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domingo, 10 de junho de 2012

[Resenha] Private, de James Patterson (e Maxine Paetro)

por Paulo Vaughan
- Livro: Private - Agência Internacional de Investigações
- Private - Livro 1
- Autores: James Patterson e Maxine Paetro
- Editora: Arqueiro
- Comprar: Submarino, Travessa, Saraiva.
- No skoob
- Continua em: "Private - #1 Suspect" e pelo jeito que são as séries desse autor deve vir bastante coisa por aí.







Mini-crítica:
O investigador Jack Morgan é o diretor da Private, uma das maiores agências de investigação do mundo e ele tem três casos para resolver: a série de assassinatos de colegiais em Los Angeles, o assassinato da esposa do melhor amigo e ainda "desmascarar" um esquema por trás da liga de futebol americano. Em meio há isso tudo ele ainda tem que conviver com os pesadelos da época em que passou no Afeganistão, a culpa por não ter salvado seus amigos e uma ligação que chega toda madrugada dizendo "Você está morto, Jack.".

Se me pedissem para definir "Private" com apenas uma palavra a minha resposta seria "rápido". O livro tem muita história para contar e ser resolvida e apenas cerca de 200 páginas para isso, uma conta meio difícil. Não posso dizer que o autor tenha se saído muito bem, mas é um livro mediano. Esperava bem mais, mas ainda tenho a esperança que o próximo seja melhor.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Jack Morgan é um investigador muito bem sucedido e trabalhava para a agência de investigações de um amigo, porém o seu pai (que ele não gosta muito) lhe dá como herança a Private, a sua própria agência de investigações, que já fora famosa e bem conceituada. Sob a direção de Jack, a Private se expandiu e ganhou diversas filiais ao redor do mundo.

Ao contrário da maioria dos livros policiais esse não tem apenas um caso a ser desvendado e sim três. O primeiro é um que parece ser impossível de resolver, o assassinato de 13 colegiais ao longo de dois anos. O segundo é o assassinato da esposa de Andy, o melhor amigo de Jack, a Shelby. E por fim, o tio que Jack tanto adora, Fred, aparece com a desconfiança de que haja um esquema financeiro por trás de resultados de jogos de futebol americano.

Vi muita gente reclamando de serem três casos, que isso enrolou o livro e tal. Mas tenho que dizer que serem três casos era necessário para tornar o livro mais realista. Digo, o Jack não é simplesmente um detetive particular ou um investigador de uma grande agência como normalmente vemos nos livros e sim o diretor de uma agência internacional. É natural que vejamos essa carga em cima do protagonista e, pelo menos para mim, soaria falso se a Private tivesse filiais em Los Angeles, Nova York, Londres, Paris (e em mais algumas cidades que não me recordo agora) e a coisa não fosse pesada para Jack.

Isso, junto com os problemas pessoais de Jack que foram expostos, foi um acerto do Patterson. Afinal, não é fácil lidar com problemas do trabalho, com um relacionamento onde a parceira (que também é sua assistente na agência) não parece muito satisfeita, com pesadelos da época em que ele esteve na guerra do Afeganistão e com as ligações que chegam toda madrugada dizendo Você está morto, Jack.

Entretanto, concordo que o livro seja bem enrolado e o número maior de casos só contribui com isso. Achei o estilo de escrita do Patterson bem chato, isso porque o livro é rápido demais e são MUITOS capítulos (124 em apenas 207 páginas, acreditem), o que deixa a história meio cortada. Além de tudo isso há uma coisa bem bizarra no livro: a narração. Tipo, os capítulos que são pelo ponto de vista do Jack são em primeira pessoa e os que ele não aparece são na terceira. Isso me deixou bem confuso e todos esses problemas juntos fizeram que eu demorasse a engrenar na leitura.

Não, eu não vou só ficar falando mal do livro. O livro é bom e quando você “engata” na leitura tudo fluiu bem (ou quase bem). Gostei bastante da resolução do principal caso, que era o da série de assassinatos das garotas, e o do assassinato de Shelby me surpreendeu, mas teve um desfecho meio confuso. Quanto ao escândalo financeiro por trás do futebol americano foi meio “ok...”.
* Não vou me estender se não posso soltar spoiler e livro policial é legal ler sabendo quase nada, como eu fiz com esse.

