Mostrando postagens com marcador eoin colfer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eoin colfer. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de maio de 2012

DON'T PANIC: O "Sexto" Livro da Trilogia


No nosso primeiro dia aqui você conheceu as toalhas, no segundo a trilogia dos cinco e agora... vai conhecer o sexto livro escrito depois da morte do Douglas Adams. Se você está meio confuso, é que anos depois da morte do autor de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" foi lançado mais um livro da trilogia, chamado "E Tem Outra Coisa" ("And Another Thing", como você pode ver ali em cima). Esse livro foi escrito, na verdade, pelo autor da série “Artemis Fowl” (Galera Record), Eoin Colfer, com a autorização dos herdeiros de Douglas Adams. Hoje vamos nos dedicar a falar sobre se esse sexto livro é um sexto livro ou uma fanfic impressa de gente famosa, além de explicar sobre o que é. 

O título e as aspas em "sexto"

A primeira coisa que eu queria comentar sobre o livro é o título. Como eu disse no último post, os títulos dos cinco primeiros livros são frases ou nomes citados no primeiro livro, mas “E Tem Outra Coisa” saiu de uma citação do terceiro livro, “Até mais, e obrigado pelos peixes!”. A escolha do Eoin Colfer foi simplesmente genial e ela já te dá uma dica do que esperar do livro.
“A tempestade agora havia realmente enfraquecido e, se ainda havia sobrado algum trovão, estaria agora roncando sobre colinas mais distantes, como um homem que diz “E tem outra coisa...” vinte minutos depois de admitir que perdeu uma discussão.”
Se já há uma polêmica em relação a “Praticamente Inofensiva” ser o quinto livro da série ou um livro a parte, imagine com “E tem outra coisa”. Ao longo do post vou chama-lo sim de “sexto livro”, porém, para mim e para a maioria dos fãs, ele não merece essa classificação. O engraçado é que o livro foi concebido como uma “homenagem ao Douglas e aos fãs da série”, mas os fãs não se sentiram nem um pouco felizes com ele e, principalmente, por ele ter sido jogado para nós como o “sexto livro da trilogia”. Como disse uma amiga minha, se era para fazer uma homenagem porque não fizeram uma antologia com vários autores legais?

A história
[ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DOS CINCO LIVROS DA SÉRIE]

No fim de “Praticamente Inofensiva” temos o fim da Terra em todas as suas dimensões e, com isso, Arthur, Random, Trillian e Ford, que estavam na Terra, morreram também – ou não. Logo no início de “E Tem Outra Coisa” descobrimos que a versão II do Guia do Mochileiro das Galáxias (que é extremamente interativa - ela é até em forma de pássaro – e foi criada por outra corporação, a InfiniDim) ao ver que os nossos “heróis” iam morrer criou uma realidade alternativa na mente de cada um deles, que seguiram suas vidas em frente. Random se tornou a Presidente da Galáxia; Trillian continuou na carreira de repórter e seu corpo sofreu com isso (leia-se: muitas, muitas, muitas cirurgias plásticas); Ford vivia o paraíso de todo betelgeusiano típico: noites intermináveis em hotéis cinco supernovas, com massagens, festas, garotas das mais variadas espécies e bebendo apenas Dinamite Pangaláctica; já Arthur vivia em uma ilha deserta bebendo apenas chá, a vida dos sonhos de todo inglês típico.

Porém, esses “sonhos” são subitamente encerrados e eles voltam para o momento do fim da Terra. Preparados para finalmente morrerem, o inesperado acontece: Zaphod aparece em sua nave, a Coração de Ouro. Porém, isso não era o bastante para salvá-los e com mais uma ajuda da improbabilidade, Wowbagger chega à Terra na nave que roubou de Thor (sim, o do martelo!). Para quem não se lembra, Wowbagger, o Infinitamente Prolongado é o alienígena que aparece logo no início de “A Vida, o Universo e Tudo Mais”, aquele que tem como objetivo de xingar todos os seres vivos do Universo (e em ordem alfabética!).

