Mostrando postagens com marcador laranja mecânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador laranja mecânica. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de março de 2012

Centro de Treinamento: análises da trilogia Jogos Vorazes


Bom dia (boa tarde, boa noite), tributos. O terceiro Centro de Treinamento é para os tributos que estão no nível médio ou avançado de treinamento, que em outras palavras significa "leram o primeiro livro ou a trilogia inteira". Spoilers do primeiro rolam solto e quando aparecem spoilers dos dois últimos há aviso. Novamente, é um post formado por vários tópicos e você pode escolher o seu "preferido" e ler na ordem que quiser. Ah, e não deixe de ser um voluntário.

Jogos Vorazes abre espaço para tanta discussão que já há vários livros dedicados a isso, posts, conversas em grupo do facebook ou em mesa de bar (...). Então, logicamente, é impossível abordar tudo em um só post. Aliás, até na edição final desses tópicos saiu muita coisa (Katniss é um garoto? Ficção científica?! Dominação alienígena?). Mas eu acredito que nós conseguimos juntar 5 tópicos interessantes e que fazem a gente (re)pensar a história. 


Os fenômenos da literatura jovem

Jogos Vorazes como todo grande bestseller, mistura elementos diferentes dentro de um novo contexto. Harry Potter trouxe uma nova visão sobre a bruxaria e utilizou isso como algo legal e possível no mundo atual, criando um universo gigante. Crepúsculo pegou os temíveis vampiros que protagonizavam em histórias sangrentas e os colocou de fundo em um romance atual com todo aquele clima de escola. Já Jogos Vorazes os gladiadores são retirados do passado e jogados dentro de uma arena em um futuro distópico, que é o contexto de um livro que fala de sobrevivência e traz a realidade sob uma nova perspectiva. (ufa! ah, não, calma aí. faltou dizer que também tem ficção científica)

Só por isso, dá para imaginar como Jogos Vorazes se destaca. Não estou nem dizendo que um é melhor do que o outro, mas que ele tem um diferencial. Além de vários elementos misturados, é um livro que, mesmo estando ao lado desses dois e muitos YA, tem um tom mais pesado e adulto. Isso porque Suzanne Collins não se concentrou apenas em criar um mundo legal e trazer valores para os jovens (ela não precisou, já tinham feito isso), a autora procurou nos ensinar sobre a realidade. Ela quis dizer: o mundo é lindo, maravilhoso (ou não), as consquistas são ótimas, mas há um longo caminho. Ela quis mostrar a guerra não como o jornal (que traz supostamente a realidade) ou a maioria dos filmes fazem, quis mostrar do ponto de vista de quem participou. 

Uma diferença substancial desse tratamento pode ser vista comparando os finais de Harry Potter e Jogos Vorazes, ambos com guerra. O último livro de HP é quase um massacre quartenário sozinho (Katniss tem sorte da J.K. Rowling não ser uma gamemaker), mas no final quando o do mal perde e tudo fica bem, nós não sentimos nem metade dessa perda. Na verdade, nós temos até dois epílogos bem parecidos e que trazem um toque de esperança, mas um faz você sorrir e se animar enquanto o outro te faz sentir a imensidão de tudo o que aconteceu. Nós estamos muito acostumados a ver a guerra do nosso país (ou nosso lado) como a nossa guerra e achar que tudo ficar bem para o país é ficar bem para gente, a visão que Jogos Vorazes trouxe é justamente o contrário: tudo bem que melhorou, mas e o nosso lado? (Suzanne Collins simplesmente picotando anos de ideologia criada pela mídia)
*novamente: não estou dizendo que um ou outro é melhor. eu adoro os dois finais (mentira, eu queria saber mais sobre a Luna).

Qual é o seu distrito? Qualquer um. 

