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sábado, 24 de novembro de 2012

Gostando ou não, você vai agradecer a Crepúsculo


O último filme chega aos cinemas e é aquele momento que você deixa a inimizade de lado e decide rever tudo o que aconteceu até agora. Querendo ou não, foram anos de algo que atingiu proporções enormes. Yep, Harry Potter pode ser o livro mais vendido e ter milhões de créditos, mas não é a série (me recuso a usar saga) que a faxineira te para no McDonald's para perguntar os horários. Ou que você escuta enquanto está distraído em uma loja: "- E ela tá grávida?! É do lobisomem?!"*
*A mesma frase serviria para Harry Potter... nesse caso a resposta seria "sim".

Twilight: Em coração de mãe sempre cabe mais um

Durante esses anos, principalmente nos últimos, eu juntei vários desses momentos. O que mais me chamou atenção foi um grupo de amigas (de 20 e poucos anos!) descendo do ônibus e uma falando no telefone "hoje to saindo com as amigas pra assistir o novo Crepúsculo!" Vocês repararam em como o filme virou símbolo de algo "feminino"? Tipo pintar as unhas ou amar compras. 

É claro que não foram anos de apenas memórias boas. Os vampiros de Twilight logo começaram a ser sacaneados, Edward mais ainda, depois o Jake entrou na parada e a "falta de expressão da Kristen" foi criticada até não poder mais. Aquilo de Team Edward vs. Team Jake do início virou uma brincadeira boba e ridicularizada. Aliás, a história inteira foi ridicularizada (o que acontece quando vai longe demais e pessoas caem de paraquedas na história sem saber o contexto). 

O que mais me incomodou é que os próprios filmes se transformaram nessa ridicularização, principalmente o Amanhecer Part 1 (infelizmente isso vai um pouco até a Part 2). Não que os livros da Stephenie Meyer sejam algo sagrado pela própria perfeição, mas existe um limite, né? 
Twilight feat. Zombies: melhor que Twilight em Breaking Dawn part 1
Aliás, os filmes são cheios de altos e baixos. A cada filme a produção e recursos melhoraram, mas nem sempre foram usados muito bem. Acredito que eles também tenham se perdido no próprio conceito da história e só no quarto (part 2!) encontraram o próprio caminho. Na verdade, a melhor sequência em TODOS os filmes foi justamente quando eles se livraram da preocupação de ser fiel e fizeram algo realmente criativo, na batalha do 4.2. Ficou até mais perto do que a Stephenie passa do que cenas mais "fiéis".  

"Amanhecer Parte 2" é o melhor de todos? Bem, em muitos quesitos realmente é. Mas eu também gosto muito do primeiro, Crepúsculo, que mostra como nenhum outro a "alma" de onde tudo começou. Muitas pessoas tratam Twilight como grande franquia que agora é, mas esquecem que no começo não era bem assim. Foi uma adaptação levada na vontade de fazer isso tornar real porque ninguém acreditava, escolha de ator foi feita na casa de fulaninho e muitos dos que participaram foi tipo "ele já trabalhou comigo em tal lugar, vamos ver se ele quer participar". Agora você vê Summit em um monte de lugares, mas não era bem assim. Foi meio que um filme alternativo de baixo orçamento feito por uma empresa pequena que deu muito certo. 

Eu quase consegui lembrar como era legal agora...
Eu realmente não esqueço de quando minha amiga me mandou um arquivo de word escrito "twilight" e falou que era legal. Eu pensei "wtf, história de vampiro, não quero isso não". Depois de ler eu gostei tanto que pulei para o arquivo de word de Lua Nova. Os dois eram traduções da internet porque não tinham lançado aqui ainda. Eclipse tinha sido lançado há pouco tempo lá fora e ainda não tinha tradução, então comprei em inglês e li mesmo assim porque eu queria continuar (aliás, foi meu primeiro livro em inglês, que eu comprei e saí lendo mesmo sem saber se eu ia entender). O Breaking Dawn comprei na pré-venda na Amazon. 

Aliás, você sabe desses eventos de lançamento de livro? Agradeça a Crepúsculo. O primeiro foi do lançamento de Breaking Dawn em inglês enquanto a Intrínseca se preparava para lançar Crepúsculo. 