O que move a história é a simples palavra “bundão”. Sim, é disso que Wowbagger xinga Zaphod, o que deixa o presidente irritadíssimo. Zaphod deseja matar Wowbagger, que também deseja ser morto, porém, ele é imortal. A solução encontrada então é Thor, o deus asgardiano que é também um velho amigo de Zaphod. A ideia é que ele mate Wowbagger e o deus aceita, pois sua reputação está negativa depois que um certo vídeo caiu na Subeta Net (e um vídeo dele matando um imortal poderia trazê-lo de volta à popularidade).
[FIM DOS SPOILERS]

Análise

Vocês viram no último post que eu amei os cinco primeiros livros, mas o mesmo não posso dizer do sexto. O livro não é ruim, mas é meio forçado. Quando o peguei para ler eu já esperava algo diferente por ter sido escrito por outro autor, etc. e minhas expectativas para o livro eram nulas e isso foi bom porque não tive nenhuma surpresa desagradável.

O principal problema de outro autor continuar escrevendo os livros de uma série é o ponto de vista. “E tem outra coisa...” traz o POV do Eoin sobre os personagens e não mais o do Douglas, obviamente. Em minha opinião isso foi o pior do livro, parecia que os personagens não estavam nos seus tons certos, como se eles fossem uma estação de rádio mal sintonizada. Vi um Arthur muito “abobalhado”, uma Random chatinha e ainda mais birrenta (falando nisso, viu nosso post sobre as mães da literatura? Falamos da relação Random/Trillian.) e uma Trillian quase com uma personalidade de uma Trillian de outra realidade.

Uma coisa que eu gostei bastante foi o resgate de Wowbagger para a história, um personagem que gostei muito já na sua curta aparição e completou a história (mas o tempo inteiro eu imaginava como seria se o Douglas o tivesse desenvolvido melhor). Já que estou falando dele, preciso dizer que odiei com todas as minhas forças o casal que o Colfer fez, [SPOILER] Trillian/Wowbagger é muito bizarro, compreendo a aversão que a Random teve no início. [/SPOILER]

As críticas presentes nos livros anteriores também estão em “E tem outra coisa...”, porém o Colfer as deixou de forma mais explícita. Por exemplo, o pequeno planeta Nano que foi comprado por um grupo de terráqueos antes da destruição de seu planeta natal e para onde eles se mudaram. Como a população está se organizando no planeta recém-habitado, vemos muitos problemas caindo na mão do seu ‘governante’ (que, inclusive, é o homem que aparece na capa do livro). E todos eles são uma forma de crítica à sociedade em que vivemos hoje. O que mais é desenvolvido é a falta de um deus, uma divindade na qual a população possa se “prender” - vemos aí uma gigantesca crítica à religião e à crença das pessoas.

O Colfer também usou um artifício muito chato no livro: as notas do Guia. Eram trechos inseridos no meio da história que explicavam algo ou contavam uma história. A maior parte deles é completamente desnecessária, poucos eu achei engraçados ou realmente foram úteis para a leitura e teve um momento do livro que passei a pular alguns (se quiser, faça o mesmo, porém você estará pulando praticamente metade do livro).

Espere, devo ou não ler o livro?

Bom, isso parte de cada um, mas se você leu os cinco livros da série e os amou e tal e quer manter a imagem das coisas do jeito do Douglas Adams, minha dica é que não leia. Mas, se você quiser experimentar a história por um novo ponto de vista, o livro é uma boa pedida. 

Até mais, e obrigado pelos peixes! o/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Balanço de Leituras - Abril


Mais um balanço de leituras aqui no blog. Leia a nossa compartilhe conosco como andam as suas! Comente aqui embaixo ou faça esse meme no seu próprio blog.

>>>Paulo Vaughan

- Livros lidos: 6 livros completos - "Se eu morrer antes de você" (Allison Brennan), "A Vida, o Universo e Tudo Mais" (Douglas Adams), "Até mais, e obrigado pelos peixes!" (Douglas Adams), "Praticamente Inofensiva" (Douglas Adams), "E tem outra coisa..." (Eoin Colfer) e "A Última Princesa" (Fábio Yabu).