Algo que me chamou atenção foi quando começaram a circular os testes de "qual é o seu distrito?". Eu fiz um com algumas perguntas de acordo com a personalidade que me mandou para o Distrito 3. Sei lá, talvez quem goste de carvão vá para o 12. Ou quem goste de uma praia fique no 4. Esses testes, claramente, são uma herança de séries como Harry potter ou Percy Jackson, em que você vai para a sua casa ou encontra o seu pai de acordo com a sua personalidade. Bem, o que me chamou atenção no testes foi exatamente isso: o distrito não tem nada a ver com a personalidade. 

Você não escolhe o seu distrito, você não escolhe se é pobre ou rico e muito menos se vai participar de um reality show que pode custar a sua vida. Você poderia ser o novo Steve Jobs, mas se nascesse no Distrito 7 que diferença faria? O Peeta poderia ser um grande pintor, mas quais chances ele teria de desenvolver alguma coisa se não fosse parar nos Jogos Vorazes e ficasse em casa fazendo pão eternamente? Ou pior do que isso, como ele tem vários irmãos e não é o mais velho poderia ter que ir trabalhar nas minas. 

Então, esse é mais um dos diferenciais de Jogos Vorazes: em todos há uma divisão, mas nesse você não vai para o lugar de acordo com quem você é, você é alguma coisa de acordo com o lugar que você vive. 

Essa forma de pensar da Suzanne Collins fica clara no trabalho cuidadoso de criar a metáfora do Mockingjay (tordo). O pássaro surgiu da mistura de um bestante criado pela capital, o Jabberjay (gaio tagarela), com um pássaro natural, o Mockingbird (tordo). O jabberjay foi praticamente exterminado quando viram que não funcionava como queriam, mas como não achavam tão importante largaram alguns por aí nos lugares mais afastados (tipo o distrito 12...). Com o tempo, o jabberjay se misturou ao mockingbird e acabou surgindo uma nova espécie, o Mockingjay (tordo). Do mesmo modo, a Katniss nasceu no distrito mais afastado onde o poder da Capital (não natural) não é tão forte assim e de certo modo uma vida comum pode ser levada (os pacificadores não aplicam muitos castigos e até compram da caça ilegal da Katniss). Ou seja, ela é meio que uma criação da natureza dentro de certo contexto.

Você pode dizer que se fosse assim todos os habitantes do Distrito 12 seriam Mockingjays, então vale a pena lembrar que essa falta de controle nesse distrito fez com que pessoas diferentes surgissem. Ela cresceu sustentando a família (em um outro distrito poderia ser mais fácil descobrirem isso) e ela também se acostumou a desafiar a leis acima da medida. Isso faz do Gale um Mockingjay quase tanto quanto ela, mas há algumas diferenças entre os dois. Ele vai atrás de vingança, ela de se livrar. Ele tinha a mãe, ela nem isso. Ele queria melhorar o mundo (pelo menos o próprio), ela se fechou ao mundo. Ah, e ele ficou em casa sustentando duas famílias sozinho e vendo a Katniss e o Peeta pela TV, enquanto ela desafiava a Capital pela própria vida. 

Em outra palavras, Jogos Vorazes trabalha com a ideia de que boa parte de quem você é depende das condições em que você vive, diferente dos outros livros em que você praticamente já nasceu com as suas características.
*É claro que nenhum deles é algo absoluto, Harry Potter trabalha o tempo inteiro com o conflito entre "será que eu deveria ter ido para a Sonserina?" e a resposta é de que você é responsável pelas próprias escolhas (Snape tá aí pra isso), mas é em Jogos Vorazes que isso é marcante. Além de uma forma de mostrar como a sociedade é injusta. 

Distopia e Utopia

No primeiro Centro de Treinamento nós falamos sobre distopia e explicamos o que é (se você não sabe, leia aqui). Aqui eu vou falar um pouco de como isso funciona em Jogos Vorazes.

Bem, se a Capital tivesse um lema, provavelmente seria "vamos dividir para dominar". Essa é a principal fonte do poder deles.

