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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Game Over: Três filmes sobre... O Fim do Mundo!


Já que o mundo não acabou, nada melhor do que a ter um "TFS fim do mundo" que antes assustavam a gente e hoje viraram pura comédia. Bom, antes de anunciar os filmes escolhidos, lembrem-se de que 99% do que falam sobre esse assunto têm coisas mais ~tensas~ que já aconteceram nos Estados Unidos. LOGO, estamos salvos, podemos comemorar e tudo o mais... -não?

Enfim, abrindo a sessão de fim do mundo...
 
Antes mesmo de surgir em "Senhor dos Anéis", Elijah Wood junto com Morgan Freeman (talvez o primeiro presindente dos estados unidos negro \o/) sobreviveram ao fim do mundo em grande estilo. Em "Impacto Profundo", Leo Biederman, (Elijah) junto com seu professor, descobre acidentalmente que um cometa com 11 mil quilômetros de diâmetro está prestes a colidir com a terra. 

Um ano depois, um repórter tentando investigar um escândalo sexual chega à conclusão de que a "amante" na verdade é o cometa que está cada vez mais perto. Enquanto isso, os americanos (junto com os russos) estão tentando criar formas para destruir o cometa, e caso isso não fosse possível, seriam criados abrigos para que 1 milhão de pessoas se salvem (800 mil delas seriam americanos! ¬¬'). É aí que entra nosso garoto prodígio, Elijah. Ele é um dos selecionados do governo para se salvar e consegue salvar a sua amiga (e o grande amor da vida dele), casando-se com ela. E o resto vocês podem imaginar...


O segundo filme escolhido segue a linha do "Impacto Profundo", mas... Com algumas diferenças. Em "Armageddon", depois de uma chuva de pequenos meteoros que atinge Nova York (viu, não falei?!), descobrem que um deles (maior, evidentemente) está prestes a colidir com a Terra. E para salvar o planeta, cientistas da NASA chegam à conclusão de que furar o meteoro e detonar bombas nucleares no interior dele pode ser uma boa ideia. Então, chamam Harry S. Stamper (Bruce Willis), chefe de uma plataforma de petróleo, para comandar essa missão. Mas a equipe que ele escolhe não agrada muito ao governo americano, já que são pessoas reclusas, ladrões e apostadores.

Nesse filme a tensão é pura. O elenco de primeira faz com que o filme funcione muito bem. E com um adicional: A música "I Don't Wanna Miss a Thing" do Aerosmith. QUE POR UM ACASO é a Banda do pai da Liv Tyler (é isso aí, o Steven Tyler é pai da Liv Tyler).


E pra finalizar o nossos filmes sobre o fim do mundo... 2012! Um filme que virou comédia depois que o dia 21/12/2012 passou e nós continuamos vivos, felizes (ou não) e no calor!
Em 2009, um cientista descobre que o núcleo da terra está aquecido demais e isso pode desencadear várias catástrofes naturais. Na reunião do G8, em 2010, os chefes de estado ficam sabendo dessa notícia e então começam o projeto secreto para salvar a humanidade. Cerca de 40.000 (!!) pessoas seriam escolhidas para entrar em uma série de navios (A.K.A Arcas) que seriam construídas no Himalaia.

E quem quisesse comprar a passagem para essa grande aventura, teria que pagar 1 BILHÃO de euros por pessoa. (O EURO É CARO GALERA!)

Já em 2012, Jackson Curtis (John Cusack) decide levar os filhos para o parque nacional de Yellowstone para um fim de semana de aventuras (e que aventuras) e lá ele descobre (quase) tudo que está acontecendo na Terra. Quando ele volta para San Andreas para pegar a ex-mulher, Kate (Amanda Peet) e o atual marido dela - um cirurgião plástico e piloto amador, Gordon (Thomas McCarthy) -, várias rachaduras vão aparecendo no chão e vários terremotos vão acontecendo. Nisso, Jack consegue junto com a família chegar no aeroporto e "alugar" um avião para chegar em algum outro aeroporto e tentar salvar a sua vida e a de sua família.

Esse é o filme mais realista, na minha visão. Porque não só os Estados Unidos foram atingidos. Dessa vez eles lembraram do Brasil e, sinceramente? Eu mega curti a ideia do mundo se acabando em todos os lugares e nas televisões passar o que realmente estava acontecendo.
 
-ana luíza

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Game Over: 21/12, de Dustin Thomason


21 de dezembro de 2012. Chegou o dia.

Até agora, o mundo não acabou. Ainda dá tempo de acontecer, mas, enquanto isso, que tal conhecer um livro que fala justamente sobre o dia de hoje?

