

- Livros lidos: Dois e meio. Terrível Encanto, Shadowspell e metade de Interligados. 

- O que achou? Terrível Encanto é legal, mas a escrita me incomodou de um modo realmente decepcionante. Acho que se a autora tivesse tido um cuidado um pouco maior, teria sido incrível. Shadowspell foi minha surpresa boa do mês. Depois de ter lido Glimmerglass, achei que o segundo livro fosse seguir a mesma linha (e seguiu, como você pode conferir na resenha da Dana aqui), mas definitivamente achei bem melhor que o primeiro. Já Interligados, cuja resenha vai ao ar na semana que vem, (não percam, pessoas), foi outra surpresa maravilhosa. Ainda não terminei, não posso falar integralmente, mas até agora com certeza é um dos livros mais legais que li no ano.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Fiz uma resenha para Terrível Encanto e uma para Shadowspell (essa para o Blog das Resenhas).

- Comentário sobre as leituras: Terrível Encanto é um livro para você ler por distração. A história é boa (muito boa, aliás), mas poderia ter sido aproveitada melhor. Acho que o fato de nada ali ser previsível foi o ponto alto, foi o que fez a história andar. Eu poderia dizer que os princípios dos personagens são bem "reais" e não há muito daquela coisa de "como devem ser os casais" que eu vejo em muito livro por aí. Mas, como eu disse, a escrita me incomodou. Shadowspell, por outro lado, foi realmente intrigante. Não sei o que a autora fez, mas fiquei fã da série, algo que eu jamais acreditaria acontecer depois de ter lido o primeiro livro. Simplesmente me encantei com o mundo de Avalon e todas as atrapalhadas de Dana. :)) Por fim, Interligados é uma história muito bem desenvolvida. Como ainda não terminei de ler, só posso comentar a respeito daquilo que eu sei, mas contrastando com Terrível Encanto, todos as vertentes que podem ser exploradas são exploradas. Isso torna a história mais limpa, menos superficial.