  • 1- Jogos Vorazes: Só um sai vivo. Você pode amar outro tributo, mas automaticamente já há uma carga de desconfiança. Você nunca vai saber se o seu aliado vai decidir acabar com tudo no meio da noite (e, se ele fizer, não vai saber mesmo). Até trabalho em grupo já é difícil fazer porque tem que confiar no outro, imagina em um jogo que a sua vida é o que está sendo apostado? 
  • 2- 12 distritos: A população já é dividida normalmente. Você não sabe quem são os outros, o que eles fazem e nem nada do tipo (lembra que a Katniss achava que por ser o distrito da agricultura eles tinham mais comida?). Como é que você vai fazer uma revolta junto com alguém que você nem conhece? E mesmo que você tentasse fazer sozinho, os outros sem saber o que está acontecendo poderiam se voltar contra você.
  • 3- Em cada distrito: Dentro dos próprios distritos há uma divisão, já que há os "pobres" e os "ricos". Como a Katniss observa, até na hora da colheita mesmo que todos sejam obrigados a colocar um papel no sorteio, os mais pobres colocam mais para ter direito a uma cota extra de comida. Ou seja: ou você morre de fome ou arranja mais chances "a seu favor", enquanto alguns ficam com as pernas para o alto sem precisar disso. Sem falar que são dois tributos por distrito lutando um contra o outro.  *os pacificadores são gente de onde mesmo? de um distrito?   

Fica extremamente difícil ir contra a força da Capital, a não ser que você tenha um símbolo de esperança que se conecte com todos os distritos. Aí... 

Além disso, a Capital trabalha de várias maneiras para manter o domínio. Cada distrito é responsável por uma área, de modo que eles não são auto-suficientes, dependem da boa vontade da Capital para ter uma coisa ou outra necessária. Os próprios Jogos Vorazes são um castigo e um aviso à população: ei, nós podemos levar os jovens de vocês embora, obrigar vocês a assistirem eles se matarem e, no final, fazer com que vocês festejem a morte de 23 pessoas. Ligado a isso, nós temos a propaganda. Através dela é que as pessoas conhecem a Capital, os Jogos Vorazes e o que aconteceu ao Distrito 13, mensagens constante de "vocês não podem fazer nada". O medo e a violência também acompanham os passos das pessoas que vivem nos distritos, que podem ser espancadas em praça pública por muito menos do que nós fazemos no nosso dia a dia. 
*vale lembrar que o ensino na "escola" também é manipulado. 

O livro apresenta muitos detalhes típicos dos totalitarismos que existiram (tipo o nazismo e o stalinismo*), comuns em distopia. Acho que a maior diferença, provavelmente por causa da Suzanne estar mais preocupada com os efeitos de uma guerra do que com uma crítica social, é que isso aparece mascarado. Por exemplo, em "1984" do George Orwell, uma das raízes de Jogos Vorazes, temos nomes como "Polícia do Pensamento" e "Ministério da Verdade", de modo que a história parece uma caricatura de uma realidade. Já em Jogos Vorazes há algo parecido, mas de um modo singelo, como os "Pacificadores", que trazem violência em vez de paz. 
*Spoiler de "A Esperança": a capital e o distrito 13, hein?

Por outro lado, a maioria das coisas estarem abaixo da superfície pode ser porque o livro é mais sobre o agora do que sobre a época em que o mundo era dividido por potências. Quer dizer, isso ainda é uma realidade, mas muito abaixo da superfície. Hoje em dia nós vivemos muito mais em um mundo de ideias, significados e coisas do tipo. Veja mais no próximo tópico.


Agora a utopia. A utopia é mais complexa que distopia e, para muitos, imaginária. Isso porque a utopia é aquele mundo perfeito e se alguém soubesse como é um mundo perfeito, não estaríamos aqui falando sobre isso. Mas há um pouco dela em Jogos Vorazes e muita gente nem percebe. Como a Rachel Sena observou no primeiro Centro de Treinamento quando eu falei um pouco sobre isso, a utopia da trilogia está na Capital. Apesar de não sabermos muito sobre como é a vida lá (infelizmente) temos informação o suficiente para ter uma ideia.