Bem, tenho que confessar que o livro me decepcionou, esperava bem mais do James Patterson pelo tanto que falam dele, espero que o próximo dessa série seja melhor. E eu ainda tenho muita fé que as séries “Alex Cross” e “Clube das Mulheres contra o Crime” sejam muito boas (o único problema é que os primeiros livros foram lançados pela Rocco e eu quase nunca os acho disponível e mesmo essas sendo daquelas séries que se pode ler em qualquer ordem, gosto de acompanhar desde o começo).

Uma espécie de desabafo
Vocês devem ter percebido pela ficha técnica e o título do post que, ao contrário do que é sempre divulgado, o livro não é só do James Patterson, mas tem uma mulher que escreveu com ele, a Maxine Paetro (ela também escreve a série Clube das Mulheres Contra o Crime com ele). E isso me incomoda bastante. Sei que é provável que o contrato autorize (?) isso da Maxine ficar em segundo plano e tal, mas não gosto do mesmo jeito. Sempre que vejo casos assim eu lembro logo de "Elixir", que é mais absurdo. Todos vocês devem conhecer o livro por causa da Hilary Duff e tal, mas o que quase ninguém sabe é que ela escreveu com uma pessoa, a Elise Allen. Enfim, só queria dizer a minha insatisfação quanto a isso, obrigado por ouvirem (ou lerem, tanto faz. haha).

Classificação:

(3,5/5 conversinhas)

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Arqueiro! Muito obrigado! (:



Até a próxima!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

[Resenha] Se eu morrer antes de você, de Allison Brennan

por Paulo Vaughan

- Livro: Se eu morrer antes de você
- Série: Love me to death #1
- Próximo: "Kiss me, Kill me" ("Beije-me, Mate-me", em tradução literal)
- Autora: Allison Brennan
- Editora: Universo dos Livros
- No skoob











Mini-crítica: 
Diferente do que a capa e o título do livro pode indicar, o livro é um romance policial, um romance policial muito bom. A protagonista do livro, Lucy Kincaid, tem um sonho: entrar no FBI. Porém, enquanto ela ainda não tem essa possibilidade, ela trabalha em um departamento de rastreamento de criminosos sexuais. Mesmo fugindo das lembranças ruins do seu passado, o misterioso assassinato de diverso criminosos sexuais traz isso de volta e envolve Lucy no caso. 
Mesmo tendo um estilo de escrita que não me agradou muito, Alisson Brennan escreveu um livro ótimo e soube desenvolver bem um caso policial.  A protagonista foi muito bem escrita e todas as suas características e atitudes foram realistas, condizendo com o que aconteceu no seu passado. Recomendação perfeita para quem está querendo sair dos romances policiais que sempre 'batem na mesma tecla'.

Quer saber mais? Clique abaixo para conferir a resenha completa.


Primeiramente preciso dizer uma coisa: esse NÃO é um livro sobre uma história de amor. Essa foi a primeira ideia que eu tive por conta da capa (aliás, depois que você ler o livro você vai saber que a imagem da capa não é de um casal passeando) e do título. Ledo engano, "Se eu morrer antes de você" é um romance policial - um gênero que eu tenho gostado cada vez mais, diga-se de passagem.

Bom, a protoganista do livro é Lucy Kincaid. Com 25 anos, Lucy tem o sonho de ingressar no FBI, porém, enquanto isso não acontece, é voluntária no PMC (Proteção à mulheres e crianças), um departamento cuja missão é detectar estupradores e molestadores infantis que já foram condenados mas que ao voltar para as ruas - seja por sursis*, liberdade condicional ou cumprimento total da pena - tem grandes de voltar a cometer os mesmos crimes.
*Dispensa no cumprimento de uma pena, no todo ou em parte.