Eu lembro também do lançamento do filme meia noite e tudo aquilo de tentar mostrar para o mundo que Crepúsculo era legal, tipo a gente faz com Jogos Vorazes. Ah! E Jogos Vorazes? Tenho que agradecer a Stephenie Meyer também. Ela indicou o livro assim que foi lançado e eu estava procurando algo para ler em inglês, então decidi comprar. 

(clica para ver maior) Quão estranho é saber que uma das primeiras fãs de Hunger Games foi a autora de Twilight?
E, só para deixar registrado, também lembro dos filmes. Lembro de um site pequeno com fundo escuro e uma foto ruim mostrando um monte de gente. Falava que a Kristen tinha sido escolhida como Bella e do Robert Pattinson como Edward (que eu não gostei). A Alice (Ashley Greene) foi a melhor escolha e mesmo tendo perdido espaço continua uma das melhores no filme. Ainda teve as discussões sobre "como vão fazer esse garotinho magrelo virar o Jake?". 

E lembro de todas as estreias à meia noite. Meia dúzia de gente em Crepúsculo no Downtown, eu pensando "quero logo os lobos!" e "essa maquiagem tá fail". Depois jogar baralho na fila de Lua Nova e da confusão dentro do cinema porque uma família atrasada roubou o lugar das minhas amigas (atrasaram o filme por causa disso, cinema inteiro gritando pra família sair e os seguranças vieram tirar eles). De Eclipse eu já não lembro muito, só de achar a abertura dos newborn bem legal. Esse é o filme mais bem feito/adaptado e ao mesmo tempo o mais neutro. O quarto nem fui mais na meia noite, decadência. O quinto também não fui na estreia e foi o que mais me surpreendeu, porque eu não esperava muita coisa. (SPOILER) Chorei da morte do Seth até a música da Ellie Goulding. OH, WAIT, O QUE A ELLIE GOULDING TÁ FAZENDO AQUI?" (/SPOILER)

E, pra terminar, o melhor e mais inquestionável dos filmes de Crepúsculo: as trilhas sonoras. Paramore no primeiro e trazendo Muse para o mapa (se algum dia você for a um show de Muse, agradeça a Stephenie Meyer). Todas as outras são legais, mesmo a do Amanhecer Part 1 que é mal encaixada. Nunca gostei da score querendo dar um lado épico/fantasia a um filme de romance/urbano, mas vamos fingir que não está lá e pronto. E eu já disse que eles colocaram Ellie Goulding? 


Se Harry Potter é o pai das mudanças no mundo literário/da cultura jovem hoje em dia, Twilight é a mãe. Deal with it. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Shows Internacionais de 2011



Veja também a primeira parte com os principais festivais do ano (que receberam Coldplay, Katy Perry, Rihanna, Elton John, System of a Down, Simple Plan, Black Eyed Peas, The Strokes, Beady Eye, Jessie J...), os alternativos mostrando que também querem show e a associação marca-artista trazendo criatividade para o país.

A família inteira foi pra fila...
Durante esse ano também aconteceram grandes shows que agradaram à toda a família. As garotinhas finalmente viram o Justin Bieber cantar ao vivo (ou no playback mesmo, né?), em shows grandes (Rio de Janeiro 05/10, São Paulo 08/10, Porto Alegre 10/10), com direito até a abertura de mais um dia no Rio (06/10) e em São Paulo (08/10). No entanto, os shows extras não venderam tão bem assim, a ponto de, no estádio do Engenhão no Rio, chegar a acontecer uma promoção no estilo "pague um, leve dois". Os fãs um pouco mais velhos que em anos anteriores surtaram com o Jonas Brothers, puderam rever um dos irmãos, o Nick Jonas, em um show menor de seu cd solo Who I am. A outra cria da Disney, Miley Cyrus (vídeo), também apareceu pela primeira vez no Brasil, em maio, para shows de sua Gypsy Heart Tour em São Paulo e no Rio de Janeiro.



