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quarta-feira, 25 de julho de 2012

[Resenha] Por isso a gente acabou, de Daniel Handler

por Paulo Vaughan
- Livro: Por isso a gente acabou
- Livro Único
- Autores: Daniel Handler (romance) e Maira Kalman (ilustrações)
- Editora: Companhia das Letras
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
Mini-crítica:
O livro é, na verdade, a carta de término de Min Green, uma garota fanática por filmes, para Ed Slaterton, o típico jogador de basquete e popular da escola. Min manda também uma caixa com diversos objetos que marcaram o relacionamento dos dois e ela fala sobre a história deles na carta. Uma história simples que foi transformada em um dos livros mais bonitos que já li pelo fantástico Daniel Handler, que, para quem não sabe, é o Lemony Snicket de "Desventuras em Série". O romance escrito por ele é acompanhado de ilustrações muito boas da Maira Kalman. Recomendação certa para quem procura um livro leve e emocionante.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Escrever uma sinopse para “Por isso a gente acabou” é difícil porque eu começo a escrever e fica parecendo uma história bobinha e chata, no estilo filme para adolescentes chatinhas que repete pelo menos duas vezes por semana na TV. Enfim, a história é essa: Min Green (O Min é de Minerva, deusa romana da sabedoria, porque o pai dela estava fazendo mestrado quando ela nasceu e não adianta insistir, só a avó dela pode chama-la de Minnie. <3) é uma garota fanática por filmes e ela começa um relacionamento com o garoto popular (e jogador de basquete) da escola, Ed Slaterton. Os dois são muito diferentes, tem grupos de amigos completamente opostos, vivem em mundos contrários. Esse relacionamento, porém, acabou e a Min escreveu uma carta de término com os motivos pelos quais eles terminaram e mandou-a junto com uma caixa cheia de objetos comuns que marcaram o relacionamento dos dois (e que são a ponte para que a Min escreva histórias que aconteceram durante o namoro). E, bem, essa carta de término é o livro.

Essa é a premissa do livro. Uma história simples que nas mãos do fantástico Daniel Handler virou uma história incrível. Como isso fosse pouco, temos também as ilustrações Maira Kalman. Ela é uma ilustradora e escritora muito boa e em PIAGA* a cada capítulo, que é quando a Min fala sobre um objeto, temos a ilustração do objeto. Isso caiu bem no livro e foi mais um colorido (literalmente) para a história.
*sigla do livro

Mesmo livro sendo narrado em primeira pessoa pela Min, todos os personagens foram bem construídos e desenvolvidos ao longo do livro, desde ela mesma (quando ela se descreve no fim do livro é fantástico) até o Al, o melhor amigo dela. Falando no Al, tenho que acrescentar que ele é um personagem muito legal e gostei muito do Handler não ter deixado ele de lado. 

Não posso deixar de comentar sobre o Ed. Ele é aquele esteriótipo de co-capitão do time de basquete da escola que vemos em filme, mas uma sacada bem legal do Handler foi mostrar que ele não é só isso. Eu (e acredito que bastante gente também) tive sentimentos divididos quanto a ele. O que chega a ser engraçado porque tinham momentos do livro que eu o achava o cara mais babaca do mundo e não para de me perguntar o que diabos a Min estava fazendo com ele, entretanto em outros momentos eu tinha a certeza de que eles tinham sido feitos um para o outro. 

Como disse antes, a Min é fanática por filmes. Mas fanática MESMO, daquelas que relaciona tudo o que acontece na vida dela a um filme que ela já assistiu. Portanto, ao longo do livro são mencionados vários títulos de filmes e o mais legal de tudo isso é que eles saíram da cabeça do Daniel Handler. Até mesmo os atores mencionados e o cantor Hawk Davies* são frutos da mente brilhante do autor. E uma coisa engraçada é que nem todo mundo sabia ou percebeu que eles eram fictícios e ficaram procurando no google, hahaha.
* Uma das músicas dele, inclusive, é a frase que a Min escreveu na tampa da caixa que ela envia pro Ed, “You either have the feeling or you don’t” (Ou você tem o sentimento ou não tem).

Outra coisa para ser comentada é a voz da Min. Muitas pessoas falaram que ela não soava como uma adolescente de 16 anos, que estava mais para uma mulher de trinta e poucos anos, etc. Para mim isso tudo é o maior besteirol. Sério, primeiro (que também podia ser o único motivo) porque não existe essa coisa de “voz de adolescente” (tipo, tenho 14 anos e não venham me dizer que todos os adolescentes são iguais porque não são!) e segundo porque a Min é realista sim, eu mesmo conheço pessoas assim (não necessariamente com filmes).