No PMC o trabalho de Lucy é rastrear na internet maníacos sexuais e se passar por uma vítima, atraindo o criminoso para falsos encontros, sendo preso novamente. E esse trabalho foi a forma de Lucy de se "vingar indiretamente" do que aconteceu com ela seis anos antes - ser atacada e violentada por um homem que conheceu na internet.

Lucy é uma personagem muito bem construída, é forte, decidida nas suas decisões. E uma coisa que eu gostei muito foi que a personagem é bem realista, a autora não fez uso de uma 'imagem pronta' de uma pessoa que sofreu violência sexual. O fato de uma pessoa ter sido violentada influiu muito em sua vida e em seu psicológico. Os acontecimentos dos 19 anos de Lucy influiram no que ela se tornou aos 25, ela amudereceu e virou uma mulher forte e ao mesmo tempo ela desconfiada e frágil em certos momentos.

E no livro também vemos a superproteção da família, o que acontece em muitos casos de violência sexual. A família quer cuidar da vítima (principalmente no período logo em seguida a violência) e na maioria das vezes esse cuidado é em excesso e isso pode até prejudicar a vítima. A protagonista mora na mesma casa que um de seus irmão, Dillon, e a esposa dele Kate - ambos trabalham com investigações. Ela também tem outro irmão, Philip, que faz parte de uma empresa, a RFK,  e passa grande parte da história viajando e acabou não tendo uma grande aparição nesse livro.

Depois de tanto tempo, Lucy estava em uma boa fase em sua vida, seguia bem em seu trabalho no PMC e havia entrado em uma seleção de funcionários do FBI, porém, o misterioso assassinato de um dos seus violentadores e de vários outros criminosos sexuais traz à tona o seu passado e involuntariamente ela se vê envolvida no meio desse caso.

Obviamente, o romance está presente no livro. Sean, que também faz parte da RFK, tem sentimentos em relação à Lucy e com o intuito de protegê-la também se envolve na investigação, porém, de modo separado do FBI. Em meio a toda essa situação os dois se envolvem e acabam se apaixonando.

Sinceramente, não gostei muito do romance. Achei que ficou um tanto quanto exagerado e levou um pouquinho mais de destaque do que deveria, mas eu até entendo já que o livro é mais voltado para o público femino e a intenção sempre é prender os leitores - o que me leva a comentar sobre a escrita. Vocês vão ver no final dessa resenha que o livro levou 4 conversinhas e o motivo é exatamente a escrita. Não sei bem explicar, mas não gostei do estilo da autora. Mesmo a história sendo boa, não conseguia ler o livro por longos períodos porque eu cansava da escrita, tanto que eu demorei para terminar de lê-lo.
*Ah, preciso fazer um elogio a autora. Falei com ela no twitter e ela me respondeu muito simpática. Gosto muito quando isso acontece (:

Também tenho que comentar que a revisão me incomodou um pouco. Até metade do livro você não encontrava espaço entre algumas palavras e isso aconteceu MUITAS vezes (cheguei a encontrar isso duas vezes em uma mesma página).

O livro faz parte da série de 7 livros (o penúltimo e o último ainda não foram lançados, saírão esse ano e ano que vem, respectivamente) "Love me to death", que é o nome original do primeiro livro, diferente do nome da série nos EUA, que é o nome da própria protagonista. Se você assim como eu tem medo de começar séries longas, não precisa ficar tão desesperado. "Love me to death" é como muitas séries policiais, as histórias dos livros são bem fechadas e não precisam necessariamente das outras. Aqui no Brasil só teremos o segundo volume no próximo semestre. *chorando porque quero mais Lucy Kincaid!*

Infelizmente, não posso comentar mais porque como o livro é policial, vai acabar estragando tudo (eu até acho que já disse demais porque gosto de ler um livro policial só sabendo o básico para poder me surpreender com o caso, mas não disse mais do que tem na sinopse da Universo.

Então é isso, o livro está super recomendado e é uma boa pedida para quem está procurando um romance policial para começar.


Classificação:
(4/5 conversinhas)

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a editora Universo dos Livros!


Até o/