Como se isso já não parecesse bom o bastante para os fãs de pop, ainda vieram grandes nomes do gênero para o Brasil: Avril Lavigne, apesar de não ter mais a mesma fama de antes, retornou ao país com a turnê Black Star que passou por São Paulo (dias 27 e 28/07), Rio de Janeiro (31/07), Belo Horizonte (02/08) e Brasília (04/08). Já a Britney Spears (vídeo), que já ficou até careca com a fama, retornou ao país mostrando que ainda está em alta. Os fãs começaram acampamento um mês antes do show para ver a não-mais-menina do pop. Ela fez shows na Apoteose do Rio de Janeiro e na Anhembi Arena de São Paulo que lotaram. Calma, respira que ainda não acabou. Aqueles que estão mais carecas pela idade do que pela fama, como os integrantes do Back Street Boys, também retornaram ao país resgatando a nostalgia de todos aqueles que imitaram os seus passos dançantes ou encheram as paredes de posteres. Falando em nostalgia, aquelas três meninas (riscado) meninos que cantavam ainda existem e também vieram o país. O Hanson (vídeo) fez show em Porto Alegre e São Paulo, nos dias 04 e 06 de novembro (respectivamente), e, acreditem ou não, foi considerado um dos melhores shows de 2011 pelos leitores do site Terra. 


 Os papais (ou não tão papais assim) também puderam ver de perto seus ídolos. Os Beatles não poderiam estar mais presentes no Brasil do que nesse ano, com shows do Paul McCartney (vídeo) e do Ringo Starr. O primeiro, que todo mundo lembra que está vivo, fez 2 shows grandes no Rio de Janeiro, no estádio do Engenhão, em maio. Já o segundo, passou quase que escondido em novembro e fez shows em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife com a sua All Starr Band, misturando sucessos dos Beatles e de sua carreira solo. Já parece bom o bastante para os pais esquecerem as horas que passaram na fila do Justin Bieber, mas ainda teve mais: Pearl Jam, U2 e Aerosmith também fizeram shows grandes no Brasil. Pearl Jam passou com sua turnê comemorativa de 20 anos de banda pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, no mês de agosto; U2 (vídeo), a banda que mais faturou com shows em 2011, fez apresentação única no estádio do Morumbi, tendo como banda de abertura nada mais nada menos que Muse (inclusive o show de abertura ganhou um DVD feito pelos próprios fãs da banda. saiba mais aqui); Steven Tyler e cia também fizeram apresentação única em São Paulo, mas na arena Anhembi, no mês de outubro. Ainda para esse público das antigas (ou talvez nem tanto), passaram pelo Brasil Cyndi Lauper (vídeo), Iron Maiden e Ricky Martin (bem variado, não?). 
Eles "invadiram a sua praia"...
Ainda falando em variedade, outros três grandes nomes da música estilo "de boa na praia" vieram ao país. O Train, que recentemente fez todo mundo cantar "Soul Sister", veio ao Brasil para que no show todo mundo cantasse... "Soul Sister". Ben Harper também esteve por aqui, fazendo show em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Talvez você pode até achar que não lembra dele, mas deve se lembrar de "Falling in Love Again" ou (talvez prefira não lembrar de) "Boa Sorte/Good Luck", fruto da parceria dele com Vanessa da Mata. E, para terminar, o rei desse estilo de música: Jack Johnson (vídeo). Não sei você que está lendo isso, mas nós nos surpreendemos a cada nome que é colocado aqui, conforme tomamos consciência da quantidade de gente muito famosa que veio. É, times like these...

E os fãs via internet foram atropelados.
E, para finalizar a "teoria" de que o Brasil é o lugar de shows, falaremos sobre as inúmeras bandas de rock (e variados) que vieram ao país. Para quem gosta de música desse estilo e vivia na internet nos últimos 5 anos, acontecia uma espécie de conformação. Essa foi a época de explosão do myspace, do purevolume e das comunidades do orkut. Quem gostava de música, podia encontrar as bandas internacionais de todo tipo (das garagens dos EUA, para um pop francês e um rock alemão, passando pela Inglaterra pra dar um oi. Isso sem falar das orientais...). Mas isso tudo era frustrante, porque também trazia uma certeza: "eu nunca vou ver essa banda ao vivo". Pense só, Blink 182, que é o Blink, fez sucesso até no Brasil e nunca veio aqui, imagine uma banda iniciante? Esse ano, tudo isso mudou. Os fãs foram atropelados (e levados à falência) pelo número de bandas que vieram. Falando sério, de todas as bandas que surgiram mais ou menos por 2005 pra cá e participaram da "onda myspace", a maioria esteve aqui (algumas mais de uma vez) e quem não esteve, está para vir, acabou ou está dando um tempo. 