Eu li o livro em português, na edição da Cia. Das Letras e tenho que parabenizar a editora porque eles fizeram um trabalho ótimo. O trabalho gráfico do livro está muito bonito e a tradução, como sempre, está boa. E como vocês já devem ter percebido, eles fizeram uma versão de capa diferente da original, pegando uma das ilustrações do livro e achei isso muito legal. Mas o maior acerto deles foi que eles pediram para a Maira escrever o título em português para que ele também ficasse com a letra dela, legal, né? Ah, vi também algumas pessoas reclamando que o livro é um pouquinho mais caro, mas acho-o justo porque o papel do livro é mais grosso por causa das ilustrações (e até a impressão delas deve ter encarecido o livro porque são coloridas e tal).

Enfim, “Por isso a gente acabou” é um livro muito lindo e leva 4 conversinhas. Eu amei o livro e tudo mais, porém, para mim, ele não foi tão tocante (até porque nunca passei por nada parecido) e especial a ponto de levar 5 conversinhas.

Sobre o filme:
Os direitos do livro foram comprados e pelo visto o projeto já está bem adiantado. Por hora as informações que temos são que a Beth McCarthy-Miller vai ser a diretora, o roteiro vai ser escrito pelo próprio Daniel Handler e que a Hailee Steinfeld vai ser a Min Green. A Bell do Nem Um Pouco Épico comentou na resenha dela que o Chris Evans em “Não é mais um besteirol americano” era o Ed Slaterton perfeito e eu concordo, pena que ele não tem mais 20 anos, haha.

Extra:
O Daniel Handler fez um site (na verdade, um tumblr), o The Why We Broke Project, muito legal onde as pessoas podem enviar e compartilhar as suas próprias histórias de término. E nele você não encontra só histórias de gente “comum”, temos também histórias de término de autores famosos, inclusive do Neil Gaiman e da Holly Black.

Classificação:
(4/5 conversinhas)




Nota: Semana passada recebemos a notícia de que agora somos parceiros da Companhia das Letras. Gostaríamos de agradecer à editora pela confiança em nós depositada e também aos leitores que tornaram isso possível. :D


Até a próxima!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

[Resenha] Why We Broke Up, de Daniel Handler

por Elena Bessa (colaboradora)*

- Livro: Why We Broke Up (No Brasil: Por Isso a Gente Acabou)
- Livro Único
- Autores: Daniel Handler (romance) e Maira Kalman (ilustrações)
- Ilustradora: Maira Kalman
-Editora: Little, Brown Books for Young Readers (No Brasil: Cia. das Letras)
- No skoob







Mini-crítica: 
Livros que falam os motivos que levaram um casal a ficar junto... Bem, são bem comuns. Já livros que falam sobre as razões que levaram, uma por uma, ao término de um namoro, nem tanto. Mas essa temática incomum é algo um tanto característico do Daniel Handler, que é autor também de Desventuras em Série. Why We Broke Up conta a história do curto romance de Min e Ed, e de todos os motivos que os levaram a terminar - mas a ficar juntos também. Acompanhamos essa história através da letra da própria Min, que termina com Ed através de uma carta, que envia junto com uma caixa contendo várias coisas que guardou durante o namoro dos dois... Um livro adoravelmente simples e extremamente cativante.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.
This is the box, Ed.
Inside is everything.
Two bottle caps,
A movie ticket from Greta in The Wild,
A note from you,
A box of matches,
Your protactor, (…)
And the rest of it.
This is it, Ed.
The whole story of why we broke up.
 
Why We Broke Up, como dá pra perceber pelo título, não é uma história sobre o amor – é sobre o término de um. É sobre o término do namoro de Min Green e Ed Slarteron, dois estudantes do mesmo colégio e que, após conversarem um com o outro numa festa, começam um namoro que dura algumas semanas, mas intenso o suficiente para que Min consiga juntar dentro de uma caixa vários itens significativos sobre o período em que ficaram juntos: desde caixa de fósforos a brincos que foram presentes de Ed. É um gesto bem romântico, criar essa coleção de ‘itens pessoais preciosos’ e eu conheço muita gente por aí (inclusive eu) que já teve ou tentou manter uma coleção dessas, como pequenos tesouros...