- Livro: "21/12"
- Livro Único
- Autor: Dustin Thomason
- Editora: Paralela
- Comprar: Submarino, Travessa e Saraiva.
- No skoob
Antes de tudo, devo dizer que não sou um dos fanáticos* que acreditam no fim do mundo no dia de hoje baseados no Calendário Maia, tanto que não me interessei por esse livro quando recebemos um e-mail da Companhia das Letras falando sobre ele. Eu não costumo ligar pros comentários de críticos famosos sobre um livro, mas, quando os li, percebi que o livro tinha um potencial para ser bem interessante.
* Nesse livro, essas pessoas são chamadas de “2012s”.

Ok, fiquei super animado e mal podia esperar para ler “21/12”, mas o todo o ânimo morreu quando eu recebi o livro e comecei a ler em setembro. Eu só consegui ler as primeiras páginas e achei um saco. Como era um livro de parceria, tentei mais duas vezes e aconteceu o mesmo, achei lento e desisti nas primeiras páginas. Eu já tinha pensado em conversar com a editora para falar que não estava conseguindo ler o livro e tudo mais, mas resolvi dar uma última chance, afinal, achava bacana trazer algo relacionado à data de hoje para o blog. E não é que eu me interessei dessa vez?

Antes de “engatar” na leitura, eu fiquei enrolando e enrolando e enrolando. Isso aconteceu porque a história é muito introdutória nas primeiras cinquenta páginas, se sabe muito pouco sobre o caso, etc. Mas as coisas começam a ficarem interessantes quando os dois lados da história, o científico e o mitológico, se unem.

“21/12” tem como ambiente Los Angeles. Na cidade, pouca gente acreditava na teoria do fim do mundo em 2012, incluindo Gabriel Stanton, um médico muito bem conceituado, e Chel Manu, tradutora e descendente dos maias.

Stanton trabalha no Centro Príon de Controle de Doenças, onde estuda as doenças priônicas (príons são agentes que atacam o sistema nervoso), como a doença da vaca louca. Dias antes da data do fim do mundo, ele recebe um paciente com sintomas de IFF, que é uma doença que faz com que a pessoa tenha um caso grave de insônia, levando até à morte. O que causa surpresa no médico é que os exames feitos no paciente não mostram os resultados esperados, levando à descoberta de uma nova doença.

Chel Manu entra na história quando se descobre uma relação entre o paciente e um códex maia nunca antes visto achado pelo próprio. Ela tem a missão de traduzir e estudar esse documento que data do período clássico dos Maias. Juntos, eles têm que descobrir o mais rápido o possível como a doença realmente apareceu e também uma solução para ela, porque ela se espalha cada vez mais rápido.

Agora que eu já li, percebo que eu fui burro em não ter insistido no livro antes, porque ele vale a pena. “21/12” tem uma história e desenvolvimento completamente diferentes do que eu havia imaginado num primeiro momento. Enquanto eu achava que ele ia seguir o estilo clichê do filme “2012”, o livro se mostrou muito original e inteligente.

A escrita do Dustin Thomason não é especial, é bem comum e até cansativa às vezes. O livro como um todo não tem um ritmo muito bom, mas, quando as coisas começam a acontecer de fato, você começa a se empolgar e querer mais. Outra coisa que me incomodou foram os capítulos que não fazem parte da continuidade da história e são, na verdade, a tradução do códex maia que eles estão estudando. É claro que ele é importante para história, mas é um tanto quanto cansativo de ser lido.

Uma coisa que eu já tinha lido em algumas resenhas e percebi durante a minha leitura é que o autor não conta personagens, ele conta o evento. O foco dele foi escrever sobre a nova doença se espalhando e os personagens ficaram em segundo plano, como se só estivessem ali porque alguém precisava estar envolvido no evento.

“21/12” mostra uma visão do fim do mundo diferente do que via sendo apresentado nos livros, filmes e séries. É ótimo para quem gosta de thrillers e está procurando uma história diferente do que se vê constantemente nos romances policiais.

O livro foi um oferecimento da nossa parceira, a Companhia das Letras! Obrigado! :D 


-paulo vaughan

sábado, 8 de dezembro de 2012

Game Over: Por que o mundo vai acabar em dezembro? (Parte 1)


ATUALIZADO: Agora com maias explicando o calendário! Então, um novo mês chegou e temos um novo tema nas sextas. O que vamos falar em dezembro? O óbvio: fim do mundo. Os dois primeiros posts vão falar um pouco sobre "de onde surgiu essa história de fim de mundo" dividindo entre: Calendário Maia, crenças religiosas, numerologia, alienígenas e propaganda. Não adianta se preparar, o fim está próximo!