 Em fevereiro desse ano, tivemos, pela segunda vez, uma turnê do Paramore (vídeo 1) (vídeo 2) (um dos símbolos desse grupo "myspace"). A banda não só fez shows grandes (em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), como também prometeu não demorar mais que 3 anos para voltar ao Brasil novamente, o que só aumenta a expectativa de uma nova turnê brasileira (que passe até por mais lugares) logo após o lançamento de seu próximo álbum. As próximas bandas, tiveram shows grandes ou pequenos dependendo da fama (normalmente menor no Rio e de surtar em São Paulo), mas não vale a pena entrar em detalhes porque seriam muitos. Eles são: All Time Low (já confirmado para maio de 2012!), que fez turnê com o Motion City Soundtrack; o Forever The Sickest Kids, que retornou para uma série de shows pequenos; o Yellowcard (que nem está em alta!) também voltou e sacudiu algumas casas de show pelo país; o Boys Like Girls veio pela primeira vez; Cash Cash junto com Stereo Skyline esteve em São Paulo no fim do mês passado; 3OH!3 com suas músicas dançantes e seu sucesso com a Katy Perry vieram para o Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo em abril; o Never Shout Never e o Hey Monday também dividiram o palco em alguns shows pelo país e, no final do ano, o The Maine (vídeo) passou para uma série de shows, confirmando também shows para o ano que vem (com direito a gravação de DVD). Para ter ideia, até o Cobra Starship (que chega a ser mais conhecido que o The Maine) veio aqui só para abrir o show do Justin Bieber (uma pena).


Outra banda que retornou (pela terceira vez) ao país foi o McFly (vídeo). Merece comentário a parte por um motivo: é da Inglaterra. Foi uma das primeiras bandas que não fez sucesso monstruoso nos EUA (na verdade, quase não faz sucesso lá) e conseguiu vir para o país. Desde a primeira vez que veio, já fez uma turnê por vários lugares do país (já foram até em Manaus) e, nesse ano, trocaram o Vivo Rio (4000 lugares) pelo HSBC Arena (capacidade para 15430 pessoas). E quem duvida que vai voltar?

Além das citadas, várias bandas dessa onda "myspace" de sucesso mais restrito (por irem mais pro rock do que pro pop) também estiveram por aqui. Avenged Sevenfold (vídeo), que é uma banda maior do que grande parte das citadas no penultimo parágrafo, veio para shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Outra grande (que já esteve no país e até já gravou uma versão de um seus singles, "The Kill", com a Pitty), foi a 30 Seconds To Mars (vídeo), que fez shows no Rio e São Paulo com sua turnê This is War, diferente da vez anterior em que passou somente em SP. Outras de público mais restrito ainda também vieram, como Rise Against, Bullet For My Valentine e Silverstein.


Quando nós decidimos fazer esse post, era só para seguir a ideia de retrospectiva, nós não imaginávamos que tantas bandas e cantores (GRANDES) vieram em um só ano. Só nesses posts nós citamos mais de 60 artistas, mas provavelmente tem mais que nós esquecemos, são de públicos mais específicos (tipo os orientais ou de soul) ou nem ficamos sabendo. Só para dar ideia, depois que nós escrevemos isso, saiu no site da Folha que 2011 encerra com record de shows de pop e rock. Dentro da estimativa deles, nesse ano ocorreram 506 apresentações, 116% a mais que 2010 (com 234). 2011 foi ótimo e 2012 promete ainda mais. As bandas que já vieram, querem voltar; as que não vieram, vão vir (isso é história para outro post)... É muito show para pouco bolso.


Veja mais:

>>>2011: recorde de shows internacionais no Brasil - Distorção Amplificada