Mas, tão comum quanto tentar manter uma caixinha de recordações, é o término de uma relação. E, para terminar com Ed, Min resolve fazer isso na forma de uma carta, descrevendo item por item os objetos que preenchem a tal da caixa, que ela resolve devolver pra ele. Cada capítulo do livro é, justamente, a descrição de um dos itens da caixa, acompanhados dos desenhos LINDOS LINDOS LINDOS deles, da história do romance entre os dois, e de todos os motivos de por que eles acabaram.

O principal motivo que me fez querer ler Why We Broke Up é o fato de ele ter sido escrito pelo Daniel Handler, o nome verdadeiro de Lemony Snicket, de Desventuras Em Série. Ao mesmo tempo em que eu tinha uma expectativa muito grande quanto ao livro por causa do autor (Desventuras em Série!), a história de Why We Broke Up, sobre um término, parecia um tanto simples em comparação aos treze livros muito complexos que são Desventuras... E bem, ler comparando assim não é uma boa ideia, principalmente porque os dois são realmente diferentes mesmo.

Mas um elemento que o autor traz de Desventuras e tem em Why We Broke Up é o da pura e simples ironia. Quem leu DeS já sabe que em todos os livros o Lemony Snicket está lá, tentando convencer o leitor a largar o livro porque a história dos irmãos é triste demais. E, na história do término de Min e Ed, a cada capítulo que passava, quando a história dos dois ia sendo contada, eu me via lá, torcendo para que os dois, tão bonitinhos, poxa, ficassem juntos no final. Mesmo que a cada capítulo, a Min dizia mais e mais motivos que o fizeram terminar.

Porque é envolvente mesmo – a história de um romance adolescente, aquilo pelo qual todo o mundo passa algum dia, desde o primeiro encontro, primeiros beijos, a descoberta dos sentimentos, tudo sempre acompanhado dos itens da caixinha de Min, que só fazem com que o leitor se envolva mais com a história do livro. Aliás, a própria Min foi uma das coisas que eu mais gostei no livro inteiro. Ela é uma personagem tão cativante de um jeito tão simples, com aquele seu jeito de ser, com aquela sua paixão por filmes que ninguém conhece, e que na realidade, não existem.

Why We Broke Up é um livro extremamente poético, e isso foi outra das coisas que eu mais gostei nele. Poético no sentido de que há partes, capítulos pequenos onde dá vontade de grifar aquelas frases e partes preferidas do livro, dá vontade de anotá-las num caderno à parte, ou simplesmente ler tantas vezes até decorá-las, porque quem nunca passou por aquilo que Min e Ed estão passando, um término de um namoro adolescente, quando tudo parecia tão certo e tão longe dos problemas?

Classificação:
(4/5 conversinhas) 
Eu dei quatro e não 5, porque... Bem, sou bem exigente para dar a nota máxima para um livro. Why We Broke Up é lindo demais, mas não é muito, digamos, “genial”, e apesar da história ser sobre um término, não me comoveu tanto no final quanto eu achei que fosse comover, pra um livro com esse tema...

*Elena Bessa, 18 anos, fangirl, shipper e viciada em livros e internet. Precisa estar constantemente viciada em alguma coisa (ou mais) para ser feliz. Alguns dos hobbies são se apaixonar por personagens fictícios e torcer por casais que não existem. Encontre-a no Twitter.

sábado, 12 de maio de 2012

[Resenha] Os Vingadores, filme

por Dana Martins


- Filme: "Os Vingadores - The Avengers"
- The Avengers (2012)
- Baseado nos personagens da Marvel
- Direção: Joss Whedon
- Atores: Tom Hiddleston, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Clark Gregg, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders...
- Ação/Aventura - 12 anos - 143 min.
- Nos cinemas brasileiros a partir de 27 de abril de 2012
OBS: Joss Whedon também é o roteirista



Mini-crítica: 
"Os Vingadores" é um filme de super-heróis que merece a atenção que está tendo. Não se apoia apenas em efeitos especiais e 3D, tipo um Transformers da vida. Consegue criar uma história em que várias tramas se encontram e os personagens evoluem. Utiliza bem os super-heróis dentro da história em vez de criar apenas uma batalha de egos. Ah, e quebra estereótipos de super-heróis e nos mostra um pouco mais do universo da Marvel. Apesar de tornar melhor, os filmes anteriores não são necessários para entender o que se passa ("Homem de Ferro", "Homem de Ferro 2", "Thor" e "Capitão América"). O filme é sobre como os Vingadores se reuniram pela primeira vez por causa de um problema de família.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.