Eu, como qualquer pessoa minimamente informada (fiz os testes com os meus avós), sabia que o mundo ia "acabar" no dia 21 de dezembro. Sabia que isso tinha a ver com calendário Maia, ouvi falar alguma coisa sobre numerologia e já fui assustada por um papo de alienígenas que a mãe da Igra contou. Ainda assim, eu não sabia muito. 

A ideia de que o mundo vai acabar no dia 12 de dezembro é fundada em várias coincidências e - por que não? - marketing. Acho que tudo começou mesmo quando encontraram o calendário Maia que apontava para o fim do mundo nessa data.

Bem, isso até decidirem interpretar o calendário Maia direito. Se você nunca pensou nisso, o calendário deles não é igual ao nosso. Ele é feito de um sistema de vários ciclos que duram tempos diferentes. No nosso temos o dia, a semana, o mês, o ano, a década. Os ciclos deles não eram só por quantidade de horas e dias agrupados, era algo mais como* "a era do Sol" que dura (de acordo com o nosso) 3 anos e 93 dias até começar "a era da Lua". Agora imagine várias dessas eras medindo ciclos diferentes e pronto, está perto do calendário Maia.
*ATENÇÃO: Isso é um EXEMPLO, não estou dizendo que há uma era do sol no calendário maia.


Ciclo Lunar 13, quinto Sepetisto, templo das amélias, Era dos Cães. <- seria mais ou menos assim o cabeçalho deles. Muito mais ou menos, aliás, porque a língua e referência também são totalmente diferentes. É até impressionante que alguém entenda alguma coisa.

O tal "fim do mundo" previsto por eles era, na verdade, o fim de um desses ciclos que seria o maior. Talvez não tenham entendido que o calendário dá um reboot no fim dele (tipo no último dia do ano), talvez tenham saído correndo desesperados antes de terminarem de ver ou talvez seja marketing.

Para esclarecer a confusão, alguns maias (ou descendentes deles, né) foram explicar a situação:

"Trejo explicou que um baktun maia corresponde a um período de aproximadamente 394 anos, que, ao multiplicá-lo por 13 baktunes, resulta em 5.125 anos, ou seja, um ciclo completo. No calendário mesoamericano, este ciclo será completado no dia 21 de dezembro de 2012.
María Eugenia Loria, uma matriarca maia originária do estado mexicano de Iucatã, disse à agência Efe que o calendário maia foi criado com base na observação do movimento dos astros em períodos de um ano e em ciclos de mais de 5 mil anos." mais sobre mais explicando o calendário

Ou seja, no dia 21 de dezembro, o que temos (segundo os maias) é algum tipo de grande mudança. Ou um reinício. Pode ser que seja alguma mudança física, alguma mudança psicológica. Talvez o João descubra como nos fazer entrar na realidade virtual - não mudaria nossa vida para sempre? Seria o fim do mundo como nós conhecemos. 

MAS NÃO ACABA AÍ!

É claro que a história não acaba aí, precisaria de muito mais do que um autorzinho qualquer que pesquisa a vida dos Maias e a propagandinha do livro dele sobre o "fim do mundo" para causar tanta falação. 

A grande coincidência é que o conceito de "fim do mundo" já faz parte das nossas crenças, seja você católico ou ateu. Acho que parte de nós é egoísta demais e quer acreditar que se a gente morre o mundo também tem que morrer. Historicamente, quase todo lugar tem alguma crença sobre o fim do mundo. O apocalipse ou sei lá o nome que eles querem dar. 

Um mapa mundi do século XV. Mesmo que lá pra 1800 já tivesse um melhor, qual parcela da população o conhecia?

Nós também vivemos em uma época de grandes mudanças, globalização e uma noção do passado generalizada que não existia antes. O discurso ecológico de aquecimento global é gritado em nossos ouvidos desde que éramos bem pequenos. Não passamos um ano inteiro sem tropeçar em dúzias de "salve as baleias", "os golfinhos estão morrendo", "é o verão mais quente", "olha o furacão"... E essas coisas abalam a gente. 

Nós não sabemos se em 1345 o mundo mudava tanto quanto agora - ou se isso significa mesmo que estamos perto do fim. Mesmo que cientistas saibam, nós não sabemos. E é por isso que essa história toda afeta tanto a gente. Acredite se quiser ou não, mas muita gente sabe do "fim do mundo" sem nem ter ideia do que é calendário Maia. Ou da...

Numerologia!

Que você só vai ficar conhecendo semana que vem, porque eu sou mal, ou porque é a melhor parte. Talvez porque eu seja uma publicitária em formação, o que significa que eu sou muito do mal E deixo a melhor parte para o final. Vai saber... 

Se eles não estiverem errados e o mundo acabar antes mesmo da semana que vem, até lá!
- dana martins