Assim como em "Fahrenheit 451" (ou até em livros atuais, como "Destino" ou "Divergent"), a noção de distopia parece relacionada a utopia, simplesmente pelo fato de que numa tentativa de fazer todo mundo ser igual e feliz perceberam que isso não era possível, então o governo, que trabalha com mão de ferro para todo mundo ser "feliz", acaba sendo injusto com quem percebe que não é bem assim e a confusão começa. Mas em Jogos Vorazes aparece uma relação alternativa de distopiaXutopia (também encontrada em Apocalipse Z): vamos fazer 90% da população trabalhar, enquanto 10% aproveita tudo em segurança. Distopia para todos e utopia para um. 

Na Capital as pessoas apresentam uma futilidade parecida com a das pessoas de "Fahrenheit 451", que parecem não pensar e aproveitam tudo sem preocupações. Novamente, Jogos Vorazes se destaca com uma utopia menos caricaturada e mais a ver com a nossa realidade. Sim, nós comemos até não poder mais (e não precisar), enquanto gente morre de fome. Na verdade, existe até algo chamado "bulimia", em que as pessoas comem até não poder mais e depois vomitam. É claro que a pessoa fica doente, passa mal, o que é um problema. Mas seria um problema se não tivesse o efeito negativo? Nesse tempo todo, ainda tem gente passando fome. 

Se vestir como quiser, comer a vontade, aproveitar festas, assistir jogos para se distrair... tudo isso sem grande parte do lado negativo atual e na visão de alguém que vive em uma distopia? É quase o paraíso. E já que estamos falando de paraíso, essa é uma mensagem secreta no meio do post, o que significa que se você está lendo e é do Rio de Janeiro, pode comentar dizendo "eu encontrei a mensagem secreta" em caps que leva um ingresso para a pré-estreia de Jogos Vorazes no Rio de Janeiro (downtown, 8:30, dia 22). O primeiro a encontrar e comentar leva, deixe o seu email.

Realidade vs. Ilusão (real or not real?)
*Esse é um dos tópicos mais interessantes para comentar e que eu encontrei por acaso no livro "The Girl Who Was on Fire", então eu meio que usei como base, mas não li tudo e estou desenvolvendo "sozinha", o que pode trazer uma perspectiva diferente. 

No nosso mundo real, passamos por um período em que o que a pessoa parece ser acaba sendo mais importante do que o que a pessoa é. O livro trabalha em vários níveis com essa ideia. Temos a Katniss na arena manipulando quem assiste; Temos os Jogos que para a capital são uma diversão e forma de se distrair da vida; Temos o próprio livro em si que é uma "ilusão", mas se comunica de várias formas com a nossa realidade; Temos a obsessão pela aparência entre as pessoas da Capital. (...)
*Quando de um livro podem ser tirados tantos detalhes, chegamos a duas opções: a) Suzanne Collins é um gênio b) inspiração divina e ela não tem consciência de metade do que fez - eu fico com a segunda.

A Katniss, nossa protagonista, tem sérios problemas com a falsidade. Haymitch não aguenta a incapacidade dela de fingir ou falar da própria vida na entrevista; Ela é quase paranóica de tanto que suspeita de todo mundo; Só consegue gravar as "propagandas" dos rebeldes encontrando algo verdadeiro para explorar. 
*Spoiler de "A Esperança". E mente no final dizendo que quer um novo Jogos Vorazes só para ir matar a Coin. Mais um exemplo do que essa história fez com ela... 

Já o Peeta, amorzinho da galera, não tem nem um pouco de problema com isso. Ele passa boa parte dos livros mentindo e faz isso tão bem que no fim do primeiro a Katniss nem acredita que tudo o que aconteceu entre eles tenha sido verdade. É interessante porque ele acaba sendo pego pelas próprias mentiras até não saber mais o que é realidade... Real or not real?

Enquanto o Gale, que o tempo inteiro disse a verdade para a Katniss, não foi levado a sério e no final nós vemos o que acontece. 