Eu já tinha dito para todos os lados que eu não acreditava que esse filme fosse dar certo, até conversei sobre isso pelo twitter do CC. Mas não me leve a mal, é porque tinha mesmo muita chance de dar errado. Porém, Joss Whedon, os Vingadores e o Loki mostraram que é possível, sim, fazer um filme do estilo que vale realmente a pena. Veja abaixo por que deu certo e eu gostei. :)

Vou começar mostrando por que o filme tinha tudo para dar errado. Como assim? a) Explosões, ação e superpoderes formam a combinação ideal para fazer aquele filme "nas coxas" só porque um monte de gente vai correr para ver os efeitos especiais. b) 3D (aka diferencial para fazer as pessoas irem assistir filmes ruins) c) Um monte de personagens relevantes, o que cria um roteiro complicado de fazer. Você tem que dar atenção a, no mínimo, quatro personagens, mas na realidade ainda tem o vilão, a Viúva Negra, o Arqueiro, o Nick Fury... d) a comédia, também conhecida com o escape para filmes ruins agradarem e) a certa "decadência" dos últimos filmes de prepação. O Homem de Ferro foi ótimo, Thor foi legal e Capitão América não foi tudo aquilo... (e o Hulk nem teve, né? Apesar do Homem de Ferro aparecer no final "O Incrível Hulk" com o Edward Norton)

"Os Vingadores" poderia ser aquele filme vazio que faz sucesso pela modinha ou efeitos especiais. Ou poderia ser um grande filme.

O que eu encontrei no cinema foi um filme com uma trama bem desenvolvida e com evolução dos personagens, além das cenas de ação, a comédia e o fan service. Mas eu realmente não tenho nada contra ser pop, se tiver alguma coisa interessante por trás.

A história que, a príncipio, eu pensei que seria apenas "vamos no reunir e acabar com o vilão em uma luta que destrói toda a cidade" acabou se transformando em algo mais quando entra o questionamento: o que estamos defendendo? O filme mostra o amadurecimento na ideia de herói que não é mais aquele mocinho exemplar que obedece às ordens sem questionar (até o Capitão América, apesar dele ter uma cabeça dura dos diabos). Além disso, ainda traz o vilão (que, como o Tom Hiddleston* mesmo disse, está mais para um anti-herói) para perto que fica quase tão presente quanto os Vingadores. Então, durante o filme, você fica tentando entender por que o Loki está ali (linha 1), o que o governo está planejando (linha 2) e onde está o tal "quadrado azul" que eles estão buscando (linha 3).
*Tom Hiddleston faz o Loki

Mas não acaba aí, não é como se fosse uma história empacotada de uma batalha vilão vs. herói. O filme consegue dar atenção aos personagens a ponto de desenvolver parte da história deles, como se fosse realmente "como os Vingadores se uniram". Me lembrou muito aos desenhos animados antigos, que trabalhavam no personagem também além do acontecimento da vez. Temos o Homem de Ferro se descobrindo como herói (linha 4), o Bruce Banner descobrindo que pode controlar o Hulk (linha 5), a Viúva Negra descobrindo que se importa (linha 6) e o Nick Fury se mostrando manipulador (linha 7).

Então, no geral, é um filme que vai além de simplesmente jogar gente famosa no meio de bombas explodindo. Para aqueles que não se importam com a história e gosta dos filmes assim, é um prato cheio. Para quem se preocupa com alguma linha de história, o filme consegue satisfazer. Para quem quer pura diversão e procura um novo vício, o filme é quase ideal.
Quase ideal: "Team" Homem de Ferro, "Team" Capitão América, "Team" Loki... porque as pessoas adoram se dividir e "brigar". Um fundo de romance Viúva Negra com Gavião e Capitão América com Homem de Ferro (roubaram a ideia de Sherlock Holmes?). Na verdade, foi o primeiro filme que criou uma espécie de fã estilo livros YA junto com de séries. 
Para não dizer que foi perfeito... há alguns pontos meio fracos, porque praticamente tudo do filme é construído ali mesmo. A valorização do personagem que faz eles "realmente" se uniram, a indagação que faz o Homem de Ferro se encontrar como herói, a raiz do romance Viúva Negra e Gavião... Então o filme não tem muito tempo para amadurecer as ideias e fica tudo suave. De qualquer forma, perto da quantidade de porcaria que tem por aí e considerando a complexidade da situação, é um grande feito. Fortalecer os diálogos entre os personagens e trazer o vilão para perto foi praticamente genial.