- O que achou? Os do Douglas Adams, que são os 3 últimos da série "Guia do Mochileiro das Galáxias", são maravilhosos, assim como os dois primeiros. Já o "E tem outra coisa..." que é, supostamente, o sexto livro do Guia do Mochileiro é... regular (falo mais disso na resenha). E o "A Última Princesa" é fantástico, uma leitura bem leve, li em um dia!

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: "Se eu morrer antes de você"

- Comentário sobre as leituras: Depois de três meses lendo poucos livros fiquei muito feliz com o resultado desse mês. Mesmo 5 dos livros que li sejam pequenas foi um resultado muito satisfatório para mim.

>>>Dana Martins

- Livros lidos: Esse mês eu me recuperei com 5 completos: "Os Anos de Fartura", do Chan Koonchung, que eu falei que tinha começado. "O Caderno de Maya", da Isabel Allende. "O Nome do Vento", do Patrick Rothfuss. "A Linha", da Teri Hall. E "The Swan Kingdom" da Zoë Marriott. 

- O que achou? Foi um mês, de certo modo, denso. O meu ranking fica: The Swan Kingdom, O Nome do Vento, Os Anos de Fartura e O Caderno de Maya no mesmo lugar e A Linha por último. The Swan Kingdom me surpreendeu muito e vocês vão ver em breve na minha resenha. O Nome do Vento traz um clima lindo e o Kvothe é melhor ainda, mas não teve o teor viciante do primeiro. Os que ficaram no mesmo lugar são mais adultos e trazem bastante conteúdo. Eu gostei bastante. A Linha foi o único do que eu realmente não gostei tanto assim. Achei bem fraco, mas deve ser porque é mais infantil. Resultado: duas distopias e meia, dois estilo contos de fadas/medieval.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Já fiz a de O Caderno de Maya e amanhã entra a de O Nome do Vento aqui e a de A Linha no blog das resenhas. The Swan Kingdom em breve. :)

- Comentário sobre as leituras: Até que esse mês eu fui bem, mas mais por causa dos dois últimos livros. A Linha é muito pequeno e passa rápido. Já The Swan Kingdom foi difícil abandonar. 

>>>Igraínne Marques

- Livros lidos: Dois e meio. Terrível Encanto, Shadowspell e metade de Interligados. 

- O que achou? Terrível Encanto é legal, mas a escrita me incomodou de um modo realmente decepcionante. Acho que se a autora tivesse tido um cuidado um pouco maior, teria sido incrível. Shadowspell foi minha surpresa boa do mês. Depois de ter lido Glimmerglass, achei que o segundo livro fosse seguir a mesma linha (e seguiu, como você pode conferir na resenha da Dana aqui), mas definitivamente achei bem melhor que o primeiro. Já Interligados, cuja resenha vai ao ar na semana que vem, (não percam, pessoas), foi outra surpresa maravilhosa. Ainda não terminei, não posso falar integralmente, mas até agora com certeza é um dos livros mais legais que li no ano.

- Resenhas/indicações/etc dos livros lidos: Fiz uma resenha para Terrível Encanto e uma para Shadowspell (essa para o Blog das Resenhas).

- Comentário sobre as leituras: Terrível Encanto é um livro para você ler por distração. A história é boa (muito boa, aliás), mas poderia ter sido aproveitada melhor. Acho que o fato de nada ali ser previsível foi o ponto alto, foi o que fez a história andar. Eu poderia dizer que os princípios dos personagens são bem "reais" e não há muito daquela coisa de "como devem ser os casais" que eu vejo em muito livro por aí. Mas, como eu disse, a escrita me incomodou. Shadowspell, por outro lado, foi realmente intrigante. Não sei o que a autora fez, mas fiquei fã da série, algo que eu jamais acreditaria acontecer depois de ter lido o primeiro livro. Simplesmente me encantei com o mundo de Avalon e todas as atrapalhadas de Dana. :)) Por fim, Interligados é uma história muito bem desenvolvida. Como ainda não terminei de ler, só posso comentar a respeito daquilo que eu sei, mas contrastando com Terrível Encanto, todos as vertentes que podem ser exploradas são exploradas. Isso torna a história mais limpa, menos superficial.