Haymitch, Cinna, Finnick... são todos personagens que você começa pensando uma coisa (ou a Katniss começa assim) e no final descobre que há muito mais. Algo parecido acontece com o Snow e a Coin. 

Spoiler de "A Esperança" nesse parágrafo. No final, a Katniss percebe que foi usada pela Coin* tanto quanto pela Capital, que tudo aquilo que ela fez não vale quase nada (para ela). Boa parte da impressão que passa é que a própria Katniss foi enganada depois de tudo. 

Desde o primeiro livro, a trilogia trabalha muito com a ideia de "o que é real?". Eu me lembro até hoje do estado de choque que eu fiquei no fim do primeiro livro com a reação do Peeta quando descobre que a Katniss estava "mentindo" o tempo inteiro. Era algo tipo "Do que ele está falando? Não vão ser amigos? Cadê o Gale?*". Porque o tempo inteiro eu não acreditei realmente no amor do Peeta, nem acreditei que a Katniss sentisse a mesma coisa (o que, ali, ela não sentia mesmo). Mas, como eu li em algum lugar, "Jogos Vorazes não é só sobre realidade e ilusão, mas também sobre a realidade virar ilusão e a ilusão virar realidade". 
*Spoiler dos dois últimos livros. No final do primeiro livro eu achava mesmo que era para ela ficar com o Gale, mas é o que sempre digo: isso nunca foi questão de escolher entre um e outro para ela, é uma mudança gradual que nós acompanhamos nos livros. 

Jogos Vorazes é plágio? 

Suzanne Collins ainda não sofreu nenhum processo de plágio quanto à sua obra mais famosa, “Jogos Vorazes”. Mas, mesmo assim, algumas pessoas insistem em dizer que a Trilogia é uma cópia de “Battle Royale”, livro de autor japonês Koushun Takami. Quando falam disso, meu argumento sempre é “A Suzanne e o Koushun usam uma trama muito parecida (o governo autoritário que realiza todo ano um jogo onde adolescentes tem que se matar e no final só resta um vencedor), mas seguiram caminhos DIFERENTES.”
*e, se você for pesquisar, jogar pessoas em um reality show para se matarem não é tão raro assim.

Para começar, as sociedades autoritárias de cada livro são diferentes na forma como tratam o jogo. Em Jogos Vorazes, o jogo é um reality show, todos são obrigados a assisti-lo, os cidadãos da Capital gostam de ver aquilo. Já em BR o jogo acontece sempre na surdina. O Governo prepara o local onde o jogo vai acontecer (em BR o jogo acontece em um lugar “real”, digo, não é um local específico para aquilo, a cada ano muda) e sorteia a turma de forma completamente sigilosa e a população só sabe que o jogo aconteceu quando acaba. Comparando a livros antigos, Jogos Vorazes está muito mais para uma mistura de "Fahrenheit 451" com "1984" enquanto "Battle Royale" é mais para "Laranja Mecânica". 

Não vou me alongar muito aqui porque em breve vocês vão ter uma resenha do livro. E, só mais uma coisa, como falamos no útlimo Centro de Treinamento, a autora nem sabia que existia "Battle Royale".

Battle Royale também possui uma adaptação cinematográfica e uma série de mangás, publicados no Brasil pela Conrad.

----

Se você procura o resultado do par de ingressos do último Centro de Treinamento, espere mais um pouco. Nós decidimos adiar por um simples motivo: tive um lapso depois de escrever um livro no lugar desse post e esqueci de sortear. Participe enquanto há tempo e o mais rápido possível colocaremos o vencedor aqui. :)

[ATUALIZADO]


E a vencedora é... Renata (ufrj.renata@gmail.com), veja o que você tem que fazer aqui.

Se você não ganhou, não fique triste! Temos muito mais para sortear por aqui. No momento, temos a promoção em parceria com o D13.

OBS: estamos procurando tributos interessados em dar um "depoimento" sobre a série, clique aqui para mais informações.