Classificação:
(5/5 conversinhas)


Agora leia uns extras/curiosidades para o filme que eu quis comentar e juntei durante esses dias: 

ESTILO DE COMBATE

O Capitão América e o Thor não tiveram uma evolução, mas não significa que não tivessem recebido certa atenção. Na verdade, todos os personagens ali tinham uma personalidade própria e marcante. No filme "Across de Universe" o personagem do Jim Sturgess diz algo que eu nunca esqueço, "você não é o que você faz, é como você faz". Isso, mais do que nunca, é mostrado no filme. Na hora da batalha, na hora de resolver um problema, na hora de conversar...

Só porque eu gostei muito disso, vou dar alguns exemplos. O meu preferido é a Viúva Negra, que teria como estilo "usar a força do inimigo contra ele mesmo". O que ela está fazendo no início? Roubando um segredo justamente para usar contra. O que ela faz na conversa com o Loki? Ah, e quando está lutando? O maior caos na rua, alienígenas aparecendo, Capitão América com escudinho pra um lado, Hulk esmagando tudo para o outro... e você repara que ela está no fundo lutando contra os alienígenas com uma arma deles. Depois, ela acaba usando aquele veículo deles. E ainda tem mais dela, mas não vamos começar a contar spoiler, né?

O Capitão América é outro que deixa isso claro. Ele chega na luta e começa a dar comandos e proteger as pessoas (a "arma" dele é o que mesmo?). Depois da briga com o Tony Stark quando eles têm que correr, repara que ele sai pelo corredor com braço por cima do Tony Stark para protegê-lo. Ou, o meu preferido, quando o Bruce Banner e o Tony Stark mostram pra ele que tem algo estranho no governo e ele entra em conflito por estar acostumado a seguir ordens sem questionar. Porém, em vez de ficar parado, ele usa a própria força e vai lá invadir o lugar atrás de informações. Enquanto o Bruce e o Tony fazem isso invadindo o banco de dados. Cada um com o seu estilo.

Posso falar do Hulk também? Eu adorei a forma como eles fizeram ele ser isso de "força pura". Quando o Loki começa a conversar, na maioria dos casos haveria tempo para um discurso e troca de farpas verbais. Mas não é como se o Hulk parasse para conversar e isso levou a uma das cenas mais épicas do filme.

Ah, e para vocês verem que nada passa em branco: você consegue tirar alguns traços interessantes de personalidade até da agente da S.H.I.E.L.D. que ajuda o Nick Fury.

Vocês repararam nisso? O que mais perceberam? :)


Os Vingadores vs. Batman

Essa é uma questão que tem sido muito comentada e é até natural pensar: depois do feito com o Coringa, como é que um filme de super-herói vai conseguir ir além? Batman criou um estilo, elevou o nível dos filmes "de criança". Poderia "Os Vingadores" e seu sucesso na bilheteria enfrentá-lo?

"Os Vingadores" também criou um estilo, mas um estilo diferente. Enquanto Batman veste uma roupagem adulta e sombria, como que um ar de "elite"; "Os Vingadores" cria um clima mais moderno e amigável, como que o filme da "galera". De certo modo, a comédia garante um público maior, mas atrapalha na hora de tornar um símbolo levado a sério.

A resposta mesmo dessa discussão, eu passo para o Joss Whedon, que falou a verdade: isso não é uma competição. Veja aqui a resposta inteira, vale a pena.

"Os Vingadores" em IMAX e 3D, vale?

O filme não é nenhum "Avatar" ou "A Invenção de Hugo Cabret" em que você vai perder parte do filme se não ver em 3D, mas ainda tem um 3D acima da média que até faz valer a pena assistir nessa versão.

Quanto à IMAX, só não digo que é obrigatório porque eu sei que não é fácil encontrar uma sala desse tipo no mundo (sim, nem lá fora é tão fácil assim) e principalmente no Brasil. De qualquer forma, se você puder ir não perca a chance de assistir "Os Vingadores" no IMAX, ele é um dos que vale a pena. A diferença é tipo assistir o filme no celular (cinema comum) para uma televisão gigante com um home theater bom (o IMAX), não dá para negar o diferencial do IMAX. Essa defesa toda é porque muita gente que pode assistir em IMAX deixa de fazer isso por causa do preço  e não sabe o que está perdendo (comer o sorvete do McDonalds na saída ou a pipoca é tão mais importante assim do que o filme de qualidade boa?).

os óculos do IMAX do ny são quase iguais...